Se os activos do Banco Privado valem 672 milhões de euros, como diz o comunicado do Banco de Portugal, por que razão precisam os seis bancos da garantia do Estado para financiar um banco que há uma semana recusavam ajudar? Não quiseram avançar com o seu dinheiro sem ter a garantia de que o Estado assume o risco do empréstimo? Porque será?


31 respostas ao post ““Activos” pouco activos”  

  1. 1 1  Sebastião Dias

    Será por os activos poderem ser um pouco, digamos, tóxicos? Será por os bancos preferirem correr menos riscos a correr mais riscos? Será que, como dizem os senhores da esquerda, o capitalismo acabou e Marx vem a caminho? Será do guaraná? Porque será?

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  2. 2 2  Luís Lavoura

    (Tentativa de resposta)

    Porque os ativos do BPP são pouco líquidos, isto é, o seu valor de 672 milhões é um valor puramente teórico, o qual não é facilmente realizável uma vez que o mercado desses ativos está “congelado”.

    Suponha o Pedro Sales que tem uma casa que, teoricamente, vale 100.000 euros. Suponha agora o Pedro que precisava de dinheiro e tentava vender a casa. Mas não conseguia, porque o mercado está muito mal. Ninguém lhe comprava a casa que, teoricamente, valia 100.000 euros. O Pedro teria um ativo no valor de 100.000 euros, mas não conseguiria realizar efetivamente esse valor, porque ninguém aceitava comprar-lhe o seu ativo.

    É precisamente isso que estará, suponho eu, a acontecer ao BPP.

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  3. 3 3  Chico da Tasca

    Sei lá porquê !

    Você é uma grande melga…

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  4. 4 4  MP

    Pedro Sales no seu melhor….
    O Daniel fica muito ofendido quando chamo a atenção para as asneiradas que aqui se dizem sobre temas de mercado financeiro…Eu sei que voçês pensam como o vosso mentor/patrão/inspirador F.Louçã, que julga que o Estado roubou 20bi de Euros para dar aos bancos. Julga não, finge julgar e então mente com todos os dentes que tem.
    Mas com tanto que já se disse e escreveu sobre estes temas, ainda não aprenderam qualquer coisa ?
    Não digo que este post é ridiculo, porque o Daniel pode censurá-lo…

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  5. 5 5  Pedro Sales

    Luís Lavoura,

    A pergunta é apenas retórica. Os activos do BPP são, grosso modo, acções de empresas. O valor de 672 milhões de euros é o que aparece registado nas últimas contas do BPP. Entretanto, o mercado desvalorizou qualquer coisa como 40%. O mais certo é os activos valerem hoje bem menos que os tais 672 milhões. Por isso mesmo é que os bancos só avançaram com o dinheiro depois da contragarantia pública, assumindo o Estado que os activos em que mais ninguém quis apostar são válidos e dignos de valor. E tudo isto para salvar um banco especializado em aplicações financeiras de alto risco e que tem 0,2% de quota de mercado. Sem esquecer, claro, as “figuras gradas” de que fala Vital Moreira.

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  6. 6 6  Luis Moreira

    Ora Pedro, aí é que está a questão. Os bancos “salvadores” levam a liquidez e o Estado a garantia que corre o risco. Como a liquidez dos bancos “salvadores” já foi o Estado que forneceu, temos que tudo é do Estado.Isto devia ser apresentado em livro para explicar como são os nossos empresários.Amantes do risco e da iniciativa empresarial mamam sem fim nas tetas do Estado que nós financiamos.Enquanto esta sociedade espúria entre os grandes grupos económicos e o Estado não for atacada a economia não se desenvolverá .E a corrupção continuará a ser mãe de todos os grandes negócios que são feitos á sombra do Estado.

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  7. 7 7  MP

    Pedro Sales no seu melhor…
    Já desconfiava, mas agora tenho a certeza. Este blog tem censura.

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  8. 8 8  MP

    O post 7 está sem efeito. Retiro o que disse porque a situação se alterou.

