A solução era fechar a torneira sem apelo nem agravo. Se disser que esta solução era melhor que a que está em prática podemos discutir o assunto. Caso contrário e mais uma propaganda à Bloco, – deturpada e demagógica.
Como contribuinte sem a mínima hipótese de fuga ao fisco e, pagante de uma hipoteca ao banco, como única forma de ter uma casa modesta, só poderei dizer isto:
Calma. Quem ajuda são os contribuintes. Quem paga são os credores dos bancos. As duas entidades não coincidem necessariamente. Há muita gente que não tem crédito nenhum sobre nenhum banco, mas que também paga impostos.
Se eu ajudo um banco através dos meus impostos, e outrem beneficia dessa ajuda, é justo que esse outrem pague uma comissão pelo benefício obtido.
Os bancos que acedem ao avale do Estado terão que pagar 0,5% de juro pela garantia estatal, mas, em troca, conseguem comprar dinheiro mais barato no mercado interbancário europeu. Mercado esse que, de outra forma, até lhes podia estar vedado.
Não tenho a certeza que os 0,5% que terão que pagar ao Estado não sejam compensados por igual redução dos juros internacionais a que os bancos se financiam lá fora. Quanto ao mais, convém lembrar que o spread já tem vindo a aumentar nestes dois últimos meses, muito antes do recurso ao avale.
O agravamento dos spreads tem que ver com as políticas de risco e não com o acesso a financiamento por parte da banca. É a “resposta” ao pedido de muita gente, entre as quais me incluo, para acabar com o crédito fácil. A banca adaptou-se à realidade. Só isso…
Mas não é esse o caminho do meu comentário. É preciso perceber que o aval e as ajudas ao sistema financeiro visam, mais do que ajudar a banca, manter a economia real em funcionamento. Sem o aval, a esmagadora maioria da banca Portuguesa sobreviveria, não tenham dúvidas. Teria era de despedir, como avisou que podia fazer, e fechar a orneira ao financiamento. Foi isto que os governos quiseram evitar e até agora conseguiram. De outra forma, não haveria dinheiro para “ninguem”. Está mais caro? Tambem o risco subiu e como se sabe, andam intimamente ligados.
Se o “Estado” somos todos nós, quando o Estado presta as garantias aos bancos, todos nós “ajudamos”, como se deduz do “post”. Mas ainda segundo o “post”, quando o Estado recebe a comissão pela prestação das garantias, já não somos todos nós a receber. Grande lógica, está visto !
Pois,
Nesta construção mental do DO, os bancos definem oa preços do crédito como quiserem. Pelos vistos, para o DO, um banco diz que o crédito será a Euribor 3M + 20% e todos os consumidores aceitam sem pestanejar.
Aqui ficam duas novidades para o DO.
1º Os bancos vivem num mercado concorrencial, embora infelizmente não perfeito.
2º A situação da população ter que aceitar os ditames centralizados, sem pestanejar, só existe no tipo de socieadea que o DO anseia (Albânia de Enver Hoxa, etc).
O BES que faça isso e verá o que acontece à captação de novos clientes.
Se vivem num mercado concorrencial, deixamos os bancos que estão aflitos falir. Se não é assim, os bancos dividem com a sociedade os custos da crise. Adoro esta lógica em que para os bancos receberem dinheiro ou garantias do Estado vivemos num regime socializante, quando toca a pagar a factura voltamos ao mercado livre.
Claro que nem todos os contribuintes devem dinheiro aos bancos. Mas devem quase todos. Se o Estado, ou seja nós, dá as mãos aos bancos, esperava-se que os bancos não endereceassem imediatamente a factura aos clientes clientes. Até porque, como diz o Pedro Sales aqui nos comentários, os bancos terão condições melhores para os seus negócios. Graças a nós.
O aumento do spread terá efeitos negativos na economia: nas empresas e nos cidadãos. Ou seja, o Estado dá a mão aos bancos para que não surja um problema grave na economia e os bancos agradecem garantindo que manterão as mesmas margens de lucro e passando a factura para os clientes.
