“De acordo com a Comissão que estudou a sustentabilidade do SNS nomeada pelos ministros das Finanças e da Saúde do governo de Sócrates, os 10% mais ricos da população recuperam 27% das suas despesas com saúde, enquanto os 10% mais pobres recuperam apenas 6% das suas despesas com a saúde (…) Assim, quanto mais elevado é o rendimento mais poderá descontar, pois para descontar é preciso ter imposto suficiente a que se possa deduzir a despesa. Os que têm dinheiro para recorrer a clínicas e hospitais particulares de luxo são certamente os mais beneficiados porque conseguem deduzir mais, pagando assim muito menos de IRS. As injustiças são grandes e graves. Vários países da União Europeia (ex. Espanha, França, Inglaterra) não têm um sistema como o português, pois não existem deduções.”
De Eugénio Rosa, via Ladrões de Bicletas.


63 respostas ao post “Ainda mais claro”  

  1. 1 1  Antonio Cunha

    A classe média paga 1000 ou 1500€ de impostos por mês.

    E mesmo assim paga um seguro de saúde, tem os filhos em escolas privadas, etc etc etc,

    Não será que essas deduções são mais do que justas ?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    António Cunha, considera então classe média pessoas que recebem cerca 3.500 euros por mês. É isso?

  2. 2 2  The Studio

    Ainda mais claro:

    Alguem tao pobre a quem o Estado pague por completo as despesas de saude consegue descontar apenas 0% !!

    Ja’ os ricos, beneficiados por pagar imensos impostos, podem descontar muito dinheiro de despesas com saude.

    E’ uma injustica de facto.

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  3. 3 3  Contabilista

    DO,

    Na sua opinião, qual é o intervalo de rendimentos brutos anuais de um casal com 2 filhos que o categoriza como sendo de classe média?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    A classe média é sempre relativa ao país. Tendo em conta que o salário médio dos portugueses deverá andar entre os 700 e 900 euros (não estou seguro), a classe média situa-se algures a partir dos 1.200 ou 1.500 euros por cada um deles. Mas como sabe não é a única coisa a ter em conta: nível de instrução (que garante maior autonomia) se tem casa própria ou não, etc.

  4. 4 4  Contabilista

    Entendo que haja mais critérios a ter em conta (aliás, as categorias socioeconomicas da Esomar só têm em linha de conta os anos de estudo e a ocupação profissional), mas neste campo da fiscalidade o que conta é mesmo o rendimento…

    Na sua perspectiva, qual é o “limite” de rendimento máximo para que se possa considerar alguém como sendo de classe média?

    P.S.: Quando fala de 1200 ou 1500 euros, depreendo que é a remuneração mensal bruta por individuo, correcto?

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  5. 5 5  Eleitor

    O que acontece é que os mais ricos são também os que pagam mais IRS, contribuindo mais para o SNS (que utilizam menos). Se utilizam a medicina privada: aliviam o SNS, as instituições/médicos privados pagam impostos, pagam pessoal, pagam segurança social, rendas, etc. As deduções fiscais saem mais baratas ao Estado do que pagar-lhes a assistência médica.

    [Responder]

  6. 6 6  isagt

    Já algures por aí li que o sistema Americano é que é bom cada um que resolva a sua vida.Bom se quem acha que isso é que bom, ir a uma urgência de um hospital americano, como quem vai aqui ao Santa Maria, tire uma radiografia e traga a receita, paga lá 7.000 €.(aconteceu à minha filha quando chegou à América e ainda não tinha feito o seguro de saúde)
    Não se ponham vigilantes e enfiem o barrete de não defender o S.N.Saúde público, que depois das seguradoras terem tudo na mão, ninguém pode perder o emprego ou ter uma doença porque deixa de pagar o seguro e então descobrem como a privatização é boa.
    Depois há vários escalões de seguros, se tem o azar de pagar 700 dólares e não cobre um ataque cardíaco ou paga o resto à parte ou pode ir comprando o caixão.

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  7. 7 7  cavalosentado

    Ainda não se libertou dessa azia? E eu que julgava que já estavamos todos esclarecidos…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    O senhor é que não há forma de participar no debate. É só da claque.

  8. 8 8  Nom_de_Guerre

    @Antonio Cunha

    “A classe média paga 1000 ou 1500€ de impostos por mês.

    E mesmo assim paga um seguro de saúde, tem os filhos em escolas privadas, etc etc etc,

    Não me importava de viver nesse país, onde fica?

    [Responder]

  9. 9 9  isagt

    Mas claro que o hospital até era alcatifado e brilhava de tanto luxo, só que infelizmente as pessoas não se curam com luxos.
    Uma pedrinha num rim, ficou ao preço de mais do que um diamante e não há opção de hospitais para quem não tem seguro de saúde.
    O que é uma contradição, quando se está doente e é quando se precisa mais, não há dinheiro para o seguro, não há dinheiro para a cura.
    Por isso é que Obama quer no fundo fazer o que já temos cá,ou ainda nem tanto como o que temos cá.

