O que, segundo as regras impostas pelo PS, deveria ter sido uma entrevista paralela, acabou por ser mesmo um debate. Confesso que esperava uma vitória de Paulo Portas. Assim não sucedeu.
Tirando na questão do emprego, onde Sócrates não conseguiu escapar às suas responsabilidades, Portas não convenceu em nenhum tema. Em relação ao Rendimento Social de Inserção, lá terá falado para o seu eleitorado com a demagogia fácil do costume. Na proposta de financiamento público do ensino privado (a que chama “liberdade de escolha”), nem isso. Em relação aos professores, Sócrates não tem como ganhar nenhum debate. E na segurança, tema de eleição de Paulo Portas, este foi apanhado no seu eleitoralismo incosequente e Sócrates não largou. O Iraque é que foi metido a martelo. E teve razão Portas quando recordou a posição do actual ministro dos Negócios Estrangeiros. Na economia, nem um nem outro conseguiram passar qualquer ideia mobilizadora.
Não era um debate que fosse decidir grande coisa. Mas Sócrates terá conseguido mais junto dos que podem votar PS do que Portas terá conquistado onde o CDS pode pescar votos. Até porque o debate era mais importante para Portas do que para Sócrates.
75 comentários 2 Set 09 em Sem categoria



epá, não sabia que os combates já tinham começado !!!!
Que tal um calendário para a malta n perder pitada ?
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 2nd, 2009 at 21:52
Está num post mais abaixo, António Cunha.
“As regras impostas pelo PS”? Há aqui qualquer coisa que não está a bater certo.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 2nd, 2009 at 22:21
Porquê, João? Posso estar, claro, mal informado. Mas não me parece.
Alguem sabe onde posso ver o debate online?
cumprimentos
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Daniel, tem toda a razão…as minhas desculpas
Estive a ver agora alguns flashs na sicn e Portas esteve muito bem quando perguntou a socrates se dormia descançado com os encerramentos de urgencias e maternidades e principalmente se achava que 6% de desemprego era sinonimo de uma governação falhada o que acha agora de 9%
Socrates até estava a fazer um bom trabalho, mas teve azar, levou com a crise e tudo o que podia correr mal. E em vez de uma nova maioria garantida vai ter uma minoria certinha.
Continuo a dizer, em 2004 a Socrates saiu-lhe o Euromilhoes. Foi a fuga de Durão, foi a precipitação de Santana, foi a incriminação de Ferro e foi o vacilar de Sampaio.
Socrates e Santana não são diferentes. São farinha do mesmo saco. A diferença é que um teve os astros do seu lado e o outro nem por isso.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 2nd, 2009 at 22:29
Nos sound bytes Portas esteve melhor. Teve melhores frases. Mas os debates não são isso nem é isso que as pessoas que vêem os debates retêm. O único momento de confronto foi perdido por Portas. Ainda assim, apesar de achar que Sócrates venceu, não acho que tenha sido um vitória estrondosa. Além disso, em debates como estes (entre candidatos que falam para eleitorados diferentes) o que interessa é o que se conseguiu junto de eleitorado mais próximo. E só acho que Sócrates ganhou porque terá sido mais convicente para mais gente de esquerda do que Portas terá sido para gente de direita. Claro que depois há imensa gente que não encaixa em nenhum destes espaços. Para essas, provavelmente terá sido um empate.
Sobre este debate tenho pouco, transmitido em muito, a dizer.
Em vez de encher aqui os comentários e fazer com que os leitores percam vontade de ler algo mais, deixo o convite para o verem em http://japensaste.host56.com/?p=266 .
Saudações!
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 2nd, 2009 at 22:35
Vitor, quando temos dois ex-governantes pela frente é um pouco absurdo não ter como principal referência o que fizeram. Ou não?
Sócrates 0, Portas -1 … após prolongamento.
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Não me parece que Sócrates tenha vencido o debate. pareceu-me um empate técnico de mediocridade.
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Sinceramente não vejo onde Sócrates tenha ganho o debate. Falar apenas do passado e da crise internacional já não convence ninguém. Até porque Sócrates devia ter falado mais do que fez do que sobre o que os outros fizeram.
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#3
“As regras impostas pelo PS”? Há aqui qualquer coisa que não está a bater certo.
Consta que o homem fez pelo menos finca-pé para não ir a Queluz, vá-se lá saber porquê…
# 4
Mauro, procure por aqui: http://www.tvi24.iol.pt/
Para já é tudo.
Cumprimentos.
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Sócrates arrancou bem. A forma como contornou um laivo de provocação inicial de Paulo Portas (referindo-se-lhe sempre como “José Sócrates” quando as circunstâncias imporiam um “engenheiro José Sócrates” ou coisa parecida). Na resposta José Sócrates enfatizou o “senhor doutor Paulo Portas” por mais de uma vez.
Esteve bem também no assunto da segurança social ao sublinhar a dependência da bolsa de valores das propostas de Paulo Portas (assim como PSD), o que obrigou no tempo disponível para outro tema, Paulo Portas a voltar ao assunto porque sentiu ter ficado mal na fotografia. Penso aliás que foi aí que Sócrates venceu o debate porque, após isso, nunca mais Paulo Portas mantece a serenidade mostrando-se mais nervoso e inseguro do que eu esperava.
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Caro Daniel,
Na sequência deste debate e na expectativa dos que se seguirão pergunto-lhe: Para quando o regresso do Eixo do Mal? Esse que é o único programa que sigo religiosamente na televisão portuguesa. Será um enorme deleite ouvir o vosso debate sobre os debates.