Eu sei que a dimensão ética já não tem lugar nas empresas, mas tem de entrar na política. Ou os bancos dividem a crise com os demais ou não podem pedir ajuda ao Estado.
Ele há coisas fantásticas, o contribuinte paga com os seus impostos o aval à banca, banca essa que vai reflectir nos empréstimos um aumento de “spread” para que estes Senhores paguem ao Estado a garantia.
Perceberam, claro que sim, estamos a ser “papados” à grande, pagamos duas vezes e estes hipócritas da banca continuam a gozar com a nossa cara, não há aqui algo que não bate certo?
Devo ser eu que sou do contra!
A vossa demagogia irrita-me. De verdade que me irrita. Já vos passou pela cabeça que s
o pede dinheiro à banca quem quer? Já vos passou pela cabeça que quem empresta pode, e deve, fixar as condições? São todos cegos ou não veêm que a situação (risco) se agravou e portanto o dinheiro fica mais caro? Daniel, não percebeu que é melhor para a economia ter dinheiro mais caro do que dinheiro nenhum? Crie um banco e pratique spread zero, – quer que lhe encomende já o Nobel?
Insultar é o que o Sr. faz quando insinua de maneira caluniosa determinadas coisas sobre pessoas e instituições, em assuntos sobre os quais não tem a minima preparação nem conhecimento, fazendo uma figura ridicula. Isso é que são insultos. Chamar-lhe ridiculo, em sua casa, não é insultá-lo, é constactar um facto.
Yuppie Boy, já lhe passou pela cabeça que o acesso ao crédito é uma condição fundamental para a saúde económica de um país. Claro que as instituições financeiras estabelecem as condições que entenderem. Mas se assim for, sem mais, então não devem ver um tostão dos dinheiros públicos.
O DO agora acha que “…não devem ver um tostão dos dinheiros públicos.”. Só que o DO esquece-se que é ele mais os restantes Anacletos do BE quem ao longo do tempo luta para uma cada vez maior intromissão do Estado na esfera privada (seja ela, na economia, na família, na educação, etc). O Anacleto Louçã já não fala de “lucros escandalosos da banca”? Agora sim, o sistema financeiro está como ele sempre o desejou, sem lucros.
Por mais que vocês não o aceitem, o aval foi dado para ajudar a economia real e não a banca. Eu explico mais uma vez. Os bancos podiam solucionar o seu problema se se fechassem em casulo, – diminuiam as despesas, com despedimentos por exemplo, e dificultavam o crédito concedendo-o só a quem apresentasse boas, muito boas, garantias. Isto levaria ao caos e ao fechar na gaveta de muitos e bons projectos. É aí que o aval entra, permitindo o endividamento junto do BCE e instituições estrangeiras e a continuação do financiamento. O agravamento de spreads de que falam não tem nada a ver com isto mas sim com o incumprimento de muitos dos que o Daniel defende. Ou seja, confrontados com prestações e mais prestações incumpridas, os bancos viram-se forçados a rever as suas políticas de risco. A partir daqui parece-me fácil de perceber que os spreads só poderiam aumentar.
E deixe que o provoque mais uma vez porque tambem não percebo qual é a sua moral em ter um blogue onde a publicidade da Cofidis aparece de 5 em 5 minutos e depois vir falar de juros altos. Faz ideia de qual é a taxa de juro??? Pois, não deve fazer…
Na melhor forma do Estado inimigo do Estado, soi-disant capitalismo de Estado encaputado!
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A solução era fechar a torneira sem apelo nem agravo. Se disser que esta solução era melhor que a que está em prática podemos discutir o assunto. Caso contrário e mais uma propaganda à Bloco, – deturpada e demagógica.
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Como contribuinte sem a mínima hipótese de fuga ao fisco e, pagante de uma hipoteca ao banco, como única forma de ter uma casa modesta, só poderei dizer isto:
Grandes filhos da puta!!
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Calma. Quem ajuda são os contribuintes. Quem paga são os credores dos bancos. As duas entidades não coincidem necessariamente. Há muita gente que não tem crédito nenhum sobre nenhum banco, mas que também paga impostos.
