A Europa prepara-se para permitir horários de trabalho até 65 horas semanais. Em vários países europeus, o assunto está na agenda pública, como em França, onde vigora um regime de 35 horas. Estaremos condenados a trabalhar mais e mais e a copiarmos os modelos indiano ou chinês? Este é um dos assuntos que o Expresso tratará amanhã. Ouviu especialistas, políticos e sociólogos, sindicalistas e empresários.
Um dia será explicado aos trabalhadores europeus que é impensável terem um mês de férias. Que é impensável terem fim-de-semana. Que é impensável só poderem começar a trabalhar depois dos 14 anos se não forem qualificados. Que é impensável terem direito à greve. Que a civilização que conquistámos no século XX é pouco competitiva.
Mas haverá um factor com o qual os neo-liberais nunca contam: a política e a resistência social. Não contam com elas nem aqui nem nos países emergentes, porque o que sabem de economia falta-lhes em história. Por cá, a sua agenda radical poderá bem dar força a movimentos proteccionistas. A sua agenda radical poderá travar, da pior maneira, a própria globalização económica. Por lá, o enriquecimento fará crescer movimentos democráticos e de reivindicação. Com isso eles contam. Mas partem do princípio que tal acontecerá de forma harmoniosa e natural. Só que nunca assim foi.
56 comentários 20 Jun 08 em Sem categoria



até me admiro não terem é permitido trabalho escravo até morrermos… será que ainda não perceberam que se poupava imenso em Serviço Nacional Saúde e Segurança Social…
a continuar assim, isto qualquer dia dá o estoiro…
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Acho incrível que a aprovação destas 65 horas de trabalho tenha passado despercebida, pelo menos por cá. Agora que Portugal perdeu o europeu, pode ser que a malta abra os olhos. Isto é uma vergonha.
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Haja bom senso nas decisões emanadas da UE! 65 horas semanais? Era só quem lhes enfiasse um pinheiro pelo orifício anal acima e esperar até que eles cuspissem serrim…
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Segundo a sugestão de alguns think-tanks, as próximas etapas serão:
- fim do subsídio de férias.
- fim do subsídio de Natal.
- redução gradual dos dias de férias (com ou sem subsídio).
E não venham cá com histórias de que isto é impossível de pôr em prática. Quem se lembra já de Fernando Ulrich (sim, esse mesmo) ter dito há uns 3 ou 4 anos que “os salários deviam sofrer um corte de 10%”, a bem da competitividade das empresas? Feitas as contas, com os golpes das leis laborais e o aumento do custo de vida, a redução deve já ser bem maior. Pode quem manda, verdadeiramente. E o “poder” político é já um mero títere de quem manda.
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Daniel, acho que a tua análise não é correcta. Primeiro que tudo a UE não quer alargar o horário de trabalho para as 65 horas semanais. Quer isso sim permitir que o horário de trabalho possa chegar às 65 horas semanas, o que é uma coisa diferente. Mas eu até acho que nem devia haver regra nenhuma a este nível. Infelizmente a UE tornou-se numa agência de tecnocratas iluminados que nos querem civilizar a todos e que como tal regulam matérias que não lhes dizem respeito (desde horários de trabalhos até aos recipientes em que se pode comer açorda). Esta regulação deve ser o resultado de negociações e deve ser adaptada às necessidades dos trabalhadores e das empresas. Não faz sentido nenhum criar regras como estas para um universo de 400 milhões de pessoas em 27 países diferentes.
Segundo, não existe um modelo chinês ou indiano. Aquilo que se passa hoje nestes países passou-se em Inglaterra no início da revolução industrial e em muitos outros países depois, incluindo Portugal umas décadas mais tarde. É o resultado da falta de Democracia (na China) e da falta de organização sindical (em ambos os países). O mundo não se divide em oposições binárias, logo não é por as coisas estarem a mudar que vamos de um extremo ao outro.
Quanto aos neo-liberais estás enganado. Os neo-liberais contam muito com isso, porque na verdade neo-liberais verdadeiramente há muito poucos. Tudo o resto são oportunistas que apreciam o liberalismo quando lhes dá jeito mas que quando as coisas correm mal são os primeiros a inverter o sentido. Dizer que a UE é neo-liberal é misturar coisas muito diferentes no mesmo saco: como é que uma organização tão burocrática e anti-liberal (porque quer regular coisas q
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Pedro Marques, é claro que a UE não pode decidir o horário de cada um. Quando um país ou um conjunto de países alarga o horário estamos sempre a falar de horários máximos. Aliás, como é evidente no texto: «permitir horários de 65 horas»
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Daniel, acho que a tua análise não é correcta. Primeiro que tudo a UE não quer alargar o horário de trabalho para as 65 horas semanais. Quer isso sim permitir que o horário de trabalho possa chegar às 65 horas semanas, o que é uma coisa diferente. Mas eu até acho que nem devia haver regra nenhuma a este nível. Infelizmente a UE tornou-se numa agência de tecnocratas iluminados que nos querem civilizar a todos e que como tal regulam matérias que não lhes dizem respeito (desde horários de trabalho até aos recipientes em que se pode comer açorda). Esta regulação deve ser o resultado de negociações e deve ser adaptada às necessidades dos trabalhadores e das empresas. Não faz sentido nenhum criar regras como estas para um universo de 400 milhões de pessoas em 27 países diferentes.