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  10. 10 10  mancha negra

    «8 isagt
    15 Set 2009 às 19:26

    Já algures por aí li que o sistema Americano é que é bom cada um que resolva a sua vida.»

    Não, bom bom é ter alguém que escolha por nós e que nos resolva a vida…

    Daniel Oliveira? «Tendo em conta que o salário médio dos portugueses deverá andar entre os 700 e 900 euros (não estou seguro)»

    Eu acho que está seguro. Mas não é em relação ao salário; mas para clarificar, pergunte à malta do 128 da PT. 500 vinténs, 600 para supervisores.

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  11. 11 11  isagt

    Se quiserem continuar a desviar dinheiro para tudo o que é privado os portugueses bem podem ir pondo o coração preparado, porque nem vos falo do sistema educativo americano, umas escolas têm computadores ultra, outras os alunos têm água a cair em cima das carteiras.
    Quando o estado quer entregar as escolas às autarquias preparem-se, umas são filhas outras enteadas.(autarquias ricas e autarquias pobres)
    Depois toda a gente quer morar numa determinada zona para os filhos poderem ter uma escola melhor, mentira, fica a casa mais cara naquela zona, é preciso muito dinheiro, muitas cunhas e o tal safe-se quem puder. E viva o capitalismo não é?

    [Responder]

  12. 12 12  isagt

    Sempre houve e haverá pessoas com mais ou menos dinheiro e isso é normal.
    O que não é normal é que são menos os que têm muito e conseguem embarretar os que têm menos.

    [Responder]

  13. 13 13  Minhoto

    Bem eu pensava que havia escalões diferenciados no IRS, pois quem lê o Daniel Oliveira fica com a impressão que estão todos no mesmo escalão e os finórios dos ricos, são finórios pois são ricos e são ricos pois são finórios, é que levam a massa toda com as “clínicas e hospitais particulares de luxo”, admito que é um luxo do qual não prescindo uma vez por semana e até me oferecem sempre a argália, pois eles sabem muito bem que é o Estado que a paga…finórios!

    [Responder]

  14. 14 14  isagt

    Ninguém está proibido de ir ao privado se pode pagar mas dizer que deduz de acordo com o escalão de rendimentos e está ser solidário e depois quer o dinheiro de volta porque o gastou no privado, está a enterrar o serviço nacional de saúde.Diz o ditado que; quem dá e tira …
    Já houve uma altura que descontava muito agora infelizmente desconto muito menos, mas não me importava de ainda estar a pagar muito que era bom sinal.
    Acho que infelizmente as coisas só ficam muito mais claras quando a vida dá uma reviravolta e acontece algo de que não se está espera.Entra-se então no estado automático de clarividência sobre estes problemas.

    [Responder]

  15. 15 15  mancha negra

    14 isagt ??????

    Nem sei o que lhe diga.

    Daniel, para quê complicar as coisas com os escalões, menos escalões, maior tributação, menor tributação…
    Temos um bom seguro de saúde financiado pelo Estado; ADSE.
    Há camas de sobra no privado. O SNS gasta mais recursos, entope listas, e delapida o orçamento e pior, não nos dá escolha.
    Só um cego não vê. É só abranger o regime da ADSE e ninguém fala em desmantelar o SNS, porque a UNIVERSALIDADE desses serviços está na Constituição. Não vamos começar do 0 como os EUA. Vamos reformar…. só isso.

    [Responder]

  16. 16 16  Minhoto

    Fazendo umas continhas de mercearia, não é a minha área o fiscal por isso perdoem-me tiver a dizer uma barbaridade.
    Isto é apenas um exemplo pois só se põe a variável saúde o que não poderá ser muito correcto pois não se pode obviamente reembolsar tudo com saúde, mas para quem é chega.
    O rico ganha 5000 euros por mês
    Ao fim de um ano vale 14*5000= 70000 euros
    O Estado, que pisca o olho a direita conivente com o capital vai buscar a lembrança de 70000*0.42= 29400 euros, mas o finório do rico protegido pelo Estado vai buscar 27% da dedução ou seja no final das contas e tudo contadinho fica
    70000-70000*0.42+70000*0.42*0.27=48538 euros 48538/70000=0.6934, 69%. Não conseguiu reaver 31% pois gastou-o do seu bolso.

