Segundo o Dacosta a culpa não foi bem da cadeira. Enfim provavelmente é mais giro pensar que ele foi “derrotado” por uma cadeira, do que pura e simplesmente pela idade.
Bem… pelo que Fernando Dacosta disse hoje na SIC Notícias, esta reconstituição do Expresso é uma farsa que apenas sustenta uma lenda.
Dacosta afirma claramente que o modelo de cadeira era muito diferente daquele e que Salazar não bateu com a nuca mas com a zona lateral da cabeça.
Explica ainda que o senhor caiu porque pensou que a cadeira estava no local habitual e não estava – ou seja: sentou-se no vazio.
Explicou ainda que não foi o hematoma provocado pela queda que o conduziu directamente à morte, mas um AVC, mais de um mês depois.
Eu tinha 22 anos e estava na tropa,numa fase miserável da minha vida.Como esperei que tudo fosse rápido.Mas mesmo as cadeiras,cá no burgo, não cumprem na perfeição as suas funções! A cadeira vai para o museu em Santa Comba? Merece…
Sendo um leitor ocasional nunca me aprouve deixar um comentário no seu blog, muito embora nem sempre partilhe da sua visão acerca dos muitos temas que retracta diariamente – devo dizer apesar de tudo que nunca, por mais duras ou mesmo até injustificadas que fossem as suas críticas, o vi faltar ao respeito de forma tão clara e directa como neste seu post. Por mais que o senhor e uma considerável quantidade de pessoas possuam um ódio, que ocasionalmente chega a ser patético, pela personagem de Salazar, acho inqualificável que se refiram à sua morte ou (polémica) causa nos termos em que o senhor se referiu. Já negligenciando o facto de que estamos a falar da morte de um ser humano,que um promotor do politicamente correcto como o senhor ainda mais não deveria referir nestes termos, Salazar trouxe muito de positivo ao pais,quer se goste quer não, de salientar ainda que estamos a tratar de um ditador que não nasceu, viveu ou morreu na opolência,muito pelo contrario, nasceu pobre e assim partiu. Sendo alguem que não cobre de glória o que ele fez ou foi, reconheço que qualquer análise imparcial da estabilidade, crescimento económico e valores promovidos e implementados no país durante o seu periodo de governação e os beneficios que a sociedade portuguesa tirou de tudo isso, muitos deles acabou por perder, são inegáveis provas que, nem mesmo tendo em conta todas as suas falhas (sim,sabemos que na sua opinião são mesmo muitas) este homem não merecia, mais uma, falta de respeito nesta referência sem dignidade ao seu falecimento.
Apenas como uma pequena reflexão,não sem um pouco de ironia, relembrava o seu insurgimento contra a expressão (racista?) “esta gente” utilizada por Mario Crespo referindo-se á comunidade cigana da Quinta da Fonte, vindo prontamente em defesa do (talvez seu) politicamente correcto – no entanto não tem qualquer pudor em referir-se á morte de uma outra pessoa com esse obvio regozijo
Naquela cadeira, esteve sentado o povo português, na sua esmagadora maioria, durante quase 50 anos.
E a cadeira ainda deve existir: estão à vista outros 50 anos de letargia…
Nalvic, por escolha própria Salazar não deixou que houvesse outra forma de sair do poder que não fosse a sua morte. Festejo aqui a sua queda política. Ele não deixou que ela pudesse acontecer sem ser através da queda física. Pudesse ser de outra forma, teriamos todos ficádo a ganhar. Ódio a Salazar? Pois claro que sim. Em nome de todos os que morreram, fugiram ou estiveram presos apenas porque Salazar não achava aceitável que contestassem o seu poder. Há coisas na política que são pessoais. Em respeito pela memória de tantos que morreram e morreram bem mais jovens que Salazar. Em respeito por tantos qur foram torturados e espancados. Em nome de tantos…
É isso Daniel! Salazar é um ditador,de tal forma que só a cadeira conseguiu dar cabo dele.Bendita cadeira. O ódio que lhe tenho é igual ao ódio que ele mostrou ter ao povo que atrofiou na miséria.
E parece que não era tão beato assim.Dava umas quecas no Hotel Borges,ali ao Chiado!
O homem morreu há 40 anos, mesmo assim o Daniel Oliveira acorda, passa o dia, e deita-se a pensar nele. Esta obsessão é doentia, é responsável por parte do nosso atraso e desculpabiliza-o atirando-o para a memória (em alguma esquerda já deve ser genética) do botas. A Espanha e os espanhois já aceitaram o seu passado, lutando pelo futuro. Nós ainda cantamos o triste fado.
Porque não é coerente e comemora também o falecimento de Lenine, Trotsky, Estaline, Mao Tse Tsung, entre outros? Leio o seu blog há mais de um ano para saber que nunca comemorou tal coisa — e embora lhe sirva de desculpa de não são afectos ao seu país, mataram e torturaram bem mais gente do que Salazar e são próximos da sua cor política, pelo que uma ressalva não lhe ficaria nada mal.
Eu prefiro não comemorar o falecimento mas o nascimento daqueles que me são importantes. E o Adam Smith foi dia 16 de Junho. Bebi champagne por um dos maiores pensadores contemporâneos.
Sem ter que ser advogado de ninguém o salazar estava aqui, os outros estavam ali. Como critério já me parece suficiente. Também não me lembro de ver aqui celebrar a morte de Hitler ou Mussolini, mas pronto.
Quanto ao Adam Smith tem lá umas cenas sobre moralidade que não interessam a ninguém, mas aquela da mão invisível é bem apanhada, sim senhor.
Procurei, procurei, mas não encontrei neste blog nenhuma referência a Alexander Soljenitsine?????
Estranho, preferem falar de velhos e cadeiras de onde caem. Também Alexander Soljenitsine denunciou um regime, ainda mais sanguinário (talvez o mais sanguinário de todos, na história da humanidade).
