Bom para a eurodeputada italiana Luisa Morgantini e afins, é a Georgia estar a ferro e fogo, o Afagnestão não ter futuro, e o Iraque ser um barril de polvora.
Sabe o que acho?? Prefiro eleições em Angola com todas as falhas possivel, mas a crescer 30% ao ano, do que ve-la mergolhada numa guerra civil sem quartel.
Mas o MPLA…pois, aos mais pequenos dos nosso burgo que…
Daniel Oliveira,
achas que é mais uma golpada do MPLA? Por acaso, foi o MPLA que, prevendo este tipo de problemas, defendeu que o acto eleitoral devia ser realizado em dois dias. Todos os outros partidos estiveram contra e exigiram que a votação fosse num só dia.
Vá lá, não sejas tão intolerante com a desorganização, preguiça e incompetência daquela gente… A não ser que queiras começar mais uma cruzada: a da fraude. Pelo menos o líder da UNITA já a enunciou de forma sibilina. Também foi assim em 92 e deu no que deu…
De facto, já não estou a perceber o seu problema, Daniel Oliveira. Parecia-me que a sua preocupação era genuína com o estado calamitoso de Angola no que toca a determinados direitos. Mas com este tipo de post só posso pensar o contrário já que o que vejo é uma parcialidade que não consigo traduzir. Para além dessas declarações reportarem unicamente a algumas horas do período da manhã (e terem a ver com condições logísticas, o que é compreensível num país sem qualquer experiência democrática e em processos eleitorais – que ainda acontecem hoje em dia em Portugal!); para além de a maioria dos outros observadores ter sublinhado imediatamente o exagero das declarações da eurodeputada italiana, inclusive o único observador português presente; a própria Luisa Morgantini rectificou o que tinha dito anteriormente. Deixo um excerto da notícia do Esquerda.net:
“Passadas algumas horas, a normalidade foi sendo restabelecida nessas assembleias, levando a própria eurodeputada a dizer que “os dados que temos de todo o país são positivos pela participação e ausência de incidentes nas mesas e assembleias de voto” e a explicar que classificou de “desastre” o local que visitou e não todo o processo eleitoral, o primeiro em 16 anos.”
De qualquer forma, parece que se esqueceu de sublinhar que as eleições em Luanda, onde se verificaram estes problemas, serão prolongadas durante o dia de amanhã. Não percebo, muito sinceramente, porque esta atitude relativamente a tudo o que acontece em Angola.
São muitas e estão bem documentadas nos vários relatórios dos observadores eleitorais (vide ultime relatório da UE).
Mas apenas como amostra, posso dizer que o ultimo Presidente do CNE foi nomeado Vice Presidente da Republica!! e esta heim?!
Parece que alguns desejam ardentemente que o processo eleitoral não chegue a bom termo. Claro que há irregularidades, o que se espera de um país sem experiência democrática / eleitoral e com elevadíssimos índices de analfabetismo?
O que importa saber é se existiu fraude eleitoral, além das irregularidades, e o desejável é que não tenha existido, ie, que independentemente do vencedor (que será muito provavelmente o MPLA) a realização de eleições se torne uma prática regular em Angola.
Só assim o poder se sentirá forçado a democratizar-se, a prestar contas e a aplicar o notável crescimento do PIB na melhoria das condições de vida dos angolanos.
Até parece que a realidade angolana era desconhecida mas estavam esperando o quê?
De facto as eleições são ‘iventos ‘ da UE e afins a realidade de Angola não suporta ‘ luxos democratas’ . Como dizia P. Correia (o tal fossil) s USA e a Europa não são Angola.
Para que conste: a italiana que afirmou isso, veio agora esclarecer que se referia apenas a uma mesa de voto… em Luanda!
Para que não saiba, Angola não é só Luanda e é a cidade angolana onde há mais secções de voto.
