Com a possibilidade de votarem em três nomes, os leitores escolheram como melhores ministros deste governo Teixeira dos Santos (44%, 232 votos), Ana Jorge (31%, 162 votos) e Vieira da Silva (30%, 154 Votes). E como piores Augusto Santos Silva (63%, 345 votos), Rui Pereira (28%, 150 votos) e Alberto Martins (23%, 126 votos).

Novo inquérito: concorda com a mudança da lei que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo?


73 respostas ao post “Novo inquérito”  

  1. 1 1  Sebastião Dias

    De facto, é difícil de perceber.

    Estamos mais pobres, com o Estado mais endividado, em vias de fazer obras faraónicas para empreendimentos de utilidade questionável que nos vão endividar até às calendas, com um déficit público galopante, com distribuição de regalias sociais com dinheiro que não existe, com dinheiro a escorrer através das costuras dos bolsos do Estado corrupto para um meio empresarial que corrompe, a divergir da Europa, sem quaisquer perspectivas de convergência…. e o óscar vai para, tcham, tcham, tcham, tcham,… o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos.

    A tradição de mau governo em Portugal deve-se, óbviamente, a um povo imbecil escolher invariavelmente um mau governo para o seu país.

    Só falta mesmo uma nova revolução, um Louçã temporariamente no poder num novo PREC, uma nova vacina contra a extrema esquerda e um país tal qual Sísifo, prisioneiro do seu destino de empurrar a sua enorme pedra até ao cimo da montanha, pedra esta que depois rola até à sua base num ciclo qrepetitivo até à eternidade

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  2. 2 2  Fado Alexandrino

    A votação vai ser tão esmagadora a favor do “sim” que por isso mesmo é que me pergunto:

    Porque é que a esquerda não defende um referendo que daria uma vitória esmagadora e pública e prefere antes uma vitória quase à tangente dada por uns parlamentares que apenas se levantam para dizer “sim” ou “não” quando o chefe toca o sino?

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  3. 3 3  commonsense

    No meu tempo de juventude, eram os padres que queriam casar. Agora são os homossexuais.

    O casamento é uma instituição muito antiga, que sempre tem sido reservada para uniões heterossexuais ligadas à instituição da família. Tem uma imensa dignidade que lhe vem de ser originariamente um sacramento religioso – um voto – que, mais tarde, no princípio do séc. XX, veio a ser laicisado como um contrato civil. A sua dignidade não lhe vem da recente natureza contratual, mas antes da sua antiquíssima natureza sacramental, votiva e familiar.

    Toda a gente sabe que existem uniões homossexuais mais ou menos perdurantes e apoiadas em projectos de vida em comum assente no afecto. Essas uniões têm sido reconhecidas pelo direito como tais, mas não como casamentos. A quem estiver interessado recomendo a consulta da lei inglesa – Civil Partnership Act – de 2004, que está tão bem feita e tem dado tão bons resultados que bem poderia ser traduzida para português e legislada pela AR (é melhor não os deixar pensar nem inventar). Resolve todos os problemas e satisfaz todas as exigências, menos uma: não lhe dá o nome de casamento. Poderia ser usada a designação «união homosexual» ou outra semelhante.

    Parece que o importante seria o uso da expressão casamento pelo seu «valor simbólico». Mas tal constituiria uma mistificação e uma falsificação terminológica. É que a dignidade e o valor simbólico do casamento vêm da sua natureza sacramental e da sua ligação à constituição da família, como sua pedra angular, o que de todo falta nas uniões homossexuais.

    Os homossexuais são cidadãos e cidadãs como toda a gente e têm direito à correspondente dignidade cívica. O que não têm é direito a pretender ser o que não são. E é mesmo patético que sejam eles próprios a se desdignificarem quando se não conseguem assumir como são, sem precisar de parasitar a dignidade duma instituição que lhes é completamente alheia.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Se a origem é sacramental e continua a ser ela que define os critérios de quem casa ou não no civil não teria feito grande sentido criar o segundo instituto. A prova que eles são de natureza completamente diferente é que o primeiro não aceita o divorcio e o segundo tem o divórcio como um dos elementos centrais. Este jogo de palavras que se faz não é mais do que uma forma simpática de dizer que a nossa lei se deve reger por critérios religiosos. Um deles: que as relações sexuais (e por isso o casamento, único “espaço” onde elas podem acontecer) tem como função primeira a procriação. Pois eu acho que o sexo tem como função primeira o prazer e o casamento é uma forma de regulação publica de um projecto de vida a dois que passa pela constituição de uma família com ou sem filhos do casal. O resto, é moral religiosa que não cabe numa lei que também se aplique a mim, que sou ateu. A laicização total do casamento civil é condição para a laicização total do Estado e esta é condição para a democracia.

  4. 4 4  Isabel

    Posso votar mais do que uma vez?

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  5. 5 5  Pinto

    Daniel Oliveira (4),
    Um deles: que as relações sexuais (e por isso o casamento, único “espaço” onde elas podem acontecer) tem como função primeira a procriação.

    E é esse o entendimento do Tribunal Constitucional (nem podia ser de outra forma).

    Repito-me sem cansar: o casamento é um contrato com características singulares. Ao desconfigurarmos esse contrato estamos a possibilitar todo o tipo de uniões – polígamas, incestuosas, etc.

    Deixo um pequeno excerto do recente Acórdão do Tribunal Constitucional:

    (…) De modo diferente, o sentido útil que poderia retirar-se da figura da garantia institucional seria o de obrigar o legislador a criar regras assegurando, para as uniões entre pessoas do mesmo sexo, um conteúdo funcional equivalente ao casamento. Simplesmente, nada impõe que essas regras envolvam uma extensão pura e simples do instituto do casamento às pessoas do mesmo sexo. A conclusão contrária pressuporia que previamente o legislador – e não, certamente, como se disse, este Tribunal – optasse claramente por uma concepção do casamento como simples relação privada. Só em tal contexto o princípio da igualdade tornaria constitucionalmente ilegítima uma restrição do casamento aos casais heterossexuais. Tal opção não é, no entanto, a subjacente ao actual quadro legislativo. Em suma, e como afirmam a este propósito Gomes Canotilho e Vital Moreira, «a recepção constitucional do conceito histórico de casamento como união entre duas pessoas de sexo diferente não permite retirar da Constituição um reconhecimento directo e obrigatório dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo (como querem alguns a partir da nova redacção do artigo 13.º-2)» (AA e ob cit, pág. 568).

    14. Como se afirmou anteriormente, saber se as normas impugnadas violam o princípio da igualdade é uma questão cuja resposta se encontra na concepção do casamento adoptada. Se se entender o casamento como uma instituição social que é apresentada aos cônjuges com um significado relativamente estável, enquanto união entre homem e mulher, designadamente assente na função que lhe cabe na reprodução da sociedade, pode fazer sentido reservar o casamento aos casais heterossexuais. Pelo contrário, apenas se se adoptasse uma concepção do casamento como relação puramente privada entre duas pessoas adultas, sem qualquer projecção na reprodução da sociedade, a exclusão dos casais homossexuais surgiria necessariamente como discriminatória. Ora, como se disse, não foi essa a opção legislativa.

    Ora se se entendesse o “casamento como relação puramente privada entre duas pessoas adultas, sem qualquer projecção na reprodução da sociedade” e dado que as relações incestuosas não são proibidas por Lei, que sentido faria continuar a impedir a celebração de um casamento entre mãe e filho?