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  9. 9 9  Pedro Sales

    MP,

    Onde é que está a censura? Os comentários são moderados. O seu comentário foi efectuado às 17h15 e aprovado às 18h14. Uma hora e você fala em censura? Ferve em pouca água, está visto.

    Voçê diz que por aqui só damos asneirada em economia. Ora, o que eu vejo é a asneirada do ministro das finanças que ainda na semana passada garantia que não havia nenhum risco sistémico.

    Se você acha normal os impostos dos contribuintes servirem de garantia para um negócio que nenhum banco quis fazer enquanto não teve a certeza que o Estado bancava o possível prejuízo, tudo bem.

    Em todo o caso, veja o editorial do Jornal de Negócios. Por outras palavras diz o mesmo que aqui temos dito. Socializar os prejuízos.

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  10. 10 10  Fogo

    Alguém diria que o problema é daquele lobby onde há muitos activos… e passivos!

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  11. 11 11  Babalu

    Pedro e todos os outros: Penso que devíamos tentar fazer o máximo de barulho nesta questão. Mesmo que isto vá em frente é preciso dar o máximo de publicidade à ideia que este governo está a socializar o prejuízo de meia dúzia de pessoas muito influentes.
    Uma campanha, uma peticão. Que tal se redigirmos um “email viral” para mandarmos para os nossos amigos? Ao menos que lhes doa em popularidade e nas urnas.

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  12. 12 12  albertino m.

    ó sales, então você escreve “voçê” com cedilha? de facto, é uma prova de ecletismo, já que assim se mostra capaz de tratar a língua portuguesa da mesma forma que trata a política, a economia e qualquer actividade a que se dedique. vai tudo de arrastão…

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  13. 13 13  J Ferro

    Atenção: nestes 627 milhões de activos, já está agora incluido o magnifico livro e best seller universal de Rendeiro, o triunfador dos mercados. Só a 1ª edição, em activos, rendeu 112 milhões de euros. Fora a fundação elipse….

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  14. 14 14  J Ferro

    Fundação eclipse, queria eu dizer.

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  15. 15 15  Pedro Sales

    albertino m,

    É uma gralha.Como se percebe facilmente visto estar escrito correctamente no parágrafo anterior. mas gabo-lhe a picuinhice de andar a patrulhar os erros e gralhas nas caixas de comentários. Se julga que perco muito tempo a verificar a qualidade do português numa caixa de comentários, está bem enganado. Ou não fazia mais nada ou não respondia a ninguém. Como acho que quem comenta merece uma resposta, parece-me que dá para conviver razoavelmente com um erro aqui e outro ali. Em todo o caso peço desculpa se feri a sua delicada susceptibilidade.

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  16. 16 16  viana

    Caro Luis Lavoura,

    Santa ingenuidade, diria, se o tivesse por ingénuo.

    “Suponha o Pedro Sales que tem uma casa que, teoricamente, vale 100.000 euros.”

    Teoricamente?!… Uma casa, ou as acções na posse do BPP, tem o valor máximo que alguém num dado momento está disposto a dar por ela. Não sabe que é assim que funciona a economia de mercado?… E não me venha com a expectativa de valorização futura. O preço presente já tem em conta essa variável. O facto é que o consórcio de bancos acha que existe um risco significativo do conjunto de acções na posse do BPP nunca vir a ter valor suficiente para cobrir o empréstimo que fizeram (incluindo os juros que ganhariam se tivessem usado o dinheiro que poderão perder para emprestar a outro). Simples. E por isso quiseram protecção do Estado. Se tudo correr bem, o BPP paga a dívida com juros. Se correr mal, recebem o dinheiro em rpestado de volta… directamente do bolso dos contribuintes.

    Esta salvação do BPP mete ainda mais nojo que a do BPN.

