Por João Rodrigues

“Aumenta número de pais que não pagam os colégios privados” (jornal i). E que tal a escola pública? Vão ver que não custa nada. Já vai mas é sendo tempo de acabar com os regressivos benefícios fiscais às despesas privadas em educação e com os escandalosos subsídios, que não param de crescer, ao ensino privado. Em tempos de crise, a prioridade tem de ser o reforço da escola pública e dos restantes serviços públicos. Aqui não se constroem novas barreiras de classe, com todos os preconceitos associados, e até se podem abater algumas…
Escrevi isto no Ladrões há um ano atrás, a partir de uma notícia que ia no mesmo sentido. Tudo na mesma.
53 comentários 9 Fev 10 em Sem categoria



ó sr Rodrigues, se eu o conhecesse de algum lado mandava-o para um certo sitio, assim apenas lhe pergunto:
E aquelas pessoas que tem filhos com menos de 6 anos e que não têm IRS miserável para colocar os filhos numa cresce do estado ?
E aquelas pessoas que descontam aos 1000 euros para impostos e não tem uma cresce publica para colocar os filhos, pois estão cheias de imigrantes, ciganos e sei lá mais o quê ?
ó Homem ganhe juízo. Você desde que aqui posta é só asneiras.
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esquerdino Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 17:23
Só asneiras o João Rodrigues???? toninho, você foi mesmo contratado como bobo da corte aqui no arrastão? Foi não foi??
João Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 17:44
Estou de acordo, desde que o João Rodrigues aqui posta é só asneiras de comentadores como o senhor Cunha
António Cunha Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 17:53
Se fui contratado ainda não recebi nada.
Mas estes economistas bloqueiros são todos um fantásticos candidatos ao “NÓBEL”, é pena ainda não terem reparado neles.
E eu a pensar que só o anacleto é que percebia de economia. Afinal existem mais.
Virgem Santissima
cd Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:30
O sr. António está zangado com o quê?
Não percebe que o João Rodrigues defende o mesmo que ele? Ou será que, não havendo escolas públicas que cubram as necessidades do país, o sr António, em vez de querer que as haja, quer que o estado e o erário público paguem os custos do privado?
O sr antónio disse asneiras ou soletrou?
António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 9:47
ó Inteligência, mas onde é que o estado vai pagar as despesas do privado ?
Onde ?????????
cd Reply:
Fevereiro 11th, 2010 at 22:52
Impostos? Deduções? Ajudas de custo?
Tudo isso o que é? de onde vem? Do éter? Do ar?
Ó! Inteligência?
Se todas as pessoas que pagam impostos e tem os filhos no privado, quisessem colocar os filhos no estado como sugere não faltaria berreiro. Depois era só mandar falar com o sr Rodrigues que é o entendido na matéria.
É o que dá falar do que não se sabe.
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Nom_de_Guerre Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:40
Saí da escola pública, os meus filhos estão na escola pública.
Já mudámos 3 vezes de cidade, do Cnetro ao Norte do país e nunca tivemos dificuldade em encontrar lugar.
Tem que decidir se se está a queixar das escolas públicas não servirem a sua área ou se é por lá estarem “imigrantes e ciganos”.
A realidade é que nas escolas públicas está a sociedade toda e é isso que causa “espécie” a quem tem filhos no privado. Não tem nada a ver com qualidade do ensino.
António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:07
ó meu amigo. Ou sou eu que me explico mal ou é você que tem um problema de compreensão e está a misturar tudo.
Eu falei de crianças com MENOS de 6 anos. Logo estou a falar de CRESCES, INFANTÁRIOS, KINDER GARDEN, percebeu ou tenho que pedir ao Vieira para fazer um desenho ?
No distrito onde moro não existe uma Rede Pré-Escolar que possa cobrir a totalidade das crianças. Aliás não cobre nem metade, se quer saber. E sabe qual é o critério para a atribuição das vagas ? Pois, é aqui que entram os ciganos e imigrantes.