Para quem é falho de memória, lembro que as situações relatadas têm mitas semelhanças com o que ocorre, com frequência, em Portugal.às vezes, querer esta de bem com Deus e o Diabo, leva a análises precipitadas…
Declaração de interesses: tenho por José Eduardo dos Santos, a mesma admiração que nutro por Sarah Palin ou John Mc Cain ( nenhuma); não estou a escrever este comentário na Festa do Avante!, nem num comício do MPLA. Tenho este grave defeito: odeio o politicamente correcto, não tenho que defender as posições de nenhum órgão de comunicação social que me sustente e penso pela minha cabeça.
Os idiotas que, nestes comentários, vêm a defender José Eduardo dos Santos e o seu regime, invocando o estafado pretexto de que há regimes piores em outros lugares do planeta, deviam ser obrigados a beber do veneno que destilam.
Isto é, deviam ter de ir viver para o paraíso que exaltam e sofrer o que sofrem 99% dos angolanos, que não têm possibilidade de roubar à tripa forra e viver à grande e à francesa do produto do roubo, como a família do Santos.
Parece-me que esmagadora maioria dos países africanos são demasiado jovens para que os processos eleitorais decorram sem percalços.
Convém lembrar que ao contrário da maioria dos países europeus, começam a experimentar a democracia no auge da era das comunicações, na era dos observadores quase paternalistas do ocidente, que por muitas irregularidades que apontem não se livram do sabor a ambientalista português tratado como um pateta vegetariano, impotentes perante os interesses económicos dos próprios países que cinicamente apelam ao respeito pelas regras democráticas elementares, desde que vença quem lhes convier.
A velocidade a que implementam regras que na Europa demorámos séculos a enraizar não é compatível com o que se lhes exige em troca: que sejam transparentes na forma como cumprem a sua parte no mecanismo económico que mantém a sociedade ocidental a consumir, a procriar e a babar à frente da televisão. Se a democracia é aceite como o menos mau de todos os sistemas, apenas o é para as culturas ocidentais que têm registos milenares pormenorizados da sua história.
Se queremos impingir as nossas conclusões políticas aos outros países, sobretudo aqueles cujas fronteiras foram delineadas por nós independentemente das diferentes culturas que aí habitavam ou da forma como habitavam, e ao mesmo tempo usufruir do filão com pancadinhas nas costas de ditadores, no mínimo temos que abdicar de exigir que sejam melhores que nós a aplicar a nossa eterna utopia.
Daniel, não é por nada não, mas sinto falta dos seus textos. Não sei se por falta de tempo, você parou de escrever e só está postando links ou vídeos. Assim fica dificil para os leitores compreenderem qual sua posição sobre determinado assunto. Quero que entenda que o que escrevo não é uma crítica, mas um feedback de um leitor que lhe estima muito. Grande abraço e avante sempre!
Qualquer que seja o resultado das eleições em Angola, temos de o aceitar.
Os atrasos na abertura de algumas secções de voto não devem pôr em causa eleições marcadas pela calma e civismo.
Tudo o resto é pura hipocrisia.
Os media deram mais importância às actividades do MPLA?
Na nossa WC (west coast) é diferente?
A eurodeputada italiana, bem que pode limpar as mãos à parede com o governo do seu país.
“Desastre” é ainda e também a propaganda à qual somos todos os dias sujeitos em Portugal, embora em dia de eleições tudo corra bem. Nada comparado às filas e às longas esperas aquando das votações após o 25 de Abril.
Vá lá, nem tudo é mau…..
Já agora, gostei de ouvir a sua opinião acerca da Festa do Avante que acabei de ouvir no Eixo do Mal.
O seu colega que veio substituir o Júdice baralhou um bocado as coisas com aquela dos colaboracionistas e com a afirmando que já lá tinha ido e que se sentia hoje envergonhado por o ter feito. Este “envergonhado” dava pano para mangas.
E veio-me à ideia esta ideia terrível: que raio de progenitor sou eu que deixei o meu moço ir à tal festa ouvir ópera e bandas várias?
O meu filho, um colaboracionista?!?
O castigo será implacável. Será um dos que terá aulas em contentores.
Para a próxima fica em casa a ver TV.
