«Fim das férias aumenta paragem nos tribunais», diz notícia do Público. É mais um exemplo de jornalismo de citação. A jornalista Tânia Laranjo garante que o fim das férias judicais aumenta paragem (ainda alguém me há de explicar como é que uma paragem aumenta) com base nas declarações de António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, e António Martins, da Associação de Juízes. O artigo não tem números, não se baseia em nenhum estudo. É apenas a opinião de dois interessados que se transforma, como por milagre, num facto jornalístico. E Cluny explica porquê: «Vai obviamente haver uma maior paragem dos tribunais. Usando a norma de conveniência de serviço, muitos magistrados marcaram as férias para antes ou depois daquele período» diz o magistrado. Que quem deve fazer cumprir a lei seja o primeiro a dar-lhe a volta, isso não parece chocante a este senhor.
Por Daniel Oliveira 6 Jun 06 em Sem categoria


digo desde já que não tenho interesse pessoal na matéria.
o període de paragem dos tribunais vai pelo menos manter-se devido à mobilidade dos magistrados, que antes era efectuada durante as férias judiciais e agora passa a ser feita durante o tempo em que os tribunais estão abertos. assim entre a transferência do juiz de um tribunal para outro e a mudança de mãos do processo, o tempo que o processo está parado acaba por ser o mesmo se se estivesse em férias judiciais.
além das férias dos senhores magistrados, que como todos, têm direito a descançar.
Essa gente entendeu que não há volta a dar-lhes… depois queixem-se que o governo os quer maltratar, juízes, médicos, professores e cães de caça é tudo a mesma raça…