Sabe qual é o horário para os estabelecimentos de da rede pré-escolar ? Fecham às 15:30 !!!!!!!
Agora falemos do ensino publico oficial a partir do 1º ciclo. Se uma pessoa tem possibilidades e a escola da sua área de residência é um lugar inseguro onde constantemente as crianças são roubadas, agredidas e sabe-se lá mais o quê, o que acha que um pai deve fazer ? :
-Pagar um colégio privado que tem óptimas condições, um excelente corpo docente, variadissimas actividades extra-curriculares, etc etc etc
- Poupar uns trocos para fazer férias no estrangeiro ou comprar um carro novo, e colocar o filho a estudar “na escola da vida”.
hummmm será que precisa mesmo que lhe diga ?
É mas é tempo de cada família decidir onde quer educar os seus filhos. É bem conhecido o custo anual de cada aluno, por isso, o estado só tem que dar a cada encarregado de educação um cheque desse valor.
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Eu estudei na escola pública. Não quero que os meus filhos estudem na escola pública. É preciso explicar porquê?
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esquerdino Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 18:42
Porque o Nuno tem um óptimo ordenado???
Nom_de_Guerre Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:45
Eu estudei na escola pública. Não quero que os meus filhos estudei no privado.
Eu explico porquê: não vejo vantagens comparativas. A oferta extra em actividades completamos bem fora da escola. Não quero os meus filhos o dia todo na escola. Não quero que passem a juventude toda num gueto económico.
Na escola pública, através da associação de pais por exemplo, é possível intervir directamente na melhoria da qualidade do ensino.
Não tem nada a ver com rendimento.
António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:09
Claro, pois você ou tem um excelente horário, talvez de funcionário publico, ou acaba por meter a criança num ATL onde paga quase tanto como num colégio.
Excelente ….
Nuno Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 15:54
Quando eu andava na escola pública, os professores não eram obrigados a passar os alunos, não era permitido aos alunos bater nos professores, fechá-los fora da sala, chamar-lhes nomes e basicamente usar a escola como um recreio. Por isso, eu andei, e ainda bem, na escola pública, e não quero que os meus andem na escola pública.
Com a ressalva de que, o estado a que a Escola chegou, é, mais do que dos Governos, culpa dos Pais, que a usam como depósito, para ela remetem o papel de ÚNICA educadora (quando a verdadeira educação se dá em casa), e querem que os filhotes passem com boas notas a toda a força, mesmo que não saibam nada…
João Rodrigues:
Apesar de perceber o objectivo da sua ideia, devemos ter em conta que a relação Estado/privados criou perversões de que o cidadão não pode ser vítima. Acredite que há zonas do nosso país em que a única hipótese das crianças estudarem a partir do 2º ciclo, são colégios privados. A aplicação de uma medida como aquela que defende, pressupõe a prévia resolução desta perversão.
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Nom_de_Guerre Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:46
Em que zonas do país?
Os colégios são praticamente todos urbanos. Trágico é não existirem muitas vezes no interior as escolas públicas que a par dos centros de saúde, são uma das âncoras de população.
Meu caro A Cunha o Sr. Pode ter medo de estrangeiros e ciganos, mas porque raio é que eu com os meus impostos tenho de pagar os seus medos. Cá para mim benefícios fiscais às despesas privadas em educação só em zonas onde não houvesse oferta pública.
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António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:10
Eu falei de crianças com MENOS de 6 anos. Logo estou a falar de CRESCES, INFANTÁRIOS, KINDER GARDEN, percebeu ou tenho que pedir ao Vieira para fazer um desenho ?
No distrito de Setubal a oferta é de menos de 50%, mesmo contando com os privados.
