A conversa que para aí vai à volta do bloco central parte sempre do mesmo pressuposto. O país é ingovernável sem maioria absoluta, a economia não anda sem um governo que possa fazer o que quer e bem lhe apetece. No curto espaço de duas semanas, não deve haver empresário ou banqueiro que não tenha vindo a público alertar para os riscos da ingovernabilidade do país, para o desastre que seria um governo sem maioria.

A democracia é uma complicação para os negócios do costume. Ou há maioria, ou bloco central. Acordos eleitorais, como aconteceu nos seis anos de Guterres, é uma embrulhada a que um país pobre não se pode dar ao luxo. Sendo este o discurso, não deixa de ser curioso confrontá-lo com os brilantes resultados da economia nos oito anos consecutivos que levamos de maioria absoluta. O gráfico é elucidativo. Todos os anos, sem excepção, crescemos menos que a média europeia. Em todos os anos de maioria absoluta ficámos mais pobres. Alguém tem que nos explicar melhor o que é que é isso da governabilidade. Ou a quem é que tem servido.


28 respostas ao post “A “governabilidade” do costume”  

  1. 1 1  João

    A perspectiva de uma maioria absoluta (PS ou PSD, pouca diferença faz…) desagrada-me e muito, mas não posso deixar de indicar que não existe necessariamente uma correlação directa entre a maioria absoluta e a alternância entre estagnação, crescimento fraco e recessão em que Portugal tem vivido – desde 2001-2002 que o país cresce abaixo da média europeia e isso não é directamente imputável a um governo de maioria absoluta [se fosse, seria mais simples de resolver], mas a um quadro muito mais amplo, onde os governos de maioria absoluta são um dos elementos.

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  2. 2 2  Luís Vicente

    Oh Sr. Sales, que analise tão simplista, esta que foi postar. Os problemas da economia portuguesa são bem mais complexos que uma questão de governos absolutos ou relativos.

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  3. 3 3  Paulo

    O Bloco Central: Deixo-vos aqui um excelente texto do Cravo de Abril.

    http://cravodeabril.blogspot.com/2009/05/o-folclore.html

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  4. 4 4  Voice_Of_The_Opressed

    Antes pelo contrario, acho que as maiorias so reduzem a qualidade da democracia, com o autoritarismo que lhes está implicito.
    No entanto para existir um governo sem maioria é preciso que exista maturidade democratica, que em portugal ainda escasseia infelizmente.
    Não vejo os partidos dispostos a colaborar com um governo que não da sua area politica, a viabilizar ou chumbar propostas hipoteticamente beneficas para o pais, mas cujos os louros iriam para o governo, não vejo isso a acontecer, com pena é certo….

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  5. 5 5  PMDM

    Confusão que vai nessa cabeça!!!!!!

    1º – Assumir que as políticas governativas e o governo são o factor único causador do crescimento económico é não perceber muito de ecónomia(isso até é verdade nos regimes comunistas, mas nas economias de mercado é um exagero)

    2º – Dizer que em todos os anos de maioria absoluta crescemos menos que a média europeia é mentira, porque não está a considerar as maiorias absolutas do PSD nos anos 80 e 90 em que globamente crescemos bem acima da média europeia.

    3º – Devo depreender dos seus comentários que prefere uma solução governativa do tipo Guterres e eu ainda era bastante novo na altura, mas lembro-se de Orçamentos de Estado e Políticas a serem aprovados fazendo-se cedências a deputados ou Grupos de Deputados ( concretamente ao PSDMadeira e ao famosíssimo Daniel Campelo), que dignificaram e prestigiaram o nosso regime democrático….ou então não

    4º – Fazer referência ao Governo Guterres em tom de exemplo a seguir e esquecer-se da forma patética como acabou (e como decorreu todo o segundo governo) é no fundo mascarar um bocado a história. E estes acontecimentos são em parte consequência de nunca ter tido maioria absoluta e ter de andar a “cozinhar” aprovações de diplomas à pressa.

    5º – Colocar o Governo PSD-CDS no mesmo saco do actual do PS não me parece muito correcto, porque em 2002 não houve maioria de um só partido e teve de se fazer um acordo pós eleitoral para se assegurar a maioria absoluta.

