O “não” venceu o referendo irlandês ao Tratado de Lisboa. Seria uma boa notícia se eu acreditasse que os eurocratas e os líderes europeus aprendiam com os erros. Mas não aprendem. Vão continuar as repetições de referendos até que ganhe o “sim”; as aprovações em parlamento do que foi chumbado em referendo; e tratados simplificados que são a mesma coisa do que foi rejeitado pelo voto popular. Vão continuar os remendos, os truques e as chantagens. Até que um dia percebam que a construção europeia precisa de mais democracia. Precisa dos europeus.

Voltarei ao tema.


95 respostas ao post “Ainda não é desta que vão aprender”  

  1. 1 1  Isabel V

    Acabou agora o programa Opinião Pública da Sic Notícias. Todas as pessoas que telefonaram (sem excepção) manifestaram a sua alegria por este não da Irlanda.

    Eles votaram por mim! disseram dois deles.

    Por mim tambem.

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  2. 2 2  Euroliberal

    Daniel, você fala de cor pela cassette dos berloqueiros anti-europeus…

    Mais democracia na Europa ? Mas desde quando é que é democracia metade dos bandalhos traidores à Europa de um país que representa menos de 1% da população da UE bloquear a vontade pró-europeia de 500 milhões de europatriotas ?

    A democracia é a minorias submeterem-se à vontade da maioria ou sairem !
    A canalha irlandesa deve ser expulsa imediatamente da UE e obrigada a devolver os 60 biliões de euros em subsídios (foi de longe o maior beneficiário per capita). Passaram de 69% das média do PIB comunitário para 146% do mesmo hoje, o mais alto a seguir ao do Luxemburgo ! E agora esses bandalhos mordem a mão da Europa ? RUA COM ESSA CANALHA ! Limpemos a UE de chulos…

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  3. 3 3  fernando

    Viva A Irlanda.

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  4. 4 4  josé manuel faria

    A ironia euroliberal na sua vertente ultra-radical.

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  5. 5 5  Sobrevivente

    Eu acho que ele não é euroliberal, mas sim europarvo, quiça eurocretino…

    Os irlandeses foram os únicos a poderem pronunciar-se e agora vai começar a chantagem sobre os mesmos, aliás, já começou, na voz do Durão Barroso. Podem ler aqui: http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/622569.html

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  6. 6 6  Patricia

    As regras eram que o tratado tinha que ratificado por todos os estados membros portanto não me parece que o Euroliberal tenha razão para o seu comentário.As regras são para ser cumpridas.Quanto as razões que determinaram este resultado na minha opinião são aquelas que que tem mais a ver com a crise económica,o aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares,sem que se note que exista uma estratégia comum para aquilo que se pode fazer sobretudo nos países mais pequenos com mais dificuldades.A resolução destas questões graves a 27 é muito diferente do que país a país.

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  7. 7 7  JC

    Tendo em atenção a coligação de interesses em volta do “Não”, na Irlanda, e a argumentação maioritariamente utilizada e que v. bem conhece, acho que se lhe restasse ainda alguma, mesmo que pouca, vergonha estaria mudo e quedo. Não tem mesmo vergonha ou vale tudo?
    JC

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  8. 8 8  Daniel Oliveira

    O “não” não é um partido. Eu tenho as minhas razões, como suponho que no “sim” haverá gente com excelentes razões e gente com razões que o envergonharão a si. Ainda assim, alegra-se que os irlandeses, ao votar não (a razão porque o fizeram é indiferente para as consequências) tenham votado por muitos europeus a quem foi negada essa possibilidade.

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  9. 9 9  Antónimo

    O Euroliberal saberá contar? Parece-me bem que não. Na Irlanda houve de longe mais gente a votar a favor do Não, do que nos outros países todos a favor do Sim. O Povo irlandês ainda tem mais elementos do que os parlamentos de 27 países. Simples, não?

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  10. 10 10  ruimventura

    JC, Daniel Oliveira com a resposta dada confirma:
    vale mesmo tudo e a vergonha é pouca.

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  11. 11 11  José Silva

    Convém trocar por miúdos, o conteúdo do Tratado de Lisboa, antes de ser sujeito a referendo. Foi mais um golpe para Pinto de Sousa, que estava tão orgulhoso, parecia que o tratado era dele:
    TROQUEM POR MIÚDOS
    Lisboa tem um Tratado
    não sujeito a referendo
    na Irlanda referendado
    Não: foi voto tremendo!
    -
    Irlanda de verdes prados
    com uma boa economia
    não aceita estes tratados
    só em prol da burguesia!?
    -
    Nosso Código Laboral
    segue dele a sua linha
    o trabalhador fica mal
    até lhe partem espinha!
    -
    não há um salário igual
    aqui nesta Europa toda
    e baixo é o de Portugal
    não dá para fazer boda!?
    -
    Na greve, os pescadores
    em greve os camionistas
    cá fazem greve doutores
    uns que são economistas?
    -
    quer um gasóleo barato
    o nosso pobre agricultor
    mas o governo é o chato
    benefecia o explorador!?
    -
    De lucros s’enche Galp
    de lucros s’enche Repsol
    acorde meu povo, apalpe
    ladrões dum País de Sol!
    -
    e não vão de ânimo leve
    fazer na terra, a cultura
    pouco dá e fazem greve
    olhem nossa agricultura:
    -
    agricultura vai de rastos
    ninguém semeia a terra
    tem de se cortar os pastos
    p’ra não arder toda serra!
    -
    eu corto pastos às sextas
    onde não passa o tractor
    para dar comer às bestas
    e só assim vivem melhor!
    -
    li hoje e estou admirado
    do Ministro de Finanças
    uma mostra ao doutorado
    Constâncio de mudanças!
    -
    fez certas recomendações
    ai que eu me farto de rir
    que nós as reclamações
    pela Internet irão seguir?
    -
    onde é que está a Asae
    que não vai ver Bancos
    se a reclamação já sai
    de balcões, que francos!
    -
    e o pobre do empresário
    tem de pagar milhares
    para sustentar um erário
    que cá brinca a bilhares!
    -
    apenas quis dar uns ares
    deste tratado que é raro
    eu não fui ver tal Soares
    quando ele veio a Faro!
    -
    Com ele ganham patrões
    que são os exploradores
    não se sabe das pensões
    que terão trabalhadores!?
    -
    Agora eu não rimo mais
    para quê um rimar à toa
    que nos falam os geniais
    esses doutores de Lisboa!
    -
    eles troquem por míúdos
    esse tratado só com prosa
    para moços e os graúdos
    verem uma coisa preciosa!
    -
    Pisco

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  12. 12 12  João Gomes

    Euroliberal,
    A democracia não é um exercício formal de umas quantas regras. É, também, o exercício de SENTIR o pulsar dos eleitores quanto a questões essenciais, como é o caso do “Tratado de Lisboa”. E por toda a Europa havia (há) a opinião generalizada de que era necessário referendá-lo. E se o tivessem feito, verificaria que os irlandeses não eram minoritários na sua rejeição, antes pelo contrário, verificaria que a maioria da Europa está de acordo com eles…

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  13. 13 13  Deboche

    Também votaram por mim.

    Mas eu concordo é com o euroliberal, mas ele é muito radical. se calhar podiamos só descobrir quais foram os que votaram não matar aí uns 20 por cento desses e voltar a fazer referendo plo q sei da história da Irlanda não é inédito (matar 15%da população) e assim esses chulos de você tem inveja porque não deram o dinheiro que receberam aos chupistas do ps e psd lá do sitio não saiam da UE quando vão começar a pagar o combustivel dos agricultores franceses.

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  14. 14 14  Justicialista

    Não acredito que repitam o referendo na Irlanda. Ao contrário do que aconteceu no 1º referendo ao Tratado de Nice, neste referendo e ao contrário do disse a comunicação social durante todo o dia, votou mais de 50% da população, mais concretamente votaram 53% dos irlandeses, o que tornou o referendo muito mais que vinculativo.

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  15. 15 15  rosinha dos limões

    Os governantes europeus tiveram medo de referendar o Tratado, receavam na sua maioria ( e Sócrates foi um deles) este desfecho!
    Quem de facto conhece minimamente o Tratado de Lisboa e as suas consequências, para poder ser referendado???
    E os Irlandeses, ao votarem maioritariamente NAO, fizeram-no informados???
    A propaganda do Não, referia algumas enormidades e aproveitamentos…Contudo, pesando os valores democráticos de um Estado, eles estão em vantagem: foi-lhes dada a oportunidade de escolha!! Os outros Estados, contornaram , ou melhor , ignoraram as suas populações!!!
    Gostaria que os meus governantesme explicassem, porque é que não debateram, e explicaram o Tratado, independentemente do referendo ou não!!
    Estou em crer, que foi mesmo para evitar que se falasse e discutisse o seu clausulado, que não houve referendo!!!
    Por isso, estou com os Irlandeses: eles votaram também por mim!!Não, aos burocratas que constroem uma Europa de costas voltadas para os europeus!!

