A alegria sádica com que tanta gente recebeu a morte de um dos assaltantes do BES (que é testemunhada pelo Blasfémias), a excitação com que se assistiu ao tiro certeiro, o sentimento de justiça feita por saber que morreu um criminoso sem perda de tempo, a satisfação geral com o desfecho desta história nada têm a ver com o facto dos reféns terem sido salvos. Não se assistiu a tamanha festa nos restantes casos, em que todos, sequestrados e sequestradores, sairam são e salvos e os sequestradores foram julgados. O Estado de Direito é, em Portugal como na maioria dos países do Mundo, compreendido e apoiado por uma minoria. Estamos sempre a um passo da barbárie. A um passo. Bastará um político populista, com o devido apoio da comunicação social tablóide, para que a arbitrariedade do poder passe a ser a lei.
A verdade é que entre os perigos inerentes a uma sociedade aberta, com as devidas garantias para os cidadãos, que inevitavelmente diminuem os poderes repressivos do Estado, pondo-o em desvantagem em relação ao crime, e um poder de Estado sem regras nem limites, a maioria das pessoas tende a escolher o segundo. Mas como escrevia Benjamin Franklin, quem está disposto a abdicar da essencial liberdade em troca de uma segurança temporária, não merece nem liberdade nem segurança. Até porque é uma ilusão. Nada é mais inseguro do que o poder absoluto do Estado. Como tão bem nos ensina a história da Europa no século XX. A arbitrariedade do crime combate-se com a lei do Estado. A arbitrariedade do Estado combate-se com o quê?
Este é o debate sobre a reacção das pessoas, não tanto sobre o que realmente aconteceu. Mas li hoje no “Público” uma afirmação preocupante: diz o coordenador da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da PJ, Luís Neves, que o facto de um dos assaltantes ter ficado gravemente ferido e outro ter sido abatido pela polícia “pode, no mundo do crime violento, ter um efeito dissuasor”. Até pode. Assim como esta afirmação, vinda de uma pessoa com responsabilidades, pode ser lida como um encorajamento à justiça feita por polícias. Ou seja: como um incitamento ao crime.
89 comentários 9 Ago 08 em Sem categoria89 respostas ao post “A festa”
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Não acho que estamos a um passo da barbárie, o que aconteceu foi uma situação anormal digna da barbárie, armas apontadas á cabeça era algo que já não se via há muito tempo e logo aqui em Portugal e perante isso houve uma intervenção estudada, profissional e competente que é digna de países desenvolvidos e houve agrado dos povo que no seu dia a dia quer trabalhar e viver bem sem ser incomodado nem incomodar terceiros. O desgraçado que foi abatido pagou, no tribunal público(não ponho em causa a intervenção policial e creio que terá sido a melhor dentro do possivel) pelos carjacking por todo os país, pela Madie, por todo o clima de insegurança que se gerou nos últimos tempos. O ministro do MAI, Rui Pereira não tem estaleca para o cargo, mas aqui em Portugal continuam a criar os ministérios para as pessoas e não o contrário, prova disso é estarem sempre a mudar os nomes ás coisas.
Populistas já temos muitos, começando com o Louçã e acabando no Paulinho das feiras, agora eu
entendo o medo de um populista que venha mudar statu quo.
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Eu gostava de ver o BE no poder. Não é o BE um partido de alguns extremos? Não será verdade que os extremos tocam-se? Não têm os senhores potencial para “salazares” do politicamente correcto? Tem o Estado de Direito condições para resistir às pressões da turba se não andar direito? Com a educação que temos, em que tudo vale menos ser exigente, com esta democracia de não exigir, desde que alguns continuem a receber bem pelo que dizem ou pelo que escrevem, independentemente dos resultados, com este regime de direitos adquiridos, onde ficam os direitos dos que se levantam para trabalhar às cinco da manhã e vão com medo de serem assaltados pelo caminho?
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Desculpe que lhe diga, Daniel, mas este post é uma besteira.
Não vá por aí.
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Caro Daniel,
Não me pareça que issto seja bem assim. As pessoas estão satisfeitas claro com o salvamento dos reféns.
Agora quando será que você aprende que as pessoas estão fartas de ver esta corja sair impune? As pessoas estão fartas! Fartas!
E acredite, se um dos reféns fosse o Jardim Gonçales e o assalto fosse no BCP acredite que as pessoas iam fazer uma festa das grandes, eu próprio estaria lá.
Esta corja de bandidos, de arma em punho, ou de notas em punho é toda e igual e não pode ter os mesmos direitos que as pessoas que lutam para apenas sobreviver merece ver justiça feita. Essa gente não merece estar aqui. Não se façam de policitamente correctos porque vocês pensam o mesmo, porque não há outra maneira de pensar! Isto é simples e lógico, não merecem cá estar!
Todos nós, uns mais e outros menos, lá no seu intimo quer ver esta gente longe longe longe!
Não me venham com moralismos falsos só para perceber bem. O que voces querem todos sei eu e é o mesmo que quem fica feliz por ter sido eliminado um pobre coitado que estava cá por sorte (sorte no mundo dos vivos entenda-se).
Ainda por cima são burros, vêm para cá, Portugal, um país cada vez pior para ganharem dinheiro. Um criminoso inteligente tinha assaltado outra coisa. Aqueles grandes assaltos históricos e inteligentes sim, esses dá pena ver os tipos serem apanhados agora estes burrinhos brasileiros? Oh pa não interessam a ninguem e vocês todos sabem isso!
Vão enganar outro!
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Caro Senhor,
Vejo, de quando em vez, o “Eixo do Mal”.
Perdoar-me-à a sinceridade mas não aprecio, nunca apreciei e acho que com a velhice há-de piorar, a forma de pensar o mundo de pessoas como V.Exca! V.Exca está sempre contra tudo e todos; tudo poderia ser sempre melhor; nada está bem, enfim, V.Exca invectiva todas as situações que se lhe deparam.
É o mal das pessoas de esquerda.
Creio-o anarquista.
Não leve a mal a frontalidade.
Os meus cumprimentos.
Vico D´Aubignac
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Sr. DO:
Não tenho mais nada a dizer sobre o caso BES Amoreiras, que julgo já estar exaustivamente tratado.
