© rabiscos vieira
José Sócrates parece não ter percebido nada do que se passou ontem no CCB e o que levou uma sala em peso a vaiá-lo. Ao mandar dizer que chegou às 21h10 ao CCB, ficando 20 minutos à espera do seu homólogo cabo-verdiano, José Sócrates assume que viveu despreocupadamente com a decisão de não iniciar a ópera sem a sua presença. Se estava no CCB, sabia que as portas continuavam abertas e as luzes acesas. Se estava no CCB, sabia que os organizadores estavam à sua espera para dar início à ópera. Se estava no CCB, sabia que mil pessoas, que tinham pago o seu bilhete, continuavam sem saber por que raio o espectáculo não começava. Sabia, mas nada fez para que a ópera tivesse início.
A questão nunca foi o seu atraso. É fazer mil pessoas esperar 30 minutos pela chegada de José Sócrates para que se inicie um espectáculo, tratando os espectadores como figurantes do primeiro-ministro. É a (falta de) urbanidade que está em causa. Da administração do CCB, que parece julgar que vivemos numa monarquia, e de um primeiro-ministro que reage com naturalidade à ideia de que mil pessoas estejam meia hora à sua espera para que se inicie uma ópera. Compreende-se as vaia e entende-se a indignação. Lá por a ópera se chamar Crioulo não é caso para tratar espectadores como escravos coloniais à espera do senhor.
PS: mesmo sendo verdade, a forma com o primeiro-ministro não hesita em cometer a indelicadeza diplomática de responsabilizar o primeiro-ministro cabo-verdiano pelo incidente é todo um programa.
60 comentários 28 Mar 09 em Sem categoria60 respostas ao post ““A night at the opera””
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República das Bananas, bem dizia Guterres… (quando dizem não é porque é mesmo!)
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O nosso problema é termos um PM com um problema de carácter. O homem é de má rês.
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Ó Pedro Sales, que idade tens?
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Não exagerem, por favor…
Qualquer dia o homem não pode pôr o pé na rua.
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“e de um primeiro-ministro que reage com naturalidade à ideia de que mil pessoas estejam meia hora à sua espera para que se inicie uma ópera.”
Este blogue está mesmo a baixar ao nível da TVI, no que se refere a ataques pessoais feitos de forma desavergonhada.
Mas afinal quem é que chegou atrasado, foi o PM português ou foi o PM cabo verdiano ?
Ou seja, as pessoas estiveram todas à espera de quem ?
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“É a (falta de) urbanidade que está em causa. Da administração do CCB, que parece julgar que vivemos numa monarquia,…”.
O que é que a monarquia tem a ver com o assunto?!! Forte e estranho preconceito o seu!
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Que eu saiba a monarquia europeia é sobejamente mais urbana, mais recatada e sobretudo mais séria dos que a podridão republicana que gangrena alguns países europeus.
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Valupi,
O facto de, após o texto do Pedro Sales, se reagir com uma pergunta perfeitamente despropositada e insultuosa, que visa apenas diminuir o autor do post, revela tudo o que é necessário acerca de quem envereda por tão triste caminho.
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Chico da Tasca: Quem lá estava seguramente não estava à espera de nenhum deles!
Experimentem assistir a qualquer espectáculo no estrangeiro e vejam se alguém espera por quem quer que seja.
Mas também não faz falta, porque as pessoas sabem que horários são para cumprir, tanto no trabalho como no lazer.
Neste caso houve falta de respeito em relação aos espectadores mas também em relação aos artistas, que são quem deveria brilhar.
Assumindo que é verdade o que argumentou, não deveria ter justificado a situação com o atraso do seu convidado. Que tremenda falta de diplomacia !Arranjasse forma subreptícia de entrar sem se fazer notar , paciência… (mas isso desviava as atenções de si mesmo e isso é um problema para o nosso PM).
Espectáculo deplorável de vaidade.
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Quem deveria ser criticado e fortemente é o director/responsável do CCB por se ter ajoelhado e colocado a cultura ao serviço da política!
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Já não se utiliza a expressão “não bebeu chá quando era pequeno”?
A naturalidade com que muitos portugueses assumem e defendem o atraso a compromissos é assustadora. Neste caso, a desculpa com o visitante estrangeiro é igualmente deplorável. Não chegavam a horas, deveria começar o espectáculo e os atrasados seriam depois conduzidos aos lugares, em silêncio. As pessoas foram à ópera para ver o espectáculo ou para gramar políticos incumpridores? Com exemplos destes, como podemos criticar os (pouco) cidadãos que chegam a meio das sessões de cinema, perturbando quem chegou a horas? Não digo isto para ser contra o PM, mas sim porque sou muitas vezes vítima deste incorrigível hábito.
