
O Bloco tem um resultado que supera todas as minhas expectativas (e as da esmagadora maioria das sondagens). Mais do que duplica a sua votação e percentagem de há cinco anos, é o único partido dos cinco maiores que consegue a proeza de aumentar o número de votos que conseguiu nas legislativas (com muito menos votantes) e triplica o número de eleitos. A maior vitória é de quem ganha as eleições. Mas o Bloco foi provavelmente quem mais ganhou com o seu resultado, porque se trata de um salto qualitativo de grandes dimensões.
No entanto, para quem volte a julgar que é apenas um fenómeno do momento (quantas vezes já o disseram?) vale a pena olhar para a consistência da subida e como ela segue o padrão das anteriores. Sobe mais nas zonas onde era mais fraco e menos onde era mais forte. É mais nacional e mais rural, mais transversal quer socialmente quer do ponto de vista etário. Fica em terceiro numa parte razoável do país.
Ganha em algumas freguesias (uma delas foi a freguesia onde Marisa Matias quase sempre viveu, o que diz muito bem dela) e em muitas mesas de voto. O crescimento faz-se muito através do PS. E isso quer dizer que é o Bloco que consegue atrair melhor o eleitorado de esquerda que votava tradicionalmente socialista. Tendo em conta que Sócrates, responsável pela irritação de muitos votantes do PS, será o candidato a primeiro-ministro do seu partido, o Bloco tem condições para aproveitar esta onda. Mas também sobe por via de novos eleitores. O BE ganha sobretudo em mesas de voto onde a maioria dos eleitores inscritos são mais jovens. O que quer dizer que ganha muito no novo eleitorado, e isso promete a continuação do seu crescimento.
Se este tivesse sido o resultado nas legislativas o Bloco elegia 21 deputados. Mais em Lisboa, Setúbal e Porto, novos em Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém e Faro. Provavelmente mais do que um em alguns destes novos distritos. O seja, o Bloco tem condições para ser um partido representado em grande parte do país, provavelmente o mais nacional dos três fora do centrão. Estes resultados criam uma dinâmica para as legislativas e autárquicas que é excelente para o Bloco de Esquerda.
Na Europa, é um dos partidos à esquerda com melhores resultados e o seu peso no grupo parlamentar e no partido europeu em que está integrado aumenta imenso, o que poderá dar um novo empurrão ao seu “europeísmo de esquerda” e evitar a excessiva nacionalização do seu discurso.
55 comentários 8 Jun 09 em Sem categoria55 respostas ao post “Europeias: BE”
- 1 Pingback on 9 Jun 2009 às 10:22
- 2 Pingback on 10 Jun 2009 às 0:17



Claro que é um fenómeno de momento! Vai acontecer ao Bloco o mesmo que aconteceu ao PRD de Eanes, que chegou a ter 17%. Dentro de uma legislatura ou duas no máximo, quando todos os idiotas que actualmente votam no Bloco verem que isso é uma treta que só faz é ruído e que não leva a lado nenhum, que é um contra-poder, quando eles abrirem os olhos, o Bloco acaba-se.
[Responder]
Se estivesse em Portugal tinha votado PS mas a eleicao do Rui Tavares e algo de muito bom.
Se o BE tivesse mais Ruis Tavares entao seria uma alternativa segura e credivel ao PS. Menos fundamentalistas religiosos trosquistas/estalinistas e mais pessoas plurais e abertas e o que o bloco precisa.
Parabens ao Rui. Um BE verdadeiramente democratico precisa de mais Ruis e o pais precisa de uma alternativa democratica, aberta e pluralista a esquerda do PS.
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Vamos por partes.
Não há que ignorar, dado o elevado nível de abstenção e amparado no facto de haver um único círculo eleitoral o Bloco de Esquerda (é curiosa esta mania de lhe retiraram o adjectivo) tem uma subida significativa.
Pontos que convêm esconder:
Não ganha nenhum distrito, o PCP volta a ganhar todo o Alentejo e Setubal.
É a quarta força em Lisboa, suplantado pelo PCP.
Reclama muito os seus dez por cento mas se considerarmos que o partido do Smart (como os senhores jornalistas e sociólogos) chamavam ao partido do Portas não me parece uma vantagem assim tão grande.
