O que foi acontecendo à linha do Tua (uma obra-prima da engenharia portuguesa com 120 anos de história) é um retrato fiel da negligência sempre acompanhada de promessas bonitas. O que lhe pode vir a acontecer da absoluta irresponsabilidade e insensibilidade cultural perante o nosso património. Num país governado por patos bravos, o que se fez com a ferrovia diz tudo sobre o tipo de desenvolvimento em que os nossos governantes acreditam.

Um dos grandes vencedores do DocLisboa foi “Pare, Escute, Olhe”, de Jorge Pelicano. Exactamente sobre a Linha do Tua o que lhe foi e não foi sendo feito.

Se quer saber mais sobre o assunto acompanhe a página do Movimento Cívico pela Linha do Tua e se quer tomar posição assine esta petição.

Sobre os restantes filmes que vi no DocLisboa e de qua ainda não falei escreverei mais tarde umas linhas.


55 respostas ao post “Agora só falta aqui o cimento”  

  1. 1 1  Ant.º das Neves Castanho

    “Num país governado por patos bravos, o que se fez com a ferrovia diz tudo sobre o tipo de desenvolvimento em que os nossos governantes acreditam” (Daniel Oliveira).

    Todavia, num País governado por jornalistas e outros fala-baratos, a Linha do Tua nem sequer teria sido construída (para não danificar os eco-sistemas naturais e humanos que lá existiam há 120 anos) e os “nossos governantes” acreditariam, enfim, num tipo de desenvolvimento em que seria possível coadunar um elevado consumo de energia sem haver quaisquer barragens e manter inalteradas as “paisagens pitorescas” no “campo”, com as suas personagens muito “típicas”, para a malta fina da Cidade poder lá ir brincar aos documentários e sentir-se muito “socialmente empenhada”.

    Entretanto, os nossos governantes conseguiriam manter infra-estruturas ferroviárias inviáveis em perfeito estado de funcionamento e condições de segurança, tudo sem aumentar os impostos, mais outros milagres do género, como o de definir um modelo de desenvolvimento em que tudo fosse possível sem… cimento.

    Um mundo perfeito, o dos fala-baratos?

    [Responder]

  2. 2 2  isagt

    Isto é de partir o coração, algo com uma história tão longa e com uma paisagem tão bela que se podia facilmente transformar numa atracção turística (em muitos países, seria certamente) com maior relevância nacional que um Freeport, mas que infelizmente, tem demasiados inimigos poderosos, só interessados na sua destruição que servirá apenas, para o proveito de quem?
    Pelos vistos, para quem quer acimentar Portugal, de norte a sul.

    [Responder]

  3. 3 3  The Studio

    Caro Daniel,

    Estou a ficar preocupado consigo. Já há uns três ou quatro dias que não sai nenhum “post” a malhar no PCP. É assim que quer manter a sua reputação de Anti-Comunista Primário que tem lá no 5 dias?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    The Studio, o que me procupa é o mal que faz a qualquer comunista decente tê-lo a si como advogado. Estou convencido que o dispensam.

  4. 4 4  José Bastos

    Vivemos num país onde se deixa apodrecer tudo.
    Depois ainda nos dizem que importante importante é o TGV.

    [Responder]

  5. 5 5  Rafeiro Danado

    Ora aqui está uma causa que apoio e subscrevo a 100%.

    [Responder]

  6. 6 6  xatoo

    há quem suspeite que os incidentes mortais que aconteceram na linha, foram provocados, para beneficio dos interesses da EDP e do lobie da construção de barragens (carris soltos, não reposição de pedra após enxurradas, etc). Se houvesse um jornalismo de investigação eficaz em Portugal seria melhor averiguar a pista, em vez de gastar os fundilhos em cadeiras a assinar petições

    [Responder]

  7. 7 7  Vitor Frazão

    A linha do Tua é mais 1 das 100 situações em que não sabemos aproveitar os recursos que temos.

    Em Espanha certas linhas que já não possuem utentes suficientes para serem viáveis por si só foram reaproveitadas com grande sucesso para fins turísticos.

    Algo perfeitamente aplicável à linha do Tua que atravessa uma das regiões mais belas e apelativas do nosso país.

    Um documentário muito necessário para abrirmos os olhos.

    [Responder]

  8. 8 8  Antonio Cunha

    Já fiz, e é um passeio muito bonito

    [Responder]

  9. 9 9  bertoAndrade

    Só falta o cimento mas é para blindar a saida dos governantes do palacio!
    enfim, a triste percepção que os governantes têm do pais,ou melhor, a que lhes convêm…em Espanha linhas do mesmo tipo foram reabilitadas e neste momento são linhas de turismo…

    [Responder]

  10. 10 10  Pedro Sousa

    Isto só vai lá à bomba!

    [Responder]

  11. 11 11  cafc

    Ora deixa lá ver. Pois, se bem me lembro, houve uma pandemia do betão aqui há uns anitos atrás.
    As vias ferroviárias começaram a ser liquidadas, não só a do Tua.
    E, se bem me lembro, nesse momento, eram vias de transporte muito importantes para as pessoas, que até as utilizavam a nível económico.
    Utilizei a linha do Tua várias vezes e não foi para fazer turismo mas, bem gostava de voltar a utilizá-la, na sua totalidade original pois a paisagem é deslumbrante e, isso não tem preço.
    Há mais vida para além do “economicismo” e fico muito desgostoso quando se pretende “vender a qualquer preço” o que, ainda vai restando do nosso Património.
    Tal como as gravuras do Coa, a linha do Tua não sabe nadar, iô!

    [Responder]

  12. 12 12  Ibn Erriq

    O problema deste país é que quando torcer a orelha já não vai valer a pena, já não deitará sangue.

    A linha do tua, se bem explorada seria uma excelente fonte de rendimento para trás-os-montes, entre outros, para os concelhos de Mirandela Carrazeda de Ansiães.

