Por Daniel Oliveira


Vidal e Insurgente continuam juntos na luta. Mais uma vez, a propósito do jornalismo. Felizmente, no Cinco Dias, antes de se ter feito esta divertida aquisição, já havia quem soubesse distinguir jornalismo de opinião. A propósito, aliás, da mesma expressão usada sobre um dirigente político numa notícia: “cassete”. Mas a concordância neste tema não deve espantar: apesar de se terem manifestado juntos pela liberdade de expressão, um e os outros têm excelentes referências políticas para nos dar a todos lições sobre esta matéria. Suspeito que o amor é tanto que mesmo depois de Sócrates podem continuar esta caminhada juntos. Não se estragam duas famílias.
43 comentários 24 Fev 10 em Sem categoria43 respostas ao post “A aliança natural”
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Ainda te casas com o Vidal. Tanto amor não pode deixar de ter o seu desenlace. Um não vive sem o outro. Fofinhos, não têm mais do que fazer?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 3:29
Isso não, que ele me encornava com o André Azevedo Alves e eu gosto pouco de me sentir Henrique Granadeiro.
Mas é divertido. Por cada 10 que ele faz sobre mim eu decidi que faço um sobre ele. Mas não estou a conseguir acompanhar.
No meio, explica-lhe lá o que querias dizer no teu post antigo. Tempo perdido, bem sei.
Como diria Molotov da URSS: “O Fascismo é uma questão de gosto”
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As referencias politicas do BE tambem deixam tudo a desejar em termos de respeito pela liberdade de expressão: Trotsky, Gramsci….
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O Pinochet não era flor que se cheirasse mas daí a compara-lo com o Estaline… um bocado absurdo, não?
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Entre esses 2 ai em cima que venha o diabo e escolha. Qual dos 2 o maior FDP.
Estou a falar do estalino e do pinochas, claro
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tens toda a razão, ó Daniel!
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O Trotsky (ou pelo menos o Trotsky teórico, que o Trotsky prático é outra coisa) sobre a liberdade de expressão:
http://marxists.org/archive/trotsky/1938/08/press.htm
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Pinochet era Autoritário, Estaline e Comunismo são Totalitários. Grande diferença. Num regime Autoritário desde que não chateies o Poder ninguém te liga muito, num regime Totalitário tens de dar prova de fidelidade ao amo a cada passo. Tudo ou quase é Ideologia para Estado Totalitário. Logo há muito menos Liberdade.
Pinochet foi menos mau para o Chile que a nossa Primeira “Republica” para nós, e menos mau que Salazar. Fica ao lado de outros déspotas “iluminados” da Historia.
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 13:14
Diz quem morreu no estádio de Santiago que aquilo era uma luz que nem se aguentava.
A velha máxima: o meu ditador é um bocadinho melhor do que o teu.
cafc Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 17:07
lucklucky
Para si, é uma questão de mais ou menos. E tudo se resume a déspotas “iluminados” da História.
Eu digo que houve e há filhos de (muito mais que) “dezputas” da História.
No princípio, o “lucky luke” aparecia com o cigarrito ao canto da boca. Depois, passou a usar a palhinha, por razões “socialmente correctas”.
Vá lá, assuma a defesa clara do Pinochet (o seu cigarrito ao canto da boca). Ninguém o vai prender e, ao contrário de Vítor Jara, terá as suas mãos sempre disponíveis. Para tudo, incluindo a palhinha. E continuará, fisicamente, vivo.
JMG Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 17:25
Não sei por que carga de água não se há-se poder fazer uma graduação de horrores. Afinal, se o Daniel fosse forçado a emigrar e se os regimes em apreço ainda existissem, o meu palpite é que, mesmo que não soubesse Castelhano mas dominasse o Russo, optaria pelo Chile. Já quanto ao cafc não sei.
Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 17:31
JMG, está a perguntar qual das duas mortes quase certas escolheria?
JMG Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 18:37
Estou.
cafc Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 20:07
JMG
Se antes de escrever qualquer coisa, tivesse o cuidado de saber a quem se dirige, evitava essa dúvida em relação a mim.