Mas, por favor, atropelem-se menos enquanto conversam. É terrível para o telespectador não conseguir seguir o raciocínio do artista do momento.
E corram com o Pedro Marques Lopes (Volta José Judice!). Não sei se mais alguém reparou que Marques Lopes é o senhor que defendia a continuidade de Dias Loureiro como concelheiro de estado mas exigiu depois a demissão de Lopes da Mota do Eurojust. No mínimo seja coerente. Já nem digo imparcial. Que vá jogar golf com o Pinto da Costa (realizando assim o seu grande sonho).
Força Daniel!
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Sócrates tem um excelente trunfo: O 1º ciclo do ensino básico, o ensino profissional e as novas oportunidades ( nem tanto).
A pior carta: O desemprego
Sócrates venceu. Portas estará sempre preso a Santana.
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Até posso não saber quem ganhou, mas sei quem perdeu… Nós, como sempre.
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Daniel
O CDS-Partido Popular teve apenas 3 pastas num governo que não acabou o seu trabalho. Mesmo assim, entre outras medidas que ele enumerou, os antigos combatentes, o pouco que têm a ele lhe devem, apesar da consequente ingratidão fomentada pelo PS. Agora se pouco tinham menos têm.
Para a esquerda têm mais dignidade os mortos dos movimentos de libertação do que os vivos que combateram ao serviço duma política que não escolheram e contra a qual nada podiam. Os que foram combater, não tinham paizinhos ricos para sustentar uma vida de caviar e champagne em Paris.
E a si Daniel, que apesar de condicionado pavlovianamente contra um discurso de mercado, inteligente como é, não lhe dou nem 4 anos para dar razão a paulo Portas em quase tudo.
E não lhe dou 8 para o dizer publicamente.
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“Confesso que esperava uma vitória de Paulo Portas. Assim não sucedeu. ” lol
Esperava por mérito de Portas ou demérito de Sócrates? Por mérito duvido pois o que Portas simboliza é o antípoda de si, a não ser que veja por características técnicas de argumentação e retórica.
Portas ganhou apesar do teatro de Sócrates nas suas caretas já conhecidas e que vêm do tempo dos debates com o João Soares e o Alegre.
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Já lhe fiz notar que o seu calendário tem logo de início um erro mas como envolve o líder do PCP não se deu ao trabalho de o corrigir.
Também já afirmei que MFL vai perder todos os debates e pelo contrário Sócrates vai ganhá-los todos com uma ressalva que é aquele contra Louçã.
São dois demagogos e ele não vai poder usar o truque de que o outro já esteve no governo.
Vai ganhar o que for mais mal-educado e apostaria no Louça.
Os debates em que não entre o Sócrates ou a MFL interessam para nada.
São divertissement.
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Talvez Sócrates vá ganhar debate a debate até à derrota final nas eleições. E não me parece que tenha ganho este. Sócrates vai ser demolido debate a debate, principalmente pela esquerda e isso desgasta. Vamos ver se ele se vai manter bom actor ou se o animal feroz vem ao de cima.
Já agora, never underestimate the power of the dark side, refiro-me, claro, ao «índice Pina Moura». Sócrates já perdeu mas ainda não sabe.
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Na série de pós debates desta noite, relevo uma hipótese de Joaquim Aguiar,
a de uma repetição do efeito PRD, com o BE.
Faria bem o líder do BE, em acalmar um pouco as suas críticas, por pertinentes que sejam.
Temperá-las com o realismo do economista, que sabe melhor do que muitos, que o (des) emprego, depende mais dos agentes económicos do que de um qq governo.
O que não me impede de admitir que um governo, em determinadas circunstâncias, possa contribuir para a criação de emprego:
Que tal um programa de reflorestação geral do território, para alguns milhares de postos de trabalho por alguns anos?
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Olhe Isabel 18#, que bom encontrar por aqui uma alma gémea. Nesta casa, ainda que simpàticamente tolerados, não costumamos ser muitos. Não aposto contra si na antevisão do futuro do anfitrião Daniel. Mas também não aposto a favor, a coisa é muito duvidosa. Lá que o homem parece genuìnamente democrata, parece; e que por isso está equivocado de Partido, está. Daí a um dia chegar ao CDS …
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António Cunha #6
“Socrates e Santana não são diferentes. São farinha do mesmo saco. A diferença é que um teve os astros do seu lado e o outro nem por isso.”
Concordo consigo com uma diferença: ao contrário de Santana Lopes, Sócrates rodeou-se de gente mais capaz ou, pelo menos, conseguiu que o disparate não andasse tão à rédea solta.
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O debate foi de uma pobreza confrangedora! As culpas são de ambos, e na mesma proporção.
Mais do que dissecar o passado, recente e mais distante, o que seria de esperar era um olhar para a frente.
O que eu esperava era um debate sobre o futuro.
Como vai Portugal combater o desemprego?
Como vai o país absorver as mais de 600 mil pessoas que hoje estão desempregadas – vá lá, pelo menos metade delas, porque a totalidade, infelizmente, parece-me uma utopia que só o BE, com a sua ilimitada demagogia, procura fazer-nos crer possível de alcançar?
Como vamos produzir mais riqueza, muito mais do que aquela que hoje o nosso pobre país produz, e sem a qual nunca mais sairemos da cepa torta?