Mas tenho que dizer que considero uma blasfémia, que O Blasfémias tenha coleccionado mais comentários sobre o assunto que O Arrastão. Como admirador do seu blogue, queria contribuir com este comentário para consigamos atingir o número mítico de 500 comentários e remeter O Blasfémias com os seus 350 comentários para o seu lugar…
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A tese o efeito dissuasor tem muito que se lhe diga. Como toda a gente sabe, em países com o Brasil ou os EUA, a criminalidade violenta foi por estes efeitos reduzida a nada, enfim, quase nada.
O que de resto explica a migração de criminosos brasileiros para Portugal. Os americanos vêm já a seguir.
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…“pode, no mundo do crime violento, ter um efeito dissuasor”. Até pode. Assim como esta afirmação, vinda de uma pessoa com responsabilidades, pode ser lida como um encorajamento à justiça feita por polícias. Ou seja: como um incitamento ao crime.
*
Há outro perigo: É a escalada da violência. Da próxima vez podem ser também os reféns a morrer. Porque se os assaltantes sabem que o desfecho vai ser necessariamente violento (porque essa é a táctica da polícia) não hesitarão em matar também. Todas estas questões devem ser ponderadas.
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Era fatal como o destino.
Demorou um bocadinho, coisa pra ai de dez minutos, mas a esquerda corporizada por Daniel Oliveira & Outros tinha que forçosamente vir criticar a acção da polícia em conter de uma maneira drástica as ameaças feitas pelos assaltantes do BES às indefesas e inocentes vitimas que tinham o azar de estar apenas entre eles e o dinheiro alheio.
Primeiro foi preciso deixar cair o facto de serem brasileiros (não se pode dizer a nacionalidade, é pecado) depois deixaram de ser jovens( um fulano com uma arma apontada à cabeça de outro não é lá muito jovem) e finalmente surge na glória esquerdista a violência policial.
Benjamin Franklin, coitadito, se por cá andasse havia de se interrogar qual a razão porque um adepto de Marx, Stalin e Lenin o cita e por certo lhe daria o conselho de citar outro Benjamin, neste caso Disraeli quando disse:
“Justice is truth in action”
Não é muito relevante, mas um dos assaltantes, um pobre escorraçado da sociedade capitalistas que como ilegal trabalhava na construção civil tinha em sua casa dez mil euros.
Ambos estavam armados e preparados com panos negros e algemas para a sua posterior actuação.
Peço desculpa às famílias, mas tarde ou cedo iriam matar um inocente.
Foi melhor, muito melhor assim.
Salvou-me, talvez, a minha vida e, sei lá, a de Daniel Oliveira.
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Muito bem Daniel. Gosto muito de te ler. Obrigado.
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Não acredito que o abate de um dos assaltantes tenha efeitos dissuasores do mundo do crime violento. Não tem é de certeza no mundo dos indivíduos desesperados e frustrados com a vida. Como parece ter sido o caso em análise.
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Mesmo que tenha efeitos dissuasores do mundo do crime violento, eles serão seguramente de apenas alguns meses. A não ser que tenhamos um abate trimestral. E nem assim. É que a partir de certa altura, ninguém se iluda, entravamos numa guerra verdadeira. Se calhar há quem prefira!!
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“Assim como esta afirmação, vinda de uma pessoa com responsabilidades, pode ser lida como um encorajamento à justiça feita por polícias. Ou seja: como um incitamento ao crime.”
Acontece que a atitude da polícia não é crime. Nem sequer é ilícita porque houve uma causa de exclusão da ilicitude (a legítima defesa).
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Caro Daniel
Vejo razão em grande parte daquilo que disse, realmente acho incontornável o facto de vivermos num estado de Direito e que certas normas respeitantes ao comportamento das forças policiais perante os direitos de um qualquer ser humano,cidadão ou não,cometa crimes ou não, devem ser cumpridas, mesmo que isso indigne uma parte da população (não é da minha opinião que sejam uma maioria), que considera que a desvantagem comportada pelo facto de as forças policias serem obrigadas a comportar-se de acordo com determinada conduta é inaceitável, quando do outro lado temos criminosos, cuja unica agenda é lucrar o mais que possível com o crime,custe o que custar, doa a quem doer – não me revolta saber que há gente que pensa assim, principalmente porque é facil compreender que um cidadão honesto queira ser protegido a todo o custo em detrimento de um outro, criminoso, que deve ser punido sem dó nem piedade por o que fez, simplesmente não é essa a minha visão, como não é a sua.
Permita-me no entanto discordar do parágrafo final do seu post que me parece uma crítica desnecessária e plena de demagogia – a polícia tem dado á população mostras de ser,acima de tudo, profissional, e não é por um (nem mil) responsáveis ou “irresponsáveis”, proferirem afirmações desse tipo que a polícia deixará de se comportar de acordo com a sua formação – se fossem assim tão voláteis duvido que tivessemos uma polícia que alguma vez fosse digna de elogios.
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A arbitrariedade do crime combate-se com a lei do Estado. A arbitrariedade do Estado combate-se com o quê?
Com o voto nas eleições.
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Excelente texto. Parabéns pela grande lucidez. Apesar de tudo, acho que este caso tal como o do da Quinta da Fonte é trazido pela Comunicação Social como se fossem telenovelas. Até haver um novo episódio, ficaremos entretidos com este.
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Aléluia , concordo plenamente!
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Nem mais, Daniel.
Conseguiste resumir de forma clara o que tanta gente não consegue enxergar. Talvez por terem vistas curtas…
O que me assusta é que haja tanta gente assim, especialmente em lugares de poder e, por consequência, com todos os instrumentos à mão para lavar cabecinhas…
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Se se fizesse uma sondagem da opinião pública a grandessíssima maioria estaria de acordo com a actuação da polícia e, nomeadamente, com a “execução” dos sequestradores.
Essa mesma grandessíssima maioria, no entanto, se a pergunta fosse se estava de acordo com a morte de touros em arena, estaria contra.
Sobre este tema não direi mais nada. Acho que batemos no fundo…
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Choremos um pouquinho por esses pobres desgraçado que só quiseram roubar os outros e matar dois inocentes. Merecem toda a nossa misericórdia.
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“pode, no mundo do crime violento, ter um efeito dissuasor”.
Não é verdade. O Brasil continua violento, os EUA igualmente.
Nas ditaduras tipo China ou Coreia do Norte, talvez.
Assaltar o BCP? E o BCP não foi assaltado por dentro sem pistolas!
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“um adepto de Marx, Stalin e Lenin”
Fado, além de não saber ler os posts, coisa que lhe é habitual, faz esta afirmação sabendo que não sou adepto de nenhum dos três. E esta é a razão porque não perco grande tempo a debater consigo. Não vale a pena. Debate-se com quem quer debater.
