
O órgão central do regime angolano volta a dar um ar da sua graça. Num editorial, e referindo-se indirectamente ao Bloco de Esquerda, o director do Jornal de Angola começa por mostrar as diferenças entre a campanha eleitoral portuguesa e a angolana: “Angola não mandou maquilhar jornalistas para irem a Portugal perturbar o processo eleitoral”. Não sabia que eram os países, e não os jornais, que enviavam jornalistas para acompanhar eleições. Mas sei uma coisa: em Portugal vêm, para fazer o seu trabalho, os jornalistas angolanos que querem. A Angola são vão os órgãos de informação que o regime acha serem de confiança. Aqueles que não perturbam o presidente não eleito José Eduardo dos Santos.
Depois vem o ataque: “Em Portugal há políticos que não conseguem dormir descansados enquanto existirem empresas e empresários angolanos a fazerem o seu trabalho.” Digo eu que é de facto absolutamente injusto que a tão empenhada Isabel dos Santos, que como todos sabemos construiu com enorme esforço a sua fortuna pessoal, não possa trabalhar em Portugal sem ser incomodada (ou perturbada) pelo debate político. É que Angola só veio a debate por causa da GALP. Eduardo dos Santos pode ter comprado parte da GALP (no mesmo debate Sócrates falou da ENI e não consta que os italianos tenham ficado ofendidos), mas, felizmente, ainda não conseguiu comprar o silêncio político sobre o papel da principal empresa portuguesa de energia na economia nacional. Não duvido que tentará.
De seguida o director do jornal estatal de Angola fala de “quem ignora os casos de corrupção, clientelismo, nepotismo, má gestão, pedofilia, que vieram a público em Portugal”. O que não deixa de ser interessante, já que os visados têm sido criticados exactamente por denunciar em excesso os casos de corrupção em Portugal. A referência ao “nepotismo”, vinda de onde vem, é talvez o toque mais interessante do artigo.
E a cereja sem cima do bolo: “Para não falar da tentativa aberta de domesticação dos órgãos de informação por grandes grupos económicos ou aparelhos partidários”. Na imagem, podem ver como o “Jornal de Angola” acompanhou a última campanha eleitoral naquele país. Não se deixou domesticar:”Programa de Governo do MPLA garante maior oferta de emprego”. As lições de independência são comoventes.
E a conclusão: “Os que tentam arrastar Angola para a campanha eleitoral em Portugal mereciam uma resposta à letra, quanto mais não seja pela falta de pudor.” Sabemos o que costuma ser uma “resposta à letra” do regime angolano. Felizmente, por enquanto, não a podem dar aos que por aqui não beijam a mão de José Eduardo dos Santos. A família dos Santos pode ter comprado muitos silêncios em Portugal, mesmo quando o tema é a economia portuguesa. Felizmente não comprou todos.
69 comentários 13 Set 09 em Sem categoria



É a “velhaca” com a Espanha e o BE com Angola.
A falta de tacto e de sentido de responsabilidade são os mesmos,infelizmente.
Angola (mesmo esta Angola) não merece.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 13th, 2009 at 22:31
O BE não falou de Angola, falou da GALP e de José Eduardo dos Santos. Acha que “José Eduardo dos Santos (mesmo este José Eduardo dos Santos” não merece!? Já agora, Sócrates falou no mesmo debate, também a propósito da GALP, da ENI (italiana). Acha que foi uma irresponsabilidade?
Sinónimos de Pudor: decência, honestidade, honra, modéstia, seriedade.
“Falta de Pudor”?
Por acaso estão a ver-se ao espelho?
Estarão com falta de um bom dicionário?
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Daniel qual é o teu espanto com a proximidade de Portugal e Angola? Não sabias que o MPLA é membro da Internacional Socialista tal como é o PS? E que foi o PS que mais convictamente defendeu a entrada do MPLA na Internacional Socialista como membro pleno, com o patrocínio de nomes como José Lello e Paulo Pisco do Dep. Int. do PS?
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ai e tal que não se pode atacar Angola porque há muitos trabalhadores e empresas portuguesas em Angola…diz a cínica direita portuguesa.
segundo este raciocínio, também deviam deixar em paz o Chavez, devido ao número de portugueses que lá vivem.
os trauliteiros da direita portuguesa estão preocupados com o “democrata” Dos Santos e os seus negócios!
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É natural que até os angolanos se sintam perturbados com a forma como os personagens do BE arrastam as pessoas para o seu discurso de ódio contra todas as pessoas que pareçam estar melhor na vida. Basta ouvir um qualquer discurso do Louça com as suas ironias hiperbólicas sobre alguns nomes mais conhecidos (lembro-me do Dias Loureiro p,ex.) ao bom estilo nazi, para se entender a questão dos angolanos. A não ser, claro, que já se esteja a ver o camarada Louçã como grande juiz que já condenou toda a gente. Ele já deve estar…
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2 Daniel Oliveira
13 Set 2009 às 22:31
Acho que não está a perceber.
Sócrates falou desses como falaria de qualquer entidade estrangeira que tivesse comprado em bolsa acções de uma companhia cotada.
Parece um crime, mas não é.
Louça tratou essas entidades e chamou-lhe mesmo publicamente gatunos.
Parece um crime, e é.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 0:30
Fado, no debate não chamou gatunos a ningué. Mas que José Eduardo dos Santos é gatuno é coisa que não tem debate possível.
Caro ruimventura
Que eu saiba Espanha é uma democracia, Angola todos sabemos que não é. Atacar Espanha da forma que Manuela Ferreira Leite o fez é completamente idiota e irresponsável. É o da mesma forma idiota e irresponsável pactuar e venerar lideres países onde a corrupção impera numa espécie de regime ditatorial neo-monarquico abastardado.
Segundo ponto: a presença de angolanos na valente fatia que detêm na Galp a meias com o Amorim, não é fruto de “empresários angolanos a fazerem o seu trabalho” e muito menos “de tacto e de sentido de responsabilidade”. É fruto do regime corrupto que rouba o povo angolano condenando-o à miséria e à fome, e de dirigentes lusos completamente subservientes a dinheiro, venha ele de onde vier, mesmo que seja das mãos mais sujas, seja de petróleo, ou pior, de sangue.