Serei, talvez, o comentador sem blogue, menos anónimo que aqui existe. Até indiquei o meu numero de telefone. Não lhe vou facilitar o trabalho. Procure e encontrará num post perto de si, assim como as variadíssimas opiniões que tenho manifestado sobre os mais diversos temas.
Porém, antes de questionar alguém, deveria definir a sua própria posição. É a da “escala dos horrores”? É por esse método que faz a sua escolha?
Vou “descansá-lo” um bocadinho, porque só pode ser “novidade” para si. Então, abra bem os olhos,
porque, à cautela, vou escrever em maiúsculas:
EM QUALQUER PARTE DO MUNDO, SÓ ESCOLHO A LIBERDADE! FOI POR ELA QUE LUTEI EM PORTUGAL.
E pode ter outra certeza. Com as minhas fracas possibilidades físicas, não deixarei de as utilizar se houver alguma tentativa, venha de onde vier, para
nos tirar a LIBERDADE.
Você aceitava uma ditadura com uma graduação menor de horrores? Pode responder à sua própria pergunta?
JMG Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 13:09
Meu caro cafc, vamos por partes: Tenho visto comentários seus aqui e ali; com uns concordo, com outros não. Não li, porque não leio tudo, uma quantidade suficiente de comentários que me permitisse construir uma imagem sua que me habilitasse a antecipar a sua opinião sobre uma questão concreta. Quanto à minha posição: Se em Portugal viesse a haver uma ditadura (e tendo em conta a forma como o nosso País tem sido dirigido, acho possível, embora não provável, que venha a acontecer) só mexeria um dedo para defender a democracia se isso não constituísse para mim e a minha família um risco sério. Não é que goste de ditaduras; é que na condução da minha vida o meu bem-estar e o dos meus vêm antes das minhas opiniões sobre o bem-estar da comunidade. Agora, se tiver pachorra, venha de lá a manifestação da sua superioridade moral. Não a vou contestar.
cafc Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 19:10
Meu caro JMG
Começando pelo fim, não vai contestar a minha manifestação de “autoridade moral” pela simples razão de eu não a invocar. Aliás, num post antigo, deixei bem claro que não gosto desse conceito e, cheguei a citar um opúsculo de Álvaro Cunhal ( com o título “A superioridade moral dos comunistas).
Terá visto, naquilo que eu escrevi em maiúsculas, a “tal” manifestação. Compreendo a sua interpretação mas, nunca poderia ser essa a minha intenção, porque:
1- Em termos genéricos, a minha noção de moral é a de que “tudo é permitido, desde que não prejudique terceiros”;
2- No caso concreto da política, o que escrevi insere-se num outro conceito, ou seja, o da “obrigação moral”. Este, sim. Levou-me a lutar pela Liberdade e levar-me-á a defendê-la.
Meu caro, compreendo a sua posição de salvaguardar, em primeiro lugar, o seu bem-estar e o da sua família. São conceitos de vida.
Permita-me que o meu seja diferente. Se todos agissem como o meu amigo “diz”, nenhuma luta contra a injustiça seria possível. Não há vitórias antecipadas.
Prezo muito a minha família. Por isso, no caso extremo que foi abordado, sentiria a mesma “obrigação moral”. Lutar pela Liberdade.
Como diz o nosso Povo, “antes a morte que tal sorte.”
É a “herança” que quero deixar à minha filha e às minhas netas. Lutar pelo valor fundamental que é a Liberdade, tenha os custos que tiver. Não as quero ver sujeitas ao que já escrevi no Arrastão:
“O medo de ser livre, provoca o orgulho de ser escravo”.
Meu caro, é como escreveu. Umas vezes concordamos, outras não. Agora, que já nos “conhecemos” melhor, podemos voltar a discordar. Mas não utilizarei a agressividade com que, inicialmente, me dirigi a si.
Um abraço.
Mas afinal o Pinochet desapareceu? Deram-se conta da canalhice, não?
Manuel Monteiro
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 13:26
Obrigado pelo aviso. Agora já não lhe tocam.
