Há quase um mês que alguns comentadores residentes aqui do Arrastão me pedem umas palavrinhas sobre o que se está a passar em Alcântara. Respondi que ainda tinha dúvidas. E continuo a ter. Mas depois de ver o Prós e Contras e de ter acompanhado com atenção, durante o ultimo mês, a polémica em torno do terminal de contentores, cá vai:

Antes de mais, quero que Lisboa seja o que sempre foi: uma cidade portuária. E uma cidade portuária competitiva. Sendo a capital europeia do Atlântico, banhada por um enorme estuário, seria absurdo que não o fosse. Uma cidade viva não é um museu ou um enorme bar. Tem de ter actividades económicas, tem de ter comércio e tem de gerar emprego. É da natureza das cidades.

Esta mania de querer viver em cartões postais pode ser excelente para fazer promoção turística mas mata a vitalidade de qualquer cidade. O comércio é o sangue de qualquer metrópole. E, pelo menos até ver, as cidades portuárias têm contentores e guindastes. Olhem para qualquer cidade portuária da Europa. Lá está tudo o que aqui parece causar horror.

Olhei para os mapas e projectos que foram divulgados. Conheço bem Alcântara. Sinceramente, ainda não percebi que raio de vista está em causa num lugar onde há edifícios que sempre taparam vista aos automobilistas. A conversa do muro de aço só pode pegar para quem não conhece o lugar e o que lá está neste momento. Dizer, como ouvi, que se prefere ver lá um cruzeiro porque é mais bonito (apesar de, caso a vista existisse, a tapar bastante mais), está abaixo de qualquer debate sério sobre o planeamento de uma cidade. Mais: Alcântara é, historicamente, uma zona industrial e portuária.

Sempre defendi e continuo a defender que o Porto de Lisboa tem de devolver à cidade as zonas ribeirinhas que não têm utilização portuária. Mas isto não é o mesmo que dizer que não quero um porto em Lisboa. O Porto de Lisboa não tem de se dedicar à exploração do ramo imobiliário ou ao urbanismo. Mas tem de ter porto.

Dizer que não se quer acabar com o porto e depois dizer-se que não se quer ver contentores é brincar com as palavras. Lisboa vai perder o aeroporto. Não se pode dar ao luxo de ver definhar o seu porto. Não podemos ser uma cidade onde apenas habitam funcionários públicos e empregados de mesa. Precisamos de actividades económicas variadas e o porto é (como era, na minha opinião, o aeroporto) um elemento fundamental para a nossa economia. Porque cria emprego, porque nos abastece, porque ajudando a economia local faz entrar dinheiro nos cofres da autarquia que pagam os serviços camarários que precisamos. Devemos ser a única cidade deste país que se quer ver livre de todas as vantagens competitivas e fontes de rendimento que tem. Se o fizermos, um dia não seremos mais do que a Expo, os bairros típicos (cada vez mais desertos) para turista ver e o Terreiro do Paço.

Concluindo, acho bem o alargamento do terminal de contentores e tudo o que tenho ouvido me faz pensar que Alcântara é o melhor lugar para o fazer e que isto será benéfico para a economia lisboeta (estranhamente ninguém parece achar que isso, a “economia lisboeta”, exista).

Mas tenho muitas dúvidas e algumas inquietantes certezas. A ligação da linha de Cascais ao resto da rede ferroviária parece-me do mais elementar bom senso. Mas não fiquei convencido da exequibilidade desta obra e pareceu-me sentir algumas dúvidas do presidente do LNEC, o que me deixou preocupado. Não gostaria de assistir a uma nova novela igual à do túnel do Terreiro do Paço. Preocupam-me especialmente os efeitos desta construção nas cíclicas cheias que aquela zona sofre, e a que Ribeiro Telles chamou à atenção (de uma forma menos pedagógica do que é habitual) no programa.

O negócio com a Liscont tresanda e é para mim o principal problema de toda esta história. Tenho pena que o movimento criado não se tenha concentrado apenas nisto. Por mim, esta é a única razão fundamental porque me oponho ao processo. E seria razão suficiente para Sá Fernandes não se sentar no lugar onde se sentou no debate desta noite. Aliás, começa a ser estranho este hábito de António Costa se esconder atrás do vereador do ambiente de cada vez que o tema é difícil. Não é a primeira vez que o faz. A cidade espera ver o presidente da Câmara eleito num debate destes. E eu esperava ouvir de Sá Fernandes uma condenação clara de um negócio tudo menos transparente. Pode até ser que tivesse de ser a Liscont a manter a concessão da exploração do terminal. Mas a forma como se tentou que tudo acontecesse sem que ninguém desse por nada levanta todas as suspeitas. Ainda mais quando se sabe o que é a Mota-Engil. Cheira mal. Muito mal.

A forma como se fez tudo isto foi a de sempre. O debate com os lisboetas surge depois da decisão ter sido tomada e nunca por iniciativa da Câmara ou do governo.