Segundo, não existe um modelo chinês ou indiano. Aquilo que se passa hoje nestes países passou-se em Inglaterra no início da revolução industrial e em muitos outros países depois, incluindo Portugal algumas décadas mais tarde. É o resultado da falta de Democracia (na China) e da falta de organização sindical (em ambos os países). O mundo não se divide em oposições binárias, logo não é por as coisas estarem a mudar que vamos de um extremo ao outro.
Quanto aos neo-liberais estás enganado. Os neo-liberais contam muito com a oposição política, porque na verdade neo-liberais “verdadeiros” há muito poucos. Tudo o resto são oportunistas que apreciam o liberalismo quando lhes dá jeito mas que quando as coisas correm mal são os primeiros a inverter o sentido. Dizer que a UE é neo-liberal é misturar coisas muito diferentes no mesmo saco: como é que uma organização tão burocrática e anti-liberal (porque quer regular coisas que não lhe dizem respeito) pode ser considerada neo-liberal? Este termo hoje em dia é usado pela esquerda como ofensa. Assim como se usava o “fascista” em Portugal. Mas o problema é que a imprecisão no uso destes conceitos leva ao seu esvaziamento. Hoje em dia como tudo é neo-liberal, nada é neo-liberal.
A mim o que me preocupa não são os neo-liberais “verdadeiros”: aqueles que têm uma ideologia bem definida e que defendem um conjunto de valores que podem ser identificados e discutidos. São os oportunistas: Sarkozy é um deles, assim como muitos outros, que navegam na onda dos “focus groups” e que vivem para a imagem. São estes que defendem um capitalismo para os amigos e que como tal desregulam ou regulam em função dos mesmos.
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Obviamente enganei-me e comentei duas vezes. Peço desculpa.
Mas já agora aproveito para responder: então se a UE se limitou a alargar a possibilidade porque é que isto é interpretado como se fossemos forçados a trabalhar as 65 horas? Se não houvesse regra nenhuma a nível Europeu ninguém se lembraria de dizer que isso significa que a UA quer que trabalhemos 24 horas por dia.
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Caro Daniel,
Subscrevo na integra, ainda que pense que é uma visão um tanto colada ao outro Extremo da questão.
Bruno Contente Gomes
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Infelizmente, já conheço há anos pessoas que trabalham 65 horas ou mais por semana, sem se queixarem, principalmente pessoas novas. Parece-me que essa lei europeia apenas vem regularizar o que cada vez mais acontece… Mas é assim mesmo, temos de trabalhar mais. Os carros desportivos, as casas à beira-mar e as férias extravagantes de alguns patrões não se pagam a si mesmas…
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A intenção não é que a maioria das pessoas passe a ter horários prolongados, oque se pretende é que as horas extraordinárias deixem de ser extraordinárias, por caberem no horário de trabalho.
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Grande post daniel oliveira.Concordo com a sua visao a 200%
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Só há um remédio: dizer NÃO à UE.
E se não nos deixarem dizê-lo, democráricamente e por referendo, digamo-lo na RUA!
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Não menosprezemos o que aí vem sobre os horários de trabalho, tendo em conta esta norma europeia!
As alterações ao Código do Trabalho, já contam com ela, e mesmo antes de estar legal e regulamentada já está em prática, em algumas empresas!
Em Tomar, e para falar de exemplo que conheço , já há empresas, com esse horário em prática.
Os trabalhadores entram às 6 e 7 horas da manhã, e só saiem quando toda a produção programada estiver concluída! Ali só se conhece o horário de entrada, nunca o de saída. Ali os trabalhadores não sabem o que são horas extraordinárias, mesmo quando trabalham 12 horas por dia(entram ás 7 da mahã e saiem às 7 da noite).
Ali só conhecem ” um prémio “(????) de produtividade de valor mensal fixo, que nem chega a ser a remuneração normal das horas que fazem a mais para além das 48 semanais! (Valor que “acresce” dizem os patrões) ao vencimento base, mas têm que “aceitar” aquela norma interna.
Descanso obrigatório, pelo tempo de trabalho excedido??? Ali não há!
Ali há casais a trabalhar que entregaram os filhos a familiares, ou amigos, porque não têm tempo sequer de os levar à escola!!!
Tomar, um concelho do Vale Tejo interior, não tem empresas, e empresários tem muito pouco dignos desse nome. O desemprego tornou a região fértil, para experiências deste tipo. Que vão , reproduzir-se e vão ser prática generalizada! Ali, quem disser Não ao horário, tem de imediato um convite para saír no dia seguinte…Ora as pessoas têm filhos, casa para pagar, e não têm outra alternativa de emprego …È esta a realidade da exploração do século XXI!
Ao comentador Pedro Marques:
Fique certo que o horário “até 65 horas” vai ser “aproveitado” pelas entidades patronais!