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RIP
Para mim este blog morreu…
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Tenho imensa pena desta polémica. Não sei se o Pedro Sales esteve no auditório mas parece-me que não. Eu estive. Entrei à hora certa, convencido que as portas se fechariam pouco depois, como, aliás, se pode ler no bilhete. Enganado. Por volta das 21h30 ainda faltava entrar muita gente. Entre essa multidão sem educação*, o nosso Primeiro-Ministro. No entanto, Socrátes e respectiva entourage não foram os últimos a entrar no auditório, isso lhe posso garantir. Pelo menos 1/5 da sala estava por preencher nesse momento. E houve quem não se tivesse sentado até as luzes se apagarem.
*a falta de educação não ficou por aqui: os telemóveis a tocar; os blackberries a piscar porque os seus donos podem receber um email importantíssimo durante a ópera; conversinhas de café durante o espectáculo. O costume, portanto.
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Condenável acima de tudo é a vassalagem da direcção do CCB.
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Meu caro,
Gostei muito deste “post”.
Eu, comentei assim
http://atributos-1.blogspot.com/2009/03/quem-semeia-ventos.html
Melhores cumprimentos
JM
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Ana,
com o devido respeito, discordo parcialmente, porque aqui há vários intervenientes que não estiveram bem. O Director do CCB podia e devia ter dado inicio ao espectaculo, mas depois como ficava perante um PM que se arroga o direito de esperar outra atitude? e a dependência do subsidio cultural?
Este é um problema de mentalidade muito amplo.
Em qualquer ponto do pais sempre que chega um ministro, um secretário de estado, anda tudo numa lufa-lufa para estender a passadeira vermelha e depois convencem-nos que tudo podem. Só não fica bem na fotografia quando as pessoas não alinham na figuração e foi o que aconteceu no CCB. Alguns politicos em Portugal não convivem bem com as prioridades: ainda não entenderam que a sua missão é ao serviço da sociedade e não a sociedade ao seu serviço.
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p. gomes
o que se diz neste post é que as pessoas esperaram pelo Sócrates e isso não é verdade.
Quem chegou atrasado foi o PM cabo-verdiano.
Querem tirar de lá o Sócrates para lá porem o Louçã, ou a Ferreira Leite, ou seja quem fôr e por isso é o vale-tudo.
Até porque esta questão não interessa a ninguém.
Isto é ataque pessoal puro.
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Erroa fatal o seu, ó Daniel, como o daquelas pessoas todas, se não perceberam, não percebem, que não foi por mim, tout cour, que esperaram, se não por um cavalheiro que não fez mais que o seu dever de esperar uma senhora que se havia atrasado.
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É isso, Gonçalo, uma feira das vaidades. O PP (primeiro-par, li esta expressão no 5 dias e achei-lhe imensa piada – http://5dias.net/2009/03/28/estava-se-muito-melhor-nas-revistas-cor-de-rosa/ – é o bode espiatório da corte.
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Claro, Chico da tasca, a boa-educação, a pontualidade, que é uma coisa importantíssima, porque o tempo é muito importante, são puramente coisas sem o menor valor.
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Erroa fatal o seu, ó Daniel,
Vocês deviam ler as coisas com um bocadinho mais de cuidado.
O senhor Daniel Oliveira não comenta, nem é o autor deste post.
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Lili
eu vou explicar devagar : quem faltou à pontualidade foi o PM caboverdiano. O sócrates teve de esperar por ele para entrar por via de uma coisa que se chama protocolo. Às tantas o Sócrates queria tanto ir gramar a ópera quanto eu.
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O’ Sales… la’ esta’, e’ tanta a cegueira que nao ve a prova obvia dessa enorma ‘campanha negra’: a culpa e’ do cabo-verdiano carago.
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Chico da tasca, V. é omnisciente?
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Julgava que o texto era claro, pelos vistos não. Eu sei que o atraso foi da responsabilidade do PM de Cabo Verde. Mas o problema nunca foi o atraso, foi uma sala inteira estar à espera dos dois PM para que a ópera pudesse começar.
Se Sócrates, como dizem os seus assessores, esteve 20 minutos no CCB à espera do PM de Cabo Verde podia ter dito ao CCB ( que também não sai nada bem desta história, Ana) para começar a ópera.
