

Devo dizer, que de todos os argumentos contra a aprovação do direito dos homossexuais ao acesso ao casamento civil, o que mais me irrita é o da “prioridade”. Irrita-me porque, não tendo coragem de ir ao debate, é o mais discriminatório e falso de todos os argumentos. E, em simultâneo, o mais absurdo.
É absurdo, antes de mais, porque se legislássemos pela ordem das prioridades não faríamos nenhuma lei sobre nenhum tema enquanto não resolvessemos os mais graves problemas de pobreza no país. É absurdo, porque não me parece que nenhum problema fique com a sua resolução suspensa porque, numa manhã, no Parlamento, os deputados aprovam uma alteração ao Código Civil. É falso, porque havendo uma inconstitucionalidade por omissão, a mudança da lei, do ponto de vista da coerência jurídica do sistema, é uma urgência.
Mas é sobretudo o mais evidente sinal da discriminação. A igualdade perante a lei, que neste caso tem repercursões na vida concreta de pessoas concretas (e não são assim tão poucas), nunca é uma urgência para quem não é discriminado. Só o é, na realidade, para quem tem menos direitos que os demais. A única razão porque o poder politico pode assumir que o fim desta desigualdade não é urgente é por considerar que os direitos das minorias, por serem minorias, são secundários. E essa é a base de todas as discriminações.
Não tenho dúvidas de que, quando os americanos começavam a enviar tropas para o Vietname, os direitos civis e eleitorais dos negros não seriam a primeira prioridade dos americanos. E, no entanto, foi em 1965 que os direitos eleitorais de todos os negros foram garantidos nos EUA. E o que diremos hoje de quem tenha usado o argumento da “prioridade” contra a igualdade de brancos e negros perante a lei? Não tenho dúvidas que na ressaca da primeira grande guerra as exigências das sufragistas poderiam parecer distantes das prioridades de uma Europa desfeita. Mas faz este ano 90 anos que as mulheres britânicas conquistaram o direito de voto e 80 que o tiveram em igualdade com os homens. E o que diremos hoje de quem tenha usado esse argumento contra a igualdade de homens e mulheres perante a lei? Num e noutro momento não faltaram sorrisos trocistas de quem achava que “aquilo” não correspondia às preocupações fundamentais dos cidadãos.
O argumento da prioridade é o argumento de quem recusa os direitos e não se quer dar ao trabalho de argumentar. Não recusam apenas os mesmos direitos aos homossexuais. Recusam a sua visibilidade enquanto cidadãos. Não são apenas os seus direitos que valem menos. É o seu direito a exigi-los.
Por Daniel Oliveira 6 Out 08 em Sem categoria41 respostas ao post “A prioridade”
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Peço licença, como mais velho, para lhe dar um conselho.
É altura de discretamente deixar cair este assunto.
Vou dizer-lhe porquê:
Primeiro, porque na realidade a maioria do povinho está-se nas tintas para isto e não gasta um minuto a pensar no assunto.
Segundo e muito mais importante, é preciso não perder a última bandeira.
Ora veja, mal o casamento seja autorizado, e não há dúvida nenhuma que o lobby gay vai conseguir esse feito, segue-se que o primeiro será um folclore dos maiores com todas as televisões e jornais a cobrir ( o termo não é lá muito lindo, mas enfim)o enlace, o primeiro beijo, entrevista ao Louçã, o atirar do arroz e prontos.
Ao segundo vai lá a SIC e a TVI e ao terceiro só vai a TVI, sendo que depois tudo acaba no silêncio dos dias (hoje porque o assunto é romântico deu-me para a poesia).
E depois que mais bandeiras é que ficam para o Bloco de Esquerda espantar o país?
Está a ver, onde é que eu queria chegar?
A prioridade e o sentido de oportunidade, significam apenas, que há políticos que não têm fato adequado ao casamento. Eles concordam, mas não têm orçamento para fato novo e fica mal aparecerem num casamento de fato usado. Enfim, há tantas formas de hipocrisia, que é apenas mais uma.