O mais incrível é que têm todos os benefícios para ter os filhos a estudar em escolas privadas onde não raras vezes são oferecidas notas para terem médias para entrar em certos cursos e poderem passar à frente de quem andou a estudar em escolas públicas e a estudar para conseguir entrar em boas faculdades públicas. Mas claro, os senhores que defendem a liberdade de escolha do local de ensino e ainda se arrogam o direito de poupar à custa disso, não hesitam em colocar depois os filhos em públicas com notas falsas. Seria no mínimo bizarro que o estado pagasse os “cheques-escola” para andar a sustentar colégios que se dedicam à venda de notas, não ao ensino.
Escusado será dizer que depois ficam todos reprovados no primeiro ano de faculdade sem entenderem bem porquê.
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António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:15
Voce deve viver em Marte de certeza.
Sabe como é feito o ranking das escolas ?
Sabe que os exames feitos nas privadas são os mesmos das publicas. ?
Como é possivel falsificar notas ?
“Ranking SIC Ensino Secundário: privados “esmagam” escolas públicas
Pela segunda vez em nove anos não há nenhuma escola pública nos dez primeiros lugares do Ranking SIC dos Exames Nacionais do Ensino Secundário. Tal só tinha acontecido no ano passado, mas a queda acentuou-se nos últimos três anos.”
“O Ranking SIC dos Exames Nacionais do Ensino Secundário considera apenas as 12 disciplinas com mais exames realizados a nível nacional por alunos internos na 1ª e 2ª fases dos Exames Nacionais do ano lectivo 2008/2009 (com base nos resultados dos exames nacionais disponibilizados pelo Ministério da Educação).
O Ranking SIC pretende ser verdadeiramente representativo da realidade avaliada e por isso selecciona um universo mínimo para evitar que os resultados finais do ranking sejam condicionados por resultados obtidos em escolas onde o número de alunos examinados é muito reduzido. Os critérios são os mesmos desde 2001: só são considerados os estabelecimentos de ensino onde se realizaram mais de 100 provas de exame no conjunto das 12 principais disciplinas.
Este ano são avaliados os resultados de 221.161 provas de exame às disciplinas de Português, Física e Química A, Biologia e Geologia, Matemática A, Geografia A, História A, Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Geometria Descritiva A, Economia A, História da Cultura e das Artes, Desenho A e Matemática B, representando 96,2 % do total das 229.838 provas nacionais realizadas este ano por alunos internos na 1ª e 2ª fase dos exames nacionais. ”
http://sic.sapo.pt/NR/rdonlyres/4CE275EC-A954-404B-A304-350816ED4F98/0/RankingSICExamesNacionaisEnsinoSecund%C3%A1rio20082009.xls
http://jn.sapo.pt/infos/ranking2009.pdf
João Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 21:16
Meu amor, isso não é verdade. Eu estudei em escolas privadas. A minha média interna era de 16 e nos exames das específicas (química e matemática) tive 17. E o mesmo aconteceu com vários dos meus amigos. Quando cheguei à faculdade (IST), era impressionante a quantidade de gente que, saída das escolas públicas (principalmente da província), vinha com 17 e 18 de médias internas e 10/11 nas específicas (vendo bem, aconteceu exactamente o mesmo com uma prima minha, vinda de Santarém).
O que costuma acontecer – e os “rankings” confirmam-no – é que a malta das privadas tem melhores notas que a malta da públicas nos exames, entrando assim nos cursos com melhores médias e deitando por terra argumentos como o seu. Quanto às prestações no primeiro ano, são más para todos, pelo menos nos cursos “a sério”, tipo Direito e Engenharias.
Daniela Reply:
Fevereiro 11th, 2010 at 3:53
Há uns anos atrás houve uma polémica enorme num externato no porto, onde as notas e a propina eram bem altas por sinal, porque nos exames nacionais os professores colocavam as respostas no quadro.
O que nunca vi ou ouvi que tivesse acontecido numa escola pública. Portanto, as sondagens são algo que é bastante fácil de enganar, principalmente quando não há gente séria.