Eu sei Alexander Soljenitsine é um incómodo.
pois eu cá acho que Salazar foi fundamental para o desenvolvimento do país e para o seu enorme salto até ao fim da 2ª guerra.
Nessa fase o país estava à beira da bancarrota, era praticamente ingovernável, as tentativas de golpe de estado, as revoltas, eram constantes. Salazar veio colocar o país nos carris. Construiram-se estradas, hospitais, universidades, caminhos de ferro, como nunca antes. Sanearam-se as contas públicas e deu-se estabilidade económica ao país. E que não se fale de falta de democracia, porque à época não existia a democracia tal como hoje a conhecemos. Salazar foi fundamental para o país nesse período e só quem não sabe analisar a história não o consegue ver.
Nunca, em qualquer período da nossa história o nosso país sofreu tão grande desenvolvimento. Ao contrário do que hoje algumas pessoas (facciosas) dizem, Salazar era praticamente consensual na altura, era respeitadíssimo e as pessoas queriam-no no poder e estavam a apreciar as suas opções para o país.
No entanto Salazar deveria ter saído do poder depois da 2ª guerra e foi-se, infelizmente, perpetuando.
O poder endureceu face aos seus opositores. As opções políticas foram muitas deles erradas. Enquanto a democracia se consolidava nos países da Europa, Salazar pretendia manter um povo ignorante e manipulável nas suas mãos. Os ventos que sopravam na Europa não foram por Salazar compreendidos.
Quanto à cadeira: que povo tão acomodado é este – e não foi certamente por culpa de Salazar – que em tantos anos nunca foi capaz de colocar o senhor no sítio. Foi preciso uma cadeida desarmar-se para que o país andasse para a frente?
Salazar, para mal dos seus pecados, ganhou em toda a linha, tendo sido apenas derrotado nas suas intenções pela sua cadeira. O povo nada fez, apesar de esta ter sido a ditadura mais branda da Europa, apesar do discurso superlativo que hoje caracteriza as atrocidades da ditadura de Salazar.
O próprio 25 de Abril é a mostra de um regime que caiu de podre e não verdadeira revolução em que, como nas revoluçºões, há sangue, há mortes, há os que ganham e os que perdem. Para uma ditadura branda houve uma revolução branda. Para o povo brando a morte da ditadura foi ditada pela morte do ditador.
Passados que estão 40 anos sobre a queda da cadeira por parte do Salazar, e 34 sobre o 25 de Abril – e as suas muitas virtudes -, olho hoje para o nosso país e não gosto do que vejo.
Se calhar Salazar foi o ditador que merecemos, assim como os políticos sem nível que hoje temos são também a sorte que nos estava destinada. Deve ser a isto que chamamos fado. Claro que é mais fácil culpar o senhor mau que caiu da cadeira há 40 anos pela nossa sorte.
mario lopes penso que já há quem o faça e com uma virulencia inigualável. Nisto de “esquerda” e “direita” cada um tem as suas efemérides e não faz sentido pedir contrição por cada ditador que passa. O importante talvez seja referir que salazar representa a ditadura, a supressão da liberdade e as perseguições políticas. O agir por vontade propria contra o desejo colectivo de um país. A ilegitimidade e a ilegalidade. Esperemos que um dia a china o faça por mao, a russia por estaline, o chile por pinochet, e os eua por —-
Hitler também teve um milagre económico.
Em 6 anos a Alemanha passou da bancarrota para uma das maiores potências militares e tecnológicas do mundo, pronta para conquistar tudo e todos.
Será razão para desculpar tudo o que fez de mal?
Claro que há quem considere que nada fez de mal….
“Para quem não souber ou não se lembrar, sopas de farinha eram, pelo menos no Porto, a base da alimentação da maior parte da população. Consistiam em água fervida com talos de couves (nos melhores dias as próprias folhas de couves) à qual se adicionava farinha (da mais barata) para engrossar e encher o estômago.”
-Nao e meu mas e a pura verdade.
toknit.wordpress.com/2007/03/26/salazar/
E nao foi so no Porto nao senhor.
Agora esses eram afortunados porque havia imensos que nunca chegaram a farinha e muito menos as couves.
De facto penso estar relativamente bem informada sobre alguns dos
aspectos culturais relativos a povos de origem ciganas muito embora
existam algumas diferenças dependentes dos paises onde habitam.E sim
sei o que quer dizer .No entanto eu nao discuto a etnia cigana , os
seus costumes ou a sua moralidade.Para mim todos os povos da terra
sao diferentes , deveriam ser respeitados nas suas diferenças culturais e religiosas e nao sistematicamente atacados e descriminados por serem diferentes.Entendo que ninguem tem o direito de afastar e ofender seja quem for so porque as opçoes sao diferentes.
Se existem diferenças entre mulheres e homens , mulheres casadas ou viuvas dentro da etnia cigana com as quais se pode discordar, entendo
tambem que existem diferenças de poder entre as mulheres e homens em todas as sociedades e desde sempre.Infelizmente essa e uma realidade
muito triste que ainda nao conseguimos ultrapassar.No entanto acredito que a cultura e a aprendizagem podem fazer evoluir-nos a
todos independentemente da cor ou das etnias,das religioes ou das convicçoes impostas por educaçao. Quanto aos mais elementares
direitos das mulheres , meu caro senhor, se existem e de facto existem, enormes falhas em que as mulheres continuam a sofrer por
continuo desrespeito e abuso, essas falhas estao dentro de todas as sociedades actuais, inclusivamente nas que se apresentam como
defensoras de direitos de igualdade.Portanto nao encontro na sociedade cigana, nem mais nem menos defeitos do que em todas as
outras.Se porventura conhecer sociedades em que todas as mulheres sejam respeitadas e possuam direitos sociais inteiramente iguais aos homens aponte-as por favor porque estou sempre pronta a conhecer mais e melhor.
…..
carlos
4 Ago 2008 às 19:23
“É de Justiça que se trata. Justiça e igualdade de tatamento. Se achas que é pedir muito….”