Terceiro ponto que já não tem a ver com o regime angolano mas sim com a Galp e com o condicionamento do sentido de voto em Portugal:
Aqueles que tanto bramam contra os ataques à liberdade de impressa e ao calar de bocas para influenciar o resultado das eleições esquecem-se de olhar para o mercado dos combustíveis petrolíferos em Portugal.
Se não vejamos:
A galp voltou hoje à meia-noite a baixar pela 5ª vez, desde 13 de Agosto data da última subida, a baixar o preço da Gasolina e o gasóleo pela 3ª vez.
E porquê?
O petróleo caiu descontroladamente no último mês?!
Não, o petróleo está hoje pouco mais de um dólar mais barato que no mês passado e as oscilações não têm sido grandes. Além disso a Galp nunca viu nesta pequena diferença razões para baixar o preço, muitas vezes com esta baixa nos mercados internacionais a galp SUBIU os preços!
O que motiva então estas descidas? A resposta é simples: Eleições.
A última vez que o país ficou paralisado de norte a sul foi por causa dos preços dos combustíveis, estes têm sido uma das maiores fontes de protesto contra o poder corrupto instituído em Portugal. Têm também sido um dos grandes motes da campanha de esquerda (da qual se auto-exclui o PS por governar assumidamente à direita), para a qual não é bom perder votos, pois isso porá em risco os tachos dourados da cambada de tachistas que ocupa ou ocupou cargos de poder governativo em Portugal.
Baixar os preços sem razão económica perto das eleições é uma tentativa clara de fazer os portugueses se esquecerem na hora do voto do escândalo que esta instituído em Portugal.
Esta é uma prova que a política tem uma intervenção directa no que se passa no mercado dos combustíveis petrolíferos em Portugal. Nunca no interesse do País e dos Portugueses mas sempre no interesse entidades ou pessoas individuais com os mais ignóbeis e sórdidos interesses. O controlo que o estado tem nas petrolíferas só serve para manipular o eleitorado em tempo de eleições, para garantir lucros a privados (e dos dirigentes angolanos corruptos) e para nomear membros dos dois partidos do Bloco Central para cargos de administração com ordenados escabrosos feitos a custa do roubo diário dos portugueses!
Esta situação é inaceitável e ninguém tem a coragem de a denunciar nos meios de comunicação social.
Em qualquer um dos pontos não se trata de uma questão de “tacto e de sentido de responsabilidade”, é sim uma questão de falta de liberdade e justiça!
Acabem com o Gamanço!
http://www.gamanco.blogspot.com
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Angola: o ódio de estimação do BE. Uma competição emocionante.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 0:27
Júlio: os países não são os seus regimes.
Eu sei o que ele tem a temer, José Eduardo dos Santos tem medo, é verdade, José Eduardo dos Santos ocupa a presidência sem ter sido eleito há 17 anos, mas o que mais o incomoda é que o BE se opôs a privatização das gasolinas em Portugal porque José Sócrates quis dar a Américo Amorim, o homem mais rico de Portugal, associado a José Eduardo dos Santos, um terço de uma empresa que é nossa, que é de todos os portugueses, vendeu-lha por tuta-e-meia».
Todos os dias, «quando se põe gasolina na Galp, lá estamos a perder uma parte do dinheiro para a especulação, uma parte do dinheiro para o abuso dos preços, uma parte do dinheiro para os lucros destes empresários, quando esse dinheiro devia servir para todos», insistiu.
Se isto não é chamar-lhe gatuno (ao dos Santos) e de raspão notar que ele já mencionou o nome Amorim pelo menos mil vezes, não sei o que é.
Note, eu e o senhor podemos fazê-lo, ele não o devia fazer, podia fingir que tinha uma pose de Estado mas é difícil, está nos genes.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 0:47
Fado, nem isso foi no debate nem se chama gatuno a José Eduardo dos Santos, que o é.
O Sócrates defendeu a venda da Galp ao Amorim e ao JES para que ela não fosse para os italianos. No entender de Sócrates, fica melhor na família do JES (ele lá saberá porquê).
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O Nito Alves ainda lhe está atravessado…
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 3:10
Cavalo Sentado, esse não é o meu filme.
O mal do Jornal de Angola (e de várias pessoa que aqui deixam opiniões) é que confundem Angola com José Eduardo dos Santos e a sua família. Gostar de Angola é uma coisa; gostar dos seus governantes é outra.
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Enfim!
Gosto especialmente do enorme esforço da empenhada Isabel Santos a construir o seu patrimonio. E já agora ‘preto no branco’ responder à letra para eles é assassinar.
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Assim se vê o comportamento não do PC mas do BE !!!
Aos poucos e poucos a mascara vai saindo e o que está no interior deste embrulho todo “pipoca” bem patrocinado pelo jornalismo pseudo-intelectual de esquerda se mostra cada vez mais um amontoado de ódio, fel e superioridade moral.
Não fosse a crise, e este fenómeno já à muito tinha sido irradiado do nosso pais.
Ao BE vou começar a chamar o Partido Abutre e ao Francisco Louça o Beato Chico ou o Chiquito das Lotas.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 11:31
António Cunha, o senhor está desesperado. Ninguém o para.
“O pior cego é aquele que não quer ver”
Só pergunto uma coisa:
José Eduardo dos Santos não nasceu rico, durante muitos anos foi um icone do marxismo-leninismo em Africa, depois converteu-se aos dolares norte-americanos,passando a ser o exemplo de lider de uma economia emergente, nunca teve actividade empresarial, por isso pergunto, donde vem a quantidade louca de dinheiro que exibem, ele e a sua familia, em particular a sua filha Isabel, que certamente começou a sua actividade empresarial na mais tenra infância?
Do petróleo? Mas não é suposto o petróleo ser uma riqueza nacional? Angola sempre teve petróleo, quem era o grande magnata do petróleo antes de José Eduardo dos Santos?
Quanto ao facto de não ser eleito é um pormenor sem relevância, basta fazer umas “eleições” para resolver o problema.
Vivi muitos anos em Africa e sei que quem tem o poder em Africa acaba sempre por ser “eleito” ou “reeleito”.
O que eu mais estranho é que os antigos defensores da UNITA, a tenham abandonado, face ao explendor de José Eduardo dos Santos.