    São estes patos bravos como o Mexia que levam este pais para o buraco. para as populações locais o que fica das barragens nada! Veja-se oq ue ficou nos concelhos de Moncorvo, Mogadouro, VN de Foz Côa e Miranda do Douro? Nada, são hoje dos concelhos mais pobres do país!

    Hoje ouvi o mexia a falar acerca do assunto, a pobreza da hipocrisia era tal, que ainda não sabe bem como mas as populações ficarão melhor servidas no que toca a meios de transporte! Claro não é difícil, pois, deixaram chegar a linha a tal ponto que só podia acabar assim.

    Não será estranho que tenham acontecido tantos acidentes nos últimos tempos na mal fada linha?

    Enfim, é a gente que temos!

    [Responder]

  13. 13 13  Isabel

    Nós importamos 40 % da energia que consumimos.

    Para reduzir a factura que pagamos aos espanhóis, (além de já termos com certeza cedido em pontos fundamentais para a economia como os caudais e as pescas), estamos a dar-lhes um dinheiro que poderia ser aplicado noutros investimentos rentáveis como por exemplo, consolidar a rede de apoio social a crianças e jovens de maneira a poder encontrar um projecto de vida para CADA UM deles, antes que se percam nos bairros degradados ou nas famílias desfuncionais.

    Tivemos anos para promover o caminho de ferro.

    Para isso até foi todo nacionalizado, nosso, para que pudesse chegar onde não era rentável. Pelo contrário, a CP, nossa, foi fechando as estações do interior deixando aldeias em completo isolamento. A única hipótese eram as camionetes, privadas, porque a Rodoviária Nacional, roubada para servir o povo, depressa faliu.

    Quando Cavaco decidiu fazer a rede viária a oposição protestou chamando-lhe a política do betão. Quem os viu e quem os vê.

    Nunca ninguém quis saber de combóios, o meio de transporte por excelência, usado e abusado por todos os países civilizados.

    Em Portugal o seu quase único defensor foi Duarte de Bragança.

    E vêm-nos impingir o TGV. É preciso ter lata.

    Agora que a barragam nos pode dimunuir a dependêndia de Espanha é que toda a gente acorda.

    Tenho muita pena da linha do Tua. Mas a culpa disto é só nossa. Vimos o interior desertificar e nada fizemos.

    Venha a barragem e pena não se ter feito a de Foz Côa. Ainda não se provou que as pinturas são autênticas e submersas não seriam vandalizadas.

    Raio de País do politicamente correcto.

    FAÇA-SE A BARRAGEM!

    EU DIGO NÃO À DEPENDÊNCIA!

    [Responder]

  14. 14 14  Isabel

    Quando cantos e recantos lindos há em Portugal, ao abandono e que ninguém conhece?

    Mas se a EDP quiser fazer uma barragem, ai Jesus que desgraça.

    Pois é. Se a EDP não fosse privada não sei se a linha do Tua teria esta publicidade.

    Seria fechada como foram muitas outras e ninguém saberia de nada…

    [Responder]

  15. 15 15  Ibn Erriq

    Boa Isabel, Que rico argumento

    “Ninguém”, defina ninguém! serão zero pessoas?

    Ninguém conhece, bora lá lixar isto que, que os nativos não interessam para nada e a malta dos centros urbanos não conhece, por isso não tem utilidade. Aliás não conhecem e também já não vão poder conhecer.

    Temo que estejamos a delapidar a nossa maior riqueza. Já viu o que se fez na Cantábria? Não? devia ver, depois tirava conclusões!

    [Responder]

  16. 16 16  Ibn Erriq

    Isabel,

    seguramente haverá melhores formas de produzir energia eléctrica, sem ser com tamanhos sacrifícios!

    Isabel, não são pinturas são gravuras, de facto submersas não seria vandalizadas ;-)

    Sem querer ser sobranceiro, conhece, porventura, o rio Tua ou o Côa? Ou é daquelas que sentada julga que o que importa do país é o que se vê da sua janela?

    Faça-se a barragem, concordo consigo, mas faça-se no jardim ao pé da sua casa. Como se costuma dizer pimenta no rabos dos outros é refresco!

    Faço-lhe outra pergunta, se o litoral é tão pouco solidário como o interior porque há-de ser este a pagar tão elevado preço pelo desenvolvimento do litoral? Não me sabe dizer?

    Quer resolver o problema da produção de energia eléctrica, pois bem, construa-se uma central nuclear no Carregado! Que lhe parece?

    [Responder]

  17. 17 17  Oberon

    Isabel 14 e 15:

    são gravuras e não pinturas senhora…

    e já agora, se quer provas da antiguidade da arte do Côa (que julgo que terá sido isso que terá posto em causa) e só para começar:

    http://www.ipa.min-cultura.pt/coa/sh__research_articles__folder/AubrySampaio08b.pdf

    http://www.antiquity.ac.uk/ProjGall/aubry/index.html

    [Responder]

  18. 18 18  Miguel

    Isabel, só mesmo na sua cabecinha é que as «pinturas» (também gostava de ter dessa tinta que dura 20 e tal mil anos) de Foz Côa não são autênticas.

    [Responder]

  19. 19 19  A bala e o Canhão

    Quem nunca o fez não sabe o que perde …

    Subscrevo completamente !

    [Responder]

  20. 20 20  A bala e o Canhão

    “FAÇA-SE A BARRAGEM!

    EU DIGO NÃO À DEPENDÊNCIA!”

    … mas consomes …

    A tua mente deixará é de consumir cultura e assim te tornarás unicamente consumidora de merda ! Controlada por um sistema que te faz consumir ainda mais, dependente do excremento capitalista.

    Bate palmas. A maçã caiu e apodreceu. Sujeita-te ao teu destino macaco!

    [Responder]

  21. 21 21  Isabel

    Peço desculpa pelo erro. A razão é que ando tão irritada com as obras de arte que os cromagnons de agora fazem em tudo quanto é parede que me enganei.

    Exactamente porque são gravuras e não pinturas, poderiam ser submersas, como um perito na época aconselhou, e daqui a 100 anos quem cá estivesse que decidisse.