Se eu ajudo um banco através dos meus impostos, e outrem beneficia dessa ajuda, é justo que esse outrem pague uma comissão pelo benefício obtido.
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Yuppie Boy,
Os bancos que acedem ao avale do Estado terão que pagar 0,5% de juro pela garantia estatal, mas, em troca, conseguem comprar dinheiro mais barato no mercado interbancário europeu. Mercado esse que, de outra forma, até lhes podia estar vedado.
Não tenho a certeza que os 0,5% que terão que pagar ao Estado não sejam compensados por igual redução dos juros internacionais a que os bancos se financiam lá fora. Quanto ao mais, convém lembrar que o spread já tem vindo a aumentar nestes dois últimos meses, muito antes do recurso ao avale.
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Se eu ajudo um banco através dos meus impostos, e outrem beneficia dessa ajuda, é justo que esse outrem pague uma comissão pelo benefício obtido.
Nem mais.
Já estou como o Cavaco.
Felizmente não devo um euro a nenhum banco nacional nem a ninguém, mas também nunca fui a Cancoon.
Nota Excelente foto.
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O agravamento dos spreads tem que ver com as políticas de risco e não com o acesso a financiamento por parte da banca. É a “resposta” ao pedido de muita gente, entre as quais me incluo, para acabar com o crédito fácil. A banca adaptou-se à realidade. Só isso…
Mas não é esse o caminho do meu comentário. É preciso perceber que o aval e as ajudas ao sistema financeiro visam, mais do que ajudar a banca, manter a economia real em funcionamento. Sem o aval, a esmagadora maioria da banca Portuguesa sobreviveria, não tenham dúvidas. Teria era de despedir, como avisou que podia fazer, e fechar a orneira ao financiamento. Foi isto que os governos quiseram evitar e até agora conseguiram. De outra forma, não haveria dinheiro para “ninguem”. Está mais caro? Tambem o risco subiu e como se sabe, andam intimamente ligados.
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Os carteiristas, ao pé dessa gente, são inofensivos!
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Daniel Oliveira:´
Ainda estou à espera de uma resposta sua na caixa de comentários do “post”: «como-nem-nas-coisas-mais-simples-nada-nunca-pode-mudar-nesta-cidade».
Agradeço-lhe antecipadamente. Presumo que tenha sido por esquecimento. É sobre o sentido de voto do BE, naquele caso.
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Se o “Estado” somos todos nós, quando o Estado presta as garantias aos bancos, todos nós “ajudamos”, como se deduz do “post”. Mas ainda segundo o “post”, quando o Estado recebe a comissão pela prestação das garantias, já não somos todos nós a receber. Grande lógica, está visto !
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Pois,
Nesta construção mental do DO, os bancos definem oa preços do crédito como quiserem. Pelos vistos, para o DO, um banco diz que o crédito será a Euribor 3M + 20% e todos os consumidores aceitam sem pestanejar.
Aqui ficam duas novidades para o DO.
1º Os bancos vivem num mercado concorrencial, embora infelizmente não perfeito.
2º A situação da população ter que aceitar os ditames centralizados, sem pestanejar, só existe no tipo de socieadea que o DO anseia (Albânia de Enver Hoxa, etc).
O BES que faça isso e verá o que acontece à captação de novos clientes.
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Se vivem num mercado concorrencial, deixamos os bancos que estão aflitos falir. Se não é assim, os bancos dividem com a sociedade os custos da crise. Adoro esta lógica em que para os bancos receberem dinheiro ou garantias do Estado vivemos num regime socializante, quando toca a pagar a factura voltamos ao mercado livre.
Claro que nem todos os contribuintes devem dinheiro aos bancos. Mas devem quase todos. Se o Estado, ou seja nós, dá as mãos aos bancos, esperava-se que os bancos não endereceassem imediatamente a factura aos clientes clientes. Até porque, como diz o Pedro Sales aqui nos comentários, os bancos terão condições melhores para os seus negócios. Graças a nós.