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  16. 16 16  Sebastião Dias

    Concordo consigo e acrescento ainda que a história recente da Europa é demasiado complicada e, porque não dizê-lo, sangrenta, para que uma União Europeia possa ser feita à pressa e, sobretudo, à revelia dos europeus.

    A ideia de uma verdadeira Europa unida politicamente é bonita e exequível, mas deverá ser um plano a concretizar no longo prazo (eu diria nos próximos 50 anos). É desta fuçanga de se contruir uma união à força que todos desconfiam e, na dúvida, votam «não».

    Há também demasiados contracensos. Como é possível gastar-se quase metade do orçamento anual da União na PAC, quando poucos países dela beneficiam (benificia maioritariamente a França), ao mesmo tempo que quase nada se gasta em segurança (contando apenas com a protecção dos americanos)?

    Porque não há maior empenho numa política externa verdadeiramente europeia? Porque é que a Europa face à crise dos combustíveis não pondera uma resposta conjunta e uma verdadeira política europeia?

    A Europa precisa de mais democracia, mais participação e, sobretudo, de mais «comon sense». Será que os eurocratas não conseguem enxergar a realidade?

    [Responder]

  17. 17 17  Emanuel

    O que é incrível é que fazendo zapping pelos vários canais a ideia que passa é que os irlandeses foram enganados, que se portaram mal, etc, etc, como se o “não” fosse a resposta errada. Numa Europa em que não há livre circulação de pessoas e bens – se comprar 3 volumes de tabaco em Espanha arrisco-me a pagar imposto cá, já para não falar de gasolina, carros, etc, etc – a consituição significa perda de soberania por mais que digam o contrário. Só por essa questão o referendo já era mais que devido!
    Uma observação acerca do discurso do Daniel em que fala da repetição do referendo até se obter o “sim”. Mas não foi isso mesmo que se fez por cá a propósito do aborto? Pessoalmente votei sim da primeira vez e não da segunda só porque me pareceu que havia gente a forçar o referendo até ao “sim”…
    Depois do post sobre a greve dos camionistas vem esta posição sobre repetição de referendos. O Daniel parece começar a ter uma coluna vertebral semelhante à do Sócrates… será o BE a preparar-se para ser governo? :-)

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  18. 18 18  Emanuel

    Caro Euroliberal:

    Limpar a UE de chulos? Concordo consigo!! Sugiro que o primeiro país a ser expulso seja aquele rectângulo entre o Atlântico e a Espanha. Já não basta viverem à custa da Europa – como essa Irlanda renegada – como ainda por cima desbaratam o dinheiro que recebem. Chulos!!! Fora com eles!! Que arranjem outros para lhes subsidarem as auto-estradas e TGVs!!

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  19. 19 19  José Luiz Sarmento

    O Euroliberal ignora que se os portugueses tivessem podido votar, provavelmente também teriam votado “não”. E os franceses, quase de certeza. E se houvesse referendos nos 27, não sei se a maioria dos europeus votaria “sim” ou “não”. Os eurocratas e os senhores da alta finança devem ter razões para acreditar que votariam “não”, por isso é que fogem do referendo como o Diabo da cruz.
    O tratado está morto. E neste momento não é a Irlanda que está isolada: os outros 26 é que estão.

    [Responder]

  20. 20 20  Carlos

    Em dia de referendo europeu na Irlanda:

    Um video protagonizado por um dos mais celebres presos politicos da antiga URSS, Vladimir Bukovsky, um homem que passou 12 anos nas prisões do regime sovietico.
    No video Vladimir Bukovsky compara o regime da antiga URSS com o futuro que actualmente os dirigentes da União Europeia lhe pretendem imprimir, indicando as principais semelhanças que detecta entre ambos.
    http://www.youtube.com/watch?v=rNj5iCU5mLg&eurl=
    http://en.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Bukovsky

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  21. 21 21  Chico da Tasca

    É lamentável este desfecho, que tanto alegra os adeptos da terra queimada (cá e na Europa). Os adeptos do quanto pior melhor, da ingovernabilidade, da desestabilização.

    Realmente a alegria do Sr. Daniel Oliveira em relação a este triste desfecho omitindo por completo o jogo baixo e sujo dos adeptos do Não na Irlanda, os seus argumentos baixos, a chantagem que usaram (eles sim), demonstra bem a falta de vergonha do Sr. Daniel Oliveira e sua desonestidade intelectual.

    Os Danieis deste mundo são assim em relação à Europa e são assim em relação a este país. Não constroem nada. Destroem, criticam, acusam mas são totalmente inuteis em relação a algo que seja minimamente construtivo.

    Já agora senhor Daniel Oliveira que me diz a esta “democracia” e a esta “participação” dos europeus num referendo que teve uma participação de menos de 50 % e que foi por isso mesmo que ganhou. Por isso e por um argumentário sujo.

    Acho extraordinário que o senhor apelide de “participação” gente que afirmou que se o Sim ganhasse seria a mesma coisa que um Sim ao Aborto.

    Foi a vitória do vale tudo não foi uma vitória nem dos europeus nem da Europa.

    [Responder]

  22. 22 22  Tarzan

    «Vão continuar as repetiçõs de referendos até que ganhe o “sim”; »

    Com o aborto, em Portugal, resultou…

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  23. 23 23  Gonçalo Ramos

    O Daniel esta a falar do referendo ao aborto em Portugal?
    Parece…

    [Responder]

  24. 24 24  JC

    Daniel:
    Tanto quanto sei, não foi o campo do SIM que foi dirigido por gente que agitou o espantalho do aborto livre, da eutanásia, do fim da neutralidade irlandesa (a propósito disto: será necessário lembrar-lhe a posição ambígua (?) da Irlanda, nessa altura ainda um “Estado Livre”, na WWII?) e outros dislates semelhantes. É a esta gente que v., o PCP e o “Bloco” se associam. Por muitas divergências que possa ter, e tenho, com os partidos do “SIM”, mesmo em Portugal, ninguém se baseou em argumentos (?) de demagogia semelhante. Acrescento, para o caso de não saber ou dar-lhe algum jeito não se lembrar, que foi a adesão à então CEE (1973) que permitiu à Irlanda, país extremamente conservador e atrasado, mentalidade que em parte se mantém e mtº contribuiu para a vitória do NÃO, sair da posição de neo-colónia britânica, com uma economia completamente dependente do R.U., para aquilo que é hoje. Certamente que v. preferia a 1ª opção… Ou estamos apenas perante um caso de oportunismo político puro e simples? Como disse antes, vale tudo e é fartar vilanagem. Tenham juízo!

    [Responder]

  25. 25 25  A.R.

    Daniel Oliveira partilho o gozo de todos aqueles que visualizarem a cara de parvos destes novinhos políticos europeus e eurocratas, formato aristocrata, não é difícil, encontrarão aí um misto de sentimentos entre: os “estamos feitos num oito” e os mais ladinos que enfiarão a máscara do sério e respeitável “homem de Estado”.
    Ficou provado finalmente, e creio por largo tempo, que o povo, qualquer um, mesmo só por uma estreitíssima fresta ainda sabe produzir, a partir de ideias desordenadas, uma orientação racional. De um universo de 100 eleitores, 47 decidiram ficar onde mais lhes agradou, ou seja, bem longe das urnas de voto. Dos restantes 53, só 25 concordam com o estado da arte política dominante votando sim. Mas…por artes e saberes vários 28 não estavam para aí virados. Preparem-se par as tretas do costume, a PAZ, o bem estar social, o nunca olvidado progresso, o destino da Humanidade e a sempre presente solidariedade.
    Montaram o tratado de Lisboa como uma farsa, não haverá tragédia seguramente, mas pinotes não faltarão.

    [Responder]

  26. 26 26  José Luiz Sarmento

    Perdeu a Europa dos eurocratas, ganhou a Europa dos europeus. Mas parece que há quem ache isto lamentável: provavelmente queriam que fosse ao contrário…

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  27. 27 27  Patricia

    Para mim não é uma questão de gozo e não me parece que quem critica a arrogancia dos outros acabe por ser como eles.Eles votaram assim lá tiveram as suas razões vamos respeitar.Quanto a haver outro referendo já não era a 1ª vez com o tratado de Nice aconteceu o mesmo.No entanto lamento que tanto o PS como o PSD tenham mudado de opinião em relação á realização do referendo,pelo menos talvez ficassemos a saber um pouco mais sobre o Tratado.Não vamos é tratar desta questão como se fosse um jogo de futebol entre os do sim e os do não,vivemos tempos dificeis e os Srs de Bruxelas não dão sinais de se preocuparem com isso

    [Responder]

  28. 28 28  Bolota

    Eu que não pesco nada disto…

    VIVA OS IRLANDESES.

    Se fossem, sei lá, MALTESES e tivessem mandado o tratado do SOCRATES ás malvas, fazia o mesmo

    VIVA OS IRLANDESES, também votava assim.