Ora nem mais: os direitos fundamentais são sempre prioritários e não podem estar dependentes da vontade de cada um. E, já agora, desde quando é que o cumprimento da Constituição está dependente de programas eleitorais? Esta discriminação é, no mínimo, vergonhosa.
@ Fado
Peço licença, como mais novo, para lhe dar um conselho.
É altura de discretamente deixar de dizer parvoices.
Não percebi, o casamento é um direito fundamental?
DO, a sua delirante cruzada vai leva-lo até onde?
Esperemos que tenha melhor sorte que o rei Balduíno IV!
O DO insiste na tese da descriminação, mostre-nos lá a lei que impede os homossexuais de casar.
Peço licença, como mais novo, para lhe dar um conselho.
Muito obrigado pelo seu interesse.
Dê-me antes um concelho.
Ibn, tenho pouca paciência para desconversa. Os homossexuais não casam com pessoas do mesmo sexo.
muito bem daniel!
há que sublinhar que, muito embora os opositores ao fim desta discriminação (homófobos) tenham direito às suas opiniões, elas não devrão ser mais estimáveis do que as das pessoas que ainda acreditam no racismo, xenofobia, machismo, etc…
obrigado
um dos teus melhores post’s sobre esta matéria que são os direitos de cidadania.
a vergonha fica com quem se diz pela igualdade, liberdade e solidardade e pratica o seu oposto.
A questão das “prioridades” é um sofisma para escamotear conveniências políticas.
O termo que entendo mais próximo e real é “oportunidade”.
Dado o toca a reunir do PS para as próximas eleições, o tema não é que não seja ou deixe de ser prioritário, o que não é é oportuno.
Suscitava clivagens de opinião e era tema para pegar fogo nas hostes e isso será o que menos convém a Sócrates neste momento e daqui para a frente até Março.
E sabe-se como, historicamente, Manuel Alegre é o primeiro a pegar no extintor nestas alturas…
Exmo. Senhor Daniel Oliveira,
Pedimos desde já desculpa por interrompermos as suas importantíssimas divagações acerca de tão fundamental direito! Mas deixe que lhe diga quaisquer tentativa de comparação (mesmo que com pezinhos de lã) que tente estabelecer neste seu artigo são no mínimo de mau gosto e no máximo de uma estupidez atroz, para além de serem muito pouco respeitosas por quem perdeu a vida a lutar por ter ser tratado quase em pé de igualdade.
Por falar em desconversa sabe quem escreveu isto? “(…) quase lhe posso garantir que todos os homossexuais, desde que não sejam inferteis, conseguem ter filhos.”
Se não sabe, posso colocar o link!
Oh Homem você vê argueiros nos olhos dos outros mas não vê trancas nos seus, enfim!
Embora já se tenha escrito milhares de vezes, ninguém é contra a atribuição dos direitos e deveres do casamento aos ajuntamentos de pessoas do mesmo sexo.
Faça-se uma lei que acabe com o choradinho de que não podem visitar os parceiros nos hospitais.
Mas claro que isto não satisfaz.
Se assim fosse onde é que depois ficava o folclore.
Fado, explique-se lá: folclore por quê? Porque raio trata o senhor com tanto desdém as reinvindicações de pessoas que pagam os impostos como o senhor e são cidadãos como o senhor? O que o faz pensar que está acima deles e que as suas aspirações merecem apenas umas piadinhas idiotas?
O folclore é apenas este: querem os mesmos direitos que o senhor tem. Os mesmos. Não é leis especiais. É as mesmas. Assim como, quando lhes cobram o IRS, é a mesma lei que lhes aplicam.
O senhor sabe tão bem quanto eu que não é legalizar-lhes o casamento que estimula os LGBT nesta cruzada.