Acabou-se o pagamento do trabalho extraordinário!( aquele que era executado, fora do horário normal), mas se o mal ainda fosse só esse: o pior é que a isso se chama trabalhar mais , pelo mesmo dinheiro…
Não há ESTADO que assegure os direitos mínimos dos trabalhadores! Só asseguram os máximos para estes patrões, que dizem precisar de ser “competitivos”…Com a China, claro, com o Paquistão, a India, e por aí fora!
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Não conheço a generalidade da Índia, mas na multinacional onde trabalho , que tem também um centro de desenvolvimento na Índia, trabalha-se 40 horas semanais tal como em Portugal e na generalidade da Europa. A única diferença é que eles têm de compensar os feriados durante a semana com trabalho ao Sábado.
E sim…isto como é óbvio não obriga ninguem a trabalhar 65 horas semanais. Como está escrito apenas permite. E em relação a subsídios de férias e de natal, esse é quase um exclusivo português (Nem sei se mais algum país da UE o pratica). Só não desaparece em Portugal porque já temos uma diferença grande para a média europeia. Se estivéssemos dentro da média europeia, provavelmente já teria desaparecido.
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As remunerações nas grandes empresas europeias são fixadas anualmente!
De facto o 13º ou 14º Mês, não é pago como em Portugal, em Junho/Julho, e Novº/Dezº de cada ano.
Mas integram, a par de outras regalias, a remuneração anual, dividida por 12 meses!
Nada tenho contra essa metodologia, mas acredito que os portugueses se teriam que habituar a ela, pois as compras de natal e as férias, contam com a duplicação de remuneração nesses meses!!
Mas venha de lá a remuneração média europeia, sem subsídio de férias e natal!!!
Venha ela, amanhã!…
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Estamos a ser cada dia mais explorados.
Nós somos imensos, eles são poucos.
Para quando nos revoltamos e fazemos o que todos sabemos que temos que fazer? Até quando vamos suster a violência que precisamos de aplicar?
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Daniel
Nem a Índia nem a China têm jornadas semanais de 65H!!
Acho extraordinário pensar-se que só na Europa existe estado Social de Direito!!
Muito pelo contrário são raros no mundo os Estados cujas Constituições não estabelecem o Estado Social de Direito!!
Sendo mesmo interessante observar o inverso que na Europa tem menos Estados com Constituições que Constitucionalizem o Estado de Direito Social!!
O mesmo ocorreu em Portugal quando nos anos 80 após Mota Pinto onde Portugal tinha sem dúvidas das legislações laborais mais protectoras dos direitos dos trabalhadores tinha ao mesmo tempo a mais elevada taxa de trabalho infantil!!
Se o Daniel fosse ler a Constituição da Noruega e a Constituição da Colombia ia identificar-se, sem dúvida, mais com a Colombiana e ia achar a Constituição Norueguesa muito neutra e puramente liberal!!!
O problema é outro!!!
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Não sei onde isto nos vai levar. Primeiro abrimos a porta, e só depois vimos quem lá vinha.
Como é possível terem-se aberto os mercados sem estabelecer normas e regras idênticas para as várias partes?
Quem algum dia pensou que ao trazermos os potências emergentes (India e China) para os nossos mercados elas se iriam adaptar às regras sociais e do trabalho Europeias, andou em delírio.
Sinceramente alguém acha que será a India e China a elevar os direitos sociais aos patamares ocidentais? Não me parece.
Particularmente a nós europeus-ocidentais, chegou a hora de pagarmos 60 anos de paz, pagar o retorno do investimento de décadas dos EUA na Europa (capital que agora se encontra disperso pelos emergentes), e cá em Portugal pagar 50+30 anos de pasmaceira, corrupção, “regimismos”, e zig-zags de “esquerdas” e “direitas” bem falantes e sem qualquer visão do futuro, ancorados a datas célebres e alguns feriados.
Alea jacta est
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Daniel!!
“Por lá, o enriquecimento fará crescer movimentos democráticos e de reivindicação. Com isso eles contam. Mas partem do princípio que tal acontecerá de forma harmoniosa e natural. Só que nunca assim foi.” Vá lá reconhece que ao menos têm enriquecido!!!
Quanto à profecia…e à História…
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Nem mais…Ha muito bla bla e pouca acção bem ao estilo portugues que tanto criticamos de falar muito e pouco fazer.As ruas chamam por nós.E vai ser uma questão de tempo
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Há tanta gente neste País com conhecimentos para conseguir manter a nau, Portugal, a navegar no bom rumo, o que se verifica é que os deputados têm outros tachos e só é ministro quem não tem capacidade para gerir as grandes empresas como a Galp e tantas outras, veja-se a saída de Murteira Nabo, de Freitas de Amaral e tantos outros; para onde foram e quanto ganham sem trabalhar as tais sessenta e cinco horas, que tem de trabalhar um camponês ou no entender de Pinto de Sousa, qualquer trabalhador, já que é isso que consta do tratado de Lisboa. Sócrates foi filósofo, não vou aqui recordar Sócrates nem Platão. Convém recordar os vendedores de banha da cobra que conseguem arrebatar multidões com o seu paleio de feira; nada de interpretar esta questão da feira com o Doutor Paulo Portas:
GALO E NÃO PINTO
O meu Pai era doutor
mas teve infelicidade
e virou um agricultor
cantava em liberdade!