    [Responder]

  29. 29 29  Euroliberal

    Desde o império romano que os europeus sonham com a unidade, finalmente alcançada pela UE e que bandalhos anti-europeus não conseguirão destruir. Carlos Magno, o Papado, Carlos V, Luis XIV, Napoleão, Bismarck, o império Austro-Hungaro, entre outros, tentaram a unidade sob bandeiras nacionais. A UE fê-lo numa base não hegemónica e modelar realizando o sonho kantiano da Paz Perpétua, pondo definitivamente termo à guerra civil europeia permanente que durou mil anos..

    Os que pretendem destruir a UE são irresponsáveis que andam a brincar com o fogo. No dia em que conseguirem que até os alemães, locomotiva e grande financiador da UE, o único país que nunca resmunga, nunca é egoísta e se deixa passivamente chular em centenas de bilões por todos (até pelos israelitas e russos), quando os alemães, dizia, se fartarem de tanta insolência, má criação, egoísmo e ingratidão, aí sim a UE acabará, mas também a paz. E os velhos demónios voltarão.

    Vejam a tragédia que seria para a Europa se os alemães ficassem egoistas como os bandalhos irlandeses e se perguntassem por que razão, eles, os maiores exportadores mundiais e primeira potência europeia precisariam de trabalhar a dobrar para sustentar centenas de milhões de chulos ingratos na UE? Eles que são de todos os estados-membros aqueles que melhor se poderiam safar sozinhos, recuperando territórios a leste ( Silésia, Pomerânia, Prússia Oriental) e a ocidente (Alsácia e Lorena) e criando em toda a Mitteleuropa e no leste um zona de influência alemã ?

    Ficariam contentes os grunhos irresponsáveis que hoje se masturbam com o “não” dos ladrões irlandeses ?

    Cambada de estúpidos e ignorantes. Os cães que mordem a mão do dono costumam ser abatidos…

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  30. 30 30  ovotas

    Irlanda vai ser a minha próxima casa.Sinto-me bem.Aqui vou eu Cork.

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  31. 31 31  João Gomes

    Tasqueiro,
    Então, não são essas as suas regras da democracia? Votaram no NÃO mais de 53% dos votantes. O que o leva a deduzir que os abstencionistas votariam SIM? A campanha dos que, sabendo-se antecipadamente derrotados, começaram a berrar que o abstencionismo beneficiaria o NÃO?
    E porque não, porque não se pode pôr em causa o domínio económico dos franceses, dos ingleses e, sobretudo, dos alemães sobre o resto da Europa?
    E qual terra queimada? A desta Europa Unida, que não aguenta e se desfaz com um peido dos americanos?
    Ainda não se apercebeu, tasqueirozito, que nestes tempos conturbados e turbulentos, a tal Europa Unida não passa de um tigre de papel que obrigará cada país, per si, a decidir o que é realmente melhor para si e para o seu povo?
    Vá lá, Xico Tasqueiro, eu sei que está desesperado, que pretende manter um status quo que nem é seu, beba um copito, descontraia, porque se anunciam ventos de mudança…

    [Responder]

  32. 32 32  Euroliberal

    A estupidez e a ignorância anti-europeia que perpassa pela maior parte dos comentários é o resultado de décadas de eduquês …

    Até se acusa a UE de não fazer ratificar o Tratado pelos outros 26 Estados membros ! Esquecem estes sujeitinhos e sujeitinhas que já houve 18 ratificações parlamentares e que a democracia É REPRESENTATIVA, não directa, popular ou soviética. Percebem ?

    A forma normal de ratificar tratados em democracia é parlamentar (através dos Parlamentos eleitos, representantes da vontade popular). E já anteriormente o tratado foi escrito, negociado e aprovado pelos todos os 27 governos dos Estados-membros, TODOS ELES ELEITOS DEMOCRATICAMENTE. Perceberam ou faço um desenho ?

    Porque, e preparem-se para ouvir uma verdade incómoda, nem todos estão aptos para decidirem, porque a maioria são burros. A populaça é burra. Por isso devem eleger representantes, com base em programas eleitorais, e deixar esses representantes, supostos serem uma elite intelectual pelo menos se forem bem escolhidos, decidirem os assuntos do estado. Na eleição seguinte os representantes serão avaliados e reeleitos… ou não. Mas a populaça estúpida e ignorante (como as bestas irlandesas) NÂO DECIDE NADA, porque é estúpida. Isso é que é democracia. Percebido ?

    O referendos são contra-indicados para questões técnicas da governação, como a que está em questão. Os irlandeses foram maciçamente desinformados pela imprensa do grupo Murdoch (bushista anti-europeu) sobre o tratado. Circulavam os boatos mais mirabolantes sobre este…

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  33. 33 33  Luis Moreira

    E se a Irlanda fosse a Irlanda do antes UE? Votaria não?

    Se calhar este país é o que menos razões tem para votar como votou.

    [Responder]

  34. 34 34  Euroliberal

    A Libertas, um think tank neo-coneiro irlandês que recomendou o voto no não, é de opinião que o Tratado de Lisboa prejudicaria o crescimento económico e comprometeria a competitividade.

    SOs seus argumentos resumem-se muito concisamente mais ou menos a isto: “já os chulamos o mais que podiamos, agora já podemos mandá-los foder”.

    Os argumentos deste grupelho neo-coneiro irlandês, ultra-minoritário entre a classe empresarial, são grotescos.

    São estupidos porque foram as sinergias criadas pela integração que lhes permitiram passar de 69% para 146% da média comunitária (PiB per capita) em 30 anos (nós só passamos de 56% para 70%). Logo não se percebe por que razão o que deu tão excepcionais resultados não continuasse a dar…

    Quanto ao mais, é um egoísmo repugnante que perpassa por esses argumentos de burlões. Perceberam que, agora que são muito ricos, talvez lhes fossem pedidas mais contrapartidas para ajudar (como eles foram ajudados) os menos desenvolvidos, e deram o fora ! Que grandes bandalhos ! Bem como mentiras, desinformações e intoxicações típicas dos neo-coneiros dos dois lados do Atlântico.

    Não perceberam nada do que é a EU, e pior, na UE não perceberam que tipo de bandalhos e burlões tinham acolhido. Claro que a liderança da UE actualmente é fraquíssima e não sabe vender a ideia de Europa. Pudera, com um Burrão Merdoso à frente….

    Mas no final, há uma parte em que esses traidores demonstram ingenuidade: pensam que a Europa vai ceder às chantagens de metade de um povo imbecil que só reoresenta 1% da população da União. Estão enganados, A UE vai mandá-los foder se não ratificarem rapidamente o Tratado. E as medidas de rataliação da UE, a maior potência económica do mundo, podem-lhes causar muito estrago, ainda que até aqui não se tenha recorrido a esses extremos. A repugnante insolência desses bandalhos provocará o fim da ingenuidade comunitária. Burlões e chulos como os irlandeses (os mais benificiados e apesar disso os mais ingratos dos europeus) devem ser severamente sancionados, para aprenderem que com a UE não se brinca.

    Se dependesse de mim, era-lhes fixado um prazo para ratificarem e pedirem desculpa, após o que seriam, em caso de omissão, expulsos da UE, da zona euro e perderiam o acesso sem barreiras alfandegárias ao mercado comum. Queria ver depois para onde iam os investimentos estrangeiros…

    Para mim, a irlandesa Ryanair acabou.. não compro a empresas filhas da puta e traidoras à Europa. Eles até só compram Boeings…

    [Responder]

  35. 35 35  Isabel Coutinho

    “E neste momento não é a Irlanda que está isolada: os outros 26 é que estão.”

    Ora aí está. Alguém consegue negar isto?
    Obrigada irlandeses.
    Obrigada por terem votado por mim.

    [Responder]

  36. 36 36  JP

    Obrigado povo irlandês!

    [Responder]

  37. 37 37  João Gomes

    Daniel Oliveira,
    Tens estado muito bem. “Alinhas” a discussão, em quase todos os posts, e depois não é nada contigo!
    E acho que estás certo. Um amigo meu, muito divertido, costumava dizer jocosamente, “não fodes, nem sais de cima”. Tens a virtude de foder e sair de cima…

    [Responder]

  38. 38 38  JLS

    «ão continuar as repetiçõs de referendos até que ganhe o “sim”; as aprovações em parlamento do que foi chumbado em referendo; e tratados simplificados que são a mesma coisa do que foi rejeitado pelo voto popular. Vão continuar os remendos, os truques e as chantagens.»

    Portanto, o Daniel é da opinião de que a nega num referendo inutiliza integralmente um texto inteiro de um Tratado. Por mim, estou esclarecido. Escusa de voltar ao tema, se é para dizer coisas deste género.

    [Responder]

  39. 39 39  Fado Alexandrino

    Ainda assim, alegra-se que os irlandeses, ao votar não

    Olhe que Ele ainda está no PS e só em condições muito boas (carro, casa e motorista)se juntará ao BE.

    [Responder]

  40. 40 40  Fado Alexandrino

    Isabel Coutinho
    14 Jun 2008 às 0:53

    Quem disse isso repetiu a célebre manchete do Times quando um violento nevoeiro caiu sobre o Canal da Mancha:

    Continente Isolado

    Há sempre quem veja as coisas apenas pelo seu lado, normalmente o errado!