    Daniel, eu sei que você já leu e reflectiu sobre esta pergunta, por mim repetida incansavelmente. Mas continua a assobiar para o ar. E fá-lo – você e os restantes – porque não tem uma resposta lógica a dar.

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  6. 6 6  Pinto

    Mas não digo que não haja uma solução prática para este assunto. No Reino Unido e nos países nórdicos (e ao contrário do que o Daniel muitas vezes quer fazer passar) não se alargou o contrato casamento a pessoas do mesmo sexo. Apenas se criou um contrato, garantindo todos os direitos que o casamento prevê, para as relações homossexuais.

    O casamento civil entre homossexuais é permitido na Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá e estado do Massachusetts, nos EUA. Nos países nórdicos e no Reino Unido criou-se um sistema paralelo que concede os mesmos direitos aos casais do mesmo sexo, sem, no entanto, adoptar a designação de casamento.

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  7. 7 7  siceramente

    não percebo esta “pancada” contra augusto santos silva, quando na verdade ele é dos melhores ministros e dos mais fortes que há.
    Talvez seja o temor ao poder .

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  8. 8 8  antonioNinguém

    Que votações!Isto já parece a sicnoticias e as suas celebradas eleições.Será que os ricaços voataram em massa no vieira da silva,uma vez que este homenzinho se preparou para um perdão de 3 000 milhões de euros de divida à segurança social?Não sabem?atão pq postam postas de pescada?Ignaros orgulhosos.

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  9. 9 9  isagt

    Estou cansada de tanta hipocrisia e de ver tanta gente, desde o tubarão à sardinha, querer ficar eternamente a olhar para o seu próprio umbigo, como se aí fosse o centro do mundo.
    Mesmo as leis que não afectam em nada a liberdade de alguns têm que ser elaboradas à sua imagem.
    Podem culpar a esquerda, a direita, a religião ou a meteorologia, mas o verdadeiro motivo está dentro das próprias pessoas, a total ausência de empatia, tentar por breves minutos imaginar o que seria estar na “pele dos outros” e sentir o que é fazer parte de minorias num mundo injustiçoso que não vê que o todo, é a soma de todas as partes, grandes e pequenas.

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  10. 10 10  João Pedro Lopes

    A haver referendo, a verdadeira questão é : “Concorda que dois adultos de comum acordo possam ser mais felizes sem que isso prejudique alguém?”. Que raio de referendo seria este?

    Cumprimentos

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  11. 11 11  anonimo

    Se o problema é a laicização, ja existem os casamentos civis, as uniões de facto e poderia existir também a exemplo do que existe em frança as PAC para os homos, e noutros paises com outros nomes, sem misturar tudo no mesmo saco, realidades diferentes. Essa devia ser a reinvindicação.

    Mas o problema é outro, é o igualitarismo O igualitarismo que confunde sistematicamente a igualdade com identidade, a igualdade com justiça, a igualdade de direitos civis pressupõe e baseia-se numa ideia de igualdade natural, a igualdade de direitos civis não é o mesmo que a chamada igualdade social que não se confunde com justiça social. O princípio da igualdade da lei não transforma as situações naturalmente diferentes em situações iguais.

    Esta reivindicação do casamento gay não quer ser uma reclamação de igualdade de direitos civis, mas trata-se antes de uma reclamação de um privilégio atribuível em função de um igualitarismo que prevê uma descriminação positiva a favor de um grupo minimo, o princípio reclamado para a legalização do casamento gay é um princípio socialmente igualitário ( prespectiva marxista) que discrimina socialmente no sentido positivo, atribuindo privilégios e não uma igualdade, porque não existe por natureza dos sujeitos que a integram, de direitos civis a um determinado grupo social. Isto significa que o igualitarismo social pretende atribuir aos gays, e de uma forma enviesada e irracional, um handicap natural e histórico, uma espécie de “deficiência inata”, e transforma esse handicap em justificação para atribuição de privilégios sociais ou direitos civis extraordinários cuja pertença depende/ dependia da qualidade dos sujeitos que integravam o contrato, homem / mulher, agora pretende-se misturar tudo. De facto passarem a integrar um regime juridico criado para se aplicar a eles mesmos, essa devia ser a reinvindicação.

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  12. 12 12  Carlos Marques

    A pergunta do novo inquérito devia ser: concorda com a inversão do ônus da prova no enriquecimento ilícito? Esse é que é o tema desta nação há mais de 900 anos e pensava que o casamento gay já estava mais do que aprovado – como diz o editorial do Expresso, mesmo ao lado da tua coluna, esse tema, justo na minha opinião, começa a cheirar a fumo, muito fumo para os olhos.

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  13. 13 13  José Bastos

    Esta não é, de todo, uma prioridade do país neste momento…
    Primeiro temos que arranjar um novo treinador para o Sporting!

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  14. 14 14  lol

    Daniel,
    Sendo Sportinguista, o seu apoio ao casamento entre homosexuais comove-me.

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  15. 15 15  x

    O que é «o sexo» (de uma pessoa)? Não há pessoas sem sexo definido?
    O que é um «heterossexual»? Em que cartório se pode tirar uma certidão de heterossexualidade? (para, em seguida, e só em seguida, se poder aceder a uma «instituição muito antiga», como se fosse um atestado do registo criminal para entrar na função pública)
    O casamento é «originariamente um sacramento religioso»??? Tiraram a patente?
    Etc.
    Que tal permitir o casamento de duas pessoas sem que a palavra «sexo», impossível de definir juridicamente, se intrometa, visto que isso é um assunto privado?

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  16. 16 16  Vasco Cunha

    De facto, choca-me como se pretende usar a lei civil, igual e obrigatória para todos para impôr padrões e morais religiosos. Vivemos numa República, em que a lei é elaborada e aprovada por um órgão soberano, eleito pelo povo e que é suposta ser de aplicação a todos os cidadãos, independentemente das suas convicções religiosas, credos políticos, côr de pele ou orientação sexual (tal omo nos diz o artigo 13.º da Constituição). Ora, chegados a este ponto, que legitimidade têm os marialvas e católicos deste País para dizer que o casamento, tal como está consagrado e regulado na lei civil, só tem sentido se celebrado entre homem e mulher, porque tem como objectivo a criação de uma família dentro dos padrões a que alguma sociedade apelida de “normal”? Vamos lá ver uma coisa: uma coisa é o casamento-sacramento definido e controlado pela IC (Igreja Católica), que se aplica a quem é católico e decide (porque vivemos um País livre que o permite) casar com a benção da IC. Outra coisa, totalmente diferente, é o casamento enquanto contrato de lei civil, que é celebrado por duas partes, com os direitos e obrigações definidos pela lei. Este contrato (a que se chama casamento, como se podia chamar compra e venda de afectos ou qualquer outra coisa) é totalmente desprovido de moral ou dogmas religiosos. Não tem como fundamento a lei da IC nem visa permitir constituír as tais famílias “normais”. Visa, tão só, permitir a possibilidade de duas pessoas fundarem uma comunhão de vida com efeitos jurídicos, onde há determinados afectos. Afectos esses q

    [Responder]