O facto de algumas privadas serem boas não implica a inexistência de situações de fraude, o que existe. E nesse caso, a solução passa por ou controlar as privadas e evitar a vergonha que se passa todos os anos com as notas de acesso, ou encerrá-las ou simplesmente arranjar outra forma de acesso ao ensino superior.
Agora, não me venha dizer que sou de matar. Infelizmente vivo na terra e assisti ao deserto total da escola pública onde andava das turmas de ciências no 12º ano porque um sete a físico-química não chegava, mas no colégio eles passaram a 18!
a escola publica… eu estudei na escola pública ainda hoje tenho pesadelos, aliás ainda ando em terapia com um psicologo…o horror…
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acresce que os professores do ensino público são quase sem excepção altamente qualificados, como demonstra a respectiva avaliação.
além disso estão sempre prontos para ministrar as actividades extracurriculares, e em termos disciplinadores também são todos do melhor.
(peço desculpa se me enganei nalguma coisa, ou disse alguma asneira).
a classe dos professores da escola pública é um daqueles casos em que, mesmo que em termos académicos não tenham sido lá muito bons, e grande parte até nem pensava em vir a ser professor mas a vida assim o quis, acabam afinal, em termos profissionais , por ser bem melhores do que enquanto alunos.
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António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:16
Eu tive professores na publica que só visto, pois contado ninguém acredita.
Não queria mais nada pois não?
Quando e que se começam a distribuir as senhas de racionamentos? É que “em tempos de crise a prioridade tem de ser o reforço do refeitorio público e dos restantes serviços públicos. Aqui não se constroem novas barreiras de classe, com todos os preconceitos associados, e até se podem abater algumas…”
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Num país como deve ser, todas as crianças deviam realizar dois ou três testes de QI no seu sexto aniversário e, a partir daí, decidiria-se quando é que o estado deve apoiar tal criança.
Temos de apoiar os que mostram mais potencial não os que têm os papás mais ricos.
Visitem o meu blog se querem ter uma conversa a sério.
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chapeleiro louco Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:26
estranho, eu não conheço nenhum país que tenha adoptado medidas dessas. dito isto, ou não existem países de jeito ou um país de jeito não vai em conversas descriminatorias como o medir o QI, ao estilo do medir o tamanho da cabeça dos miudos de outros tempos, para serem declarados um “bom investimento” ou um “mau investimento”.
estou a imaginar:
- lamento joaozinho, nós sabemos que não tens dinheiro para estudar, mas tu és um mau investimento, agora vai babar-te para o canto.
caval(eir)o, o agente do ministério da educação precisa de falar consigo:
- lamento cavaleiro, nós chegámos à conclusão que cometemos um erro ao investir em si, importa-se de devolver o dinheiro se faz favor, obrigado.
Nom_de_Guerre Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:51
De que modo é que julga que o IQ de uma criança de 6 anos determina o seu potencial para o resto da vida?
Não percebi se está a ser irónico ou a falar a sério.
chapeleiro louco Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 21:00
estranho, eu não conheço nenhum país que tenha adoptado medidas dessas. dito isto, ou não existem países de jeito ou um país de jeito não vai em conversas descriminatorias como o medir o QI, ao estilo do medir o tamanho da cabeça dos miudos de outros tempos, para serem declarados um “bom investimento” ou um “mau investimento”.
estou a imaginar:
- lamento joaozinho, nós sabemos que não tens dinheiro para estudar, mas tu és um mau investimento, agora vai babar-te para o canto.
cavaleiro, o agente do ministério da educação precisa de falar consigo:
- lamento cavaleiro, nós chegámos à conclusão que cometemos um erro ao investir em si, importa-se de devolver o dinheiro se faz favor, obrigado.
É evidente que se eu prefiro pôr os meus filhos a estudarem numa escola privada, e estou no meu direito, paga pelo meu bolso, é lógico e evidente que não estou a gastar os recursos da escola pública, logo não estou a dar despesa ao Estado, logo não tenho de contribuir para uma coisa que não utilizo, logo tenho essa despesa que não faço tem de ser abatida dos meus impostos.