    [Responder]

  41. 41 41  Simon

    “se não for ultrapassada a regra da unanimidade para a ratificação de tratados, a União Européia está condenada à paralisação e à dissolução”.
    Napolitano

    E podes crer que aí penso eu o mesmo.

    [Responder]

  42. 42 42  Manuela Magno

    A cobardia e a arrogância que ditaram a não realização de um referendo em Portugal não venceram!

    [Responder]

  43. 43 43  ingenuo

    Antes de tudo,obrigado Irlandeses!Na França era para ser votado pelo povo na repetição e,então esse gigante da democracia ‘delegou’ para a AN-veja-se, o que fez o Hugo Chavez e,depois ainda dizem que é ditador..Não têm vergonha????
    Depois para o fascista euroliberal de verniz de fraquinha cólidade democrática vem regurgitar um ódio,um fel,uma batota sobre a democracia representativa/directa,logo participativa-é um ‘democrata’ de sofá digno de ser um habitante desse grande estado do kosovo,incrustação da ignominia sem nomeação,com o apoio a bandidos da estirpe de Mengele por parte desta europa das Corporações que não dos Povos-só gente desta pode ser capaz apoiar criminosos de guerra,traficantes de drogas,assassinos estados Teocratas ,o roubo,a fome ,numa palavra,o Sagrado Lucro ou,cientificamente, a Exploração.Não é que desta europa pikinina sai essa grande directriz das 65h/semanais. Atitulo de comparaçao:foi a URSS que aplicou as 48h!Como se vê uns animais ….
    Para outras bestas gostaria de dizer que a Irlanda não tem grandes autoestradas porque souberam aplicar o dinheiro no que era preciso e não nas casas do Allgarve,em Todo os Terrenos,em contas em offshore e essas chico-espertizes todas
    de quem os principais beneficiários foram essa mole dealta densidade de corruptos que é o PSD/PPD e,de quem o dito ‘liberal’ faz parte com toda a certeza,porque se não faz parte é da area dos partidos do ‘arco de governo’(esta é para rir,é como as coutadas).
    Além disso,cada euro investido foi bem aproveitado e não’aproveitado’,gostava de ver esse coeficiente,mas isso não interssa aos orgãos de ‘referência’…
    E um tipo que passou 12 anos na prisa já é um perito na Democracia, desde quando?Cá em Portugal houve(há?) quem estivesse muito mais anos enão eram apelidados de democratas mais democrata era quem tivesse a passado férias em S.Tomé…(sim,esse mesmo!).
    Um comentador apontou q as TV’s dizem todas o mesmo que é acusar os Irlandeses de serem ingratos,ora que unanimidade-era perigoso na URSS,aqui já é uma grande virtude em especial pq pertencem aos Grupos económicos-é pluralismo concerteza nas suas abortivas maneira de ver.Quanto à total concentração dos Media nos Privados não há ninguém a falar-estranha unanimidade!

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  44. 44 44  atom

    Como eu entendo a C.E.
    A cada novo alargamento, os grandes grupos económicos compram as indústrias dos novos membros. De seguida encerram-nas. E passam a ter um novo mercado consumidor. E os alargamentos tem de prosseguir, para que a expansão desses grupos económicos possa continuar para novos mercados. Exemplos disso são a Sorefame, a Siderurgia Nacional, a Lisnave etc. Os conhecimentos técnicos de que essas empresas eram únicos depositários (depois do fim das Escolas Técnicas), desapareceram. Se actualmente o país precisar de construir comboios, terá de partir do zero porque o conhecimento que já tivemos, desapareceu.
    E as vantagens da C. E.
    Passamos a ter empregos a prazo, em que nem o empregador gasta dinheiro na formação ao trabalhador, que vai despedir passados meia dúzia de meses, e isso seria formar um trabalhador que poderia ir para um concorrente, nem o empregado está interessado em aprender, pois no emprego actual é electricista e no próximo emprego a prazo pode ser vidraceiro. Com um cenário destes não há produtividade nem qualidade de serviço. Da insegurança no emprego, resulta a baixa de natalidade (que tanto espanta os políticos que a fomentam) pois um casal de contratados a prazo, só se for irresponsável é que tem filhos.
    E agora esta pérola vinda da C. E. da semana de trabalho de 65 horas que vem dificultar, e muito, a vida familiar das pessoas que trabalham.
    -Mas dirão os europeístas temos auto estradas financiadas pela C.E.
    Mas eu pago para as utilizar. Se os subsídios da C.E. já as pagaram, isso não torna mais barato o meu pagamento. E ainda posso argumentar que a Autobahn Alemã é de graça, e que foi construída sem os subsídios da C.E. (no tempo do homem das botas de montar).
    Porque isto, que é evidente para o comum dos mortais, e que também é evidente para os políticos, faz com que não desejem consultar a opinião do povo. Eles já sabem qual seria. Mas no caso de algum político dúvidar (o que me parece difícil) o povo da Irlanda tirou-lhe as dúvidas. E se quiserem consultar outros povos, ainda ficaram com menos dúvidas.

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  45. 45 45  Isabel Coutinho

    “No dia em que conseguirem que até os alemães, locomotiva e grande financiador da UE, o único país que nunca resmunga, nunca é egoísta e se deixa passivamente chular em centenas de bilões por todos”

    Não costumo responder ao Euroliberal. Não vale a pena, já conheço o seu calibre.
    A citação acima, revela ou a sua ignorância ou a sua má-fé.
    Estará a esquecer-se que são da responsabilidade da Alemanha (ou da Prússia, que é quase a mesma coisa) os últimos 200 anos de guerra na Europa?

    Sim, é verdade que um Império Europeu foi a ambição de muitos países da Europa. Mas também é verdade que essa ambição sempre foi gorada pela resistência dos povos europeus, que com chuços ou espingardas, nos campos ou nas trincheiras, conseguiram defender com os seus bens e o seu sangue a sua independência.

    Pense nisso.

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  46. 46 46  Euroliberal

    Façamos as contas: o referendo irlandês teve uma afluência de apenas 42%.. Em muitos países só isso chegava para que já não fosse vinculativo…

    Votaram “não” 53% desses 42%, ou seja, cerca de 22% dos irlandeses com direito de voto.

    A Irlanda tem 4 milhões de habitantes, isto é, menos de 0,8% da população da União de cerca de 500 milhões.

    Os 22% de bandalhos irlandeses que votaram não são portanto apenas 0, 15 dos cidadãos comunitários !!!

    VAMOS DEIXAR QUE O,15% DOS CIDADÃOS DA EUROPA BLOQUEIAM A VONTADE DOS 99,85%
    RESTANTES, QUE JÁ RATIFICARAM OU VÃO RATIFICAR ATRAVÉS DOS DOS SEUS PARLAMENTOS NACIONAIS (ÚNICA FORMA DEMOCRÁTICA DE O FAZER) O TRATADO ?

    Esta é a questão…

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  47. 47 47  Maria

    Bom, nesta coisa do nao irlandes nem vejo muita razao para alegrias ou tristezas excessivas.Foi um episodio, ha-de haver outros.E normalmente este tipo de reacçoes em que uns poucos questionam ou recusam as decisoes de muitos acaba sempre por unir com mais força os que entendem que foram postos em causa.Possivelmente atrasou a entrada , mas isso nao significa que seja um mal para todos pois possivelmente dara mais tempo e o factor tempo e muito importante para quase tudo o que queremos construir.Eu sou pela Europa unida.
    Nao vejo nenhum bem na ideia de que deva desaparecer, muito pelo contrario.E entendo que imaginar que os velhos demonios da guerra se foram para nao mais voltar e uma fantasia muito perigosa pois demonios desses tem vida longa e muito mas mesmo muito poder.Assim e desejavel que a Europa encontre modos de crescer harmonicamente e com cidadaos responsaveis pois de outro modo muito do que hoje ainda possuimos de cultura de paz ficara em risco e isso nao trara o bem a ninguem , nem mesmo aos que hoje gritam vitoria por uma vitoria que nem sei se e e que seguramente nem lhes pertence.
    A Irlanda disse nao e nao me surpreendeu.
    Mas esse nao nao me trouxe alegria .Quanto aos que se alegram pelo nao irlandes porque o veem com um nao a Socrates, francamente; deviam ter um bocado mais de capacidade de raciocinio e contençao.

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  48. 48 48  Samuel

    Gosto particularmente desta última tirada do Euroliberal: A populaça é burra, portando deve apenas eleger uma elite que a represente.
    Se a populaça é burra como é que vai conseguir fazer isso? Como distingue a tal elite de outros possivelmente tão burros como a própria populaça?
    Aliás, parece que em muitos casos é o que tem acontecido :)

    [Responder]

  49. 49 49  Rita Pereira

    Estes videos são bem mais interessantes que os dos Festivais da Canção. Poque será que nenhum orgão da comunicação social divulgou a notícia? E mesmo na Blogosfera portuguesa só encontrei num blog?

    http://br.youtube.com/watch?v=JLf-URIyHv4&eurl=http://www.lemonde.fr/elections-americaines/article/2008/06/10/dennis-kucinich-lance-une-procedure-d-impeachment-contre-george

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  50. 50 50  Isabel Coutinho

    “VAMOS DEIXAR QUE O,15% DOS CIDADÃOS DA EUROPA BLOQUEIAM A VONTADE DOS 99,85%”

    Mas quem é que lhe disse qual a vontade dos 99,85%? Foram consultados? Não.

