E a gente a levar com ela todos os dias!
Com ela e com a matraca do Pedreira.
Já ninguém aguenta!
De cada vez que se fala em avaliação sinto nojo deste país de tecnocratas de meia-tijela que meteram na cabeça a ideia da escola-empresa e não largam o osso.
M
Estes prémios aos ditos “melhores professores” e as subidas de escalão tendo em conta unicamente aqueles critérios todos da avaliação de desempenho faz-me lembrar o marketing, existem muitas empresas de sobretudo de venda de marketing multinível que também oferecem prémios por quem mais vender ou aumentar a sua rede. No entanto, nas empresas é uma coisa, muitas delas teriam falido se não fosse assim além disso, é uma forma de muita gente poder ganhar algum dinheiro extra de uma forma legal. Eu não tenho nada contra, até porque participo numa dessas empresas. O que sou contra é à exportação desse modelo para as escolas, pois a escola não é uma empresa, é um local de formação cívica, humanística, científica e tecnológica para a vida inteira.
Nestas questões da avaliação e do que se está a fazer com os docentes anda “unha” de compromisso Portugal e de pessoas ligadas à alta finança e a grupos económicos portugueses que governam Portugal.
São essas forças ocultas que pressionam o governo para não desistir da avaliação e do Estatuto da Carreira Docente.
Não me esqueço de em Junho de 2005, no prós e contras da RTP, um responável por um banco falar que existiam muitos professores para poucos alunos e que destes quarenta por cento abandonavam a escola antes do tempo, por isso, Silva Lopes achava que se professores deveriam trabalahr mais um bocado e reciclar metade deles. Pouco tempo depois ouvi outro empresário ligado ao compromisso Portugal a dizer que os docentes deveriam trabalhar e ser pagos por objectivos. E agora os banqueiros do BCP, BPN e BPP também deveriam ser responsabilizados pelos objectivos que não cumpriram.
Professores e mais professores, sindicalistas e mais sindicalistas…
Só nos resta que o Sócrates se comece a sentir ultrajado com a comunicação social por dar mais tempo de antena a esta guerra do que às entregas de Magalhães.
Atenção que o Obama também vai fazer um choque tecnológico nos EUA. Será que já he enviaram o folheto promocional do nosso “Descobridor dos Tempos Modernos”?
É verdade que a avaliação de pofessores não tem outro modelo, se se quiser fazer uma avaliação a sério, claro. O ME simplificou a aplicação do modelo, porque os professores se diziam incapazes de fazer a avaliação, ou fingiam se incapazes, vou mais por aí… A minista não disse que seria substituída “tout cour”, mas sim que estava até disponível para substituir o modelo caso aparecesse outro melhor, o que é diferente. Nós sabemos perfeitamente que não apaece, simplesmente porque os professoes não podem se seriamente avaliados de outra maneira.
De onde se retira, caro Martins, que NÃO HÁ MAIS NENHUM MODELO DE AVALIAÇÃO EM TODO O MUNDO!
De onde se retira, caro Martins, que os ÚNICOS PROFESSORES com uma avaliação “SÉRIA” são os de Portugal e Chile (o local onde foram COPIAR na íntegra este modelo…e que já lá causa problemas – por que será que os professores do Chile se encontram em greve por tempo indeterminado?:))
Nem imagino, caro Martins, como passarão os outros países, bem mais avançados do que o nosso portugalito, sem ESTE modelo: O ÚNICO, O INSUSTITUÍVEL…
Mas dou-lhe os meus parabéns:
Consegue ser mais intransigente do que a própria ministra, a DO MODELO!
E olhe que..não é fácil!
(Modelo, Pingo-doce, Continente, Mini-preço, Jumbo, Lidl… ou mesmo a mercearia da esquina.)
Isto é demasiado ridículo para acreditar que vem de um governo. Parece conversa de crianças, faz-me lembrar uma conversa dos meus filhos. OK, não faz, porque felizmente eles já têm alguma maturidade.
Sou professor… quero ser avaliado… mas pelo amor de Deus, este governo não faz ideia do que é a educação, do que devia ser e de como avaliá-lo. Só está a pensar em euros.