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Estimado Daniel,
Eu concordo com o Francisco Louçã quando ele afirma ser errado, dar ou vender um bem público para a sociedade civil nos casos que em não se irá criar uma situação de mercado livre. Dito por outras palavras, quando se está a criar algo que não leva ao ganho de dinheiro por lucro nem por juro mas antes por uma renda.
No entanto, é também importante colocar a seguinte questão:
- A GALP nacionalizada geraria lucro? O Estado, salvo algumas excepções, tem sempre dado provas de uma total inépcia de gestão com gastos acima do razoável (TAP, CP, RTP). Neste sentido é melhor uma empresa privatizada que gera lucro e paga impostos ao Estado do que uma empresa estatal que acumula prejuízo e precisa de injecções de dinheiro público.
Pessoalmente não me revejo minimamente nestes debates ESQ-DIR. Penso que as medidas devem ser analisadas individualmente e dou por mim a concordar e discordar com medidas tanto do BE como do CDS.
É claro que outros factores como a credibilidade das pessoas também entram em consideração na opção de voto.
Na minha humilde opinião a principal luta política e tema de discussão não deveria ser esquerda-direita mas antes Sociedade Produtiva contra Sociedade Rentista. Na sociedade produtiva incluo trabalhadores por conta de outrem e empresários que ganham os seu sustento pelo lucro/salário e/ou pelos juros das suas poupanças ou investimentos próprios. Na sociedade rentista incluo empresários, políticos e todos os que vivam à custa de rendas ou seja, à custa de atribuições, benesses, regulamentação que lhes permite ganhar dinheiro sem capitais próprios, sem risco e à custa do trabalho dos outros ou explorando bens que deveriam ser de todos (um caso típico é a nossa lei de solos). E neste ponto tanto se inclui a GALP como se inclui os gestores públicos e políticos.
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O António Cunha inclui-se no grupo (numeroso) dos socialistas em desespero. O Sócrates vai pelo mesmo caminho por onde foi o Cavaco, só que o último teve a inteligência de não se recandidatar.
Mas ó infelizes “socialistas democráticos”, a manter-se esta lógica do bloco central, não há que desesperar: mais tarde ou mais cedo voltam ao poder.
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O que vale é que se (ou quando?) um bando qualquer de Angolanos duma qualquer Cova da Moura decidirem chegar a roupa ao pêlo ao Louçã & CIA, eles demontrarão certamente a maior compreensão e apoio para com essas minorias étnicas constantemente maltratadas e enchovalhadas, como o fazem sempre em situações semelhantes…
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 12:58
PedroM, a comunidade imigrante em Angola é bem mais pequena que a comunidade portuguesa em Angola.
Comovente: o discurso racista contra os angolanos é o que vem em defesa do regime angolano.
Nesta campanha estamos a assistir a algo bizarro, por um lado temos a campanha do BE, criticado por todo o lado ( restantes partidos parlamentares, fazedores de opinião, assessores de partidos, editoriais de jornais), com o programa a ser discutido, a maioria das vezes tentando deturpar as suas propostas.
Por outro lado temos TGV, espanhóis , quem ganhou ou venceu debates , como se tratassse de um mero combate de boxe, e não de discussões importantes sobre alternativas.
Parece que Portugal não está numa crise profunda , com 600.000 desempregados, com muitos mais em trabalho precário e a recibos verdes, com centenas de milhares de desempregados sem nenhum apoio, com banqueiros e bancos em roda livre, sem qualquer fiscalização e com desfalques de centenas de milhões, sem consequências,com uma justiça, lenta , e desigual consoante a fortuna, com empresários como Americo Amorim , com lucros escandalosos, e que mesmo assim, despedem trabalhadores , como fez há pouco numa das suas fábricas de cortiça, ( 200 de uma vez) , etc etc etc
O rol é infindável.
Porque será que nas questões de fundo , e de propostas concretas para rsolver a crise, Ferreira Leite se refugia no desconhecimento das contas publicas, para não propôr nada, e se entreter com TGV e espanhois.
E Socrates , fugindo ás suas responsabilidaes, apresenta um país cor de rosa , que só ele e o seus fazedores de imagem conhecem.
E assim vai mais uma campanha.
Mas é bom que o programa do BE , seja a questão central desta campanha.
Prova que o BE , já é uma alternativa ao situacionismo do Bloco Central.
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Para o senhor Daniel Oliveira um fulano que diga a outro “consta-me que a tua mãe anda por aí a ter relações sexuais a troca de importâncias em dinheiro” não é mais do que um desabafo, mas se lhe chamar “puta” então é um insulto.
Francisco Louçã e uma pessoa perigosa.
Ele considera-se um Messias, o Detentor da Verdade, o Puro.
Tem uma pose um discurso e uma mentalidade que não envergonhariam nenhum missionário.
Cresceu como revolucionário dentro de um partido que advogava (e continua a pensar assim) a eliminação dos ricos e dos burgueses, a nacionalização de tudo incluindo as pessoas que seriam dirigidas por uma classe de iluminados (ele próprio, claro).
Não é por isto que Louça é perigoso, lunáticos há por aí ao pontapé.
Ele é perigoso porque finge e engana muita gente ao dizer que aceite os valores democráticos.
É perigoso não porque vá ter dez ou vinte deputados (a única coisa que vão conseguir é dar imagens “giras” para as têvês) mas sim porque como representante de Portugal pode e profere as maiores barbaridades.
Esta foi mais uma.
Os angolanos não vão conseguir distinguir entre um “jovem” arrebatado marxista e um representante do Parlamento Português.
Pode no entanto isto ter uma vantagem.
O Governo Angolano mandar regressar todos os angolanos que andam por aqui e embora o Bloco de Esquerda perdesse alguns votos o que se poupava no RSI compensava.
Nota
Não sei se este post será aprovado. Caso seja e como o considero de alguma importância ele vai ser replicado no meu blog. Excepto ao dono do blog é lá que responderei a quem quiser comentar.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 12:57
Fado, acho bem que publique. Só dois pequenos pormenores: o MPLA era, supostamente, um partido marxista. Ter o Fado como seu defensor, diz muito sobre aquilo em que se tornaram. Os angolanos não votam em Portugal e Angola não pode obrigar nenhum angolano a regressar ao seu país. Quantos angolanos conhece que recebem o RSI? Ainda assim, não deixa de ser interessante que a mesma pessoa que defende o regime angolano no segundo seguinte usa do esteriótipo sobre os angolanos: se são africanos então devem receber o RSI. Lindos amigos que Eduardo dos Santos tem em Portugal.