    Submersas estariam conservadas. Submersas viam-se por tantos quantos as vêem agora.

    Quase ninguém.

    PS Começar a disparatar e a baixar o nível da discussão com palavras grandes é sinal de pouca argumentação.

    Vamos discutir como adultos responsáveis, sff.

    [Responder]

  22. 22 22  Rui F

    Isabel

    Permita-me um reparo…
    Portugal importa não 40% da energia que consome mas sim 85% (dados do Euro Stat)!

    Já agora, PARA que não restem dúvidas, é preferível comboios movidos a energia eléctrica – onde se inclui o TGV – do que comboios ou outros meios de transporte movidos a combustível de origem fóssil.

    Para um sistema de transportes sustentável, havia que remodelar completamente a ferrovia tornando-a amiga do ambiente. Mas isso não dá votos. Quando havia massa á fartazana, Cavaco fugiu dela como o diabo da cruz…
    Já agora, não ouviu apenas o Duarte Pio a defender o combóio!
    O Programa do BE é claro na matéria, sendo o partido que mais e melhor defende o uso da ferrovia.

    Por falar em energia, eu deixaria aqui uma dica para o DANIEL OLIVEIRA caso interesse: ENERGIA. Propostas e soluções.
    Independentemente do país – e Europa – terem que avançar em força com as energias renováveis, porque não ENERGIA NUCLEAR, sendo esta uma forma de produzir energia sem produção de CO2. Há os resíduos…

    Lembrar apenas, que os países mais ecológicos e limpos do mundo – Nórdicos – continuam a apostar em força na energia de origem nuclear.

    [Responder]

  23. 23 23  Rui F

    …continuando…

    quando falo em energia nuclear e países ecológicos etc, desconto aquela parte em eles enterram o lixo nuclear no quintal dos países pobremente miseráveis.

    [Responder]

  24. 24 24  Oberon

    bem, para continuar na senda da discussão sobre o Côa, aconselho:

    http://www.almadan.publ.pt/16ADENDA14AntónioBatarda.pdf

    para uma discussão sobre o que se ganhou com a preservação das gravuras e o número de visitantes.

    Destaco porém que cerca de 200 000 visitantes desde a abertura das gravuras ao público não poderá ser considerado como ‘quase ninguém’, especialmente numa região interior como Foz Côa.

    [Responder]

  25. 25 25  cafc

    Isabel:
    Saúdo o seu “PS” e também me permito ver nele alguma auto-critica e, para não ir mais atrás, à sua “expressão grande” “cromagnons de agora”.
    Deixando para outra oportunidade o que é ou não Arte, só queria chamar a atenção para algumas questões interessantes:
    1- “A CP, nossa” fechou linhas e estações “às ordens” de Cavaco, para a tornar “rentável” e, mais facilmente a poder privatizar;
    2- A Isabel tem uma tendência para uma “diz que é uma espécie de quantificação minimalista”, ou seja, “ninguém”, “quase ninguém”, “um perito”;
    3- De repente, um salto futurista (“daqui a 100 anos”), como quem “diz”, pode ser que muitos portugueses já tenham submarinos e as gravuras serão vistas por muitos mais do que “quase ninguém”.
    Espero que não se tenha sentido ofendida por algo mais irónico que eu escrevi.
    Cumprimentos Isabel.

    [Responder]

  26. 26 26  Antonio Cunha

    21 A bala e o Canhão

    Menino inteligente e educado.

    [Responder]

  27. 27 27  Rui F

    Isabel

    Mais uma vez…

    Num país onde chove cada vez menos, depositar a esperança energética nas barragens, é tão errado como errada tem sido a politica da Educação/Formação/Qualificação do PS(cDs) nestes 30 anos.
    As Barragens “resolvem” o problema a prazo e em anos de chuva!
    Primeiro, há implementar politicas de eficiência energética…e nesta matéria PORTUGAL está por fazer!

    Já agora…Quem lhe vendeu que Portugal depende da Espanha a nível de energia?

    [Responder]

  28. 28 28  Miguel

    #23 Rui F, dizer que a energia nuclear é isenta de CO2 é uma falácia. Lá porque não emite directamente durante a produção de electricidade em si (o qual é completamente verdade), emite quer a montante quer a jusante da produção de electricidade:
    A montante emite durante a construção da central em si, o que não é coisa pouca dado a grande dimensão deste tipo de infra-estruturante. Emite ainda na extracção do urânio (e emite muito), no seu posterior tratamento para uso em centrais nucleares e também no seu transporte.
    A jusante emite CO2 no tratamento, transporte e armazenamento dos resíduos.
    Agora, a não ser que alguém faça as contas e me diga que o que a central evita que se emita durante o seu tempo de vida é superior a estas emissões que eu referi não se pode dizer que as centrais nucleares são neutras em carbono (quem já fez as contas diz que não são, existem algum estudos – muito poucos – publicados sobre isso).
    Já agora, só para dar um exemplo, cada torre eólica torna-se neutra em carbono após 6 a 24 meses de operação, i.e., as emissões resultantes do seu fabrico, transporte e montagem no terreno são compensadas pelo que se deixa de emitir em termos de produção de electricidade.
    Por fim só algumas notas sobre o porquê de eu achar que a energia nuclear não faz sentido em Portugal (poderia fazer sentido em conjugação com Espanha, mas isso não me parece possível em termos políticos:
    - Falta de sítio, o único sítio plausível seria o Nordeste Transmontano junto ao Rio Douro, dado que é o único sítio em Portugal com água em abundância e numa zona com menos intensidade sísmica (podem dizer que no Japão têm muitas centrais nucleares, pois têm, mas também passam a vida a ter pequenas fugas de radiação, e só isso é suficiente para não achar aceitável que se faça uma central cá).
    - Escassez de matéria-prima: o urânio é um bem muito escasso, e se todos os países investissem fortemente em centrais nucleares este nem chegaria até ao fim do século, pelo que estaríamos a investir milhares de milhões numa tecnologia que terá o fim à vista quer queiramos quer não. Para isso mais vale investir em centrais a gás natural que são bem mais baratas.
    - Mix energético nacional e falta de rentabilidade de uma central nuclear em Portugal: Uma central nuclear para ser rentável tem que vender energia pelo menos 10 a 11 meses por ano (claro que não precisam de ser contínuos). Aí é que a porca torce o rabo porque devido à nossa forte aposta na energia eólica em maior parte das horas de vazio durante a madrugada existe um excedente de energia (nessa altura as centrais térmicas são postas a trabalhar ao mínimo, dado que não podem ser desligadas – poderem podem, mas se forem desligadas não podem ser ligadas no dia seguinte), que neste momento ou é deitado ao lixo ou é canalizado para as barragens com capacidade de bombagem. Agora imaginem que metíamos uma central a debitar mais 1600 MW continuamente para a rede (potência de uma central nuclear padrão)… ia ser uma fartazana de luz a não ser consumida, e lá viria o dono da central a dizer que tinham que lha comprar para a central não lhe dar prejuízo. (este último ponto poderia ser resolvido se houvesse conjugação com Espanha para escoar a energia, não sendo isso possível a nossa dimensão é demasiado pequena para termos uma central + milhares de torres eólicas simultaneamente).

