«Foi ontem, quarta-feira, 27, que a Grã-Bretanha, sufocada e desiludida por um sistema de governo impróprio de uma democracia que o primeiro-ministro Tony Blair lhe impusera, se viu livre daquela que se transformou, gradualmente, na mais detestada personalidade política que ocupou o N.º 10 de Downing Street desde há 150 anos. (…) Tony Blair era e é, na verdade, um agente ao serviço do capitalismo. Serviu-o, diligentemente, e é por isso que o presidente americano o encarregou já de representar os interesses imperialistas ante os protagonistas dos conflitos no Médio Oriente. A pátria de Blair, um distinto ‘barrister’ no sistema judicial britânico, não é a Grã-Bretanha, isso está provado desde há muito. A sua pátria é o capitalismo.» (Avante!, via Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos)
Não posso subscrever a moleza deste texto que deixa até transparecer alguma simpatia por Tony Blair. Blair é, na realidade, a mais detestada personalidade política europeia desde há 300 anos! Já ninguém põe isto em causa. E se é verdade que a pátria de Blair não é a Grã-Bretanha (uma evidência para qualquer pessoa que se interesse pela matéria), ela também não é o Capitalismo. A sua pátria é a do Grande Satã, a terra de Belzebu, o Império do Demo, a Nação do arrenegado, o Reino do Beiçudo, o país do tinhoso… Assim é que é. Quem dá mais?
Como lembra o Tiago, o bravo homem que escreveu este texto foi o mesmo que produziu esta prosa: «A sua morte [de Estaline] foi profundamente sentida pelo povo das repúblicas soviéticas. A sua memória não se apagou do espírito daqueles que lhe conheceram a trajectória. (…) A acção de Estaline fez tremer os imperialistas (e ainda faz …)» Nem me admirava nada que Blair tivesse fugido temendo o espectro de Estaline.
Por Daniel Oliveira 3 Jul 07 em Sem categoria


Mas ó Daniel, leste o texto todo, quer dizer de fio a pavio? É que após o disparate do intróito o que por lá fica é um rasgado elogio a Gordon Brown!!!
Isto é um bom exemplo de adulteração de um texto - aquilo que tu tanto criticas. E eu não sou um adepto fervoroso do Avante (cruz credo!)
Quanto ao Blair, foi de facto um trapaceiro de primeira ordem.
Coisa detestável essa de gente pobre e proletária chegar a primeiro ministro de um dos mais poderosos países do mundo!
O articulista não! É aristocrata, e por isso até pode dar ao desprezo as origens burguesas. Gosto da forma atistocrática com que assina o nome: Manoel de Lencastre (repararam bem no “de” aristocrático? E o ózinho? E o nome de família aparentado com uma das famílias da guerra das rosas!
Gente fina é outra coisa…
Por isso mesmo é que é estúpido…. é estúpido o início do texto e é estúpido o fim. Daqui a duas semanitas este Manoel já está a dizer que o escocês Brown é o homem mais detestável na Europa desde que Cristo andou na terrinha….
Nuno, eu não gosto de Blair. De onde, o que estou a criticar não é o ataque a Blair, mas o termos em que é feito. Por isso, o elogio a Gordon Brown não muda nada. Não é a opinião de Lencastre que eu critico. E o delírio da crítica que me deixa banzado.
Pobre Grã-Bretanha, sem as oportunidades da Coreia do Norte. Esse sim, um dirigente amado pelo seu povo que, quando morrer, o Sol vai esconder-se atrás das montanhas que choram, como aconteceu na morte do amado camarada Kim Il Sung.
Alguem que faz semelhante texto sobre Estaline certamente não é bom da cabeça. Ler aquilo foi como ler textos de propaganda nazi… Como tal, o credito que dou ao texto feito sobre blair é nulo, assim como qualquer artigo escrito por este senhor ou que seja publicado no avante. Ja tinha duvidas em relaçao à parcialidade dos textos, mas agora fiquei convencido… Ler o avante so pra leitura de casa de banho em substituiçao da leitura de composiçao do desodorisante, como catalizador de uma necessidade em que o ambiente e o cheiro nos remete precisamente para esse jornal….