    O cidadão que recebe 600 euros por mês vale ao final de um ano vale 14*600= 8400 euros
    Penso que pague á volta de 50 euros por mês para IRS e partindo deste pressuposto temos no final feitas as contas 14*600-50*14+50*14*0.06=7742 euros
    ora 7742/8400=0.9216 92%, gastou do seu bolso 8%.
    Volto a repetir que não sei se está correcto e se dá para fazer uma estimativa. Neste caso pode dizer-se que a ignorância é muito atrevida.

    [Responder]

  17. 17 17  C. Aguiar

    “os 10% mais ricos da população recuperam 27% das suas despesas com saúde, enquanto os 10% mais pobres recuperam apenas 6% das suas despesas com a saúde”

    E quem é que pagou os 94% dos mais pobres?

    LOL

    [Responder]

  18. 18 18  isagt

    Vamos a contas, o estado vem buscar a quem ganha 662€, 23,5% de IRS ou seja se descontar o imposto pago por cada um deles, o de 5.000 fica mesmo assim com um rendimento limpo de 2900 €,
    96,666 € diários, o de 662€ fica tirado o imposto com 506,43 limpos, 16,88 € diários, continuo a achar que o mais solidário é aquele que ainda dá do pouco que tem.
    Levar metade do imposto do de 5000 quando ganha 7,5 vezes menos é obra.

    [Responder]

  19. 19 19  isagt

    5,7 vezes menos, troquei os números, mas na realidade a proporção do imposto é também muito injusta, o que automaticamente mostra neste caso que não há dinheiro para privados de coisa nenhuma.

    [Responder]

  20. 20 20  Justicialista

    As PESSOAS são como os ANIMAIS, se possível gostariam de viver a receber tudo sem pagar nada. Não se importam que o vizinho morra de fome, enquanto na nossa casa não falta nada.
    Por isso é que preciso MAIS ESTADO.

    Alguém acredita que sem um ESTADO forte, não haveria muitos mais crimes, violência, intolerância e desigualdade social?

    Não vêem, por exemplo, no que deu a liberalização da televisão sem qualquer regulação séria? Mais pornografia, mais violência, mais escândalos, intrigas, etc. Alguém via estas coisas quando só existia a RTP? Não! Porque o Estado pensa em toda a sociedade e não no lucro!

    Só o ESTADO consegue pôr termo às tendências animalescas que existem no Homem.

    Dêem liberdade total à sociedade e verão o que nos reserva.

    [Responder]

  21. 21 21  isagt

    É claro que se fala de quem já não tem filhos a cargo, mas nas deduções lá está as tais que um pode fazer e ir buscar o dinheiro que contribuiu e apregoa 42% e o outro não tem dinheiro para as fazer quanto mais para deduzir.
    O óbvio é que a injustiça fica ainda maior ou não?

    [Responder]

  22. 22 22  cc

    caro senhor Oliveira,

    no que respeita ao SNS deveria preocupar-se era com aqueles que a ele têm direito apenas no papel e não com estas tretas de ricos e pobres determinada pelo IRS que pagam.
    o sr. certamente é trabalahdor independente e paga o IRS que quer descontando nele as pipocas, a gasolina para o carro e também este, que deve ser para aí um Audi ou algo do género.
    Assim, acaba eventualmente por passar por pobre, quando terá certamente um rendimento muito superior àqueles ditos ricos, que não têm hipótese de descontar as pipocas e o carrito.
    Médico de família para si e para os seus não lhe deve faltar, porque tem conhecimentos e escreve nos jornais.
    Mas era para estes assuntos que deveria dedicar a sua atenção de defender dos pobres e oprimidos.

    [Responder]

  23. 23 23  Luís

    Mas afinal quem é o Eugénio Rosa?

    [Responder]

  24. 24 24  obelisco instavel

    Caro minhoto
    Não é nada disso, quem ganha 600 euros desconta 12 ou 13 euros de irs, se não tiver filhos, há uns dias atrás demonstrei que nas despesas de saúde as deduções fiscais só servem os mais ricos.

    Às vezes falta-me a paciência, não consigo, porque apesar de não concordarmos nalgumas coisas, ganhei simpatia por si, é que se as deduções forem zero, e se as pessoas que ganham 1000 euros passarem a descontar menos
    irs evitam-se as distorções dos beneficios fiscais, dizia um antigo fiscalista que “fixem a taxa que quiserem mas deixem-me definir a materia colectável”, aqui estamos na versão inversa, conhecemos a materia colectavel, pelo que podiamos definir uma taxa justa, e nada mais, a não ser a composicão do agregado familiar, tanto a nivel de descendentes como de dependentes.
    Depois há o que se gasta em inspeccções fiscais para averiguar se as despesas com a saúde são reais.
    É uma questão de justiça, e volto a dizer que Louçã talvez não se tenha explicado bem, mas tinha razão no debate com o socrates, “sogras” na versão popular.