Por fim, em relação ao debate, resta-me dizer que a prestação de Miguel Sousa Tavares só desajudou ao esclarecimento. Nunca passou da frase fácil para se fazer ao aplauso. Acho que os lisboetas, eu incluindo, aguentam um pouco mais de sofisticação. Já a secretária de Estado (bastante melhor que o seu ministro) conseguiu ser mais credível, incluindo em matérias em que concordo com Sousa Tavares. Por mim, que tendo sobre este assunto imensas dúvidas estava disponível para ouvir argumentos, as intervenções de Sousa Tavares tiveram o efeito oposto ao que seguramente pretendia.

Concluindo: quero um porto em Lisboa e quero que ele seja competitivo. Alcântara parece-me ser o lugar adequado para o alargamento do terminal. Não tenho nada contra a existência dos contentores que fazem parte do cenário de qualquer cidade portuária. Tenho tudo contra a forma como este negócio foi feito. Não tenho certezas sobre os efeitos das obras necessárias na zona para o desnivelamento da linha. E vou continuar a acompanhar.


56 respostas ao post “Alcântara”  

  1. 1 1  Maria

    Tambem vi.
    Tenho que pensar muito devagarinho em tudo o que ouvi mas assim para primeiras impressoes achei o Dr Miguel S Tavares muito polemico ,mas pouco eficaz, demasiado preocupado com os almoços com vista e menos com os empregos de quem por ali trabalha, nao sei se tera sido distracçao ou fruto de ma disposiçao que o ambiente estava um bocado para o tenso.
    Enfim.
    O negocio nao me parece coisa fina.
    Nisto de negocios desta monta nunca se sabe, o dinheiro e uma grande tentaçao, mas la que e verdade que Lisboa precisa de acçao nao tenho duvidas.
    Para seguir com muita atençao.

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  2. 2 2  Fernando Penim Redondo

    Concordo com quase tudo o que o Daniel diz excepto “a necessidade de uma actividade portuária em Lisboa”. Trata-se de uma actividade “hard”, tipo século XIX.
    As competitividades agora são outras, as dos cruzeiros por exemplo.
    O charme romântico dos portos, com os seus trabalhadores, foi substituído pela maquinaria e pelos “paralelepípedos”.

    Ninguém discutiu ontem de onde vêm e para onde vão os contentores que chegam a Lisboa e a atravessam nos TIR. Para o Terreiro do Paço não será. Também não se discutiu que conteúdos trazem contentores. Quantos vêm apenas cheio da quinquilharia chinesa para as “lojas dos 300″ ?

    Se como penso grande parte dos contentores se destinam às plataformas logísticas que rodeiam a cidade então talvez chegassem lá mais depressa e mais barato se desembarcados em Sines ou Setúbal.

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  3. 3 3  Xico

    Alguém tem de explicar ao Miguel que quando o “Independence of the Seas” com os seus mais de 34 metros de altura, estiver atracado, ele não vai conseguir ver o rio. Na melhor das hipóteses verá turistas obesos e com a idade do Matusalém.
    Subscrevo inteiramente o que diz o Daniel. Lisboa existe e é Lisboa por causa do seu porto e do comércio nele gerado. Foi o excelente porto que o estuário oferece que fez Lisboa e não fez Almada!
    Onde estava esta gente quando se cometeu o crime de construir um parque de estaciomanto na confluência de duas das mais importantes ribeiras de Lisboa (Praça da Figueira)?
    Onde está esta gente e suas petições para pôr cobro à loucura de se construir um TGV para o Porto (com paragem em Rio Maior, parece!)?
    O negócio foi mau. Chame-se a polícia.
    Agora querer ver ali um rio que nunca se viu e dizer que não se é contra o porto é fazer no mínimo dos outros parvos!

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  4. 4 4  berto

    Não vi o programa, mas segundo informações de quem trabalha no porto de Lisboa existem razões para que o terminal dos contentores continue a ser em Alcântara, a saber: maior profundidade naquela zona que permite estacionamento de navios de contentores por terem um calado maior. Em Santa Apolónia o rio não é tão profundo, mas os navios de cruzeiro podem perfeitamente aí estacionar devido ao seu calado inferior. Concordo com a apreciação e as dúvidas do Daniel em relação ao negócio.
    De resto não vejo em que é que o alargamento do terminal de Alcântara vai ser prejudicial.
    já agora para que não restem dúvidas:

    Calado é a designação dada à profundidade a que se encontra o ponto mais baixo da quilha de uma embarcação. O calado mede-se verticalmente a partir de um ponto na superfície externa da quilha.

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  5. 5 5  nuno oliveira

    Não vi, mas gravei, logo poderei ter uma opinião melhor formada posteriormente. Agora o que me parece incontornável é que aquela zona se vai transformar num imenso estaleiro anos a fio. Será que já ninguem se lembra da linha do metro para Sta. Apolónia??. E o aumento de tráfego de camiões??. Será que estou a ver mal o problema?.
    Quanto á localização, ouvi noutra intervenção a Arq. Roseta dizer que existem outros lugares para a localização. Sempre se disse que se iria devolver a zona ribeirinha aos lisboetas. Alcantara não é Lisboa???. Bom, quanto ao negócio está tudo dito: mais uma nogociata entre os amigos “socialistas”. Quanto ao Sr. Costa e o amigo ZÉ, penso que a cidade já percebeu que dali não vem nada de novo. Diga lá se for capaz uma medida que esta dupla possa ter orgulho em apresentar??? NADA!

