“A III República criou as condições ideais — o desastre nuclear de Portugal — para que uma espécie de gente reles, sem o menor sinal de carácter, conquistasse o poder. O primeiro passo é livrar o Estado das suas garras, mas depois há que fazer algo pelas débeis instituições. Caso contrário, voltarão em força. Como as baratas.”
Carlos M. Fernandes, um dos promotores iniciais da Manifestação de dia 11 (via Ladrões de Bicicletas)


24 respostas ao post “A liberdade deles”  

  1. 1 1  clara martins

    Mas a Constituição da República não diz que são proibidas as manifestações fascistas?

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  2. 2 2  N. Vaz

    II República!!

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    Herique Morais Reply:

    Explique lá essa da II República…

    N. Vaz Reply:

    Portugal viveu várias décadas de ditadura em que o presidente da república não passava de um “fantoche” do nosso “distinto” ditador. Assim, pode-se considerar que houve um interregno de 40 anos entre a I republica e o sistema semi-presidencial que nasceu depois do 25 de Abril de 74. Há quem não goste, mas é mesmo assim!

    Henrique Morais Reply:

    Então a I república foi o que? Democracia? Não me diga que todos aqueles presidentes e todos aqueles governos não eram fantoches?
    Essa nova onda intelectual de distiguir as republicas é de uma desonestidade incrivel….

    N. Vaz Reply:

    Não há nova onda… Para mim -com todo o respeito- a I República foi bem mais plurar do que os tempos do Estado Novo… Mantenho-me na minha.

  3. 3 3  Chakan

    Hnmm, melhor citação não havia para mostrar a “fibra moral” de certas individualidades que por aí andam.

    E um filme inteiro já se começou a desenrolar na minha mente, onde, à frente da Assembleia, uns começam a assobiar a Marselhesa, outros o hino da Mocidade Portuguesa, e acaba tudo num tumulto que fará as discórdias dos chamados “bairros problemáticos”, parecerem um arrufo.

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  4. 4 4  José Mexia

    Ó Daniel Oliveira, não vá por aí… nem parece seu.
    Este “post” é quase infantil. Se ele vai eu não vou.
    Tenha calma.

    José Mexia

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  5. 5 5  José Bastos

    “débeis instituições” ?

    Quais instituições? Débeis como?

    Parece-me que as instituições estão a funcionar na perfeição, como um bom relógio, tal como foram planeadas e montadas.

    As nossas baratas são muito habilidosas.

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  6. 6 6  Alexandre Homem Cristo

    Caro Daniel,

    É evidente a desonestidade intelectual da sugestão que pretende passar, vinculando a opinião de uma pessoa a todo um grupo. Neste caso, aliás, julgo que até o Daniel, se se concentrar menos na forma (a citação que faz é conveniente, pois descontextualiza a expressão final), concordará com a ideia do post do Carlos M. Fernandes: o reforço das instituições. Este é um tipo de desonestidade de que também foi vítima, quando tudo o que vinha do Bloco lhe era colado a si, como se não fosse possível estar-se num partido e não subscrever tudo. E se é assim num partido, imagine só o que será num conjunto de pessoas politicamente diferenciadas que assinou um manifesto. Apesar de muitas vezes não concordar com o que escreve, tenho-o como uma pessoa inteligente, cujas opiniões considero e respeito. Lamento, por isso, o que tenta fazer neste post, que não é digno.

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    Daniel Oliveira Reply:

    EU subscrevo que o 25 de Abril (terá sido aí que começou aquilo a que este senhor chama de III República “criou as condições ideais — o desastre nuclear de Portugal — para que uma espécie de gente reles, sem o menor sinal de carácter, conquistasse o poder.”
    Acha que subscrevo?
    E que “o primeiro passo é livrar o Estado das suas garras, mas depois há que fazer algo pelas débeis instituições. ”
    Parece-lhe que subscrevo?
    O Alexandre tinha-me por um simpatizante do tempo da outra senhora?

    Alexandre Homem Cristo Reply:

    «(…) concordará com a ideia do post do Carlos M. Fernandes: o reforço das instituições».

    Daniel, acho que fui claro no que escrevi e que está a desconversar. De qualquer forma, concorde ou não, o ponto do meu comentário não é esse, mas antes a sua tentativa de desvalorizar um grupo pela opinião de um indivíduo.

  7. 7 7  Rui F

    E que tal “gazea-los” a todos?

    Já os vi começar por menos….

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  8. 8 8  Nom_de_Guerre

    Aparentemente só falta aparecer um grande líder carismático e “decente” para levar embora esta bandalheira da Democracia Representativa e instaurar a liberdade de expressão que interessa a alguns.

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  9. 9 9  nuvens de fumo

    Mas não sei qual o espanto, afinal a esquerda extrema não está de mãos dadas com a direita mais conservadora num passeio romântico pelas costas da madeira, numa alegre brincadeira a ouvir os telefonemas alheios e também a adiar a reforma contributiva.
    Se andam tão felizes com este namoro e tão alegres com a companhia, experimentando novas poções no parlamento não deveriam espantar-se com os golem que por aí comecem tomar forma.
    Estes como o original nascem da hubris.
    Veremos como tudo isto acaba.