    [Responder]

  25. 25 25  isagt

    Boa noite a todos e fiquem a pensar nestas “piquenas” coisas até ao próximo dia 27.
    lol

    [Responder]

  26. 26 26  obelisco instavel

    Caro cc

    Desculpe, mas tenho de o informar de um a coisa :

    Quem naõ tenha contabilidade organizada, não pode deduzir despesas relativas á actividade.

    Um pouco de rigor, não faz mal nenhum:)

    [Responder]

  27. 27 27  tonibler

    Este tipo de raciocínio só pode ter algum interesse particular por detrás. O objecto do estado é o bem estar do país e das pessoas que nele vivem, não é a obtenção de receita. O facto de o estado cobrar mais ou menos impostos é irrelevante para o objectivo final.

    Se os ricos recuperam uma maior percentagem das despesas de saúde significa que o seu poder económico lhes dá essa possibilidade em virtude da existência de um SNS porque, se não existisse SNS, à partida todas as despesas seriam de igual natureza. Portanto a conclusão do autor poderia ter sido “SNS é causa de desigualdade” que tem igual validade à luz dos dados apresentados, só que não dá jeito ao autor, sabe-se lá porquê.

    Se porventura existe um gasto num serviço fundamental fora do serviço público, ele deve ser, obviamente, abatido dos impostos. Porque, ou o estado não providencia o serviço e a pessoa tem, para seu bem-estar, de recorrer a outros ou o estado providencia esse serviço e a pessoa opta por outro. No primeiro caso, acho que ninguém contesta que o gasto no privado é necessário. No segundo caso é sinal de que o estado está a gastar dinheiro num serviço que o cidadão não quer e, portanto, o dinheiro que é subtraído a todos nós não é aquele que foi abatido aos impostos, mas sim aquele que foi gasto com um serviço que não presta. É o que não presta que deve ser retirado do circuito e não aquele que melhor contribui para o bem-estar. Mas isto não é óbvio para toda a gente, ou aqui vive tudo do orçamento do estado?

    [Responder]

  28. 28 28  Sebastião Dias

    «a classe média situa-se algures a partir dos 1.200 ou 1.500 euros por cada um deles»

    Este poderá ser o salário médio de Portugal, o que, no meu ponto de vista, não significa que quem receba esse salário seja da classe média. Acho que é da classe remediada, baixa, ou quando muito, média-baixa.

    É também de um enorme ridículo dizer-se que quem recebe 3500 € por mes é da classe alta, ou que faz parte dos ricos. Quem ganha 3500€/mês do seu trabalho, do seu ordenado poderá ser classe média alta. E não é justo que uma pessoa com esse ordenado desconte 45% do que ganha para o Estado. Quem trabalha bem deve ser bem recompensado. Tem de se dar oportunidades para as pessoas prosperarem. Tem de se dar incentivo aos mais talentosos.

    A verdade é q

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Sebastiao Dias, esse não é, nem pensar, o salário médio em Portugal.

  29. 29 29  Carlos Santos

    Daniel,

    Este texto do João Rodrigues citando o Eugénio Rosas ilustra na perfeição o problema. Eu defendo que se retirem os benefícios e deduções aos esclões mais altos de IRS e se distribuam os ganhos desagravando as classes média e baixa. O BE defende o fim desses benefícios com excepções.
    Peguemos nos números do E. Rosas: a tenção do BE está focada nos 10% mais ricos que estão a ter um benefício de que não precisam. Mas para eliminar esse problema vão impedir que os 10% mais pobres deixem de poder deduzir os 6% das suas despesas de saúde. Eu prefiro olhar para os 10% mais pobres e pensar que eles devem poder deduzir o que quiserem.
    Se o BE retirar a todos, tem dúvidas que os mais abastados continuarão a ir a consultas privadas ? Acha que lhes faz muita diferença? Mas se retirar aos 10% mais pobres, concordará comigo que perdem, por falta de condições económicas possibilidade dessas idas esporádicas a uma consulta privada?

    O problema é que retirar benefícios não afecta quem não precisa deles. A proposta do PS de retirar benefícios aos escalões mais altos e distribuí-los em favor das outras classes, parece-me mais sensata.
    O João Rodrigues chama ao post dele: Tarefa de um governo de esquerda – acabar com o Estado fiscal de classe.

    Peço-lhe que me diga se não seria tarefa de um governo de esquerda acabar com a exclusão económica dos mais desfavorecidos no acesso a uma consulta privada? Eu defendo o SNS público. Mas há situações em que as pessoas mais pobres precisam de uma consulta privada rápida. Querem acabar com isso porquê?

    Carlos

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Carlos, espero que saiba que o BE não defende o fim dessas deduções. Suponho que leu o programa que está a comentar.