-
Já pelo nascer do sol
ao romper da aurora
lá ia o meu rouxinol
por esse campo fora!
-
no verão, noutro dia
e já pela madrugada
com o macho surgia
da longa caminhada!
-
era ele homem raro
não era de Sesimbra
estou anos em Faro
direito em Coimbra!
-
algo deu p’ra o torto
ele teve de se mudar
foi então pró Porto
a guarda livros ficar!
-
e esteve em Lisboa
numa casa bancária
ao Pai o namoro soa
virou uma alimária!
-
namorou a donzela
a irmã dum general
e foi por causa dela
que tudo correu mal!?
-
e cantava a esquecer
cantava a trabalhar
esse seu bem querer
e que não pôde amar!
-
e é por ele que canto
mal que tem a alma
e por ele sofrer tanto
versejo, tenho calma!
-
e dizia que o Sidónio
viu morrer na estação
morto por um demónio
José Júlio de Garvão!
-
esta nota introdutória
feita sobre a sua vida
foi feita em memória
de gente com má vida:
-
agora sessenta e cinco
dantes quarenta e oito
e ele com o seu afinco
quase fazia as dezoito!?
-
em casa com o martelo
amêndoas secas partia
e não era um Marcelo
mas miolo nele havia!
-
e o tratado de Lisboa
faz lembrar o Rossio
e dessa rez que à toa
lá matou a sangue frio!
-
vão matar nossa gente
s’o tratado se aprovar
o governo d’indigente
o José Júlio irá matar!?
-
se não se tem a noção
da alma de nosso povo
é pôr na nossa Nação
homem genial e novo!
-
Vai ó Pinto filosofar
para outro galinheiro
a galo não vais chegar
porque és o primeiro!?
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Meu caro Bruno, aconselho-o a ler umas coisas sobre vários complexos fabris na China. Publiquei aqui algumas coisas sobre a fábrica fornecedora da Aple
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Sobre as 65 horas nao sei, ainda nao li e nao estou muito informado, assim sendo nao vou comentar….
So queria saber uma coisa. Alguem me consegue dizer, de uma vez por todas, a quem é esta malta, que repete a cassete da entidade patronal, neo-liberalismo, escravatura secXXI,etc, se refere? Quem e o trabalhador e quem e o patrao explorador….Os camionistas e os pescadores com barco prorpio e que trabalham 12 horas por dia sao patroes ou trabalhadores explorados? Em que ficamos…???assim e dificil alinhar ideias.
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Henrique Morais: os camionistas e transportadores não são bem a mesma coisa… mas, por certo serão todos trabalhadores. Uns, por conta própria, outros por conta de outrém! Tal como os pescadores e armadores.
A diferença reside entre quem vende o trabalho e quem o compra. São as regras do mercado…A oferta e a procura. Quem compra quer pagar pouco. Quem vende, quer receber mais. E é aqui que está o desequílibrio de forças: a oferta é superior à procura.Quem faz as regras é quem compra, não é quem vende, que passou a sujeitar-se à disponibilidade de “escolher” os compradores que pagam mais e melhor…
È por isso que por aí vemos patrões montados em “ferraris” e os seus empregados, a trabalhar com salários em atraso. Porque, embora contribuindo com o trabalho para os proveitos da empresa, estes ficam só de um lado–o do comprador–.
Como se trata da vida das pessoas – era suposto O Estado e as suas leis protegerem a parte mais fraca-, mas infelizmente não o fazem. Cada vez mais os Governos cedem aos seus interesses, porque hoje o ESTADO são os interesses de alguns…É nesse contexto que aparecem agora as 65 horas!…
Haveria muito mais a explicar, mas espero que assim já consiga entender quem são uns e quem outros…
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Correcção: onde se lê disponibilidade, deve ler-se “indisponibilidade”.
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Este post tem muito que se lhe diga, apesar de alguns já terem dado os parabéns ao DO pela sua excelência.
Mas acho que o DO não tem razão. Senão vejamos:
Existe, neste país, um enorme deficit de produtividade, é conhecido, apregoado e publicitado.
Portanto, temos que trabalhar muito mais, acho até que o “até 65 horas” é um limite ridículo.
Toda a gente sabe que o ser humano que trabalha, logo adulto, não precisa de mais que 6 horas para dormir, 1 hora para se alimentar e 1 ou 2 horas para se transportar para o emprego.
Podem perfeitamente trabalhar as restantes 14 ou 15 horas ao dia. Porque o país precisa mesmo disso, para se desenvolver, para competir globalmente.
Mas não querem é trabalhar! Querem é mordomias, essas merdas de estarem com os amigos, ir ao cinema ou a um concerto, ler, dar um passeio à beira-mar, apanhar o fresco da serra. Tudo mau hábitos!!!
Já sei que o DO me vai contrariar com argumentos nojentos e que aparecerão muitos comunas a insultar-me: mas são exactamente esses DOs e esses comunas os verdadeiros responsáveis do estado em que nos encontramos.
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O sistema ideal que o João Gomes defende foi abolido, infelizmente para ele, há bem mais de um século. Chamava-se escravatura.
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Por outro lado… não seria mal pensado pôr os gajos que pensam como o João Gomes a provar do seu próprio xarope. Mas só eles. Podia ser que se deixassem de ideias tontas. E ficava o mundo melhor.
