Estava aqui magicar se era sábio pedir para colocar outras músicas, assim ao estilo do melhor disco pedido, mas após ponderação achei bastante arriscado.
De qualquer forma voltei a lembrar-me da Aduana de Ayamont, do comité de Carabineros e do contrabando de caramelos, desta feita de pedidos de partituras de música. Tempos compicados estes em que vive o Arrastão.
Por associação de ideias lembrei-me da canção dos Delfins “Soltem os prisioneiros” aqui vai o meu repto “Soltem o Arrastão”.
Estou a configurar um agregador de blogs para a categoria de Política Nacional.
Vi o vosso site e acho que se enquadra dentro dos parâmetros desejados. http://arrastao.weblog.com.pt
Gostava de vos perguntar se estariam interessados em que eu usasse os
vossos artigos via RSS para incluir no site que estou a fazer.
Tenho saudades do Zeca Afonso, da liberdade de sonhar, do prazer de se poder ter utopias, dum país onde ao valores eram mais importantes que o PSI20 ou a percentagem do PIB que viaja no avião do primeiro-ministro e onde havia mais igualdade por maiores que fossem as desigualdades
Já faltou mais para que Zeca Afonso conste apenas do património do «politicamente correcto», tal como Abril. Consequências da cultura do esquecimento que por aí campeia e que abre portas a todos os relativismos e revisionismos.
Devo dizer que até admiro a voz e a qualidade musical de Zeca Afonso. Dá gosto ouvir o som e rendo-me a isso. Respeito-o por isso, mas não consigo esquecer as opções ideológicas. Não quero imaginar o que teria sido este país se a utopia do Zeca se tivesse realizado.
Em parte fico contente por saber que o Zeca não morreu na utopia que desejava. Por vezes, os nossos piores pesadelos são apenas a realização dos nossos sonhos mais ingénuos.
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação
É curioso o espaço que a estaçao de tv pró-governamental (não)dedicou no dia dos 20 anos da morte do Zeca Afonso.Isto por comparaçao com aquele miserável tempo de antena dado ao Salazar.Ainda bem que o Daniel Oliveira lançou o debate sobre o “documentario” para que,doravante,todos estejamos atentos.Alias,foi o melhor,se nao,o unico debate sobre a infamia da utilizaçao de uma estação publica paga por todos nos.Nao foi para isto que os poetas da Liberdade como Zeca,cantaram e lutaram por este povo!
Em vez de um espaço dedicado á memoria do Zeca, a RTP dá-nos um concurso e depois uma serie mal feita,feita para adormecer,com bons actores portugueses e brasileiros,mas sem ritmo,com uma narrativa cansativa.Uff!
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçdas
De mãos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P’ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P’ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Ó Sinfonia do Disparate Dissonante:Quando se refere “as opçoes ideologicas” do Zeca está a insinuar que ele foi do Partido Comunista,tire o cavalinho da Chuva.o Zeca Afonso NUNCA foi militante partidario.Demonstre o contrario.O Zeca era de esquerda,sim,convivia com nucleos de extrema-esquerda,mas nao era militante.Era alguem que amava o povo,sem distinçoes.Era contra os opressores,contra burguesia,mas nao era um ser que advogasse a violencia ou a ditadura,nem sequer a do proletariado.Por isso,nao lhe ponham rótulos.Ele era um Grande Portugues.Cantava era verdades inconvenientes…
Não concordo nada com quem diz que o zeca afonso era um cantor de intervenção. Isso para mim é o mesmo que dizer que o mário de carvalho é um escritor de intervenção ou que o pierre boulez era um compositor de intervenção. O zeca afonso foi um dos melhores músicos portugueses de sempre, ou é, seguramente, um dos meus favoritos. Os credos políticos são engraçados, especialmente no contexto em que foi, mas acima de tudo gosto da investigação musical que ele fazia. Ia às aldeias, estudava os movimentos artísticos locais, copiava, mudava. Foi o primeiro e talvez único antropólogo musical português.