Tratar por tu a quem nao se conhece e uma prova uma enorme falta de educaçao.
E o sr. nao me conhece.
Portanto se e assim tao admirador de justiça e igualdade comece por respeitar os que estao a sua volta.Ganha o debate e ganham as pessoas.
E nao, nao desejo mal a ninguem seja qual for o seu comportamento.
Como disse acima .
-A Paz a quem conhece a Paz.
Para mim este debate esta encerrado.
Passe bem.
Grande argumento: Num país distante um velho ditador morre! Investiga-se… Quem são os culpados? Os comunistas? Não! Os ultras? Não! Os militares? Não! Os liberais? Não! O povo revoltado? Não! Entretanto constitui-se arguida uma cadeira (sim uma cadeira!)… mas por falta de provas e lançada a hipótese muito plausível de ter sido o AVC o culpado, arquiva-se o inquérito. Ponto final.
Isto realmente é uma chatice ! Quanto mais dizem mal dele mais adeptos a seu favor aparecem. Que o diga a Maria Elisa ! E sabem porquê ? Porque não são pessoas sérias ! Porque se fossem reconheceriam que ele também teve coisas boas. E como só sabem dizer mal de uma forma absolutamente tendênciosa, as pessoas que viveram no tempo dele,sabem e lembram-se que nem tudo era tão mau como pertendem fazer querer aos menos avisados e atentos, o que faz com que se sintam revoltadas e indignadas e como aos poucos e poucos se vão libertando da ditadura do “politicamente correcto” que este pagode democrático impõe, cada vez mais vão denunciando que as coisas até não foram bem assim. E digo pagode democrático porque isto não é uma democracia séria e a sério. Existe défice democrático e também contráriamente ao que pretendem passar os cidadões ainda não se expressam livremente.
Não perdemos tempo a bater-lhe, apenas isso. Quanto a análise séria, ela está largamente feita, contraditória e para todos os gostos. Só que ela não substitui uma avaliação moral e política. E grande parte das pessoas que usam os argumentos da frieza na análise (não dando um passo para tal) não são frias, apenas querem relativizar 48 anos de ditadura.
Directus, a revolução foi há pouco mais de 30 anos. A maioria dos portugueses eram vivos e adultos na ditadura. E lembram-se. E, como mostram todos os estudos de opinião e sentido de voto, não têm saudades. Não confunda concursos de televisão com a realidade.
Caro Daniel Oliveira
Esses estudos de opinião não me merecem credibilidade porque quem responde está pressionado pela tal ditadura do “politicamente correcto”. Para mim a verdade histórica e o julgamento de Salazar ainda não está feito. Ainda é muito cedo ! É preciso mais distância ! Os portugueses, hoje, abaixo dos 40 anos eram muito novos e não se lembram desse tempo ! Talvez seja o seu caso.
Lembro-me perfeitamente que nesse tempo muitos portugueses andavam descalços, mas olhe que por este andar, não será difícil prever que muitos ainda vão voltar a andar nessas condições. Enganaram os portugueses fazendo-lhes querer que podiam ter tudo o que o vizinho tinha e o resultado dessas falsas expectativas começa agora a vir ao de cima com a entrega de apartamentos e carros, compromissos esses que as famílias já não estão a suportar. Os portugueses já estão também a voltar à emigração. Por agora a única esperança reside na contenção dos aumentos dos preços do petróleo. E ainda aqui vamos…
Não confunda concursos de televisão com a realidade.
Esta é uma boa ideia.
É preciso também não confundir a realidade com os nossos próprios desejos.
Salazar teve o seu momento, foi útil á Nação e não há maneira de apagar isso.
Depois, como todos os ditadores, perdeu o contacto com a realidade e passou a gerir o país numa lógica de merceeiro, (o que aliás hoje continua a ser feito) estrangulou as liberdades porque o povo não estava preparado (um argumento ainda hoje usado) e colocou-nos a divergir especialmente da Europa (um factor ainda hoje aplicado).
Que noventa por cento do povo português se tenha acomodado a tudo isso, explica porque é que nos dias de hoje a postura continua a ser a mesma.
Há no entanto uma grande diferença.
A esquerda revolucionária que acordou no dia 25 de Abril de um sono que passava por longas sestas no Vává, está hoje muito mais activa.
Felipe Gonzalez, instado por um jornalista francês pouco tempo depois da morte de Franco sobre o que tinha sentido nesse momento, respondeu: «sou espanhol. Um espanhol só sente pena quando morre outro espanhol».
O Daniel Oliveira bate palmas. Os homens e os ratos distinguem-se nestas pequenas coisas.
Estou a ver que o “lápis azul” aqui é bem mais grosso do que aquele usado pela Censura no tempo da antiga senhora ! Assim isto perde o interesse, a piada e a motivação ! Nem parece de esquerda ! Sempre pensei que fossem mais tolerantes ! Só ganhavam com isso ! Percebo que deve haver alguma contenção, mas também acho que devem estar preparados para engolir alguns sapos ! E já agora, licões de moral dispensam-se !…
Felipe Gonzalez, instado por um jornalista francês pouco tempo depois da morte de Franco sobre o que tinha sentido nesse momento, respondeu: «sou espanhol. Um espanhol só sente pena quando morre outro espanhol».
O Daniel Oliveira bate palmas. Os homens e os ratos distinguem-se nestas pequenas coisas.
Ah mas que pena tao lesta e que fina flor de retorica JV.–Pasmo com a sua capacidade de exibir
tao pouco de inteligencia e tanto de falta de educaçao.
~~~~~~~~~~~~
Fado Alexandrino
5 Ago 2008 às 9:27
“Não confunda concursos de televisão com a realidade.
Esta é uma boa ideia.
É preciso também não confundir a realidade com os nossos próprios desejos.
Salazar teve o seu momento, foi útil á Nação e não há maneira de apagar isso.~”
Salazar foi util a todos os que ele deixou que se servissem do pais e dos seus recursos.