Manuel Monteiro Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 13:37
O anti-Stalinismo primário é o que está a dar…
Manuel Monteiro
Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 13:40
Anti-estalinista primário me confesso. Gulags, milhões de mortos, deslocados em massa e paranóia como motor da política, vá-se lá saber porquê, não são do meu especial agrado.
Manuel Monteiro Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 14:18
Daniel
Sem uma análise de esquerda ao que se passou na antiga União Soviética, essas enumerações são bálsamo no hemorroidal burguês…
E depois há a conclusão capitalista, com que o Daniel alinha: Os crimes do Staline são crimes do comunismo; os crimes do Hitler não são crimes do capitalismo, foi um paranócio sem relação com os interesses da grande burguesia alemã.
Sejamos sérios e não demagógicos, meu jovem Daniel
Manuel Monteiro
Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 17:20
Eu não abri a boca sobre o comunismo.
Manuel Monteiro Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 14:23
Mas, para que fique claro: tudo o que o Daniel enumerou sobre o Staline eu também condeno. E há mais tempo do que o Daniel…
Manuel Monteiro
Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 17:20
Só se for por ser mais velho.
100 000 000 de mortos.
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Manuel Monteiro Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 21:11
Quem? O capitalismo?
Manuel Monteiro
Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 11:49
com o Zapata são 100 000 001 ó palhaço vidal.
Manuel Monteiro Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 14:09
Amigo Cunha
Vê como é parcial? Um cubano morto é um crime do socialismo; 33 afegãos, mulheres e crianças, assaaainados pela NATO é uma estatistica.
Assim não vamos lá…
Manuel Monteiro
Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 15:41
Não é nada disso bolas.
No Afeganistão existe uma guerra. E não acredito que os soldados da nato tenham morto deliberadamente alguém. E se mataram devem ser julgados por crimes de guerra.
Agora, você acha bem recusar agua a um homem que está em greve fome durante 15 dias ? Agua ??????
Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 16:49
Amigo Manuel, eu estou a falar de um preso politico caramba.
Não estou a falar de uma zona de guerra. Ainda tem diferenças, ou não ?
O Daniel põe-se a jeito com estas coisas…Que raio de associação.
Se eu entendo…por não se gostar de Allende tem de se gostar de Pinochet?
Por se entender que Friedman não é um monstro apenas porque trabalhou para um ditador, quer dizer que se aprova o ditador como um todo?
É assim que se perde credibilidade.
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 17:17
Quando se justifica Pinochet…
caro Manuel Monteiro
100 000 000 de mortos é um número fetiche para o D Oliveira – Estaline limpou-os todos com as próprias mãos.
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cafc
As civilizações na grande maioria sempre foram governadas despoticamente. O Despotismo no entanto pode variar muito de grau assim como a Democracia, Liberdade, Comunismo . Este tipo de graduação está presente em toda Historia que se faz por isso veja lá se consegue sair da Política e passar à História. Por exemplo entre a Hungria e a Coreia do Norte Comunistas ia uma diferença apreciável no totalitarismo. Entre os diversos períodos da União Soviética também.
O regime de Pinochet era estruturalmente iliberal, Autoritário mas não era Totalitário. Você podia tornar-se invisível ao Regime desde que não pusesse em causa o Regime. Nos regimes Autoritários o que é sujeito à Política é muito mais limitado daquilo que é sujeito á Política num regime Totalitário. No Comunismo matou-se porque o agricultor não queria entregar as terras ou a produção que era dele-para não ir buscar exemplos mais degenerados como quando começou a matar os própios comunistas seguindo já o exemplo da Revolução Francesa- no Chile matou-se porque havia quem queria derrubar o regime mesmo de maneira pacifica.
É o facto de o Estado Autoritário ser mais restrito que o Estado Totalitário onde todos os aspectos da vida-no limite o regime Comunista de Pol Pot- que potencialmente torna-o menos mau.
No Chile o Estado matava/prendia por uma razão, na União Soviética(ou Alemanha Nazi) o Estado matava/prendia por essa razão e mais umas dezenas delas.