“Ó ribeiras, chorai” e não “Ó ribeira, chorai”.
A propósito, e ao contrário do que levianamente se diz num comentário anterior, a RTP dedicou um longo programa ao Zeca (com o Otelo, o Lourenço, etc.).
O seu a seu dono. Embora eu também não goste nada desta RTP capacho do Governo…
é sempre muito bom ter estes “monstros” como ídolos e eu quero que existam mais “demónios” iguais a este. pena que não os haja. ZECA AFONSO foi e continua a ser o maior em todos os parâmetros. portugal devia orgulhar-se disso, mas os lacaios não deixam e nem querem. a esses um perdoai-lhes senhor.
…zeca foi grande demais para um país tão pequeno…abaixo a reforma agrária e os ricos que comam palha,comam palha nâo, comam merda,que a palha faz falta para o gado…TENHO DITO…
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Estava aqui magicar se era sábio pedir para colocar outras músicas, assim ao estilo do melhor disco pedido, mas após ponderação achei bastante arriscado.
De qualquer forma voltei a lembrar-me da Aduana de Ayamont, do comité de Carabineros e do contrabando de caramelos, desta feita de pedidos de partituras de música. Tempos compicados estes em que vive o Arrastão.
Por associação de ideias lembrei-me da canção dos Delfins “Soltem os prisioneiros” aqui vai o meu repto “Soltem o Arrastão”.
águas das fontes calai,
ó ribeiras, chorai,
que eu não volto a cantar
e bem lembras, Daniel, que esta é uma das mais belas lembranças, nesta canção-fado
Boa tarde,
Estou a configurar um agregador de blogs para a categoria de Política Nacional.
Vi o vosso site e acho que se enquadra dentro dos parâmetros desejados.
http://arrastao.weblog.com.pt
Gostava de vos perguntar se estariam interessados em que eu usasse os
vossos artigos via RSS para incluir no site que estou a fazer.
Podem ver aqui do que falo no tema de Futebol Nacional:
http://futebol.planet-feed.com
Se estiverem interessados mandem um e-mail para eluis.linux@gmail.com
Obrigado.
PS: Meti este POST aqui pois não consegui encontrar o vosso e-mail no blog.
Porque Hoje é o dia que é!
e… Nós nunca deixaremos de O cantar!
Obrigada por este lindo tema do zeca, agora que estamos em hora de homenagem ao meu grande e saudoso amigo…Bem-hajas
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem magoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Cá do cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem magoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
(Letra de Zeca Afonso, mas musica dos Ritual Tejo)
Letra e música: Zeca Afonso
Abraços Talina
Tenho saudades do Zeca Afonso, da liberdade de sonhar, do prazer de se poder ter utopias, dum país onde ao valores eram mais importantes que o PSI20 ou a percentagem do PIB que viaja no avião do primeiro-ministro e onde havia mais igualdade por maiores que fossem as desigualdades
A palavra socialismo
Como está hoje mudada
De colarinhos á texas
Sempre bem aperaltada
Vinho velho vinho novo
Tudo a terra pode dar
Deem as pipas ao povo
Só ele as sabe guardar…
Já faltou mais para que Zeca Afonso conste apenas do património do «politicamente correcto», tal como Abril. Consequências da cultura do esquecimento que por aí campeia e que abre portas a todos os relativismos e revisionismos.
Devo dizer que até admiro a voz e a qualidade musical de Zeca Afonso. Dá gosto ouvir o som e rendo-me a isso. Respeito-o por isso, mas não consigo esquecer as opções ideológicas. Não quero imaginar o que teria sido este país se a utopia do Zeca se tivesse realizado.
Em parte fico contente por saber que o Zeca não morreu na utopia que desejava. Por vezes, os nossos piores pesadelos são apenas a realização dos nossos sonhos mais ingénuos.
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue de um peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o Pintor morreu
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina, à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada à covas feitas no chão
E em todas florirão rosas de uma nação
20 anos de saudade. Vale-nos a utopia, viva, que dura e durara.