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Oh Joca, o João Gomes só está a fazer ironia….não está a falar a sério !(acho eu!!!)
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Lá no eixo do mal , o Mad Max tinha a solução. Se pensar bem, o Mel Gibson ( o real) tem para lá umas ideias que eu já ando a achar que tem razão, dado o panorama global.
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Isto é assim, ninguém é escravo de ninguém.
Se um trabalhador acha que o patrão o está a explorar, tem uma opção : demite-se e procura outro emprego, ou então cria o seu próprio emprego e passa a ser patrão de si próprio. Idem para um trabalhador que ache que está a ser mal pago e que anda a pagar os luxos do patrão. Ou então teremos de considerar que as pessoas são inaptas e não têm a capacidade de construirem o seu próprio futuro. Ninguém é obrigado a ser empregado por conta de outrém nem a trabalhar para alguém em condições com as quais não concorde. Ou querem que seja o Estado que vá fazer-lhes a caminha ?
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Zebriu:
“Como é possível terem-se aberto os mercados sem estabelecer normas e regras idênticas para as várias partes?”
Não terá sido essa a melhor forma de fazer passar medidas como a das 65 horas? Permitiu-se uma concorrência desigual, vendeu-se a ideia de que isso estava a por em risco a sobrevivência das empresas, disparou o desemprego e assim se criaram as condições para o maior ataque aos direitos sociais desde a 2ª Guerra Mundial.
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Joca,
«Por outro lado… não seria mal pensado pôr os gajos que pensam como o João Gomes a provar do seu próprio xarope. Mas só eles. Podia ser que se deixassem de ideias tontas. E ficava o mundo melhor».
O Joca sabe do que está a falar? Escravatura era com chicote, porque os malandrões de então se recusavam a trabalhar 24 horas. É assim tão pesado trabalhar SÓ 14 ou 15 horas, a bem da nação, da competitividade e do desenvolvimento? Por isso é que este país é a merda que é!!!
Quer pôr-me a provar do meu próprio xarope? Continua sem saber do que fala!
O Joca não imagina a vida que levam HOMENS como o Ulrich, o Belmiro, o Balsemão, o Amorim e mais uns quantos, para levarem o país a bom-porto. Eles não dormem de tanto pensar como desenvolver este pequeno Portugal, de como criar mais riqueza e emprego, sobretudo emprego, criar riqueza e mais riqueza para a poderem redistribuir generosamente por todos. E ainda os acusam de nem saberem quanto dinheiro têm nas contas (deles) bancárias, de não saberem quanto valem as suas empresas na Bolsa. Pois não, não sabem, andam a pensar por todos nós, tacanhos que somos, egoístas e com mentalidade de avestruz.
Quer um mundo melhor, Joca? Trabalhe e deixe pensar quem sabe pensar, que eles resolverão todos os nossos problemas.
PS: acho que lhe devo um imenso pedido de desculpas. Certamente que perceberá por quê…
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Devagarinho, muito devagarinho, vão-nos tirando todos os direitos. A facilidade com que Pedro Marques (eu diria que está na faixa etária dos 27/35 anos) aceita o máximo das 65 horas semanais quando a OIT estabelece um máximo recomendado de 48 horas é esclarecedor da forma hábil e melíflua como nos tem vindo a cercear os direitos.
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Meus amigos
Não falemos em neo-liberalismo,em chinas e indias,em negociações entre patrões e trabalhadores,em necessidade de produzir mais para a economia europeia ser mais competitiva.
Temos é que falar em exploração capitalista- cada vez mais sanguinária-,em luta de classes, em revolução para derrubar esta classe burguesa parasitária que tem cada vez mais lucros e opulência, enquanto os trabalhadores estão cada vez mais pobres e desgraçados. Trabalhar 65 horas? E então os milhões de desempregados?
Em nosso nome, em nome dos nossos filhos, em nome de um futuro digno para a humanidade: O CAPITALISMO TEM QUE SER COMBATIDO E DERROTADO
Manuel Monteiro
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Semprei achei , dado as pessoas terem diferentes ritmos e capacidades de trabalho , que em todo trabalho que isso seja possivel , se trabalhe por objectivos ou tarefas. Há quem faça tarefas rápido e bem e não tem de ficar a pastar até que todos os outros acabem.Ou a fazer o trabalho que outros não fizeram por andarem na conversa e tal . Fazem regras rigidas , para serem aplicadas a todos , e “todos ” não são iguais. Haverá muitas situações em que 1 trabalhador acabe o seu trabalho ,definido pelos preparadores de trabalho, duas horas antes do prazo. Porque não pode ele ir para casa? E isto acontece numa linha de montagem , num laboratório , em muitos trabalhos. Não é justo. O salário paga o trabalho ou as horas que se está no trabalho?
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Bem , Manel Monteiro , a nova classe burguesa parasitária que fala suponho que sejam os politicos , não é? É que são os únicos que eu não vejo fazer nada , a não ser uns jantares e uns congressos. Mas isso não conta como trabalho , pois não? Ou então, como saõ modernos reformularam o conceito de trabalho que se lhes aplica : em vez de produzir , desproduzem.