Nas autárquicas vai simplesmente desaparecer.
Nas legislativas vai manter a sua posição de quarto partido e mais uma vez sem qualquer interesse relevante para a governação.
Se o PS ganhar vai usá-lo forçando-o a apoiar pontualmente (ou eu ou o dilúvio), se o PSD ganhar vai simplesmente contrabalançá-lo com o CDS.
Claro que não passa pela cabeça de ninguém pensar que no século XXI um partido trotskista na Europa podia fazer parte de qualquer governação.
Para anedota já nos chega a selecção nacional de pontapé na bola.
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Ò Sr Daniel.
O Sr faz a festa, lança os foguetes e vai atrás das canas!
Tenha calma, porque quando os tais jovens de que você fala, se apereceberem que o “seu” partido é um partido anti democrático, fogem que nem ratas, de navio prestes a afundar.
O “seu” partido tem a votação que tem, porque estamos num país miserável, onde alguns dos seus apoiantes, ainda pensam que quem tem duas vacas, tem que dar uma ao vizinho, porque ele não tem nenhuma.
[Responder]
No dia 30 de Novembro escrevi o seguinte comentário:
6 Pinto
30 Nov 2008 às 14:07
Obrigado Pedro Sales.
A TVI preencheu 11.5% do seu espaço com dois partidos extremistas (PCP e BE).
Por favor, apontem-me mais um país desenvolvido com este panorama.
Cuba e Coreia do Norte não vale (não vão alguns comentadores considerá-los países desenvolvidos).
Em resposta, o Pedro Sales respondeu-me:
10 Pedro Sales
30 Nov 2008 às 14:52
Pinto,
Explique lá, seguindo a sua lógica, como é que a Alemanha é a segunda maior economia mundial e o Die Linke vale 15% em todas as sondagens e parece continuar a subir?
Ao qual retorqui:
12 Pinto
30 Nov 2008 às 15:11
A nova esquerda alemã: DIE LINKE
16-Nov-2008
Com 8,7% dos votos nas últimas eleições federais alemãs
(…)
(Fontes: a informação disponibilizada online no site oficial do partido, http://www.die-linke.de).
(http://www.esquerda.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=9154)
O Pedro Sales fez saber que Há três anos teve 8,7%. Hoje, nenhuma sondagem lhe dá menos de 12%, sendo o resultado mais comum à volta de 15%. Está a crescer, como o confirmam todas as eleições regionais intercalares que já tiveram lugar. (comentário 14)
Entendi que seria melhor esperar para ver.
Eis os resultados do DIE LINKE (uma coisa parecida ao “nosso” BE):
7,5%
É hora de voltar a perguntar por um país desenvolvido onde a esquerda caviar (ou a esquerda do Jet-Set; como queiram) tenha tamanha percentagem de votos.
Mas po cá ainda continua a ideia algo bronca que o BE é um partido moderno; um partido de futuro. Ainda há muito boa gente que não se apercebeu que o BE é o ex-libris do populismo político
[Responder]
Sobe sobe, balão sobe…
A sério, gozem o momento.
[Responder]
Daniel, eu por exemplo votei bloco ontem, ou melhor, votei especificamente no Miguel Portas por o achar uma pessoa capaz de defender ideias e princípios onde me enquadro (apesar desta vez estar muito mais contido no discurso, muito mais igual ao resto, o que diga-se é também assustador de um certo ponto de vista se o ligarmos aos bons resultados) mas, nas legislativas não vou votar certamente. E como eu, conheço mais algumas pessoas na mesma situação.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Junho 8th, 2009 at 20:45
ava, e eu conheço pessoas ao contrário. O voto pessoalizado, nestes casos, funciona nos dois sentidos.
No dia 30 de Novembro escrevi o seguinte comentário:
6 Pinto
30 Nov 2008 às 14:07
Obrigado Pedro Sales.
A TVI preencheu 11.5% do seu espaço com dois partidos extremistas (PCP e BE).
Por favor, apontem-me mais um país desenvolvido com este panorama.
Cuba e Coreia do Norte não vale (não vão alguns comentadores considerá-los países desenvolvidos).
