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As confederações patronais estão zangadas com o aumento que o governo decidiu dar aos funcionários públicos e que costuma servir de referência para os privados. Que deviam estar na linha da inflação. Um argumento espantoso para quem durante os últimos sete anos não defendeu esse critério, enquanto os funcionários públicos e, com eles, os restantes trabalhadores, perdiam, ano após ano, poder de compra. Este aumento não chega sequer para pôr os trabalhadores com o mesmo salário real que tinham há um ano. A inflacção de 2008 deverá ser 0,8% superior aos aumentos que foram dados, enquanto em 2009 a diferença será, se as previsões de inflação se confirmarem (coisa rara), de 0,4%, desta vez (coisa raríssima) em favor do trabalhador. Claro que a decisão de não penalizar de novo os mesmos de sempre é eleitoralista. Não por haver um aumento que está áquem da reposição do poder de compra perdido só este ano. Mas por se ter aumentado abaixo da inflação nos anos anteriores e só em vesperas de eleições se resolver dar esta esmola.
Por Daniel Oliveira 15 Out 08 em Sem categoria30 respostas ao post “Agora a inflação já lhes interessa”
- 1 Pingback on 21 Out 2008 às 19:39



So uma pequena observaçao…. O inquerito relativo ao casamento entre homossexuais, ha dois dias(ou tres) tinha apenas uma ligeira vantagem do sim… Em pouco tempo apareceram la uns 300 votos. Nao e que seja relevante, eu ainda por cima faço parte dos 5% que se abstiveram, mas n deixa de ser curioso.
P.S.Nao o digo em tom de critica, apenas de surpresa.
Caro DO,
Ao ler isto não pude deixar de pensar… que coitadinho de País em que os seus trabalhadores necessitem de deitar baba e ranho para verem aumentados os vencimentos em 0,4% ou 0,8%! Pois eu acho que tentar melhorar a produtividade é que dava mesmo jeito…
Daniel,
em 2003 e 2004, os salários acima de 1000 euros foram congelados, ou seja, tiveram um aumento de 0%, como os economistas adoram dizer.
Para estes trabalhadores, a perda real de salário entre 2000 e 2008 foi de 10,95%. Neste ano de 2009, o governo com os olhos postos nos votos, vai reduzir este valor em 0,4%. Ficaremos a perder 10,55%.
Desde que o PS é governo, os ganhos reais são os seguintes:
2006: -1,6%
2007: -0,8%
2008: -0,8%
2009: +0,4%
Como diria Toneca Guterres: “enfim, é fazer as contas!”
Henrique Morais, está a delirar. O sim nunca esteve, a qualuer momento, abaixo dos 67%. E o Não nunca teve mais de 25%.
O povo não se interessa muito com o casamento dos homossexuais - do mesmo sexo -, nem com a crise internacional, nem tanto com o poder de compra que se perde. MAs o país vem abaixo se não participarmos no próximo mundial. Aí é que vai rebentar a verdadeira depressão. Portugal Olé!
Se se recuar não um ano mas sim 6 ou 7 o diferencial irá muito próximo dos 8 ou 9 % desfavoráveis aos salários!
Tenho muita pena se estes esquemas ainda servirem para ganhar alguns votos, significará que o pais não evoluiu nada!
Hey Henrique Morais não percebo porque questiona a sondagem. Tanto quanto sei, no arrastão é usada a técnica a melhor albanesa para controlo de sondagens e opiniões!
Porra, hoje não se pode falar em Albânia
Ibn, espero que diga isso por alguma razão. Está a falar de quê?
A culpa toda é da múmia Ferreira Leite dos que a sucederam..Ah e do Toneca Guterres, outro papas-moles que parece que nos (des)governou.
Ouvi dizer que a Ferreira Leite é a Sarah Palin de Portugal.
Não em beleza (claro!) mas em desmiolagem, cinismo económico, e tem a voz mais arrepiante tipo gaita de foles rota…
DO, correndo o risco de ser injusto, estou a falar disto
http://arrastao.org/governo/e-muito-a-frente/ (ver o meu ultimo comentário)
Também não me parece que o Sim alguma vez tivesse tido apenas essa pequena vantagem, mas não acho razão para acusar os visitantes de “estarem a delirar”…
Tema do post: nada de novo, nem que não se estivesse à espera. Vale a pena, no entanto ler este este texto de opinião de Paulo Raimundo, sobre quem na realidade tem apertado o cinto por cá e uns bons e elucidativos exemplos que aconteceram por este país fora…
Paulo, quando se avança com uma suspeita de manipulação é boa ideia ter a certeza do que se está a dizer.
Meus caros,
Eu, que fui funcionário público durante seis anos e já não sou há bué, começo sentir inveja… E porquê? Porque vou entrar no quarto ano consecutivo - tudo o indica… - sem qualquer aumento salarial.