    [Responder]

  29. 29 29  Bmonteiro

    A linha do Tua, acaba por falta de passageiros.

    Vale, que para a linha Lisboa-Badajoz-Madrid, os

    ‘aldrabões’ que fizeram os estudos de tráfego para o futuro TGV (RAVE), nos garantem:
    Em 2033, 9.3 milhões de passageiros = a 25 mil diariamente = 12.500 em cada sentido.
    Se houver 12 comboios diários de Lisboa para Madrid, por ex das 7h ás 19h, 1.000 viajantes em cada um.
    Não satisfeitos com isto, os nossos «patos bravos» do bloco central (Jorge Coelho & Cia), acabam de iniciar ‘estudos’ para as linhas Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva.
    O resultado do barrete de Aznar ao Durão na Figueira da Foz.
    Digam lá, se não estão a ver o Portugal de 2033:
    20 milhões de habitantes, uma economia prodigiosa.
    A bem do Regime.

    [Responder]

  30. 30 30  Isabel

    “Portugal importa não 40% da energia que consome mas sim 85% (dados do Euro Stat)!”

    “Já agora…Quem lhe vendeu que Portugal depende da Espanha a nível de energia?”

    O que eu sei é o que tenho ouvido dizer por uns senhores de fato, com um ar muito sério, que vão à televisão. Mas se não é verdade agradeço que me esclareça.

    Mas se é 85% que importamos então ainda é mais grave.

    [Responder]

  31. 31 31  Isabel

    # 26 cafc

    Aceito o seu reparo em relação à palavra grande “cromagnon”, mas defendo-me dizendo que é um estádio de desenvolvimento passível de evolução.

    Não sou contra o grafiti. Há muros com pinturas espectaculares. Sou completamente contra os Juve Leos, os “amo-te Katia” e os símbolos de virilidade de forte eloquência gráfica, pintados em tudo o que é parede de prédio, esteja a cair de podre ou (sabe muito melhor), acabadinha de pintar.

    Em relação aos seus pontos:

    1. Se as linhas foram fechadas por Cavaco como diz, para as tornar rentáveis, presumo que essa linhas dariam um prejuízo brutal ao bolso dos contribuintes. Para que alguém queira ficar com elas é preciso que sejam viáveis. Prefiro apesar de tudo o combóio na mão dos privados a dar lucro e a servir as pessoas (senão não era rentável) do que estarmos a pagar a uma data de funcionários públicos (que são todos chefes) mais o saco roto do prejuízo da CP.

    Cavaco só tomou posse em 1985. E até lá?

    Há empresas privadas de camionetes que dão apoio às populações isoladas. Isto contradiz a tese imposta na altura da necessidade de nacionalização dos meios de transporte colectivos.

    2. Quando digo ninguém é uma hipérbole. Estou a comparar os 20.000 do Parque do Côa com os 800.000 do Jardim Zoológico, que ainda por cima é caro como tudo.

    3. Esta coisa dos 100 anos tem que ver com o tempo de duração da infraestrutura. Tal como as casa e os prédios, tem um tempo de vida.

    Talvez daqui a 100 anos já se tenham inventado outras formas de produção de energia e os nossos bisnetos sejam pessoas mais evoluidas que possam dar à gravuras a atenção que elas merecem. Entretanto ficariam protegidas do tempo e dos vândalos, mergulhadas nas águas do rio.

    O que é grave e irresponsável é trocar um equipamento que nos reduz a dívida e a dependência por uns desenhos que não se perderiam, apenas se adiavam.

    A linha do Tua não se perderá. Daqui a 100 anos pode ser reaberta, quem sabe. Pelos vistos, agora também ninguém lá anda.

    [Responder]

  32. 32 32  Ibn Erriq

    Isabel, ainda não apresentou um argumento.

    Palavras grandes o que é isso?

    [Responder]

  33. 33 33  Isabel

    28 Rui F

    Eu gostava de concordar consigo. Mas veja lá que descobri isto:

    http://gaia.org.pt/node/762

    Há mais razões para se fazerem barragens.

    [Responder]

  34. 34 34  Miguel

    Isabel, 85% é a quantidade de energia total que nós importamos, não é a energia eléctrica (a maioria da energia gasta em Portugal vai directamente para os transportes)
    E Portugal podia perfeitamente sobreviver sem importar electricidade a Espanha, temos capacidade instalada para isso, se não o fazemos é porque fica mais barato à EDP comprar electricidade a Espanha no mercado livre e vende-la ao preço regulado em Portugal, aumentando assim a sua margem de lucro, é tão simples quanto isto.
    E sempre que se abre uma nova ligação transfronteiriça a EDP canibaliza rapidamente toda a capacidade disponível, impedindo assim que o mercado liberalizado funcione…

    [Responder]

  35. 35 35  Isabel

    Ibn Erriq

    Se há pessoa que tem uma aitude interventiva em relação ao ambiente e à paisagem envolvente, sou eu. Mas não me dedico à luta activa, com cortes de ruas e manifestações populares. Luto no meu pequeno mundo, fazando o que penso que toda a gente devia fazer pelo meio envolvente.