  17. 17 17  Vasco Cunha

    De facto, choca-me como se pretende usar a lei civil, igual e obrigatória para todos para impôr padrões e morais religiosos. Vivemos numa República, em que a lei é elaborada e aprovada por um órgão soberano, eleito pelo povo e que é suposta ser de aplicação a todos os cidadãos, independentemente das suas convicções religiosas, credos políticos, côr de pele ou orientação sexual (tal omo nos diz o artigo 13.º da Constituição). Ora, chegados a este ponto, que legitimidade têm os marialvas e católicos deste País para dizer que o casamento, tal como está consagrado e regulado na lei civil, só tem sentido se celebrado entre homem e mulher, porque tem como objectivo a criação de uma família dentro dos padrões a que alguma sociedade apelida de “normal”? Vamos lá ver uma coisa: uma coisa é o casamento-sacramento definido e controlado pela IC (Igreja Católica), que se aplica a quem é católico e decide (porque vivemos um País livre que o permite) casar com a benção da IC. Outra coisa, totalmente diferente, é o casamento enquanto contrato de lei civil, que é celebrado por duas partes, com os direitos e obrigações definidos pela lei. Este contrato (a que se chama casamento, como se podia chamar compra e venda de afectos ou qualquer outra coisa) é totalmente desprovido de moral ou dogmas religiosos. Não tem como fundamento a lei da IC nem visa permitir constituír as tais famílias “normais”. Visa, tão só, permitir a possibilidade de duas pessoas fundarem uma comunhão de vida com efeitos jurídicos, onde há determinados afectos. Afectos esses que existem entre pessoas do mesmo sexo e entre pessoas de sexo diferente.
    O reconhecimento de direitos fundamentais a todos os cidadãos (quer estes estejam em maioria ou minoria) é uma prova de evolução civilizacional e de dignidade humana. Querer levantar obstáculos a essa consagração (que não depende de referendos nem de iniciativas populares, mas tão só de uma maioria parlamentar) é prova de mesquinhez, falta de espírito democrático e, pior ainda, prova de que existem, infelizmente, muitas pessoas que não percebem que há mais de 30 anos, vivemos numa sociedade laica, em que o Estado está (ou deve estar) bem longe da IC. E, enquanto essa consagração não se faz, há que continuar a manifestar-se e a chamar a atenção da sociedade para os apartheids legais que ainda subsistem no País.

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  18. 18 18  lol

    Daniel,
    Sendo sportinguista, o seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo comove-me.

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  19. 19 19  Carlitos Marx

    Ó Daniel, tu sabes quantos trabalhadores foram, só esta semana, para o desemprego? E quantos varas e penedos é que por aí ainda andam, no paralamento, nas empresas públicas, nos aparelhos partidários, nas autarquias? E a nossa dívida externa, sabes quanto é? E a Clara Ferreira Alves, tua camarada televisiva, vai continuar a dizer que tem saudades do Barroso e do Santana e tu nada? E afinal, neste blogue, que eu julgava ser de esquerda, continua-se apenas a discutir o sexo dos anjos e o seu casamento e a dar porrada no PCP, nada mais. Não será estranho, para um blogue que se diz de esquerda? Ou sou eu que estou fora de moda? Ou as causas da esquerda reduzem-se, apenas, ao casamento entre não sei o quê? Ao que isto chegou…

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  20. 20 20  cafc

    Daniel

    A Santa Sé aceita o divórcio.

    Só que, como lhe é pródigo, utiliza outra terminologia.

    Tal como no tema em debate (chamem-lhe outra coisa mas, casamento, não!).

    Ainda continua convencida (a Santa Sé) que tem a patente de muitas expressões.

    O Código de Direito Canónico, tem previstas uma série de situações em que o casamento pode ser anulado.

    A expressão utilizada é “O vínculo não existiu”. Eufemismo ou hipocrisia? O resultado prático é o mesmo, ou seja, “bye-bye”.

    O motivo principal para “o vínculo não existiu” é a “falta de cópula sexual”. Depois, seguem-se “n” motivos.

    Todos eles julgados por um Tribunal Eclesiástico.

    Que nós, os, pelo menos, não Católicos possamos desconhecer algumas coisas dos preceitos dessa Religião, é normal…
    O que não é normal é que os seus legítimos defensores desconheçam as Leis Divinas pelas quais dizem reger-se. E que querem impor ao próprio Estado.

    Um abraço, Daniel.

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  21. 21 21  Rui F

    #1 Sebastião Dias

    Falou “A tradição de mau governo em Portugal deve-se, óbviamente, a um povo imbecil…”

    Acho que esta sondagem do arrastão vale tanto quanto a outra da televisão que dá ao pai do obscurantismo e da “modernidade”, António Oliveira Salazar, a personalidade mais importante do de todos os tempos.

    Pois a mim nada me surpreende neste país…nem mesmo ver o Paulinho dos submarinos e das contrapartidas, coadjuvado por Nobre Guedes, “trabalhando” afincadamente para levar Portugal rumo à prosperidade!

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  22. 22 22  lingrinhas

    caro Daniel quase nunca concordo consigo mas desta vez completamente de acordo porque sou agnostico e estou farto de ver a igreja a meter-se na nossa vida e com que direito?

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  23. 23 23  Fado Alexandrino

    e que é suposta ser de aplicação a todos os cidadãos, independentemente das suas convicções religiosas, credos políticos, côr de pele ou orientação sexual

    Está enganado.
    Melhor não está enganado a lei é que o engana.
    Se uma lei de tendência socialista ou fascista (escolha a que quiser) for aprovada eu tenho que a acatar independentemente da minha ideologia política.

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  24. 24 24  Fado Alexandrino

    e estou farto de ver a igreja a meter-se na nossa vida e com que direito?

    Eu é que estou farto de ler tolices.
    Explique lá com um facto concreto quando é que a Igreja se meteu na sua vida.
    Responda com cuidado pois pode correr o risco de ver a sua argumentação reduzida a farinha Cerelac.

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  25. 25 25  J Ferreira

    É certo que o Estado tem que respeitar o direito de duas pessoas, mesmo que do mesmo sexo, a viver em união. Mas também é certo que o mesmo Estado tem o dever de respeitar aqueles que, sendo casados, entendem que o casamento não inclui homossexuais. A questão resolve-se duma forma simples: chamem à união de homossexuais outra coisa qualquer, que não casamento (como em França). E, já agora, porque é que esta união, se não tem que ter por base a família tradicional, tem que ver com relações sexuais? Porque não se podem “unir”, por exemplo, duas irmãs solteiras, dois amigos, qualquer combinação que possam imaginar?
    E num País no estado do nosso será prioritária esta discussão?

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  26. 26 26  Pão Metálico

    Rui F,
    #12

    Para seu deleite, lá vai mais uma biqueirada e uma dose de serradura directamente da minha tola.

    Descontando a sua urgente, pronta, e indispensável referência ao CDS, gostaria de lhe perguntar se a imbecilidade mencionada, também se aplica à escolha do personagem que ficou com a medalha de prata, atrás do »botas«?

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  27. 27 27  o puma

    Casem-se como quiserem

    desde que não adoptem

    o código de trabalho

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  28. 28 28  Levy

    Já votei. Deve ser das poucas coisas em que concordo consigo.

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  29. 29 29  Euroliberal

    Os autores desta campanha ignoram que a instituição jurídica casamento não se destina a oficializar afectos, sejam eles straight ou gay, mas sociedades conjugais sólidas, tendencialmente perpétuas e vocacionadas para a procriação, educação, formação e socialização da futura geração da sociedade assegurando a perenidade desta…

    …coisa que duas fufas por mais que se esfreguem ou dois gays por mais que se sodimizem NUNCA PODERÃO FAZER. Logo, onde as situações não são semelhantes, NÃO HÁ DISCRIMINAÇÃO.