Medina Carreira deu ontem uma entrevista à SIC-Notícias em que, com o desassombro habitual, defendeu que o problema português é a economia. Tem razão. Portugal tem hoje um débil tecido económico, que produz pouco e mal.
Ainda sobre o debate, gostava também, por exemplo, de ter ouvido Sócrates dizer-nos como pensa tornar o Serviço Nacional de Saúde mais fiável e digno, sem, contudo, dar cabo das contas públicas.
Gostava igualmente, por exemplo, de ter ouvido Portas explicar-nos como é que se pode baixar impostos, como ele defende, sem comprometer a sustentabilidade mínima do Estado social?
Debates como este valem zero! É como chover no molhado! Interessa-me pouco o passado, porque esse está aí, para todos verem.
O que me interessa, sim, é o futuro com que posso contar – sendo certo, reconheço, que pelo passado de cada um, próximo ou distante, posso ficar com um ideia. E nessa matéria, meus caros, PS, PSD e CDS não se podem rir uns dos outros.
Já o BE está à vontade. É – e vai continuar a ser – virgem no que diz respeito ao exercício do poder. E isso permite-lhe utiizar o canto da sereia junto de um certo eleitorado culto, urbano e preocupado com as desigualdades sociais, mas bem na vida.
Na verdade, o BE é um monumental logro.
Digam-me, se souberem, que país moderno e desenvolvido pode estar grato a uma força política tipo BE.
As eleições do dia 27 são uma escolha a dois: Sócrates e Fereira Leite. Não nos iludamos. Não há lugar para terceira vias, ou vias fracturantes, que mais não são do que caminhos para o abismo social e económico.
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Mas sera que o Senhor Socrates teve qualidade
para convencer alguém???
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Losango do Sócrates:
Vértice recuado: crise internacional
à esquerda: vocês são sempre do contra
à direita: já lá estiveram e não fizeram nada
Vértice adiantado: simplex
O Freeport fica no banco pró que der e vier.
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Isto vai ser assim :
a Oposição é tão mázinha toda ela, de uma ponta à outra, que qualquer um deles, frente a frente com o Sócrates, olhos nos olhos, leva nas orelhas.
Pelo simples motivo que este Governo fez obra, em diversas áreas, tomou medidas, e fez frente à crise tão bem ou melhor que os restantes países europeus.
Tudo o resto é demagogia, oportunismo e aproveitamento politico.
Tentarem usar o desemprego numa crise desta dimensão, e em que, por exemplo, a economia espanhola caiu a pique e onde o desemprego já vai nos 18%, é fazer dos portugueses burros.
Até eu chegava para qualquer um deles, quanto mais o Sócrates.
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Eu gostava era de ouvir os candidatos da oposição explicarem, bem explicadinho, como iriam acabar com o deemprego, caso fossem governo.
Do Portas, hoje, ouvi falar muito no Desemprego, em tom acusatório, mas quanto a medidas que tomaria para acabar com ele nem uma virgula.
E sei, com toda a certeza, que com todos os outros vai ser o mesmo filme.
Com excepção talvez para o demagogo do Louçã, que no seu programa arranjou o criativo conceito de “serviço publico”, ou seja, criam-se mais “serviços publicos” para se arranjarem mais empregos. Dito por outras palavras : vão todos para funcionários públicos.
Isto dos debates promete ser aborrecido.
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Desculpem mudar o tema, mas gostava de lançar uma questão: alguem suporta a moderadora da TVI a Constância Cunha e Sá ou e só impressão minha? Não sei porquê mas sempre notei ali um mau jornalismo. Será sempre ela na TVI?
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Não vi o debate entre Sócrates e Paulo Portas. Depois de Jantar, fui descansar um pouco para o sofá, com o intuito de assistir ao mesmo e adormeci. Quando acordei, passei pelo canal RPTN, assisti um pouco e ouvi o que dizia um comentador não me lembro o nome e o Rui Moreira, deste sei o nome, vejo-o constantemente nos ecrãs televisão. Não compreendo como este senhor está em todas, é no futebol, é na política, temos outro Marcelo, ainda bem, só espero que quando responder a alguma pergunta não troque a politica com o futebol ou vice-versa. Senão faz-me lembrar os tempos de escola em que o professor pergunta ao aluno quem é o homem mais falado em Portugal e ele responde-lhe, Jesus Correia. Diz-lhe o professor há seu burro, então não sabes que é Salazar? Responde-lhe o aluno só se jogar nas reservas – nesse tempo antes dos jogos das primeiras categorias jogavam as reservas. Ainda tive tempo de ouvir o Joaquim Aguiar e a este é que não passo bola, em pouco demonstra ao que anda. Passei pela Sic Noticias e o mesmo espanto, os comentadores são os mesmos, Ricardo Costa, Luís Delgado – este além de ser de direita é o mais coerente – e um que julgo se chamar Costa Pinto, moderado por essa sumidade que é o Crespo. Aqui era tal o ataque a Sócrates que resolvi passar para o canal MGM, aqui costuma dar filmes hardcore e como é quase a mesma coisa antes prefiro ver mulheres a homens.
Não compreendo como com tanta gente sábia, ande-se a gastar dinheiro com eleições e não se promova estes senhores para a escolha do governo. Se o governo escolhido por estes senhores não correspondesse às nossas aspirações, pedíamos-lhes responsabilidades. Agora dar palpites e não soluções é fácil. Estes fazem-me lembrar os opinadores de futebol, depois do jogo acabado há solução para tudo, se antes for perguntado ninguém responde. Por estas e por outras não vou em conversas de comentadores, o meu voto é bastante valioso e por isso dou-o a quem neste momento me dá mais garantias, e quem me dá mais garantias, é José Sócrates.