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  10. 10 10  Cecilia

    Qual é a bitola das pessoas? Verifico que no meio disto tudo, como em quase tudo, um número excessivo de pessoas em vez de analisar as situações e pensar nas questões fulcrais reage como se vê: se o Manel vai, eu não vou; se a Maria pensa uma coisa eu tenho que pensar o oposto.
    Sectarismo, imaturidade democrática, mas que grande chatice que este país é. Assusta.

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  11. 11 11  António Viana

    Portugal já ouviu destes mesmíssimos alertas para os perigos de “messianismo”, do autoritarismo, de aproveitamento da direita, de cripto-fascismo. Vieram dos ideologicamente puros que não se “conseguiam rever” na maior manifestação popular que houve em Portugal contra o Estado Novo.
    Vieram daqueles que, “apesar de” condenarem o afastamento de Raul Rego não se “conseguiam rever” na linha do PS em relação à “República”.

    Já todos vimos essa técnica de Arrastão – e o que isso significa.

    A espera de um tempo certo para não dar um passo em falso. Só que em política, esses momentos nunca chegam. A política é a arte da imperfeição.
    Se a esquerda do Arrastão tem medo de que a manifestação faça isto ou aquilo, só lhe resta ocorrer em maior número, vestindo-se de preto se quiserem ou gritando mais alto “Nem com Sócrates /nem com Cavaco” .Mas acho que deviam ir. Faziam falta. Não se arrastem.
    Amanhã não é sobre política, é sobre aquilo que torna a política possível. É demasiado tarde para se ficar em casa.

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    Daniel Oliveira Reply:

    A comparação é um absurdo e um insulto à nossa memória.

    Daniel Oliveira Reply:

    Aqui o que se trata é mesmo ter dificuldade em manifestar-me ao lado de alguns saudosos do Estado Novo.

    Minhoto Reply:

    “Aqui o que se trata é mesmo ter dificuldade em manifestar-me ao lado de alguns saudosos do Estado Novo.” Vamos fazer contas, se um saudoso tivesse a bonita idade do Daniel Oliveira no dia 25 de Abril de 1974 hoje rondaria a bonita idade de 76 anos, parece-me que a “brigada do reumático” vai ficar apenas na saudade e não vai poder ir devido ao frio. Não vejo os mesmos problemas quando festeja os golos , “ao lado” dos imbecis skins da claque do seu clube do coração.
    O que realmente se passa é que o BE está a implodir pois não consegue marcar a agenda política, esgotou os temas fracturantes e cansou os portugueses. E há outro factor é que a Esquerda acha que têm propriedade sobre certas matérias e quando não tem estaleca sofre de uma CIUMEIRA patente nas atitudes do D.O. como se pode comprovar nas suas atitudes.

  12. 12 12  António Viana

    ” Continuem na postura dos “puros” que se entrincheiram em terras mais “sólidas”, distante dos bárbaros que até saem de casa para uma “rua” onde alguma suposta “esquerda” acha que só ela pode marchar – orgulhosa, só, em perpétuas cisões e re-cisões, gerando amebas cada vez menores e mais inofensivas.
    Se estes fossem de novo os dias de Humberto Delgado, lá se atolariam em reuniões infindas para analisar o carácter aventureiro do homem, a suas ligações, o seu currículo mais que duvidoso; entretanto, já teriam passado as eleições e a História. ” : L.R no blog 5 dias. Também considera esta comparação absurda? Temo que sim.
    Sabe, a memória colectiva da resistência ao Estado Novo não é património da sua ou de qualquer outra esquerda. A manifestação de 1958 no Porto não foi uma manifestação de esquerda.
    Ainda assim , se ofendi a sua memória queira desculpar-me.

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  13. 13 13  cafc

    “Filhos da puta de progressistas do caralho da Revolução que vos foda a todos”.
    (excerto de FMI – José Mário Branco)

    Sabem que nunca utilizei este tipo de linguagem. Confesso que, por vezes, já tive vontade mas…
    Hoje, aproveitei a Liberdade artística do Zé Mário e citei-o, para me manter “puro”. “A culpa é dele, a culpa é dele…” Oportunisticamente, manifesto o meu “estado de espírito”.

    Não repito o que já “disse” sobre este assunto. Só acrescento que já houve “N” manifestações contra o ” abuso do poder socrático” e, a maior parte dos organizadores desta, nunca alinharam.
    Antes pelo contrário. Apoiaram o “abusador”, com apelos implícitos ao “castigo” dos manifestantes.

    “Sardinhadas à integralismo lusitano, meio Rolão Preto…”, NÃO, obrigado!
    Já me bastou uma “União Nacional”. Como já tenho o direito de escolher as minhas companhias, faço-o.

    Não mencionei um único nome. Este comentário é dedicado a quem quiser “enfiar a carapuça”.

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  14. 14 14  Rui F

    “…Célulazinhas cinzentas. Sempre atentas”

    Grande abraço

    :-)

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  1. 1 cinco dias » Antes dar um beijo na boca do João Miranda do que fazer campanha em tal companhia

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