Aliás até estou com alguma curiosidade saber se passará da meia dúzia aqueles que se irão expor de uma maneira tão pública.
O que interessa é o folclore.
E o que é o folclore?
Pois não é mais do que atraindo como mel as televisões as rádios e os dirigentes fracturantes ir impondo um modelo de sociedade que a maioria da sociedade não reconhece como correcto.
Os direitos estavam mais do que garantidos, mas isso não chega porque a seguir vai ser logo lançado novo assalto.
Qual é?
Pois está-se mesmo a ver, a adopção.
E depois com muita facilidade, vão às Casas Pias e levam uma criancinha, novinha, para ser ensinada.
De direito em direito, até estar tudo torto.
Fado,
partindo, do começo do princípio do seu primeiro comentário (está situado?), deixe-me dizer-lhe 3 coisas que são 4:
Primeiro, este assunto é tão “externo” ao povinho de que fala como o problema das indústrias de fiação do Vale do Ave. Também não consta que haja muitos milhões de portugueses dependentes dessa industria.
O problema É QUE HÁ portugueses ou residentes com problemas nessa área.
Não se trata de um caso de número. Trata-se de um problema de justiça equitativa para os sujeitos cidadãos e contribuintes.
É que por essa ordem de ideias só se governava para os cidadãos do Benfica que, como é sabido, são 6 milhões, por defeito (por defeito os números, entenda-se).
Há transformações na sociedade e no modo de organização “familiar” que se alteraram nas últimas dezenas de anos. Isso é objectivo e não depende de vontade sua ou minha. Esses cidadãos que operaram ou apoiaram essas transformações são contribuintes, colaboradores, trabalhadores e agentes activos da sociedade que temos, boa ou má. Como tal tem o Estado obrigação de os acolher e proteger, não mais mas tanto quanto aos outros.
Quanto ao folclore, aceite-o como natural. Afinal sempre que há uma mudança considerada positiva é normal que haja festejos. As TVs que cita têm sido muito mais pornógrafas noutros assuntos e não constam grandes protestos.
Em terceiro lugar tomara o Bloco de Esquerda, e eu, e o senhor, que os problemas acabassem aqui e pudessemos todos dormir por falta de bandeiras.
Por último sugiro que não puxe pelos galões da idade. É que eu aí se calhar ficava a ganhar. Quer dizer…provavelmente a perder ;(
LAM 6 Out 2008 às 23:57
Muito obrigado pela sua civilizada resposta.
Conforme sabe a falência generalizada que aconteceu, acontece e acontecerá na região do vale do Ave já colocou muitas e muitas famílias (olha cá está a velha palavra) à beira da miséria às portas da fome, e isto não é nenhum romance à Alves Redol.
Comparar este problema social com as preocupações esotéricas dos LGBT tem um nome, que por pudor aqui lhe vou chamar de insensibilidade.
Volto a repetir-lhe, repetindo-me, que o Estado (tem) obrigação de os acolher e proteger, não mais mas tanto quanto aos outros e que para isso deve criar legislação.
E isto não tem nada a ver com casamentos.
A inconstitucionalidade é por acção e não por omissão.
Em qualquer caso, com esta conversa toda estão a sacralizar socialmente o casamento. Nada mais conservador.
Abolição do estado civil JÁ !
15 fado alexandrino
6 Out 2008 às 23:20
“Pois está-se mesmo a ver, a adopção.
E depois com muita facilidade, vão às Casas Pias e levam uma criancinha, novinha, para ser ensinada.”
fado alexandrino
os seus comentarios andam a descer de nivel a uma velocidade tao grande que qualquer dia nem chegam a ser lidos.
O sr esta ( como de resto todos os que como voce tendem a nao pensar antes de falar ou escrever ) a misturar pedofilia com homossexualidade.