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  6. 6 6  Mouzinho

    Parabéns ao Zé,

    Por defender o executivo de que faz parte e por revelar, em toda a sua argumentação, que o faz mais por dever do que por convicção. Os argumentos da praça e dos contentores arrumados é que não havia necessidade.

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  7. 7 7  fado alexandrino

    NUNCA será feita a ligação da linha de Cascais com a linha da cintura.
    Isso não pode ser explicado no programa porque a Doutora Fátima está ali para ajudar o Governo e ia matar a intervenção final da secretária de Estado.
    A diferença de bitola e de energia eléctrica levariam esse projecto para custos parecidos com o TGV.
    Que o seu vereador demonstre esta ignorância é que já é preocupante ainda para mais quando no início do programa declarou logo que ia custar 130 milhões.
    O resto da intervenção do mesmo demonstrou a mesma competência.
    Para ele no fim tudo se resume a ficarmos com uma linda pracinha.

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  8. 8 8  Mouzinho

    Apesar da sua embirração com MST (talvez pela cacetada que de vez em quando dá no seu BE, nas sua causa fracturantes e nas suas patetices e patetas vários) o DO talvez não tenha ouvido, mas MST referiu várias vezes (e com sound bytes e tudo)a vergonha do negócio com a Liscont, tal como o tal movimentos de cidadãos. MST chamou a atenção do seu querido Zé para o aparente paradoxo (ou falta de coluna vertebral, pelos vistos) de o ver do lado de lá, recorrendo à metáfora do D. Quixote .

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  9. 9 9  teresa

    Gostava de entender é o que possuem contra a Liscount. Se a Mota Engil tinha a concessão do porto e não havia motivos para a retirar de lá, qual será o problema de essa empresa manter a dita concessão. Possuem lepra? É uma empresa má? A gestão foi danosa? Parece uma data de invejosos. A empresa até está cotada na bolsa. Se há mais empresas interessadas comprem as acções. Entao queriam despachar a empresa que estava a gerir o porto e colocar lá outra e se calhar ainda mais esquisita? Parece mau negócio

    Quanto aos contentores. A coisa é ridicula. Se não alargarem o porto é mais que evidente que vão ter que colocar mais contentores em cima de contentores e tapar mais a vista. E se o alargarem talvez até melhor a paisagem.

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  10. 10 10  J

    Caro Daniel perdi-me no seu raciocínio. O twist a meio quase me fez lembrar uma crónica do César das Neves (perdoe-me a ofensa).

    Ora bem resumindo aponta os benefícios de um porto. Até aqui, concorde-se ou não, percebe-se. Depois diz: posto isto acho bem a ampliação dos contentores em alcântara. Para validar esta opinião rebate as afirmações estapafúrdias e não fundamentadas de MST, o que diga-se de passagem é um exercício muito fácil. Finalmente, há um contrato para aquela ampliação que arrepia e que nao devia ter acontecido.

    Também se ouviu no mesmo programa o Nunes da Silva dizendo que uma solução mista com Santaa Apolónia e intervenções na área de alcântara já existente resolveriam o problema sem necessidade de alargamento, promovendo a concorrência da actividade portuária, e sem necessidade daquekle contrato ad eternum à Liscont.

    Postos estes dados não percebo o seu raciocínio e como chega à conclusão que a ampliação é vital. Pode explicitar?

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  11. 11 11  jpt

    Sá Fernandes, em quem eu votei, está tão colado a António Costa que está num beco sem saída. E colocou o BE em Lisboa num beco sem saída.

    A única saída para Sá Fernandes é integrar as listas do PS nas próximas eleições. Duvido que o BE queira uma coligação pré-eleitoral, embora esta talvez seja a solução menos má. Contudo, basta o PS recusar Sá Fernandes para o matar politicamente e encurralar o BE. Alguém concebe uma candidatura independente de Sá Fernandes, mesmo que apoiada pelo BE? O que é que ele vai dizer e fazer? propaganda ao Mandato de Costa? se sim, pra quê votar nele, basta votar PS.

    Não acho que Sá Fernandes seja mau autarca (que é o que, para mim, é importante), mas comete erros políticos em catadupa. Estranho é que o BE se esteja a deixar encurralar desta maneira.

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  12. 12 12  xatoo

    este post inverte a óptica de análise, ao colocá-la sob a perspectiva da economia dos consumidores. (abastecimento, empregados de mesa, o emprego de 700 manobradores de guindaste,etc).
    Mas, vista do lado a montante, parece que a polémica começa quando dois grandes armadores de transportes europeus (sediados em Hamburgo) propõem um aumento de carga para o dobro com uma nova linha a partir de mercadorias da China.
    1ª questão, a Multinacional decide, a Liscont contrata e o Estado português fica envolvido numa parafernália de obras e de compromissos financeiros?
    2ª questão: a quinquilharia importada da China, que não é necessariamente de primeira necessidade (e muita dela será re-exportada, transitando apenas por Lisboa) não pode ser substituida por produtos de maior proximidade que geram emprego efectivo e não terciário e economia própria?
    3ª questão: Deve ser posta a ênfase sobre o aspecto juridico e a criminalização das infracções à legislação existente sobre actos decididos no escuro pela clientela que usurpou o Estado – antes de se começar a perorar (como de costume) sobre os efeitos que essas decisões causam.