Em resposta, o Pedro Sales respondeu-me:
10 Pedro Sales
30 Nov 2008 às 14:52
Pinto,
Explique lá, seguindo a sua lógica, como é que a Alemanha é a segunda maior economia mundial e o Die Linke vale 15% em todas as sondagens e parece continuar a subir?
Ao qual retorqui:
12 Pinto
30 Nov 2008 às 15:11
A nova esquerda alemã: DIE LINKE
16-Nov-2008
Com 8,7% dos votos nas últimas eleições federais alemãs
(…)
(Fontes: a informação disponibilizada online no site oficial do partido, http://www.die-linke.de).
(http://www.esquerda.net/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=9154)
O Pedro Sales fez saber que Há três anos teve 8,7%. Hoje, nenhuma sondagem lhe dá menos de 12%, sendo o resultado mais comum à volta de 15%. Está a crescer, como o confirmam todas as eleições regionais intercalares que já tiveram lugar. (comentário 14)
Entendi que seria melhor esperar para ver.
Eis os resultados do DIE LINKE (uma coisa parecida ao “nosso” BE):
7,5%
É hora de voltar a perguntar por um país desenvolvido onde a esquerda caviar (ou a esquerda do Jet-Set; como queiram) tenha tamanha percentagem de votos.
Mas po cá ainda continua a ideia bronca que o BE é um partido moderno; um partido de futuro. Ainda há muito boa gente que não se apercebeu que o BE é o ex-libris do populismo político
[Responder]
Tenho 21 anos, votei PSD nestas eleições e vou votar Bloco nas legislatvias, mas futuramente quero olhar para o partido como uma opção de poder e não apenas como oposição, o que é bastante mais fácil.
Tenho é de lamentar a fraca qualidade de políticos neste País, o que só faz com a taxa de abstenção e os votos em branco cresçam. Quanto tempo mais vamos ter de esperar por um Obama português, no conteúdo e na forma?
[Responder]
Estou muito feliz com esta vitória do BE e do Rui Tabares. Como um ordenado de 7.700 euros é demais para ele suponho que se vai amanhar com 2.500 e remediar 10 ou 12 familias com os outros 5.000 euros. Pelo menos é o que eu espero.
[Responder]
Foi uma vitória para o Bloco de Esquerda, por isso parabéns Daniel, foi também uma vitória sua.
O resultado do BE não me surpreendeu muito, penso que o PS foi o mais penalizado pela abstenção, e todos os outros partidos de uma forma ou de outra lucraram com isso.
Acho que o BE terá alguma quebra na votação das autárquicas, mas penso que nas lesgislativas poderá recuperar, talvez até acima destas eleições, se não em percentagem, pelo menos em número de votos, tendo em conta a expectável baixa da abstenção.
A grande prova será, se continuando a crescer, algum dia ter de enfrentar responsabilidades governativas. Aí como qualquer bébé que gatinha, terá de enfrentar a vertigem de se por de pé e suster-se em equilibrio para dar os primeiros passos na vertical.
[Responder]
Deus Nosso Senhor e todos os seus Santos associados nos livrem do castigo de alguma vez podermos vir a ser governados pelo Bloco de Esquerda, mesmo que por interposta influência, acordo ou outra manigância.
Apelo de agnóstico.
Cumprimentos.
[Responder]
Uma resposta ao Pinto (vinda de um eleitor do PS – moi meme).
A razao pela qual o BE e o PC atraem tanta gente tem a ver com o facto da sociedade portuguesa estar muito a direita da media europeia ocidental.
Podia falar de factos concretos (presumo que factos nao se discutem, certo?) como a distribuicao de riqueza, salario minimo, etc (e so ver as estatisticas, de como o rendimento em Portugal esta enviesado para quem tem mais). Para uma intro sugiro isto: http://blog.fundacaorespublica.pt/?p=719
Mas prefiro falar da experiencia subjectiva que tenho: quando emigrei para a Holanda, fiquei chocado (pela positiva) pelo ambiente de trabalho pouco hierarquico, pelo facto de have uma cultura de reuniao onde as pessoas emitiam a opiniao de uma forma razoavelmente livre. O meu chefe nao era o _senhor doutor_ era simplesmente o Matthijs. Horas extrordinarias era coisa rara (vindo de Portugal onde as pessoas – em algumas areas no privado – sao supostas levar o telemovel para ferias e estar disponiveis… foi do inferno ao ceu)
A razao pela qual as pessas procuram alternativas de esquerda radical tem a ver com simples facto de a sociedade portuguesa ser agressiva para a arraia muida e nao haver ninguem no centro que as represente (tristemente o meu partido e tambem o partido que acha normal nao reformar pessoas com cancro). As pessoas teem direito a um salario digno, a ferias, a poder desligar o telemovel.