-Homem, olhe que para alem de nao ser a mesma coisa e de facto muito diferente.Voce aconselhou a alguem aqui no blogue a ir ao google buscar apoio para ignorancias. Pois melhor faria se la voce fosse voce.Vai ver que ainda consegue aprender alguma coisa , nao perca tempo e veja se faz isso ainda hoje porque estar sempre a ler as suas ” boutades “cansa e cansa imenso..
(”A inconstitucionalidade é por acção não por omissão”)
Onde é que esta a inconstitucionalidade?
Constituição da RP diz:
CAPÍTULO I - Fiscalização da constitucionalidade
Artigo 277.º - (Inconstitucionalidade por acção)
1. São inconstitucionais as normas que infrinjam o disposto na Constituição ou os princípios nela consignados.
Os artigos do codigo civil portanto devem estar submetidos a constituição e na noção de casamento temos esta definição que aparentemente seria inconstitucional por referencia e em contradição ao artigo 13 da contituição
ARTIGO 1577º
(Noção de casamento)
Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir familía mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código.
Aparentemente este artigo do codigo civil contradiz este artigo da CRP
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.
Mas como a constituição da RP tem um artigo próprio e especifico para a familia significa que o artigo do codigo civil que seria inconstituccional em relação ao artigo 13 da CRP entronca neste artigo 36 dando-lhe assim cobertura constitucional ao art 1577 do codigo civil.
Artigo 36.º
(Família, casamento e filiação)
1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.
2. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de celebração.
3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil e política e à manutenção e educação dos filhos.
4. Os filhos nascidos fora do casamento não podem, por esse motivo, ser objecto de qualquer discriminação e a lei ou as repartições oficiais não podem usar designações discriminatórias relativas à filiação.
5. Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.
6. Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante decisão judicial.
7. A adopção é regulada e protegida nos termos da lei, a qual deve estabelecer formas céleres para a respectiva tramitação.
Só seria inconstitucional se o artigo 1577 do codigo civil não tivesse a protecção constitucional do artigo 36 da CRP, mas este art 36 diz que a lei regula os requisitos e efeitos do casamento, pois então se este artigo não existisse então o artigo 1577 do codigo civil ficava sem protecção constitucional e violava o artigo 13 da CRP, assim como os artigos da constituição tem o mesmo valor hierarquico e não são inconstitucionais entre si,mas cada um tem a sua função juridico constitucional, não ha qualquer inconstitucionalidade do artigo 1577 do codigo civil que entronca no artigo 36 CRP
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.
Ora ai esta o unico principio que me interessa verdadeiramente.
E educativo e as pessoas ) pelo menos as que aprenderam a ler ) deviam ter sempre esse principio na memoria.Ajudaria muito a todos os que passam a vida a tentar enxovalhar e a descriminar os outros.
o maria deixe la a incosntitucionalidade em paz voce não percebe nada disso
“E depois com muita facilidade, vão às Casas Pias e levam uma criancinha, novinha, para ser ensinada.”
Como não lhe posso dar uma resposta civilizada a isto, fica sem resposta. Diz tudo sobre o nível da sua argumentação.
E que papel assumirá o DO? Martin Luther King ou Mary Wollstonecraft? Isto só por falar em desconversa!!
Já que o DO é incapaz de tal coisa.
Este paragrafo tambem e muito interessante.
“1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.”
E anonimo
nem preciso de dar-me ao trabalho de me dar o trabalho de lhe responder a letra.
nao se zangue homem , olhe que eu so estou a usar o material que voce traz aqui
Para Daniel & Maria
Quando os meus filhos nasceram fui logo preencher uma ficha de sócios do Benfica.
Aposto que o senhor Daniel Oliveira ensina ao filho as maravilhas que é ter como clube do coração o Sporting.
No caso dele não sei, no meu, os meus filhos são ferrenhos adeptos do Glorioso.
Pensem nisto.