    E as instituições sociais definem-se pelas suas caracteristicas normativas, habituais, normais. As leis sociais não são como as da matemática, que não admitem por definição excepções. Logo, o casamento, COMO INSTITUIÇÂO JURÍDICA, pressupõe a intenção e a possibilidade tendencial de procriação e de formação de uma célula familiar, A BASE e condição sine qua non da sociedade e da sobrevivência humana. Não há qualquer interesse social em o estado gastar tempo e dinheiro em certificar quem anda a dormir com quem. Podem-no fazer livremente, mas o estado não deve intrometer-se. Excepto quando há formação solene de uma família, porque esse é um facto social de primordial importância cuja necessidade de regulamentação jurídica é evidente.

    Para acautelar certos direitos (transmissão de arrendamento e de heranças, p. exº) existe o contrato de parceria, com esta ou outra designação. Não precisa de abastardar-se o conceito de casamento, nem os homossexuais seguros de si (bien dans leur peaux) precisam de macaquear os hetero para se sentirem realizados.

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  30. 30 30  Euroliberal

    A ferocidade com que sectores minoritários sem qualquer sensibilidade social e com um narcisismo hipertrofiado arremetem repetidamente contra a instituição nuclear da sociedade que é o casamento é prova evidente do grau de decadência e de abandalhamento moral a que a sociedade ocidental de consumo chegou.

    E, dado que o cristianismo está extremamente debilitado para responder com a contundência necessária a esta deriva suicidária (atente-se na queda abrupta dos indices de natalidade e na sua subida vertiginosa nas sociedades ascendentes e tementes do Todo-Poderoso) é de prever que seja o islão a assumir o combate na primeira linha à decadência e degenerescência da sociedade ocidental.

    Nota-se perfeitamente nas capitais europeias o volume crescente das conversões ao islão de gente cansada da bandalheira e da anomia reinantes…

    É grotesco que as peocupações prioritárias destes sociedades degeneradas sejam o aborto ilimitado e o casamento e adopção por homossexuais. Somos miseravelmente decadentes aos olhos de todo o mundo ascendente…

    Este construtivismo de género é tão irresponsável e celerado como os construtivismos sociais que antes eram priviligiados pela esquerda. Tal como eles é contra natura e está condenado ao insucesso. Mas entretanto causará danos catastróficos…

    [Responder]

  31. 31 31  cafc

    Euroliberal

    Se alguém tentou dialogar consigo, fui eu.

    VOCÊ FUGIU. VOCÊ NÃO ACEITA DIÁLOGOS. VOCÊ É UM PORTA-VOZ DO bin laden.

    Aconselho todos os que aqui participam a verificar o que o Euroliberal escreveu noutros “posts”.

    Depois, talvez compreendam a minha indignação.

    QUEM NÃO RESPEITA, NO MÍNIMO, O DIREITO À VIDA DAS CRIANÇAS, É UMA ABERRAÇÃO.

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  32. 32 32  Euroliberal

    Cafc, não seja tolo.

    Não fujo de ninguém na blogosfera, muito menos de comentadores menores como você. São sempre os sionistas ignorantes que fogem depois de levarem o correctivoinevitável no debate.

    Para mais de quem culpa os crimes de guerra nazi-sionistas contra as crianças (400 foram martirizadas) do campo de concentração de Gaza e que se opõe à legítima defesa dos ocupados contra os ladrões de terras ocupantes.

    Estes fazem como aquele ladrão nos arredores de Lisboa que levava o filho de 13 anos no carro durantes os roubos. A polícia disparou sobre o carro em fuga e atingiu mortalmente a criança. Moral da história: quando se é ladrão, as crianças devem ficar em casa…não devem servir de escudo…

    [Responder]

  33. 33 33  Euroliberal

    errata: de quem DESculpa os crimes…

    Só de Bin Laden ? E de Nasralah ? E de Meschal ? E da resistência palestiniana, iraquiana e afegã ?

    O nazi-sionismo é o maior perigo para a paz mundial e deve forçosamente ser esmagado…
    Allah u Akbar !

    [Responder]

  34. 34 34  LAM

    Eu nem era para me meter neste post.
    Mas ó Euroliberal, quem foi que lhe disse ou que caminhos percorreu para chegar à conclusão que “a instituição nuclear da sociedade que é o casamento”?
    Quem lhe vendeu isso? ou, precisando melhor, quem lhe garantiu a imutabilidade dessa “instituição”?
    A “prova evidente do grau de decadência e de abandalhamento moral a que a sociedade ocidental de consumo chegou” tem de a procurar noutros lados, começando pelos sectores políticos que lhe venderam tais ideias. Tem de a procurar nos ícones políticos do seu século, nos Cavacos, nos Sócrates, nos Dias Loureiro, nos Bagão Félix, nos Jardim Gonçalves, nos Paulo Teixeira Pinto, nos Filipe Pinhal, nos Vara. A “decadência” e o “abandalhamento moral” gerados pela sociedade de consumo tem aí os seus nomes, entre outros.
    Não são os defensores da igualdade para todos que “abandalharam” a sociedade de consumo”.
    Ela foi abandalhada por quem o senhor respeita.

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  35. 35 35  Justicialista

    Os deputados têm toda a legitimidade para aprovar a lei. Há uma esmagadora maioria a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo no Parlamento. Além de que os direitos fundamentais não são referendáveis.

    [Responder]

  36. 36 36  Isabel

    Euroliberal

    Sou Cristã (não católica) e infelizmente dou-lhe toda a razão.

    A decadência desta sociedade ocidental, que mata os próprios filhos porque sim, com o dinheiro do estado, é surreal.

    Agora querem negar às crianças terem um pai e uma mãe. Mesmo ausentes a criança “pertence-lhes”. As abandonadas continuam a ter um pai e uma mãe. Elas são fruto da ligação entre um macho e uma fêmea.

    E nunca duma fêmea e de uma caixa de plástico gelado com uma etiqueta com um número. É o que vai acontecer descaradamente se o casamento de PMS for aprovado. Já têm licença para tudo.

    O problema é que se chatearem e não quiserem continuar, não podem devolver o “nenuco” à loja. Se calhar ainda o vão dar para adopção.

    Poder-se-á iniciar um negócio de barrigas de aluguer. Ao princípio timidamente , mas com o tempo, com cotações na bolsa.

    Depois disseminar-se-á pelos hetero, que não querem ficar atrás para não ficar com a cintura larga.

    O mais grave é que isto é um sinal claro de decadência e ninguém percebe.

    Ninguém, não. Percebem os marxistas, porque isto faz parte do plano de acabar com as igrejas cristãs e tomar o ocidente.

    Não é por acaso que estas políticas vêm dos partidos de esquerda, que preparam a revolução, que pensam, pelo menos na cabeça deles, que triunfará.

    E nós, os parvos, quando acordarmos, já éramos.

    [Responder]

  37. 37 37  Isabel

    cafc

    “QUEM NÃO RESPEITA, NO MÍNIMO, O DIREITO À VIDA DAS CRIANÇAS, É UMA ABERRAÇÃO.”

    Julguei que você era a favor do aborto mas pelos vistos enganei-me.

    Bela surpresa!

    [Responder]

  38. 38 38  JMG

    Ia votar mas não entendi a pergunta: Se a lei que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não existe, como é que pode ser mudada? Pede-se o favor de redigir a pergunta em Português inequívoco. É o mínimo … em referendos.