    Uso também estes espaços para passar as minhas mensagens, sempre que se proporciona.

    Adoro o meu País e dói-me ver a sua degradação. Mais me dói por perceber que não é mais do que a projecção do que somos. É o nosso retrato.

    A pobreza daquele cenário do trailler é angustiante.
    O detalhe da roupinha pendurada na Estação da Ribeirinha mostra como ainda estamos muito longe do 1º mundo.

    E o combóio fantasma…

    [Responder]

  36. 36 36  Isabel

    Ibn Erriq

    Acho que o meu País tem paisagens lindas que deveriam ser percorridas, serra acima, serra abaixo, de combóio. Seja monte, seja vale, só para passeio tal como existe uma linha turística na África do Sul, onde se podem ver animais selvagens no seu habitat natural e como já temos excursões de barco pelo Douro.

    O problema dos combóios vem de longe. Antes dos fundos da UE, nem todos as famílias portuguesas tinham carro e viajava-se de combóio. Havia 1ª e 2ª classes, qualquer delas com bancos de sumapau, nunca andavam a horas e chegava-se a fazer uma viagem de 6 ou 7 horas de pé. Isto era pobreza e subdesenvolvimento.

    Com o 25 de Abril, acabaram-se com as classes nos combóios mas eles continuaram lentos, cheios e atrasados. Sinal exterior de pobreza.

    Quando os portugueses começaram a viver melhor, o novo estatuto exigia-lhes o carro e o abandono total do combóio, tentando esquecer uma vida anterior bem difícil e dura.

    Por isso como vê o problema é mais profundo que uma questão de gestão ou política.

    A verdade é que as linhas que foram fechando estavam às moscas. E a promoção do combóio dever-se-ia ter feito antes do “salto” para o automóvel.

    Você que é um urbano informado tem pena de não poder dar o seu passeiozinho na linha do Tua; mas gosta de cinema, de internet, de televisão, de um bom som, de centros comerciais, restaurantes, cafés, livrarias, não é? E sabe quanto é que esses prazeres custam?

    No mínimo a Linha Fantasma do Tua.

    Infelizmente, não se pode ter tudo.

    [Responder]

  37. 37 37  Isabel

    Miguel

    Eu inicialmente estava a referir-me a electricidade, não a combustíveis nem a gás natural.

    Se a EDP compra porque quer, isso significa que somos autónomos em termos de electricidade. Isso descansa-me bastante. Quanto ao lucro temos que nos sujeitar; é o mal de não haver concorrência.

    [Responder]

  38. 38 38  Isabel

    Ainda a propósito de transportes, li no Diário Económico que a Ryanair aproveitou a greve dos pilotos da TAP para ganhar o mercado dos voos domésticos, Porto-Faro por 6 €.

    O que lhes vale foi ter acabado o crime de traição à Pátria.

    Daqui a 10 anos o O.E. será todo para tapar o buraco da TAP e do TGV. Estaremos todos a viajar “estrangeiro” e barato.

    [Responder]

  39. 39 39  Rui F

    29 Miguel

    Quero desde já dizer-lhe que não sou defensor acérrimo do nuclear!
    Lancei pistas para o debate.
    Acho até que discutindo pontos de vista divergentes, iremos todos aprender mais alguma coisa e tomar posições fundamentadas baseadas em dados científicos.

    Mas digo-lhe uma coisa…não me convenceu acerca do CO2 a montante e a jusante.
    Torre Eólica neutra de CO2 entre 6 e 24 meses? Apesar de algumas dúvidas, admitamos que é verdade.
    E qual o tempo que a nuclear leva a ser neutro em CO2?
    Ok…não sabemos se temos muito ou pouco urânio e não temos muita água potável disponível, a menos que encerremos a centrais térmicas de Setúbal, Sines…

    Concordo com a “pureza” da eólica, não há dúvida nenhuma! MAS, não duvide que mesmo forrando Portugal de lés a lés de geradores eólicos onde quer que fosse possível e rentável, apenas iríamos cobrir uma ÍNFIMA parte das necessidades do país.
    Claro que existem as ondas (por explorar) hídricas (altamente dependentes do clima) biomassa (também emitem CO2), Fotovoltaica ( por enquanto ainda é cara) e outras.

    Isso das fontes de energia “colidirem” umas com as outras tudo depende se as coisas forem feitas à portuguesa ou à Portuguesa! Não sei se me entende…

    Olhe a Suécia e pense nisso…
    9 milhões de Habitantes, provavelmente o país mais ecológico do mundo, apenas 35% de dependência externa na importação de energia, objectos de kyoto actualmente atingidos, com 50% da energia eléctrica consumida a partir de renováveis, COM 12 CENTRAIS NUCLEARES, vai construir mais 3 a médio prazo (se os meus dados estão correctos) de fissão nuclear.

    Já agora: Espanha TEM 10 centrais nucleares!!
    França tem mais de 50!
    A Pequena Suíça tem 5!
    A pequena Republica Checa tem 6 e a Irmã Eslováquia tem 5.
    A pequena Eslovénia já tem 1 também.

    Só um à parte….este últimos países são dos 27 os que menos dependem externamente da energia, ou seja, produzem-na mais barata que nós, tornando-se mais competitivos. O PIB/ per capita da Eslovénia vai ultrapassar Portugal já em 2010.

    Não nos podemos esquecer do Essencial: Estamos num mercado global, precisamos produzir bens transaccionáveis competitivos e temos que arranjar emprego a pelo menos a mais 500.000 pessoas.