Fado Alexandrino, a maioria “do povinho” como diz, na verdade está-se nas tintas para grande parte dos assuntos neste país e não faz senão conversa de café ao estilo “isto anda mal”, “a crise x”, “a economia y”, sem na verdade saber dizer nada senao reproduzir algumas larachas que se vão ouvindo por todo o lado. Vê-se, de resto por resultados de eleições ou referendos. Pena que haja pouca consciência política.
Quando aos seus comentários só consigo sentir aquela “coisa” péssima que é a vergonha alheia.
DO, concordo, obviamente com as suas afirmações.
Mas o maria, como lhe vou explicar isto, voce pensa que ler é leis ou interpretar é ler noticias.
voce esta a utilizar mal o material, faz uma leitura deturpada.
As leis funcionam com uma ordem Piramidal do vertice para as bases, ha uma hierarquia e as leis inferiores tem que estar em concordancia com as superiores para não gerar inconstitucionalidades. Se tiverem cobertura de uma norma superior não são insconstitucionais. Porque as normas superiores tem o mesmo valor não são inconstitucionais entre si.
Não me vai dizer que o art 13 e art 36 da constituição não são iguais entre si, porque são, ou um tem mais valor que o outro, ou que um é inconstitucional em relação ao outro. Se o art 36 diz assim ao legislador ordinário, aquele que faz as leis normais, “olha em matéria de familia faz assim, e no acesso ao contrato de casamento tem em conta a familia biologica e ve la quem pode aceder e formar essa familia” por outro lado o artigo 13 diz assim ao legilsador ordinario “olha bem para o ser humano e os direitos humanos e não faças descriminaçoes com base no sexo ou orientação sexual em todas as outras actividades.”
Quem fez a constituição sabia o que estava a fazer e esta na constituição a tal cobertura a uma aparente inconstitucionalidade do art.1577 do código civil, através do artigo 36 que organiza a família.Ou seja os artigos da constituição tem igual valor entre si, logo o artigo 13 e 36 são iguais entre si não são inconstitucionais uns em relação aos outros, regulam funçoes juridicas diversas remetendo e dando protecção as leis hierarquicamente inferiores, e ao dar liberdade através do sexo e não ser discriminado o art 13CRP da protecção em muitas das actividades do ser humano, como empregos, ordenados, acesso a cargos, etc etc, aqui sim direitos fundamentais, logo a seguir no art 36 CRP disciplina a parte da família, remetendo para a lei civil essa regulamentação atraves de um contrato que fica com cobertura constitucional, e portanto porque esta aparente incongruência? porque se quis não discriminar através do sexo em muitas áreas que eram fundamentais para o ser humano, mas ao mesmo tempo adoptou-se um modelo de família histórica tradicional heterossexual biologica, que estrutura a sociedade e que o estado deve proteger, em que se impõe um limite no acesso ao contrato através das caracteristicas sexuais dos sujeitos.
O casamento ser um direito fundamental, gostava que fundamentassem isso, constituir familia sim, mas isso ninguém esta impedido aliás o estado reconhece varios nucleos familiares e todos podem constituir familia independentemente do casamento. Mas direito fundamental como acesso a esse contrato.
(“Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade.””)
Maria deixe-me em paz a ver se percebe, qualquer cidadão tem o direito de constituir familia e contrair casamento em condiçoes de plena igualdade. E qualquer cidadão nas mesmas condiçoes o pode fazer, mas um casal homem mulher não é igual a um casal homem homem ou mulher mulher objectivamente. Mas o que é isso de igualdade e direitos iguais olhe ja comentei isso aqui.
http://arrastao.org/ps/agora-somos-mais-parecidos-com-o-alberto-martins/#comments
isto de repetir as coisas consigo chateia, deixe-me em paz.
26 fado alexandrino
7 Out 2008 às 15:37
“Para Daniel & Maria
Quando os meus filhos nasceram fui logo preencher uma ficha de sócios do Benfica.”
Um esta agora fado.
Para mim e para o DO??…
Bom na sei , acho que teria sido melhor a separaçao das aguas porque eu nao penso exactamente como o DO e de certezinha que DO nao pensa exactamente como eu.