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“Acontece que a atitude da polícia não é crime. Nem sequer é ilícita porque houve uma causa de exclusão da ilicitude (a legítima defesa).”
É evidente. Mas assim não seria se a morte tivesse como objectivo a dissuasão do crime a ser comentido por outros. A isso chamar-se-ia homicídio, fosse quem fosse o seu responsável.
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Apenas um ” apoiado!” ao comentário acima do Justicialista quanto à forma telenovesca como este triste episódio de polícias e ladrões foi noticiado (e comentado à exaustão)por tantos órgãos de comunicação social. Tudo agora é espectáculo neste país… ou não tem direito a tempo de antena!
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-Não me congratulei com a morte de ninguém, tenho defendido a actuação policial, e vi-me obrigado a escrever sobre xenofobia, porque ao que parece, muitos descobriram que os brasileiros deveriam ser mortos a tiro. Lembrei ontem, que também não há muitos anos, partiu de Portugal um verme, que cometeu os crimes de Fortaleza. Para mim um criminoso é um criminoso, o seu lugar é atrás das grades, mas entre a vida dum criminoso, e de outra pessoa, não hesito. Contudo preferia tê-los visto presos. Mas PRESOS, não era presentes a um juiz de instrução, e mandados para casa com um T.I.R., julgados, daqui a uns 2 anos, apanhando 3 a 5 anos, convertidos em liberdade condicional e expulsão. Se fossem portugueses cumpririam uns 2 anos efectivos, ao fim de 1 já vinham fins de semana a casa, e sairiam em liberdade condicional passado pouco tempo. É também com isso que as pessoas se revoltam, a brandura das penas, agravada pelo actual CPP.
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«O Estado de Direito é, em Portugal como na maioria dos países do Mundo, compreendido e apoiado por uma minoria. Estamos sempre a um passo da barbárie. A um passo. Bastará um político populista, com o devido apoio da comunicação social tablóide, para que a arbitrariedade do poder passe a ser a lei.»
Apenas para dizer que este parágrafo é o que de mais importante e inteligente se escreveu sobre o assalto ao BES. Já critiquei aqui o Daniel muitas vezes, mas desta vez curvo-me perante estas palavras. Um abraço.
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Com certeza, Daniel, e não concerteza, que é palavra que não existe.
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Por vontade do zé-tuguinha introduzia-se já a execução simplex, feita na hora, à boa maneira do farueste. E um polícia em cada cabeça, e uma guilhotina em cada esquadra. Esta manada de linchadores em potência trocaria de bom grado a pouca liberdade que lhe resta pelas grades de um campo de concentração onde se sentisse segura. O seu ideal era um regime governado por um Grande Irmão benevolente e paternalista, que os tratassem como crianças que são. Liberdade é um conceito que desconhecem, pois nem sabem como funciona, e como não sabem como funcionam têm medo que lhes morda. E da justiça a única noção que têm é a aquela, muito popular no Brasil, de “bandido bom é bandido morto”.
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Ou, por outras palavras, parabéns DO pelo excelente post.
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22 Daniel Oliveira
9 Ago 2008 às 19:01
Muito obrigado.
Queira desculpar, eu julgava que o senhor como fiel adepto do Bloco de Esquerda, era como eles (supostamente) são marxista em evolução para o socialismo democrático.
Eu sou de direita, mas o senhor afinal é o quê?
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Tal como disse o Nalvic, e não generalizando, há razão naquilo que disse. É coisa que também me preocupa francamente. Em resposta a alguns que para aqui chamaram o conceito de “politicamente correcto” gostaria de dizer que a noção de “politicamente correcto” é, mais do que ambígua, flutuante. O que é politicamente correcto hoje pode o não ser amanhã, o que é politicamente correcto na minha zona pode não ser noutra qualquer, ou noutro grupo qualquer. Para uns o “politicamente correcto” é dizer que deveriam ter sido mortos, outros que deveriam ter escapado ilesos. Por isso é que não gosto sequer da expressão.
Já o mais elementar humanismo diz-nos que morte é morte e a morte não se deseja a ninguém. Ler um pouco sobre o papel e objectivos da Justiça Portuguesa (e da justiça moderna) também ajuda.
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“um adepto de Marx, Stalin e Lenin”
Fado, além de não saber ler os posts, coisa que lhe é habitual, faz esta afirmação sabendo que não sou adepto de nenhum dos três
O Daniel Oliveira não é marxista? Esta é a todos os títulos fantástica!
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Bom post. Também tenho muitas dúvidas sobre o efeito dissuasor. Quando um indivíduo parte para uma situação deste tipo não tem nada a perder, pouco lhe importa sair dela vivo ou morto. A lógica de actuação nada tem a ver com o que se espera de uma outra pessoa qualquer.
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No segndo parágrafo de “A Festa” fala de “um poder do Estado sem limites” e com razão. No entanto eu posso considerar, também, que o senhor exerceu um poder sem limites censurando
banindo um comentário que fiz a seu respeito que eu aceito tê-lo incomodado e provocado.
O senhor em vez de “ter utilizado o lápis azul” devia ter a ousadia de validar o comentário.
Desconfio que tambem este “vai no batalha!”.
Passe bem e assumo que nao gosto de si assim como não gosto de imensa gente como o Daniel de Oliveira.
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Li isto e gostei. Muito.
http://geracaode60.blogspot.com/2008/08/ficcionalizao-da-morte-em-directo.html
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os dois homens compraram duas armas, com essas armas entraram num banco, com essas armas ameaçaram matar. a polícia está aí para proteger os inocentes, as vitimas de violência.
que queremos nós? que tenham armas e não as usem?
que se submetam a quem anda armado e ameaça pessoas inocentes?
quem anda armado e faz uso da arma para intimidar e ameaçar tem que saber que existe quem possa também fazer uso de armas em contra eles.
que existe quem proteja quem não se pode defender.
o que cabe agora ao estado é saber se o uso foi adequado.
acredite daniel, tivesse sido você a lá estar e estaria agora a agradecer. acredite que é verdade
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DN diz que carro foi isco para atrair assaltantes .
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Ó Daniel, deixe-se de conversas. Isto não é estado de direito; é estado da direita
Manuel Monteiro
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esta situaçao dá uma reflexao profunda…
parece que as coisas só funcionam para os crimes de “colarinho sujo”… ou onde não há influencias…
abraço, daniel
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“Bastará um político populista, com o devido apoio da comunicação social tablóide, para que a arbitrariedade do poder passe a ser a lei.”