Ora, falta de saber, de pessoal qualificado, de experiência, que se sabe bem que não existe destas coisas por esses lados. Que só faltava mais esta de virem agora os delegados da Europa e o DO mais o Rafael Marques e o Kabasula da Unita, que da última vez não aceitou a derrota nas urnas, como o Benfica, e foi pra guerra, só faltava agora dizer que o MPLA, dito o governo De Angola, estaáva interessado na derrocada geral das eleições, rapaziada. E isto trai, quanto a mim, outra coisa, um grande despeito sentido pela Angola que explorámos 500 anos, sem ao menos darmos conta ao fim de um nico do quanto roubámos. Mas que ainda assim perdemos, mesmo. E ainda vá lá Moçambique, Timor, a Guiné e Cabo Verde, mas Angola é uma porra do carago.
E eu não recordo a indignação desse Miguel Lopes pelas patranhas do Bush na Florida. Ele há cada patusco. A lembrar aquele gordo que, sem mais se atirou no grupo do mal contra a Festa do Avante, porque isto e aquilo, mas vai ca famelga ao McDonalds, aos filmes da Mamma Mia, cantados por aquela menina, coitada, feiinha, dos ABBA, enquanto a menina linda, uma de Streep é que faz que canta, agora, além de outras coisas que o dito fulano frequenta da América, esquecendo, ó Daniel, o terror da tortura de Guantanamo, da invasão do Iraque e do Afganistão, com aquela força bruta desmesurada dos senhores da guerra, também os ladrões deste mundo, mais que toda a nossa violência contra os bancos e multibancos e carrinhas securitas em plena estrada. Que o homem queria botar faladura e espalhou-se ali logo, qual gordo nada selectivo de valores a sopesar com um mónimo de dignidade. E é pouco inteligente, o homem, pouco culto de visão curta, ainda, da História.
Claro que foram uma bagunçada onde os atropelos às leis da democracia (ocidental) foram mais que muitos.
Falta de cadernos eleitorais, votar onde lhes apetecesse, votação de um dia para o outro mostram simplesmente que o partido que está no poder desde sempre não cuidou da imagem que iria dar.
E não cuidou porque sabia que também ninguém lhe iria pedir contas.
O episódio da senhora italiana é significativo, alguém lhe segredou que o que ele tinha visto era uma miragem, estava em África onde são frequentes, e num repente passou a ver outra coisa.
De qualquer maneira, foi gira a festa, os resultados não vão sair muito do esperado, (nem todos são Sadam para obter votações de 102%) e qualquer dia há mais.
Infelizmente o mal disto tudo são as manipulações do presidente angulano, que permitindo a realização de eleições, continua a fazer as suas escolhas e a decidir como cada assunto deve ser feito.
“Overall, the 2006 Presidential Elections were held in respect of national laws and
international standards concerning electoral administration and the electronic
voting system. The high turnout, and peaceful atmosphere in which they were held,
together with the acceptance of results by all those involved, represent significant
progress as compared to the 2005 Parliamentary Elections. Furthermore, these are
powerful arguments in favour of continuing to advance the dialog with political
parties and civil society organisations to increase the level of trust for future election
processes.”
Por acaso não é comum em países do terceiro mundo o voto ser exercido através da apresentação do cartão de eleitor e da marcação com tinta indelével do dedo?
Foi assim em Timor 2007, Trinidad e Tobago 2007, Zimbabue 2007. Seria melhor não se terem realizado as eleições? Afinal em Timor e no Zimbabué ganhou a oposição.
Parece-me que esmagadora maioria dos países africanos são demasiado jovens para que os processos eleitorais decorram sem percalços.”
Talvez.mas nem porisso se lhes deve impdir o passo.
E ca para mim tambem existem muitos outros lugares que quanto a democracia ainda tem muito para andar e sao muito mais ricos e muito mais desenvolvidos.
Africa tem enormes problemas Angola tambem.
E preciso saber esperar e ter um bocado de esperança que isto das democracias nao anda facil em lado nenhum.
Dê uma vista de olhos Daniel. É o seu problema de retirar frases contexto e não esperar pelo desfecho. Depois faz estas figurinhas e fica mal na fotografia.