Entretanto aqui fica uma boa ideia para o pessoal do governo analisar e poder definir o que deveria ser um professor modelo. Só com bom humor conseguimos aturar isto
Está muito bom: http://cavalheirosdoapocalipse.blogs.sapo.pt/26406.html
«Nós sabemos perfeitamente que não aparece, simplesmente porque os professores não podem ser seriamente avaliados de outra maneira.»
?
Então não há nenhum outro país do Mundo onde os professores sejam avaliados de forma séria? Se há, diga claramente qual é esse país.
Maria de Lurdes Rodrigues é especialista em sociologia do trabalho, em particular do estatuto dos engenheiros – é mesmo verdade, basta ver o “Perfil” dela no portal do Governo (www.governo.gov.pt): quase metade dos trabalhos que publicou estão ligados à engenharia.
O que esta senhora percebe de ensino do ensino não-superior em Portugal é o que ainda está por determinar.
Que outras recomendações possui ela para além do facto de ter estado quase desde sempre ligada ao ISCTE (Mariano Gago, etc., etc. – é ver a lista de membros do Governo que também estão ligados àquele instituto…)? ZERO.
Martins-Pelo que tenho lido e ouvido últimamente da parte de alguns politicos e alguns professores parece-me que existem forças ocultas de ambos os lados
Eu queria ser professor de música, mas não consegui, porque a minha banda toca como esta, desafinada de todo:
A BANDA
A tocar no cavaquinho
está Sócrates e Platão
e um já é tão velhinho
o primeiro é aldrabão!
-
pôs-se a tocar a flauta
sem saber a sua lição
a pobre sem ter pauta
queria ter a Educação!
-
a tocar seu harmónio
esse qu’a gente gosta
pôs-se certo António
substituído p’lo Costa!
-
num pífaro pequenino
o som não o consola
do oásis o Mário Lino
que quer a castanhola!
-
e a tocar a sua viola
e outro a sua guitarra
Vi Pedreira d’escola
o Mário vê s’o agarra!
-
e toca sem harmonia
isto de sons, eu sinto
Manuel d’Economia
que emborca o tinto!
-
a ajuda de S. Mâncio
num órgão da catedral
tem certo Constâncio
de Banco de Portugal!
-
tem ajuda de um anjo
que é arcanjo Gabriel
ali toca um seu banjo
da Interna com pincel!
-
toda a banda enguiça
o pobre dum Alberto
em abono de Justiça
faz da lei um deserto!
-
toca para as crianças
uma terrível melodia
músico das Finanças
que nos lixa todo dia!
-
César toca a amores
à chuva ou com o sol
a sinfonia dos Açores
tudo dorme no lençol?
-
a tocar o seu dinheiro
e lixa-te a ti e a mim
vem o Dias Loureiro
com música sem fim!
-
o maestro desta banda
ai, pega na sua batuta
cavaquinho nele manda
com sua música astuta!
-
Pisco
Não, Martins, não podem ser avaliados de outra forma.
Por isso é que este modelo é quase único no mundo, à excepção do Chile do falecido Pinochet.
Quer outros exemplos? Quer ourtros modelos?
Pegue. «A recolha de informação é indispensável, mas são várias as limitações técnicas deste procedimento. Assim se justifica em todos os países a preocupação de combinar diversos instrumentos que possibilitem obter uma imagem global e objectiva do docente. Sendo o mais habitual a observação do professor em contexto de trabalho, ou seja, na aula. E o menos frequente, pelas duras críticas que suscita: a análise dos resultados académicos dos alunos.
Assim, no Chile utiliza-se como fonte de informação o portefólio do professor com descrição de actividades e planificações, pautas de auto-avaliação, entrevista ao avaliado e relatórios dos órgãos de direcção e coordenação da escola. Na Alemanha, combina-se a observação de aulas com a revisão dos documentos gerados durante o processo de ensino, pedem-se relatórios aos superiores do docente e uma entrevista pessoal. Na Colômbia, entre os possíveis instrumentos usados assinala-se o recurso a fontes pessoais, integrantes da comunidade educativa ou corpos de colégios profissionais, que possam dar testemunho sobre o desempenho do avaliado. Na Roménia, a avaliação é realizada mediante um esquema de fichas correlacionadas com a descrição do trabalho docente.