    [Responder]

  39. 39 39  joaquim azevedo

    Cara Isabel #37, têm razão de ser os seus temores. Todos, sem excepção: os marxistas (ui, que medo!), os gays (ui, que nojo!) os revolucionários (ui, que barbudos!), a decadência (ui, que horror!), o surrealismo (morra o Breton!).
    Reze, cara amiga. Reze ao seu Deus e peça que ele fulmine com um poderoso raio toda esta gente maléfica, estes pecadores inomináveis.
    Pela minha parte, já estou à espera do Juízo Final. Peço apenas misericórdia. Amen!

    ps: Se amanhã eu for à missa das dez, será que Deus me retira alguns pecaditos? E se contribuir com, digamos, 50 euros no ofertório, tenho direito a cartão de desconto tipo Continente? Na Bolsa das orações, qual é a mais valiosa – o Pai Nosso, o Credo, a Avé Maria ou o Terço? É que, hoje em dia, temos de fazer contas a tudo…

    [Responder]

  40. 40 40  AL`garvio

    Mas,qual é o problema?tanta “chita”para quê?
    cada um é como cada qual.a liberdade de cada um é para valer.cada um tem o direito de escolher o que quer,o resto é treta.a mim o casamento gay não me afecta o dia a dia,portanto que se lixe a polemica ,que se “legalise”.que se discuta o cumprimento da lei do ruido e a proibição da venda de bebidas alcoolicas a menores que não são cumpridas.

    [Responder]

  41. 41 41  Rui F

    #27 Pão Metálico

    De repetente senti-me controlado…
    Mas sabe, confirmo a suspeita inicial que tinha acerca da sua pessoa.
    e…imbecis há muitos!!

    Pela sua conversa deduzo que o botas é o calçado que mais se adapta ao pé do biqueiradas.
    Deve ser por isso, que pó e serradura seja o produto final da acção das biqueiras, não?

    [Responder]

  42. 42 42  LGF Lizard

    E porque não permitir que os homossexuais se casem? Afinal, para os heterossexuais, o casamento está em crise e já não é a instituição sagrada que era.
    Em vez de no preocuparmos com os problemas de fundo que o país tem, estamos a preocuparmos com fait-divers.
    Se dependesse de mim, já o assunto estava resolvido à muito tempo.
    Ah, e o horror que tipos como o euroliberal têm dos homossexuais só comprova que os fanáticos religiosos são uma das maiores ameaças à nossa civilização, direitos, liberdades e garantias.

    [Responder]

  43. 43 43  Euroliberal

    Recordando Bénard da Costa a malhar nos fundamentalistas ateus e “laicos”:

    “Se, em nome da lei da liberdade religiosa, se começa a banir cruzes de escolas, terão pensado os libertários onde se iria parar, se quisessem ser inteiramente coerentes?

    Dou três exemplos, mas podia dar trinta.

    a) Em primeiro lugar, era preciso mudar de bandeira. Efectivamente, mesmo a actual Bandeira Nacional, aprovada pela Assembleia Constituinte de 1911, certamente insuspeita de qualquer laivo clerical, mostra a esfera armilar e o escudo com “o campo branco das quinas”, que nela figuram desde D. João I e resistiram às mudanças de D. Manuel, D. João VI ou D. Pedro IV. As cinco quinas figuram o quê? Como toda a gente sabe, ou devia saber, figuram as cinco chagas de Cristo, que Este terá mostrado a D. Afonso Henriques quando lhe apareceu em Ourique. A aparição não tem fundamente histórico e foi patranha inventada, vários séculos depois, para justificar a suposta origem divina da independência e do país. Mas o caso pouco interessa a não ser a interesseiros historiadores, com particular relevo para os de Alcobaça em tempos de ocupação espanhola. Com os tempos – e tantos tempos são – tornou-se um símbolo cultural. Abel Botelho, Columbano, João Chagas, José Afonso Pala e António Ladislau Pereira, os autores da Bandeira verde e encarnada, ainda levaram algumas “bicadas”. Mas foram muitos mais as dos que queriam conservar o azul e branco (Junqueiro, Braancamp Freire ou António Arroio) do que as dos recordadores de Ourique e das feridas do Senhor. A Bandeira ainda hoje é vulgarmente conhecida por “bandeira das quinas” (o que Pessoa achou providencial) e não recordo, nem mesmo do mais fanático anticlerical (aquele que, na minha infância, me aterrorizava aos gritos de “Viva a República! Abaixo a Padralhada”), qualquer ataque a essa simbologia primacial. Mas, em nome de tal “liberdade religiosa”, não faltaria alguma razão aos inflamados de agora, se levassem a lógica às de cabo, em se insurgir contra tal marca no símbolo da Pátria, que, se não erro, ainda vale aos que a desrespeitem uma pena de três meses a um ano de cadeia.

    b) A recente revisão da Concordata manteve como feriados nacionais sete datas de conotação obviamente religiosa e obviamente católica. Dois deles (8 de Dezembro e 15 de Agosto) celebram a Imaculada Conceição de Maria e a Assunção da Virgem aos céus, em corpo e alma. São dogmas relativamente recentes (1854 e 1950, respectivamente) e que, mesmo entre ortodoxíssimos católicos, levantaram, à época em que foram proclamados, rijas polémicas. Alguém estremece quando descansa nessas datas, considerando-as absurda intromissão da Igreja na sua vida privada?

    E já nem sequer falo do Natal, celebração de acontecimento por demais conhecida, e feriado em quase todo o mundo ocidental. É verdade que o fundamentalismo americano, desde há alguns anos, começou a fazer campanha contra o “Merry Christmas”, substituindo-o por “Season’s Greetings”. Ouvi dizer que, no ano passado, o presidente Bush, na sua mensagem de Natal, omitiu, pela primeira vez, a palavra “Christmas” para ser mais “politicamente correcto”. Não me digam que o Bush=Hitler foi mero lapso, fonte de liberdade e que nele se inspiram os que agora clamam. Já tenho visto contradições maiores.

    c) O Presidente da República tem residência oficial em Belém. Não seria de mudar o nome ao sítio que recorda presépios e Meninos virginalmente nascidos? Não será demais que a Belém se some S. Bento, como sede da Assembleia da República e residência oficial do primeiro-ministro? Do Calvário, em Lisboa, à rua da Gólgota, da Agustina, no Porto quantos nomes canónicos ou santificados por essas cidades, vilas, aldeias, ruas ou largos de Portugal? Não é tempo de mudar esses nomes todos que tresandam a sacristia?

    Ou será que Cristo e a Cruz só são de banir quando se trata de criancinhas? Fica a pergunta, mas é de bom tamanho.

    3. Nos casos evocados, como no caso das cruzes nas escolas, a dimensão do símbolo ultrapassa, de longe, a questão religiosa para ser sobretudo uma questão cultural. Entendam-me bem: para um católico (no caso da Cruz para qualquer cristão, seja ele protestante ou ortodoxo) a Cruz é o símbolo supremo da morte redentora de Jesus, a quem chamavam de Cristo, e, como tal ou enquanto tal, nenhuma outra simbologia se sobrepõe a essa. Mas, para os outros portugueses, mesmo os que mais professem o ateísmo, o símbolo é o símbolo de uma cultura que, goste-se ou não, queira-se ou não, desde a fundação da nacionalidade foi e é critério. Mesmo aqueles para quem Jesus foi só um dos milhares de homens que sofreu uma das mais horríveis formas de morte que homens infligiram a outros homens, mesmo até para aqueles que põem em causa a sua existência histórica, a Cruz é um elemento sociologicamente identificador, que assinala a nossa pertença a uma determinada civilização e a uma determinada cultura. A História que culminou nela e que foi narrada pelos quatro evangelistas (eventualmente por muitos outros que a Igreja Católica não aceita como testemunhos fidedignos e a que continua a chamar “textos apócrifos”) é a História sem a qual nada compreenderíamos da História de Portugal e da esmagadora maioria da poesia e literatura portuguesas ou da arte portuguesa. Suponha-se uma leitura de Os Lusíadas, do Crime do Padre Amaro ou da Relíquia, da Mensagem ou do pagão Caeiro, sem referência a essa cultura informadora e formadora. Haveria maneira de compreender algo? E dispenso-me de chegar até José Saramago, obcecado por essa cultura, para não dizer por essa religião. Suponha-se uma visita a qualquer dos nossos museus, sem qualquer familiaridade com a religião católica. O “maravilhoso cristão”, para quem o não queira interpretar de outro modo, é a chave de acesso, como chaves de acesso são as mitologias greco-romanas, não conhecendo eu ninguém que creia em Zeus ou em Vénus, em Ares ou em Mercúrio. Suponha-se que era de tradição uma reprodução da Vénus de Milo nas escolas. Assistir-se-ia a um clamor nacional, invocando a liberdade religiosa para varrer a Vénus de peitos desnudos da vista das criancinhas? Só se fosse pelos ditos peitos, em nome de moral assaz reaccionária. Por causa da deusa, não seria certamente.

