19 respostas ao post “Água das fontes calai, ó ribeiras chorai, que eu não volto a cantar”  

  1. 1 1  Maria João

    Estava aqui magicar se era sábio pedir para colocar outras músicas, assim ao estilo do melhor disco pedido, mas após ponderação achei bastante arriscado.
    De qualquer forma voltei a lembrar-me da Aduana de Ayamont, do comité de Carabineros e do contrabando de caramelos, desta feita de pedidos de partituras de música. Tempos compicados estes em que vive o Arrastão.
    Por associação de ideias lembrei-me da canção dos Delfins “Soltem os prisioneiros” aqui vai o meu repto “Soltem o Arrastão”.

  2. 2 2  manel

    águas das fontes calai,
    ó ribeiras, chorai,
    que eu não volto a cantar

    e bem lembras, Daniel, que esta é uma das mais belas lembranças, nesta canção-fado

  3. 3 3  Eduardo Luís

    Boa tarde,

    Estou a configurar um agregador de blogs para a categoria de Política Nacional.
    Vi o vosso site e acho que se enquadra dentro dos parâmetros desejados.
    http://arrastao.weblog.com.pt

    Gostava de vos perguntar se estariam interessados em que eu usasse os
    vossos artigos via RSS para incluir no site que estou a fazer.

    Podem ver aqui do que falo no tema de Futebol Nacional:
    http://futebol.planet-feed.com

    Se estiverem interessados mandem um e-mail para eluis.linux@gmail.com

    Obrigado.

    PS: Meti este POST aqui pois não consegui encontrar o vosso e-mail no blog.

  4. 4 4  maria

    Porque Hoje é o dia que é!
    e… Nós nunca deixaremos de O cantar!

  5. 5 5  Talina

    Obrigada por este lindo tema do zeca, agora que estamos em hora de homenagem ao meu grande e saudoso amigo…Bem-hajas

    Somos filhos da madrugada
    Pelas praias do mar nos vamos
    À procura de quem nos traga
    Verde oliva de flor no ramo

    Navegamos de vaga em vaga
    Não soubemos de dor nem magoa
    Pelas praias do mar nos vamos
    À procura da manhã clara

    Lá do cimo duma montanha
    Acendemos uma fogueira
    Para não se apagar a chama
    Que dá vida na noite inteira

    Mensageira pomba chamada
    Companheira da madrugada
    Quando a noite vier que venha
    Cá do cimo duma montanha

    Onde o vento cortou amarras
    Largaremos pela noite fora
    Onde há sempre uma boa estrela
    Noite e dia ao romper da aurora

    Vira a proa minha galera
    Que a vitória já não espera
    Fresca brisa, moira encantada
    Vira a proa da minha barca

    Somos filhos da madrugada
    Pelas praias do mar nos vamos
    À procura de quem nos traga
    Verde oliva de flor no ramo

    Navegamos de vaga em vaga
    Não soubemos de dor nem magoa
    Pelas praias do mar nos vamos
    À procura da manhã clara

    (Letra de Zeca Afonso, mas musica dos Ritual Tejo)

    Letra e música: Zeca Afonso

    Abraços Talina

  6. 6 6  Talina

    Tenho saudades do Zeca Afonso, da liberdade de sonhar, do prazer de se poder ter utopias, dum país onde ao valores eram mais importantes que o PSI20 ou a percentagem do PIB que viaja no avião do primeiro-ministro e onde havia mais igualdade por maiores que fossem as desigualdades

  7. 7 7  Talina

    A palavra socialismo

    Como está hoje mudada

    De colarinhos á texas

    Sempre bem aperaltada

    Vinho velho vinho novo

    Tudo a terra pode dar

    Deem as pipas ao povo

    Só ele as sabe guardar…

  8. 8 8  Sérgio

    Já faltou mais para que Zeca Afonso conste apenas do património do «politicamente correcto», tal como Abril. Consequências da cultura do esquecimento que por aí campeia e que abre portas a todos os relativismos e revisionismos.

  9. 9 9  Sinfonia do disparate consonante

    Devo dizer que até admiro a voz e a qualidade musical de Zeca Afonso. Dá gosto ouvir o som e rendo-me a isso. Respeito-o por isso, mas não consigo esquecer as opções ideológicas. Não quero imaginar o que teria sido este país se a utopia do Zeca se tivesse realizado.

    Em parte fico contente por saber que o Zeca não morreu na utopia que desejava. Por vezes, os nossos piores pesadelos são apenas a realização dos nossos sonhos mais ingénuos.

  10. 10 10  Talina

    A morte saiu à rua num dia assim
    Naquele lugar sem nome para qualquer fim
    Uma gota rubra sobre a calçada cai
    E um rio de sangue de um peito aberto sai

    O vento que dá nas canas do canavial
    E a foice duma ceifeira de Portugal
    E o som da bigorna como um clarim do céu
    Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu

    Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
    Só olho por olho e dente por dente vale
    À lei assassina, à morte que te matou
    Teu corpo pertence à terra que te abraçou

    Aqui te afirmamos dente por dente assim
    Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
    Na curva da estrada à covas feitas no chão
    E em todas florirão rosas de uma nação

  11. 11 11  Nuno Magalhaes

    20 anos de saudade. Vale-nos a utopia, viva, que dura e durara.