E nem e preciso sair de Portugal para ver que o problema e sobretudo com as elites: A Autoeuropa, apesar de ter trabalhadores portugueses nao deixa ser muito produtiva.
Em Portugal premeia-se o topo demais. E esse topo (numa completa inversao da filosofia pe de chinelo neo-liberal), apesar de muito premiado, e mediocre.
Ha falta de um partido socialista a serio e de sindicatos fortes, e compreensivel que as pessoas optem por partidos extremistas. Ha um vazio brutal entre o conservador PS e os comunistas PC e BE. Nao ha centro-esquerda (tirando algumas muito boas pessoas no PS – lembro-me por exemplo do Paulo Pedroso) em Portugal. Assim, e normal que algumas pessoas votem radical-esquerda.
[Responder]
O que é isso de europeísmo de esquerda? è o fim da Comunidade?
[Responder]
Quanto tempo mais vamos ter de esperar por um Obama português, no conteúdo e na forma?
Se fosse a Maya masculina (como o romancista Miguel Sousa Tavares) dizia-lhe.
Assim só lhe posso garantir que quando o BE for governo logo se vai arranjar um fulano do RSI para fazer o papel, talvez arrancado ao bairro da Bela Vista em Setúbal.
Quando?
Lá para 2057 e Portugal for um protectorado de Marrocos.
[Responder]
Tantos eleitores do BE e nenhum me consegue dizer o que é que o BE tenciona fazer para resolver o problema do desemprego ou para melhorar a situação económica do país.
Estou a ouvir o Prós & Contras. O Emplastro é da escola do Louçã. Ainda não respondeu a questão nenhuma. Cada questão que lhe colocam, ele liga a cassete e responde a outra coisa qualquer sem qualquer relação.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Junho 8th, 2009 at 23:25
The Studio, de cassetes sabe o senhor. Bolas!
Is it a bird?…is it a plane?…Birdman?…is it Rui Tavares?…
http://www.youtube.com/watch?v=FMtq30R68Hs&feature=fvsr
Quem é que gamou o logotipo a quem?…O BE ao Birdman, ou Birdman ao BE?…
[Responder]
The Studio
8 Jun 2009 às 23:20
Peço desculpa, tem que ler mais jornais, estão cheios de soluções.
Ora vejamos:
Nacionalizar a EDP Galp e todos os Bancos.
Proibir despedimentos, proibir falências.
Anulação do Código do Trabalho e criar outro a ser votado em assembleias de freguesia.
Importar três milhões de ucranianos misturados com brasileiros e alguns Palop’s.
Sei de mais que estão a ser preparadas mas não as posso revelar.
[Responder]
“A razao pela qual o BE e o PC atraem tanta gente tem a ver com o facto da sociedade portuguesa estar muito a direita da media europeia ocidental.”
Não sei bem qual e a razão, mas não me parece nada que Portugal esteja mais à direita que a média europeia. Partidos de extrema direita têm muito maior representatividade em Espanha, França, Italia, Holanda, Austria e Polónia. Pelo contrário, a ideia que tenho é que nós estamos mais á esquerda, provavelmente por lembranças relativamente recentes do facismo. Quais são os outros paises europeus ocidentais onde a extrema esquerda tem 21%?
Por termos uma elevada concentração de rendimentos não faz de nós um pais de direita. Até me recuso a aceitar que um bom governo de direita não possa reduzir as desigualdades de modo mais eficaz que um governo de esquerda. O Japão é considerado um dos paises com menor concentração de rendimentos e tem um governo conservador à mais de 50 anos.