    4. No seu infeliz artigo, Joana Amaral Dias recorda que, de acordo com a Constituição de 76 e suas várias revisões, “o ensino público não será confessional”. A presença da Cruz nas escolas determina a confessionalidade? Se assim fosse, a presença do retrato do Presidente da República, em inúmeros edifícios públicos, ofenderia também os monárquicos, que têm tanto direito a sê-lo como qualquer outro português de ser politicamente o que lhe apeteça. Como a presença da coroa (por exemplo no Teatro Nacional de São Carlos) ofenderia os republicanos, diariamente agredidos por armas reais e brasões ou outras insígnias semelhantes, patentes na maior parte dos palácios nos chamados monumentos nacionais.

    “Mas a República é laica”, observou a jovem mandatária, reconhecendo embora (muito favor dela) que “cada um pode ter as convicções que quiser”.

    Chegamos a uma palavra que tem sido uma das maiores fontes de equívocos e de interpretações dúbias. Laico (do latim laicu) significa apenas que se não é eclesiástico religioso. Há um clero regular (o clero das ordens religiosas) e há um clero laico (o clero que não pertence a nenhuma dessas ordens e que também se costuma chamar clero diocesano). Depois há os leigos (e laico e leigo são termos equivalentes) que são todos aqueles que não foram ordenados padres, ou seja a esmagadora maioria da população. Os leigos (todos quantos não receberam o sacramento da Ordem) tanto podem ser crentes como não-crentes. Quando a Igreja se dirige aos leigos, dirige-se a todos eles, embora só os que a reconheçam enquanto tal estejam obrigados a obedecer-lhe ou sequer a ouvi-la. Eu sou tão laico como Jerónimo de Sousa ou Francisco Louçã, no sentido em que a palavra nada mais diz senão que nem eu nem eles professámos ou recebemos Ordem.

    É certo que, por um galicismo de costas muito largas, laicismo é também a doutrina política que proclama a laicidade absoluta do Estado, entendendo-se por ela, comummente, a neutralidade perante todas as crenças religiosas e perante crentes e não-crentes. Mas, mesmo nessa latíssima acepção (gramaticalmente abusiva), o Estado não está obrigado a fazer tábua rasa dos valores de que é por igual herdeiro. Não está obrigado, e muito menos o deve fazer, sob pena de atentar gravemente contra direitos culturais igualmente reconhecidos e que o impedem de apagar porção relevante do nosso passado e da nossa história. É verdade que a Revolução Francesa o tentou fazer, mudando tudo, desde os nomes dos meses e a numeração dos anos, até à figura do rei no baralho de cartas. Sabe-se no que isso deu, como se viu, nos últimos meses, o que deu a absurda proibição do véu islâmico nas escolas oficiais francesas.

    Desculpem-me a expressão, mas, “por amor de Deus”, parem com esta loucura ou com este fundamentalismo reverso. A não ser que se queiram imortalizar, como se imortalizou o Gouvarinho de Eça quando acusou os defensores da educação física de quererem substituir a Cruz pelo trapézio. Como se costuma dizer, o ridículo mata. E, só para não invocar o Santo Nome em vão, não termino esta crónica dizendo: “Haja Deus”, expressão corrente na boca de tantos ateus.”

    [Responder]

  44. 44 44  cafc

    Euroliberal

    Perdão… Exmº Sr. Comentador-Mor :

    1- Este pobre tolo, ainda não foi “tocado” por qualquer “Graça Divina” e, assim, continua na sua triste condição de abominar qualquer crime contra a Humanidade, incluindo aqueles que são praticados em nome de qualquer “Deus”. Feitios…

    2- V. Exa. fugiu, sim. Foi V. Exa. que escreveu no “post” A ocupação que não se vê” esta “pérola”, fruto do ódio que o consome :”sendo irrelevante que estes levem crianças para a guerra e as utilizem como escudos humanos.”!!!

    3- Convidei V. Exa. a esclarecer se era mesmo isto que queria “dizer”. V. Exa. desertou do “post”.

    4- Se não for muito incómodo para V. Exa., importa-se de ir chamar nazi-sionista ao D. Pedro?

    Sou de V. Exa. e das suas posições exterminadoras um humilde opositor.

    [Responder]

  45. 45 45  antonioNinguém

    http://resistir.info/colombia/golinger_06nov09_p.html

    E,o burro,sou eu?E você é de esquerda?

    [Responder]

  46. 46 46  cafc

    Minha cara Isabel

    Essas suas irreprimíveis tendências chegam a ser enternecedoras.

    1- A minha amiga “julga” em dois sentidos:
    1-a) No sentido de “pensar que”…
    1-b) No sentido de absolver ou condenar.

    2- A minha amiga “atira os foguetes antes da festa”.

    Embora a questão do “aborto” já tivesse sido alvo de múltiplas discussões, não a quero deixar equivocada sobre a minha posição:

    A) Toda a gente é contra o aborto. Já foi dito (mas, pelos vistos, tem que ser repetido) que a questão não pode ser encarada “assim a modos” de duas amigas grávidas estarem a tomar chá e, uma delas, perguntar à outra:
    -”O que vais fazer hoje?”
    -”Olha, vou fazer um aborto.”
    -”Que boa ideia! Posso ir contigo?”

    B) O que esteve em causa (e estará) foi a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. O aborto até pode ser espontâneo, como deve saber.

    C) Como nenhum cientista conseguiu PROVAR que, logo no momento da fecundação existe uma criança (conceito só existente em doutrinas religiosas), eu votei a favor de DESPENALIZAÇÃO.

    D) Tanto mais que as condições para que a IGV estavam, claramente definidas na Lei. Não era à “balda”.

    E) Tal como na questão do casamento homossexual, eu não quero que conceitos religiosos interfiram na vida da sociedade, coarctando a liberdade das pessoas que pensam de outra forma.

    F) Nem se obrigou as mulheres a “abortarem”, nem se pretende obrigar os(as) homossexuais a casarem.

    Nestes casos, faço minha uma das “palavras de ordem do Maio de 68″:

    É proíbido proibir”.

    Cumprimentos, minha amiga.

    [Responder]

  47. 47 47  Isabel

    # 40 joaquim azevedo

    Meu caro Joaquim

    Pela ironia expressa no seu comentário e o sarcasmo lido nas entrelinhas, deduzo que, na sua opinião, tenho imensa razão.