  30. 30 30  obelisco instavel

    # Carlos Santos

    Relativamente às consultas privadas talvez fosse bom encarar o sistema existente nos países da Europa do Norte, o cidadão vai ao médico particular e o Estado paga parte da despesa ao Médico, desde que o Estado não possa prestar o serviço necessário atempadamente, tudo funciona e sem beneficios fiscais.

    Parece que há aqui uma ideia de que os médicos privados são melhores que os do sistema publico, o que é uma falácia, são os mesmos.

    E mais, os equipamentos publicos são melhores do que os privados, o que parece haver é uma manifestação de novo-riquismo farsola, o cidadão sente-se mais importante e confortado por ir ao consultório privado.

    [Responder]

  31. 31 31  Sebastião Dias

    Claro que não é o salário médio em Portugal. Mas isso também não quer dizer que quem tem um salário médio seja classe média, nem quer dizer que quem tenha um salário de 3500€ seja classe alta.

    Vejamos bem as coisas. Neste momento Portugal tem dos salários mais baixos da União Europeia, tem os preços mais altos no supermercado, os automóveis mais caros, a gasolina mais cara, as casas mais caras, etc, etc. Dizer que quem ganha 3500€ é rico é populismo rasca, é incentivar a inveja social.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Sebastião, eu disse que um ordenado médio em Portugal seria entre 700 e 900 euros. E que a classe media começaria por aí entre os 1300 e 1500 por pessoa. Logo, não percebi a sua dúvida. E não disse que uma pessoa que receba 3500 seja rica. Até porque evidentemente não o é.

  32. 32 32  Sebastião Dias

    E quanto ao SNS, acho muito bem que quem tem mais posses, por exemplo, os tais que ganham 3500€ por mês, paguem qualquer coisa quando se socorrem dos serviços públicos de saúde. Neste caso, não concordo que este sistema deva ser gratuito para todos.

    A esquerda do seu bloco é difícil de perceber. Por um lado apela à inveja social contra os ricos (grande parte deles que nem são ricos) e acham que devem pagar impostos com percentagens escandalosas. No entanto, acham que em termos de cuidados de saúde devem ter exactamente os mesmos custos que um indigente.

    Eu não penso assim. Prefiro que haja um incentivo para que as pessoas possam trabalhar mais, melhor e prosperar, empresas e particulares, pois só assim se gera riquesa, mas pagando mais por alguns serviços tais como, por exemplo, os serviços de saúde.

    [Responder]

  33. 33 33  Carlos Santos

    Daniel,

    Li com certeza o programa do BE. E o texto do Louçã no esquerda.net depois do debate com o Sócrates. Nesse texto, o Louçã tenta ir mais longe na explicação e reitera que se não houver oferta pública e se o caso [do paciente] justificar, então seria dedutível.
    Soa bem. As minhas dúvidas são:
    1) discriminação de class: os mais ricos podem ir ao médico privado na hora que quiserem porque as deduções são irrelevantes nas suas contas. Já os mais pobres têm primeiro que verificar se existe oferta pública e ser avaliados quanto à urgência da consulta. Isto é precisam de 2 garantias burocráticas para ter acesso aquilo a quem tem dinheiro pode aceder sem nenhuma.

    2) Existem médicos para avaliar a necessidade? Isso não é desviá-los da função primordial de atender pacientes.

    3) Em que se consubstancia verificar a existência de oferta pública? Picar o ponto, num centro de saúde ou hospital? Para obter um documento e ter direito à dedução.

    Daniel, o que me choca a mim é que esta é das matérias em que eu acho que podia haver compromisso. A proposta do PS é boa e é + prática. A do BE tende neste aspecto a ver o mundo a preto e branco, quando está lançar os mais desfavorecidos num universo kafkiano de burocracias.
    Permita-me reiterar: os mais ricos nunca terão problemas destes, porque vão aos privados e querem lá saber das deduções!

    Carlos

    [Responder]

  34. 34 34  Carlos Santos

    Caro Obelisco,

    Parte da minha resposta anterior ao Daniel serve para o exemplo que me dá. Mas já agora esclareça-me como é verificado essa indisponibilidade nesse sistema. E já agora, se incluem a urgência da consulta e como a verificam. Para usar os critérios do texto do FL no esquerda.net.

    No que toca à segunda parte do comentário nunca me viu dizer que o privado é melhor. Inflelizmente tenho a experiência que me permite assegurar que prefiro mil vezes ser tratado num sistema público.
    Isso, contudo é diferente, de dizer que não dou aos 10% mais pobres o direito de ir a uma consulta no sistema privado. Não por os médicos serem melhores, mas porque as pessoas podem precisar com a tal urgência que gostava de saber como avalia?