PS: A distribuição de rendimentos está sempre enviesada para quem tem mais em qualquer país, nuns mais que em outros.
[Responder]
Birdman Inc. established 1999
https://store.bird-man.com/
Blocodeequerda Inc. established 1999
Quem é que terá registado o logo primeiro?
O que vale é que as empresas Americanas gramam de partidos de esquerda portugueses, senão…
[Responder]
Estava a brincar, é uma empresa Finlandesa, fãs do Bloco.
[Responder]
não digam mal do rui tavares, ele está vocacionado para as “grandes questões”, todo ele “as grandes questões”.
[Responder]
Fado, a EDP e a GALP, eram do estado ou seja nosso.
Foi privatizado e, em 2008, renderam 1500000000€.
Foram-se os anéis, ficaram os nabos.
[Responder]
Não deixa de ser curioso que até agora o Daniel se tenha entretido aqui a fazer a festinha caseira e nem uma alusão ao rotundo falhanço das previsões/anúncios/certidões de óbito que davam como certa uma nova era, expurgada desses grandes monstros que dão pelo nome de neo-liberalismo e capitalismo. Quis o destino e a “falta de preparação política” de povos como os alemães, franceses, ingleses, holandeses e espanhois, já para não falar nos italianos e polacos, dar-lhes vitórias.
Parece que o Daniel e alguns Verdes Eufémeos, ainda vão ter que esperar algum tempo pela nova era. Até lá, vamos continuar a assistir aos slogans anti-globalização e gritos mais ou menos estridentes de alguns jovens, sempre com muitas ganzas à mistura.
PS: a mim, as ganzas também nunca me bateram bem.
[Responder]
Felizmente que o comum dos portugueses é mais inteligente que grande parte dos comentadores que por aqui proliferam.
Pique-se quem tiver cabeça para o chapéu.
[Responder]
A essencia do BE e tudo aquilo que ele representa ficou visível numa cena de televisão . Estou a referir-me a uma cena na qual o Miguel portas estava a falar, acho eu , já não me recordo e a televisão a seguir mostra um puto qualquer a emborcar uma cerveja e quando se apercebe de que está a ser filmado desata-se a rir … Se baixassem a idade obrigatória para poder votar de 18 para digamos…12 anos certamente que passávamos a ser governados por vocês !
[Responder]
E do Manuel Alegre, ninguém fala do Manuel Alegre? não fossem os comícios da Louça Alegre e não havia tanta festarola!!!
[Responder]
#21 Joao Pedro:
Relativamente a direita/esquerda: Eu discutiria se a Angela Merkel esta a direita do Jose Socrates. Apesar de ela ser crista-democrata, o significado de tal expressao muda muito daqui para a Alemanha. Pertencendo ela a ala social da CDU parece-me que defende um estado providencia mais alargado que o PS. Nao ha uma equivalencia directa de pais para pais entre os varios partidos e as politicas que eles preconizam.
Relativamente ao Japao: E um outlier. Certamente um caso interessante de estudo, mas um outlier.
Relativivamente ao teu Post-Scriptum: Tens razao, exprimi-me mal – Queria dizer: A sociedade portuguesa tem uma distribuicao de riqueza MAIS enviesada que o resto da europa ocidental.
[Responder]
Agradeço sinceramente as contas feitas na transposição do resultado para as legislativas. Não tive paciência para as fazer para outras forças. Para ajudar, seguem os da CDU:
Aveiro – 1
Beja – 2
Braga – 1
Coimbra – 1
Évora – 1
Faro – 1
Lisboa – 7
Porto – 3
Santarém – 1
Setúbal – 5
23 ao todo…
[Responder]
O Bloco subirá tanto mais quanto mais subir a pouca vergonha que devasta o país. Quantos mais Sócrates, Santos Silvas, Dias Loureiros e pandilhas similares se afirmarem neste país, mais uma faixa do eleitorado vai escolher partidos que sejam vistos como reservas de Ética. Eu por exemplo não concordo com muitas posições do Bloco, mas essas acabam por ser irrelevantes quando o que está em causa é a decência. Votei Bloco, contra os Xicos-Espertos!