    Tem é que ler com mais atenção. Eu não sou católica pelo que o PS não se aplica.

    Mas mesmo assim digo, Deus Nos Acuda!

    Ou melhor, Salve-se Quem Puder!!!

    [Responder]

  48. 48 48  Euroliberal

    Atente-se nesta passagem do texto de Bénard da Costa:

    ” laicismo é também a doutrina política que proclama a laicidade absoluta do Estado, entendendo-se por ela, comummente, a neutralidade perante todas as crenças religiosas e perante crentes e não-crentes. Mas, mesmo nessa latíssima acepção (gramaticalmente abusiva), o Estado não está obrigado a fazer tábua rasa dos valores de que é por igual herdeiro. Não está obrigado, e muito menos o deve fazer, sob pena de atentar gravemente contra direitos culturais igualmente reconhecidos e que o impedem de apagar porção relevante do nosso passado e da nossa história. ”

    Laicismo é neutralidade do estado perente as crenças religiosas (separação do est5ado e da igreja). NÃO INDIFERENÇA DO ESTADO PERANTE OS VALORES E O PATRIMÓNIO CULTURAL DA NAÇÃO, GRANDE PARTE DO QUAL É RELIGIOSO, CRISTÃO NO NOSSO CASO.

    ISTO É O QUE OS ESQUERDALHOS ANTICLERICAIS NÃO COMPREENDEM prisioneiros que são de utopias construtuvistas e do nihilismo cultural decadente.

    [Responder]

  49. 49 49  Isabel

    Cafc

    E cito:

    É proíbido proibir”.

    http://www.youtube.com/watch?v=rU4oX3n-Bpg&feature=related

    Por isso toma-se sempre a decisão mais fácil.

    [Responder]

  50. 50 50  BlackPaulo

    Euroliberal, importa-se de nao escrever com caps lock?E’ desrespeituoso para com os restantes aqui.

    “Laicismo é neutralidade do estado perente as crenças religiosas (separação do est5ado e da igreja). NÃO INDIFERENÇA DO ESTADO PERANTE OS VALORES E O PATRIMÓNIO CULTURAL DA NAÇÃO, GRANDE PARTE DO QUAL É RELIGIOSO, CRISTÃO NO NOSSO CASO..”

    Parece que quer confundir conceitos propositadamente, para fazer o seu ponto. Neutralidade e indiferenca, logicamente sao diferentes. Mas a neutralidade implica nao tomar partidos, colocar a todos num patamar identico. Chamar isso de indiferenca e’ estar a dar a volta ‘as coisas para tentar ter razao, e mostra da sua parte uma intolerancia para com essa neutralidade que o estado laico deve ter.
    Por outro lado, a nacao e’ de todos, e nao e’ um conceito estatico. Nao e’ so de maiorias ou de uma confissao ou de valores maioritarios. A partir do momento em que nao concorda tem todo o direito em comecar a defender a isencao de impostos e obrigacoes sociais para com todos aqueles que nao se incluem na “sua” nacao, alem de processos de deportacao de todos aqueles que nasceram aqui mas nao pensam como o sr.

    “ISTO É O QUE OS ESQUERDALHOS ANTICLERICAIS NÃO COMPREENDEM prisioneiros que são de utopias construtuvistas e do nihilismo cultural decadente”

    Esquerdalhos anticlericais?e isso torna o sr. o que?um fascitoide absolutista?
    Aqui ninguem e’ prisioneiro de nada. A minha unica utopia e’ nao ter outros a imporem-me as crencas deles e a tentar fazer um estado submeter-se a uma visao segregadora da sociedade. Eu acredito muito nas pessoas, gosto de individualismo, gosto que haja liberdade, e gosto sobretudo que haja tolerancia e espaco aberto para todos, em igualdade de circunstancias.

    De loucos, que tentaram colocar o mundo “direito” ja esta a historia da humanidade farta, e parece que nao ficaram com bom nome.

    Quanto ao excerto de Bernard da Costa, e’ tao abstrato, que nem da para comentar, pois nao diz absolutamente nada de concreto.Tentar ter razao com ideias inconcretas e conceitos gerais, tomados pelo prisma que favorece o raciocinio dele, serve de tanto como atirar areia para mar. Nao sei se deu conta.

    [Responder]

  51. 51 51  cafc

    Isabel

    Não insista, por favor, em querer impor as suas opiniões, nem que seja à custa de fantasias de propaganda anti-científica, como aquela que me enviou.

    Se quer que a respeitem, comece por se respeitar a si própria.

    O princípio básico é argumentar com factos e não com “spots” propagandísticos.

    Se continuar a insistir com “argumentação” deste tipo, só pode esperar respostas como as do Joaquim Azevedo ou …

    Minha amiga, veja lá bem se no seu Cristianismo consegue encontrar um preceito, minimamente, parecido com a humildade.

    Cumprimentos.

    [Responder]

  52. 52 52  joaquim azevedo

    Isabel #48, cito:
    “Mas mesmo assim digo, Deus Nos Acuda!
    Ou melhor, Salve-se Quem Puder!!!”

    Não podia estar mais de acordo consigo, cara Isabel. Deus, se existisse, devia acudir aos discriminados deste Mundo – por exemplo, os homossexuais que são impedidos de se casarem se assim o desejarem. Deus, se existisse, devia emudecer qualquer um que pretendesse usar o nome Dele para espezinhar as livres opções dos outros.
    E, sim, devia Salvar-nos dos que têm ódio à diferença, dos que pensam que só o pequeno mundo deles está correcto, dos que vêem nos pobres imigrantes que nos procuram uma ameaça, dos que elegem e apreciam políticos corruptos, dos que acham que uma mulher violada deve dar à luz o fruto da violação, dos que insistem em dizer que a culpa da crise actual é de quem trabalha e que os trabalhadores ainda têm que fazer mais sacrifícios.
    Mas isto era se Deus existisse, Isabel.
    Como Ele não existe, alguém tem de fazer esse trabalho…

    [Responder]

  53. 53 53  Isabel

    cafc

    “Como nenhum cientista conseguiu PROVAR que, logo no momento da fecundação existe uma criança (conceito só existente em doutrinas religiosas), eu votei a favor de DESPENALIZAÇÃO.”

    Despenalização que implica que o estado (todos nós) matemos a criança, (com o dinheiro do nosso trabalho,que descontamos todos os meses), até às 10 semanas, a pedido da progenitora.

    É o aborto a pedido e porque sim.

    Dou-lhe uma prova científica do que é uma criança pouco depois da mãe saber que ela existe.

    Quando a mãe fica a saber já a criança tem 15 dias.

    http://www.youtube.com/watch?v=9LH5M9zvHxU&NR=1

    E, Pedro Sales, quem consente nisto participa numa cultura de morte.

    [Responder]

  54. 54 54  Rafeiro Danado

    Ó Euroliberal, e se fosses bardamerda?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Rafeiro e Euroliberal, gostaria que usassem o nosso blogue com respeito por nós e pelos leitores.

  55. 55 55  Isabel

    joaquim azevedo

    Deus não existe para nos acudir. Deus existe para percebermos que todas estas misérias e importâncias são relativas.

    É uma referência última de grandeza que nos ajuda, se conseguirmos entender que somos uma projecção d’Ele e Lhe pertencemos.

    Entender isso, muda tudo.

    É uma perspectiva macrocósmica.

    Esse trabalho no microcosmos, fazêmo-lo nós.

    Mas se entendermos essa relação de pertença, fazêmo-lo melhor.

    É essa ligação àquele “que é” que os marxistas não entendem.