“os crimes do Hitler não são crimes do capitalismo”
Você tem um grande desconhecimento sobre o Nacional-Socialismo.
O que é que de Liberal e Mercado Livre tinha o Nazismo?
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cafc Reply:
Fevereiro 26th, 2010 at 11:51
Meu caro lucklucky:
A História não é neutra. Para a “contar” sem análise crítica, já me bastaram os meus anos de estudante:
1- Salazar “salvador da Pátria”, glorificação do “estado novo”, etc.. Como “assessoras” desta “História”, havia a “Organização Política e Administrativa da Nação” e a “Filosofia”;
2- Até em “Português”, a Literatura funcionava como mais uma “assessora”. Chamávamos-lhe a “Literatura dos mortos.” Autores vivos, zero. Dos outros, “inexistência” de alguns e “obras escolhidas” dos que tinham “sobrevivido à História oficial”. Com Camões, aconteceu o absurdo. Um ano lectivo inteiro dedicado a “Os Lusíadas”, só com nove Cantos (O Canto Nono tinha “passado à História”). O resto servia para o “ideal político” da defesa do “império colonial” e, finalmente, um pouco de “Português”, dividir orações gramaticais.
Para passar de ano lectivo, tinha que debitar o que vinha nos livros, resultante da vontade política do regime fascista. Aí, era obrigado a “saír da política”, porque isso era previlégio do “salvador”.
Meu caro, acredite, que com este seu comentário, compreendi a sua opinião. Mantenho, no entanto, a minha total discordância. Eu não quero saír da Política e passar à História, porque “às fatias” só o que como (e, mesmo isso, começou por ser inteiro).
Por isso, não faço “graduações” dos crimes e das respectivas “ideologias políticas”. São crimes, digo eu. As vítimas assassinadas não podem ser “consoladas”. As vítimas “colaterais” (familiares e amigos) “consolar-se-iam” com uma “argumentação” deste género?:
Portugal de Salazar e Espanha de Franco (uma tentação para a “graduação” e de como não se pode deixar a Política e passar à História). Portugueses, vejam a diferença. O vosso ditador é mais “humano” do que o dos vizinhos. Embora, ambos mandem matar, o Franco ordena execuções, em público, através do garrote. Será que os Portugueses deveriam exclamar, em coro, “Deo gratias”?
Meu caro, só um último reparo. A frase “os crimes do Hitler não são crimes do capitalismo” não é da minha autoria. Foi escrita pelo amigo Manuel Monteiro, na sequência do comentário #9. Talvez possa questioná-lo, directamente.
Um abraço.
Não era o Pinochet, o ditador preferido pelo prémio nobel qq coisa,e grande lutador pela liberdade de expressão na URRS ,uma vez q não havia media dos capitalistas,Soljenitsine?
Daniel Oliveira o que sabe você de Staline,já agora,se morre de amores pelo álvaro uribe,o do index da traficância?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 25th, 2010 at 23:44
Eu morro de amores por quem? O que vale é que neste blogue eu, a mesma pessoa, morro de amores pelo Fodel, as FARC, Sócrates, Ferreira Leite, Uribe, Obama e o Hamas.
Explique-me uma coisa, Daniel. Gostava de perceber porque dedica espaço e tempo a tais temas e pessoas.
Se não o faz (e acho bem) em relação à “grunhice” da extrema-direita, porque razão o faz com a da extrema-esquerda? A “conversa” dessa gente é abjecta e só tem relevo se lho derem.
A extrema-esquerda e extrema-direita têm a mesma substância e procuram o mesmo fim mas são servidas com embrulhos ideológicos diferentes.
Já o disse mais que uma vez: é escolher entre a diarreia ou o cagalhão. Para mim, merda é merda!
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Nós destruimos o comunismo satanico e explorador dos capitalistas judeus Marx, Lênin,Trotsky etc. em 1989, mas o Satanas comunista é forte nos paises podres, liberastas e degenerados Ocidentais como Portugal, Espanha, Italia, França e Grecia miseraveis analfabetos que não conhecem o satanismo comunista!
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