Ser convidado de honra não dá direito a fazer esperar mil pessoas que pagaram bilhete. Se espectadores tivessem sido convidados pelo PM, tudo bem, mas não foi esse o caso.Era espectáculo normal, pago com dinheiro das pessoas. Que não são figurantes do PM. De Portugal ou de Cabo Verde.
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Caro GOnçalo #13
Não, não estive. Estava na Casa da Música à mesma hora. Mas tinha uns bons 6 amigos no CCB e que, mal terminou a ópera, me telefonaram a explicar o sucedido.
Havia gente nos corredores e a entrar já passava das 21 horas? Claro. As luzes estavam acesas e as portas abertas, normalmente dois sinais de que o espectáculo ainda não está para começar.
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O que é lamentável nisto tudo é ver o BE alinhar pelo ataque pessoal ao PM, tal como faz a direita mais reaccionária. E depois dizem-se de esquerda!
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O que me mete mais confusão é haver quem ache tudo isto normal e sem importância nenhuma. Não é normal e tem um significado muito mais profundo do que querem fazer crer. Depois, este episódio, para além do mais, tem a ver também com boa educação. Havia alguma indicação de que o espectáculo só começaria com a chegada de suas excelências?
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Fez-me sorrir o facto de o artigo vir ilustrado com um retrato de Luís XIV – o autor da frase “a pontualidade é a cortesia dos reis.”
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Aqui há uns anitos – (a história passa-se na austria , centro mundial da ópera de melhor qualidade segundo alguns dos seus melhores fans) estava eu numa de salas de música e opera de viena , sentadita na espera de que a cena abrisse para ver um espectáculo de primeira grandeza com o grande pavarotti.
Sala cheia, a deitar pelas costuras , uma multidão que ia desde a criticos homens de cultura e negócios amantes da música , especialistas em operas e operetas e muito politicos que nessa noite para além do pavarotti, esperava-se também o sr bruno kreyski o homem que dirigia os detinos austriacos á época.
Ora aconteceu que a hora para o começo do brilhante espectaculo chegou , mas o sr kreyski não.Chegou ele e sua companhia -mulher e filho -cerca de 45 minutos depois. Durante a espera ouvi apenas aquilo que se costuma ouvir nas operas , ligeiros tossicares , algumas palavras ciciadas , possiveis sons de pessoas que procuravam discretamente não adormecer nas cadeiras , mas nada mais.
Nem gritos e muito menos vaias.
Quando o sr chegou talvez um ligeiro suspiro de alivio e imediata concentração no que se iria passar a seguir, a dita opera com o sr pavarotii que todos queriamos ouvir.
No dia seguinte os jornais noticiaram a razão do atraso.
-Um qualquer evento politico que já não recordo que metia petróleo e arabes.
Nesta coisa de culturas a paciência e a boa educação valem muito.
Sabemos que a cultura portuguesa sempre teve o seu quê de impaciente , o que não sei se será uma mais valia lol.Quanto a educação ,pois não sei.
Só sei que achei muita graça que naquela noite em que o sr kreyski chegou atrasado ninguém se tivesse lembrado de o vaiar.Mas nisto de culturas e paises não os há 2 iguais , já se sabe e há sempre os que são melhores que outros.
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Martins #27
“O que é lamentável nisto tudo é ver o BE alinhar pelo ataque pessoal ao PM, tal como faz a direita mais reaccionária. E depois dizem-se de esquerda!”
——
Que eu saiba este blogue não é do BE, pelo que é muito “feio” tomar o todo pelas partes.
Se queres ir por esse caminho, todos corruptos já detectados no PSD e PS implicariam que o estes partidos fossem os paladinos da corrupção em Portugal.
Vamos ser sérios e não usar de subterfúgios falaciosos, para bem de nós todos e deste País.
As opiniões dos promotores deste blog, bem como os teus e os meus, não responsabilizam ninguém a não ser os próprios.
No caso presente deste “post”, quanto a mim quem andou mal foi a direcção do CCB que não respeitou os artistas nem o público pagante.
O PM não terá tido a subtileza necessária para “aconselhar” quem de direito a dar início ao espectáculo, uma vez que o protocolo justifica perfeitamente o seu atraso. Quanto a mim foi este o seu erro. As vaias deveriam ter ido para a direcção de CCB.
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Martins, a direcção do PS é de Esquerda, então onde está a Direita?
Tá bem, há uma direita não reaccionária!
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O homenzinho NÃO PRESTA, porque não respeita NADA nem NINGUÉM, principalmente os mais necessitados. Entretanto os amigalhotes parece que continuam a estar cada vez melhor na vida.
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Peço imensa desculpa, mas para mim não há cidadãos de primeira e de segunda categoria.