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Não percebi porque é que o Portas deixou o Socrates responsabiliza-lo por acções de um governo que não era por ele liderado. Até da trapalhada das colocações de professores. Que raio tinha o CDS a ver com isso? Parecia que estavam ali o actual 1º ministro e o anterior. Fiquei surpreendido com a fraca prestação do Portas. Já o Socrates foi igual a ele proprio.
Outra coisa,
«Em relação ao Rendimento Social de Inserção, lá terá falado para o seu eleitorado com a demagogia fácil do costume.»
Como é que se pode chamar demagogia a dizer que o RSI tem uma fiscalização ineficiente? Só mesmo no paleio, esse sim demagogo, do BE. Por voçês isto era subsidio para tudo e mais alguma coisa sem fiscalização alguma. Quantos de nós não conhecemos pessoas que usam todas as artimanhas que poderem arranjar para receberem o referido subsidio? Pelos vistos, “os espertos” são cerca de 25%, coisa pouca para a malta do BE.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 3rd, 2009 at 5:26
João Pedro, se bem percebo o partido mais pequeno que participa numa coligação é apenas co-responsável pelas coisa positivas.
Paulo Portas disse bem mais sobre o RSI do que ele ter uma fiscalização deficiente. Ainda assim, tenho ideia que aquilo que ele gastou em sumbarinos inúteis dava para alguns anos de RSI. Talvez porque Portas teve uma fiscalização ineficiente.
João Pedro, se bem percebo o partido mais pequeno que participa numa coligação é apenas co-responsável pelas coisa positivas.
Não. Seria responsável por assuntos relacionados com a defesa externa. Por exemplo.
Paulo Portas disse bem mais sobre o RSI do que ele ter uma fiscalização deficiente.
Pois disse. Disse também que 25% do RSI é mal atribuido. E não foi desmentido.
Fez também a comparação de um casal a receber o ordenado mínimo, a pagar uma casa e a receber €10 ou €20 de abono dos filhos, com um casal a receber o RSI, com casa do Estado e com majoração no abono dos filhos. E fez esta comparação para realçar que, desta forma, não compensa procurar por um emprego a ganhar o ordenado mínimo. Mais vale ficar em casa, sentado no sofá. Disse alguma mentira?
Ainda assim, tenho ideia que aquilo que ele gastou em sumbarinos inúteis
Isto sim, é demagogia. Os submarinos não são inúteis. São parte essencial da defesa nacional.
Mais faltaria que deixássemos de adquirir material para a defesa (e quiçá segurança, educação e justiça) para pagar a pessoas saudáveis para ficarem em casa.
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Os defeitos que apontamos aos outros, nos nossos são virtudes.
Para o bem e para o mal todos são responsaveis.
Se vamos tirar o que não nos interessa, as páginas da história é um livro aos quadradinhos.
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Isabel
“O pouco que tem a ele lhe deve, apesar da consequente ingratidão fomentada pelo PS. Agora se pouco tinham menos têm.”
Não são vocês que dizem que 200€ por mês, não representa nada em cada criança que nasça?
Ao contrário 150€ por ano é uma fortuna.
Perdi dois anos da minha mocidade, na guerra ultramarina e não me lamento.
Há coisas.
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o debate, na íntegra, para quem não viu, está no site da iol:
http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=27&pagina_actual=1&mul_id=13161581&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1target_=blank
[Responder]
Em vez de comentar o debate, deixo-vos algo para reflectir:
http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1351389
Cito um excerto:
“No rol de penhoras por dívidas fiscais – em impostos como o IRS, IRC ou IVA – estão em causa “cerca de 7,8 mil milhões de euros”, de acordo com fontes oficiais do ministério tutelado por Teixeira dos Santos. Um montante significativo de impostos em relaxe, que resolveria o drama das Finanças Públicas do país.
Caso a administração fiscal conseguisse reaver estas dívidas – em pagamento voluntário ou através de cobranças coercivas, por intermédio de leilões – o Governo conseguiria anular o défice orçamental em 2009 e Portugal passaria a ser um dos países da Zona Euro com melhores contas públicas. Basta referir que nos primeiros sete meses do ano, as despesas orçamentais superaram as receitas em 8,6 mil milhões de euros. Por outras palavras, as dívidas fiscais sob penhora davam para construir o novo aeroporto de Alcochete e alavancar metade do projecto do TGV.”
Agora, somem a isto a chamada “economia paralela” que está calculada em mais de 20% do PIB. Depois, venham-me dizer que em Portugal os trabalhadores são pouco produtivos e preguiçosos…
[Responder]
2falsidades do Daniel num sópost, é obra.
Quanto à falsidade relativa à pretensa “proposta de financiamento público do ensino privado (a que chama “liberdade de escolha”)”: o Daniel finge não saber que a proposta de Portas pretende liberdade de escolha de escolas ,mesmo entre escolas públicas. Ou seja, havendo projectos educativos autónomos das escolas, os pais deveriam ser livre de poder escolher em que escolas (também públicas…) podem colocar os seus filhos. Como sabe, hoje está-se limitado a uma territorialidade ligada à residência ou ao local de trabalho dos pais. claro que o Daniel não quer projectos educativos autónomos das escolas, com a avaliação feita pelos pais e a sua liberdade de escolha da escola que querem para os filhos. O que o Daniel quer é estatismo e dirigismo; quer as escolas todas “iguais” e as pessoas a irem para as escolas que o Estado manda; e já agora, controlando-se o que lá se ensina…
A par disto, o que Portas defende também é que quem quiser também possa escolher entre escola pública e privada. Como sabe, hoje só os ricos podem escolher a privada. O povo, não tendo dinheiro, está obrigado à merda que Sócrates lhe dá, e nem sequer pode escolher entre as escolas públicas que quiser.