    Carlos Santos

    [Responder]

  35. 35 35  Olympus Mons

    Deixem-me ver se vos entendo!
    Eu e a minha mulher descontámos cerca de €19000 euros no ano passado. Deduções á colecta feitas, foi-nos devolvido €1895.
    €17000 foi o que eu contribui, liquido!

    Não uso o SNS, nem os meus filhotes.
    Depois de ter deixado €17000 no estado ainda devia o quê?

    [Responder]

  36. 36 36  João Pedro

    Mas afinal onde é que o Daniel Oliveira encaixa quem ganha 3500/mês? Depois de impostos fica com cerca de 2000 euros, se tiver 1 filho não consegue ter um nivel de vida que eu considere aceitavel, se tiver 2 é uma miséria.

    Em relação ao assunto propriamente dito acho muito bem que se possam fazer as deduções. Como diz o post, quem paga mais impostos é quem pode deduzir mais. Está aqui uma forma de discriminar positivamente quem os paga. Quem ganha 10000/mês e declara 500 não beneficiará disso. Ao menos essa.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Dizer que uma pessoa (estamos a falar de uma, individualmente considerada) que ganha 3500 euros por mês não tem uma vida aceitável é um insulto à maioria dos portugueses. Porque num casal são sete mil euros. Mesmo com dois filhos, miséria é outra coisa.

  37. 37 37  Sebastião Dias

    Claro que 3500€ por mês é uma vida mais desafogada para a pobresa franciscana que há em Portugal, mas tendo em consideração os preços portugueses essa «vida desafogada» não é nenhum luxo é o que deve ser a normalidade, é o que cada um de nós, com o nosso esforço, com o nosso trabalho, deve desejar atingir, para que possa usufruir de uma vida com perspectivas. E estou certo que ambos sabemos do que estou a falar.

    Agora não me venha dizer que acha bem que quem ganha os 3500€ por mês deve pagar 42% de IRS. Porque então é, como diz o Guterres, «só fazer as contas». Afinal esses 3500€ passam para 2030€. E por mais que o salário médio seja 900€, não me venha dizer que quem tem 2000€ por mês está muito bem na vida.

    [Responder]

  38. 38 38  ana

    Fácil, fácil. Ponham tecto nas deduções com a saúde: mas não de 500 euros como o das despesas de educação.

    [Responder]

  39. 39 39  Antonio Cunha

    44 Sebastião Dias

    Mas é a estes que ganham os tais 2000 limpos que o BE quer sacar dinheiro, para poder financiar mais subsideos de calinice, mais ciganos de rendimento minimo, mais estrangeiros sem trabalho, mais artistas subsideo-dependentes, uma panóplia de “chupistas” que vivem como sanguessugas alimentando-se do estado.

    [Responder]

  40. 40 40  Antonio Cunha

    Se um casal com 2 filhos com idade pre escolar não tem vaga nas cresces do Estado e os pôe num infantário privado, não tem o direito de deduzir essas despesas ????

    Como já disse e repito, é o por essas e outras que qualquer dia ainda vou ver muita gente a pedir o sistema americano.

    Como dizia o outro “Mas que raio de prazer é esse que só tu é que gozas ?”

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    “Se um casal com 2 filhos com idade pre escolar não tem vaga nas cresces do Estado e os pôe num infantário privado, não tem o direito de deduzir essas despesas ????”

    Claro que tem. Como dito e redito, as deduções fazem todo o sentido quando o Estado não garante o mesmo serviço gratuitamente e com qualidade minima.

  41. 41 41  Antonio Cunha

    Eu gostaria de ver como seria se não existissem pessoas a utilizar serviços de Saude e Educação privados.

    Gostava de ver os hospitais a receber TODOS os que precisam de dentistas, ou oftalmologistas.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    António Cunha,
    Na realidade, peguemos um exemplo: o Hospital Privado trata, como saberá, de partos. Mas, como sei por exeperiência de várias amigas, se a coisa se complica manda as pessoas para a Alfredo da Costa. Ou seja, em muitos casos o público tem de estar preparado para receber todos os que usam o privado para tudo o que seja mais complicado. Mais: como se sabe e já foi amplamente noticiado, tudo o que dê prejuízo (mesmo para portadores de seguros de saúde) tenta-se canalizar para o público.

    Não há dentistas no SNS. Infelizmente.

  42. 42 42  Nom_de_Guerre

    @Antonio Cunha

    “Se um casal com 2 filhos com idade pre escolar não tem vaga nas cresces do Estado e os pôe num infantário privado, não tem o direito de deduzir essas despesas ?”

    Este é um problema real, que também o vivi.

    Mas é um problema fiscal ou de oferta educativa?

    [Responder]

  43. 43 43  Antonio Cunha

    51 Nom_de_Guerre

    É um problema de injustiça para quem desconta 17000 euros por ano e ainda tem que pagar 600 ou 700 por mês para por os filhos no privado.