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  13. 13 13  Ai que já não vejo a Lisnave

    O “Miguel”, é um “querido”…
    Acho extraordinário que o “Miguel” se preocupe com as “vistas” que… nunca viu.
    Primeiro porque os contentores sempre lá estiveram.
    Segundo porque francamente duvido que frequente as “docas”…

    O “Miguel” é mais é “caçadas”… lá para as bandas do Alentejo.
    Gostei de ver a cara de “paspalho” do “Miguel” à saída da Camara de Lisboa quando os estivadores lhe fizeram frente.
    O “Miguel” ficou estupefacto.
    O “Miguel” não está habituado a esta “gente” (vulgo o povo)
    O “Miguel” “circula” entre intelectuais, (alguns só candidatos mas enfim) ” a chamada “esquerda caviar…”
    Quem é esta gente ?.
    Se calhar pensou que eram figurantes contratados pelo Porto de Lisboa…
    Pois é “Miguel”, mas aquela gente precisa de trabalho, o país precisa das pequenas e médias empresas a exportarem os seus produtos,resumindo precisamos do Porto.
    Penso que não precisamos é de si para nada, pelo menos na forma como se apresentou ontem:
    Mal educado, arruaceiro, prepotente.
    Que triste figura!

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  14. 14 14  Minhoto

    O Sá Fernandes foi ao programa porque quis, ninguem o obrigou a sentar-se lá ao lado dos grandes interesses e defende-los. Ribeiro Telles tem razão no sentido de saber que estas coisas da hidraulica são complicadas, o Sá Fernandes devia abster-se de as comentar pois mostra a sua ignorância atrevida e um pouco de utopia.
    Em relação ao projecto que fede a esterco só isso é razão para parar e debater, não avançar a todo o gás pois parece que estão com medo de algo (?). Se isto fosse no tempo do Santana…
    O Bimbo do Névoa com quem se foi meter! Um pequenino no meio dos “Cães Grandes”! Este eixo
    Lino/Sá Fernandes/Costa/Mota/PS/BE não brinca em serviço isso não!
    http://www.youtube.com/watch?v=ZUEeBhhuUos
    O seu vereador ainda mantêm a sua confiança política Daniel?
    pra quando uma sátira dos rabiscos Vieira sobre este tema?

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  15. 15 15  qwerty

    Não posso deixar de concordar consigo, Daniel.

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  16. 16 16  Tiago Salgado

    Sinceramente não percebo… Uma cidade portuária completamente desligada do rio, e ainda querem aumentar a barreira que os separa… Juro que não percebo… E fiquei chocado com a posição do Sá Fernandes. Nunca pensei…

    Obviamente que ninguém é contra o porto… mas porque é que tem de ser mesmo em cima da cidade? Porquê aumentar ainda mais a dificuldade em aceder à zona ribeirinha? Como é que é possível uma capital com um rio espantoso, esteja completamente desligado dele? Se tirarmos as pequenas zonas de recreio na zona da Expo e de Alcantara, não temos acesso a ele, não existem mais nenhumas zonas de recreio de qualidade… aliás, está tudo protegido pelo Porto de Lisboa! O que ainda é mais espantoso, é a quantidade de espaço que a porcaria do Porto de Lisboa ocupa, que é mais ou menos, a largura da cidade…

    Agora querem convencer que Lisboa necessita de mais capacidade de contentores, e que a única solução possível é aqui mesmo ao lado de onde eu trabalho… Digam o que disserem, dúvido muito que a única solução seja aqui em Alcântara… e ontem esteve lá um professor do IST que acho que deve perceber muito mais disto que o Sá Fernandes e o pessoal da Mota-Engil…

    Daniel Oliveira, venha aqui à 24 de Julho (já que conhece tão bem Lisboa) para ver a bela merda que isto é! Não há nada! Rigorosamente nada! O cais da Rocha, muito ‘bonito’! Até dá prazer passear por lá! Tem tanta coisa!!! Por favor…

    Dão o exemplo das Docas… pois o que eu queria era que toda a zona ribeirinha fosse como as docas. Com paredões, lojas, restaurantes, cafés, jardins… Existem do outro lado da ponte, bem afastado do centro de lisboa…

    Quanto à frase do aeroporto, é no mínimo estúpida e demagógica! Vai ficar afastado uns km do centro de Lisboa! Uns meros KM!!! Era muito bom ter um aeorporto dentro da cidade, sem dúvida, mas e a qualidade de vida? O ruído, a segurança, a poluição? E já agora o aumento da capacidade do proprio aeroporto…