O que parece que é o ponto fulcral deste fait-divers não é se a culpa é do PM português ou do PM cabo-verdiano. Se um é convidado do outro, então o que convida espera pelo convidado.
Mas era ocasião de Estado? Quem não tem de esperar são os outros cidadãos que lá estavam, a leste do que se estava a passar. Ou por acaso foram alertados para isso?
Com vaia ou sem vaia, eu censuro é a tendência de não cumprimento dos horários -para tudo em geral- em Portugal. Seja o PM português , o PM Cabo.verdiano ou seja o da república dos ananases.
Chegava, assumia o atraso e entrava discretamente. O problema aqui é o protagonista gostar de holofotes e o Director do CCB gostar de salamaleques.
De qualquer modo, como facto isolado teria a importância relativa que tem …
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Pelos finórios tiveram que aguardar
para dar início à representação,
mais um caso para bradar
esta falta de educação!
O mexilhão espectador
de espectáculos culturais,
este caso é revelador
de princípios amorais!
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José Luiz Sarmento
Tem piada que a frase que me veio à cabeça foi:
L’Etat c’est moi!
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Este post é uma trampa e não é digno de um blog que tenho como decente.
Na sociedade em que vivemos considero, salvo raras excepções, os políticos como gente pouco recomendável, mas fazer incidir esta parvoeira na pessoa de José Sócrates é uma cretinice, aliás, ao nível da justificação deste, ao atribuir a culpa do atraso ao seu homólogo de Cabo Verde.
Conheço pessoalmente um político que, acidentalmente, foi primeiro-ministro e que chegava, e chega, por hábito sempre atrasado a cerimónias, sendo eu testemunha directa, e vítima, dessa falta de educação, nunca tendo visto uma linha escrita sobre o assunto.
Por isso, centrar esta questão com o intuito de mais lenha para a fogueira de José Sócrates é um discurso do mais rasca que pode existir, quando, ao que parece, muita gente chegou bem depois do atrasado aqui crucificado.
Tenham maneiras e percam tempo com o essencial e não com porcarias do tipo da cadeira de Cabo Verde e que uma jornalista não gostou de levantar o rabinho para ceder o lugar a um ministro.
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Pedro Sales, ontem enviei um comentário, em diálogo com um outro comentador. Que lhe aconteceu?
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Valupi,
Apaguei-o. No comentário a que se refere, mandava o outro comentador parar de beber vinho. Desculpe, mas há limites. O insulto gratuito é um deles.
Se quiser replicar a mensagem, deixando de insinuar que o outro comentador – que não conheço de lado nenhu – é alcoólico, terei todo o prazer em aprová-lo.
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Ok, Pedro. Muito obrigado pela explicação.
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«Mas nisto de culturas e países não há dois iguais, já se sabe, e há sempre uns que são melhores que outros».
É verdade, Maria. Numas coisas, a Áustria é melhor que Portugal; noutras, Portugal é melhor que a Áustria. No caso da vaia, acho que os portugueses andaram melhor. Explico porque penso assim no meu blogue.
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“e a dependência do subsidio cultural?”
Pgomes, tem razão… esqueci-me que, de facto, em Portugal a cultura está ao serviço da política!
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O blog é seu e fará como muito bem entender.
Aliás até já há um comentador que acha que os senhores não têm nada a ver com o Bloco de Esquerda.
Agora o que me parece é num sítio onde já se leram os maiores insultos e dos senhores mesmo a insinuação que Sócrates é (bem vocês sabem do que é que estamos a falar) cortar a resposta de um comentador a outro só porque ele insinua que o mesmo está bêbado, parece-me ao nível do mestre-escola dos anos 50.
No entanto também é verdade que todos nós temos um Salazar bem escondidinho com lápis azul bem dentro de nós.
Deixe-os lá entreterem-se um com o outro.
Agora vou por uma velinha á Santa Filomena para este comentário passar.
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O mais espantoso, nesta caixa de comentários, é haver quem ainda responda ao Chico da Tasca…
Acho eu, claro.
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Se calhar o atraso foi da Cancio, ou talvez não. Sabem como são as mulheres…
”
Como anfitrião, o primeiro-ministro português, que chegou às 21h10 (um atraso de dez minutos para o início previsto do espectáculo), não podia entrar na sala sem o seu convidado, o chefe de Governo de Cabo Verde, que está em Portugal em visita oficial, explicou ao PÚBLICO um asssessor de José Sócrates, acrescentando que se o atraso fosse da responsabilidade do primeiro-ministro português o espectáculo teria começado sem ele.”