Será impressão minha ou à medida que o dia se aproxima o blog tem mais visitas de “direita”?
Será que é impressão minha ou o BE assusta mesmo muita gente, que pelas reacções terá a perder muito com um bom e democrático resultado do Bloco?
Será impressão minha ou nas entrelinhas destes críticos está o seu bolso e não ideologia, sejam elas preocupações com a Democracia ou não?
Será impressão minha ou fica-se a perceber por aqui que Angola (esse paraíso democrático) é defendido pelas notas que a alguém traz para seu bolso?
Será impressão minha ou fica-se mesmo com a impressão que defendem aqui a “democracia” por lá praticada em detrimento da nossa?
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(…) Será impressão minha (…)
não, não é impressão sua; de facto, há por aqui uns cromos que – dizendo-se e actuando como direitistas – são os melhores defensores do regime de Dos Santos.
por outro lado, não é díficil concluir que não é só Socrates que anda atarantado com o BE, ié, o socialismo na gaveta, a social democracia e os trailiteiros de rio maior…todos juntos e unidos em defesa do pitról!
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27 Daniel Oliveira 14 Set 2009 às 12:57
Obrigado.
Doeu-se, só leu um bocadinho, não percebeu a ironia (aconteceu-lhe o mesmo a si no posto do árabe onde me fartei de rir) e por fim não compreendeu mesmo o sentido da observação.
Não defendo o dos Santos, estou-me borrifando para Angola que se amanhem lá entre eles.
Acho que um parlamentar português deve ter tento na língua quando fala de um legítimo (diga lá porque é que não o é) dirigente estrangeiro de um país amigo, e de uma legítima empresa que fez um negócio limpo num país de mercado aberto.
A conversa de café deve ficar para mim e deve ser no café.
É isto, e apenas isto.
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28 Daniel Oliveira
“PedroM, a comunidade imigrante em Angola é bem mais pequena que a comunidade portuguesa em Angola.”
??? Isto é a propósito de quê?
“Comovente: o discurso racista contra os angolanos é o que vem em defesa do regime angolano.”
Daniel, guarda lá essa retórica para os comícios. Ou comentas o que se escreve ou não vale a pena perderes tempo (deve ser para haver muitos posts. Como a história do nº de downloads do programa do BE, em que há uns quantos que se entretêm a clickar o dia todo…). Do que escrevi, onde é que podes concluír que:
1. há um discurso racista contra os angolanos,
2. que defendo esse regime.
E para que fique claro (para ti já era claro mas usas sempre a mesma táctica quando não queres responder):
1. Angolanos, Peruanos, Indianos, Americanos, Portugueses, etc. (desculpa mas não cabem aqui os países/povos todos) são-me iguais (no fim, o que conta mesmo é a minha família – o que se aplica a todos).
2. O regime Angolano é manhoso, como a maioria o é. Problema deles; resolvam-no. Tratem da sua vida.
E para que não haja dúvidas, o que eu disse foi, basicamente, que desculpas é que Louçã & CIA teriam se fossem elas as vítimas dum grupo étnico minoritário? Desculpavam-nos com a conversa que usaram quando as vítimas eram outros?
Foi apenas isto. Está suficientemente claro?
E já agora, se fossem tão corajosos como advogam em relação a casos destes (em que dizem atacar apenas o déspota e o seu regime e não o seu povo), poderiam ter a mesma atitude em relação aos regimes muçulmanos totalitários (política e religiosamente) e os seus ayatollas!
Mas ser condenado à morte e ter uma “fatwa” eterna sobre si e a sua família é que não dá lá muito jeito, não é?
No preto inofensivo podem malhar mas num qualquer ayatolla já fia mais fino… Não sei se isto é que é racismo mas sei que é cobardia.
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Rui
Será impressão sua, ou em Angola vigora um regime COMUNISTA com ideais muito mais próximos dos seus do que dos da direita ?
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António Cunha, Começo dizendo que não sou comunista, parece-me que pelo meu texto não se chega a essa conclusão
Segundo, receio o regime de Angola, não confio nos seus lideres, não confio na sua “democracia”.
Confio na minha democracia, confio e respeito os resultados, confio no BE e nunca me decepcionaram, não sou militante, sou eleitor, não sou fanático, mas não me desiludiram nunca com o que me prometeram que iam fazer, e fizeram.
Assim como democrata que sou voto BE mas respeitarei qualquer resultado. Não me interessa se o regime angolano se diz ou parece comunista a alguém, sinceramente não me preocupa, não me parece que a esquerda com economia social tenha de deixar de ser democrática (muito pelo contrário) uma coisa me parece- Angola não é uma verdadeira democracia. Outra, nunca ouvi dizer que com o BE a ganhar as eleições, e por muito que custe a alguns esse dia está cada vez mais próximo, a democracia acaba.
Para finalizar falar em ideais e seguir outros é muito comum, se em Angola acontece não sei, sei que o que tem sido defendido em palavras pelo BE tem a sua sequência no parlamento, e para mim isso basta.
Não tenho interesses escondidos para defender cegamente seja quem for, incluindo o bloco, mas continua o Bloco a subir porque para muitos incluindo eu é a força politica que me faz acreditar.
e enquanto me fizer acreditar o meu voto está lá certinho.
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34 Rui
Eu não disse que voce era comunista
. Disse que o regime que vigora em Angola é mais próximo ideologicamente de si do que de mim.
Aquilo com que não concordo é com o sistemático insulto e com o constante rol de insinuações com que o Francisco Louça nos brinda a toda a hora.
A coberto da imunidade parlamentar passa a vida a acusar pessoas e veja-se lá o presidente de um pais que fala a nossa língua e é nosso irmão.
Eu se fosse Angolano ficaria extremamente ofendido por alguém dizer que o meu presidente é corrupto.
Ele é o BES com a história do Pinochet, ele é os 500 milhoes das estradas, ele é um sem numero de ausações graves que nunca tem fundamentação nem provas.