Senão estaria a pagar a escola dos meus filhos e a escola dos filhos dos outros.
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chapeleiro louco Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:27
claro, que injustiça, os outros miúdos terem o direito à educação… cambada de piolhosos.
Nom_de_Guerre Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 20:07
Tem o direito de colocar os seus filhos a estudar numa escola privada, não é obrigado a colocar no público, que tem que estar disponível para todos, até para si caso mude de ideias (ou de rendimentos).
Não percebo se está a defender retirar os apoios estatais ao ensino privado e/ou se está a defender que tudo o que é direito fundamental não “reinvindicado” deveria ser abatido da “factura”, do tipo: “não uso bibliotecas e nunca recorri a bombeiros logo não quero pagá-los.”
cd Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 20:32
Muito bem: também quero deduzir nos impostos o dinheiro que gasto quando utilizo as auto-estradas, quando compro bilhetes de cinema (porque não me hei-de limitar a ver televisão, que é de borla, e já agora num tasco público?), quando compro livro não-escolares (porque não os requisito numa biblioteca pública e fico com eles durante quinze dias, tempo mais que suficiente para os ler?), ou com as minhas contas de internet (que já há disponível em sítios públicos?) ou ou ou?
cd Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 22:27
De resto: o raciocínio inverso não corresponde ao mesmo? E à mesma (in)justiça?
Os pais das crianças que estão no ensino público não pagam também – através dos impostos – a ’sua’ escola privada?
Se não quer pagar pela escola dos filhos dos “outros” como pode esperar que os “outros” paguem pela dos seus?…
Dito isto, nada contra escolas e ensino privado, pelo contrário; apenas que quem as quer, e possa querer, no minímo que pague inteiramente por elas – como paga os carros melhores e a roupa e as férias e os restaurantes – melhores, muito melhores – que compra.
Daniela Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 4:04
Eu só não percebi se não vai deixar os seus filhos fazer os exames nacionais, as provas de aferição ou mesmo as provas globais, pois sendo elas feitas pelo ministério da educação, presumo que sejam pagas com dinheiro que vem dos impostos de todos e que se destinam a pagar as despesas com a educação. Presumo também que os vá mandar directos para uma universidade privada, pois deve entender que o dinheiro que os outros andaram a descontar para educação serve para pagar os vários níveis de ensino. Ou isto ou então não percebe bem as consequências do que defende.
Eu compreendo a posição dos pais que querem o melhor para os seus filhos.
Mas já não compreendo que eles ainda não tenham percebido que a melhor coisa que podemos dar aos seus filhos é uma sociedade mais justa.
Podemos querer para os nossos filhos as melhores escolas e os melhores professores, mas se não defendermos que todas as crianças devem ter boas escolas e a bons professores, estamos a criar as bases de uma sociedade desigual. Olhem para os países de maior desigualdade, Olhem para as estatísticas que entenderem, criminalidade, saúde, esperança de vida, o que entenderem, é isso que querem para os vossos filhos?
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Acontece que é muita boa gente de classe média que põe os filhos em escolas privadas (nem todas praticam os mesmos preços). Fazem-no não por mania das grandezas, mas pela constatação que o desejo do João Rodrigues está muito longe de ser atingido.
O problema é que no pré-escolar não há oferta e daí para a frente a oferta é muitas vezes péssima, especialmente em Lx e Porto.
E muitos que metem os filhos em escolas privadas, sabem numa escola pública muitas vezes nem educação nem segurança. Nem a escola fechada porque os profs foram à manif
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O Estado tem o dever de fornecer um serviço público de ensino. Quem quiser aprender noutro lado só tem de pagar!
Admito como excepção aqueles casos onde não seja possível à criança frequentar o ensino público.
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António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:36
Mas quem falou que no privado não de deve pagar ?