Quanto a Naçao; so nao lhe fez pior porque felizmente a velhice o levou.Quanto ao tal contacto com a realidade;mas onde e que esse homem alguma vez teve disso?
~~~~~~~~~~~~~~
Directus
5 Ago 2008 às 0:28
Isto realmente é uma chatice ! Quanto mais dizem mal dele mais adeptos a seu favor aparecem. Que o diga a Maria Elisa !
A Maria Elisa?
Ora adeus.Ate achei graça ver o velho figurao a pairar em concursos televisivos tao discutiveis.
O JV não dá gritos de alegria porque uma pessoa morreu. Tão-só.
em minha casa se me insulta é corrido
Um homem morre porque caiu de uma cadeira. O Daniel exclama: «abençoada cadeira!». E depois não quer ser insultado? E depois queixa-se porque é insultado? Ó DO, tenha vergonha na cara!
JV, não tem debate. Se me insulta não publico os seus comentários. Se não gosta, deixa de cá vir.
Directus, sabe prefeitamente a razão porque não publiquei o seu comentário. O mesmo que disse a JV: não me insulta no blogue que sou eu que faço. Ponto final.
Percebo perfeitamente que não goste de ser insultado em sua própria casa. No entanto deve entender que isso só acontece quando se dá azo para que isso aconteça.
Deve compreender que por vezes algumas das suas opiniões ou a forma como as transmite podem cair nas outras pessoas como que uma provocação. É o caso relativamente a Oliveira Salazar em que mostra regozijo com a sua morte, como que fazendo chacota através do episódio da cadeira que usou como título. Poderia apenas mostrar indiferença e assim ninguém se sentia “agredido”. As pessoas por estarem em sua casa também não são obrigadas a “engolir” as suas provocações.
Cumprimentos !
Presumo que a senhora é muito nova e julga que a Nação começou com o 25 de Abril e que antes só havia fome, tortura, miséria, mortes a esmo e que todos conspiravam e se ofereciam como mártires para derrubar Salazar.
Dava uma história bonita, mas infelizmente não é verdade.
Aliás se tivesse lido um pouco mais devagar o que escrevi não me vinha interpelar.
Lá deixei muito claro que houve um tempo em que Salazar fez bem a Portugal e um tempo em que fez mal.
Para lhe ajudar a saber o que existiu antes de Cunhal e Soares, transcrevo um apontamento da wikipédia.
The 28th May 1926 coup d’état or, during the period of Estado Novo, the National Revolution (Portuguese: Revolução Nacional), was a military action that put an end to the chaotic Portuguese First Republic and initiated the Ditadura Nacional (National Dictatorship) (years later, renamed Estado Novo).
António de Oliveira Salazar developed the Estado Novo. The basis of his regime was a platform of stability. Salazar’s early reforms benefited the whole nation since they allowed financial stability and therefore economic growth. After the chaotic years of the Portuguese First Republic (1910–1926) when not even public order was achieved, this looked like an impressive breakthrough to most of the population
Concordo com o Sebastião Dias. Salazar foi um homem do seu tempo até a segunda guerra mundial,
depois apesar de ter havido crescimento económico, Salazar foi como uma reliquia viva de um tempo que a Europa queria esquecer.
Em relação a concursos o do Inimigo Público e do Eixo do Mal foi uma vergonha (existe sem dúvida uma vaca sagrada que condiciona a média portuguesa), o outro um Freak Show.
Agora mil vezes viver num regime salazarista do que um do Cunhal.
JV, se não consegue tratar educadamente deixe de vir aqui comentar. É tão simples. Vá à sua vida.
Directus, eu mostro reguzijo por aquilo que entender, já que este espaço me pertence. Se não gosta, ou não lê ou contesta. Mas não me insulta. Parece-me tão elementar…
Aquilo que eu li na “abençoada cadeira” foi tão só uma metáfora sobre a morte do regime e não o gozo sobre a morte de um homem – que para o caso não tem qualquer interesse. Não vale a pena exagerar nas interpretações.
O que não é muito abonatório…do Povo.
Foi A cadeira?
O habitual neste triste país triste.
Abraço,
[Responder]
Segundo o Dacosta a culpa não foi bem da cadeira. Enfim provavelmente é mais giro pensar que ele foi “derrotado” por uma cadeira, do que pura e simplesmente pela idade.
[Responder]
Bem… pelo que Fernando Dacosta disse hoje na SIC Notícias, esta reconstituição do Expresso é uma farsa que apenas sustenta uma lenda.
Dacosta afirma claramente que o modelo de cadeira era muito diferente daquele e que Salazar não bateu com a nuca mas com a zona lateral da cabeça.
Explica ainda que o senhor caiu porque pensou que a cadeira estava no local habitual e não estava – ou seja: sentou-se no vazio.
Explicou ainda que não foi o hematoma provocado pela queda que o conduziu directamente à morte, mas um AVC, mais de um mês depois.
Assim se constrói uma lenda.
[Responder]
Eu tinha 22 anos e estava na tropa,numa fase miserável da minha vida.Como esperei que tudo fosse rápido.Mas mesmo as cadeiras,cá no burgo, não cumprem na perfeição as suas funções! A cadeira vai para o museu em Santa Comba? Merece…
[Responder]
Abençoada cadeira!
Manuel Monteiro
[Responder]
Abençoadíssima!!
[Responder]
A propósito: qual foi o resultado daquele concurso da RTP dos grandes Portugueses?