Eu tb podia vir aqui dizer que Francisco Louça é um pedófilo porque o vi dar um beijo numa criança…..
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 15:50
António Cunha, como saberá não sou comunista. Mas o regime angolano não tem qualquer relação com qualquer tipo de comunismo que se possa imaginar.
António Cunha, eu como Português não fico nada ofendido por alguém dizer (quer eu acredite ou não, não está em causa) que o nosso primeiro é corrupto, nada ofendido mesmo.
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confundir o regime angolana com um regime comunista …só pode ser piada!
a defesa da diplomacia económica também se aplica a Chavez, certo?
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Quando leio este tipo de “opiniões” fico curioso acerca do funcionamento de quem os escreve.
Se funcionam tipo “firewall”, em que o gestor do sistema lhes define previamente os parâmetros, e eles reconhecendo o “malware”, agem em conformidade.
Ou por outro lado funcionam tipo boneco de ventríloquo, em que o artista o vai manipulando para que ele pareça que fala, ao mesmo tempo que diz, sem mover os lábios: – Ó Zé, diz olá a estes senhores!
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António Cunha, se prefere, continue a dizer buçalidades!!!! Então em que mundo vive nessa cabeçinha??? “Se eu fosse angolano iria ficar ofendido se alguém acusasse o “seu” presidente de ser corrupto”. Olhe lá, não se faça de importante, é que no país onde eu nasci, JES não é o presidente de todos, é só de alguns… muito poucos, pouquíssimos. O que lhe garante que vossa excelência iria pertencer a essa elite???? A cor??? Meu caro, em Angola, abatem putos por roubar COMIDA, o tal julgamento sumário, em vez de 48h, são alguns segundos, enquanto ali ao lado passam ferraris e jipes. E olhe que tenho família lá e posso garantir que para TODOS os efeitos eles apoiam o “seu” presidente, é que lá não há outra opção.
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Boas.
No que à questão da “gatunice” diz respeito nem preciso esforçar-me para estar de pleno acordo com o Daniel Oliveira.
O homem é realmente um gatuno!
Nada que o diferencie afinal da generalidade de outros líderes africanos.
Dizem que é “moda”, eu apostaria na sua “culturalidade”.
Existe no entanto um “acrescento” que não poderia deixar de fazer e aqui o Daniel não deve achar muita graça.
Belos tempos aqueles em que Angola ultramarina era um país decente!
Cumprimentos.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 19:07
“Belos tempos aqueles em que Angola ultramarina era um país decente!”
Sim, é verdade. Votavam, tinham direitos sociais e políticos, viviam muitíssimo bem. E não é que os ingratos, mesmo com esta miséria de governo, não querem voltar ao passado…
Sim, é verdade. Votavam, tinham direitos sociais, viviam muitíssimo bem. De facto, a história pode ser sempre reescrita.
Vivi em Mozambique.
Não conheço Angola.
A única coisa que sei é que há mais fome, mais doença, mais miséria, mais rua esburacada, menos indústria, menos agricultura, menos dinheiro.
Tem bandeira, hino, governo e democracia (aliás em Angola segundo aqui se lê, não).
Acho que preferiam comer todos os dias.
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Bravo Daniel!
Bardamerda com esses fascínoras e respectivos lacaios sejam eles de lá ou de cá..bardamerda para todos esses religiosos criminosos e bafientos.
Saudações
Cross
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# 42
ehehehe…
Meu caro Daniel, essa sua perspectiva dava “pano para mangas”.
Talvez noutra oportunidade me possa tornar um “mãos largas”.
Sabe, é que eu conheci muito bem a “realidade” anterior e apesar de não com tanta profundidade, é certo, também sei o que é a “realidade” presente.
Uma e outra obviamente que se ligam por um factor comum: ambas em sistemas de ditadura.
Mas não fique melindrado com a minha abordagem, pelo menos sobre a “gatunice” somos como irmãos.
Cumprimentos.
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Louçã tem todo o direito e legitimidade para falar de José Eduardo dos Santos? Tem.
O Jornal de Angola tem todo o direito de criticar alguns partidos portugueses? Tem.
Porque é que qualquer crítica ao BE acaba sempre nesta choraminguice do Daniel Oliveira?
O Bloco faz sempre o papel de virgem em casa de meninas!
Oh como eles são vítimas do Avante, do Jornal de Angola…
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 14th, 2009 at 19:35
ze manel, mas alguém disse que não tinham o direito de criticar? E eu tenho o direito de responder.
Caro Nuno António
O problema é que a EDP e a GALP já eram muito lucrativas , tal como a REN aliás – a propósito desta última recomendo este artigo no Jornal de Negócios do antigo presidente da ERSE http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=298627 – antes de serem privatizadas: http://press.galpenergia.com/galpmedia/vpt/comunicados/institucional/comunicados_inst_09/comunicados_inst_09.htm
Além disso, os administradores são basicamente os mesmos. Américo Amorim não percebia nada de petróleo, não era esse o seu negócio central.
Mas não há qualquer razão para que a gestão pública de um monopólio ou quase monopólio seja mais ineficiente do que a gestão privada. Mesmo que houvesse uma gestão pública relativamente ineficiente, a solução não seria entregar de mão beijada nas mãos de estrangeiros e rentistas empresas estratégicas como estas. A solução seria encontrar uma administração capaz.
Não é a mesma coisa receber os dividendos gerados por estas empresas e receber apenas os impostos. Aliás, os impostos já o Estado os recebia, fosse a empresa pública ou privada. De qualquer modo, estas empresas são estratégicas e podemos perceber porquê se nos lembrarmos do episódio da “greve” dos camionistas o ano passado, aquando do aumento do preço do petróleo. Será que nestas circunstâncias quereremos estar dependentes de uma gestão sediada no estrangeiro? Não me parece avisado, até se olharmos para outras regiões do mundo. A Noruega, por exemplo, nunca alienou o controlo das suas empresas estatais petrolíferas. Não é por isso que a StatoilHydro não compete com as suas congéneres privadas em todo o mundo.
[Responder]
O Daniel Oliveira sabe onde, como e com quem o benemérito e saudoso «camarada» Eduardo dos Santos estudou?