Eu próprio estou farto de dizer isto, concordo portanto.
Mas as pessoas como você que, por razões ideológicas infantis, põem sistematicamente em causa a repressão dos criminosos contribuem para a sensação generalizada de insegurança.
É nesse terreno da insegurança que nascem e se apoiam os demagogos e as ditaduras.
A história repete-se mas há quem nunca aprenda. Depois há-de haver alguém que ande dezenas de anos a sacrificar-se para reconquistar a liberdade.
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Daniel
O seu post passa ao lado do essencial: que outra acção poderia (deveria) ter a polícia se não a neutralização (atirar para matar) do assaltante que tem uma arma de fogo apontada à cabeça do refém?
Imagine que a polícia não disparava na primeira oportunidade e que o assaltante acabava por matar o refém… Aí sim, haveria uma razão para questionar a (ausência de) acção da polícia.
Neste caso, felizmente, a polícia agiu bem – e as pessoas aplaudem.
Tudo o resto é acessório: pode ser discutido, se importante, mas não agora.
Ps. Eu também gosto do debate político, mas há momentos em que mais vale estarmos calados.
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O que o tuga do mais culto ao mais inculto, sabe fazer, é cagar postas de pescada. Dar a pseudo “opinião” como uma verdade absoluta. Eu não vou emitir “opinião” apenas factos.
1º O BES encontravam-se 2 assaltantes.
2º Mantiveram 3 reféns (podia ser mais).
3º Tiveram 8 horas de libertar os reféns.
4º Vêem para o exterior e apontam a arma à cabeça de um refém.
Meus amigos… queria ver-vos no lugar do refém.
Quanto a perda de uma vida humana, lamento. RIP.
Traçou o seu destino.
Quanto as vitimas (tb o em estado grave) já que o DO, não se lembra delas, as rápidas melhoras.
Também uma palavra ao “Sniper” vulgo Tuga “atirador” (americanices…) ter que lidar com uma morte nas mãos(dedo) é algo para mim perturbador, serve de consolação(do mal o menor) o facto de ter salvo duas vidas, quiça três com a sua falta de pontaria que por aqui uns verborreiam.
O resto é palha.
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Ó Daniel o que é ao certo afinal, anarquista? Satanista (tem cara disso)? Já disse que também não é trotskista. Diga lá excelência!
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Embora não esteja certo de que “o Estado de Direito é, em Portugal como na maioria dos países do Mundo, compreendido e apoiado por uma minoria”, nem do contrário disso, e não o acompanhe na interpretação que faz das palavras do coordenador da DCCB (mas, se as interpretasse como o Daniel interpreta, tiraria a conclusão que tira), considero o seu post um texto notável.
Embora já outro comentador o tenha feito (parcialmente), não quero deixar de destacar o seguinte: “Estamos sempre a um passo da barbárie. A um passo. Bastará um político populista, com o devido apoio da comunicação social tablóide, para que a arbitrariedade do poder passe a ser a lei.” [não sei pôr isto a negrito...]
Nem mais.
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A parada subiu para próximas situações que envolvam risco de vida para reféns. Os próximos sequestradores dificilmente confiarão na polícia e poderão, por isso, negociar mais violentamente. A confirmar-se que os tiros foram opção e não obrigatoriamente necessários, a polícia errou por não continuar a tentar a via pacífica.
Os esquadrões da morte, no Brasil, contribuem para a redução da criminalidade ou para o aumento da violência?
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Não há motivo para festa,tudo era melhor se nada tivesse acontecido.A policia não podia ter feito outra coisa,tinha que zelar pela vida dos sequestrados,infelizmente há a lamenter a perda de uma vida humana e esperemos que o outro assaltante sobreviva.Quanto ás noticias é o habitual,temos que ter cuidado quando as lemos porque a comunicação social gosta de as contar como lhe convem.Nas noticias das televisões eu já vi repetir tantas vezes as imagens do que aconteceu quando foram feitos os disparos que me parece um aproveitamento para captar as audiencias,mas quanto ao que me diz respeito quando vejo que vão voltar ao mesmo mudo logo de canal.Quanto á noticia que diz ter lido no Público se for verdade o referido senhor devia ter pensado melhor antes de abrir a boca.A mim também me magoa qualquer manifestação de satisfação com o desfecho da situação melhor seria que se tivessem rendido e que não fosse necessário a policia ter tomado a decisão que não podia deixar de tomar.Parece-me tambem um caminho perigoso e até injusto imputar aos imigrantes todos os actos criminosos,muitos deles tambem são feitos por portugueses.
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Eu não gosto e nunca gostei de execuções sumárias, pelos riscos que incorrem! O problema é que agora defender isso parece, infelizmente, ser defender os criminosos, infelizmente parece-me cada vez mais que vivemos num país de gente autista que não distingue a nuvem de Juno!
Também não me parece que abater criminosos, resolva o problema do crime, senão, seguramente já estaria resolvido noutros quadrantes onde a violência da policia, por vezes, nãos e distingue da dos criminosos!
Em tempos ouvi alguém dizer que as pessoas quando não têm nada a perder estão dispostas a tudo, mesmo a morrer, por isso acho que a violência não resolva o problema, não quero dizer com isto que se deva condescender com quem sequestra e aponta armas aos sequestradores!
Deixo uma pergunta, e se a coisa tivesse corrido mal, e se na “refrega” os “meliantes” tivessem morto os reféns? O estaríamos hoje a dizer?
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SharpShooter, Nem mais nem menos. O Sr. acertou em cheio no alvo ! Muitos factos e pouco bla, bla, bla….
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Cada vez compreendo melhor a esquerda do Daniel. Se se trata de matar uma criança no útero materno, sem julgamento, sem que seja culpada de alguma coisa, o Daniel está de acordo. Até festeja e fica contente com a vitória do referendo!
Se é morto um criminoso armado, durante o assalto a um banco, a ameaçar a vida dos reféns, o Daniel mostra toda esta indignação.
O seu “politicamente correcto” é muito mais bárbaro e insensível do que a barbárie que refere!