    É só isso.

    [Responder]

  56. 56 56  Isabel

    E é nessa perspectiva que não concordo com o casamento das PMS.

    Há muita coisa de sagrado na relação entre um homem e uma mulher.

    Pode acontecer a coisa mais fantástica da Natureza

    http://www.youtube.com/watch?v=S0oljfgWzt8&feature=related

    que o casamento foi pensado para proteger.

    As PMS devem lutar pelo Pacto Social de Solidariedade. Têm todo o meu apoio. Mas o casamento foi feito para novas vidas, que poderão ajudar a fazer o trabalho neste mundo, mundo que para alguns, Deus inspira.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Isabel, suponho que defende a proibição de casamentos de mulheres fora da idade fértil ou de casais inférteis. Certo?

  57. 57 57  cafc

    Minha cara Isabel

    A minha amiga não só não consegue (ou não quer) compreender o que lhe tentam “dizer”, como, na ânsia de ter sempre a última palavra, aparece com o primeiro “argumento” que tem à “mão”.

    Este seu último comentário é…

    1- Começando pelo fim, o que é que o Pedro Sales tem a ver com isto? Não me “diga” que a “criança” da “sua” ecografia é o Pedro no útero materno…;

    2- “Provas científicas” dessas tenho muitas e em casa. Referem-se às minhas netas e pude constatar quando é que o feto já tem todos os órgãos completos;

    3- “Quando a mãe fica a saber já a criança tem 15 dias” é uma “prova ou argumento” irresistível.
    Ainda não consegui fechar a boca, tal o meu espanto;

    4- Toda a gente sabe, ou deveria saber, que a primeira ecografia pré-natal se deverá realizar nas primeiras 11 a 13 semanas de gravidez.

    Para que possa continuar a respeitá-la, não vou continuar a responder-lhe à questâo do “aborto”,
    até porque não é este o tema central deste “post”.

    Cumprimentos Isabel e as maiores felicidades.

    [Responder]

  58. 58 58  Euroliberal

    BlackPaulo # 51

    As maiúsculas não ofendem ninguém e são o único meio de realçar uma parte do texto quando não há sublinhados e negritos, como acontece aqui. Logo, receio que você e o Daniel #56 se tenham enervado inutilmente…

    [Responder]

  59. 59 59  Euroliberal

    Daniel # 60: Uma resposta para a sua pergunta pode ser esta:

    E as instituições sociais definem-se pelas suas caracteristicas normativas, habituais, normais. As leis sociais não são como as da matemática, que não admitem por definição excepções. Logo, o casamento, COMO INSTITUIÇÂO JURÍDICA, pressupõe a intenção e a possibilidade TENDENCIAL de procriação e de formação de uma célula familiar, A BASE e condição sine qua non da sociedade e da sobrevivência humana”

    “Tendencial” é a chave… Além de que os casais inférteis podem tentar a fertilização assistida ou adoptarem crianças e serem sempre verdadeiros PAIS E MÃES. A concorrência não pode… foi isso que a Isabel queria dizer…

    [Responder]

  60. 60 60  joaquim azevedo

    Isabel #57, cito:
    “[Deus] É uma referência última de grandeza que nos ajuda, se conseguirmos entender que somos uma projecção d’Ele e Lhe pertencemos.”

    Cara amiga, estou certo que o Bin Laden subscreve integralmente esta frase. Fique, pois, em boa companhia. Eu prefiro outras…

    [Responder]

  61. 61 61  fado alexandrino

    O senhor que via a Igreja a meter-se na sua vida a todo o monento deixou de a ver.
    É sempre assim, perante uma pergunta concreta desaparecem.
    Sonham, têm pesadelos e depois julgam que aquilo foi a realidade.
    Mais um curado.

    [Responder]

  62. 62 62  Euroliberal

    As mulheres que gostam de homens preferem o Islão… que as protege mais…

    Those reasons reflect many female converts’ thinking, say experts who have studied the phenomenon. “A lot of women are reacting to the moral uncertainties of Western society,” says Dr. Jawad. “They like the sense of belonging and caring and sharing that Islam offers.”

    http://www.csmonitor.com/2005/1227/p01s04-woeu.html
    Others are attracted by “a certain idea of womanhood and manhood that Islam offers,” suggests Karin van Nieuwkerk, who has studied Dutch women converts. “There is more space for family and motherhood in Islam, and women are not sex objects”

    [Responder]

  63. 63 63  oParaKedista

    Boas, caro Daniel. Claro que concordo. Aliás, acho que estão reunidas as condições para que o casamento entre pessoas do mesmo sexo se torne uma realidade, muito em breve.
    Abraço.

    [Responder]

  64. 64 64  Euroliberal

    Os italianos são maciçamente (84%) pelo crucifixo nas escolas e querem que o Tribnunal dos direitos humanos se dane…

    “Sondagem: 84 por cento dos italianos favoráveis aos crucifixos nas escolas
    17:12 AFP, PÚBLICO

    Quase 84 por cento dos italianos interrogados numa sondagem disseram ser favoráveis à presença dos crucifixos nas salas de aula das escolas.”

    [Responder]

  65. 65 65  Euroliberal

    As mulheres europeias que gostam de homens e detestam o putedo feminista estão a converter-se ao islão… que as protege mais… e não as trata como objectos sexuais… e esta, hem ?

    “Those reasons reflect many female converts’ thinking, say experts who have studied the phenomenon. “A lot of women are reacting to the moral uncertainties of Western society,” says Dr. Jawad. “They like the sense of belonging and caring and sharing that Islam offers.”

    Others are attracted by “a certain idea of womanhood and manhood that Islam offers,” suggests Karin van Nieuwkerk, who has studied Dutch women converts. “There is more space for family and motherhood in Islam, and women are not sex objects”

    http://www.csmonitor.com/2005/1227/p01s04-woeu.html

    [Responder]

  66. 66 66  Isabel

    59 cafc

    Por mim estamos conversados.

    Já percebi que você até escreve bem, só que não tem é nada para dizer e quando diz, não faz sentido (a não ser que seja o engraçadinho da turma).

    Também lhe desejo as maiores felicidades

    Cumprimentos

    Isabel

    [Responder]

  67. 67 67  Isabel

    joaquim azevedo

    “Cara amiga, estou certo que o Bin Laden subscreve integralmente esta frase.”

    Deus é o mesmo mas a sua face para mim é Cristo.

    É outro campeonato.

    [Responder]

  68. 68 68  Isabel

    Euroliberal

    Estão todos fartos de perceber mas não podem admiti-lo.

    É a cartilha.

    Têm que continuar fiéis à revolução.

    Mesmo que eles próprios saibam como vai acabar.

    Há condicionamentos “religiosos” que ficam para a vida.

    [Responder]

  69. 69 69  cafc

    Patético, não é?

    O “engraçadinho da turma” ficou 10 dias à espera que o “reitor do liceu” respondesse ao último apelo da “chefe da claque”.

    Continuo à espera que, pelo menos a Isabel entenda que, se viesse a “revolução do reitor” ela iria acabar escrava do seu amo, não voltaria a escrever livremente e, se se “portasse mal”, 1001 pedras lhe seriam arremessadas.

    Cumprimentos do que “não faz sentido”, porque na “tropa”, há sempre uns que obrigam os outros a “fazer sentido” e eu estou na vida civil.

    Cumprimentos, também, do que “não tem é nada para dizer”, porque, sendo assim, já diz alguma coisa. Pior seria que “não tivesse ALGUMA coisa para dizer”.

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