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  44. 44 44  Antonio Cunha

    50 Daniel Oliveira

    Os meus filhos nasceram na MAC, e sim tenho seguro de saúde privado. E sabe porquê ? Porque confio muito mais na capacidade da MAC do que qq hotel hospital.

    O problema é que os médicos da MAC às 2 da tarde já estão cá fora a dar consultas no privado descurando muitas vezes o seu trabalho no estado.

    E sim Daniel, existe Estomatologia no Estado. Agora desafio-o a tentar marcar uma consulta :)

    http://www.hsm.min-saude.pt/hsmintra/tabid/1081/Default.aspx

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  45. 45 45  Borda-lo

    Há aqui muitos pontos e muita confusão.
    Ponto 1: todos concordamos que as deduções às despesas de saúde só devem ser eliminadas quando houver uma opção credível no SNS. Ora isso não acontece com oftamologia, estomatologia, pelos menos. A nível de cirurgias, os tempos de espera, a nível de consulta e cirurgia propriamente dita, são tão elevados, que as pessoas são “obrigadas” a ir ao Privado.

    Ponto 2: a questão do utilizador-pagador. É claro que há cidadãos que pagam impostos e não usufruem de todos os serviços que o Estado proporciona. Eu provavelmente “paguei” a Casa da Música e nunca lá fui, nem passei pela Autoestrada do Algarve, e uso o SNS (felizmente) muito raramente. Mas isto é que é o Estado Social, em que todos contribuem para algo que podem ou não usufruir.

    Ponto 3: os descontos. É claro que quem ganha mais, provavelmente recebe mais em deduções, pois consegue ter mais despesas. Mas será totalmente injusto? Em primeiro lugar, no deve e haver, acaba sempre por pagar mais impostos. Por outro lado, ai usufruir de serviços privados, só ao seu alcance, está a libertar os serviços públicos para quem precisa. Ora enquanto não existir as tais saúde e ensino universais, acho que isto faz completo sentido.

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  46. 46 46  Minhoto

    “Não há dentistas no SNS. Infelizmente.” também acho e sabe porquê?
    É porque ganham mais na privada do que no público, aliás quando era novo ainda me lembro de ver dentistas no público, e realmente pessoas com pouco dinheiro não têm cash flow para uma ida a um dentista para aguentar até receber o retorno do Estado. Penso que o médico de família pode passar uma credencial para que o serviço seja gratuito, há imensa gente que nem médico de família tem e há outro problema que é o seguinte, as maioria das pessoas que vão ao dentista vão para tratar casos pontuais e não fazem um acompanhamento ao longo do tempo (uma vez por ano) , pois fica muito caro, imagine-se portanto um sujeito com uma dor de dentes brutal a porta de um SAP com uma fila enorme. O Estado falha, agora é uma questão complicada em que a solução não passa por ideologias.
    Os médicos do privado e do público são os mesmos, aliás essa mania do privado é um pouco empolada pelo deslumbramento novo-rico dos portugueses . Os hospitais públicos é claro que têm muito melhores equipamentos. Se eu tivesse um problema agudo grave encaminhava-me logo para o público para ser tratado, se fosse uma simples operação por exemplo plástica que o Estado paga (por exemplo uma mulher que tenha perdido um peito com um cancro), escusa-se de sobrecarregar camas para o público e então o privado serve perfeitamente.
    Isto tem que ser visto com seriedade sem populismo e demagogia, pois são os problemas reais das pessoas.
    Em relação ás IVG devem ser todas encaminhadas para o público? Fica a pergunta ao Daniel.

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  47. 47 47  JMG

    Este debate ganharia se não se confundisse descontos ao rendimento colectável com descontos ao IRS. Na realidade, as despesas com a saúde, até ao limite que a lei estabelece, são dedutíveis ao rendimento colectável, não ao IRS. Isto significa que se um cidadão rico (rico na grotesca definição fiscal) optar pela medicina privada, p. ex. para não esperar como espera no SNS, vai pagar o custo da consulta ou intervenção e sobre esse custo vai pagar IRS se as deduções forem no seu caso reduzidas ou eliminadas. Ou seja, a assistência privada na doença passa a ter o mesmo tratamento fiscal que qualquer outro consumo (tomar um café, comprar um livro, fazer uma viagem, etc.). A propósito: Imaginem os Amigos que um casal tem um filho deficiente e que a natureza da deficiência implica custos de internamento e de assistência que excedem ACTUALMENTE o limite de deduções à matéria colectável. Este casal, mesmo com o regime actual, e porque tem um rendimento elevado, vai pagar IRS sobre aquela parte das despesas com o filho que excedem o limite das deduções. Parece que o legislador acha isto bem; e parece que o legislador, se o BE chegasse ao poder, iria agravar estas coisas. Bàsicamente porque, desculpem a expressão, ricos – puta que os pariu.