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boas,
concordo com grande parte do post, é pena que as pessoas só vejam que existem bandidos, ou melhor, que sejam como os neocons americanos com o seu eixo do mal,onde existem bons puros e maus puros, ou seja tudo a preto e branco, esquecem-se porém de tentar perceber o que leva as pessoas ao desespero e ao crime.
eu tenho esta coisa que deve parecer muito chata a grande parte deste mundo de justiceiros, tenho a mania de considerar que as pessoas são boas até prova em contrário, e se se tornam más,alguma razao haverá para tal.
apenas duas questões:
1ª acham que as pessoas entrariam neste desespero, nestas loucuras de roubos de suicidios, de ameaça a outras se fossem respeitados nos seus direitos de humanos com direito a trabalho, a uma vida condigna.
acham mesmo que estas coisas aconteciam se as pessoas não ficassem tao desesperadas,por passarem a vida a serem expoliadas, por passaram a vida a verem a corrupção que grassa à sua volta, por verem empresas e pessoas a enriquecerem à custa da pobreza de todos os que não pertencem aos grupos oligarcas que reinam um pouco por todo o mundo, por verem politicos a exercerem politicas que passam a vida a proteger bancos e interesses e a atentarem contra cidadaos sem voz.
2ª o que pensariam as pessoas, estes justiceiros se lhes dissessem que os estados passam a vida a atentar contra as suas liberdades e garantias, contra os mais básicos direitos do homem, que passam a vida a cometer terrorismo de estado.
têm dúvidas vejam o que se passou na Europa durante a guerra fria com a operaçao gladio, leiam, informem-se sobre as diversas investigações levadas a cabo por fisicos, engenheiros e plilotos sobre os atentados de 11set2001, informem-se sobre as verdadeiras razões que levaram à invasão do Afeganistao e do Iraque, e não se esqueçam que Portugal tem dado o seu aval a todas estes crimes.
rjnunes
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Como eu houve(há) pessoas que viram as suas contas no BES serem diminuidas pelos chamados descontos para manutenção da conta TODOS OS MESES!!!!
Não dei pela policia nesses casos e que defraudaram imensa gente… e como o mercado ajusta tudo:eu tou mais pobre e o dito está super rico e tentacular.O BCP e o andaram a gamar,aí não chegaram os snipers.Uns roubam(neste caso nem levaram um chavo) outros desviammmmmmm…e estão super bem.
Portugal é um país repleto de fascistas ,broncos e racistas.Se um dia os empresários precisarem dum populista para terem maiores lucros,tem a certeza que muito do povo irá apoiá-los.
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Muito bem, Daniel. Fica-lhe bem esta coerência quanto ao que escreveu relativamente aos EUA de “Bush”
[Responder]
se fossem respeitados nos seus direitos de humanos com direito a trabalho, a uma vida condigna.
Este assunto começa a ter os contornos de uma peço da Ionesco.
É natural que as pessoas não queiram ouvir ou ler a verdade e por isso gostem mais de imaginar um outro mundo em que aspiram a viver mesmo que ele nunca tenha existido ou venha a existir.
Peço desculpa, mas os dois jovens que num momento de desespero esmagados pela sociedade opressora que lhe impedia o direito à vida e outras etcs que agora não vêm ao caso estavam perfeitamente inseridos na sociedade sendo que um até já se tinha dado ao luxo de mudar de emprego e ganhava agora 1200 euros mensais e o outro, aqui há dúvidas como, tinha em seu poder dez mil euros, que presumo que o senhor Ricardo Nunes nunca teve ou terá.
Eu, pelo menos, não os tenho.
[Responder]
Há novas faces da criminalidade que apresentam tendências de crescimento iniludíveis.
A criminalidade grupal (vulgo gangs) aumentou 460% entre 1997 e 2004. O car jacking aumentou 55% no primeiro semestre de 2008 face ao período homólogo do ano anterior.
O problema não é como estamos agora (as estatísticas colocam-nos como o sétimo país mais seguro do mundo), o problema é como estaremos no futuro dada esta tendência galopante?
À esquerda, o problema é omisso, e sempre que é levantado pela direita é arrumado como o corolário óbvio da pobreza e das desigualdades. Em grande parte sê-lo-á. Mas a esquerda tem de olhar descomplexadamente para a questão da segurança, porque ela é um requisito da liberdade. Resumir a criminalidade e a insegurança a um mero epifenómeno da exclusão social é não ter política de segurança no curto prazo.
O complexo da esquerda com a segurança e a autoridade advém de uma cristalização no tempo. De um tempo em que os polícias eram, acima de tudo, os instrumentos de combate das lutas dos trabalhadores, de um tempo em que a insegurança atacava essencialmente os ricos. Hoje, a criminalidade ataca os funcionários que trabalham nas bombas de gasolina à noite, os taxistas, quem anda de transportes públicos, especialmente nos subúrbios, e os bairros de realojados.
[Responder]
Daniel
Sou Cristã de inspiração Católica e como já disse concordo consigo no que diz respeito à frieza e alegria com que se recebeu a notícia da morte de pelo menos um dos assaltantes. É chocante. Toda a situação é muito triste, trágica e a vida humana é o valor que nós Cristãos mais prezamos.
Isto não significa que estas pessoas sejam inocentes, vítimas e que tenham que ter a nossa aprovação. São situações diferentes que exigem diferentes análises.
São pessoas, mas são “malandros”. Ou são “malandros” mas são pessoas, tanto faz.
Por esse motivo, gostaria que quando pudesse ou quisesse, respondesse à questão que o Ti Américo colocou no comentário nº 46.
[Responder]
Se fosse português, nas mesmas condições, sem cadastro como estes dois homens, abatido por um sniper brasileiro, no Brasil, assistiríamos a este festival de congratulações? Nem vale a pena responder, não é?
Deduzo do que se passou que a pena de morte aplicada pelo Estado passou a ser legal em Portugal, sem recurso a tribunal, desde que um indivíduo aponte uma arma à cabeça de outro? Que nojo de país de ódios miseráveis!
Portanto, Daniel, na minha maneira de ver tem toda a razão!
[Responder]
Moralmente não difere muito da festa da “abeçoada cadeira” um post abaixo. Não acha, caro Daniel?
[Responder]
Pensa-se muito pouco nos sequestrados e nas famílias destes. É que ter uma pistola apontada à nuca por estes “inocentes”, não é fácil.
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Miguel Pereira: ninguém disse que eram inocentes. Em lado nenhum.
Sobre a comparação, fica a tradicional definição do que é o humor: é tragédia mais a distância. Falta a distância.
Juntando outro pormenor: ninguém o matou Salazar e ele morreu de morte “natural”, como morreremos todos. Teve uma vida longa e cheia, mesmo que cheia de crimes e de sequestrados.