2ª falsidade: ” na segurança, tema de eleição de Paulo Portas, este foi apanhado no seu eleitoralismo incosequente e Sócrates não largou”: também aqui o Daniel finge não ter percebido que o S´crates usou um mero truque. Portas votou a favor de um artigo sobre a prisão preventiva, por concordar parcialmente com ele. Mas não concordava com todo o argtigo, nem com todo um conjunto de legislação penal que foi aprovada pelo Governo, E agora, por isso, não pode criticar a política de segurança e os seus visíveis e péssimos efeitos?
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 3rd, 2009 at 12:13
A primeira não é por isso falsidade, mas verdadeira, já que a escolha incluindo o privado implica (através do cheque ensino) o financiamento público. Pode concordar com a medida e discordar de mim, mas não pode dizer que eu disse alguma falsidade. Quando à segunda, o seu próprio comentário confirma que o que eu disse é verdadeiro. O senhor é que acha que é legitimo votar a favor porque se concorda parcialmente e fazer campanha durante um ano à volta do tema porque se discorda parcialmente. Extraordinário que qualquer coisa que supostamente provoca o aumento da criminalidade e leva a tanta indignação mereça, de quem mais a critica, um voto favorável. Ainda assim, e isto é o que interessa, Luís, conseguiu, no mesmo comentário, dizer que eu escrevo duas falsidades que é incapaz de desmentir.
Daniel Oliveira,
O que tem em comum submarinos com o RSI? Só pura Demagogia e uma falta de vontade de debater o escândalo da fiscalização do RSI é que pode valer esta união de facto.
No outro dia vi o Louçã a discursar e numa frase meteu tudo ao barulho, o BPN, os ministros blá blá blá, os arranjadinhos e um polvo, ele estava com tal fervor que notava-se já um “nuclear meltdown” cerebral a começar. Será que consegue chegar até ao dia das eleições em bom estado de saúde mental?
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Portas provou mais uma vez a gritante fraude que é. Demagogo, trapalhão e fundamentalmente desonesto.
A questão do Iraque, ao contrário da maioria dos comentários, parece-me de supina importância. É pena que os responsáveis não tenham sido responsabililizados pela “brincadeira”. e como alguém lembrou, o envio das tropas pó Iraque só não foi pá frente porque Jorge Sampaio proibiu.
De resto achar que um tipo que fez as maiores negociatas e trapalhices no governo não deve ser recordado por isso é no mínimo hipócrita. Devia ser recordado por isso e por muito mais (a questão da homossexualidade é uma delas…, mas isso teriam eventualmente ambos paredes de vidro)
agora debates que eu quero ver a salivar vai ser o Louçã a desfazer a avó Ferreira Leite e o mesmo com o Portas. O problema é que o Louçã pode sempre juntar-se ao coro de críticas contra sócrates e acabarem por ser duetos em vez de debates.
de resto, sócrates não saiu nem bem nem mal – foi NIM. Mas eu prefiro-o a ele do que à racaille de direita…
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Afinal, que ideias é que aqueles dois pândegos debateram?
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#11, #23, #25
Sobre passado e futuro. Não vejo que melhor teste possa existir na política do que o passado (recente ou distante). Este blogue tem vários exemplos. Claro que as propostas presentes são importantes, mas sempre ligadas ao passado. Que me interessa se alguém promete agora mundos-e-fundos se no passado fez exactamente o contrário do que agora promete? E creio que os eleitores se orientam também pelo passado, pelas promessas não cumpridas etc.
Se eu tivesse que debater com a MFL (e não avó MFL ou vóvo ou seja o que for porque isso tem um arzinho de preconceito) havia de a confrontar com as verdades do seu tempo de governação (como ministra, como secretária de Estado). Não vejo arma mais eficaz do que essa. As declareções e programa recentes saõ tabém importantes, mas o passadozinho, o passadozinho…
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Sempre
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Sempre que o CDS fala do Rendimento Social de Inserção, através de Paulo Portas ontem e sempre, ou outro membro do CDS , é feita uma comparação (esta ouvi eu na RTPNhá dias ) entre pessoas que recebem o RSI há anos, sem nada fazerem e, passo a citar de memória-”pessoas que se levantam às cinco da manhã para irem trabalhar e a ganharem o ordenado minimo.”
Eu sou uma Zé Ninguém mas se estivesse a ouvir isto dizia logo ” O amigo, deu-lhe agora para estar preocupado com o ordenado minimo? Não é esta a sociedade que o sr.quer ? Maioritariamente de trabalhadores com o ordenado minimo ? Ou até menos ? ” . O joão Semedo não aproveitou. Outras também não aproveitam.É pena.
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Uma coisa é certa : Sócrates apanhou bem Portas na matéria da segurança quando o confrontou com a questão da Prisão Preventiva e eu pensava que Portas ia ter resposta e não só nunca teve resposta como limitou-se a tentar fugir á pergunta insistente de Socrates , ia levou uma tareia completa e só pela forma como foi encostado ás cordas sem conseguir sair delas nessa matéria acho que perdeu o debate porque noutras matérias não conseguiu fazer o mesmo ao seu opositor.