É possível reconhecer mais elementos diferenciadores dos modelos de avaliação: quem são os responsáveis e qual a finalidade do processo? A situação mais frequente é a de que a avaliação esteja a cargo dos órgãos directivos da escola. Mas existem outras. Espanha, Itália, Portugal e Roménia estão entre os países onde a avaliação é da responsabilidade da administração educativa. No caso da Roménia, os resultados da avaliação anual determinam a concessão de incentivos salariais de forma notória. Os professores que obtenham nota superior a 81%, classificação Muito Bom, podem auferir de incentivos salariais na ordem dos 15 a 20% durante um ano ou quatro anos. E só esta classificação permite a candidatura a postos de gestão e direcção das escolas. Na Eslovénia uma pontuação acima da média reverte-se num aumento salarial de 20%. No Reino Unido, a avaliação externa é realizada pelo Ministério da Educação e determina apenas a subida de escalão, que tem associada um aumento da remuneração. Por último, na Letónia, ainda que não haja um sistema de avaliação externo regulamentado, um professor que realize um trabalho considerado excepcional pode receber uma compensação monetária.
Ainda que todos os sistemas de avaliação tenham como finalidade última a melhoria do desempenho docente, o modelo do estado norte-americano da Califórnia é visto como um exemplo a este nível. Avaliam-se as estratégias de ensino e a sua proximidade com os objectivos curriculares, definidos ao nível da administração local, para o distrito onde se insere a escola, e também a capacidade do docente para estabelecer um clima de aula favorável à aprendizagem. Os resultados são entregues ao docente 30 dias antes do último período escolar e devem ser acompanhados por sugestões de melhoria e de planos de formação profissional que ajudem o avaliado a optimizar a sua prática.» (de um relatório da UNESCO)
Ah, e só mais uma coisa. Na Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido (Escócia) e Suécia; Eslováquia, Hungria e Letónia, não existe avaliação de professores. Nalguns destes casos, são as escolas que são avaliadas, não os professores.
E a gente a levar com ela todos os dias!
Com ela e com a matraca do Pedreira.
Já ninguém aguenta!
De cada vez que se fala em avaliação sinto nojo deste país de tecnocratas de meia-tijela que meteram na cabeça a ideia da escola-empresa e não largam o osso.
M
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Prima!!!
Não se arranja o comparsa? O Nogueira? São precisos 2 para o tango.
Bom domingo.
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muito bem apanhado o boneco, pedro!
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Estes prémios aos ditos “melhores professores” e as subidas de escalão tendo em conta unicamente aqueles critérios todos da avaliação de desempenho faz-me lembrar o marketing, existem muitas empresas de sobretudo de venda de marketing multinível que também oferecem prémios por quem mais vender ou aumentar a sua rede. No entanto, nas empresas é uma coisa, muitas delas teriam falido se não fosse assim além disso, é uma forma de muita gente poder ganhar algum dinheiro extra de uma forma legal. Eu não tenho nada contra, até porque participo numa dessas empresas. O que sou contra é à exportação desse modelo para as escolas, pois a escola não é uma empresa, é um local de formação cívica, humanística, científica e tecnológica para a vida inteira.
Nestas questões da avaliação e do que se está a fazer com os docentes anda “unha” de compromisso Portugal e de pessoas ligadas à alta finança e a grupos económicos portugueses que governam Portugal.
São essas forças ocultas que pressionam o governo para não desistir da avaliação e do Estatuto da Carreira Docente.
Não me esqueço de em Junho de 2005, no prós e contras da RTP, um responável por um banco falar que existiam muitos professores para poucos alunos e que destes quarenta por cento abandonavam a escola antes do tempo, por isso, Silva Lopes achava que se professores deveriam trabalahr mais um bocado e reciclar metade deles. Pouco tempo depois ouvi outro empresário ligado ao compromisso Portugal a dizer que os docentes deveriam trabalhar e ser pagos por objectivos. E agora os banqueiros do BCP, BPN e BPP também deveriam ser responsabilizados pelos objectivos que não cumpriram.
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Eu quero!
Eu posso!
E mando…….não sei é até quando.:)
Faz-se o que se pode!!!!!
Aquele Abraço
A.R.A
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Professores e mais professores, sindicalistas e mais sindicalistas…
Só nos resta que o Sócrates se comece a sentir ultrajado com a comunicação social por dar mais tempo de antena a esta guerra do que às entregas de Magalhães.