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rosinha dos limões,
Muito obrigado! Até pareço o Fado Alexandrino, não pareço?
Creio que o Joca já se apercebeu de que eu estava a falar a sério…
E a rosinha (limão é um bocado ácido, não é?) já se apercebeu de que neste tipo de posts, os “raçados” e os “camisas castanhas” não metem o bedelho? Porque será?
Vá lá, Daniel Oliveira, bota prá aí qualquer coisa que cheire a pátria, raça, xenofobia, emigrantes, imigrantes, brancos, negros, mestiços, qualquer coisa que permita visualizar o enxame que paira sobre o Arrastão? Há dias, dizias, meninos, acabou-se o recreio, mas até lá divertiste à brava!!! Porque estavas bem disposto…
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rosinha dos limões,
Muito obrigado! Até pareço o Fado Alexandrino, não pareço?
Creio que o Joca já se apercebeu de que eu estava a falar a sério…
E a rosinha (limão é um bocado ácido, não é?) já se apercebeu de que neste tipo de posts, os “raçados” e os “camisas castanhas” não metem o bedelho? Porque será?
Vá lá, Daniel Oliveira, bota prá aí qualquer coisa que cheire a pátria, raça, xenofobia, emigrantes, imigrantes, brancos, negros, mestiços, qualquer coisa que permita visualizar o enxame que paira sobre o Arrastão? Há dias, dizias, meninos, acabou-se o recreio, mas até lá divertiste à brava!!! Porque estavas bem disposto…
OBS: tinha que repetir este meu comentário!
Porque quando apliquei a interrogação sobre «o enxame que paira sobre o Arrastão» queria aplicar a exclamação! Lapsos…
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Com um limite desses, para quê ter sequer um limite?
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Pois entao eu devo ter sorte nas companhias e azar na forma como me informo…Das empresas que faliram, nao conheço muitos ( ou nenhum) cujo patrao ande de ferrari ou esteja a gozar ferias em Bali, bem antes pelo contrario. Acredito ser bem mais complicado ser patrao nestas condiçoes ( de falencia) do que trabalhador. Infelizmente em Portugal reina a imagem do patrao corrupto, da inveja e da mesquinhez. Um patrao so e bom enquanto nao ganha mais que 400 euros, passando essa fasquia ja é um explorador que vive a custa do trabalhador. O merito de criar emprego e riqueza nao interessa, o importante e que o homem nao fique muito rico. Acreidto que haja patroes sem escrupulos, que normalmente sao aqueles que ja foram “explorados” ( nao sirvas a quem serviu…), agora esta fobia a criaçao de riqueza por parte de alguem, que tem de ser sempre a custa da exploraçao dos outros ( la dizia o profeta Marx) é que nao pode ser generalizada.
E interessante verificar que as empresas que gozam de maior saude, sao aquelas cujos sindicatos nao sao “braços armados” do PC, onde o complexo da riqueza atras enunciado esta em constante destaque.
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Meu Caro Daniel!!!
Conheço pessoalmente Fabricantes Chineses de Províncias tão diferentes como Guangzhou e Zheijiang já para não falar de Shanghai e em todos eles o Daniel vai encontrar aquilo que encontrava em Portugal nos anos 70 e 80.
Fábricas com Cantina e Cresce para crianças, salários acima da média e 48H de trabalho semanal!! Como em todo o lado do mundo vai encontrar maus exemplos…mas para isso nem era necessário ir à China basta ir aqui ao lado a Espanha!!!
Em todas as Unidades Fabris encontra um funcionário “Corporativo” que faz a ponte entre o Partido, o Patrão e os Trabalhadores!!
Não estou a fazer a óde ao modelo Chinês mas provavelmente está enganado em relação a muitas coisas sobre a China!! (Disseram-se coisas parecidas sobre o Japão nos anos 60 até aos anos 70)
O grande ponto é que com um salário de 250,00EUR em Guangzhou onde um apartamento custa cerca de 6.000,00USD e onde consegues tomar o pequeno almoço por 50 jintaos (centimos do yuan) é um País com um nível de vida tão baixo que permite viver com os 250,00EUR ou cerca de 2800,00 Yuan mensais!!
[Responder]
‘porque o que sabem de economia’ é pouco,o que eles sabem é roubar!!!E isto é uma luta de classes coisa q DO se ‘esquece’ frequentemente e também que vivemos em pleno regime Capitalista já a roçar o Fascismo se é que ainda não se deu conta,em que não pluralismo de opinião pq os media estão nas mãos das classes possidentes e,como é óbvio eles não propagam ideias alternativas e que,bem vistas as coisas ainda não há nenhum regime democrata.Ou na América com os partidos ‘democrata’ e ‘republicano’ não são uma e a mesma coisa?
E o Socialismo,sr.DO?Não faz parte do seu léxico pelo que tenho lido e,ouvido.
Ao comentador ce:o paulo teixeira pinto é que é rápido a realizar as suas tarefas e a produzir riqueza de uma foprma descomunal.Olhe,pq não encabeça um movimento de bons cidadãos para lhe erigir uma estátua?Ele há cada uma-que aborto!