[Responder]
Caro Daniel
Sendo um leitor ocasional nunca me aprouve deixar um comentário no seu blog, muito embora nem sempre partilhe da sua visão acerca dos muitos temas que retracta diariamente – devo dizer apesar de tudo que nunca, por mais duras ou mesmo até injustificadas que fossem as suas críticas, o vi faltar ao respeito de forma tão clara e directa como neste seu post. Por mais que o senhor e uma considerável quantidade de pessoas possuam um ódio, que ocasionalmente chega a ser patético, pela personagem de Salazar, acho inqualificável que se refiram à sua morte ou (polémica) causa nos termos em que o senhor se referiu. Já negligenciando o facto de que estamos a falar da morte de um ser humano,que um promotor do politicamente correcto como o senhor ainda mais não deveria referir nestes termos, Salazar trouxe muito de positivo ao pais,quer se goste quer não, de salientar ainda que estamos a tratar de um ditador que não nasceu, viveu ou morreu na opolência,muito pelo contrario, nasceu pobre e assim partiu. Sendo alguem que não cobre de glória o que ele fez ou foi, reconheço que qualquer análise imparcial da estabilidade, crescimento económico e valores promovidos e implementados no país durante o seu periodo de governação e os beneficios que a sociedade portuguesa tirou de tudo isso, muitos deles acabou por perder, são inegáveis provas que, nem mesmo tendo em conta todas as suas falhas (sim,sabemos que na sua opinião são mesmo muitas) este homem não merecia, mais uma, falta de respeito nesta referência sem dignidade ao seu falecimento.
Apenas como uma pequena reflexão,não sem um pouco de ironia, relembrava o seu insurgimento contra a expressão (racista?) “esta gente” utilizada por Mario Crespo referindo-se á comunidade cigana da Quinta da Fonte, vindo prontamente em defesa do (talvez seu) politicamente correcto – no entanto não tem qualquer pudor em referir-se á morte de uma outra pessoa com esse obvio regozijo
[Responder]
Salazar, Mussolini, Hitler, Pinochet, Sionistas e os generais Argentinos!
Vencidos pela história e pela resistência dos povos.
Essa da cadeira é uma invenção nazi-fascista.
[Responder]
Naquela cadeira, esteve sentado o povo português, na sua esmagadora maioria, durante quase 50 anos.
E a cadeira ainda deve existir: estão à vista outros 50 anos de letargia…
[Responder]
Nalvic, por escolha própria Salazar não deixou que houvesse outra forma de sair do poder que não fosse a sua morte. Festejo aqui a sua queda política. Ele não deixou que ela pudesse acontecer sem ser através da queda física. Pudesse ser de outra forma, teriamos todos ficádo a ganhar. Ódio a Salazar? Pois claro que sim. Em nome de todos os que morreram, fugiram ou estiveram presos apenas porque Salazar não achava aceitável que contestassem o seu poder. Há coisas na política que são pessoais. Em respeito pela memória de tantos que morreram e morreram bem mais jovens que Salazar. Em respeito por tantos qur foram torturados e espancados. Em nome de tantos…
[Responder]
Boa resposta, Daniel! Exactamente por respeito…
[Responder]
ó nalvic, para fazer comentários desses é preferível continuar quieto.
[Responder]
É isso Daniel! Salazar é um ditador,de tal forma que só a cadeira conseguiu dar cabo dele.Bendita cadeira. O ódio que lhe tenho é igual ao ódio que ele mostrou ter ao povo que atrofiou na miséria.
E parece que não era tão beato assim.Dava umas quecas no Hotel Borges,ali ao Chiado!
[Responder]
O homem morreu há 40 anos, mesmo assim o Daniel Oliveira acorda, passa o dia, e deita-se a pensar nele. Esta obsessão é doentia, é responsável por parte do nosso atraso e desculpabiliza-o atirando-o para a memória (em alguma esquerda já deve ser genética) do botas. A Espanha e os espanhois já aceitaram o seu passado, lutando pelo futuro. Nós ainda cantamos o triste fado.
[Responder]
Daniel,
Porque não é coerente e comemora também o falecimento de Lenine, Trotsky, Estaline, Mao Tse Tsung, entre outros? Leio o seu blog há mais de um ano para saber que nunca comemorou tal coisa — e embora lhe sirva de desculpa de não são afectos ao seu país, mataram e torturaram bem mais gente do que Salazar e são próximos da sua cor política, pelo que uma ressalva não lhe ficaria nada mal.
Eu prefiro não comemorar o falecimento mas o nascimento daqueles que me são importantes. E o Adam Smith foi dia 16 de Junho. Bebi champagne por um dos maiores pensadores contemporâneos.
[Responder]
Nao,
Salazar nao caiu da cadeira.
Caiu de podre.
[Responder]
Sem ter que ser advogado de ninguém o salazar estava aqui, os outros estavam ali. Como critério já me parece suficiente. Também não me lembro de ver aqui celebrar a morte de Hitler ou Mussolini, mas pronto.
Quanto ao Adam Smith tem lá umas cenas sobre moralidade que não interessam a ninguém, mas aquela da mão invisível é bem apanhada, sim senhor.
[Responder]
Daniel: não se consegue comentar no de cima.
[Responder]
Procurei, procurei, mas não encontrei neste blog nenhuma referência a Alexander Soljenitsine?????
Estranho, preferem falar de velhos e cadeiras de onde caem. Também Alexander Soljenitsine denunciou um regime, ainda mais sanguinário (talvez o mais sanguinário de todos, na história da humanidade).
Eu sei Alexander Soljenitsine é um incómodo.
[Responder]
pois eu cá acho que Salazar foi fundamental para o desenvolvimento do país e para o seu enorme salto até ao fim da 2ª guerra.
Nessa fase o país estava à beira da bancarrota, era praticamente ingovernável, as tentativas de golpe de estado, as revoltas, eram constantes. Salazar veio colocar o país nos carris. Construiram-se estradas, hospitais, universidades, caminhos de ferro, como nunca antes. Sanearam-se as contas públicas e deu-se estabilidade económica ao país. E que não se fale de falta de democracia, porque à época não existia a democracia tal como hoje a conhecemos. Salazar foi fundamental para o país nesse período e só quem não sabe analisar a história não o consegue ver.