    [Responder]

  51. 51 51  Daniel Oliveira

    Chico da Tasca, os seus comentários não serão mais publicados. Quando aprender a responder aos outros comentadores sem os insultar (de imbecil para baixo) e contestar o que digo sem começar por dizer que lhe meto nojo pode voltar ao debate no meu blogue. Isto serve para todos. Estou farto de tanta alarvidade.

    [Responder]

  52. 52 52  Deboche

    Obrigado Rita Pereira

    O video q linkaste aliviou m puco dor pungente causda pela estupides do euroliberal.

    Euroliberal, pra começar sou europeu, logo não sou claramente suficiente inteligente para decidir o meu futuro. mesmo assim volto a aconselhar. Tu pareces se um homem de acção. Pq não pegas em alguns dos teus amgos (dos que foram pra angola formar milicas de caça aos pretos em 74/75) e vais pra Irlanda matar a tal meia duziaseca de ingratos? podias comçar pelo tal think-tank que segues com tanta atenção. Um pessoa do teu gabarito vai ter obviamente muitas outras oportunidade de figurar na história da europa mas se fizers o que te estou a dizer tenho a certeza que irás figurar ao lado dos grandes. Depois de ti quando alguém falar na hstóri da europa vai ter de falar no romanos , no napoleão, no hitler e n euroliberal. Pensa bem com esse teu cerebrozinho inteligente capaz de processar tratados ilegiveis, tenho a certeza que os povos da europa (especialmete os leitores deste blogue) te ficariam eternamente agradecidos

    [Responder]

  53. 53 53  A.R.

    Ó Daniel Oliveira e o nazi do eurocarnaval?
    Só entendia a sua condescendência pensando na sua futura tese sociológica “até onde vai o abjecto e
    sórdido comportamento dos bloquistas anónimos e cobardes”. Não esqueça o Chico do Fado, uma quarentena é mais que justa e merecida.
    Ética do mato: não se pergunta a uma víbora se é venenosa.
    Separar a cobardia do anonimato é acertado, isolar as faltas de carácter é saudável.

    [Responder]

  54. 54 54  Chico da Tasca

    Como quiser. Não retiro uma palavra do que disse. É o que penso da esquerda deste país, a começar por si.

    [Responder]

  55. 55 55  João Gomes

    Não, não faças isso ao Chico da Tasca! Ele até é divertido quando espuma pela boca.
    E poderá voltar quando moderar os adjectivos? Hum, acho que jamais o voltaremos a ter: não é reciclável…

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  56. 56 56  Euroliberal

    ò anarquista Isabel: você como é anarquista (ou comunista que quer tudo resolver com sovietes de populaça estúpida) parece não compreender que os democratas pensem difrentemente, que a democracia consiste na eleição de deputados e governos para que estes decidam as questões políticas com base num programa eleitoral genérico.

    As palhaçadas referendárias em que estúpidos dizem não a tudo menos à questão referendada, que desconhecem em absoluto, NADA TEM A VER COM DEMOCRACIA. Ora a construção europeia tem sido aprovada milhares de vezes em todos os Estados-membros aquando das eleições parlamentares e presidenciais. A maioria pró-europeia é de pelo menos 80% em todos eles. TODOS os 27 Governos (e já 18 Parlamentos nacionais, além do Federal), aprovaram, depois de intensas negociações, o Tratado. Como eles representam todos os cidadãos dos respectivos estados, estes aprovaram também o tratado. Se a elite eleita aprovou, não há necessidade de consultar a populaça ignara e ululante. Para isso é que se fazem eleições democráticas e pagam governantes e deputados. Para que quem sabe decida no interesse da comunidade. Se fosse de deixar tudo ser decidido por ignorantes como você, então para quê eleger e pagar governos e parlamentos ? Será capaz de responder, camarada Isabel ?

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  57. 57 57  Euroliberal

    As questões como a do aborto são diferentes, são mais referendáveis, porque toda a gente sabe o que é o aborto e tem uma opinião sobre a sua criminilização ou não. Agora, questões técnicas de como governar a Europa, não estão ao alcance de qualquer um. E sobretudo não se pode admitir a chantagem de ultra-miniorias intoxicadas pela neoconeiragem empatem a Europa contra a maioria esmagadora dos cidadãos europeus que querem a Europa UNIDA E FORTE.

    A haver referendo só seria aceitável um referendo federal, com circulo único, efectuado no mesmo dia em TODOS os países e para TODOS os cidadãos europeus. Aí os egoístas anti-europeus de todos os extremos ficariam isolados e seriam esmagados…referendos nacionais só promovem egoísmos nacionais e servem como arma de arremesso em lutas internas.

    Em França e nos outros países votou-se em tudo no referendo menos na Constituição que era desconhecida dos votantes. Foi a xenofobia e o medo à concorrência dos emigrantes polacos e dos têxteis chineses que tudo decidiu… para a populaça bruta. Ora, quem decide deve, além de conhecer a fundo os dossiês, pôr o interresse colectivo europeu acima de tudo. Isso é que é fazer política.

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  58. 58 58  Jack

    Não tem nada a ver, mas já sabe disto: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u410644.shtml ?
    O processo de impeachment contra Bush proposto pelo Kucinich há poucos dias.

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  59. 59 59  José Luiz Sarmento

    Euroliberal:

    99,85% dos europeus a favor do tratado de Lisboa? Não sei aonde é que você foi buscar esse número, mas por favor não me inclua nele.

    Os neocons contra a Europa? Não: apenas contra a Europa democrática. Os votantes irlandeses contra a Europa? Não, apenas contra a Europa plutocrática – a que está contemplada no tratado de Lisboa que você defende.

    Os irlandeses votaram conta a Eurropa deas 65 horas de trabalho semanal? Nunca as mãos lhes doam.

    É bom saber que enquanto houver na Europa um país em que os cidadãos tenham uma palavra a dizer, a Europa plutocrática e neoliberal não passará.

    O melhor é mesmo voltarmos à estaca zero e pensarmos numa Europa democrática tal como foi idealizada por Jean Monet, Jacques Delors, Mário Soares e outros… E isso não se fará ratificando um tratado cheio de batotas, armadilhas e truques de linguagem, que é vendido como se fosse favorável à Europa quando foi elaborado, pelo contrário, contra os europeus.

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  60. 60 60  Antónimo

    Eu gostava era que o euroliberal me explicasse devagarinho (que até agora ainda só de lá vieram insultos à inteligência dos outros), porque c. é que a votação de meia dúzia de caramelos nos parlamentos, eleitos por malta tão inteligente como o mesmo euroliberal, representam uma forma mais democrática de decidir.

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  61. 61 61  Jason Statham

    “Esta é a questão…”

    O burro do Euroliberal fala da UE como se a verdadeira UE fosse aquela que ele gostaria que fosse. É um lírico, e fanático.

    As suas perguntas devem portanto ir para quem manda na UE, e obviamente esses não são quem fala nos blogues. A UE tem regras, que foram aprovadas por todos. Uma dessas é a da unanimidade. Percebeu? Burro.

    [Responder]

  62. 62 62  Jason Statham

    “Mas quem é que lhe disse qual a vontade dos 99,85%? Foram consultados? Não.”

    Nem mais. A grande maioria dos europeus teria, em referendo, rejeitado este tratado. Os seus sonhos de nazi (europa unida nem à força) vão assim por água abaixo.

    Só mais uma nota de humor para o lírico do Euroliberal: a defesa que acabou de fazer da democracia representativa, gostaria de a ver aplicada ao seu tão estimado GWBush.

    Trate-se, homem.

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  63. 63 63  Bolota

    DO, também eu se calhar me tenho excedido…pelo que me penitencio se for caso disso.

    Venho proponho-lhe o seguinte: colocar aqui a referendo o Tratado de Lisboa.
    È possível???

    [Responder]

  64. 64 64  Jason Statham

    “extremos ficariam isolados e seriam esmagados”

    É isso a democracia representativa, segundo o Euroliberal. Finalmente alguém fala claramente aquilo que pensa. Uma política que esmaga minorias (ADMITINDO, claro, o que não creio de todo, que a maioria dos europeus é a favor do tratado) não tem futuro. Euroliberal, não seja tão básico.

    [Responder]

  65. 65 65  Vítor

    É sempre engraçado ver bloquistas e comunistas a falar de lirismo.

    O Euroliberal tem a sua razão, mas sinceramente não sei para que serve uma europa unida se não for para defender a identidade europeia. Até já se fala em limitar a liberdade de expressão para não ofender os sempre ofendidos.