    Mas eu reconheço que é um bocado chato a realidade não dar razão às nossas brilhantes teorias…..

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  6. 6 6  joshua

    bANQUEIRO?mAS,ESSA MÁFIA AINDA É OUVIDA?Ah!pois,NÃO FORAM PARA A CADEIA,por isso continuam na senda do Rouboe a ‘amandar’ bitaites.Não há vergonha,nem Justiça

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  7. 7 7  Antónimo

    Pedro Sales não tentou provar que os governos de Maioria Absoluta fazem com que o país cresça menos.

    O que se mostra é que as maiorias absolutas estão longe de contribuir para o crescimento, como andam agora a dizer todos os economistas que as televisões e jornais convidam para falar, Sampaio ou aquele outro que se tudo correr bem não é reeleito para Belém.

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  8. 8 8  Babalu

    Pedro,

    Eu estou-me a controlar para não te chamar meia dúzia de nomes feios.
    Como diz o Luís Vicente esta análise é de um simplismo aterrador.
    Como se a performance económica do momento fosse sobretudo em função do governo actual.
    Onde começar para desmantelar tal patetice? Que a economia também depende do mundo exterior? Que medidas estruturais de um governo só se notam, às vezes, décadas depois?

    Há muitas boas maneiras de argumentar contra a necessidade da maioria absoluta (sem dúvida uma discussão interessante). Mas esta é de uma indigência intelectual sem fim.

    As pessoas têm bons e maus momentos. Felizmente este é uma excepção do normal Pedro.

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  9. 9 9  Madalena Madeira

    Recebi este mail,
    Dear Madalena,

    How will the terrible devastation
    in Gaza make us safer?

    Not in USA? click here.I write to you as a Jewish woman who is both American and Israeli. I have lived in Israel for over 50 years, and I can tell you that I have had enough of wars and insecurity.
    America keeps on sending us billions of dollars in weapons every year. And yet, Israel has become the least safe country for Jews to live in (except for war zones such as Afghanistan, where no one is safe).

    Nowhere else in the world since WWII have we Jews lived through 12 wars/battles/campaigns–all in less that 61 years.

    Nowhere else in the world since WWII have so many Jews been killed in violence–over 23,000 since Israel came into being.

    Nowhere else in the world have so many Jews been injured.

    And yet, we have no security. 61 years of the use of force have not brought us Israelis one iota of security.

    To make matters worse, those of us who are seeking peace find ourselves harassed by the Israeli police. A number of my colleagues have had their computers confiscated, been called to interrogations, or have been made to sign declarations forbidding them to talk with one another. To add insult to injury, the police actions were carried out on Israel’s Memorial Day to send a subtle message to the public that our activism may compromise Israel’s security.

    Our crime? We dared to ask questions. We dared to ask whether militarism was the only way. We are undeterred. We will continue asking.

    It is your time to ask too.
    If you are an American, please take a moment right now to call on Congress to ask the question: what happened with your US tax dollars in Gaza?
    If you live in another country, ask yourself whether your government is involved in this trade of weapons and destruction.

    Here in Israel, we do not need more US weapons. We need you to help us achieve peace-real peace.

    There can be no peace, however, until the Palestinians have justice. The Palestinian catastrophe since 1948 has included expulsion from their homes and lands, and for those who remained in the West Bank and Gaza, extra-judicial executions, land confiscations, no freedom of movement, nor the freedom to build homes and communities, Palestinians live always with the fear of Israeli military incursions. Since September 29, 2000 Israel has killed 6,248 Palestinians. 1,487 of these have been children.

    Israel’s Memorial Day is the saddest day in the year for me, not only because of those who are already buried, but because of all those who might be killed for generations to come unless you help us achieve a just peace.

    Sincerely,
    A 77 year old grandmother who immensely wants her grandchildren and all the children in the area to have a future to look forward to.

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  10. 10 10  Madalena Madeira

    Carta aberta sobre políticas de imigração,

    Caro/a amigo/a

    Apelo à subscrição da Carta Aberta sobre Políticas de Imigração, lançado na passada quarta feita e que já conta com várias dezenas de subscritores/as. A subscrição da carta aberta poderá ser feita para o email: cartaabertaimigracao@gmail.com. Chamo também a atenção para a realização de uma jornada europeia pela defesa dos direitos dos/as imigrantes, a realizar-se no próximo dia 17 de Maio (ver cartaz em anexo).