Mas embora.
Eu caro fado , quando os meus filhos nasceram deixei-os livres para escolherem clubes e nao so.Ca para mim enfim, acho mais justo assim que isto de imposiçoes logo a nascença nunca me pareceu bom para a saude de ninguem.
E se quer saber, nem o meu pai que foi um benfiquista ferrenho me fez isso a mim.
E essa e uma das muitas coisas que agradeço ao senhor meu Pai que para alem de benfiquista era senhor de grande amor as liberdades.
A minha mae essa estava - se nas tintas para furores clubisticos ou mesmo de outra natureza e por isso dou graças a deus.
Quanto ao seu amor pelo Glorioso e bonito e so lhe benfica bem, mas tera que compreender que outros sintam do mesmo modo pelos seus e que sintam diferente de si.
Daniel, concordo em absoluto com o que escreve. Trata-se de um direito fundamental. A opção é de cadea um. Querer ou não expor-se também. Muitos heterossexuais casam-se em cerimónias que envolvem muitas pessoas, outros apenas familia; uns são figuras públicas outros pessoas discretas que vivem a sua vida. Os casamentos e uns aparecem na Hola e na caras e outros são comunicados na entrada das igrejas de terras pequenas. Hámuitas realidades na homossexualidade tal como existe nomundo heterossexual. Eu pessoalmete acho hipocrita um erto grupo de pessoas de direita que se opõe nao tanto ao casamento mas sim a homossexualidade, pois no fundo a recusa do casamento esconde a recusa em aceitar que se trata de uma identidade natural, normal, possível e igualmente válida. Quem recusa o casamento queira ou não está implicitamente a dizer que se trata de uma anormalidade, de uma perversão, de um pecado no sentido católico…de algo a condenar e que todos os homossexuais são culpados. Problema está em que muitas destas pessoas de direita vivem com o facto não o assumindo (quer em si quer em familiares e amigos), atirando-se a si próprias ou a esses outros para uma inultrapassável solidão. Basta isto para que o direito ao casamento deva ser reconhecido. E por acaso eu até sou homossexual e não quero nem acredito no casamento (para mim…como também acredito pouco neste tipo de contrato para os heterossexuais dos tempos que correm…)… mas enfim, isto tema ver com medo e liberdade
28 anonimo
7 Out 2008 às 17:02
“Mas o maria, como lhe vou explicar isto, voce pensa que ler é leis ou interpretar é ler noticias.”
Mas o anonimo como e que lhe vou explicar que me estou nas tintas para o que voce escreve .
E meu caro se o deixo em pax??
Mas e obvio que sim ;agora faça-me la o favor de nao ser tao repetitivo .Ate porque eu nao estou propriamente a pedir-lhe explicaçoes ora.
Ou acha que nao se percebeu ja que voce nao gosta da ideia de ver homos casarem-se sem o seu consentimento?…..;)
(”Ou acha que nao se percebeu ja que voce nao gosta da ideia de ver homos casarem-se sem o seu consentimento?…..;)
Ha Ha Ha. O D. Maria essa mentezinha
O D. Maria o senhor daniel ja me cortou um comentario mais agressivo, adiante
(“Mas o anonimo como e que lhe vou explicar que me estou nas tintas para o que voce escreve”) .
Se não esta interessada, para que interpela os meus comentarios? Não comentei para si, foi um comentário meu discordando de outro comentario.
Ja agora D. Maria eu não tenho nada a ver com quem querem viver os homossexuais, mas a instituição casamento não se aplica a eles, querem a deturpar mas isso é outra coisa, que façam legislação propria como em frança e deem um nome proprio a essa legislação.
Deixe-me em paz, senão tenho que ignora-la, talvez seja o melhor.
é dificil
” Pois está-se mesmo a ver, a adopção.