[Responder]
Ó Natália
Acha que o CDS quer que os mais pobres morram à fome? Acha que se fosse possível algum governo não aumentaria o ordenado mínimo? Acha que o CDS não o aumenta de propósito porque é mauzinho? É para dar melhores carros aos patrões, é?
Vá, confesse que é isso que pensa. Mais; quem vota no CDS são uns malandros porque só querem saber do deles e estão-se nas tintas para os pobres, não é?
Ó Natália, acorde.
Estamos em 2009, bem longe de 1917. Essa conversa da treta já não pega. Pior; essa conversa é responsável pelo salário mínimo ser o que é, percebeu?
[Responder]
Manuel Pacheco
Paulo Portas abriu um precedente. Promolugou o estatuto de antigo combatente, coisa que não existia. Depois disso, cabe aos combatentes, combater pela melhoria do mesmo.
Esta esquerda que tanto lutou contra a guerra colonial, alguns até derem os planos da pólvora ao inimigo para matar portugueses, por pudor ou por se lembrar do seu passado assassino, recusa-se a aceitar que pessoas que fizeram a guerra sejam vítimas também.
A não ser os capitães de Abril que se preparavam para viver à custa dela, não fosse ter havido um problema com os ordenados, não foi Major Tomé?
[Responder]
Daniel,
Acho que em relação aos debates do seu amigo Chico vai poder escrever-se algo muito parecido
Em relação às causas da minorias lá terá falado para o seu eleitorado com a demagogia fácil do costume, e o tom moralista habitual.
E no ódio aos ricos, tema de eleição de Louçã, este foi apanhado no seu eleitoralismo.
[Responder]
Natália Santos (46)
Não é esta a sociedade que o sr.quer ? Maioritariamente de trabalhadores com o ordenado minimo ?
Claro. Claro que sim. O que o CDS quer (e aliás, querem todos os partidos democratas-cristãos por essa Europa fora) é ver as pessoas na pobreza absoluta. Querem ver pessoas a morrer de fome. Porquê? Porque são de direita (em Portugal; porque nos outros países os partidos democratas-cristãos são partidos de centro). E a direita é má. Muito má. É um bicho papão.
Para o provar temos a Alemanha: um país governado, na maioria dos anos após a II Guerra Mundial, pelo partido democrata-cristão (CDU), com uma taxa de pobreza muito maior que a nossa.
Por outro lado, temos a Venezuela, Bolívia e Brasil, governados por partidos comunistas, cuja diferença entre ricos e pobres mal se nota. Se existe diferença nestes países, essa diferença não é perceptível a olho nu.
[Responder]
O líder democrata-cristão, Paulo Portas, ouviu hoje em silêncio críticas de alguns VENDEDORES às suas propostas para cortar no rendimento mínimo, durante uma visita à feira de Odivelas em que voltou a atacar o primeiro-ministro.
Admiro a “consciência social” destes vendedores: mesmo sem usufruirem deste subsídio (sim, porque se são vendedores têm trabalho; se têm trabalho não recebem RSI) apoiam a gente que o recebe.
[Responder]
Oh Daniel, tu até és um tipo que eu respeito, e nem discordamos assim tanto no fundamental, mas se vais começar a dizer mal das joias da coroa, NRP Tridente e NRP Arpão, vamos andar à bulha!
[Responder]
Sócrates: ““Nós em quatro anos de Governo aumentámos o salário mínimo. No Governo do doutor Paulo Portas, não foi aumentado. O salário mínimo cresceu zero.”
Se não me falha a memória, não houve qualquer congelamento salarial no Governo de Durão Barroso para quem recebesse menos de €1000.
[Responder]
Um pouco a despropósito. Vocês sabiam, que um candidato a Presidente da Câmara Municipal de Pombal pelo BE (Agostinho Silva), deu um entrevista a um jornal local onde afirmou que os seus políticos de referência eram, nem mais nem menos que Sà Carneiro e Paulo Portas? O que é que isto significa ?
[Responder]
Daniel:
Mais duas falsidades:
“…a escolha incluindo o privado implica (através do cheque ensino) o financiamento público”
Não, Daniel. o seu entendimento esquece que um aluno no ensino público também custa dinheiro…dinheiro que vem dos privados, ou seja de todos nós. O que se defende é que os privados (que são a origem do dinheiro) possam usar esse dinheiro para pôr os filhos a estudar no público (entregando esse dinheiro ao Estado) ou no privado (entregando esse dinheiro a privados).
Sabe Daniel, o dinheiro do Estado não cresce nas árvores…é dos privados, que lho entregam para efeitos de redistribuição e serviços públicos.
Quando à segunda, sabe que omitiu a verdade. Eu nunca disse que “é legitimo votar a favor porque se concorda parcialmente e fazer campanha durante um ano à volta do tema porque se discorda parcialmente” . Não se discorda parcialmente do tema. Do tema discorda-se frontalmente. Discorda-se é parcialmente de uma pequena norma num tema enorme. E o facto de se votar a favor dessa pequena norma não nos impede de criticar o enorme tema. Ou seja, eu posso concordar com um artigo de uma legislação e discordar dos restantes artigos dum uma das leis e de todas as demais leis aprovadas sobre esse tema (neste caso, a segurança).
Penso que o Daniel não devia ser radical ao ponto de dizer que nenhum artigo de qualquer das leis aprovadas está bem…
Pedia-lhe, portanto, quando me quiser responder, que ao menos o faça com honestidade intelectual.