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  17. 17 17  xatoo

    os 672 milhões que o Estado hoje avaliza pelo património avaliado segundo o balanço de 2007 já vale menos 60% (que é mais ou menos o tombo que as acções do Citigroup deram) ou seja, valem apenas 400 milhões e picos
    E daqui a meses, quando o banco estiver outra vez à rasquinha (consoante o novo tombo que se adivinha, quanto valerão?, para aí 200 milhões?) mas então os credores invocarão a garantia do Estado – e o Estado paga os 672 milhões (mais juros)
    Não se pode dizer que não seja um negócio engenhoso para os judeus da FED recuperarem a economia deles, fazendo pagar os prejuizos aos goyim,

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  18. 18 18  Luís Maia

    Curioso como o Estado , não se preocupou em assegurar os pequenos investimentos, feitos na Afinsa e que a mafia Bancária oportunamente liquidou.

    O estado tem responsabilidade nesse caso, porque por negligência não legislou contra essa actividade e pelo contrário agraciou e elogiou o seu fundador como um caso exemplar e medalhinha no 10 de Junho.

    Provavelmente porque Francisco Balsemão e os outros trutas não investiram em selos.

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  19. 19 19  MP

    Pedro Sales, o dinheiro dos contribuintes NÃO serviu de garantia para esta operação.
    Ser-lhe-á assim tão dificil perceber isto. Sinceramente não consigo encontrar outra razaõ, que não a pura demagogia, para se dizer que o dinheiro dos contribuintes serviu para prestar garantias no caso do BPP. Isso é um absoluto disparate.

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  20. 20 20  P Cruz

    Em virtude deste volte face do nosso querido Ministro das Finanças, só posso concluir que realmente existem motivos muito fortes ou seja salvar as poupanças de muitos portugueses que recebem o ordenado minimo, mas no minimo 10 a 12 vezes.
    Porque foi para isso que foram eleitos, sinceramente, que futuro, para este País!!

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  21. 21 21  Pedro Sales

    MP,

    Tecnicamente tem razão. É uma contragarantia. O Estado avaliza o dinheiro que os seis bancos avançam para o BPP tomando como garantia os activos do BPP. A questão é que, sendo esses activos acções, o mais certo é não valerem os 672 milhões em que estavam avaliadas no último balanço (que, de acordo com o comunicado do BP, foi a forma como foram calculadas).

    Se daqui a seis meses, que é o prazo de validade do plano, o BPP não tiver dinheiro para cumprir as suas obrigações, o melhor mesmo é acreditar que a carteira de acções do BPP não se continua a degradar. Porque, se assim for, a contragarantia significa mesmo que estamos a entrar com o dinheiro.

    Agora diga lá onde é que está o disparate. Ou será que não leu o comunicado do BP a lei 112/97?

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  22. 22 22  jmendes

    pronto pronto se for preciso entrar com dinheiro, entram estes senhores amiguinhos do BPP e do BPN que por aqui se passeiam e ainda compram a casa ao Pedro por 100 mil porque é o que vale, tá??

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  23. 23 23  Luis Moreira

    O MP é um cómico!

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  24. 24 24  Lidador

    O que eu concluiu sobre os gestores em Portugal (estado e privado), das duas uma, ou ninguém percebe nada de nada ou estão a fazer-nos a todos passar por parvos. Teixeira dos Santos, Jaime Gama ou Dias Loureiro; nenhum escapa ao clássico enquadramento: estupidez ou vigarice.

    A pergunta de Pedro Sales não só é legítima, como a mais premente neste momento. Não é preciso complicar a questão, é muito simples: se os activos valem, então não é preciso o Estado!

    Eu também comprei BCP a 4 euros; eu também quero o meu dinheiro de volta!
    Como é? É só para alguns?!

    E como é, meus caros? Falamos, falamos, mas não fazemos nada?! Eu percebo, é que entretanto Cristiano Ronaldo conquistou a Bola de Ouro e nada mais importa. Valha-me Deus.

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  25. 25 25  Francisco

    in DN, hoje:

    “O plano para salvar o Banco Privado Português (BPP) foi divulgado ontem: seis bancos injectam 450 milhões de euros para que a gestora de fortunas possa pagar as dívidas que estão a vencer; essa liquidez é disponibilizada tendo como suporte a garantia do Estado, que tem como contra-garantias activos patrimoniais no valor de 672 milhões.