[Responder]
Pedro Marques,
o Neoliberalismo é uma doutrina que faz com que haja uma maior concentração de renda nas mãos dos já ricos e em detrimento dos trabalhadores que passam a ter uma vida de qualidade cada vez pior.Menos Estado mais propriedade privada. Esta é a pura e dura verdade da ditadura do capital que aumenta o fosso social entre ricos e pobres onde não existem direitos de trabalho ou o direito ao trabalho mas sim um labirinto tortuoso onde a força de trabalho é desvalorizada quase ao ponto da escravatura (é o que se constata, por ex.,nas empreitadas com imigrantes ilegais que se sujeitam ao “seu” neoliberalismo verdadeiro.)
Portanto as 65 horas são apenas o começo de um sem nº de medidas neoliberais castradoras que a UE vai implantando até que estejamos de volta aos anos 80 de Margareth Thatcher e ou de Ronald Reagan com a retirada completa do Estado na economia e nas relações sociais, privilegiando a livre actuação do capital.
Este retrocesso economicista a ditar a ordem mundial juntamente com a globalização feudal das multinacionais em relação aos governos dos países mais frágeis, tais como Portugal, fará com que estes pura e simplesmente percam a soberania territorial e governativa e os seus cidadãos passem a pagar uma renda de residência para que possam viver e trabalhar no seu país.
O trabalhador deixará de ter um rosto e passará a ser cada vez mais um nº estatístico dispensável e ou descartavél sem nenhuma segurança de um futuro estável. É isto que nos espera no maravilhoso mundo novo do “seu” neoliberalismo verdadeiro que aplicado a posições nacionalistas, tais como a de Sarkozy, são a nova face do fascismo. Esta é de facto a linha ténue em que caminhamos não só na UE mas também nos EUA (Bush é o melhor exemplo) Russia (Putin é a cara da elite oligarca neoliberal) entre outros…..
Esta é sem dúvida a minha luta e a de muitos, muitos mil que ainda acreditam em Abril.
A.R.A
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Chiça, um tipo vem directamente da leitura do Blasfémias para aqui e já acredita genuinamente em qualquer anormalidade que lê sem pensar em ironias, pois “eles andem aí”…
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“o que sabem de economia falta-lhes em história” LOL, normalmente é ao contrário, muita história muita filosofia e o dinheiro que corra pela telha…
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Escrever uma palavra que seja para “dourar a pilula” sobre esta decisão, deveria fazer corar de vergonha! A seguir, virão defender sucessivamente o trabalho forçado e a escravatura!
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sim, temos que rir dessas coisas ( trabalhar 13 horas por dia até deve ser fixe)….se não entramos em pânico com o caminho que isto vai levando…
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É só preciso referir que o que foi aprovado em
relação às 65 horas semanais, não é diferente
do que já figurava na legislação europeia.
(e que corresponde a uma norma opt-out
que resulta de um eterno conflito no interior da União Europeia com o Reino Unido.)
É o uma situação que pode ser entendida facilmente para quem leia a anterior e actual legislação.
Dará artigos menos bombásticos mas, certamente, posições que tenham algo a ver a com a realidade.
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Quer-me parecer que, se isto continua, não faltarão muitos anos para que os atentados suicidas ou o assassinato de empresários deixem de ser exclusivos do Médio-Oriente e País Basco, respectivamente.
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mesmo acima, aguns artistas a fazer 65 horas semanas, tudo bem espremidinho não chegam ás 40 horas semanais…
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Estamos a assitir, em vários domínios da vida pública, a um retrocesso civilizacional.
Voltamos ao pré-século XIX em que triunfou a teoria dos 3 oitos: 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de sono.
Não é por acaso que todos os povos admiram a Europa e de um modo geral o mundo ocidental, precisamente pelos seus direitos laborais e pela sua segurança social. Agora, vem o capitalismo selvagem, ditar novas leis aos países emergentes e querem também fazer voltar a Europa a esses velhos tempos a que ninguém no seu juízo perfeito pretende voltar.
Com efeito, é como diz o Daniel, esse novos profetas do “Laissez faire, Laissez passer” não conhecem a história e, por isso, não sabem que o estado social de que a Europa se pode justamente orgulhar não nasceu de geração espontânea mas foi fruto de muitas lutas e de muito sofrimento. Foi também uma cedência do capitalismo face ao medo do comunismo e para evitar males maiores.
Mas isso, eles não sabem. Não sabem nem compreendem que um mundo como eles querem é não só profundamente injusto como sobretudo caminha a passos rápidos para o abismo.
Foi isso, que os governantes europeus do pós 2.ª guerra mundial perceberam e por isso implementaram o estado social que é um dos traços distintivos da Europa em todo o mundo, é um símbolo da Europa civilizada. Vêm agora estes gurus do capitalismo neo-liberal querer fazer o mundo voltar à idade das trevas, apenas com o intuito de servir os seus ALTOS desígnios.
Contra o “Laissez faire, Laissez passer” é preciso opôr um novo “Liberté, Égalité, Fraternité”.
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Houve um acarneirado que escreveu o seguinte:
…”muita história muita filosofia e o dinheiro que corra pela telha”…
Nós somos o produto da historia mas se não aprendemos nada com o passado o futuro servir-nos-a de passado. Será que fui demasiado filosófico???