    Sinceramente, há pessoas que detestam mesmo Lisboa! E parece que o pessoal do Bloco está-se a borrifar para Lisboa. Defender a permanência do aeroporto no centro, e agora o Porto de Lisboa é no mínimo ridícula…

    É por estas e por outras que Lisboa está no estado em que está, mal amada, sempre a ser pontapeada pelos dirigentes políticos…

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  17. 17 17  Bang Bang

    Perante a crescente saturação do terminal colocam-se duas alternativas :

    1 – resgate da actual concessão seguido de concurso;

    2- acordar com o actual concessionário a realização do investimento necessário para o terminal a expensas deste, dando-se-lhe em contrapartida o direito de explorar o terminal pelo período de tempo acrescido estritamente necessário para amortizar e remunerar de forma justa o encargo adicional que o particular teria de comportar (princípio da proporcionalidade).

    Do ponto de vista económico-financeiro e jurídico a solução mais adequada e barata para o contribuinte é, de longe, a prorrogação do contrato.

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  18. 18 18  Bang Bang

    “Mas a forma como se tentou que tudo acontecesse sem que ninguém desse por nada levanta todas as suspeitas. Ainda mais quando se sabe o que é a Mota-Engil. Cheira mal. Muito mal.”

    Um juízo de intenção completamente despropositado. Neste domínio dos contratos de terminais, é assim que se fazem em todo o mundo. Na Europa (v.g., a concessão da Eurogate em Hamburgo e Bremen, da ECT em Roterdão, do TCB em Barcelona, da Marítima Valenciana em Valência, concessões anteriores à da Liscont e que, posteriormente, objecto de diversas prorrogações pelas respectivas autoridades portuárias, para prazos posteriores ao agora fixado para esta concessão, de forma a acomodar a amortização e remuneração dos planos de investimentos posteriormente tornados necessários). Até em Portugal sempre assim foi. Veja-se o caso da concessão da exploração do terminal de contentores no porto de Sines- foi prorrogador pelo prazo de 30 anos.

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  19. 19 19  Bang Bang

    O que está agora em causa é uma ampliação do aumento da capacidade de parqueamento no terminal, por via do reordenamento do espaço já envolvido na actual actividade portuária.

    Vai ser uma excelente oportunidade para gerar uma mais valia urbanística, eliminando-se os armazéns devolutos do cais de Alcântara e cuja altura excede a cota máxima permitida no terminal para o empilhamento de contentores.

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  20. 20 20  m&m

    «A diferença de bitola e de energia eléctrica levariam esse projecto para custos parecidos com o TGV.»

    Fado Alexandrino,

    há diferença de tensão eléctrica entre as linhas ( a uniformização não é cara e vai ter que ser feita, independentemente desta história do porto), mas NÃO há diferença nenhuma de bitola.

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  21. 21 21  m&m

    Vi um Sá Fernandes desorientado com argumentação de propaganda tipo campanha eleitoral, um prof Nunes da Silva eficaz , um MST caceteiro mas com o mérito de trazer o assunto a debate público, o representante da Liscont a defender interesses próprios que podem não ser necessariamente os do interesse público, mas vi sobretudo uma secretária de estado serena, bem preparada, a ganhar o debate por isso.

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  22. 22 22  fado alexandrino

    Tanta confusão.

    “Independence of the Seas” com os seus mais de 34 metros de altura, estiver atracado, ele não vai conseguir ver o rio

    Pois não, mas o navio desatraca e os contentores não.

    Entao queriam despachar a empresa que estava a gerir o porto e colocar lá outra e se calhar ainda mais esquisita?

    está a confundir Liscont com Adiministração do Porto de Lisboa, o resto da sua intervenção ainda é pior.

    Mal educado, arruaceiro, prepotente.

    Quem foi tudo isso foi o senhor que se dizia o porta-voz de sete mil assinaturas. O resto da sua intervenção só mostra dor de corno.

    Se tirarmos as pequenas zonas de recreio na zona da Expo e de Alcantara, não temos acesso a ele, não existem mais nenhumas zonas de recreio de qualidade… aliás, está tudo protegido pelo Porto de Lisboa!

    Seria melhor antes de escrever dar uma volta a pé desde Cais do Sodré até Algés como eu faço várias vezes.

    venha aqui à 24 de Julho (já que conhece tão bem Lisboa) para ver a bela merda que isto é! Não há nada! Rigorosamente nada!

    É verdade.
    Aquelas duas raparigas que foram atropeladas há uns tempos numa passadeira à noite, o condutor confessou que tinha adormecido porque a avenida eram tão monótona que dava sono.

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  23. 23 23  m&m

    deixo um link para aqueles que têm opinião pouco informada (daniel incluido) poderem perceber melhor os contornos da coisa. É que a questão é mais global, envolve ferrovia privada (takargo).

    http://www.maquinistas.org/pdfs_hos/falaciasdomoptc2.pdf

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  24. 24 24  francesco

    Parabéns
    Concordo na íntegra com este post.