[Responder]
Ao Daniel:
Não tendo encontrado outro espaço, este post parece-me o mais apropriado:
No último programa da SIC Notícias “O Eixo do Mal”, ouve uma afirmação do Daniel que diz muito do pensamento político e programático das elites do partido. Pensamento este que o BE mantém consciente e propositadamente escondido do eleitorado, entretendo-o com uma pose e discurso moderno e jovem na forma e um tom moralista, pairando acima de tudo e todos. O que fica de fora é o essencial: um modelo claro de sociedade, de governação e de políticas. Que tipo de sociedade teriamos com o BE a governar?
Voltando à afirmação do Daniel, ela parece indicar qualquer coisa nesse sentido. Disse (não estou a citar, é de memória), a propósito do problema dramático das pessoas que de repente ficaram sem o dinheiro que tinham no banco (BPN), que “do dinheiro dos impostos dele (Daniel) não sai um cêntimo para isso. Foi uma opção terem escolhido o BPN. Ele (Daniel) pôs o seu dinheirinho na CGD e assim está a salvo desses problemas”.
Creio ter sido mais-ou-menos isso que quis dizer. Ou seja, se alguém puser o ganho duma vida inteira de trabalho num banco avalizado pelo estado e com a mesma legitimidade legal da CGD (tem licenças, supervisão do BdP e da CMVM, entre outras) e for vítima de uma gestão danosa ou criminosa (como tudo parece indicar), azar! Não confiasse no estado que “disse” ás pessoas e ao mercado que “aquele” banco era igual aos outros.
Neste caso, o Daniel, que tem o dinheiro na CGD, não admite que os seus impostos ajudem estas pessoas.
Porém, se o mesmo suceder na CGD (uma má gestão, ou danosa ou mesmo criminosa), o Daniel já acha que as pessoas que têm o seu dinheiro no BPN, por ex, têm que contribuir com os seus impostos para o ajudar.
E a partir desta afirmação, para além de podermos tirar muitas conclusões sobre a forma como viveriamos numa sociedade moldada pelas políticas do BE, podemos factualmente aferir um conceito de justiça implícito.
Para terminar, e apenas para exemplificar o que disse, pergunto-me:
- Escapou-me ou andei distraído mas não ouvi o BE a falar alto contra ajudas às vítimas do desemprego no sector privado, devido à falência e/ou dificuldades de empresas ou gestões ruinosas/danosas/criminosas. Ou aqui o dinheiro dos outros contribuintes já podem ser gastos?
- E, aparentemente, para o BE (e Daniel) é muito mais grave que um jovem (que também já fui, há não muito tempo) acabado de saír da escola/universidade e sem qualquer experiência mas com a força e vitalidade que a idade lhe dá não encontre logo o emprego que quer, com o salário e regalias com que sonha, do que alguém que, depois de trabalhar uma vida inteira se veja dum momento para outro sem nada. E sem culpa nenhuma.
Está aqui subjacente toda uma matriz de pensamento que o BE se recusa, estrategicamente, a revelar ao eleitorado: a sociedade dita “de mercado”, ou capitalista (chame-se o que se quiser), como a conhecemos é o inimigo a abater.
E como só temos o passado como exemplo concreto disso (quer as sociedades que “cortaram” com o capitalismo, quer o pensamento dos actuais dirigentes do BE e os seus modelos), as perspectivas seriam sombrias.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Junho 9th, 2009 at 18:06
Pedro, compreendo que esteja a citar de cor, mas tudo isso foi sobre o BPP e não sobre o BPN. Há algumas diferenças.
7 ava
Se votou no Portas por ser um deputado Europeu exemplar, acho que se enganou na personagem.
[Responder]
Até q enfim uma boa noticia no panorama politico nacional e europeu!e ia para fazer uma consideração sobre o cds mas é melhor não
[Responder]
estas analises a cheirar a direita ou socialistas tristes…em sou militante do be e para quem diz que nós iremos perceber o que é bom ou mau…eu por acaso quando tinha 9 anos e era obrigado a ir a igreja simpatizava com o cds…sim é triste e não me orgulho, mas como veem enquando cresci mudei para o bloco e desde os 10 anos sou um bloquista lutador porque acho que o bloco tem capacidades para governar, e cá estaremos fortes, mais fortes do que nunca…
[Responder]
Dá a sensação que o BE fez um festejo do género: “uau, fixe, conseguimos”.