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  48. 48 48  Minhoto

    António Cunha,

    Existe uma escola pública aqui no Norte muito politicamente correcta, os ciganos por exemplo têm aulas só de tarde pois têm em consideração as diferenças que passam de eles não acordarem cedo (menos para as feiras) e não usarem despertador. Nesta escola, há uma luta renhida para por os filhos de manhã, pois o ensino é normal/medíocre de manhã e muito mau de tarde, nas imediações dessa escola existem pelo menos 3 “centros de estudo” privados (onde existe outra luta renhida para lá entrar) , os país preocupados com o ensino dos filhos, o eduquês grassa na escola( os putos não sabem nada de nada), e porque não têm dinheiro para os por no privado metem os seus filhos lá (centros de estudo) e pagam, alguns com muito esforço, uma média de 100 euros por mês para onde vão os putos depois das aulas. Qual é a solução? A solução passa por usar as instalações públicas com o rigor, excelência e disciplina que se exige para criar os rebentos da nação para amanhã vingarem seriamente e honestamente no Mundo.

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  49. 49 49  PedroM

    “As deduções só são aceitáveis em serviços que o Estado não consegue prestar. E o dinheiro que se poupa na sua redução permite garantir ensino e saúde realmente gratuitos”

    Daniel, para além da ideologia, que estudos e números sustentam esta afirmação?

    Estão a dizer que se 500.000 pessoas deixarem de poder deduzir despesas de saúde, por ex, e optarem por utilizar apenas o público, que saí mais barato ao estado? Presumo que esteja contabilizado,por ex:
    1- o número de novos funcionários públicos (e não só de saúde, obviamente)
    2- infra-estruturas
    3- perda de receitas fiscais (dos antigos utentes do privado, de eventuais perdas e encerramentos de estabelecimentos privados e dos consequentes subsídios aos desempregados que daí resultarem, dos recibos médicos passados aos utentes do privado)?

    Elucidem-me tecnicamente, sff.

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  50. 50 50  Nom_de_Guerre

    52 Antonio Cunha

    Mas porque motivo coloca os filhos no privado?

    Não está abrangido por uma escola?

    Os seus filhos necessitam de algum tipo de educação especial que não pode ser oferecida pelo ensino público na sua área de residência?

    Não vejo outras razões para além destas, que são as únicas que parecem plausíveis para o que exige enquanto cliente de serviços privados de educação…

    Se a qualidade do ensino não lhe agrada então concorda que é um problema na educação, não de justiça fiscal. Nesse caso é a nossa responsabilidade, como pais e cidadãos, reclamar um ensino melhor, não subsidiar o privado para que venha remediar o problema!

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  51. 51 51  tonibler

    Ensino público?? Todo o ensino público é prestado por privados. Uns individuais que nos tomam por reféns duas vezes por ano, por tudo e por nada, e uns colectivos que levam menos dinheiro e não chateiam. Qual destes é que estão a sugerir que não deveria receber dinheiro, que não entendo?

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  52. 52 52  Antonio Cunha

    59 Nom_de_Guerre

    Eu estava a referir-me a ensino privado pré -escolar.

    Na minha zona só quem recebe perto do ordenado minimo pode ter direito a tal previlégio.

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  53. 53 53  Nom_de_Guerre

    @antonio cunha
    “Na minha zona só quem recebe perto do ordenado minimo pode ter direito a tal previlégio.”

    É um problema, legítimo, do Ensino.

    Não serve para pôr em causa o apoio social porque se o seu problema a nivel de cobertura do ensino estivesse resolvido suponho que não tinha uma reclamação a fazer.

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  54. 54 54  João Pedro

    Referia-me a um casal. E repito, um casal com 2 filhos e 2000/mês a viver na zona de Lisboa se não são miseraveis andam lá perto.

    Mas reparemos então o que pode fazer um casal com 2 filhos e 4000/mês liquidos, os tais 7000 iliquidos.
    Casa:1000- 1 T3 em Lisboa
    Educação: 800 (um estudante universitario custa em média 650/mês aos pais)
    700 euros para despesas regulares como alimentação agua luz gas tv telefone net seguros
    Carros (normalmente 2 utilitarios): 600/mês

    4000-1000-800-650-700-600=250

    Esta familia consegue poupar 250/mês para imprevistos e vestuario da zara e afins. Isto é uma famila com um nivel de vida aceitavel, deveria ser o minimo. Não são classe média alta (de alto nada têm) e muito menos ricos, mas são estes que pagam a maioria dos impostos neste país e tudo o que seja tirar-lhes direitos é injusto. A estes é que é facil ir ao bolso.

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