Yupii Boy, sei bem o que escrevi e quem acompanhou a coisa sabe de que estamos todos a falar. A questão é simples: uma coisa é haver muita confusão, outra é as eleições serem inválidas. Ainda assim, se a bagunça se transforma em prefeição numa questão de horas…
Presumo assim que não tenha seguido o link que lhe enviei. Na mesma declaração em que afirma não considerar inválidas as eleições, é também dito que o processo foi “transparente” e “em total liberdade”. Nós sabemos, e acredite que concordo consigo, que o processo teve muitos atropelos, a maioria dos quais bem antes das eleições em si mas devemos ter esperança que a mudança está em curso. Um passo em frente, mesmo que pequeno, é um passo em frente.
Maria, prezo em saber que leu o meu comentário até ao fim e não apenas o primeiro parágrafo, tendo inclusivamente chegado à conclusão de que partilha da minha opinião. Confirmado isto, chamo a atenção para a ressalva que fiz no fim, dar passos destes pode ser muito bom se relativizarmos e pensarmos em passarinhos que anunciam o futuro risonho que está mesmo aí ao virar do século XXII, ou pode não levar a lado absolutamente nenhum, e em nenhum dos casos é de agradecer atitudes totalitárias por parte de um governo, sendo indiferente o grau de dissimulação destas.
Vamos lá a ver se o Governo Angolano da próxima vez também lhes vai recusar os vistos…
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o JES e os seus camaradas fizeram o trabalhinho bem feito. Há que proteger o ganha-pão da família e dos amigos.
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Oi Daniel,
Bom para a eurodeputada italiana Luisa Morgantini e afins, é a Georgia estar a ferro e fogo, o Afagnestão não ter futuro, e o Iraque ser um barril de polvora.
Sabe o que acho?? Prefiro eleições em Angola com todas as falhas possivel, mas a crescer 30% ao ano, do que ve-la mergolhada numa guerra civil sem quartel.
Mas o MPLA…pois, aos mais pequenos dos nosso burgo que…
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Daniel,
Não me recordo de o ver tão indignado com as patranhas de Chavez nas 20 eleições que organizou na Venezuela nos ultimos 10 anos…!!!
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De facto, e apesar de ter obrigação de saber o que penso de Chavez, não houve 18 anos de intervalo entre eleições.
[Responder]
Daniel Oliveira,
achas que é mais uma golpada do MPLA? Por acaso, foi o MPLA que, prevendo este tipo de problemas, defendeu que o acto eleitoral devia ser realizado em dois dias. Todos os outros partidos estiveram contra e exigiram que a votação fosse num só dia.
Vá lá, não sejas tão intolerante com a desorganização, preguiça e incompetência daquela gente… A não ser que queiras começar mais uma cruzada: a da fraude. Pelo menos o líder da UNITA já a enunciou de forma sibilina. Também foi assim em 92 e deu no que deu…
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Caro Daniel,
É certo que não houve intervalos, a estratégia tem sido precisamente a oposta, Banhos de Legitimidade através consecutivas eleições…
A formula é – Legalidade Mata Legitimidade
Mas convenhamos que em Angola, não se poderia esperar muito mais do processo eleitoral, afinal, o voto é a aquisição mais recente do Povo.
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De facto, já não estou a perceber o seu problema, Daniel Oliveira. Parecia-me que a sua preocupação era genuína com o estado calamitoso de Angola no que toca a determinados direitos. Mas com este tipo de post só posso pensar o contrário já que o que vejo é uma parcialidade que não consigo traduzir. Para além dessas declarações reportarem unicamente a algumas horas do período da manhã (e terem a ver com condições logísticas, o que é compreensível num país sem qualquer experiência democrática e em processos eleitorais – que ainda acontecem hoje em dia em Portugal!); para além de a maioria dos outros observadores ter sublinhado imediatamente o exagero das declarações da eurodeputada italiana, inclusive o único observador português presente; a própria Luisa Morgantini rectificou o que tinha dito anteriormente. Deixo um excerto da notícia do Esquerda.net:
“Passadas algumas horas, a normalidade foi sendo restabelecida nessas assembleias, levando a própria eurodeputada a dizer que “os dados que temos de todo o país são positivos pela participação e ausência de incidentes nas mesas e assembleias de voto” e a explicar que classificou de “desastre” o local que visitou e não todo o processo eleitoral, o primeiro em 16 anos.”