    Pode ser um problema de adaptação literária.
    Eu, que não aprecio touradas, notei uma falta de encaixe narrativo em mergulhos de facilidade. A visão, sempre à mão, parece uma birra de crianças, inadaptadas às descidas e subidas ao longo de um rio. Observem, sem qualquer crispação, as margens de um longo rio e respirem novos lugares.

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  25. 25 25  Lídia Bulcão

    Daniel, nunca pensei dizer isto… Mas até concordo contigo, eheh! Uma cidade portuária tem o seu próprio charme e vale muito mais do que qualquer turista pode pagar. Eu, que também nasci e cresci numa cidade portuária (outra que ainda espera por um plano de urbanização para a sua frente marítima), sei que a vida da urbe pode ser tanto maior quanto maior for a actividade do seu porto. É preciso não esquecer que, por mais sol e mar que tenhamos, a economia precisa de uma alimentação diversificada e o dia-a-dia das gentes não se constrói nas esplanadas.

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  26. 26 26  fado alexandrino

    m&m 18 Nov 2008 às 11:49
    Obrigado.
    Não foi isso que o técnico do IST (lamento não fixei o nome) ontem disse e explicou. Adiantou ainda que os comboios que operam na linha de Cascais não podem ser usados na linha da cintura, ou mudam os comboios ou mudam as estações devido á sua altura.
    Acrescentou ainda que a linha da cintura está saturada nas horas de ponta e explicou que só podem meter três comboios hora (em situação óptima) em horas de ponta.
    Se pensarmos que de Alcântara ao Cais do Sodré são cinco minutos de comboio (e que Alcântara vai ter Metro) não estou a ver racionalidade nenhuma em gastar centenas de milhões de euros.

    É exactamente a mesma coisa com o prolongamento do Metro de Amadora-Este até à Reboleira.
    Neste caso é para facilitar a vida aos privados que vão construir ali.
    Naquele caso vai facilitar a praça que tanto entusiasma o Zé.

    A secretária escusou-se a responder a três perguntas.

    Porque é que assinaram o documento naquele dia.
    Quem paga se o EIA for desfavorável.
    Se ainda só há um meio estudo, conforme explicou o director do LNEC, como é que ela sabe que o túnel ferroviário pode ser construído.

    Aposto que o Zé vai em metade de uma folha A4 explicar tudo isto.

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  27. 27 27  PDuarte

    « E eu esperava ouvir de Sá Fernandes uma condenação clara de um negócio tudo menos transparente. »
    podes esperar sentado.

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  28. 28 28  Sebastião Dias

    Além de haver inúmeras suspeitas de que as coisas não estão a ser feitas da forma mais correcta (falta de concursos públicos, eventuais indemnizações, prazos de exploração, etc), há outras perguntas que devem ser respondidas.

    O porto não pode ser feito noutro local, como por exemplo, na outra margem, uma vez que vai haver outra travessia rodo-ferroviária?

    O porto de Sines, que tem condições para receber embarcações de grandes dimensões não poderá dar resposta a algumas destas necessidades?

    A verdade é que sempre que nos tentam vender uma obra de dimensão descabida, de orçamento avultado e de utilidade questionável, argumenta-se sempre que é preciso decidir já, tem mesmo de ser feito agora, se não for feito somos ultrapassados por A B ou C, cai o Carmo e a Trindade, morremos aqui todos e caem-nos os parentes na lama. Tudo soa a fuga para a frente.

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  29. 29 29  aviador

    Parabens Daniel. Bom comentário.

    Não vi o programa. Desliguei mal começou.
    Previa ordinarice… fui ler!

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  30. 30 30  Sebastião Dias

    O Sá Fernandes, que anteriormente argumentou – e bem, viu-se – os perigos de construção do túnel do Terreiro do Paço, acha agora normalíssimo uma obra gigantesca em Alcantara, em leito de cheia (todos os anos lá há inundações), desviando uma ribeira de curso considerável para construir precisamente no mesmo local uma estação de comboio subterrânea. Tudo trivial.

    Quer-me parecer que com negócios escuros destes – negociatas, como o bloco adora dizer -o Sá Fernandes é exactamente aos autarcas de reputação duvidosa que por todo o lado proliferam. Bom, é pior, tenha-se em linha de conta o seu discurso moralista.

    [Responder]

  31. 31 31  Antonio

    tenho a sençação (desculpe-me se estou enganado) de que o Daniel Oliveira está a fazer também ha já algum tempo um balanço pessoal e introspectivo sobre o Vereador José Sá Fernandes e a ideia que têm/tinha sobre ele.

    Se assim for, talvez não tenha-mos (os que prazenteiramente o leem jornal e blog) de esperar até 2009 para sabermos a sua tão (valorizada) opinião…

    Como dizia o Keynnes

    «Se os dados/factos mudam, eu mudo a minha opinião, você não?»

    Um abraço

    [Responder]

  32. 32 32  JU

    Daniel

    Se a camara de lisboa fosse governada por exemplo pelo PSD voçé era completamente contra.
    Seja vertical nas ideias e não se vergue as cambalhotas politicas de um camarada de partido

    [Responder]

  33. 33 33  Ricardo

    Fernando Redondo

    É uma actividade “hard”?!
    É o argumento mais absurdo que já vi. A construção de habitações também é uma actividade “hard”, a agricultura também é uma actividade “hard?” Mas olhe que são absolutamente necessárias, porque não se importam carros por e-mail nem as frutas importadas que come vêm de telefone. Em que medida é que uma actividade “hard” significa actividade do séc XIX? Que coisa mais parva.