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Inocentes está entre aspas, caro Daniel. De certeza que percebeu que era uma provocaçãozita. E eu mencionei a moralidade, ou falta dela, na morte de alguém, mesmo que esse mesmo seja um criminoso.
Penso que estamos de acordo que os dois, Salazar e o infeliz brasileiro que faleceu, o são. Pessoalmente, e perdoe-me porque acho que estou a ser coerente, não fiquei de “luto” por nenhum. Preocupação máxima tenho com as vítimas de tudo isto, e as vítimas não são os sequestradores.
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-Cá por mim , acho que esta ideia de se começar a liquidar assaltantes ( já não é o primeiro ) se é para intimidar , ou mesmo para infundir respeito, não será talvez a melhor das ideias.Quando se começa a acentuar a violência, normalmente acaba por dar para os dois lados.E também nem me parece lá muito bom sinal porque um destes dias , um tipo que for assaltar seja o que for , quando vir o GOES ou outra policia qualquer a espreitar la da esquina e bem capaz de pensar –morto por morto nao vou sozinho- e ai a coisa vai esquentar mesmo-como dizem nossos irmãos brasileiros.
Os meus respeitos aos que passaram tão mau bocado, e claro, mas não me consigo satisfazer com tais resultados.Apesar disso, os meus respeito as policias portuguesas que acredito que tentam o seu melhor.
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Daniel,
não tem razão. Vc despreza a vida humana de inocentes (aborto)! Mas apresenta-se como um defensor da vida de criminosos!
Pelo que vejo é daqueles que está a pedir o castigo do atirador, esse sim, no seu alinhamento político é o verdadeiro culpado. Isto é, no meu entender, um excesso, porque defende a desculpabilização do culpado e a culpabilização do inocente. Isto é a perversidade. No fundo, a perversidade é aquilo em que se está a transformar o seu politicamente correcto. É por argumentos destes que cada vez mais sou favorável à consideração do BE como partido inconstitucional!
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Errado, Daniel.
Não estamos a um passo da barbárie. Já vivemos há muito na barbárie. Só parece que nem todos deram por isso. E o nosso caminho vai ser sempre a descer.
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tanta moralidade, tanta benevolência, tanta indulgencia, tanta misericórdia, tanta nobreza de carácter, tanta rectidão, tanto virtuosismo, tanta justeza, tanta integridade, tanta probidade, tanto pundonor, tanta bonomia… só podem ter um fim: a beatificação e santificação do Daniel Oliveira.
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Espero que não se tenha aberto um precedente deveras perigoso com esta intervenção policial.
Não que a condene mas receio que doravante se mais algum delinquente se lembrar de fazer uma proeza parecida já não tenha capacidade de diálogo e parta de imediato para as acções fazendo prevalecer o seu ponto de vista á custa da vida de alguém.
No final desta novela, e é isto que no fundo se devia louvar, foi o comandante da PSP (que me falha o nome) ter afirmado que a operação não se podia considerar 100% positiva porque houve uma morte a registar ficando-se então pelos 50% satisfatórios pela preservação da vida dos reféns.
Combater a violência com violência nunca foi solução mas da mesma forma que me insurjo contra os abusos da autoridade policial também tenho que aplaudir quando honram a farda que envergam.
Por outro lado, concordo com o D.O quanto á postura extremista daqueles que se vangloriaram com o abate dos 2 sequestradores que ainda por cima eram estrangeiros, ou seja, mais uma acha na fogueira da intolerância e do medo que aos poucos vai aumentando com a acção de políticos populistas de escrúpulos duvidosos que, como tenho visto aqui em algumas intervenções menos felizes, vão ganhando adeptos por todo o lado.
Aquele abraço
A.R.A
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Bem dizia a outra hoje: “a inteligência é uma benção”.
Daniel. Começar este post com uma referência a esse outro do João Miranda que pretende dizer que ser-se a favor da actuação policial é o mesmo que concordar com os do “abatam-nos a todos, abatam-nos a todos” é cá de uma baixeza…
Mas não me espanta.
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Porque é que insistem em falar em polícias?
Polícia é o desgraçado mal armado, mal protegido e mal pago que anda abandonado por aí a fazer ronda.
Estes são os GOE, treinados para matar, bem armados e protegidos até aos dentes.
Isabel, a senhora como Católica que diz ser, deveria verberar todos os comentários ofensivos da dignidade da pessoa humana, em vez de vir apoiar um cretino que à força da iniquidade trouxe para aqui o referendo da IVG.
Daniel, não sei se você é marxista, nem quero saber. Já o vi aqui defender posições com que eu, sendo marxista, concordo em absoluto, assim como tenho visto alguns que se dizem marxistas, apoiarem ditaduras como a Chinesa. Mas isso aqui não interessa. O seu comentário é inteligentíssimo e claro. Quem não o perceber ( está a Ler-me Fado?) está a tempo de pedir que lhe façam desenhos.
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AB- Você é um exemplo acabado do verdadeiro democrata. Ao seu jeito, um gajo porreiro. Defensor da pena de morte, mas contra o aborto, e contra todos aqueles que votaram no SIM no referendo. São uns assassinos todos. Os seus pobres neurónios não alcançam que se possa ser contra o aborto ( problema de cada um e da sua consciência) e ter-se votado SIM,
evitando a criminalização da mulheres que os façam, permitindo que os façam em condições sanitárias decentes, ou elas, sendo umas assassinas merecem ter a mesma sorte do criminoso que assalta bancos?
Não digo o que sinceramente penso de gente como o senhor, porque corria o risco de o DO me não publicar o comentário.
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Para DO a moral da história é simples: os portugueses são todos uns imbecis e eu e os meus amigos da esquerda caviar é que somos inteligentes!
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@fado alexandrino
é natural que as pessoas gostem de viver na fantasia, até compreendo o seu argumento e o das pessoas, mas é melhor que comecem a acordar para a realidade porque dentro de pouco tempo estão a viver em ditaduras bem piores que a da coreia do norte, e não terão ajuda do mundo exterior, porque essa ditadura será global.
quanto ao que ganhavam os assaltantes, não sei quanto seria nem sei onde foi buscar esses números, até porque cada vez acredito menos no que a pseudo-comunicação social afirma.