No fundo no fundo, estavam à espera de mais. E também estavam à espera da humilhação total e absoluta do CDS.
Mas nem uma coisa nem outra.
[Responder]
Só mais uma coisa,
Daniel, quando estiver com a sua colega Clara Ferreira Alves veja o que se passa com ela. Parece não dizer coisa com coisa
Clara Ferreira Alves: “o PSD deveria, devido à gestão desastrosa dos últimos tempos, ter descido mais do que desceu”
Isto dito depois de tomar conhecimento dos resultados.
[Responder]
Aproveito para lhe pedir um favor, para a minha colecção.
Era um vídeo do seu amigo Rui Tavares numa acção de campanha ser ter o Querido Líder ao lado.
Também serve um com a candidata ao 2º lugar (peço desculpa não me lembra o nome).
Se mesmo assim for difícil pode ser mesmo com o cabeça de lista.
Muito obrigado.
[Responder]
Não tenho uma ideia válida sobre qualquer questão EUROPEIA.
A nível NACIONAL ninguêm me conhece ou reconhece.
Não alinho dois parágrafos sobre qualquer assunto importante para este meu PAÍS.
Mas sou o mais belo da minha rua,todos me conhecem por esta ou aquela razão.
Charme e beleza é comigo.
Ignorante mas bonito.
tal e qual como a MARISA lá na Freguesia dela.
[Responder]
Daniel, claro que era sobre o BPP. Peço desculpa pela gralha mas obviamente que percebeu bem a que banco me referia (se por acaso estivesse escrito BP tinha concluído que estava a falar da petrolífera?).
E não muda nada do essencial. Apenas o nome… Mas se se quiser dar ao trabalho de me esclarecer (sobre o conteúdo do post e não da forma. Não o reli mas é provavel que encontre mais alguma coisa), teria todo o prazer.
[Responder]
Caríssimos Bloco-esquerdistas,
Em primeiro lugar queria felicitá-los com a retumbante vitória nas eleições europeias. E esta vitória é ainda mais surpreendente tendo em conta que o cabeça de lista, o Sr. Miguel Portas, é um nabo, e além disso é um reaccionário misógino que adora culturas exóticas onde se pratica a lapidação e a excisão nas mulheres.
Sejamos sinceros, o Sr. Miguel Portas é a versão segunda-apanha da família Portas. Estou absolutamente convencido que se o Bloco tivesse optado pelo Paulo, o mano inteligente e carismático, teria certamente mais votos que o PSD… e eu certamente votaria no BLOCO nas próximas eleições. Ai votava votava…
Imigrante na Holanda.
[Responder]
Fado, esqueceu-se dos anéis ou ficou entalado com o sapo?
[Responder]
O Europeísmo de Esquerda é o antídoto para o discurso nacionalista?
Então não há Esquerda Nacionalista???
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Junho 10th, 2009 at 19:51
“Então não há Esquerda Nacionalista???”
Há. E eu não me revejo nela.
Infelizmente para o BE, a experiência PRD continua bem viva. Também era uma opção credível, até que se esvaziou. Tal como o PRD, o Bloco também vive muito em volta do seu carismático líder (existe uma série de “segundos planos”, mas nenhum deles com carisma, embora tenham talneto, para liderar um partido). Se o Louçã não der mais tempo de antena e responsabilidade aos seus delfins, e a imagem do Bloco ficar demasiado colada à sua, não existe muito futuro…
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Junho 10th, 2009 at 19:51
Borda-lo, ainda o PRD? O PRD durou meia legislatura e uma em versão minúscula. Teve um grande resultado à primeira e depois desapareceu. Está a comparar com um partido com 10 anos, que foi a 3 legilativas, 3 europeias, 2 autárquicas, 2 presidenciais, que exite em todo o país de forma organizada e tem um espaço político e social definido. Considerar, depois destes 10 anos, ainda, que o Bloco é um epifenómeno ultrapassa todos os limites da cegueira política.
“evitar a excessiva nacionalização do seu discurso”
O “seu” refere-se à esquerda, e não à Europa. Compreendido.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Junho 10th, 2009 at 20:06
Sim, Borda-lo. No caso, ao Bloco de Esquerda.