    As maiores potências mundiais são as que não desprezam os seus sectores primários e secundários.

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  34. 34 34  Francisco Crispim

    As imbecilidades que se lêem por aqui…
    Há uma Teresa que defende a eternização do negócio com a Liscont porque esta não tem lepra… Não lhe ocorre que se está perante uma benesse escandalosa, concedida sem concurso público, à revelia de qualquer moralidade. Em seu entender, a Liscont ganhou o direito de ficar ali até ao fim dos tempos porque sim.
    O paleio dos “assessores” governamentais está a enojar tanto que isto um dia rebenta, olá se rebenta.

    [Responder]

  35. 35 35  LAM

    1-Antes de mais um aviso à navegação: não sou lisboeta. Com essa distância quero dizer também que o caso do porto de Lisboa não é uma questão nacional, ao acontrário do que alguns opinadores pretendem fazer crer.
    2- A cidade de Lisboa, os seus habitantes, de há muito que não estão ligados ao rio, apesar dos postais ilustrados. Salvo raras tentativas recentes, via Expo (mais um postal ilustrado), o que resta dessa relação está na letra de alguns fados e pouco mais.
    3- Se, à partida, e logo para começo de qualquer discussão sobre este assunto, se entende que Lisboa é uma cidade portuária e que, como tal precisa de um porto, com o argumento maior a ser o porque sim, então o resto da conversa, o que daí pode decorrer, está manietado à partida. Com Liscont ou sem Liscont.

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  36. 36 36  MP

    Daniel Oliveira, estou absolutamente espantado com duas coisas. Primeiro com a moderação do seu texto sobre um tema polémico, em segundo porque concordo inteiramente com o que escreveu. Agradavelmente espantado.

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  37. 37 37  Tiago Ivo Cruz

    Subscrevo este post por inteiro.

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  38. 38 38  milodon

    penso que estamos de acordo que todas as casas devem ter telhado para poderem exercer em condições a sua função. já não me parece bem começar pelo dito. mas como os materiais são fornecidos pelo vizinho o problema não é grave.

    será que exemplos como o do Metro no Terreiro do Paço ou a renovação da linha férrea do Norte não são suficientes para como se diz na nossa terra se deixar de pôr o carro à frente dos bois?

    e afinal Daniel a favor ou contra? desde que a causa seja boa os meios pouco importam?

    [Responder]

  39. 39 39  Bolota

    DO,

    Com toda actualidade que me possam merecer os contentores, como provinciano que sou…o que tenho eu a ver com isso??? o Pôs & Contras é um programa nacional ou regional???

    Quanto ao Zé…acho que o perderam.

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  40. 40 40  Y

    Eu vivo em Alcântara e os contentores não me preocupam. Eu compreendo que preocupem o Sousa Tavares e outros dessa classe, visto essa zona mais ribeirinha ter vários projectos para condomínios privados.

    Preocupam-me tantas outras coisas em Alcântara, agora contentores? Poupem-me.

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  41. 41 41  Y

    Bem, dizer que os contentores pouco estão relacionados com o país é ridículo. O porto de Roterdão abastece toda a Europa, o porto em Lisboa abastece todo o país.

    E querer imaginar mais canais de televisão como o Porto Canal é assustador. Se bem que o fim do Prós & Contras era fantástico, nunca vi um programa onde se discutem assuntos sérios e interessantes de uma forma tão pouco útil e despropositada (ok, já vi: o CurtoCircuito na SIC Radical).

    [Responder]

  42. 42 42  m&m

    Fado

    A linha férrea portuguesa tem apenas duas bitolas : via estreita (linha do Tâmega, do Corgo, Tua e linha do Vouga) e bitola ibérica (restantes linhas nacionais, Cascais incluída).

    O material circulante da linha de Cascais de facto não pode operar em mais nenhum local da rede (por motivos de tensão eléctrica), mas está em fim de vida e a curto prazo vai ter que ser abatido e substituido. O alinhamento das gares é «peanuts» em termos de custos. A quadriplicação da linha de cintura a partir do Areeiro vai resolver esse congestionamento, por isso é que estão previstos 16 comboios diários de mercadorias ( pertencentes à Takargo/Mota-Engil, digo eu) a partir de Alcântara.

    essa junção de linhas permite uma miríade de opções, por exemplo um comboio alfa ou intercidades directo de Cascais para o Porto sem transbordos.

    a secretária de estado esclareceu se o EIA for desfavorável e a obra não se fizer, a indemnização a pagar será proporcional ao investimento já feito pela Liscont, como é razoável. Quanto ao tunel ser de dificil construção, politics as usual. Conhece alguma obra pública cujo o custo não derrape?