E depois com muita facilidade, vão às Casas Pias e levam uma criancinha, novinha, para ser ensinada. ”
Ai minha Mãe santíssima…
Não sei se já alguém comentou isto mas para não ser mal educado vou ficar-me pelo “Ai minha Mãe santíssima”…
Não sei se já alguém comentou isto mas para não ser mal educado vou ficar-me pelo “Ai minha Mãe santíssima”…
Sabe, havia um fulano que colocava uns doces num jarrão, ficava a olhar para eles durante uma ou duas horas e concluía:
- Já resisti à tentação e agora tenho direito a dois docinhos.
E comia-os!
31 Maria
7 Out 2008 às 18:18
28 anonimo
7 Out 2008 às 17:02
“Mas o maria, como lhe vou explicar isto, voce pensa que ler é leis ou interpretar é ler noticias.”
Quem me interpelou foi voce alias desde o principo deste –” soi disant” debate.Se nao gosta
das respostas que obtem paciencia.
Ja lhe dise e repito que nem sequer o ignoro nem tenho que ignorar ou deixar de ignorar.Voce interpela , eu respondo se assim entender portanto esse “deixe-me em paz ” e apenas demonstraçao de algo que em tudo se assmelha a uma birra infantil.
Quantoao topico voce continua a empregar termos e exemplos que estao mais que estafados e que nao pasam de meras repeticoes.
Em vez de se repetir e repetir outros tente encontar algo de mais inteligente para suportar essa peregrina ideia de que o casamento e algo de tao especial.
E nao se queixe de cortes nos comentarios homem , queixe-se sim da sua falta de argumentaçao e polidez
O maria voce é atrasadinha é? Não se sente.
Tem o desplante de dizer isto
(“Quem me interpelou foi voce alias desde o principo deste –” soi disant” debate.Se nao gosta
das respostas que obtem paciencia.”)
Eu comentei um comentario de um senhor que dizia que havia inconstitucionalidade, dizia ele
(“A inconstitucionalidade é por acção e não por omissão”)
E a D. Maria trapalhona veio a dança, veio comentar o meu comentário, arrume-se porra deixe-me em paz, ja lhe disse varias vezes que voce confunde tudo e mete os pes pelas maõs e as mãos pelos pés e traz a colação argumentos que não tem nada a ver com o assunto, É uma trapalhona não me interessa discutir nada consigo.
valha-me santa engracia.
como dizia o outro
És um pessoa instruída,. És um/a doutor/a; em resumo, És um limão, que espremido,. Não dá caroços nem sumo.
É dificil
36 anonimo
8 Out 2008 às 8:43″
E a D. Maria trapalhona veio a dança, veio comentar o meu comentário, arrume-se porra deixe-me em paz, ja lhe disse varias vezes que voce confunde tudo e mete os pes pelas maõs e as mãos pelos pés e traz a colação argumentos que não tem nada a ver com o assunto, É uma trapalhona não me interessa discutir nada consigo.”
22 anonimo
7 Out 2008 às 12:28
“o maria deixe la a incosntitucionalidade em paz voce não percebe nada disso”
Ve?
Discutir consigo para que.
Falta-lhe em tudo o estilo e a classe.
Va continue la a bater com o pezito nao chao e
divirta-se;)
22 anonimo
7 Out 2008 às 12:28
“o maria deixe la a “incosntitucionalidade” em paz voce não percebe nada disso”
E para o deixar a bater ainda mais esse pezito mal educado aqui vai:–
http://www.youtube.com/watch?v=99MAjh_wMHE
Fado Alexandrino,
Coloco-o na mesma panela que coloco as figuras públicas Alberto João Jardim, Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, etc.
São todos criaturas que foram bafejadas pelo enorme aborrecimento de Deus.
Simplificando:
- Baseando-me naquilo que escreve habitualmente no Arrastão, nunca poderia gostar verdadeiramente de si enquanto pessoa. Mas também não o odeio.