Nunca, em qualquer período da nossa história o nosso país sofreu tão grande desenvolvimento. Ao contrário do que hoje algumas pessoas (facciosas) dizem, Salazar era praticamente consensual na altura, era respeitadíssimo e as pessoas queriam-no no poder e estavam a apreciar as suas opções para o país.
No entanto Salazar deveria ter saído do poder depois da 2ª guerra e foi-se, infelizmente, perpetuando.
O poder endureceu face aos seus opositores. As opções políticas foram muitas deles erradas. Enquanto a democracia se consolidava nos países da Europa, Salazar pretendia manter um povo ignorante e manipulável nas suas mãos. Os ventos que sopravam na Europa não foram por Salazar compreendidos.
Quanto à cadeira: que povo tão acomodado é este – e não foi certamente por culpa de Salazar – que em tantos anos nunca foi capaz de colocar o senhor no sítio. Foi preciso uma cadeida desarmar-se para que o país andasse para a frente?
Salazar, para mal dos seus pecados, ganhou em toda a linha, tendo sido apenas derrotado nas suas intenções pela sua cadeira. O povo nada fez, apesar de esta ter sido a ditadura mais branda da Europa, apesar do discurso superlativo que hoje caracteriza as atrocidades da ditadura de Salazar.
O próprio 25 de Abril é a mostra de um regime que caiu de podre e não verdadeira revolução em que, como nas revoluçºões, há sangue, há mortes, há os que ganham e os que perdem. Para uma ditadura branda houve uma revolução branda. Para o povo brando a morte da ditadura foi ditada pela morte do ditador.
Passados que estão 40 anos sobre a queda da cadeira por parte do Salazar, e 34 sobre o 25 de Abril – e as suas muitas virtudes -, olho hoje para o nosso país e não gosto do que vejo.
Se calhar Salazar foi o ditador que merecemos, assim como os políticos sem nível que hoje temos são também a sorte que nos estava destinada. Deve ser a isto que chamamos fado. Claro que é mais fácil culpar o senhor mau que caiu da cadeira há 40 anos pela nossa sorte.
[Responder]
Aguiardo ansiosamente os insultos do costume pela defesa que fiz de Salazar até à segunda guerra mundial.
[Responder]
mario lopes penso que já há quem o faça e com uma virulencia inigualável. Nisto de “esquerda” e “direita” cada um tem as suas efemérides e não faz sentido pedir contrição por cada ditador que passa. O importante talvez seja referir que salazar representa a ditadura, a supressão da liberdade e as perseguições políticas. O agir por vontade propria contra o desejo colectivo de um país. A ilegitimidade e a ilegalidade. Esperemos que um dia a china o faça por mao, a russia por estaline, o chile por pinochet, e os eua por —-
[Responder]
Sebastião, já nem perdemos tempo com isso.
[Responder]
Já se consegue, PR
[Responder]
Hitler também teve um milagre económico.
Em 6 anos a Alemanha passou da bancarrota para uma das maiores potências militares e tecnológicas do mundo, pronta para conquistar tudo e todos.
Será razão para desculpar tudo o que fez de mal?
Claro que há quem considere que nada fez de mal….
[Responder]
Milagre economico do salazar ah pois.
“Para quem não souber ou não se lembrar, sopas de farinha eram, pelo menos no Porto, a base da alimentação da maior parte da população. Consistiam em água fervida com talos de couves (nos melhores dias as próprias folhas de couves) à qual se adicionava farinha (da mais barata) para engrossar e encher o estômago.”
-Nao e meu mas e a pura verdade.
toknit.wordpress.com/2007/03/26/salazar/
E nao foi so no Porto nao senhor.
Agora esses eram afortunados porque havia imensos que nunca chegaram a farinha e muito menos as couves.
Milagre economico.Pfft.
[Responder]
J Ferro
4 Ago 2008 às 18:24
Sr.J Ferro
De facto penso estar relativamente bem informada sobre alguns dos
aspectos culturais relativos a povos de origem ciganas muito embora
existam algumas diferenças dependentes dos paises onde habitam.E sim
sei o que quer dizer .No entanto eu nao discuto a etnia cigana , os
seus costumes ou a sua moralidade.Para mim todos os povos da terra
sao diferentes , deveriam ser respeitados nas suas diferenças culturais e religiosas e nao sistematicamente atacados e descriminados por serem diferentes.Entendo que ninguem tem o direito de afastar e ofender seja quem for so porque as opçoes sao diferentes.
Se existem diferenças entre mulheres e homens , mulheres casadas ou viuvas dentro da etnia cigana com as quais se pode discordar, entendo
tambem que existem diferenças de poder entre as mulheres e homens em todas as sociedades e desde sempre.Infelizmente essa e uma realidade
muito triste que ainda nao conseguimos ultrapassar.No entanto acredito que a cultura e a aprendizagem podem fazer evoluir-nos a
todos independentemente da cor ou das etnias,das religioes ou das convicçoes impostas por educaçao. Quanto aos mais elementares
direitos das mulheres , meu caro senhor, se existem e de facto existem, enormes falhas em que as mulheres continuam a sofrer por
continuo desrespeito e abuso, essas falhas estao dentro de todas as sociedades actuais, inclusivamente nas que se apresentam como
defensoras de direitos de igualdade.Portanto nao encontro na sociedade cigana, nem mais nem menos defeitos do que em todas as
outras.Se porventura conhecer sociedades em que todas as mulheres sejam respeitadas e possuam direitos sociais inteiramente iguais aos homens aponte-as por favor porque estou sempre pronta a conhecer mais e melhor.
…..
carlos
4 Ago 2008 às 19:23
“É de Justiça que se trata. Justiça e igualdade de tatamento. Se achas que é pedir muito….”
Tratar por tu a quem nao se conhece e uma prova uma enorme falta de educaçao.
E o sr. nao me conhece.
Portanto se e assim tao admirador de justiça e igualdade comece por respeitar os que estao a sua volta.Ganha o debate e ganham as pessoas.
