Por Daniel Oliveira
A história tinha graça e por isso fiz aqui em baixo um post sobre o assunto. Mas tem de haver algum sentido das proporções. Quando a dança das cadeiras em Cabo Verde, que tem graça como uma nota nos blogues ou uma piada nas revistas da semana, chega ao noticiário normal dos jornais a coisa passa a ser um pouco ridícula. Por isso, reconheço, ela não valia um post sério (o Pedro já se encarregou de fazer um mais bem humorado). E não valia tanta excitação por parte do ministro, assessores e assessores anónimos. E a carapuça da minha critica cabe na minha cabeça.
18 comentários 17 Mar 09 em Sem categoria



Bolas Daniel! Estamos em Portugal. No mundo do ridículo. Não espanta.
Abraço,
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Bem rematado Daniel.
Independentemente de como a coisa se passou (que penso nunca venhamos a saber, mas também não é muito importante, convenhamos), há óbvias contradições entre o relato de Dina Soares e do jornalista Nuno Saraiva. Um deles mete os pés pelas mãos.
Siga a marinha!
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Como já dizia, não o Pai mas O Avô de Portugal:
….”minudiciências”..
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Estimado Daniel:
Longe de mim apreciar o nosso primeiro e a sua turma autoritária.
A historieta da D. Dina Soares parece-me um simples caso de despeito e de desespero por se mostrar. O blog dela disparou em visitas.
Apesar das diferentes versões, ela ainda não explicou como é que soube que Rui Pereira terá “mandado um um empregado do restaurante dizer a uma jornalista que se levantasse para ele se poder sentar junto de Sócrates.”?
Esta é que era a questão.
Ela ouviu o ministro a pronunciar as palavras ou foi o tal empregado que lhe disse concretamente que “aquele senhor ali de óculos mandou-me dizer-lhe”…ou “aquele ministro ordenou-me que a mandasse levantar-”…?
Confesso-lhe humildemente que ao fim de 30 anos de experiência a fazer processos de averiguações, a queixa da jornalista dificilmente seria sustentada e comprovada num tribunal judicial.
Pelas diferentes versões que agora já se conhecem de outros “jornalistas” que viajaram à conta do pagode, e incluindo as diferentes proferidas pela própria denunciante (mesmo para ela, agora já há uma outra cadeira de cor diferente), não me parece que a senhora prime muito pelo rigor e pela verdade desapaixonada.
Há ali qualquer coisa de pessoal que a tolda.
A Senhora jornalista viajou, comeu e bebeu à nossa e minha custa, … e ainda se astá a promover – com incorrecções.
Os cigarros que ela fumou na esplanada, também terão sido pagos pelo erário público?
Não gosto particularmente destes socialistas que agora se assenhorearam do país (Sócrates, Santos Silva, Vitalino, Vitorino,Coelhone, Freitas, Júdice, Lello, etc.), mas gosto ainda menos de mentiras.
Ó Daniel: reconheça lá que esta historieta da sua amiga “jornalista” está muito mal contada. É apenas uma questíncula íntima entre eles os dois, e um exemplo de manifestação de uma mulher despeitada.
É melhor acabar aqui com a denúncia, antes que Rui Pereira leve a coisa para os tribunais, e o lobby jornalista começe a actuar contra o homem.
Também voçe, agora com lucidez, faz bem em dar a coisa por encerrada.
Digo eu…
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Pois é, há coisas de lana-caprina que rapidamente nos fogem das mãos e se podem tornar incontroláveis.
Parafraseando Dina, a outra, no fundo a verdadeira Dina: “peguei, trinquei e meti-te na cesta”, eh eh
Agora, o meu espanto reside em ver que já tendo passado umas quantas horas, nem Manuela F.Leite veio falar sobre o assunto recriminando o ministro, nem o PP veio pedir presença de Rui Pereira no Parlamento… ai que este calor fora de tempo anda a entorpecer reacções…
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por aqui se vê a força,,, da troupe de malabaristas corporativos que andamos a sustentar.
É como espremer algodão seco. Dali não sai nada
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não me parece que a senhora prime muito pelo rigor e pela verdade desapaixonada.
Como se dizia num blog que teve muito sucesso:
não deixes que a verdade estrague uma boa história
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O episódio poderá não ter importância.
Mas, porque sei ser verdade o que relata a Dina Soares, como pode alguém considerar que o facto não é expressivo da “qualidade” do mundo socretino de que o Rui Pereira é um grotesco expoente?
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Mas, porque sei ser verdade o que relata a Dina Soares
Não se acanhe, diga-nos em que lugar da mesa estava sentado.
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Nunca mais me vou esquecer do encontrão que levei no meu primeiro dia a trabalhar como jornalista para uma rádio.
Foi em Leiria, na inauguração de umas galerias. Ia a presidente da Câmara ao meio, e uma data de pessoas lado a lado, gente a mais para um corredor tão estreito.
Aqui o puto, na sua ingenuidade, deixou-se ficar por ali, e quando o tsunami chegou, levou uma carga de ombro de alguém que, pelos vistos, dependia daquela passeata para sobreviver.
Sempre a aprender…
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Quis dar a minha opinião sobre esta magna questão, mas pelos vistos o Arrastão não gostou.
Mas eu insisto: a importância dada a este episódio é muito desproporcionada.
Escrevi então e mantenho que, na verdade, a história não vale um caracol e mais não é do que uma típica intrigalhada lisboeta, própria de uns quantos diletantes, ociosos e quejandos, que se excitam facilmente seja com o que for, mesmo que seja quase nada.
O que desagradou (ou indignou) o Arrastão? O facto de ter rematado o meu post escrevendo que é orgasmo atrás de orgasmo (quem me dera…)?
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A verdade anda a brincar connosco e o Daniel Oliveira fez bem no seu recuo, demonstra que tem bom senso.
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Ó Dina,
larga a cadeira
que a fama é tua sina!
Ó Dina,
larga a cadeira,
lugar que a História te assina!ª
Dina, Dina, Dina
teu quarto de hora de fama
valeu nossa adrenalina
ou ficou só pela rama?
ª “A História que não se incomode…” (Eça de Queirós, “Os Maias”)
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Peço desculpa ao Arrastão pelo meu post das 0h35 de 18/03/2009.
Afinal (ai a minha cabeça!…), o post original sobre o “caso da cadeira”, digamos assim, foi efectivamente publicado no espaço certo, ou seja, no âmbito do “Falta de chá em Cabo Verde”.
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Querem fazer um governante cair abaixo da cadeira!? Essa já não é nova. Já foi feita há 40 anos atrás. Que falta de originalidade desta gente!
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Diz o triste Fado (que até parece o Nó Senhor, está em toda a parte):
“Não se acanhe, diga-nos em que lugar da mesa estava sentado”.
Ao lado da Dina, claro. E não me lembro de ter chamado o Pereira para a mesa.
Entendeu ou quer que faça um desenho?
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Entendeu ou quer que faça um desenho?
Entendo quando disser como se chama.
E já agora mostra muito bem o seu estofo ao presumir que podia chamar o Ministro para a “sua” mesa e ao tratá-lo como “Pereira”.
Com estes dados até parece mesmo jornalista.
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Vejo com agrado que o senhor jornalista se calou.
Provavelmente está entretido a ler o livro da Paula Bobone sobre boas maneiras à mesa e fora dela.
Na próxima expedição do Governo nem o vão reconhecer.
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