Agradecido
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“E só acho que Sócrates ganhou porque terá sido mais convicente para mais gente de esquerda do que Portas terá sido para gente de direita.” E como afere isto?
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Ao ver Paulo Portas, só me lembrava de submarinos, vá se lá saber porquê e já agora Sócrates se não tem mais nada de importante a dizer aos professores, podia prometer…chá, café ou laranjada nos intervalos.
Não aumentaria pelo menos a nota em criatividade?
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Faltou-me acrescentar o seguinte.
Pode acusar-se o Portas de muita coisa. Não pode é acusar-se de ser incoerente nas questões de segurança.
O Daniel sabe bem que o assunto foi um truquezinho barato do Sócrates. Só não o reconhece porque o Daniel é frontalmente contrário às posições do Portas em questões de segurança.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 3rd, 2009 at 16:17
Luís, ainda não percebi como confirma os factos e depois continua a descutir como se os tivesse desmentido.
Daniel:
Se alguém lhe dissesse que o Louça votou algo que, indirectamente ou num ponto muito particular, afecta os direitos dos homossexuais, o Daniel passa a achar que o Louça era incoerente e já não podia defender os ditos cujos?
Não suspeitava de que ele acharia que essa votação, noutros pontos e na sua globalidade, seria favorável aos homossexuais, que isso (a alegação) era um truque e que a alegação era falsa, por omitir parte da verdade? Não acha que meia-verdade é uma mentira?
Não lhe vou dar mais troco, porque o Daniel já percebeu, e só não o reconhece porque não gosta do Portas.
Nâo lhe faço um desenho por duas razões:
- não tenho jeito;
- o Daniel percebeu e finge não perceber.
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O facto de um 1º ministro em funções ter de recorrer a truques de politica barata para argumentar a proposito de segurança demonstra bem a nulidade da sua acção. Quero lá saber se o Portas votou assim ou assado, quero é saber o que um candidato a 1º ministro pensa fazer para alterar a situação. E o passado!? Esse tou eu farto de o conhecer, vamos é debater as soluções para os nossos problemas actuais. Esta constante referencia ao passado por Socrates já mete nojo.
A liberdade de escolha, seja para a saude ou educação introduz concorrência. Os sectores/mercados onde existe maior concorrência são aqueles onde os consumidores se sentem melhor servidos. Parece-me que isto é indesmentivel e só não foi já aplicado por preconceitos ideologicos.
Na segurança social, somos obrigados a descontar para ter uma reforma de 5000 euros (exemplo). Porquê? Parece-me correcto dar a liberdade às pessoas de escolherem como aplicar o seu dinheiro, ou gasta-lo se quiserem. O estado não devia ser responsavel por reformas acima de 2000 euros. Ninguém precisa de mais que isso para viver confortavelmente no final da sua vida, caso não tenha tido cabeça para programar a sua vida. Talvez não seja a melhor altura para levar esta medida por diante porque implica uma elevada emissão de divida, mas é algo que deve ser urgentemente e seriamente debatido.
E aquela do salário minimo é de uma estupidez assustadora. Parece que é o estado(contribuinte) que paga esses salários. Qual a dificuldade em aumenta-lo se não somos nós(governo) que o pagamos. Medidas “sociais” destas qualquer um faz.
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Para Isabel (49) e Pinto (51)
Bolas! Que indignações!
Admito que a minha idade, e portanto a geração a que pertenço, me torne desconfiada em relação ao CDS e à bondade da direita em geral, no caso português. No entanto, ainda há pouco tempo ouvi declarações estarrecedoras de um representante de uma organização comercial com alguma importância a pôr em causa o salário mínimo e os 13º e 14º meses e isso é mais recorrente do que devia ser. Não digo que essa organização ou outras, possam vir a influenciar as políticas do CDS, mas não punha as mãos no fogo.
Já agora, a senhora de 3o anos com gripe A já saíu dos cuidados intensivos no HSJ do Porto.
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Natália Santos (63)
Admito que a minha idade, e portanto a geração a que pertenço, me torne desconfiada em relação ao CDS e à bondade da direita em geral, no caso português.
Já em relação à bondade do BE, do PCP, e do bolchevismo estalinista de esquerda (tudo no mesmo saco, portanto), em geral, há muito que se lhe diga.
No entanto, ainda há pouco tempo ouvi declarações estarrecedoras de um representante de uma organização comercial com alguma importância a pôr em causa o salário mínimo e os 13º e 14º meses
A Alemanha não tem salário mínimo, nem 13º e 14º meses. Ora aí está o motivo do grande fosso entre ricos e pobres e da grande percentagem de pobreza extrema na Alemanha.
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Pinto (63)
O que acontece comigo acontece com muita gente da minha geração e repare que me refiro sempre e tão só ao caso português. A direita é, pelo menos em teoria, o mais parecido que temos com o regime anterior. E bem me lembro do que era. Não era só o ser-se pobre e ter pouco ou nenhuma ajuda. Era principalmente a estratificação social, que vinha de trás e continuou com Salazar! Tinhamos que fazer salamaqueques a todo o gato pingado. Bastava que tivesse um cargozito, ou algum dinheiro, ou algum curso para ser uma Excelência!
Pareço ressabiada com o antigo regime? Se calhar estou. Mas estou mais preocupada com o futuro.
Não concordo com as ideias do PC nem com as do BE, e agora falando em geral , não ignoro as atrocidades cometidas em nome do povo.