É curioso o espaço que a estaçao de tv pró-governamental (não)dedicou no dia dos 20 anos da morte do Zeca Afonso.Isto por comparaçao com aquele miserável tempo de antena dado ao Salazar.Ainda bem que o Daniel Oliveira lançou o debate sobre o “documentario” para que,doravante,todos estejamos atentos.Alias,foi o melhor,se nao,o unico debate sobre a infamia da utilizaçao de uma estação publica paga por todos nos.Nao foi para isto que os poetas da Liberdade como Zeca,cantaram e lutaram por este povo!
Em vez de um espaço dedicado á memoria do Zeca, a RTP dá-nos um concurso e depois uma serie mal feita,feita para adormecer,com bons actores portugueses e brasileiros,mas sem ritmo,com uma narrativa cansativa.Uff!
OBRIGADO 1!
Coro da Primavera
Cobre-te canalha
Na mortalha
Hoje o rei vai nu
Os velhos tiranos
De há mil anos
Morrem como tu
Abre uma trincheira
Companheira
Deita-te no chão
Sempre à tua frente
Viste gente
Doutra condição
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Livra-te do medo
Que bem cedo
Há-de o Sol queimar
E tu camarada
Põe-te em guarda
Que te vão matar
Venham lavradeiras
Mondadeiras
Deste campo em flor
Venham enlaçdas
De mãos dadas
Semear o amor
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Venha a maré cheia
Duma ideia
P’ra nos empurrar
Só um pensamento
No momento
P’ra nos despertar
Eia mais um braço
E outro braço
Nos conduz irmão
Sempre a nossa fome
Nos consome
Dá-me a tua mão
Ergue-te ó Sol de Verão
Somos nós os teus cantores
Da matinal canção
Ouvem-se já os rumores
Ouvem-se já os clamores
Ouvem-se já os tambores
Ó Sinfonia do Disparate Dissonante:Quando se refere “as opçoes ideologicas” do Zeca está a insinuar que ele foi do Partido Comunista,tire o cavalinho da Chuva.o Zeca Afonso NUNCA foi militante partidario.Demonstre o contrario.O Zeca era de esquerda,sim,convivia com nucleos de extrema-esquerda,mas nao era militante.Era alguem que amava o povo,sem distinçoes.Era contra os opressores,contra burguesia,mas nao era um ser que advogasse a violencia ou a ditadura,nem sequer a do proletariado.Por isso,nao lhe ponham rótulos.Ele era um Grande Portugues.Cantava era verdades inconvenientes…
Não concordo nada com quem diz que o zeca afonso era um cantor de intervenção. Isso para mim é o mesmo que dizer que o mário de carvalho é um escritor de intervenção ou que o pierre boulez era um compositor de intervenção. O zeca afonso foi um dos melhores músicos portugueses de sempre, ou é, seguramente, um dos meus favoritos. Os credos políticos são engraçados, especialmente no contexto em que foi, mas acima de tudo gosto da investigação musical que ele fazia. Ia às aldeias, estudava os movimentos artísticos locais, copiava, mudava. Foi o primeiro e talvez único antropólogo musical português.
“Ó ribeiras, chorai” e não “Ó ribeira, chorai”.
A propósito, e ao contrário do que levianamente se diz num comentário anterior, a RTP dedicou um longo programa ao Zeca (com o Otelo, o Lourenço, etc.).
O seu a seu dono. Embora eu também não goste nada desta RTP capacho do Governo…
é sempre muito bom ter estes “monstros” como ídolos e eu quero que existam mais “demónios” iguais a este. pena que não os haja. ZECA AFONSO foi e continua a ser o maior em todos os parâmetros. portugal devia orgulhar-se disso, mas os lacaios não deixam e nem querem. a esses um perdoai-lhes senhor.
…zeca foi grande demais para um país tão pequeno…abaixo a reforma agrária e os ricos que comam palha,comam palha nâo, comam merda,que a palha faz falta para o gado…TENHO DITO…