Vamos a contas :
Quanto custa um aluno ao estado ? Não existem estudos, e mesmo o ministério da educação não disponibiliza os dados. Mas segundo este site o valor poderá andar pelos 300 € euros mês.
http://www.exdescobertas.com/reflexoes.html
Uma pessoa com 2 filhos num colégio privado paga cerca de 600 mês, o que dá 7200€ anos. Sim são 12 meses…
Agora as famosas deduções no IRS
“As despesas com a educação dos sujeitos passivos e membros do agregado familiar, incluindo encargos com creches, lactários e jardins-de-infância, bem como com a formação artística, educação física e ensino da informática são dedutível em 30% e podem representar uma poupança fiscal máxima de 720 € acrescida de 135€ por cada dependente quando existam mais de 3 com despesas de educação.
Para maximizar esta poupança terão de ter sido realizadas despesas ao longo do ano de 2400€ (acrescidas de 450€ por cada dependente quando existam mais de 3 com despesas de educação)”
Portanto uma pessoa que paga 7200€ ano pode na melhor da hipóteses deduzir 1440€.
Quanto é que uma pessoa que tem os filhos a estudar no estado pode deduzir ?
Cd não se esqueça da polícia que não serve para nada, vamos substituir por Securitas em todas as ruas, ando eu a pagar impostos para policiar os bairros dos outros? Irra.
Já agora também vou pagar para outros irem á praia, mantendo-a limpa e vigiada? Privatizem-se e cobrem-se bilhetes para ir a praias, que não quero gentalha na minha praia privativa. Isto agora vivemos no comunismo com estas coisas de borla? Impostos? Bah.
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Pois, tem o dever mas não fornece.
O que fazer quando somos obrigados a meter o filho na escola publica lá do bairro, onde os putos são espancados pelos mais velhos, os professores não têm autoridade, o conselho directivo não tem responsabilidade ?
Deixamos a vida do nosso filho estragada todos os dias sem sequer ter o direito a mudar de escola ?
Tenham juizo !
Uma pessoa que opta por pôr os filhos numa escola privada não tem de andar a pagar duas vezes, para a privada e para a pública !
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cd Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 22:53
Se não quiser fazer nada para mudar isso, mas nada mesmo, deve pelo menos aceitar que os outros também não têm que pagar, através dos impostos, a escola´pública, porque não têm alternativa, e pagar ainda por cima a ’sua’ escola privada.
Não: só pode esperar que não paguem.
E assim é livre de fazer como entender, e a mais ninguém isso diz respeito; não pode é esperar de mão estendida ‘ajudas’ do estado e do dinheiro de todos – salvo nas situações excepcionais por muitos aqui já referidas. Ou estará a fazer com que todos sejam penalizados por aquilo de que se queixa – a de pagarem duas vezes pelo mesmo; sendo que uns pagam duas vezes por caviar o os outros duas vezes por sardinhas em lata.
Fiquei com uma dúvida. Que raio de benefício fiscal está você a falar que eu não conheço?!?!
Eu estudei numa boa escola pública. Infelizmente no sítio onde moro actualmente não há uma escola pública que se aproveite (são poucas no País). Pago do meu bolso (e muito) a educação dos meus filhos, não dando qq tipo de despesa ao estado, nem retirando daí qq benefício.
Detesto estes moralistas da treta que vêm por em causa a opção de cada um!
Quem quiser saber porque é que ninguém confia nas escolas públicas, basta ter assistido às manifs deste ano….
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Esteva a ser meio sarcástico. No entanto, o valor do quociente de inteligência esta bastante relacionado com o sucesso em ambiente académico, juntamente com uma boa memória. Obviamente que nada está escrito em pedra, e não é garantido que um tipo que marque 140 tenha mais sucesso do que um que marque 120. Mas, julgo ser um valor mais importante do que a condição económica dos papás.
E realmente não existe nenhum pais no mundo que tenha soluções tão originais como as minhas.