O aumento do spread terá efeitos negativos na economia: nas empresas e nos cidadãos. Ou seja, o Estado dá a mão aos bancos para que não surja um problema grave na economia e os bancos agradecem garantindo que manterão as mesmas margens de lucro e passando a factura para os clientes.
Eu sei que a dimensão ética já não tem lugar nas empresas, mas tem de entrar na política. Ou os bancos dividem a crise com os demais ou não podem pedir ajuda ao Estado.
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Como alguém já disse:
A Banca nacionalizou o Estado.
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o meu comentario desta tarde neste post foi censurado? ou terá havido um afalha tecnica?
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MP, pode faze-lo de novo sem os insultos. Mais uma vez: está em nossa casa.
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Ele há coisas fantásticas, o contribuinte paga com os seus impostos o aval à banca, banca essa que vai reflectir nos empréstimos um aumento de “spread” para que estes Senhores paguem ao Estado a garantia.
Perceberam, claro que sim, estamos a ser “papados” à grande, pagamos duas vezes e estes hipócritas da banca continuam a gozar com a nossa cara, não há aqui algo que não bate certo?
Devo ser eu que sou do contra!
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A vossa demagogia irrita-me. De verdade que me irrita. Já vos passou pela cabeça que s
o pede dinheiro à banca quem quer? Já vos passou pela cabeça que quem empresta pode, e deve, fixar as condições? São todos cegos ou não veêm que a situação (risco) se agravou e portanto o dinheiro fica mais caro? Daniel, não percebeu que é melhor para a economia ter dinheiro mais caro do que dinheiro nenhum? Crie um banco e pratique spread zero, – quer que lhe encomende já o Nobel?
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Daniel Oliveira, insultos ? Quais insultos ?
Mais uma vez ridiculo, que foi a palavra do outro coomentario.
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Insultar é o que o Sr. faz quando insinua de maneira caluniosa determinadas coisas sobre pessoas e instituições, em assuntos sobre os quais não tem a minima preparação nem conhecimento, fazendo uma figura ridicula. Isso é que são insultos. Chamar-lhe ridiculo, em sua casa, não é insultá-lo, é constactar um facto.
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MP, como queira. Mas em minha casa não me insulta. Ponto final. Já estou cansado de repetir.
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Yuppie Boy, já lhe passou pela cabeça que o acesso ao crédito é uma condição fundamental para a saúde económica de um país. Claro que as instituições financeiras estabelecem as condições que entenderem. Mas se assim for, sem mais, então não devem ver um tostão dos dinheiros públicos.
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O DO agora acha que “…não devem ver um tostão dos dinheiros públicos.”. Só que o DO esquece-se que é ele mais os restantes Anacletos do BE quem ao longo do tempo luta para uma cada vez maior intromissão do Estado na esfera privada (seja ela, na economia, na família, na educação, etc). O Anacleto Louçã já não fala de “lucros escandalosos da banca”? Agora sim, o sistema financeiro está como ele sempre o desejou, sem lucros.
[Responder]
Por mais que vocês não o aceitem, o aval foi dado para ajudar a economia real e não a banca. Eu explico mais uma vez. Os bancos podiam solucionar o seu problema se se fechassem em casulo, – diminuiam as despesas, com despedimentos por exemplo, e dificultavam o crédito concedendo-o só a quem apresentasse boas, muito boas, garantias. Isto levaria ao caos e ao fechar na gaveta de muitos e bons projectos. É aí que o aval entra, permitindo o endividamento junto do BCE e instituições estrangeiras e a continuação do financiamento. O agravamento de spreads de que falam não tem nada a ver com isto mas sim com o incumprimento de muitos dos que o Daniel defende. Ou seja, confrontados com prestações e mais prestações incumpridas, os bancos viram-se forçados a rever as suas políticas de risco. A partir daqui parece-me fácil de perceber que os spreads só poderiam aumentar.
E deixe que o provoque mais uma vez porque tambem não percebo qual é a sua moral em ter um blogue onde a publicidade da Cofidis aparece de 5 em 5 minutos e depois vir falar de juros altos. Faz ideia de qual é a taxa de juro??? Pois, não deve fazer…
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