De qualquer forma, parece que se esqueceu de sublinhar que as eleições em Luanda, onde se verificaram estes problemas, serão prolongadas durante o dia de amanhã. Não percebo, muito sinceramente, porque esta atitude relativamente a tudo o que acontece em Angola.
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“Não me recordo de o ver tão indignado com as patranhas de Chavez nas 20 eleições que organizou na Venezuela nos ultimos 10 anos…!!!”
Quais patranhas?
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Miguel Lopes
“Quais patranhas?”
São muitas e estão bem documentadas nos vários relatórios dos observadores eleitorais (vide ultime relatório da UE).
Mas apenas como amostra, posso dizer que o ultimo Presidente do CNE foi nomeado Vice Presidente da Republica!! e esta heim?!
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Parece que alguns desejam ardentemente que o processo eleitoral não chegue a bom termo. Claro que há irregularidades, o que se espera de um país sem experiência democrática / eleitoral e com elevadíssimos índices de analfabetismo?
O que importa saber é se existiu fraude eleitoral, além das irregularidades, e o desejável é que não tenha existido, ie, que independentemente do vencedor (que será muito provavelmente o MPLA) a realização de eleições se torne uma prática regular em Angola.
Só assim o poder se sentirá forçado a democratizar-se, a prestar contas e a aplicar o notável crescimento do PIB na melhoria das condições de vida dos angolanos.
[Responder]
Até parece que a realidade angolana era desconhecida mas estavam esperando o quê?
s USA e a Europa não são Angola.
De facto as eleições são ‘iventos ‘ da UE e afins a realidade de Angola não suporta ‘ luxos democratas’ . Como dizia P. Correia (o tal fossil)
[Responder]
Para que conste: a italiana que afirmou isso, veio agora esclarecer que se referia apenas a uma mesa de voto… em Luanda!
Para que não saiba, Angola não é só Luanda e é a cidade angolana onde há mais secções de voto.
Para quem é falho de memória, lembro que as situações relatadas têm mitas semelhanças com o que ocorre, com frequência, em Portugal.às vezes, querer esta de bem com Deus e o Diabo, leva a análises precipitadas…
Declaração de interesses: tenho por José Eduardo dos Santos, a mesma admiração que nutro por Sarah Palin ou John Mc Cain ( nenhuma); não estou a escrever este comentário na Festa do Avante!, nem num comício do MPLA. Tenho este grave defeito: odeio o politicamente correcto, não tenho que defender as posições de nenhum órgão de comunicação social que me sustente e penso pela minha cabeça.
[Responder]
Os idiotas que, nestes comentários, vêm a defender José Eduardo dos Santos e o seu regime, invocando o estafado pretexto de que há regimes piores em outros lugares do planeta, deviam ser obrigados a beber do veneno que destilam.
Isto é, deviam ter de ir viver para o paraíso que exaltam e sofrer o que sofrem 99% dos angolanos, que não têm possibilidade de roubar à tripa forra e viver à grande e à francesa do produto do roubo, como a família do Santos.
[Responder]
Parece-me que esmagadora maioria dos países africanos são demasiado jovens para que os processos eleitorais decorram sem percalços.
Convém lembrar que ao contrário da maioria dos países europeus, começam a experimentar a democracia no auge da era das comunicações, na era dos observadores quase paternalistas do ocidente, que por muitas irregularidades que apontem não se livram do sabor a ambientalista português tratado como um pateta vegetariano, impotentes perante os interesses económicos dos próprios países que cinicamente apelam ao respeito pelas regras democráticas elementares, desde que vença quem lhes convier.
A velocidade a que implementam regras que na Europa demorámos séculos a enraizar não é compatível com o que se lhes exige em troca: que sejam transparentes na forma como cumprem a sua parte no mecanismo económico que mantém a sociedade ocidental a consumir, a procriar e a babar à frente da televisão. Se a democracia é aceite como o menos mau de todos os sistemas, apenas o é para as culturas ocidentais que têm registos milenares pormenorizados da sua história.
