
Como muito bem recordou Eduardo Pitta, as três setas do símbolo do PSD têm uma razão de ser. Resultam do combate histórico nos primórdios da social democracia alemã contra a monarquia, o nazismo e o comunismo. Mas duvido que Luís Filipe Menezes seja sensível a argumentos tão elaborados. O homem quer refrescar. Por isso, os críticos a esta alteração devem seguir outra estratégia. Devem propor que, mantendo-se o símbolo como está, se “refresque” o seu sentido. Que se mude para mais actuais mas não menos perigosos adversários e se vá ao encontro das grandes prioridades políticas do novo líder:



Em questão de setas e política, como do desporto e da arte, somos pela sua evolução própria no espaço e no tempo, movimento que em capucho, marcelo e pacheco, cristalizou e parou, ao contrário da vida.
Como também a diversificação de um nick pode adequar-se melhor, caro Daniel, à realidade e tema em causa, num e noutro momento, já o concebeu Heraclito.
E não leve tanto a “pêto” a mera opinião sincera de outro nick!
Melhor e antes de Eduardo Pitta, comentou Pacheco Pereira, com pormenores tanto do contexto original, nos anos 30, como do contexto, em 1974, quando os fundadores do PPD escolheram esse símbolo.
O PSD não é nem nunca foi um partido. É uma federação ideológicamente composta por : sociais-democratas de direita, centristas, liberais, saudositas de salazar (não fascistas) e independentes (interessados no poder como no PS). Menezes quer lá saber da história da Social-democracia. O que ele quer é votos.
‘Esse partido’ perdeu todo o seu sentido ideológico… Bom Domingo
Não vai haver setas que cheguem daqui a algum tempo.O Daniel não ouviu a António Capucho?
Lá estão vocês a criticar a via camaleónica do Luis Filipe. Cada um tem as setas que merece…
Eh, tamém digo, ó caro zé manel,
O Pobo quer lá saber da história da Social-democracia. O que ele quer é dar botos, ò pêés ou à social democrácia. E não se importa do capucho nem do pacheco, se não que até sente gosto de botar diferente e de contradizê-los.
Com razão, que a inveja é o motor e a alma da democracia.
Já estou farta de tanta faladura sobre o P.S.D.. Barões, notáveis e outros mais. É que isto apenas é uma manobra para esquecer o que mais nos haveria de preocupar…Por exemplo, os jovens que muitas vezes roubam ou matam, porque, não há trabalho e por isso não há dinheiro. As crianças que o não chegam a ser pois os olhos dos pais, lhes transmitem o desespero, e muito mais. E esses senhores que tanto medo tem de perder o tacho, que à nossa custa ganharam, ainda se riem na nossa cara. Vamos ser realistas!!!
Bem, é preciso ser-se senhor duma arte bem mais elaborada para se conseguir eliminar todos os males com uma só seta. Afinal, além de politicamente descontextualizado, o senhor Menezes é um otimista (modernismo ortográfico)em relação à sua própria pessoa.
O PSD se se inspirou no SPD para as suas setas então tem tido um percurso ideológico deveras interessante. Na realidade o PSD nem é social-democrata, e em termos da Alemanha encontra-se na mesma família política que a CDU, ou seja o PPE.
Até nisso andam desorientados…
Não existem deputados do PPM na bancada do PSD?
O PPD/PSD e mais o seu nome é um resquício dos tempos em que todos eram “sociais”, “socialistas” e até (calcule-se!) marxistas (mesmo no PPD, lembram-se?). O PPD foi o herdeiro do aparelho da antiga ANP - o CDS, também “social” nesses tempos jurássicos do PREC, herdou-lhe alguns quadros – à ANP.
Teoricamente, o “verdadeiro” partido social-democrata seria o PS… foi-o (enfim… está bem…) no PREC, enquanto não se aproximou do poder. Neste caso o nome “PS” também foi uma escolha para entalar o PC.
Em matéria de entalanços, mais tarde o PPD entalou o PS ao apropriar-se do “SD” antes do PS juntar o dito à rosinha com que embelezou o punho agora deitado - isso do punho cerrado e erguido foi chão que no Rato nunca deu videiras…
O único partido social-democrata em Portugal é (pasmem-se)… o Bloco de Esquerda. Ou pelo menos é para aí que o querem atirar.
Para desgraça dos que vão saindo nas paragens do entretanto. Assim será enquanto parte dos maquinistas do BE não entrarem na “gare” do Rato.
Uma seta ao Hitler outra ao Thalmann… os sociais-democratas nos anos 30 já sabiam distinguir os inimigos. Os estalinistas não lhes ficaram atrás.
Foi o que se viu (vê).
Não é que o PSD seja uma federação de ideologias. É que o PSD nunca teve uma ideologia: sempre foi uma federação de interesses. Parafraseando Junqueiro, da união de estômagos não resulta um partido: resulta uma pia. E é por o PSD nunca ter passado de uma pia que se está a afundar no esterco.
Se passar, como se viu no último encontro Social-Democrata, a apenas uma seta, será mais fácil de sabermos qual é o alvo.
Mas se em vez de um alvo a abater, se tratar de um objectivo, bem que essa seta pode apontar para o Governo. Sejam eles, quais forem, os meios. Nem que para isso sejam populistas e defendam causas dos ecologistas ou dos partidos de esquerda. Vá-se lá entender a política em Portugal…