    Pela Solidariedade Imigrante,
    Timóteo Macedo

    Lançada CARTA ABERTA
    SOBRE POLÍTICAS DE IMIGRAÇÃO

    Foi lançada quarta-feira, sexta feira, uma Carta Aberta sobre Políticas de Imigração, com o objectivo “promover um debate sério e construtivo, que envolva uma ampla participação da sociedade civil” em torno das políticas de imigração. Preocupados com o actual rumo e opções tomadas em matéria de imigração e comprometidos com a defesa dos direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, dezenas de personalidades públicas dos mais variados sectores da sociedade portuguesa, ligadas a movimentos cívicos/sociais, ao meio académico, às artes, líderes religiosos, defendem a “necessidade de equacionar políticas que assentem no respeito da dignidade humana e que promovam a igualdade de direitos entre as pessoas, independentemente do lugar onde tenham nascido”.

    O documento (ver anexo), lançado ontem em conferência de imprensa por alguns dos seus subscritores, entre os quais Alípio de Freitas (jornalista e professor universitário), Carlos Trindade (dirigente da CGTP), Chullage (músico), Frei Francisco Sales (Director da Obra Católica Portuguesa para as Migrações) e Paula Teixeira da Cruz (advogada), refere alguns dos os principais problemas que actualmente enfrentam os imigrantes. Em Portugal, várias dezenas de milhares de pessoas mantêm-se à espera da regularização, sujeitas ao carácter excepcional e oficioso dalguns dispositivos da actual legislação. Em toda a Europa, a Directiva de Retorno (popularmente conhecida como da Vergonha) e o Pacto Sarkozy visam criminalizar os imigrantes e minar inclusivamente os seus direitos fundamentais.

    Alguns dos primeiros subscritores da CARTA ABERTA (ver em anexo): Adelino Gomes (jornalista); Ana Paula Beja Horta (prof. Universitária); António Avelãs (sindicalista); Fernando Nobre (médico); Francisco Keil Amaral (arquitecto); Helena Roseta (arquitecta); Heloísa Perista, (prof. Universitária); D. Ilídio Leandro (Bisbo de Viseu); Irene Pimentel (historiadora); D. Januário Torgal Ferreira (Bispo das Forças Armadas); Jorge Malheiros (prof. Universitário); José Bracinha Vieira (consultor jurídico); José Eduardo Agualusa (escritor); José Mário Branco (músico); Carvalho da Silva (dirigente da CGTP); Manuel Freire (Soc. Port de Autores); Pedro Bacelar Vasconcelos (Prof. Universitário); Rui Tavares (Historiador); Sergio Trefaut (Realizador); Tito Paris (músico); Xana (cantora); Zé Pedro (músico). A subscrição da carta aberta poderá ser feita para o email: cartaabertaimigracao@gmail.com

    Foi também anunciada a realização, no próximo dia 17 de Maio, uma JORNADA EUROPEIA PELOS DIREITOS DOS/AS MIGRANTES, sob o lema NÃO À EUROPA DA VERGONHA (anexamos alguns materiais da campanha), a decorrer em vários países europeus. Em Portugal, a realizar-se-á uma concentração, a ter lugar pelas 15h, no Martim Moniz.

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  11. 11 11  Zé António

    Conversa!!
    O que o Bloco queria era ser convidado para uma qualquer maioria.

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  12. 12 12  Antonio Cunha

    Pedro, as suas conclusões são… tontas, para não dizer mais…

    A crise económica actual é a nivel MUNDIAL, logo parece-me que os governos Portugueses pouco ou nada tiveram a ver com ela.

    Agora parece-me que o pais já à muito tempo que está em crise. Crise essa que foi provoca pelos governos de Guterres que deixou o pais à beira de um ataque de nervos, ou de tanga.

    Pessoas como Cravinho que nos deixou endividados com as SCUTS sem portagem, os desvarios de Maria de Belem, as asneiras de Pina Moura, os milhares e milhares de boys que inundaram a função publica, and so on and so on.