Socas meus rapaz caiste nas graça dos putos aqui do blogue. Agora tens que te haver com eles..
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J,
Pela enésima vez, a questão não é o atraso – perfeitamente nornal em quem tem uma agenda híper preenchida – mas o facto de mil pessoas, que pagaram o seu bilhete, terem ficado à espera de quem chegou atrasado. Se o evento fosse organizado pelo governo, e a plateia estivesse cheia de convidados, tudo bem. Mas não foi esse o caso.O problema foi tratar espectadores como figurantes.
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Fado Alexandrino.
Tem razão. Há muitos comentários insultuosos que acabam por ser aprovados. Erro nosso. Todos os dias são publicados uns 100 comentários no Arrastão, alguns deles bem extensos. Infelizmente, alguns acabam por passar no crivo e contribuir para um clima muito pouco propício ao debate. O problema, parece-me, não foi ter apagado este, mas não ter feito o mesmo nalguns casos semelhantes.
QUanto à acusação que, segundo o Fado Alexandrino, aqui fizemos sobre a honestidade do PM, sempre gostava se saber onde é que a foi encontrar.
O Daniel tem dito que a notícia da TVI são notícia em qualquer lado do mundo. Eu critiquei a forma como os licenciamentos urbanísticos, em geral, são feitos e a forma como Sócrates “inventou” os Pin para contornar a legislação ambiental e fazer tábua rasa da protecção das áreas protegidas. Tanto o Daniel como eu temos criticado o discurso da campanha negra. MAis do que isto, sinceramente, não me lembro.
O que me parece, caro Fado Alexandrino, é que já não lê o blogue pelo que nele escrevemos mas através da ideia que já formulou sobre os seus autores.
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Pedro Sales
29 Mar 2009 às 21:57
Como reparou eu não digo que fazem acusações, fazem insinuações, rima e parece-me verdade.
Não tem propriamente maldade nenhuma, é um desporto em que nós, os tugas, ganharíamos certamente um campeonato mundial.
Deixe-me acrescentar que acho isto absolutamente legítimo.
Um blog não é um jornal nem um tribunal e deve reflectir as idiossincrasias dos seus autores.
Aproveito para lhe dizer que o que me horroriza, isso sim, é a avalanche de erros de português que aqui aparecem.
Eu nunca publico um post que não o faça passar pelo corrector ortográfico, não percebo porque é que as outras pessoas não fazem o mesmo.
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E o ministro Rui Pereira sentou-se no lugar de quem, já agora?
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«O problema foi tratar espectadores como figurantes.»
Pedro Sales,
Este assunto não tem nenhum interesse… foi o que eu lhe quis dizer com o meu comentário.
E quem não cumpriu com o horário foi o CCB, já que o seu início era ás 9:00 e não quando chegasse o último espectador.
E, pelos vistos, não terão sido as pessoas em questão as últimas a chegar, sobretudo José Sócrates, já que o PM de Cabo Verde chegou bem depois.
E, já agora, José Sócrates obrigou o CCB a esperar por ele?
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Não há assunto mais interessante?! Este Pedro Sales que frequenta a Casa da Música e tinha 6/7 amigos no CCB está cada vez pior.
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O homem é de facto mal formado e incapaz de assumir o que quer que seja como sua culpa…Da sua má formação só tinhamos notícia no que diz respeito à sua vertente académica, mas cada vez mais também o confirmamos na sua vertente pessoal!
E viva nós, que suportamos ser liderados por um otário!
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Caramba, deixem o homem, tudo serve para o criticar, menos naquilo que realmente o devia ser, e é isto que realmente começa a cheirar mal.
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53 jv
30 Mar 2009 às 20:18
Caramba, deixem o homem, tudo serve para o criticar, menos naquilo que realmente o devia ser, e é isto que realmente começa a cheirar mal.
Mas é que não podia estar mais de acordo, esta treta de o homem não se poder mexer sem assobios , para além de enjoar é grande prova de ele há gente que não presta mesmo para nada, nem para ir a ópera.
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Ó Alfredo, ainda estará para vir o dia em que o pessoal descubra o que é para ti um post interessante…talvez um escrito por ti??
…Ou então não tens imaginação suficiente para fazer outro tipo de comentários!
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Monarquia nada tem a ver com falta de pontualidade, bem pelo contrario-pontualidade é devisa de reis!
Seu jacobino primario!!
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Eu nestas coisas sou muito pragmático, a bes…que fez esperar toda a gente devia era levar um mu…nas ventas perdoem-me o vernáculo
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