E nao, nao desejo mal a ninguem seja qual for o seu comportamento.
Como disse acima .
-A Paz a quem conhece a Paz.
Para mim este debate esta encerrado.
Passe bem.
[Responder]
Grande argumento: Num país distante um velho ditador morre! Investiga-se… Quem são os culpados? Os comunistas? Não! Os ultras? Não! Os militares? Não! Os liberais? Não! O povo revoltado? Não! Entretanto constitui-se arguida uma cadeira (sim uma cadeira!)… mas por falta de provas e lançada a hipótese muito plausível de ter sido o AVC o culpado, arquiva-se o inquérito. Ponto final.
[Responder]
«Sebastião, já nem perdemos tempo com isso»
É sempre mais fácil perder tempo a colocar um post sobre o aniversário do homem a cair da cadeira do que analisar friamente a história de Portugal.
Mas, enfim, sempre podemos concordar os dois em que o homem foi bastante mau nos seus últimos vinte anos.
[Responder]
Isto realmente é uma chatice ! Quanto mais dizem mal dele mais adeptos a seu favor aparecem. Que o diga a Maria Elisa ! E sabem porquê ? Porque não são pessoas sérias ! Porque se fossem reconheceriam que ele também teve coisas boas. E como só sabem dizer mal de uma forma absolutamente tendênciosa, as pessoas que viveram no tempo dele,sabem e lembram-se que nem tudo era tão mau como pertendem fazer querer aos menos avisados e atentos, o que faz com que se sintam revoltadas e indignadas e como aos poucos e poucos se vão libertando da ditadura do “politicamente correcto” que este pagode democrático impõe, cada vez mais vão denunciando que as coisas até não foram bem assim. E digo pagode democrático porque isto não é uma democracia séria e a sério. Existe défice democrático e também contráriamente ao que pretendem passar os cidadões ainda não se expressam livremente.
[Responder]
Sebastião,
Não perdemos tempo a bater-lhe, apenas isso. Quanto a análise séria, ela está largamente feita, contraditória e para todos os gostos. Só que ela não substitui uma avaliação moral e política. E grande parte das pessoas que usam os argumentos da frieza na análise (não dando um passo para tal) não são frias, apenas querem relativizar 48 anos de ditadura.
Directus, a revolução foi há pouco mais de 30 anos. A maioria dos portugueses eram vivos e adultos na ditadura. E lembram-se. E, como mostram todos os estudos de opinião e sentido de voto, não têm saudades. Não confunda concursos de televisão com a realidade.
[Responder]
Caro Daniel Oliveira
Esses estudos de opinião não me merecem credibilidade porque quem responde está pressionado pela tal ditadura do “politicamente correcto”. Para mim a verdade histórica e o julgamento de Salazar ainda não está feito. Ainda é muito cedo ! É preciso mais distância ! Os portugueses, hoje, abaixo dos 40 anos eram muito novos e não se lembram desse tempo ! Talvez seja o seu caso.
Lembro-me perfeitamente que nesse tempo muitos portugueses andavam descalços, mas olhe que por este andar, não será difícil prever que muitos ainda vão voltar a andar nessas condições. Enganaram os portugueses fazendo-lhes querer que podiam ter tudo o que o vizinho tinha e o resultado dessas falsas expectativas começa agora a vir ao de cima com a entrega de apartamentos e carros, compromissos esses que as famílias já não estão a suportar. Os portugueses já estão também a voltar à emigração. Por agora a única esperança reside na contenção dos aumentos dos preços do petróleo. E ainda aqui vamos…
[Responder]
De acordo com o/a Directus: “Porque se fossem reconheceriam que ele também teve coisas boas. ”
Mas eu reconheço, tal como o Daniel Oliveira parece reconhecer. A cadeira era excelente.
[Responder]
Não confunda concursos de televisão com a realidade.
Esta é uma boa ideia.
É preciso também não confundir a realidade com os nossos próprios desejos.
Salazar teve o seu momento, foi útil á Nação e não há maneira de apagar isso.
Depois, como todos os ditadores, perdeu o contacto com a realidade e passou a gerir o país numa lógica de merceeiro, (o que aliás hoje continua a ser feito) estrangulou as liberdades porque o povo não estava preparado (um argumento ainda hoje usado) e colocou-nos a divergir especialmente da Europa (um factor ainda hoje aplicado).
Que noventa por cento do povo português se tenha acomodado a tudo isso, explica porque é que nos dias de hoje a postura continua a ser a mesma.
Há no entanto uma grande diferença.
A esquerda revolucionária que acordou no dia 25 de Abril de um sono que passava por longas sestas no Vává, está hoje muito mais activa.
[Responder]
Felipe Gonzalez, instado por um jornalista francês pouco tempo depois da morte de Franco sobre o que tinha sentido nesse momento, respondeu: «sou espanhol. Um espanhol só sente pena quando morre outro espanhol».
O Daniel Oliveira bate palmas. Os homens e os ratos distinguem-se nestas pequenas coisas.
[Responder]
JV, recordo-lhe pela enésima vez que está em minha casa. E em minha casa se me insulta é corrido. Suponho que na sua é igual.
[Responder]
O JV terá pena pela morte de Estaline?
Era um ser humano, e um ser humano só sente pena quando morre outro ser humano.
[Responder]
Estou a ver que o “lápis azul” aqui é bem mais grosso do que aquele usado pela Censura no tempo da antiga senhora ! Assim isto perde o interesse, a piada e a motivação ! Nem parece de esquerda ! Sempre pensei que fossem mais tolerantes ! Só ganhavam com isso ! Percebo que deve haver alguma contenção, mas também acho que devem estar preparados para engolir alguns sapos ! E já agora, licões de moral dispensam-se !…
[Responder]
JV
5 Ago 2008 às 14:18
Felipe Gonzalez, instado por um jornalista francês pouco tempo depois da morte de Franco sobre o que tinha sentido nesse momento, respondeu: «sou espanhol. Um espanhol só sente pena quando morre outro espanhol».