A fonte que o Daniel bebe, é a fonte onde o Eduardo bebeu. A única diferença é que o Eduardo chegou ao poder (legitimamente) e o Daniel ainda escreve romances ciganos num pasquim qualquer.
Não tenho a mínima dúvida que o encartado Daniel faria exactamente a mesma coisa que o Edu faz; «distribuição» da riqueza, igualdade, «JUSTIÇA», liberdade, causas fracturantes entre a população ovibumda e bakonga, criminalização dos maus tratos em animais selvagens (diz que lá não há linces Ibéricos, mas há zebras e outros animais maltratados).
O Daniel mais escuro e engravatado e era um Eduardo dos Santos!
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Daniel, só os mencionei como prova do que se passa, o que se passa é povo explorado, não reclamo apenas o voto para o povo, mas todo um país válido, justo, com economia justa, antigamente era bom, para os brancos, hoje continua assim (um pouco mais distribuído por uma elite próspera e monárquica), e claro que como bloquista não concordo, ou não haverá um dia um BE angolano? E se da independência angolana não se fez um país que todos os países podem ser, que se mude, e JES está, no mínimo, a atrasar isso, ainda não se satisfez…
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Caro José Sousa,
Obrigado pelas suas informações. Desconhecia que a GALP era lucrativa quando tinha gestão pública. Nesse cenário concordo consigo que há certos bens que deveria manter-se sob a esfera pública por irem gerar, não um cenário de livre mercado e concorrência mas antes situações de puro rentismo ou condenar os bens à sua destruição. Exemplos disso são recursos naturais como o solo, as florestas. É muito curioso ler que um dos fundadores do pensamento liberal – John Stuart Mill – defendia exactamente estas ideias – que o solo deve ser um bem público.
Permita-me apenas dois comentários adicionais.
1) Penso que a questão de a empresa pública dar lucro ou não é relevante. Por muito que gostássemos, procurar uma administração capaz não é suficiente. O tipo de leis laborais que têm permitem abusos tanto por parte de trabalhadores como patrões. Vide o caso da TAP.
2) Comparar-nos à Noruega é um pensamento optimista mas creio ser utópico. As idiossincrasias do nosso povo são muito antigas e profundas. O respeito pelo bem público é bastante superior nesses países. Em Portugal a imagem do malandro rende votos e dá um certo prestígio, infelizmente. A gestão da defesa de Ormuz ou a guerra das laranjas são dois exemplos claros dessa mentalidade de (má)gestão do bem público.
De qualquer modo, repito e penso que concordará, a principal discussão no nosso país deveria ser a de acabar com as situações de rentismo. Sobre este tema, na área da especulação imobiliária, recomendo que ouçam este registo audio de Pedro Bingre, IMPERDÍVEL:
http://habitacao.cm-lisboa.pt/conf_rehabitar/02_pedro_bingre.wma
Aceite os meus cumprimentos
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Mas porque é que há ainda tão ressabiados? Angola não é de Portugal. Acordem!!! Vivem no passado e para o passado. ANGOLA É INDEPENDENTE! Contentem-se com este pequeno rectângulo, que é o único sítio em que mandam (e mandam mal!). Eu sei que é dificil contentar-se com um país pequeno que regride em todas as áreas enquanto que o mundo lá fora desenvolve-se e progride [Angola, BRIC, Ásia, toda a América Latina, Irão, Arábia, etc].
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“não é que os ingratos, mesmo com esta miséria de governo, não querem voltar ao passado…”
Ignorância sua Daniel Oliveira. Imaginar a Angola ultramarina como se fosse um apartheid luso é pura ignorância e tique estalinista de reescrever a história, Luanda tinha comunidades “indígenas” pertencentes a classe média muito mais cosmopolitas do que os habitantes de muitas cidades de Portugal, eram até chamados de “calcinhas de Luanda” e Benguela então nem se fala pois os brancos sempre foram uma minoria nessa cidade, muitas PME de Benguela pertenciam a pretos, mulatos e “cabritos”. Ouvi eu da boca de muitos angolanos ultimamente que no tempo do colonialismo era melhor até porque apanharam depois com uma guerra civil violentíssima.
Angola já é uma potência regional, está a caminhar a passos largos para a Democracia, isto segue as leis naturais humanas não as do BE que são irreais e conduzem a fome e destruição dos povos. Angola é hoje tábua de salvação de muitos portugueses que lá trabalham e só mesmo uma pessoa como o Louçã, deve querer que o Estado Angolano os expulse para os meter na função pública portuguesa, num discurso demagogo, populista e de adolescente não tem em conta isso pois não esqueçamos que os bloquistas são de um radicalismo fanático e por isso talvez se dêem tão bem com o Hamas e o Hezbolah esses sim farol da Democracia, do combate á corrupção e da Liberdade.
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Caro Minhoto
O seu discurso perturba-me, assim com uma mistura de coca-cola e ginger ale…
Essa história dos indigenas cosmopolitas, parece o país dos elfos.
Vivi doze anos em Moçambique, que tinha, senão sabe, a nata dos colonos portugueses, porque para angola iam aqueles que menos recursos tinham, tanto financeiros como culturais, digo isto assim para não ser deselegante.
E mesmo em Moçambique, onde se vivia uma atmosfera mais liberal em termos de costumes, muito por obra do Bispo da Beira, que Deus lhe dê tudo o que mereceu(não sou crente, mas respeito as crenças dos outros), havia 200,000 brancos para 7,000,000 de “indigenas”, mas um “branco era um branco e um preto era um preto”.
Que negócios relevantes tinham aqueles que não fossem brancos?
Ouvir da boca de quem lá esteve é uma uma coisa, ter lá estado é outra, posso lhe dizer que, para já, não havia qualquer noção de pme, falar de pme’s em Africa é a prova de que nunca se lá esteve, em Africa havia pequeno comércio, como mercearias, cantinas, loja de tecidos que tambem vendiam roupas, cafés e restaurantes.
Um dos poucos negócios a que os negros tinham acesso era vender no mercado. De resto, eram empregados de cafés, domésticos (mainatos em Moçambique), e infelizmente, os chamados contratados.
A sua visão de Africa sofre de colonialite aguda.
E, mais uma nota, não se caminha para a democracia( tipo primavera marcelista), já deveria ter aprendido isso com o 25 de Abril.