    [Responder]

  40. 40 40  Miguel

    Sim, eu sei que quando a Isabel se referia aos 40% era de electricidade, mas depois o Rui F falou em 85% e isso tem que ser tudo (electricidade e combustíveis fósseis).
    E sim, temos capacidade instalada mais do que suficiente, mas dizer que somos autónomos não sei se poderá dizer porque as centrais térmicas trabalham a combustível fóssil que é importado… mas dependentes de Espanha não estamos certamente! (isso é uma garantia) Temos que nos sujeitar porque as regras favorecem a empresa que tem o monopólio, se o mercado funcionasse correctamente isto não aconteceria.

    Se o Diário Económico diz isso é completamente absurdo, a Ryanair abriu a ligação Porto-Faro porque o Porto passou a ser um hub da companhia (i.e., tem lá aviões estacionados, deixa de ser apenas um destino) e por isso permitiu a abertura de novas rotas, entre as quais Porto-Faro (será porventura a única rota doméstica que faria sentido, de certeza que não abririam Porto-Lisboa, com a quantidade de voos que a TAP lá tem). A greve dos pilotos não teve absolutamente nada a ver com isto.
    E o buraco da TAP nunca será tapado pelo OE, porque as regras da união europeia o impedem, se quiser dinheiro a TAP tem que o ir buscar ao mercado.

    [Responder]

  41. 41 41  Miguel

    Rui F, os dados das eólicas vêm dos fabricantes (os mais baixos, na revista da ordem dos engenheiros costumava vir publicidade a uma marca de torres eólicas que dizia exactamente isso) e de alguns estudos que tenho lido (os tais dos 24 meses).
    Eu também não disse que a solução para os problemas de energia eram as eólicas, eu sei que não são (eu só disse que em muitas das horas de vazio as eólicas são suficientes para o consumo nacional, mas isso é porque o consumo é bastante reduzido e à noite costuma haver mais vento), o que eu acho é que Portugal sozinho não pode apostar no nuclear, pelas razões que referi de falta de rentabilidade (eu sobre isto fiquei a saber com uma excelente entrevista de um professor catedrático da FEUP -e director de um dos programas doutorais dados em conjunto com o MIT- , que explicou exactamente tudo isto, que a seu ver era o obstáculo principal à instalação de uma central nuclear em Portugal). Numa estratégia pan-europeia não veria muitos problemas, mas sozinho não me parece viável (seria antes da aposta nas eólicas, agora não o é).
    Quanto à quantidade de urânio penso estarem bem documentadas no mundo todo, pelo menos a nível dos continentes. Algumas não se exploram (como acontece em Portugal) porque o preço a que é vendido não compensa os custos de extracção (claro que havendo mais escassez os custos subiriam e já passaria a compensar).

    [Responder]

  42. 42 42  cafc

    # 32 Isabel
    Quanto ao graffiti, estou de acordo consigo, no fundamental. Só um pormenor, considero-o como uma nova forma de Arte. O resto não é graffiti.
    Passando aos nossos pontos:
    1- Pode verificar que o seu primeiro parágrafo não corresponde ao que eu escrevi. Para além de eu ter utilizado aspas, seria, no mínimo, incoerente escrever que as linhas férreas foram fechadas para as tornar rentáveis. Foram-no, sim para tornar a CP apetecível aos privados. O resto, sobre a “bondade e/ou maldade” das nacionalizações e/ou privatizações é outra questão e não teríamos “linhas” disponíveis para esse debate ;
    2) Mais hipérbole menos hipérbole, “eis a questão”
    que, também, poderemos encerrar;
    3) Linha do Tua é o problema que está em debate.
    E é bom não confundir a Linha do Tua com o Metro
    de superfície de Mirandela. Como escrevi no meu primeiro comentário, há mais vida para além do “economicismo” e fico muito desgostoso quando se pretende “vender a qualquer preço” o que, ainda vai restando do nosso Património. Por isso, neste caso concreto, não quero mesmo saber de euros.
    Minha cara Isabel, permita-me que a “trate” assim:
    Para descontrair um pouco, podemos andar de barco no Douro, até fazer vela na barragem do Tua mas, sem, linha ferroviária, não é a mesma coisa.
    Cumprimentos e , até à próxima.

    [Responder]

  43. 43 43  Ibn Erriq

    Isabel, Engano seu.

    Sou transmontano e felizmente conheço a linha do tua desde o Tua até Bragança. (entre Mirandela e Bragança foi encerrada há muito)

    Faço-lhe uma pergunta? Já que deixou tantas por responder, pode ser que responda a esta.

    Sabe porque é o comboio fantasma?
    devia ouvir o presidente da câmara de Mirandela dizer que a linha do tua é responsável pela entrada de 20.000 (vinte mil) turista por ano na cidade. Claro que pelos visto para si isso pouco importa, comparados com os milhões que visitam o palácio da pena.

    Será assim tão difícil compreender que estamos a destruir de forma irreversível algo que poderia fazer a diferença? e contribuir desenvolvimento sustentado da região, se bem explorada?

    Parece-me que para si pouco importam meia “dúzia” de milhares de habitantes da região, já que são “ninguém”.

    [Responder]

  44. 44 44  Ibn Erriq

    Isabel?

    “como já temos excursões de barco pelo Douro” o que significa isto? Comparar o Tua com o Douro só por puro desconhecimento. É quase comprar o trigo com o centeio.

    O tua e o douro são completamente diferentes. O troço de linha entre o Tua e o Cachão é absolutamente fantástico!

    [Responder]

  45. 45 45  Isabel

    Ibn Erriq

    Tenho imensa pena que a linha seja submersa pela barragem. A ideia que tenho é que essas linhas têm pouca gente e não são exploradas turisticamente.

    Eu defendo que a indústria do turismo é a única que depende de nós (e do sol). O turismo não é só camas e campos de golfe. É termos um jardim à beira-mar plantado e não um imenso barracão.

    Por isso me insurjo contra o estado de desmazelo e mau gosto a que o País chegou. A linha do Tua será um pedaço do jardim se desenvolver a região ordeiramente, sem perder as características urbanísticas naturais da região.