Quanto ao ordenado mínimo, ao 13º e 14º meses, será dificil com os nossos ordenados e mentalidade quer de patrões quer de sindicatos, que não reconhecem o mérito como elemento fundamental da avaliação do trabalho, podermos prescindir desse limite e desses salários e sermos parecidos com a Alemanha.
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A direita é, pelo menos em teoria, o mais parecido que temos com o regime anterior.
Será? Em que aspecto?
O Estado Novo defendia o monopólio do Estado sobre a economia. Era anti-liberal. Qual ou quais os partidos que mais apregoam ao intervencionismo do Estado sobre a economia?
O Estado Novo tinha aversão ao “imperialismo americano”. Qual ou quais os partidos onde mais se nota esse sentimento anti-americano, em Portugal, actualmente?
O Estado Novo tinha comportamentos anti-semitas. Qual ou quais os partidos com a linguagem mais rude relativamente aos judeus?
Relativamente aos “salamaqueques” Natália, era próprio da época e não do regime. Isso verificava-se em toda a Europa.
Daniel, se quiser publicar os comentários que já escrevi há 10 ou 11 horas, com excertos do debate entre Sócrates e Portas, publique. Se não quiser guarde-os no bolso. Afinal de contas esse tique já está nas veias.
Nem foram publicados aqui nem no Jugular. São sinais nítidos do conceito de “esquerda progressista”
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Este Pinto é um Ponto! A Alemanha não tem salário mínimo!!!????? Ahahahahahaha
É só rir. O que eu gosto na direita é que é de uma honestidade… sufocante.
e ó amigo Pinto explique lá essa do salário mínimo inexistente na Alemanha??? E já agora pode acrescentar alguns dados sobre impostos e segurança social. Se quiser até lhos forneço. Mas não deve ser preciso, porque você parece saber tanto…
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“A Alemanha não tem salário mínimo!!!?????”
“Se quiser até lhos forneço.”
Forneça la que eu também fiquei curioso
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1550380,00.html
http://www.eurofound.europa.eu/eiro/2005/07/study/tn0507101s.htm
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órélio (67), olhe aí:
O salário mínimo é estipulado por lei em 20 dos 27 países-membros da UE: Bélgica (1.257 euros), Bulgária (92 euros), Espanha (666 euros), Eslováquia (217 euros), Eslovénia (522 euros), Estônia (230 euros), França (1.254 euros), Grécia (668 euros), Holanda (1.301 euros), Hungria (258 euros), Irlanda (1.403 euros), Letônia (172 euros), Lituânia (174 euros), Luxemburgo (1.570 euros), Malta (585 euros), Polônia (246 euros), Portugal (470 euros), República Tcheca (288 euros), Romênia (114 euros) e Reino Unido (1.361 euros).
Se precisar de mais alguma coisa é só dizer.
Daniel, para si idem; se precisar de alguma coisa, de alguma informação, é só dizer. Não lhe guardo qualquer rancor por não querer publicar os meus comentários relativamente aos excertos do debate. Compreendo: o Bloco poderia não gostar que se usasse o “seu” blogue para estas coisas.
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Dos 27 países da UE, há sete que não têm salário mínimo: Alemanha, Chipre, Itália, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Áustria.
Os países pobres, miseráveis, onde todos os dias morrem milhares de crianças à fome, como se pode verificar.
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Relativamente ao salário minimo, não é comparável a sua necessidade em Portugal ( país economicamente frágiç) ou na Alemanha, pois este é um dos maiores países do mundo a produzir e exportar bens e serviços, onde, quando as coisas estão a correr bem, o factor trabalho é bem recompensado. Contudo, a partir de 2008, com a crise mundial, mesmo na Alemanha a não existência de um Salário minimo de ambito nacional levou a abusos dos patrões, principalmente para com os trabalhadores menos qualificados.
De tal maneira este problema era até pelo menos há pouco tempo importante na Alermanha , que era um dos factores de divisão( a sua aprovação ou não) no seio da coligação.
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Só deixar outro exemplo de um país muito pobre, atrasado e com grande desigualdade que se chama Suécia e não tem salario minimo. Não é a estipular um salario por lei que se reduzem as desigualdades sociais e se aumenta o bem estar da população. É aumentando a qualificação e educação de trabalhadores e gestores, tendo uma justiça eficiente e por ai fora.
http://www.brassar.se/suecia/index.php?option=com_content&view=article&id=83:o-mercado-de-trabalho-sueco&catid=51:emprego&Itemid=79
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Quando escrevi o meu ultimo comentario o 70 do Pinto ainda não estava visivel. Acabei por repetir.
Felizmente a parte da população activa a receber o salario minimo em Portugal é relativamente pequena. O problema é os nossos governantes acharem que alguma coisa melhora quando se aumenta os salários sem aumentar produtividade. E depois ainda fazem disso uma “medida social”, como se fosse um subsidio pago pelo estado.
Maiores salarios, menor competitividade, mais desemprego. Isto para um país que têm poucas pessoas com capacidade/qualificações para criar produtos que vendam pela sua diferenciação/inovação. Isto é que tem de ser invertido.
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debate sócrates portas ; começou festival dos recadinhos a cúmplices e a amigos
A única coisa interessante que portas disse naquele debate com sócrates,foi justamente quando saiu e aconselhou caldos de galinha aos amigos do psd.
http://apombalivre.blogspot.com/2009/09/debate-socrates-portas-comecou-festival.html
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