No índice global da competitividade, Portugal está na 34.ª posição º no ranking do Fórum Mundial Económico. Nas condições macro-económicas, onde está o baixo ritmo de crescimento, o elevado défice público e o avultado desequilíbrio das contas externas, está em 45. Este dado depende de privados e públicos.
Na componente de sofisticação dos negócios, que mede factores como o processo produtivo, a estratégia de marketing, a capacidade de delegação de competências e presença de cadeias de valor acrescentado, Portugal está em 43.ª posição. Depende dos privados.
Na componente da qualidade das instituições, o Fórum de Davos distingue entre as existentes no sector público e no sector privado. Ao nível das instituições públicas, Portugal consegue o 23.º lugar no ranking mundial, conseguindo ultrapassar vários países da Zona Euro. Mas nas instituições privadas cai para o 31.º lugar.
Na qualidade do ambiente de negócios, Portugal consegue o 26.º lugar (o 11.º entre os países da União Europeia), no subíndice da sofisticação das operações e estratégia das empresas não ultrapassa o 40.º lugar (15.º na UE). Ou seja, os empresários que se queixam do clima económico, das limitações legislativas e da estrutura social política, conseguem muito pior do que podiam.
Por Daniel Oliveira 27 Set 06 em Sem categoria


«Nas condições macro-económicas, onde está o baixo ritmo de crescimento, o elevado défice público e o avultado desequilíbrio das contas externas, está em 45.»
Não, está em 80 e qualquer coisa.
«Este dado depende de privados e públicos.»
Não, depende 99% do estado.
Aquelas imagens todas deram um jeitão. Mandaram a posta com o texto da Helena Garrido lá para baixo…
Não, não depende em 99% do Estado. Isso só mesmo na União Soviética ou em Cuba.
“O factor negativo mais marcante na classificação portuguesa é o das condições macro-económicas, onde o baixo ritmo de crescimento, o elevado défice público e o avultado desequilíbrio das contas externas, colocam o país como o 80.º pior nesta componente.”
80º pior, o que em 125 dá o 45º melhor.
Depois de uma campanha que visa desacreditar o sector público, os funcionários, a sua utilidade, estas conclusões do Fórum de Davos são uma pedrada no charco. Afinal, o sector público não é tão mau e ineficaz quanto o pintam, se bem que ainda tenha que lapidar múltiplas arestas, ai tem…tem. Deparo muitas vezes com empresas ou entidades privadas de qualidade medíocre, com alguma esperteza saloia, que se não fosse o trabalho de avaliação e fiscalização, roubariam literalmente o erário público. Este trabalho para o Estado, independente, garantindo a transparente concorrência no mercado e a boa aplicação dos dinheiros públicos, é fundamental. Já constatei que, em dois ou três projectos obrigados a séria reformulação, conseguí fazer poupar ao Estado um valor que serviria para pagar mais dois ou três projectos idênticos. Ou que daria para pagar o meu salário durante 15 anos!!! Isso reconfortou-me.
É evidente que muitas vezes essa independência nos pode sair caro ( há pressões, há clientelas de dentro e de fora da instituição), podendo até sermos considerados dispensáveis… Há por aí malandragem que quer absolutamente ter uma autoestrada de acesso directo ao bolo público e aos fundos comunitários, tudo sem rei nem roque.
Caros amigos, essa treta mediatizada da excelência do sector privado quando comparado com o público, vinda normalmente de aprendizes de empresário, não de verdadeiros empresários, tem água no bico!