    Portugal à mais de 10 anos que anda à deriva, e um dos maiores responsáveis foi Jorge Sampaio que deixou isto chegar a este ponte sem nunca tem puxado as orelhas aos seus camaradas. Correu com o tótó do Santana porque dava muito nas vistas, e foi só.

    Mais um a vez lhe digo pedro, deixem os djambés, os charros e as causas fracturantes e comecem a agir como pessoas responsáveis, e talvez, talvez possar entrar para um governo e serem o contra peso que faz falta.

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  13. 13 13  Carlos Santos

    Brilhante!
    Mas que seja uma coligação à esquerda. Sobretudo depois de comparar 300 partidos e concluir que o PSD tem uma ideologia próxima dos neo fascistas da croácia. Aqui: http://tinyurl.com/ra7o3p

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  14. 14 14  Mouzinho

    Este post deve ser uma tentativa muito idiota de fazer humor. O período em causa só apanha maioria absoluta de um partido desde 2005, e parece que alguns anos depois apareceu uma crise. O Sales deve estar na lua, certamente.

    Por acaso o gráfico não tem os anos de maioria absoluta e do bloco central…por acaso, certamente ou por ignorância ou má fé do Sales?

    Quer provar o quê – que só há crescimento com minorias?

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  15. 15 15  Pedro Sales

    Caros Luís Vicente, Babalu e Mouzinho,

    O post refere, de forma clara, que a referência que faço à performance económica dos governos de maioria absoluta serve como forma de “confrontar” o discurso tremendista que justifica a necessidade de maioria absoluta, ou bloco central, com a catástrofe económica em que Portugal supostamente caíria com um governo de maioria relativa.

    Não foi a maioria absoluta que empobreceu o país, como é normal, mas quem agita o papão da maioria absoluta ou o caos económico deveria olhar melhor para os gráficos ou ter algum pudor antes de falar. Esse sim, é um discurso “simplista”.

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  16. 16 16  Nom_de_Guerre

    O Bloco Central não é só um artifício para perverter a essência da Democracia.

    É também um fracasso á partida, a não ser, claro, que o malabarismo ideológico deste PS consiga digerir uma MFL vinda do “tempo em que havia respeitinho”.

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  17. 17 17  Patricia

    Quanto á questão da governabilidade basta assistir a alguns dos debates quinzenais na AR,para ficarmos preocupados caso não exista nenhum partido com maioria absoluta.

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  18. 18 18  "ISTO" TEM QUE LEVAR UMA VOLTA

    no fundo, “a governalidade do costume”, é a da rotatividade entre PS/PSD, ou seja, uma especie de maioria absoluta, permanente, do centrão ao longo deste tempo, que nesta ultima decada só nos tem assustadoramente afastado da UE.

    PS é centrão, PSD é centrão, maioria absoluta seria a soma dos resultados catastróficos do PS+PSD para Portugal e isso seria mais uma vez o centrão.

    Está na altura de optar! e só há duas opções:

    Ou bloco Central

    Ou
    Bloco de Esquerda.

    Não ha mais alternativas na linha do horizonte

    Vida nova ou mais do mesmo

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  19. 19 19  Antonio Cunha

    13 Carlos Santos

    Voce esteve na manif hoje. Vê-se logo.

    Mas uma coisa lhe digo, lata não lhe falta.

    Continua a vir aqui promover o seu blog. Será porque ninguem lhe liga ?. Será porque as suas ideias são absurdas ?

    Chiça penico….

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  20. 20 20  Mouzinho

    ó Sales,

    quando diz”como é normal, mas quem agita o papão da maioria absoluta ou o caos económico deveria olhar melhor para os gráficos ou ter algum pudor antes de falar. Esse sim, é um discurso “simplista”.” teria de começar por não fazer um post simplista, e arranjar um gráfico a sério, e um tema abordado de forma séria.