    Para que haveria eu de querer viver na versão 2.0 dos States? Pela riqueza? A que preço?

    [Responder]

  66. 66 66  Splash

    O que é o Tratado de Lisboa?

    [Responder]

  67. 67 67  Euroliberal

    O QUE É UM REFERENDO ? E PARA QUE SERVE ?

    [Responder]

  68. 68 68  Deboche

    Finalmente um post inteligente no meio disto tudo.

    Splash
    14 Jun 2008 às 21:27

    O que é o Tratado de Lisboa?

    Também gostei da sugestão de referendar aqui o tratado, que além de tudo é prática visto que temos o euroliberal pra nos explicar os promenores…
    Não é maravilhoso saber ler…
    Se os franceses soubessem ler podiam até ter aproveitado a generosissima oferta do seu governo E LIDO AS CÓPIAS DA P*** DA CONSTITUIÇÃO QUE FORAM DISTRUBUIDAS GRATUITAMENTE COM TODOS OS JORNAIS Á POPULAÇÃO.
    Quero mais uma vez agradecer ao meu guru espiritual EUROLIBERAL.

    ps: talvez seja abusar da generosidade da sua inteligencia, mas já que está tão disposto a “ilminar” o caminho. Peço singelamente, (se não atrapalhar o seu importante trabalho de insultar a populaça estúpida) se tiver tempo para simplificar o suficiente para nós, Um Argumentozinho, assim só pra quebrar a monotonia.

    [Responder]

  69. 69 69  GM

    Manuel Monteiro ameaça “extrema-esquerda” com o povo de Braga

    Manuel Monteiro, líder do Partido da Nova Democracia, assina na edição de hoje do Diário de Minho um artigo de opinião em que baba todo o seu ódio à democracia pluralista, propondo que o povo de Braga volte a combater “o partido comunista e a extrema-esquerda portuguesa, herdeira de senhores como Otelo Saraiva de Carvalho.

    Se quiser saber mais:

    http://braga.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=374&Itemid=1

    Cumprimentos

    [Responder]

  70. 70 70  camilo

    “Até que um dia percebam que a construção europeia precisa de mais democracia. Precisa dos europeus.”… …
    Sr. Daniel Oliveira, a “europa” está a ficar -cada vez mais- velha.
    Portanto, quando chegar o “tal” dia da “iluminura” dos políticos, (se é que eles alcançam) pergunto?!
    1-Com que idade?
    2-Com que… disposição?
    -E… ainda restará paciência?!!!
    Um abraço.

    [Responder]

  71. 71 71  camilo

    Se me é permitido…
    RESPOSTA A… Splash
    -Valentes pratadas de comida portuguesa, regada com os melhores vinhos das melhores castas do país;
    -Salsichão do Melhor;
    -Presunto de Chaves, do melhor;
    -Carninha -de vaca- da melhor;
    -Champanhe -vindo de avião- do mais caro;
    -Azeitonas especiais;
    -Lagosta; Camarão e gambas importadas directamente para o evento;
    -Uma segurança caríssima;
    -Uma despesa levada da breca, paga pelos cidadãos (trabalhadores);
    -Um atraso de vida dos comerciantes da zona do evento…
    E por fim,
    O dilema terrível que ficou nos portugueses:
    Queres REFERENDO?
    -TOMA!!!

    [Responder]

  72. 72 72  Luiz Araújo

    o tal Euroliberal com o pensamento que revela e a forma insultuosa, ordinária, que o faz só revela que o que quer e defende não é a sobrevivência do que mais essencial tem a União Europeia postulado e instituído, o Estado de direito e a democracia. Se a norma adoptada é todos os países aceitarem livremente o tratado e um deles, a Irlanda, ou seja os soberanos, povo eleitor, o recusou, cumpra-se a norma e nada mais. também a atitude divulgada sem qualquer pudor pelos governantes europeus, como o Primeiro Ministro português, que alimenta a ideia de passar por cima dessa recusa, evidenciam os “democratas” que temos tido no comando da Europa. Penso mesmo que este tipo de decisão devia mesmo ser referendada sempre e não apenas decidida pelos parlamentos quando, sobre esta matéria, nem nos programa dos respectivos partidos porque foram eleitos nem nos respectivos mandatos consta a delegação de poderes para por nós todos tomarem decisões que podem não colher a nossa aprovação. Se são democratas mesmo devem submeter-se à nossa vontade e representar-nos de conformidade com o que, em cada país europeu, as maiorias decidirem.

    [Responder]

  73. 73 73  HJL

    Deixem-me tentar explicar o silogismo (peri)patético do Neuroliberal:
    Premissa 1: “A populaça é burra” (cit.);
    Premissa 2: A populaça que vota em actos de democracia directa é a MESMA que elege os seus representantes;
    Logo: Apenas a democracia representativa é legítima!!!
    É a chamada (i)lógica da sublimação da burrice em segundo grau, também conhecida como lógica da batata!

    [Responder]

  74. 74 74  Fernando Antolin

    O “Euroliberal” não é o mesmo sujeito que “passeia” pelas caixas de comentários de alguns “blogs”,bramando contra judeus,negros e todos aqueles que não se enquadram no seu conceito de “pureza”?? Hoje é Domingo,dia em que ele certamente aproveitará para mudar para uma camisa castanha lavada e uma braçadeira de símbolo a condizer.
    Não vale a pena gastar cêra com tão ruim defunto.

    [Responder]

  75. 75 75  Fado Alexandrino

    Li todos os posts e fiquei (quase) esclarecido.
    Tenho apenas uma dúvida e rogo que alguém ma tire:

    -Porque é que não se pode fazer segundo referendo?

    Faço notar que a percentagem do NÂO em relação ao grosso dos votantes é insignificante.

    [Responder]

  76. 76 76  João Gomes

    GM,
    Quem é o Manuel Monteiro? Será que conheço? É um dos “raçados”?
    Será que, como sou de Braga, e herdeiro de algumas coisas que o Otelo deixou, tenho que me pôr a pau?

    [Responder]

  77. 77 77  anonimo

    “A UE tem regras, que foram aprovadas por todos. Uma dessas é a da unanimidade. “

    Pois é este é um dos problemas de bloqueios, basta opor-se por algum motivo até pessoal e egoista e fica tudo tramado e bloqueado, quantas instituiçoes funcionam por unanimidade, empresas, administraçoes, juris, parlamentos etc. etc. a formula de agradar a todos ou contar com a opinião favoravel de todos dá bloqueios nos assuntos mais importantes e delicados. A regra da não unanimidade exige inteligencia e procurar apoios e integrar-se em blocos para fazer valer as suas pretensões, e não recusar por recusar sabendo que com isso não se faz nem se deixa fazer.

    A U. E. começou de um velho tratado que de comercial passou a politico, todos quiseram aderir e ninguém impos entraves a entrada de novos membros, pois que depois de cumpridos certos principios a ajuda era generosa e valia mais pertencer ao tal clube. Esse tratado também não foi sujeito a referendo, mas as pessoas gostavam do interesse e das vantagens que dai advinham. Aiás acho engraçado essa de submenter tratados internacionais a referendo, quantas pessoas leram o tratado este ou outros? como se as pessoas dominassem a linguagem dos tratados internacionais e as complicadissimas negociaçoes feitas para se chegar a um acordo de vontades, parece que de repente somos todos diplomatas encartados atraves do voto,vem depois e sujeita-se a voto popular um tratado em que as pesosas descontentes com as politicas do governo ou por motivos ideologicos decidem bloquear tudo pois vem a faltar a unanimidade. O referendo pode se aplicar a situaçoes que as pessoas conhecem e dominam, aborto, regionalização, introdução da pena de morte etc etc. são situaçoes que as pessoas sentem ou vivem e tem essa noção e percepção, mas também estou a ver que ha por aqui quem ache que todos os cidadãos dão uns optimos diplomatas com conhecimentos mais que suficientes para dominar todos os dossies, e ja agora sera que sabem o que é um estado federal por exemplo. É so ir para a rua perguntar quando muitos nem sabem o nome do rei a primeira dinastia.

    A minha opinião sincera é que historia devia ter começado ao contrário, e isso eu queria ver de facto até para evitar toda esta treta destas conversas, devia ter começado muito antes com uma consulta popular e só uma simples pergunta quem quer uma europa politica uma união europeia e quem não quer, e tal como no tratado fundador da origem da CEE, aqueles que dissessem não ficavam de fora e os outros continuavam. Isso é que eu gostava de ver se esses paises perifericos iriam recusar pertencer ao nucleo e as ajudas que dai derivariam ou se tal como na CEE depois e mesmo sem referendo começariam todos a bater a porta para entrar.

    Quem deve ter gostado desta impassividade são os E U A., terem alguém que caminhava para lhes fazer frente, para já como uma unidade politica e ja monetaria que ultrapassou o dolar causava alguns engulhos, a ultima coisa que eles quereriam eram serem dispensados pelos europeus

    [Responder]

  78. 78 78  João Gomes

    GM,
    Desculpe lá a insistência acerca desse tal Manuel Monteiro, mas acabo de ser informado que o povo de Braga, ou seja, o Eduardo (e irmãos) Corrécio, já não está no activo e que o seu mandante faleceu recentemente, tendo até, honras de Estado (ou quase).