O Daniel Oliveira bate palmas. Os homens e os ratos distinguem-se nestas pequenas coisas.
Ah mas que pena tao lesta e que fina flor de retorica JV.–Pasmo com a sua capacidade de exibir
tao pouco de inteligencia e tanto de falta de educaçao.
~~~~~~~~~~~~
Fado Alexandrino
5 Ago 2008 às 9:27
“Não confunda concursos de televisão com a realidade.
Esta é uma boa ideia.
É preciso também não confundir a realidade com os nossos próprios desejos.
Salazar teve o seu momento, foi útil á Nação e não há maneira de apagar isso.~”
Salazar foi util a todos os que ele deixou que se servissem do pais e dos seus recursos.
Quanto a Naçao; so nao lhe fez pior porque felizmente a velhice o levou.Quanto ao tal contacto com a realidade;mas onde e que esse homem alguma vez teve disso?
~~~~~~~~~~~~~~
Directus
5 Ago 2008 às 0:28
Isto realmente é uma chatice ! Quanto mais dizem mal dele mais adeptos a seu favor aparecem. Que o diga a Maria Elisa !
A Maria Elisa?
Ora adeus.Ate achei graça ver o velho figurao a pairar em concursos televisivos tao discutiveis.
[Responder]
O JV terá pena pela morte de Estaline?
O JV não dá gritos de alegria porque uma pessoa morreu. Tão-só.
em minha casa se me insulta é corrido
Um homem morre porque caiu de uma cadeira. O Daniel exclama: «abençoada cadeira!». E depois não quer ser insultado? E depois queixa-se porque é insultado? Ó DO, tenha vergonha na cara!
[Responder]
JV, não tem debate. Se me insulta não publico os seus comentários. Se não gosta, deixa de cá vir.
Directus, sabe prefeitamente a razão porque não publiquei o seu comentário. O mesmo que disse a JV: não me insulta no blogue que sou eu que faço. Ponto final.
[Responder]
Caro Daniel Oliveira
Percebo perfeitamente que não goste de ser insultado em sua própria casa. No entanto deve entender que isso só acontece quando se dá azo para que isso aconteça.
Deve compreender que por vezes algumas das suas opiniões ou a forma como as transmite podem cair nas outras pessoas como que uma provocação. É o caso relativamente a Oliveira Salazar em que mostra regozijo com a sua morte, como que fazendo chacota através do episódio da cadeira que usou como título. Poderia apenas mostrar indiferença e assim ninguém se sentia “agredido”. As pessoas por estarem em sua casa também não são obrigadas a “engolir” as suas provocações.
Cumprimentos !
[Responder]
Maria
5 Ago 2008 às 16:53
Muito obrigado.
Presumo que a senhora é muito nova e julga que a Nação começou com o 25 de Abril e que antes só havia fome, tortura, miséria, mortes a esmo e que todos conspiravam e se ofereciam como mártires para derrubar Salazar.
Dava uma história bonita, mas infelizmente não é verdade.
Aliás se tivesse lido um pouco mais devagar o que escrevi não me vinha interpelar.
Lá deixei muito claro que houve um tempo em que Salazar fez bem a Portugal e um tempo em que fez mal.
Para lhe ajudar a saber o que existiu antes de Cunhal e Soares, transcrevo um apontamento da wikipédia.
The 28th May 1926 coup d’état or, during the period of Estado Novo, the National Revolution (Portuguese: Revolução Nacional), was a military action that put an end to the chaotic Portuguese First Republic and initiated the Ditadura Nacional (National Dictatorship) (years later, renamed Estado Novo).
António de Oliveira Salazar developed the Estado Novo. The basis of his regime was a platform of stability. Salazar’s early reforms benefited the whole nation since they allowed financial stability and therefore economic growth. After the chaotic years of the Portuguese First Republic (1910–1926) when not even public order was achieved, this looked like an impressive breakthrough to most of the population
[Responder]
Pasmo com a sua capacidade de exibir
tao pouco de inteligencia e tanto de falta de educaçao.
Um homem disse, para quem o quisesse ler, que abençoava o dia em que outro homem morreu. Não trato educadamente gente desse tipo.
[Responder]
Concordo com o Sebastião Dias. Salazar foi um homem do seu tempo até a segunda guerra mundial,
depois apesar de ter havido crescimento económico, Salazar foi como uma reliquia viva de um tempo que a Europa queria esquecer.
Em relação a concursos o do Inimigo Público e do Eixo do Mal foi uma vergonha (existe sem dúvida uma vaca sagrada que condiciona a média portuguesa), o outro um Freak Show.
Agora mil vezes viver num regime salazarista do que um do Cunhal.
[Responder]
JV, se não consegue tratar educadamente deixe de vir aqui comentar. É tão simples. Vá à sua vida.
Directus, eu mostro reguzijo por aquilo que entender, já que este espaço me pertence. Se não gosta, ou não lê ou contesta. Mas não me insulta. Parece-me tão elementar…
[Responder]
Fado Alexandrino
5 Ago 2008 às 19:01
Maria
5 Ago 2008 às 16:53
“Muito obrigado.
Presumo que a senhora é muito nova….etc”
Ah sim.Outra presunçao sobre idades.
Mas que bem que voces, os que presumem defendem ideas.Continue e sobretudo em Ingles lol faz muito bem.
[Responder]
Se tem saudades de salazar tem bom remédio. Um tiro na cabeça e vão ter com ele.
[Responder]
Aquilo que eu li na “abençoada cadeira” foi tão só uma metáfora sobre a morte do regime e não o gozo sobre a morte de um homem – que para o caso não tem qualquer interesse. Não vale a pena exagerar nas interpretações.
[Responder]
“A alegria sádica com que tanta gente recebeu a morte de um dos assaltantes do BES” é a mesma que revela o senhor relativamente a este caso.
[Responder]