  12. 12 12  kandinsky

    É curioso o espaço que a estaçao de tv pró-governamental (não)dedicou no dia dos 20 anos da morte do Zeca Afonso.Isto por comparaçao com aquele miserável tempo de antena dado ao Salazar.Ainda bem que o Daniel Oliveira lançou o debate sobre o “documentario” para que,doravante,todos estejamos atentos.Alias,foi o melhor,se nao,o unico debate sobre a infamia da utilizaçao de uma estação publica paga por todos nos.Nao foi para isto que os poetas da Liberdade como Zeca,cantaram e lutaram por este povo!
    Em vez de um espaço dedicado á memoria do Zeca, a RTP dá-nos um concurso e depois uma serie mal feita,feita para adormecer,com bons actores portugueses e brasileiros,mas sem ritmo,com uma narrativa cansativa.Uff!

  13. 13 13  António

    OBRIGADO 1!

  14. 14 14  Janelinhas

    Coro da Primavera

    Cobre-te canalha
    Na mortalha
    Hoje o rei vai nu

    Os velhos tiranos
    De há mil anos
    Morrem como tu

    Abre uma trincheira
    Companheira
    Deita-te no chão

    Sempre à tua frente
    Viste gente
    Doutra condição

    Ergue-te ó Sol de Verão
    Somos nós os teus cantores
    Da matinal canção
    Ouvem-se já os rumores
    Ouvem-se já os clamores
    Ouvem-se já os tambores
    Livra-te do medo
    Que bem cedo
    Há-de o Sol queimar

    E tu camarada
    Põe-te em guarda
    Que te vão matar
    Venham lavradeiras
    Mondadeiras
    Deste campo em flor

    Venham enlaçdas
    De mãos dadas
    Semear o amor

    Ergue-te ó Sol de Verão
    Somos nós os teus cantores
    Da matinal canção
    Ouvem-se já os rumores
    Ouvem-se já os clamores
    Ouvem-se já os tambores
    Venha a maré cheia
    Duma ideia
    P’ra nos empurrar

    Só um pensamento
    No momento
    P’ra nos despertar

    Eia mais um braço
    E outro braço
    Nos conduz irmão

    Sempre a nossa fome
    Nos consome
    Dá-me a tua mão

    Ergue-te ó Sol de Verão
    Somos nós os teus cantores
    Da matinal canção
    Ouvem-se já os rumores
    Ouvem-se já os clamores
    Ouvem-se já os tambores

  15. 15 15  kandinsky

    Ó Sinfonia do Disparate Dissonante:Quando se refere “as opçoes ideologicas” do Zeca está a insinuar que ele foi do Partido Comunista,tire o cavalinho da Chuva.o Zeca Afonso NUNCA foi militante partidario.Demonstre o contrario.O Zeca era de esquerda,sim,convivia com nucleos de extrema-esquerda,mas nao era militante.Era alguem que amava o povo,sem distinçoes.Era contra os opressores,contra burguesia,mas nao era um ser que advogasse a violencia ou a ditadura,nem sequer a do proletariado.Por isso,nao lhe ponham rótulos.Ele era um Grande Portugues.Cantava era verdades inconvenientes…

  16. 16 16  Luis

    Não concordo nada com quem diz que o zeca afonso era um cantor de intervenção. Isso para mim é o mesmo que dizer que o mário de carvalho é um escritor de intervenção ou que o pierre boulez era um compositor de intervenção. O zeca afonso foi um dos melhores músicos portugueses de sempre, ou é, seguramente, um dos meus favoritos. Os credos políticos são engraçados, especialmente no contexto em que foi, mas acima de tudo gosto da investigação musical que ele fazia. Ia às aldeias, estudava os movimentos artísticos locais, copiava, mudava. Foi o primeiro e talvez único antropólogo musical português.

  17. 17 17  Antifascista de Gema

    “Ó ribeiras, chorai” e não “Ó ribeira, chorai”.
    A propósito, e ao contrário do que levianamente se diz num comentário anterior, a RTP dedicou um longo programa ao Zeca (com o Otelo, o Lourenço, etc.).
    O seu a seu dono. Embora eu também não goste nada desta RTP capacho do Governo…

  18. 18 18  arucci

    é sempre muito bom ter estes “monstros” como ídolos e eu quero que existam mais “demónios” iguais a este. pena que não os haja. ZECA AFONSO foi e continua a ser o maior em todos os parâmetros. portugal devia orgulhar-se disso, mas os lacaios não deixam e nem querem. a esses um perdoai-lhes senhor.

  19. 19 19  joao

    …zeca foi grande demais para um país tão pequeno…abaixo a reforma agrária e os ricos que comam palha,comam palha nâo, comam merda,que a palha faz falta para o gado…TENHO DITO…

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