Se queremos impingir as nossas conclusões políticas aos outros países, sobretudo aqueles cujas fronteiras foram delineadas por nós independentemente das diferentes culturas que aí habitavam ou da forma como habitavam, e ao mesmo tempo usufruir do filão com pancadinhas nas costas de ditadores, no mínimo temos que abdicar de exigir que sejam melhores que nós a aplicar a nossa eterna utopia.
Não digo que a nojo não tenha razão de ser..
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Daniel, não é por nada não, mas sinto falta dos seus textos. Não sei se por falta de tempo, você parou de escrever e só está postando links ou vídeos. Assim fica dificil para os leitores compreenderem qual sua posição sobre determinado assunto. Quero que entenda que o que escrevo não é uma crítica, mas um feedback de um leitor que lhe estima muito. Grande abraço e avante sempre!
[Responder]
Qualquer que seja o resultado das eleições em Angola, temos de o aceitar.
Os atrasos na abertura de algumas secções de voto não devem pôr em causa eleições marcadas pela calma e civismo.
Tudo o resto é pura hipocrisia.
Os media deram mais importância às actividades do MPLA?
Na nossa WC (west coast) é diferente?
[Responder]
A eurodeputada italiana, bem que pode limpar as mãos à parede com o governo do seu país.
“Desastre” é ainda e também a propaganda à qual somos todos os dias sujeitos em Portugal, embora em dia de eleições tudo corra bem. Nada comparado às filas e às longas esperas aquando das votações após o 25 de Abril.
Vá lá, nem tudo é mau…..
[Responder]
Já agora, gostei de ouvir a sua opinião acerca da Festa do Avante que acabei de ouvir no Eixo do Mal.
O seu colega que veio substituir o Júdice baralhou um bocado as coisas com aquela dos colaboracionistas e com a afirmando que já lá tinha ido e que se sentia hoje envergonhado por o ter feito. Este “envergonhado” dava pano para mangas.
E veio-me à ideia esta ideia terrível: que raio de progenitor sou eu que deixei o meu moço ir à tal festa ouvir ópera e bandas várias?
O meu filho, um colaboracionista?!?
O castigo será implacável. Será um dos que terá aulas em contentores.
Para a próxima fica em casa a ver TV.
[Responder]
Ora, falta de saber, de pessoal qualificado, de experiência, que se sabe bem que não existe destas coisas por esses lados. Que só faltava mais esta de virem agora os delegados da Europa e o DO mais o Rafael Marques e o Kabasula da Unita, que da última vez não aceitou a derrota nas urnas, como o Benfica, e foi pra guerra, só faltava agora dizer que o MPLA, dito o governo De Angola, estaáva interessado na derrocada geral das eleições, rapaziada. E isto trai, quanto a mim, outra coisa, um grande despeito sentido pela Angola que explorámos 500 anos, sem ao menos darmos conta ao fim de um nico do quanto roubámos. Mas que ainda assim perdemos, mesmo. E ainda vá lá Moçambique, Timor, a Guiné e Cabo Verde, mas Angola é uma porra do carago.
[Responder]
E eu não recordo a indignação desse Miguel Lopes pelas patranhas do Bush na Florida. Ele há cada patusco. A lembrar aquele gordo que, sem mais se atirou no grupo do mal contra a Festa do Avante, porque isto e aquilo, mas vai ca famelga ao McDonalds, aos filmes da Mamma Mia, cantados por aquela menina, coitada, feiinha, dos ABBA, enquanto a menina linda, uma de Streep é que faz que canta, agora, além de outras coisas que o dito fulano frequenta da América, esquecendo, ó Daniel, o terror da tortura de Guantanamo, da invasão do Iraque e do Afganistão, com aquela força bruta desmesurada dos senhores da guerra, também os ladrões deste mundo, mais que toda a nossa violência contra os bancos e multibancos e carrinhas securitas em plena estrada. Que o homem queria botar faladura e espalhou-se ali logo, qual gordo nada selectivo de valores a sopesar com um mónimo de dignidade. E é pouco inteligente, o homem, pouco culto de visão curta, ainda, da História.
[Responder]
Gostei das eleições em Angola.