Fado, esqueceu-se dos anéis ou ficou entalado com o sapo?
Peço desculpa, nao compreendo a sua afirmação.
Intervenho em alguns blogs, tenho meu próprio e aqui em vários posts.
É natural que algumas coisa me escape.
Mas não gosto de deixar ninguém sem resposta, se clarificar responderei (se souber) com muito gosto.
[Responder]
Com. 25, mas deixe lá que já perdeu a piada.
[Responder]
Há 4 factores importantes que permitem ao BE ter crescido consolidadamente nestes anos mas que, paradoxalmente, os impedem de ser algo mais (havendo mesmo o risco de descerem tal como cresceram).
Dois factores são externos e 2 internos.
Externos:
1- O desnorte completo do PSD e a deriva do PS nos últimos (longos) anos.
Para ser breve; o PSD perdeu credibilidade – quer no rumo quer nos líderes. O PS (sobretudo com Sócrates) viu nisso uma “oportunidade de negócio” única para governar com uma maioria (com a ajudinha de Sampaio) e tratou de reduzir a ala tradicional do PS a pouco mais que um bando de patetas Alegres. Sabia que a única maneira de conseguir uma maioria absoluta em Portugal era com um posicionamento mais para a “direita da esquerda”. E não se importou minimamente com os valores e ideologia tradicionais do PS.
Isto fez com que muitos eleitores que tradicionalmente votavam no PSD se transferissem para o PS. E alguns dos eleitores do PS mais à esquerda ficaram orfãos. Se o PCP não ganha nem perde votos para outros partidos (grosso modo), o BE era o único refúgio possível para muitos deles.
Assim, quando (e se, claro) as coisas no PSD e PS voltarem ao normal, o risco de perda no BE será inevitável.
2- A crise económica. Mais a “nossa” que a internacional. É óbvio que as crises proporcionam o crescimento dos partidos de extremos – esquerdas e direitas. Quando o desespero é maior, as pessoas sentem-se vulneráveis e a credulidade tolda a razão. Quem não conhece (ou ouviu) casos dramáticos de pessoas com problemas de saúde, por ex, que, perante a falta de soluções médicas se viram para Igrejas Universais do Reino de Deus ou qualquer espécie de Prof. Bambo?
Internas:
1- O “problema” Louçã. O que será do BE quando o velho cacique caír da cadeira? Foi ele quem unificou, qual Tito, esse autentico balcâ de grupos radicais de esquerda e os manteve unidos, nesse bloco artificial.
2- O dilema de crescer até ao limite presente (mais coisa menos coisa), mantendo os objectivos políticos e de modelo concreto de sociedade e governação ausentes e escondidos do eleitorado. Com essa opção, conseguem sobretudo captar o voto e simpatia dos jovens, que não têm memória viva do passado recente (dos intervenientes políticos e dos seus pensamentos e modelos de sociedade para Portugal) e não conhece a história na sua plenitude (ainda alguém aqui referiu que os jovens não conhecem ou já nem ligam a Estaline. Nem a Hitler, adinto eu). É um “target” seguro mas limitado. Não só porque as condições mencionadas atrás sobre o PSD e PS podem mudar mas também porque esse “target” cresce e muda. Claro que depois deles, outros virão.
Portanto, entre esta opção política “segura” mas limitativa e uma política que pusesse ao eleitorado tudo muito claro, bviamente mais arriscada mas mais compensadora em caso de sucesso, opta claramente pela primeira.
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E como nota pessoal, dois apontamentos sobre Louçã:
1- Acho que Louçã tem um dilema pessoal curioso, que emboca no último ponto que referí atrás: de não ter capacidade para ir mais longe que isto mas ser inteligente para o saber.
2- A triste figura que Louçã fez na noite das eleições, embriagado pelos resultados do BE.
Foi uma manifesta deselegância e falta de cortesia querer, a todo o custo, ser o último líder partidário a falar. É do mais elementar bom-senso que o último a falar seja quem ganhou (isto no caso de manifestamente querer falar imediatamente após os resultados – o que não foi o caso). Patético…
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