Se somarem os “vermelhinhos” do gráfico vão perceber do que falo. E o mais curioso é que há centenas deles no mesmo sítio, nesta situação, e ninguém se acusa. E porquê? Porque há umas quantas (poucas, muito poucas) prebendas cirurgicamente distribuídas todos os anos que ajudam (e muito) a destroçar.
É do caraças, não é?!
Daniel, leia agora o meu comentário com atenção. Disse exactamente o contrário. Mas, apesar disso, achei bastante mal educado da sua parte a resposta ao comentário do Henrique.
Eu não estava a dizer que o senhor tinha dito. Estava a dizer que a resposta rude ao Henrique era a resposta a uma acusação grave.
Convém ter ainda em conta que os aumentos superiores a 2,5 vão ter a situação agravada no que diz respeito ao IRS.
Porque vou entrar no quarto ano consecutivo - tudo o indica… - sem qualquer aumento salarial
Sim, mas veja a parte positiva.
Para o ano e seguintes vai entrar no quinto, sétimo, vigésimo ano em que a sua empresa não pode ir à falência.
E isso, emprego garantido, não é para todos!
Concordo no essencial, que é a atitude dos empregadores. Apesar de considerar que é demasiado arriscado aumentar a 2,9%…
Er…para esclarecer. Concordo com o seu comentário relativamente à atitude dos empregadores. Não me exprimi correctamente.
Enquanto os sindicatos continuarem a serem mais politicos que operacionais dificilmente esta situação se alterará.
Algumas negociações são surreais. Já tive numa que os sindicatos pediam cerca de 7%. Isso destroi qualquer hipotese de negociação mais produtiva. Grande parte da negociação passou-se a trazer esse valor para um padrão mais dentro da razoabilidade o que torna o processo altamente improdutivo.
Quando os sindicatos forem mais dinamicos, mais focalizados em cada empresa e quando começarem a se interessarem com os números da empresa talvez esses gráficos se alterem.
Ah outra coisa aumento de salario sem aumento de produtividade (produção e exportação) apenas leva a inflação o que significaria que se dá com uma mão e se tira com outra.
O fado alexandrino não é continuar a ter empresa, nem aumento de salário sem o correspondente aumento de produtividade … o fado alexandrino é um estado pirateado e gastador com os compadres e desmotivado para os demais http://causavossa.blogspot.com/2008/10/economista-miguel-frasquilho-comenta.html
Há uma coisa que a teoria económica indica à muitas décadas: os aumentos salariais devem acompanhar os ganhos de produtividade, caso contrário estamos a perder competitividade no mercado internacional. Isto é válido também em relação ao capital, i. é, o aumento de ganhos para os detentores de capital também devem ver a sua remuneração aumentar de acordo com os tais ganhos de produtividade.
Concluindo, fico pasmado por ver/ouvir falar em aumentos de rendimentos sem qualquer referência à produtividade.
Se me permitem gostaria de salientar algo:
Se a inflação for só um pouco mais alta do que o previsto, algo que não me supreenderia de sobremaneira, não há esmola nem aumentos reais para ninguém.
Cumprimentos.
João Pedro,
Ainda bem que fica pasmado, mas terá reparado que, nos últimos três anos, a função pública perdeu 51486 funcionários? Ora, quem diz menos funcionários para as mesmas funções, diz aumento de produtividade.
Eu fiz questao de sublinhar que nao estava a usar um tom critico, nem estava a ser ironico. Foi simplesmente uma observaçao, errada pelos vistos, e pela qual peço desculpa.
Paulo, tera de perceber que ha alguns visitantes que aqui vem que ja tem carimbo. A verdade e que o unico culpado sou eu, que acabo sempre por voltar.
Causa Vossa
16 Out 2008 às 18:14
Peço desculpa, mas escreveu em alemão e eu nessa língua a única coisa que percebo são os livros do Ballack.
tente escrever na nossa língua para eu lhe poder responder.
Pedro Sales
16 Out 2008 às 22:01
Já ontem ouvi esse número que conforme sabe é mentiroso.
Pois enquanto uns saíram outros entraram e aliás até houve um grande jornalista que afirmou
Por cada dois que saem entra um e assim diminui a despesa.
Dando de barato o estapafúrdio que é esta afirmação o número deve ser corrigido, muito, muito, por baixo.
Fado Alexandrino,
Não conheço outros números. São estes que estão no OE e eu tirei-os da página 5 da edição de quinta-feira do Público.
Claro, não estou a por em dúvida a sua informação tirada do jornal que também leio.
Acontece é que eu ouvi o Ministro dizer “saíram” e até me admirei de nenhum jornalista lhe perguntar na altura quantos entraram.
Vá lá saber-se qual é o número verdadeiro.
Tudo o que se tenta saber nos sites oficiais está escondido e muito bem escondido.