    Espero que nunca se veja da janela do combóio, casinhas de camponeses com janelas e portas de alumínio e barracões de rede de galinheiro e chapa ondulada. O estendal já vi que é, infelizmente, uma característica quase genética. Ser uma linha que nos leva a ver a pobreza duma região e o seu subdesenvolvimento é triste. É essa a imagem que eu tenho.

    Para manter esse estado de coisas antes a barragem, sempre desenvolve a região noutros campos.

    Se me diz que a Câmara está a explorar a linha e que pode ser factor de progresso, óptimo.
    Mas como você disse, se bem explorada.

    Irrita-me a maneira como são postos os problemas. De um lado o combóiozinho, e os velhinhos, os pobrezinhos e os desgraçadinhos lá isolados. Do outro, os malandros dos ricos, de gravata e óculos escuros a destruir a natureza e a enchê-la de betão para dar o lucro aos especuladores.

    Os problemas não se põem os bons de um lado e os maus do outro. Uma barragem é um trabalho de engenharia concebido pelo Homem para domar a natureza ou explorar as suas potencialidades a bem de muitos.

    PS Tenho uma costela transmontana ou melhor, sou transmontana por parte do meu Pai, de que muito me orgulho. Por isso nunca viro a cara à luta… nem a uma boa discussão.

    PS 1 Nunca comparei o Tua ao Douro. Estava-me a referir ao tipo de actividades turísticas que neste caso têm afinidades.

    [Responder]

  46. 46 46  Ibn Erriq

    Isabel

    Frases como estas ”
    Espero que nunca se veja da janela do combóio, casinhas de camponeses com janelas e portas de alumínio e barracões de rede de galinheiro e chapa ondulada. O estendal já vi que é, infelizmente, uma característica quase genética. Ser uma linha que nos leva a ver a pobreza duma região e o seu subdesenvolvimento é triste. É essa a imagem que eu tenho.”

    demonstram muito snobismo e preconceito.
    As pessoas vivem como podem com os conceitos estéticos adequados seu (deles) eruditismo, talvez todos gostassem de viver em palácios de 20 assoalhadas com vista para o golfe com com locais próprios para estender a roupa longe das vista dos transeuntes, mas não é assim.

    Acredito que preferisse que o comboio a levasse a ver as vistas da Granja, da Quinta Patiño ou da Penha Longa, mas esse não é o país real.
    Compreendo também que goste mais das vistas de linha de Sintra para a Damaia, Cova da Moura ou mesmo o Cacém e Queluz, aliás exemplos de um país de super primeiro mundo.

    Já agora, qual é o problema das janelas e portas de alumínio? Já olhou bem à sua volta?

    Gostaria que me disse de que forma a barragem do Tua ou do Sabor como diz “Para manter esse estado de coisas antes a barragem, sempre desenvolve a região noutros campos.”

    Sim mas de que forma desenvolve a região? Aguardo demonstração.

    Mas sempre lhe vou dizendo. O Distrito de Bragança tem actualmente 4 barragens hidroeléctricas todas no rio Douro (Miranda, Picote, Bemposta e Pocinho esta também no distrito da Guarda), em construção (Sabor) e o projecto de outra (Tua).
    Diga-me quem que é que as barragens desenvolveram o distrito ou os concelhos onde estão implantadas? (100 esmolas não fazem um jantar) Tenho duvidas que consiga.

    Não nego que sejam uma ajuda, embora pequena, para suprir as necessidades energéticas do país. Mas porque temos que sacrificar o que de melhor temos com a desculpa do desenvolvimento?

    [Responder]

  47. 47 47  Isabel

    Ibn Erriq

    “As pessoas vivem como podem com os conceitos estéticos adequados seu (deles) eruditismo, talvez todos gostassem de viver em palácios de 20 assoalhadas com vista para o golfe com com locais próprios para estender a roupa longe das vista dos transeuntes, mas não é assim.”

    Na Beira Baixa os homens há 40 anos tomavam banho 3 vezes na vida; Quando nasciam, quando iam às sortes e quando casavam.

    Hoje em dia é um acto anti-social, não tomar banho ou ter um ar pouco limpo. Ninguém tolera uma coisa destas. E porquê? Porque foram investidos milhões de Euros da UE a dar a possibilidade aos portugueses de tomarem banho todos os dias. Foi a rede eléctrica, foi o saneamento básico, foram as redes rodoviárias, foram os sabonetes a os shampoos nas grandes superfícies a baixo preço e anos de telenovelas que no mínimo mostram pessoas apelativas. Depois de tanto trabalho e dinheiro, ninguém tolera que alguém não tenha hábitos de higiene.

    Na paisagem urbana o principio é o mesmo. Hoje temos escolas em cada bairro, hospitais em cada concelho, SNS, boas estradas, automóveis acessíveis, que o Estado (todos nós) promoveu com muitos sacrifícios, não está na altura de exigir das pessoas o retorno em sinais exteriores de desenvolvimento e progresso?

    Dá muito menos trabalho deixar as pessoas em evolução livre. Se não obrigarmos os nossos filhos a ir à escola eles não vão. Nós obrigamo-los porque sabemos que isso é uma VALORIZAÇÃO.

    A imposição de umas regras de civilidade, é tão só a valorização duma sociedade, ditada pelas elites que se destacaram dos outros e eleitas por eles.

    Não é snobismo, não é preconceito, não é repressão, não é fascismo.

    É EDUCAÇÃO.

    [Responder]

  48. 48 48  Ibn Erriq

    Isabel,

    Pelos vistos, par si tudo se deve à EU, foi até a UE a que deu a independência a Portugal, entre outras coisas claro. Teme-se que antes de 80 não existisse champô nem sabão macaco no país!

    Deixe que lhe diga, eu já tomava o meu banho diário antes da entrada de PT na UE. podemos ter recebido muita coisa do lado de lá dos Pirenéus, agora o habito do banho é que não me parece ;-)

    A Isabel tem demonstrado, neste post, um certo hábito em saltar de assunto em assunto? porquê não tem respostas para as perguntas e o temas de Vexa lança?

    depois do banho vai ser o quê o hábito que veio da UE de comer gelados?