    O comunicado do Banco de Portugal (BdP) não identifica que tipo de activos servem de garantias e as Finanças não esclareceram esta questão. No entanto, os 672 milhões dizem respeito a uma avaliação de activos aos preços actuais. Isto é, não têm subjacente uma recuperação do valor dos investimentos financeiros, por exemplo, que dão ao BPP participações no BCP, Mota-Engil ou Brisa.”

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  26. 26 26  xatoo

    Lidador
    eh eh eh eh ehe eh ehe

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  27. 27 27  MP

    Para completar o Pedro Sales, só cá faltava este Lidiador…
    Ó Pedro Sales, por amor da santa, os contribuintes não têm nada com esta operação.
    Não interessa se os activos valem o que está no balanço ou não.
    Eu sei que você e o Daniel julgam que são donos de um pneu de um qualquer airbus da TAP…mas aqui nem é esse o caso.
    Eu sei que os senhores, no 25 de Abril, julgavam que o dinheiro dos bancos também era vosso. Mas não era! Felizmente.

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  28. 28 28  João Sebastião

    MP…

    Você deve ser daqueles que rondam o banquete à cata das migalhas…

    Veja quem pertence aos corpos sociais do BPP… está tudo dito… sendo esses senhores detentores de riqueza …eles que avalizassem o empréstimo!

    Aqui vai via CM de 21 de Novembro:

    CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

    João Oliveira Rendeiro, Paulo Guichard, S. Fezas Vital, Fernando Lima e Luiz Vasconcelos.

    CONSELHO CONSULTIVO

    Francisco Pinto Balsemão, João Vaz Guedes, Stefano Saviotti, A. Bissaia Barreto, João de Deus Pinheiro, Joaquim Vieira Coimbra, Jorge Braga de Macedo, João Cravinho, Alain Minc, A. Pinto Correia, A. Viana Baptista, Arnaldo Pinto, João M. Serrenho, J. Ferreira Santos, C. Tomás Ruivo, Enrique Centelles, Gabriel Bastos, J. M. C. Rodrigues, M. Alves Monteiro, N. V. do Nascimento, Hareb Al-Darmaki, R. Almeida Capela e Silvio H. Cerveira.

    ASSEMBLEIA GERAL

    José Miguel Júdice, Nuno Brito Lopes e Maria Manuela dos Anjos Tavares Morais

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=086C8E29-0120-4F03-BF57-2F6C441D0F7E

    E os accionistas:

    ‘João Rendeiro, através da Joma Advisers (com 12,5 por cento do capital), bem como Francisco Pinto Balsemão (com 6,02 por cento), Stefano Saviotti (com 5,83 por cento) e a família Vaz Guedes (com 5,81 por cento).

    O banco conta ainda com investidores como Joaquim Coimbra e a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), com dois e 2,19 por cento, respectivamente, que têm em comum o facto de serem também ambos accionistas da Sociedade Lusa de Negócios, a ‘holding’ que era proprietária do recentemente nacionalizado BPN.’

    Noticia da Lusa de 28 de Novembro.

    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/2fbdb3f28527ad210cd970.html

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  29. 29 29  Contabilista

    “Tecnicamente tem razão. É uma contragarantia. O Estado avaliza o dinheiro que os seis bancos avançam para o BPP tomando como garantia os activos do BPP. A questão é que, sendo esses activos acções, o mais certo é não valerem os 672 milhões em que estavam avaliadas no último balanço (que, de acordo com o comunicado do BP, foi a forma como foram calculadas).”

    Quem lhe disse que esses activos são acções? Deu-se ao trabalho de verificar o ultimo balanço do Banco?

    [Responder]

  30. 30 30  MP

    João Sebastião : HA HA HA HA HA HA HA HA

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  31. 31 31  MP

    Caro Contabilista, sabe lá ele ver isso no balanço…

    [Responder]

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