Quanto á tabua de salvação, só me resta perguntar quem fez naufragar o navio!
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“em Africa havia pequeno comércio, como mercearias, cantinas, loja de tecidos que tambem vendiam roupas, cafés e restaurantes.” acho que faltou à aula do Querido Líder Louçã sobre o que são PME.
Moçambique era muito mais eclético
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Ó obelisco então quem sofre de colonialite é o senhor mas não é aguda, é crónica e escreve coisas como que para Moçambique ia a “nata dos colonos portugueses” do regime do botas quer dizer pois a outra nata, os opositores ao regime, ia para o degredo em Angola mas olhe que não ficava de braços cruzados.
Comparar Angola a Moçambique é mostrar ignorância desculpe lá que lhe diga, Moçambique que já se queria alienar no final do XIX do Império Português, viveu no regime do Estado Novo como a projecção que se queria dar do regime à África do Sul e restante commonwealth talvez por isso segundo consta os funcionários públicos em Moçambique ganhavam mais do que em Angola mas não acredite nesses artificialismos mesquinhos do antigo regime e não entre em questões de clubite pois as diferenças saltam à vista. Com isto não estou a alimentar nenhuma clubite pois tanto os colonos como os retornados do Ultramar (como o senhor) vieram dar uma mais-valia com o know-how a este rectângulo da “apagada e vil tristeza” que hoje nota-se em todos os campos do Saber.
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54 obelisco instavel
Que negócios relevantes tinham aqueles que não fossem brancos?
Ouvir da boca de quem lá esteve é uma uma coisa, ter lá estado é outra, posso lhe dizer que, para já, não havia qualquer noção de pme, falar de pme’s em Africa é a prova de que nunca se lá esteve, em Africa havia pequeno comércio, como mercearias, cantinas, loja de tecidos que tambem vendiam roupas, cafés e restaurantes
Nos meus tempos de militar em Angola, nomeadamente Luanda, pós 25 de Abril, fui incumbido de encontrar um indivíduo membro da FNLA, que na altura recusava tréguas.
Fiz as minhas demarches durante uma ou duas semanas, pois os elementos facultados eram poucos, mas acabei por encontrar o dito membro da FNLA.
Trabalhava numa empresa textil, ali para as bandas da Samba.
Quando fomos à fábrica, apareceu-nos o patrão (branco), o qual, após saber ao que iamos ficou muito incomodado, pois o empregado (preto) era o técnico, único, em condições de poder reparar qualquer máquina da dita fábrica. Se alguma máquina tivesse problema, ninguém a sabia reparar.
Mas como tinhamos ordem dos Serviços Militares para o levar e revistar a casa onde vivia, executámos a ordem e fomos ao Sambizanga ( sim, esse de onde veio o Mantorras) e fiquei abismado, para não dizer doente, nos meus 23 anos, ao ver as condições miseráveis em que vivia este técnico, explorado até à medula,.
A casa, constava de:
barraca em colmo com 4/5 m2, com uma esteira,
uma panela para fazer comida e mais nada.
Pela teoria do “Minhoto”, este homem deveria morar num apartamento da Baixa de Luanda.
Acho que se fala muito e não se conheceu o que era a miséria.
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Para saber o esforço que é feito, não em Luanda, mas no interior profundo de Angola convém ir consultando os sites de carolas que viveram e estiveram lá (http://lestedeangola.weblog.com.pt/)
além dos encontros de militares vão dando notícias sobre o que se faz nessas zonas, muito mais interior profundo que qualquer das nossas localidades. Depois conversem com quem lá esteve e vejam as diferenças.
É reconfortante saber que as coisas estão a funcionar e a melhorar, principalmente no ensino.
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Pela teoria do “Minhoto”, este homem deveria morar num apartamento da Baixa de Luanda.
Pela teoria dos “libertados do fascismo e do colonialismo” milhares e milhares foram viver para debaixo da terra.
Quanto a Mozambique, falar dele e ignorar a comunidade indiana, os “monhés” como se dizia, demonstra bem o fantástico conhecimento de quem lá “esteve”.
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Caro Minhoto
Eu disse que a sua visao sobre Africa sofroa de colonialite aguda, e não o senhor.
Esclarecido este ponto, permita-me que lhe diga que havia em Moçambique muitos opositores ao regime, iam para porque era mais longe. Entre eles o meu pai que era militante do MUD, mas muitos outros que, ajudados pela distância da Metrópole, iam, cada vez mais, libertando-se da mentalidade mesquinha que o botas impunha em Portugal.
E havia, também, a proximidade com a Africa do Sul e a Rodésia, que apesar de tudo, permitiam aos colonos de Moçambique uma visão mais moderna e abrangente do mundo.
A própria ideia de independência era apadrinhada por muitos brancos, principalmente os mais jovens.
Concordo consigo quando diz que os retornados trouxeram mais valias e Know-how ao país, é verdade porque, apesar do drama porque passavam, traziam a vista mais lavada, os portugueses tinham-se habituado a ter os olhos fechados.
Agora quanto aos africanos, discordo completamente, eu percorri os bairros do Xipangara, da Mafalala e Xipamanine e posso lhe garantir que viviam em palhotas e tinham para comer farinha de mandioca, gafanhotos e ratos, nada que se parecesse com classe média.
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40 esquerdino
Eu disse “se eu fosse….”, logo quero dizer que não sou. Certo ?
Quer um desenho ?
Se os seus familiares não gostam dele, não votem nele. Se todos os Angolanos não gostam dele não votem nele.
Ou será que os angolanos gostam dele ?
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Caro Nuno António
Sem dúvida que o combate ao rentismo deve ser uma prioridade e, aliás, Francisco Louçã não se tem cansado de realçar este aspecto. No fundo o rentismo é uma actividade parasitária sobre a actividade económica produtiva. Quando os bancos cobram juros usurários estão a parasitar sobre e a contribuir para o definhamento da economia.
O Direito Romano já defendia o “Domínio Público”.
Quanto aos lucros. Os lucros não são o único critério de análise da eficiência de uma empresa, sobretudo se se tratar de uma empresa que gere um bem/serviço de natureza pública. O que tem que existir é transparência, objectivos claros do que é que se pretende. A TAP e outras empresas, como as telecomunicações, os correios, etc., são exemplos disso.