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Alguém sabe como funciona o cheque dentista?
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“É isso mesmo Ambrósio, os transportes públicos só servem para entupir o trânsito.”
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Pois…
1) Escola pública no primário é para esquecer, as vagas estão todas preenchidas para quem mora em locais onde foi decidido fazer “Programas Especiais de Realojamento”.
2) Para o ensino básico, preparatório e secundário, depende de onde se mora. Se se teve o mau gosto de permanecer nos arredores de Lisboa (Oeiras, Cascais, etc.) – mea culpa – são raras as escolas que não padeçam de uma disfuncionalidade crónica e onde os “jovens” dos referidos programas de realojamento – movidos sem dúvida pelos condicionalismos sociais e a discriminação blah blah blah – fazem as ditas parecer um campo de refugiados. A opção é falsificar moradas. Não o fiz (mas tendo em conta a situação, compreendo), pelo que a opção passa pelo privado.
Mais facilmente arranjava um segundo trabalho como segurança á noite do que submetia os meus filhos ás “experiências de enriquecimento multicultural” que são a norma nas escolas da minha zona. A isto – ligado, ou separado, tanto faz – junta-se a completa falta de autoridade dos professores, que independentemente da sua qualidade (e á de tudo) chegam a um ponto onde simplesmente desistem. E é compreensível.
Lá está, aguardo os urros de “xenófobo!”, os quais acho especial piada quando tantas vezes vêm de quem defende no abstracto as políticas que fazem com que tudo o que seja equipamentos sociais sejam na prática interditos a portugueses, enquanto no concreto o que fazem é morar em boas zonas e colocar os filhos em boas escolas (e á muito grande defensor da escola pública que tem os seus filhos no provado). É que para os filhos dos outros vá que não vá, agora para os deles, chiça! está quieto!
Se há 20 anos os colégios privados eram para pessoas de classe alta, a progressiva degradação da escola pública e as novas realidade populacionais nos grandes centros urbanos fizeram com que hoje em dia sejam algo que é utilizado pela classe média-baixa. Tenho colegas que passaram a andar de transportes públicos para poderem ter os filhos em colégios, portanto nem tudo está perdido: é um ganho ecológico e o sistema de transportes é nominalmente público.
Outro possibilidade é mudar de zona: feitas as contas, e com mais de um filho, é mesmo melhor pagar o dobro da renda e utilizar a escola pública de zonas que não foram beneficiadas por este tipo de situações. E aí já podia andar a arrotar postas de pescada e dizer que não percebo porque é que os outros não usam a escola pública, afinal a Escola Secundária do Restelo é bem boa, não vejo razão para estes pretensiosos não colocarem os filhos na Escola da Quinta da Fonte.
Já agora, e antes do “não tem nada a ver”: já morei bem longe de Lisboa e sempre utilizei as escolas públicas. É de resto em Lisboa que este “fenómeno” acontece. Querem ver que são os professores que perdem QI com os ares do Tejo?
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António Cunha Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 10:40
Fernando
Excelente análise. Estou de acordo com tudo o que diz.
Muitos dos que criticam as nossas opções são aqueles que nem filhos tem, nem querem ter.
Estou com o Anacleto Louça nesta. Se não tem filhos porque opinam ?
errata: leia-se “há de tudo”. É um detalhe, mas nestas conversas á sempre quem goste da piada fácil.
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cafc Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 17:06
«Lá está, aguardo os urros de “xenófobo!”»
Quando era “mais puto”, ouvia dizer:
“Filha, chama-lhe p…, antes que ela te chame a ti!”
Hoje (que sou um pouco “menos puto”), digo que é a “técnica” do insulto prévio.
Como o seu “urro” xenófobo (atenção, porque tive o cuidado de trocar as aspas) foi aqui deixado “preto no branco”, entendo que o seu comentário constitui uma auto-resposta.
Foi uma piada fácil?