é que raramente mencionam factos.
para verificar isso é simples o exercício, basta escolher um tema que domine bem e veja como ele é tratado pelos media, ou sequer se é tratado.
eu sigo dois ou três temas, desde a informática ao que acontece nos EUA desde os atentados de 1set2001, bem como o que é disto e escrito sobre esses mesmos atentados e a tão badalada al-qaeda, e olhe que não tem nada a ver mais uma vez com a realidade, quanto aos atentados e à al-qaeda existe muita e recente informação e nada tem a ver com as histórias que nos contaram e continuam a tentar contar.
quer um exemplo, há uns meses houve um encontro sobre software livre na faculdade de ciências, era algo importante com convidados de outros países e tudo, as televisões e rádios foram convidadas, mas como isso afectava as negociatas da microsoft em Portugal, à última hora estes “fantásticos” media desconvocaram a sua presença, as pessoas que organizaram o evento sabem de fonte segura que foi devido a telefonemas da microsoft para as redacções.
quer outro exemplo, ainda há pouco a microsoft teve em aprovação internacional, ISO, um novo formato para a sua suite office, essa aprovação é feita pelos próprios países representados na ISO, mas tem de ser primeiro definido em cada país como se vai votar através de comissões técnicas, sabe quem presidiu e quem representou Portugal internacionalmente, foi a microsoft.
se isto não é corrupção não sei o que será.
porque nunca nada disto apareceu nos media portugueses?afinal são sempre tão lestos a falar sobre a microsoft!
quanto aos EUA, ainda há pouco, após a Obama ter sido o escolhido pelos democratas para ser candidato à presidência, este encontrou-se com Hillary Clinton, ouvi em todo o lado mas especialmente na TSF que ninguém sabia onde se tinham encontrado, é pura mentira, eles tiveram esse encontro na reunião anual do grupinho fascista Bilderberg, onde havia três Portugueses importantes e que têm posições de relevo por cá, o dono da Impresa/Sic, Balsemão e os futuros lideres dos maiores partidos portugueses, Rui Rio e António Costa.
Alguma destas coisas foi dita na nossa comunicação social? como é que não foi nada disto mencionado pelos nossos media, afinal era muito importante, sendo que este ‘comprovadamente um grupo fascista que quer e controla a Europa e com a Comissão Trilateral e outros grupos do género toda a politica mundial, como é possível que nada disto tenha passado nas rádios televisões e jornais, como é possível que um suposto socialista como António Costa fosse convidado e estivesse neste encontro?
cumprimentos a todos,
rjnunes
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parece que o jornal Sol, escreveu um pequeno artigo sobre onde e quem esteve neste último encontro.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=96043
como é habitual é um artigo branqueador das verdadeiras intenções do grupo, é só fazer o teste do algodão.
tal como JFKennedy um dia disse sobre as sociedades secretas, se são secretas, se os temas que discutem são secretos, têm algo a esconder, logo não tem razão de ser a sua existência em democracia.
http://www.youtube.com/watch?v=xhZk8ronces&fmt=18
mais sobre o tema: http://ovigia.wordpress.com/2008/06/07/fotos-do-encontro-do-grupo-bilderberg-neste-ano-de-2008-obama-e-hillary-tambem-presentes-e-ainda-rui-rio-e-antonio-costa-bem-como-pinto-balsemao/
rjnunes
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Daniel, seja mais claro nos seus posts porque os seus seguidores, a ver pelos contários que aqui publicam, não percebem o alcance das suas palavras. Eles pensam que o Daniel está a defender que neste caso a policia procedeu a execuções sumárias e que a vida dos sequestradores tinha que ser preservada pela policia da mesma forma que a dos reféns. Eles pensam que o Daniel acha que a intervenção da policia seria semprte má por que a policia é por definição opressora dos direitos humanos, etc.
Daniel por favor tenha paciência e explique as suas ideias com mais clareza pois não são só os seus adversários que não as compreendem!
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Em nome de 99% dos portugueses, fartos de criminalidade mas também de discursos beatos sobre o bom selvagem, queria expressar desalento pela falta de pontaria da Polícia no caso do segundo assaltante.
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«A verdade é que entre os perigos inerentes a uma sociedade aberta, com as devidas garantias para os cidadãos, que inevitavelmente diminuem os poderes repressivos do Estado, pondo-o em desvantagem em relação ao crime, e um poder de Estado sem regras nem limites, a maioria das pessoas tende a escolher o segundo»
Esta é uma afirmação totalmente no ar. Em que se baseia para dizer isto? Porque não fundamenta estas frases gratuitas com exemplos representativos?
A policia inegavelmente tomou a atitude que deveria ter tomado, foi eficaz na sua acção e tudo foi irrepreensível. Numa altura em que se agudiza o problema dos assaltos a bancos, esta acção poderá mesmo ter um efeito dissuasor. A morte que se deu não foi em vão.
Daniel Oliveira, e porque não dize-lo, a esquerda, têm um problema com a autoridade.
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F Roque, o senhor não faz a coisa por menos: fala em nome de 99% dos portugueses.
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“F Roque, o senhor não faz a coisa por menos: fala em nome de 99% dos portugueses.”
… que vivem em sua casa.
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José Henriques
Pensando no que escreveu, é verdade que o GOE, foi treinado para matar em situações limite. Foi o que aconteceu. Os assaltantes usaram a sua liberdade, sabendo as consequências que daí poderiam advir, e o GOE fez o seu trabalho. Trabalho sinistro, duro, chocante, com certeza, mas não foram eles os responsáveis pela situação. Para nossa protecção, é este o trabalho deles.
Eles não atacam, eles defendem; neste caso pessoas inocentes, que trabalham e pagam os seus impostos e que não têm directamente nenhuma responsabilidade nas razões que levaram os assaltantes a ameaçá-los de morte.
O mesmo se passa com um embrião indesejado. Como dizia o poeta “não fui ouvido do acto de que nasci”, os progenitores usaram a sua liberdade sabendo as consequências que daí podiam advir, e quando ele se torna uma ameaça para a vida ( muitas vezes para a “vidinha”) da mãe, e a torna refém de deveres que não pode ou está disposta a cumprir, chama o “GOE” e neutraliza-se a ameaça.
Tal como neste caso é de um crime que se trata. Só que tem todas as atenuantes e não deve dar prisão. Mas é um MAL, não é um bem.
E pensando melhor ainda, não é coerente que quem rejubilou com a liberalização do aborto – neutralização de uma “ameaça” – fique tão escandalizado por haver pessoas que se congratulem com a neutralização destas “ameaças”, com a agravante de terem podido usar a sua liberdade, coisa que um embrião não pode.