Sobre o exemplo dos transportes públicos, escrevi este pequeno artigo ilustrativo do ponto que pretendo realçar:
http://futureatrisk.blogspot.com/2007/08/os-transportes-pblicos-que-critrio-de.html
Os meus cumprimentos
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“José Eduardo dos Santos ocupa a presidência sem ter sido eleito há 17 anos”
Esta perola do Esquerda.net esta linda. Entao e o Francisco Louca que ocupa a presidencia do seu partido ha’ uns trinta anos ou mais…? Eu sei que no BE ha’ umas coisas a que eles chamam eleicoes, assim como havia no regime do Saddam Hussein ou no tempo do Salazar…
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Caro José Sousa,
Obrigado por partilhar o seu artigo.
“Sem dúvida que o combate ao rentismo deve ser uma prioridade e, aliás, Francisco Louçã não se tem cansado de realçar este aspecto.”
É um facto, até concordo que ele foi injustamente atacado por Sócrates no momento em que falava precisamente do rentismo.
Infelizmente o Louça mistura este combate meritório ao rentismo com outras ideias com as quais discordo. O efeito positivo do combate ao rentismo que ele realizaria poderia ter pouco efeito com outras medidas com consequências negativas na actividade económica.
Na minha humilde opinião, estamos a desbaratar para o sector privado áreas que deveriam estar no público, criando-se monopólios, consequentemente, rendas. Por outro lado insistimos em manter sorvedouros inacreditáveis de dinheiro em áreas cuja adjudicação ao sector privado (mesmo para cumprir tarefas de serviço público) custaria muito menos dinheiro a todos nós (ex: RTP, Ministério da Cultura, Observatórios em profusão, entre muitos outros).
Todo o nosso país é uma história de confusão e apostas incorrectas. Gostaria de ver o Estado a fiscalizar melhor, a assegurar que não ocorrem situações de rentismo. Mas gostaria também que houvesse mais liberdades civis. Não ter um Estado a controlar tanto a nossa economia (como os ditos partidos de esq tanto gostam) nem os nossos costumes (como os partidos ditos de dir tanto gostam). É importante lembrar que a perda de direitos civis e o controlo sobre a população é algo comum da esq e dir radical, só muda a forma e os actores.
Cordialmente
NA
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Obelisco Instável;
«mas um “branco era um branco e um preto era um preto”.»
«…em Africa havia pequeno comércio, como mercearias, cantinas, loja de tecidos que tambem vendiam roupas, cafés e restaurantes.»
Falso. Em nenhuma colónia Portuguesa existiu o “one drop rule”, muito célebre entre países com ocupação Belga, Inglesa, Francesa…
Dentro das nossas colónias existiam vários estatutos. Um deles foi abolido pelo Adriano Moreira. Existia muita violência, principalmente a leste da capital, onde a presença Portuguesa era escassa. Existia muito abuso, mas pela parte dos «comerciantes», nunca dos administradores de posto, que para eles era chatice.
Dos regimes colonialistes, o nosso era de longe o mais laxista e moderado. Existia roubo, violações é claro e muita propaganda. Mas convenhamos, muita gente era alimentada…
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custaria muito menos dinheiro a todos nós (ex: RTP, Ministério da Cultura, Observatórios em profusão, entre muitos outros).
Nunca diga isso em voz alta e muito menos ao pé de um apoiante de Esquerda.
Não se pode tocar na kultura, é onde milhares de bloquistas e afins vão buscar o subsídio para o pãozinho.
Pergunte ao senhor Daniel Oliveira que ele dá-lhe num instantinho pelo menos mil nomes e cem companhias de teatro.
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Caro Nuno António
É um prazer.
Julgo que por vezes existem alguns equívocos, resultantes das percepções que vamos adquirindo, em parte, fruto da filtragem realizada pelos media, sobre algumas ideias. Uma delas é que a “esquerda” quer mais controlo do Estado sobre tudo. Assim não é necessariamente.
Não querendo abusar da publicidade ao meu blog:
http://futureatrisk.blogspot.com/search?q=commons
Sugiro também o economista João Rodrigues do Blog “Ladrões de Bicicletas” : http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=9795&Itemid=42
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/07/para-historia-da-neoliberalizacao-do.html
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2008/12/para-alm-da-crise-regras-para-uma.html
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Caro Mancha Negra
Quando me fala da capital, não sei se se refere a Maputo ou Luanda, mas deixe-me esclarecer aqui uma questão anterior:
Pequena empresa é uma empresa que tenha até 50 empregados, as pequenas lojas a que eu me refiro, e que o senhor saberá, tinham um ou dois empregados, sendo portanto micro-empresas, bem longe, portanto, do conceito de PME’s.
Em Moçambique, a maioria do comércio era dominada pelos goeses, que normalmente só davam emprego á familia.
O emprego disponivel para os negros sem formação, que era a maioria, era escasso.
Pode dizer-se que o colonianismo português foi menos violento que os outros e talvez seja verdade, mas no capítulo da educação, por exemplo, poucos eram os negros que chegavam ao liceu.
Claro que havia bons patrões, que permitiam, como em minha casa, que os empregados comessem connosco a mesma comida que nós comiamos, mas não era uma questão de direito, o patrão dava se quisesse.
E a questão da alimentação foi o que mais me impressionou, tambem comi gafanhotos uma vez, quando acompanhei o meu empregado a uma farra, mas no meu caso era turismo, para eles não.
Relativamente aos comandantes de posto era uma sorte, muitas vezes quando um cão mordia um negro, era porque o negro tinha fugido, logo era ladrão.
No meio de tudo isto claro que havia gente boa, mas ás vezes as coisas não eram faceis, nem para uns nem para outros.
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O Cunha só pode estar a brincar… mas qual é a dúvida sobre o facto do Eduardo dos Santos ser um ladrão, um corrupto e um assassino??? mas você vive neste Planeta Cuna?? E sinceramente não acredito que nenhum angolano honesto e decente fique chateado por ler o que aqui se escreve sobre JES, ele fica concerteza chateado é por não poder dizer o mesmo no seu país, isso é que é muito triste para todos os angolanos de bem!!!
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