    Ah, é portanto, educação querer impor aos pobresinhos subdesenvolvidos do 3º mundo os seus conceitos estéticos e de modelo de desenvolvimento, mesmo que estes não nos sirvam? É isso o símbolo da educação ou será que é a Brandoa, o Aleixo ou Chelas que são modelos de desenvolvimento e civilidade?

    Tenha dó! A mim parece-me mesmo snobismo e superioridade moral, não lhe fica bem! Nós (neste caso eu) sabemos bem aquilo que queremos para a nossa terra e se só podemos ter galinheiros com chapa ondulada, como diz, pois têlos-emos se tib«vermos que por a roupa a secar em frente a casa assim faremos.

    Fera a sua susceptibilidade visual, olhe, temos pena vá para Saint tropez verá que as vistas são melhores!

    [Responder]

  49. 49 49  Isabel

    Ibn Erriq

    Porque é que o seu conceito estético é melhor do que o meu?

    Porque é que é você que “decide” que tudo deve ficar como está e não eu que proponho uma mudança?

    Essa é boa. É você mais do que eu? Ou porque você acha que eu sou snob e você não, dá-lhe mais direitos?

    PS Veja se “sai” da província por momentos para conseguir entender um exemplo. Eu não sei desde quando é você toma banho, nem quero saber.

    E “saia” também de si próprio. É que o mundo não gira à sua volta.

    [Responder]

  50. 50 50  Isabel

    E, claro está, que enquanto o povo der sinais exteriores de 3º mundo, o BE ainda tem a sua hipótese.

    Quando as pessoas evoluirem porque foram levadas a isso pelas elites que elegeram, o BE pode fazer as malinhas e mudar-se para o médio oriente.

    E ainda dizem que defendem os interesses do povo? Há lata para tudo.

    [Responder]

  51. 51 51  Pedro Felgar Couteiro

    As Isabeis desta Nação mal frequentada (sim, Portugal não chega a ser um país, mas eu sonho e trabalho para isso) dão-me um asco… não há uma ideia que se aproveite!, bolas!
    É a filosofia do “penso-eu-de-que” promovida a pseudo-ciência de governança que nos conduz a todos para o abismo das oportunidades perdidas.
    Obrigado a todos os que tiveram a coragem de lhe responder. Eu hoje não tenho tempo…

    Pedro Felgar Couteiro
    COAGRET-Portugal
    (Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases)
    https://coagret.wordpress.com

    [Responder]

  52. 52 52  Isabel

    Pedro Felgar Couteiro

    Obrigada pelo tempo precioso que perdeu a adjectivar o meu pensamento de que.

    É pena que as verdades inconvenientes só são válidas quando dizem o que queremos ouvir e servem os nossos objectivos e ambições.

    Vivemos num regime democrático, não marxista, ditado por maiorias nem sempre esclarecidas. Mas há que aprender a respeitar isso. Faz parte do crescimento e amadurecimento relacional.

    Eu sei que é chato ser contrariado mas “é a vida” ou melhor, “habituem-se”; o mundo não gira à vossa volta.

    [Responder]

  53. 53 53  cafc

    Isabel

    Como sabe, “dei-lhe o meu”apoio quando se “revoltou com o baixar de nível” e continuo a manter a mesma atitude.

    Porém, você teve, ao longo deste debate, uma postura, sistemática do género “eu sou a verdade…”, para além de se dispersar por outras considerações fora do contexto.

    O seu “último” comentário é a “prova síntese” do que constatei. Penso que não há necessidade de o citar ponto por ponto.

    No que é ESSENCIAL (como disse que é filha de um Transmontano), poderá, sem tergiversações, rebater, de forma racional o que vou afirmar?

    1- Há décadas que nos “roubam” os filhos, porque,como nos ignoram ou imigram ou emigram. Aqui, não têm “sonhos” para VIVER;
    2- Não contentes com isso, “roubam-nos” algumas infraestruturas essenciais, tais como escolas, serviços de saúde, etc.;
    3- Agora, querem “afogar” um símbolo da nossa identidade patrimonial (felizmente há quem pense que é um património nacional);
    4- Já existe algum “caderno de encargos” para nos “roubarem” aquilo que resta?

    Isabel, casei com uma Transmontana de “Gema”,
    cuja família, muito grande, me “adoptou” com o espírito generoso que caracteriza as “gentes dessa terra”. Vai fazer 40 anos…
    Não me peça que, em nome de um “progresso de betão” eu traia essa região (não é a única neste País). Bastava, tão só, ir lá “acima” e ouvir o que as pessoas pensam e sentem muito sofridamente.

    Vá até lá e diga-lhes, por exemplo, que “vivemos num regime democrático, não marxista, ditado por
    maiorias nem sempre esclarecidas”.

    Isabel, desça do seu pedestal e junte-se aos humildes mortais, pode ser?

    Com toda a consideração, cumprimentos e desculpe se se sentiu ofendida em algo que eu tivesse escrito.
    ,

    [Responder]

  54. 54 54  Isabel

    cafc

    Se os Transmontanos são roubados ou mal-amados pelo Terreiro do Paço, é um argumento que eu não refuto.

    Agora, não deixa de ser estranho que tendo Espanha regiões bem mais “interiores” que o nosso Nordeste, estas estejam vicejantes e Trás-os Montes em grande depressão.

    Acho óptimo que lutem pelo combóio. Os Transmontanos caracterizam-se por serem corajosos, destemidos, enfrentam as contrariedades sem medo, são generosos partilhando o (pouco) que têm.

    Têm também um lema que os define desde D. Afonso Henriques. Eu, que sou de direita, gosto deste sentido de “marcação de território”. Está na base do conceito de Pátria.

    Para lá do Marão mandam os que lá estão!

    Apesar de ter sérias dúvidas em relação ao custo-benefício da preservação da linha em detrimento da barragem, desejo-vos a melhor sorte.

    Que a vossa “teimosia” sirva de exemplo a muitas outra regiões que se têm deixado descaracterizar por razões muito menos objectivas que esta.

    [Responder]

Leave a Reply