    [Responder]

  79. 79 79  Maria

    “Pois é este é um dos problemas de bloqueios, basta opor-se por
    algum motivo até pessoal e egoista e fica tudo tramado e bloqueado,
    quantas instituiçoes funcionam por unanimidade, empresas,
    administraçoes, juris, parlamentos etc. etc. a formula de agradar
    a todos ou contar com a opinião favoravel de todos dá bloqueios nos
    assuntos mais importantes e delicados. A regra da não unanimidade
    exige inteligencia e procurar apoios e integrar-se em blocos para
    fazer valer as suas pretensões, e não recusar por recusar sabendo
    que com isso não se faz nem se deixa fazer.”

    Exactamente.E essa e a pior das realidades e a que pode trazer-nos ainda mais infelicidade e pobreza.
    Claro que para os que entendem que a politica se faz naquela da terra queimada, que e trabalhada por todos aqueles que tendo altas contas bancarias por ca e no estrangeiro e possuindo apoios de partidos dados a estrategia de conseguir tudo para si e para os que os servem a custa dos que sempre sofreram essa e a estrategia usada desde sempre , logo apoiar esse tipo de mentalidades e apoiar o velho estratagema de divisao de naçoes em classes e sub classes.Tudo isso e mais velho que o mundo e ja vai senso tempo de se construir algo de novo que permita a todos crescer em paz e segurança e nao apenas a uma parte que ja tem muito mais do que o necessario mas que peloe visto nao para de querer mais ainda.Apoiar e aplaudir bloqueios e participar e ser cumplice de estrategias que apenas visam a destruiçao deste pais e nada mais.

    [Responder]

  80. 80 80  anonimo

    O maria

    Não é o velho esquema do terra queimada coisa nenhuma, só quem não entende mais. O seu esquema é o de não se faz nem se deixa fazer bloqueia-se, voce ja viu bem o que significa unanimidade, e o que isso representa em negociaçoes o poder que cada um isoladamente tem de bloquear tudo e não deixar passar ou fazer nada. Não precisa usar da inteligencia nem de alianças se quiser e não satisfizerem os seus interesses egoistas pode bloquear tudo

    Por isso nas noticias de hoje ja se avança com uma hipotese

    (“Tratado de Lisboa
    Ministro alemão propõe eleição directa do futuro presidente do Conselho Europeu
    O ministro do Interior alemão, Wolfgang Schaeuble, propôs hoje a eleição directa do futuro presidente do Conselho Europeu para superar a crise da União Europeia após o «não» ao Tratado de Lisboa no referendo irlandês”)

    [Responder]

  81. 81 81  Euroliberal

    QUEM TEM MEDO DO REFERENDO FEDERAL SOBRE O TRATADO, realizado no mesmo dia, em todos os Estados membros ?

    Porque o actual direito constitucional europeu (material, porque ainda não há Constituição formal) já reconhece a cidadania europeia aos cidadãos dos estados-membros que assim passam simultâneamente a ter também a cidadania comunitária. Por isso é que elegem directamente, como cidadãos comunitários, o Parlamento europeu (federal).

    Ora é habitual as Constituições serem referendadas pelos cidadãos a que se pretendem aplicar.

    Por isso, acho que a ideia do referendo federal, no mesmo dia para todos os cidadãos da União seria natural e desejável. A aprovação da Constituição deveria exigir uma maioria qualificada de estados e de cidadãos (de 2/3, por exemplo), sendo que a falta dessa maioria em relação aos cidadãos ou aos estados implicaria a rejeição da mesma.

    Poderia haver, pois, circulos nacionais, mas estes apenas serviriam para constatar a maioria de dois terços (18, actualmente) dos estados-membros. Depois, os votos dos cidadãos da União seriam todos somados, como num circulo único, para verificar a maioria de dois terços dos cidadãos da União.

    E os estados-membros onde se verificasse uma maioria de rejeição poderiam optar pela saída da União, ou, talvez melhor, por um estatuto de associados, como já têm a Suiça, Noruega e Islândia no seio do EEE (espaço económico europeu), países que já transpuseram para o direito interno quase toda a legislação comunitária, mesmo permanecendo fora da União.

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  82. 82 82  Euroliberal

    Foi no seio da UE que a Europa encontrou pela primeira vez a paz num milénio… O que não é negligenciável para quem conhece a história das duas guerras europeias-mundias…

    Porque a UE não é hegemónica (de um qualquer principe de serviço) mas fraterna, aberta e solidária. Começou como um imperativo moral de sobrevivência no pós-guerra: os seus fundadores (Monnet, Schumman, etc) tiveram a percepção de que se nada se fizesse de radicalmente novo na Europa, dentro de 20/30 anos haveria inexoravelmente uma WWIII.

    E poderiamos pensar que, sem EU, a Alemanha, de novo a maior potência europeia, poderia ser hoje tentada, numa lógica maquiavélica ou de Realpolitik, a alargar-se a bem ou a mal, para as “suas” Alsácias, Lorenas, Silésias, Pomerânias, Sudetas, Prússia Oriental, und so weiter…

    Quando não há solidariedade tipo UE, os estados-nações tornam-se ilhas e lobos uns dos outros. Impossível ? Vimos há pouco na ex-Jugoslávia (fora da UE, portanto, et pour cause…) o que aconteceu quando uma coesão federal desapareceu subitamente… antes de 1945, toda a Europa era constituida por Jugoslávias…e princípios maquiavélicos…e relações internacionais vestefálicas… queremos mesmo voltar a esses tempos ? Morreram então 40 milhões de europeus e o continente ficou arrasado…

    E repito: para a UE ninguém é obrigado a entrar e pode sair quando quiser, mesmo com referendos federais. Quem não gostar do resultado destes tem a possibilidade de o acatar ou não, saindo da UE (e reentrando mais tarde, quando lhe passar a paranóia, sendo caso disso…).

    A única coisa que é desejável que mude é a possibilidade de a vontade geral ser obstaculizada por percentagens ridiculas como 0,15% da população… será pedir muito ?

    Não há qualquer pendor imperialista ou coercivo na UE. Bem pelo contrário. Só que a casa europeia não pode ser uma casa da Joana onde os esforços e negociações de uma década possam ser “mortos” numa noite por 0,15% da sua população. Isso não é próprio da gente razoável e civilizada que pretendemos ser…

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  83. 83 83  Directus

    É o descrédito total da Democracia ! Desta vez é demais ! É simplesmente vergonhoso ver certos políticos e jornalistas a tentar “virar a ponta ao prego”. Revolta-me este mau perder que revela uma postura perfeitamente anti-democrática para quem se diz democrata e depois não é capaz de aceitar a vontade expressa nas urnas. Como o resultado não é conveniente, já se estudam maneiras de “dar a volta ao texto”, isto é só se aplica a democracia quando convem.
    Sou um dos que de entre muitos ficou contentíssimo com o “NÃO” irlandês, não por ser contra a Europa, bem pelo contrário, mas pela forma pouco clara e desonesta como os políticos tentaram manipular todo este processo. Pensam que estão a falar para “tontos” e que podem fazer deles autênticas “marionetas”.
    É inconcebível que depois do “NÃO” Françês e Holandês não tenha havido referendo naqueles países após as alterações introduzidas. Era um mínimo de decência. Quanto ao nosso país nem vale a pena comentar uma vez que já todos sabemos a quem pertence o nariz comprido. Dizer que é melhor não haver referendo porque se pode correr o risco do “NÃO” vencer, é a afirmação mais inacreditável e escandalosa que já se ouviu em democracia. É a negação da própria democracia.
    Depois vêm com vários argumentos para desvalorizar o referendo, dizendo que o resultado se deveu à crise económica na Irlanda, que a culpa foi do Ministro dos Negócios Estrangeiros Françês (Bernard Kouchener) que fez declarações dizendo que se o resultado fosse “não” os primeiros prejudicados seriam os próprios irlandeses, etc,etc,etc.
    Pareceu-me também muito estranho que a SIC NOTÍCIAS logo após terem sido públicos os resultados do referendo irlandês, no seu programa “Opinião Pública”, logo por coincidência, não colocou nenhuma pergunta para votação dos tele-espectadores, como habitualmente costuma fazer. Ficará sempre a dúvida se intencional. Fico a pensar que também não quiseram correr o risco. Mas o que me deu um certo gozo foi o facto de todos aqueles que expressaram a sua opinião no referido programa, se terem mostrado radiantes com a vitória do não, o que deixou o jornalista e seu convidado, que bem se esforçavam por remar contra a maré, perfeitamente sem graça.
    Não há maneira de perceberem que estas coisas não se podem fazer nas costas das pessoas, sobretudo se se não explicar claramente as razões de ser dos argumentos que sustentam as nossas posições. As pessoas já nâo vão em tretas nem hipocrisias.
    Portanto se as pessoas votaram NÃO, é por que é NÃO. Perceberam ? Assim, só resta aos políticos redigir outra coisa. E ponto final parágrafo.