Seria por isso importante que quem é a favor da liberalização do aborto, para defender a vida das mães da sua irresponsabilidade, dissesse “infelizmente foi preciso ganhar”.
Quem ficou contente apenas por se ter ganho terreno à Igreja Católica ou à cultura judaico-cristã, por favor poupe-nos a hipocrisia de se chocar com o júbilo do povo. (Mais uma vez o macho português transferiu a sua responsabilidade na matéria, agora para o Estado).
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assim como tenho visto alguns que se dizem marxistas, apoiarem ditaduras como a Chinesa.
A confusão que invade algumas cabecinhas chega a ser assustadora.
Conforme parece que não sabem o marxismo impõe entre outras coisas a “ditadura do proletariado” que aviso desde já não é uma ditadura e portanto a China também não o é.
Ora se o senhor que escreve aquele axioma tivesse lido Georges Politzer no seu Princípios Fundamentais de Filosofia perceberia que :
Os meios de produção, na indústria, foram expropriados e entregues ao povo.
Os pequenos e médios produtores individuais foram agrupados progressivamente em cooperativas de produção, isto é, em grandes empresas agrícolas.
O que leva a que:
A sociedade socialista compreende pois duas classes; a classe operária e a classe dos camponeses trabalhadores e entre elas não existe antagonismo, posto que os seus interesses são solidários
Talvez seja erro meu, mas não é isto que o Bloco de Esquerda defende?
Poderia também citar Os Conceitos Elementares do Materialismo Histórico de Marta Harnecker , mas temo que seja demasiado para o senhor que chegou ontem ao socialismo.
Deixe-me só dizer-lhe com brutal franqueza.
A ignorância do que é o socialismo entre os seguidores do Bloco de Esquerda só se pode comparar á de um árbitro (não se pode dizer o nome porque é pecado e o mesmo é bem querido) sobre o que é uma grande penalidade.
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Se fosse eu que estivesse oito horas sequestrada dentro de uma agencia bancária e por fim tivesse uma arma apontada à cabeça pode ter a certeza que fazia “figas” (com algemas e tudo) para o dito GOE não errar a pontaria e estava-me a borrifar para o gajo fosse ele brasileiro, portugùês, americano, amarelo, às riscas ou aos quadrados.
E você Daniel Oliveira colava-se com “Araldite” à bochecha do “cara legal” para lhe salvar a vida?
Pode ter a certeza que se algum dos reféns fosse da sua família esta sua “viagem na mayonese” sobre a satisfação dos portugueses era capaz de “talhar” não?
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Caro DO
Já estava a demorar um representante do BE vir perorar sobre o mais elementar direito de aqueles que decidem, por sua decisão pessoal, viver à margem da lei, viver de golpadas, passando por cima dos também mais elementares direitos á liberdade e à segurança de quem vive cumprindo a suas obrigações como cidadão, isto é pagando os seus impostos, cumprindo as suas obrigações cívicas. Caro Daniel, porque não se pode esperar da parte do BE uma palavra de incentivo àqueles que zelam pela segurança de todos nós, embora nem sempre possam evitar que essa mesma segurança possa ser posta em causa. Por que não ouvir do BE, que a actuação da polícia, pelo menos neste caso, foi IMPECÁVEL. Pois não temos nós o direito de exigir a essa mesma polícia que proteja quem está em perigo e sob ameaça. E não criticamos essa mesma polícia, com razão, quando tal não acontece. Pois então a polícia não fez mais que a sua obrigação, contra indivíduos que nada tinham a que se agarrar e a estavam, no seu desespero, dispostos a maltratar quem nada fez contra eles. Não custa ouvir da boca de 1 responsável de 1 partido que aspira, um dia, a ser poder, 1 palavra de louvor a quem se arrisca pela nossa segurança e faz bem o seu trabalho. Só ganhava com isso o BE e a democracia em Portugal.
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Caro D.O.
Admiro-o por este espaço que nos proporciona, mas considero que está a empolar algo que é fatalmente triste. A morte de um ser humano. Lamento-o.
No entanto a opção de o mesmo sujeitar-se àquela situação de melindre, foi dele (s). Mais. Sujeitou as suas vítimas, os vizinhos do bairro e todo o país perante aquele espectáculo deprimente que nos proporcionou durante oito horas.
Não sou perito em estratégia de segurança, mas era por demais evidente que algo teria de ser naturalmente feito, após o mediático quadro de sujeitar os reféns de arma apontada à cabeça, junto da porta do banco.
Como contribuinte do meu país, exijo segurança e que a mesma seja garantida. Se numa situação de extrema perigosidade, actuou-se da maneira possível à neutralização dos prevaricadores (apenas para ser manso na adjectivação), pois a mesma foi feita. À custa da vida de um deles? Paciência.
Infelizmente nem todas as histórias acabam bem. Mas pode crer, que se eu fosse um dos sequestrados, poderia já ter perdoado o acto tresloucado, mas sentia-me o homem mais aliviado do mundo, face ao drama vivido.
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Um bom post do Daniel para variar!!
Concordo consigo!! Eu e muitos outros!!
Mas tenho de lhe perguntar!!
O DO é Marxista!!??
O Daniel expressa opiniões de defensor do Estado de Direito Liberal e logo depois expressa a negação do Estado de Direito Liberal!!
Haverá um momento em que terá de se definir coerentemente pois é muito complexo defender os Direitos liberdade e garantias inerentes à dignidade da pessoa humana e logo depois opor-lhes restrições em dimensões fundamentais a essa mesma dignidade humana!!
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Daniel!! lembre-se bem das palavras de Franklin!! Da próxima vez que as trair eu lembrá-lo-ei!!
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A doutrina que o Daniel defende é um mistério, já disse que não é muita coisa mas isto da eliminação de hípoteses não nos deixa ver de uma forma global.
Isto sim é um verdadeiro Tabu!
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Não é vulgar depararmo-nos com frases lapidares como esta:
«O Estado de Direito é, em Portugal como na maioria dos países do Mundo, compreendido e apoiado [APENAS] por uma minoria. Estamos sempre a um passo da barbárie. A um passo.» (acrescento meu)
Perante esta eloquência e vergado por esta grande verdade que NUNCA DEVEREMOS SUBESTIMAR, venho aqui apenas dar-lhe os meus sinceros Parabéns por este corajoso “blogue” e por este límpido Artigo em particular.
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