Claro que foram uma bagunçada onde os atropelos às leis da democracia (ocidental) foram mais que muitos.
Falta de cadernos eleitorais, votar onde lhes apetecesse, votação de um dia para o outro mostram simplesmente que o partido que está no poder desde sempre não cuidou da imagem que iria dar.
E não cuidou porque sabia que também ninguém lhe iria pedir contas.
O episódio da senhora italiana é significativo, alguém lhe segredou que o que ele tinha visto era uma miragem, estava em África onde são frequentes, e num repente passou a ver outra coisa.
De qualquer maneira, foi gira a festa, os resultados não vão sair muito do esperado, (nem todos são Sadam para obter votações de 102%) e qualquer dia há mais.
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Infelizmente o mal disto tudo são as manipulações do presidente angulano, que permitindo a realização de eleições, continua a fazer as suas escolhas e a decidir como cada assunto deve ser feito.
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“São muitas e estão bem documentadas nos vários relatórios dos observadores eleitorais (vide ultime relatório da UE).”
Pedia-lhe que me desse essas referências sff.
Se menciona o relatório dos observadores da UE para as presidenciais de 2006, eu faço o favor de transcrever o primeiro ponto da avaliação sumária:
“Overall, the 2006 Presidential Elections were held in respect of national laws and
international standards concerning electoral administration and the electronic
voting system. The high turnout, and peaceful atmosphere in which they were held,
together with the acceptance of results by all those involved, represent significant
progress as compared to the 2005 Parliamentary Elections. Furthermore, these are
powerful arguments in favour of continuing to advance the dialog with political
parties and civil society organisations to increase the level of trust for future election
processes.”
Cumprimentos
[Responder]
Por acaso não é comum em países do terceiro mundo o voto ser exercido através da apresentação do cartão de eleitor e da marcação com tinta indelével do dedo?
Foi assim em Timor 2007, Trinidad e Tobago 2007, Zimbabue 2007. Seria melhor não se terem realizado as eleições? Afinal em Timor e no Zimbabué ganhou a oposição.
[Responder]
“15 Zé
6 Set 2008 às 19:30
Parece-me que esmagadora maioria dos países africanos são demasiado jovens para que os processos eleitorais decorram sem percalços.”
Talvez.mas nem porisso se lhes deve impdir o passo.
E ca para mim tambem existem muitos outros lugares que quanto a democracia ainda tem muito para andar e sao muito mais ricos e muito mais desenvolvidos.
Africa tem enormes problemas Angola tambem.
E preciso saber esperar e ter um bocado de esperança que isto das democracias nao anda facil em lado nenhum.
[Responder]
Dê uma vista de olhos Daniel. É o seu problema de retirar frases contexto e não esperar pelo desfecho. Depois faz estas figurinhas e fica mal na fotografia.
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=330340
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Yupii Boy, sei bem o que escrevi e quem acompanhou a coisa sabe de que estamos todos a falar. A questão é simples: uma coisa é haver muita confusão, outra é as eleições serem inválidas. Ainda assim, se a bagunça se transforma em prefeição numa questão de horas…
[Responder]
Presumo assim que não tenha seguido o link que lhe enviei. Na mesma declaração em que afirma não considerar inválidas as eleições, é também dito que o processo foi “transparente” e “em total liberdade”. Nós sabemos, e acredite que concordo consigo, que o processo teve muitos atropelos, a maioria dos quais bem antes das eleições em si mas devemos ter esperança que a mudança está em curso. Um passo em frente, mesmo que pequeno, é um passo em frente.
[Responder]
Maria, prezo em saber que leu o meu comentário até ao fim e não apenas o primeiro parágrafo, tendo inclusivamente chegado à conclusão de que partilha da minha opinião. Confirmado isto, chamo a atenção para a ressalva que fiz no fim, dar passos destes pode ser muito bom se relativizarmos e pensarmos em passarinhos que anunciam o futuro risonho que está mesmo aí ao virar do século XXII, ou pode não levar a lado absolutamente nenhum, e em nenhum dos casos é de agradecer atitudes totalitárias por parte de um governo, sendo indiferente o grau de dissimulação destas.
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