Atenção que o Obama também vai fazer um choque tecnológico nos EUA. Será que já he enviaram o folheto promocional do nosso “Descobridor dos Tempos Modernos”?
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É verdade que a avaliação de pofessores não tem outro modelo, se se quiser fazer uma avaliação a sério, claro. O ME simplificou a aplicação do modelo, porque os professores se diziam incapazes de fazer a avaliação, ou fingiam se incapazes, vou mais por aí… A minista não disse que seria substituída “tout cour”, mas sim que estava até disponível para substituir o modelo caso aparecesse outro melhor, o que é diferente. Nós sabemos perfeitamente que não apaece, simplesmente porque os professoes não podem se seriamente avaliados de outra maneira.
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De onde se retira, caro Martins, que NÃO HÁ MAIS NENHUM MODELO DE AVALIAÇÃO EM TODO O MUNDO!
De onde se retira, caro Martins, que os ÚNICOS PROFESSORES com uma avaliação “SÉRIA” são os de Portugal e Chile (o local onde foram COPIAR na íntegra este modelo…e que já lá causa problemas – por que será que os professores do Chile se encontram em greve por tempo indeterminado?:))
Nem imagino, caro Martins, como passarão os outros países, bem mais avançados do que o nosso portugalito, sem ESTE modelo: O ÚNICO, O INSUSTITUÍVEL…
Mas dou-lhe os meus parabéns:
Consegue ser mais intransigente do que a própria ministra, a DO MODELO!
E olhe que..não é fácil!
(Modelo, Pingo-doce, Continente, Mini-preço, Jumbo, Lidl… ou mesmo a mercearia da esquina.)
[Responder]
Isto é demasiado ridículo para acreditar que vem de um governo. Parece conversa de crianças, faz-me lembrar uma conversa dos meus filhos. OK, não faz, porque felizmente eles já têm alguma maturidade.
Sou professor… quero ser avaliado… mas pelo amor de Deus, este governo não faz ideia do que é a educação, do que devia ser e de como avaliá-lo. Só está a pensar em euros.
Entretanto aqui fica uma boa ideia para o pessoal do governo analisar e poder definir o que deveria ser um professor modelo. Só com bom humor conseguimos aturar isto
Está muito bom:
http://cavalheirosdoapocalipse.blogs.sapo.pt/26406.html
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«Nós sabemos perfeitamente que não aparece, simplesmente porque os professores não podem ser seriamente avaliados de outra maneira.»
?
Então não há nenhum outro país do Mundo onde os professores sejam avaliados de forma séria? Se há, diga claramente qual é esse país.
Maria de Lurdes Rodrigues é especialista em sociologia do trabalho, em particular do estatuto dos engenheiros – é mesmo verdade, basta ver o “Perfil” dela no portal do Governo (www.governo.gov.pt): quase metade dos trabalhos que publicou estão ligados à engenharia.
O que esta senhora percebe de ensino do ensino não-superior em Portugal é o que ainda está por determinar.
Que outras recomendações possui ela para além do facto de ter estado quase desde sempre ligada ao ISCTE (Mariano Gago, etc., etc. – é ver a lista de membros do Governo que também estão ligados àquele instituto…)? ZERO.
Mais um «imortal» na «nossa» praça…
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Martins-Pelo que tenho lido e ouvido últimamente da parte de alguns politicos e alguns professores parece-me que existem forças ocultas de ambos os lados
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Na Finlândia (esse paradigma), OS PROFESSORES NÃO SÃO AVALIADOS!!!!
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Martins Peço desculpa,a minha observação era acerca das suposições de Luis Ferreira
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Eu queria ser professor de música, mas não consegui, porque a minha banda toca como esta, desafinada de todo:
A BANDA
A tocar no cavaquinho
está Sócrates e Platão
e um já é tão velhinho
o primeiro é aldrabão!
-
pôs-se a tocar a flauta
sem saber a sua lição
a pobre sem ter pauta
queria ter a Educação!
-
a tocar seu harmónio
esse qu’a gente gosta
pôs-se certo António
substituído p’lo Costa!
-
num pífaro pequenino
o som não o consola
do oásis o Mário Lino
que quer a castanhola!
-
e a tocar a sua viola
e outro a sua guitarra
Vi Pedreira d’escola
o Mário vê s’o agarra!