O dinheiro? Mas qual dinheiro…………….
Aquele abraço
A.R.A
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O daniel está de férias , mas pronto , comento na mesma.
Falta de visão dos trabalhadores. Os capitalistas globalizaram-se , não foi? correm o mundo à procura de mão de obra mais barata e custos de produção mais reduzidos ( qual asae , qual médico do trabalho , qual formação , qual carapuça). A única resposta à globalização dos tipos era a globalização das reinvidicações dos trabalhadores. Os tipos pensam global? que remédio a gente pensar também.
Todos os emigrantes deviam ser reencaminhados para o seu país de origem com as nossas reinvidicações no bolso ,para que as pudessem impor , mais nada. Na Europa o que deviamos fazer era formar assim uma coisa como sindicalistas do 3º mundo. Eles sem nós não são nada, os que gerem a mão de obra.
E coitados , não sei se viram , mas é mesmo verdade que quem tudo quer tudo perde. Até nessa cena do capital têm de ter em atenção o conceito de “sustentado”. Não tiveram. A gente não compra , não temos dinheiro , tiraram-nos os empregos ; aqueles que agora fazem os produtos não ganham o suficiente para os comprar.
De forma nenhuma podemos aceitar essa coisa das 65 horas , é manobra de desespero de quem já está a perder. Querem-nos por a trabalhar como aqueles que não têm dinheiro ( nem necessidade , e isto é muito importante , reflictam) daquilo que queremos comprar.
E se não aceitarmos , vão vender a quem? A ninguém. Lucro igual a zero. Perdas substanciais ou baixa de preços. E trabalhar 40 horas é-nos igual , em termos de beneficios , a 65. São eles que precisam que a gente compre a determinado preço, e não ao contrário. Capisce?
Mas trabalhar por objectivos é a luta da minha vida. Acho horrivel que alguém que se concentra no trabalho e o despacha , tenha de permanecer no posto de trabalho o mesmo tempo que um engonha.
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ARA, não sei se ainda vem aqui ler uma vez que já passou tanto tempo mas a sua resposta só me convenceu ainda mais que o termo neoliberalismo é usado de forma imprecisa. Quando diz:
“o Neoliberalismo é uma doutrina que faz com que haja uma maior concentração de renda nas mãos dos já ricos e em detrimento dos trabalhadores que passam a ter uma vida de qualidade cada vez pior.”
Então o que é que distingue o neoliberalismo de outras doutrinas que também criam desigualdades? Um dos grandes erros dos críticos do capitalismo é dizer que o capitalismo gera desigualdades como se fora do mesmo elas não existissem. Existem e existiam e frequentemente eram bastante piores do que as que temos hoje. Ou os tempos das monarquias absolutas também eram neoliberalismo? Ou a concentração de poder e riqueza nas mãos de ditadores, de esquerda e de direita, também é o resultado do neoliberalismo? O problema é um de causa e efeito: diz que o neoliberalismo causa desiguldades, mas ela existiu e existe em todos os regimes alternativos (todos mesmo) logo não será a desigualdade causada por outra coisa?
Quanto ao resto do seu comentário reflecte as visões catrastofistas de parte da esquerda que desde o sec XIX anuncia o fim do capitalismo num delírio autofágico, fim esse que nunca chega. A redução da classe trabalhadora à condição de escravatura é algo que já vem sendo anunciado há muitas décadas mas a tendência geral tem sido (e continua a ser) para a melhoria geral das condições de vida, ainda que haja algumas oscilações e alguns momentos de retrocesso. Pegar em casos minoritários, como a exploração de mão-de-obra ilegal (que é obviamente um problema e que eu não quero desvalorizar) e tomá-la como uma expressão do todo é um erro.
Nesta linha o Daniel Oliveira e muitos outros cometem um erro semelhante: pegam nos casos extremos na China e na Índia e tomam-nos pelo todo, quando a verdade é que também nestes países houve uma melhoria geral das condições de vida, apesar de nalguns casos haver claramente uma exploração da mão-de-obra. Mais: o problema não são as fábricas da Apple. Assim como em Portugal e em muitos outros países, são na maioria dos casos as empresas detidas por cidadãos desse mesmo país que vendem a grandes marcas em regime de subcontração que têm as piores práticas laborais. Em sentido contrário são muitas vezes as fábricas detidas directamente por estrangeiros quem tem as melhores práticas.
Houve ainda alguém que disse que eu aceitava a semana de trabalho de 65 horas. Pois isso não foi de todo o que eu disse. A negação de algo não implica a sua aceitação. O facto de a EU estabelecer que a semana de trabalho pode chegar às 65 horas semanais não quer dizer que vá mesmo chegar. Antes de haver esta lei havia outra que dizia que o máximo eram 48 horas e apesar disso sempre houve empresas onde se trabalhou mais do que isso. Por outro lado, agora que a lei mudou, naquelas onde se trabalha 40 horas por semana ir-se-á continuar a trabalhar as mesmas horas. O que eu critiquei foi o tom exagerado do Daniel face a uma coisa que na verdade não tem impacto quase nenhum nas nossas vidas, até porque não devia ser regulado ao nível da EU.
Mais uma vez, alonguei-me demasiado…
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