    Nesta história do Bloco Central (que ninguém sabe se haverá) o mais engraçado é a histeria do Louça :batota eleitoral

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  21. 21 21  PEdro Sousa

    O gráfico prova que, não fosse a famosa crise iniciada com o sub-prime, o nosso crescimento com este Governo era óptimo.
    Crescemos de 05 para 06, de 06 para 07. Portanto, a maioria deve ser uma coisa boa

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  22. 22 22  redfish

    Esta história da maioria absoluta ou bloco central segundo os comentadores encartados e bem condicionados pelos seus patrões liberais tem tanto de demagogia, como os comentários que os mesmos comentadores têm feito sobre a nova lei do financiamento dos partidos, que acredito que Babalus e Mouzinhos também achem vergonhosa. O post é simplista? mesmo assim houve quem não o entendesse. Talvez se o P. Vieira fizer um desenho eles entendam.

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  23. 23 23  Maria

    Pois é e;
    se a malta for na cantiga do bloco ouvirá em breve esta cantilena ciciada, a passear nas ruas:
    1 bocadinho do bloco para mim -
    dois bocadinhos do bloco para ti
    e o resto da massa a dividir por dois lol
    aí ficaremos a saber que estamos todos tramados (…para não dizer ourtra coisa ….) mal pagos e tesos para sempre.;))

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  24. 24 24  joaquim azevedo
  25. 25 25  Andre

    Começo por lhe dizer que concordo que esse pânico da não maioria absoluta é um verdadeiro disparate evidentemente alimentado pelo PSD e pelos seus opinion makers. É o desespero a que se chegou. Insidia, clima de medo….etc.

    No entanto e olhando para o gráfico – que infelizmente só mostra anos mais recentes senão entendiamos que é tudo uma repetição. PSD estraga, PS arranja – aquilo que vemos é que o governo PSD/PP nos deixou uma bela herança, que o actual executivo a muito custo pois as resistências corporativas são enormes, conseguiu dar a volta, ciclo positivo este que foi interrompido pela escalada de uma crise internacional da qual ainda não sabemos com precisão quais as consequências e que se de alguem é a responsabilidade será dos neo-liberais que aplaudiam e incentivavam o deboche que eram as regras de mercado.
    Uma coisa é certa. É claro pelo gráfico que se o PS não tivesse agido com as medidas que tomou e tivesse seguido as politicas do PSD, estariamos neste momento ao nivel da Albania e com o país vendido ao City Group ou á Goldman Sachs como pretendem Ferreira Leite e o seu Vice.

    Ou seja, uma segunda maioria absoluta seria sem duvida a continuação de um ciclo positivo. Tudo o resto será um abrandamento da coragem e determinação com que este executivo tem atacado os problemas.
    Não é o fim do mundo.
    Mas é um abrandamento.

    De qualquer forma e perante este gráfico, pergunto como seria o gráfico caso o BE tivesse alguma vez formado governo?

    De um partido que só acena bandeiras da demagogia e do populismo, recheado de gente incapaz, que tem no PS o unico inimigo e ajuda o PSD nas tácticas de derrube do governo, só se podia esperar um belo resultado.
    Falam da economia nacional como se o país fosse uma mercearia.
    Se amanhã o BE ganhasse as eleições tenho a certeza que não sabiam nem por onde começar.
    Mas sei que a primeira coisa que faziam era fumar uma ganza.
    O que, nesse caso, seria provavelmente a melhor ideia.

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  26. 26 26  Andre

    para : “ISTO” TEM QUE LEVAR UMA VOLTA

    Mas o BE é uma alternativa?
    Desde quando?

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  27. 27 27  Tome

    Estou curioso de ver o gráfico referente a todos os anos desde 1930.
    Alguém o tem?
    Hehe

    Volta Professor!!

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  28. 28 28  PPP Lusofonia

    Os partidos são praticamente todos iguais, todos adoram gastar o dinheiro dos contribuintes futuros. Que vá crescendo a dívida pública, para não sobrecarregar os contribuintes-eleitores actuais que podem votar contra.
    O importante é tomar as decisões de governação certas e promover reformas sustentadas para tornar a economia portuguesa mais competitiva e mais forte.
    Os governos de maioria absoluta cometem tantos erros como os governos mintoritários.
    Estudar bem, consensualizar a sério, implementar a longo prazo. Será que a jovem democracia portuguesa consegue fazer isto?

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