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  84. 84 84  Maria

    O anonimo–

    “anonimo
    15 Jun 2008 às 13:24

    O maria

    Não é o velho esquema do terra queimada coisa nenhuma, só quem não entende mais. O seu esquema é o de não se faz nem se deixa fazer bloqueia-se, voce ja viu bem o que significa unanimidade, e o que isso representa em negociaçoes o poder que cada um isoladamente tem de bloquear tudo e não deixar passar ou fazer nada. Não precisa usar da inteligencia nem de alianças se quiser e não satisfizerem os seus interesses egoistas pode bloquear tudo”

    Tenho ca a impressao de que voce nao percebeu que esta a citar-se a si proprio.Aqui.
    “anonimo
    15 Jun 2008 às 12:12

    “A UE tem regras, que foram aprovadas por todos. Uma dessas é a da unanimidade. “

    Pois é este é um dos problemas de bloqueios, basta opor-se por algum motivo até pessoal e egoista e fica tudo tramado e bloqueado, quantas instituiçoes funcionam por unanimidade, empresas, administraçoes, juris, parlamentos etc. etc. a formula de agradar a todos ou contar com a opinião favoravel de todos dá bloqueios nos assuntos mais importantes e delicados. A regra da não unanimidade exige inteligencia e procurar apoios e integrar-se em blocos para fazer valer as suas pretensões, e não recusar por recusar sabendo que com isso não se faz nem se deixa fazer.”

    [Responder]

  85. 85 85  anonimo

    sem mais comentarios, alias esta citação não é minha
    “A UE tem regras, que foram aprovadas por todos. Uma dessas é a da unanimidade. “
    eu sou contra unanimismos

    [Responder]

  86. 86 86  Deboche

    É delirante pedir um referendo simultâneo em 27 países.

    Os poucos referendo que houve foram arrancados a ferros em países onde não ia ser possivelnão haver referendo.

    Ou vcs acham que os franceses ião engolir assim uma constituição sem provocar daqueles motins divertidos de que os politicos gostam tanto.
    Ou na holanda. Eles na holanda conhecem bem o que é o deboche (não eu, aquilo a q normalmente se chama deboche) e não se arriscam a ficar sem ele. E a Irlanda é outro caso, escola de não se submeterem em silencio teem eles ou não fosse a inglaterra e depois reino unido a linda pérola que foram pra eles.

    Mas onde o seu argumento cai é outra vez a história do 0,15%

    esse é o argumento de quem tem medo de discutir, tal como só referendar o tratado onde se é obrigado pela costituição, é a forma de passar a constituição com medo das opiniões das pessoas.

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  87. 87 87  Maria

    anonimo
    se nao e sua foi voce quem a trouxe ao debate–logo e sua-logo nao cause confusoes tentando fazer crer que fui eu quem a trouxe aqui–eu limitei-me a comentar o que voce decidiu trazer.
    logo cuidado com cenas menos claras.

    -”anonimo
    15 Jun 2008 às 16:31

    sem mais comentarios, alias esta citação não é minha
    “A UE tem regras, que foram aprovadas por todos. Uma dessas é a da unanimidade. “
    eu sou contra unanimismos”

    [Responder]

  88. 88 88  Maria

    “Deboche
    15 Jun 2008 às 17:21

    É delirante pedir um referendo simultâneo em 27 países.”

    Tambem acho.

    [Responder]

  89. 89 89  anonimo

    ai maria maria ao menos aprende a ler e le o que esta entre aspas.

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  90. 90 90  A.R.A

    Aos taberneiros (Chico da Tasca); aos Fascizoides (a nova face do fascismo é o neo-liberalismo vulgo Euroliberal) ou ao fado desafinado do alexandrino apenas tenho a dizer que o que se passou na Irlanda foi a expressão maior da vontade dos Europeus que olham com justificada apreensão a perda de direitos de cidadania e laborais ou a cada vez mais limitada liberdade do individuo face aos ditos e desmandos de uma Europa de multinacionais e governos fantoches.

    Viva a Irlanda and you’ll never walk alone!!

    Aquele abraço

    A.R.A

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  91. 91 91  Directus

    Comentadores deste blogue, por favor não confundam as pessoas. Não usem argumentos intelectualmente desonestos e sejam coerentes para podermos ter um debate sério e construtivo.
    Estou-me nas tintas para esquerdas e direitas (cada vez mais isso interessa menos, o que interessa são as pessoas e as causas) e dou as minhas opiniões independentemente se coincidem ou não com a área da minha simpatia política.
    Fazer resenhas históricas do percurso da Europa parece-me irrelevante neste momento. O que agora está em cima da mesa é o comportamento tido pelos políticos na condução de todo este processo com vista à aprovação do Tratado de Lisboa.
    O conteúdo do Tratado, que a esmagadora maioria dos Europeus desconhece, também me parece pouco importante neste debate. Os europeus desconhecem o Tratado porque os políticos, pelo que constato, apenas dizem que este documento é muito importante para a Europa e que a Europa não tem outro caminho alternativo. Então se assim é, expliquem claramente, pelo menos os pontos mais importantes para as pessoas saberem mínimamente em que é que estão a votar. Como não explicam as pessoas temem que os dirigentes políticos receiem que se explicarem o Tratado, este não vai ter aceitação e sendo assim, é porque o Tratado contem pontos que poderiam ser olhados negativamente pelo eleitorado, pelo que o melhor, apesar de tudo, é tentar fazer passá-lo cegamente ao som das suas lenga-lengas que já ninguém acredita. Cegamente em pleno século XXI, já não se usa…já não passa.
    Quanto a democracia parlamentar/representativa, acho que só por ingenuidade se poderá acreditar nisso. Então os políticos ao longo destes anos todos não nos têm dado todas as provas de que não podemos confiar neles ? Desde comportamentos incoerentes, corruptos, faltas de verticalidade e coluna vertebral, falsas promessas apenas para caça ao voto a qualquer preço (não se deixando inibir pela sua própria consciência)e com a facilidade com que hoje dizem uma coisa, e amanhã, se necessário, dizem o contrário com o maior dos à-vontades, são razões mais que suficientes para se perceber que esta, não é gente séria e decente pelo que pelo menos em certas matérias não se lhes pode dar um cheque em branco.
    Quanto ao argumento de que 0,15% dos cidadãos da Europa (os irlandeses que votaram “não”) bloquearem a vontade de 99,85%, este argumento é venenoso, lamacento e desonesto. Então deixem os tais 99,85% votar para se ver o que acontece. Eu também votaria “NÃO” independentemente se estivesse (não sei se estou, não o conheço, os políticos não mo apresentaram) ou não de acordo com o tratado por uma questão de princípio. Não gostei nada da forma como os eleitores foram tratados. Sou pela Europa mas não a qualquer preço e penso que os irlandeses também.
    Que raio de democracia é esta que só se aplica quando convem.
    Para mim o importante foi o “cartão amarelo” dado pelos irlandeses aos políticos. Ficarei na expectativa a ver se aprendem a lição, mas pelas movimentações que já se vê no terreno não acredito que reajam inteligentemente pois são mais burros que os eleitores que parece já terem aprendido alguma coisa e não se deixam levar pelos primeiros vendedores de banha da cobra que aparecem.

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  92. 92 92  João Pedro

    Acho muito bem os referendos, até acho que deviamos fazer mais. Vamos começar por um referendo sobre o tgv, depois podiamos referendar o sistema de avalição dos professores, não nos esqueçamos do referendo aos salários dos politicos nem de referendar a abertura dos hipermercado aos domingos. Parece-me bem referendar a segurança social, perguntar se acham que se deve trabalhar mais e ganhar menos, referendar polica de saude, a permanencia do museu Berardo,….
    Em suma, para os amantes da democracia directa referendar nunca é de mais. Até acho que deviam dar um curso de 2 ou 3 semanas aos votantes(não eleitores, porque não elegem ninguem) para os habilitar a melhor decidir. Assim, era da maneira que as pessoas ficavam mais conhecedoras dos temas relevantes da actualidade. Penso que isto responderias as necessidades do pessoal, as decisões poderiam ser tomadas com maior qualidade e todos viveriamos muito melhor.

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  93. 93 93  camilo

    Por falar em… “REFERENDO”…
    E que tal um REFERENDO com umas batatinhas fritas e um ovo a cavalo?
    E, claro, um “penalti” de tinto a acompanhar.
    Sempre enchia a barriguita cá da malta.
    (De uma malta- “maioria” escondida e envergonhada- que está farta de fazer furos no cinto).

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  94. 94 94  Gabriela

    Daniel, dizes que voltarás a este tema.

    Cruzei-me agora com este site

    http://craobhgalgreine.blogspot.com/

    e arrepiei-me toda. Será que a vitória do Não se deveu “essencialmente” a isto?
    Que vergonha! Vencer à conta de fundamentalistas acéfalos!

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  95. 95 95  Maria

    Pois eu adoraria ter mais democracia na europa

    [Responder]

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