-
e toca sem harmonia
isto de sons, eu sinto
Manuel d’Economia
que emborca o tinto!
-
a ajuda de S. Mâncio
num órgão da catedral
tem certo Constâncio
de Banco de Portugal!
-
tem ajuda de um anjo
que é arcanjo Gabriel
ali toca um seu banjo
da Interna com pincel!
-
toda a banda enguiça
o pobre dum Alberto
em abono de Justiça
faz da lei um deserto!
-
toca para as crianças
uma terrível melodia
músico das Finanças
que nos lixa todo dia!
-
César toca a amores
à chuva ou com o sol
a sinfonia dos Açores
tudo dorme no lençol?
-
a tocar o seu dinheiro
e lixa-te a ti e a mim
vem o Dias Loureiro
com música sem fim!
-
o maestro desta banda
ai, pega na sua batuta
cavaquinho nele manda
com sua música astuta!
-
Pisco
[Responder]
Não, Martins, não podem ser avaliados de outra forma.
Por isso é que este modelo é quase único no mundo, à excepção do Chile do falecido Pinochet.
Quer outros exemplos? Quer ourtros modelos?
Pegue. «A recolha de informação é indispensável, mas são várias as limitações técnicas deste procedimento. Assim se justifica em todos os países a preocupação de combinar diversos instrumentos que possibilitem obter uma imagem global e objectiva do docente. Sendo o mais habitual a observação do professor em contexto de trabalho, ou seja, na aula. E o menos frequente, pelas duras críticas que suscita: a análise dos resultados académicos dos alunos.
Assim, no Chile utiliza-se como fonte de informação o portefólio do professor com descrição de actividades e planificações, pautas de auto-avaliação, entrevista ao avaliado e relatórios dos órgãos de direcção e coordenação da escola. Na Alemanha, combina-se a observação de aulas com a revisão dos documentos gerados durante o processo de ensino, pedem-se relatórios aos superiores do docente e uma entrevista pessoal. Na Colômbia, entre os possíveis instrumentos usados assinala-se o recurso a fontes pessoais, integrantes da comunidade educativa ou corpos de colégios profissionais, que possam dar testemunho sobre o desempenho do avaliado. Na Roménia, a avaliação é realizada mediante um esquema de fichas correlacionadas com a descrição do trabalho docente.
É possível reconhecer mais elementos diferenciadores dos modelos de avaliação: quem são os responsáveis e qual a finalidade do processo? A situação mais frequente é a de que a avaliação esteja a cargo dos órgãos directivos da escola. Mas existem outras. Espanha, Itália, Portugal e Roménia estão entre os países onde a avaliação é da responsabilidade da administração educativa. No caso da Roménia, os resultados da avaliação anual determinam a concessão de incentivos salariais de forma notória. Os professores que obtenham nota superior a 81%, classificação Muito Bom, podem auferir de incentivos salariais na ordem dos 15 a 20% durante um ano ou quatro anos. E só esta classificação permite a candidatura a postos de gestão e direcção das escolas. Na Eslovénia uma pontuação acima da média reverte-se num aumento salarial de 20%. No Reino Unido, a avaliação externa é realizada pelo Ministério da Educação e determina apenas a subida de escalão, que tem associada um aumento da remuneração. Por último, na Letónia, ainda que não haja um sistema de avaliação externo regulamentado, um professor que realize um trabalho considerado excepcional pode receber uma compensação monetária.
Ainda que todos os sistemas de avaliação tenham como finalidade última a melhoria do desempenho docente, o modelo do estado norte-americano da Califórnia é visto como um exemplo a este nível. Avaliam-se as estratégias de ensino e a sua proximidade com os objectivos curriculares, definidos ao nível da administração local, para o distrito onde se insere a escola, e também a capacidade do docente para estabelecer um clima de aula favorável à aprendizagem. Os resultados são entregues ao docente 30 dias antes do último período escolar e devem ser acompanhados por sugestões de melhoria e de planos de formação profissional que ajudem o avaliado a optimizar a sua prática.» (de um relatório da UNESCO)
Ah, e só mais uma coisa. Na Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido (Escócia) e Suécia; Eslováquia, Hungria e Letónia, não existe avaliação de professores. Nalguns destes casos, são as escolas que são avaliadas, não os professores.
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