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  43. 43 43  Luis

    é lamentável que os comentários neste BLOG sejam tão negativos relativamente à pessoa de MST… certamente que ele não quererá viver num condominio privado que lá se construa. acho absolutamente relevante que a cidade deve criar uma relação com o rio. que incompreensivelmente não tem. E lamento desaspontar os que aqui escrevemmas por mais importante que seja o porto para as actividades economicicas, o desenvolvimento da relação com o rio é muito mais importante para o desenvolvimento do turismo e capitalização da luz e geografia da cidade…e o turismo é um sector prioritario. acredito com MST que o porto pode desenvolver-se noutros pontos. para as actividades economicas não será de todo determinante que seja em alcantara por mais estudos que se apresnetem. E a MST devemos a coragem de atacar directamente a atribuição de dinheiros publicos a interesses privados, porque é disso que no fim se trata… tenho muita admiração pelo DO mas fico tiste (é a palavra) por neste caso ele não prestar esse justo reconhecimento. Já basta de iniciativa privada que é privada para os lucros e estatatal para os prejuizos… e a luta contra estes privilégios e corrupção está para lá da vista para o rio ou da importancia do porto. Queira-se ou não, melhorar a relação com o rio (dado que o estuário é unico) é uma forma de incrementar significativamente o interesse turistico da ciadade. devo dizer obrigado ao MST

    [Responder]

  44. 44 44  Y

    Mas desde quando é que o Miguel Sousa Tavares se preocupa com a atribuição de dinheiros públicos a interesses privados? Essa é uma grande novidade…

    Isso a mim preocupa-me, não a altura dos contentores.

    [Responder]

  45. 45 45  LAM

    Y,
    Quanto aos contentores de Lisboa abastecerem todo o país, é tão ridículo como dizer que o porto de Roterdão abastece toda a Europa. O folclore tem limites. Não, o porto de Lisboa não abastece todo o país, e só pelos interesses que continuam a não ser levantados nesta discussão não se vai ao âmago do problema. É que o País (todo o País) não carece de um porto problemático e periférico quando tem outras vias comercial, logística e economicamente mais viáveis.

    Enquanto a questão for provinciana como colocada por João Pinto e Castro no Jugular, como alimentada aqui por Daniel Oliveira, ou como debatida ontem no Prós e Contras, não se sai da cepa torta.
    Se querem colocar a questão de um grande porto internacional, o debate tem de ser alargado ao País e pesados muitos considerandos.
    Até lá a questão é meramente regional. Com o dinheiro de todos como é costume, mas regional.

    [Responder]

  46. 46 46  Roger

    Que se faça o alargamento do porto. Já chega de discussões da treta. Qualquer obra que se queira fazer no País, leva 20 anos de discussões. Quem paga esse custo? Os mesmos, os contribuintes pagantes. Há senhores que vivem das discussões e polémicas. É tempo de abreviar isso e passar a acção. Que se converse menos e se trabalhe mais. Há lucros a perderem-se diariamente.Avance-se com os trabalhos que Alcântara precisa a cidade precisa e o País precisa.

    [Responder]

  47. 47 47  fado alexandrino

    m&m 18 Nov 2008 às 23:34
    Obrigado.
    A sua intervenção é muito interessante mas estamos a desviar-nos do assunto do post que diga-se também de passagem é marginal à sociedade portuguesa.
    Das várias vezes que li sobre a linha de Cascais e sua integração na linha da cintura o que me ficou na memória foi todos os especialistas escreverem que isso iria custar balúrdios.
    Eu até estou convencido que o Zé nem sequer sabe do problema eléctrico.
    Não estava na folha A4.
    O que na realidade perece estar em causa é o seguinte, como aliás ontem foi dito muito de raspão.

    O terminal de contentores vai ser aumentado para o triplo e portanto é preciso tirar de lá o triplo de contentores que hoje saem.
    O aumento do tráfego ferroviário implica que se tenham que fazer obras de grande vulto e notoriamente que a única solução será enterrar a via-férrea.
    Como não se pode dizer que isso é apenas para servir a Liscont, junta-se-lhe esta ideia da linha de Cascais.
    É uma balela como a expansão do Metro à Reboleira.

    Servindo três estações, Campolide Sete-Rios e EntreCampos, com a chegada do metro a Alcântara e metro no Cais do Sodré não estou a ver os tais milhões de passageiros que a secretária e o Zé ontem queriam ver a viajar nestes comboios.
    Uma pequeníssima percentagem irá para esta linha os restantes mantêm o hábito mas captar novos passageiros será um utopia muito mas mesmo muito cara.

    Um ou dois Alfas por dia são trocos e se algum dia se fizer o TGV então não serão nada.
    Melhores cumprimentos.

    [Responder]

  48. 48 48  Y

    Claro que dizer que o porto de Lisboa abastece o país e o de Roterdão a Europa é simplório. Mas não deixa de ter a sua grande parte de verdade. As coisas chegam cá de alguma forma.

    A existência do porto é natural, só isso.

    [Responder]

  49. 49 49  José Costa

    Como portuense, apenas opinarei sobre a negociata… Realmente cheira um pouco mal e devia ter sido discutida amplamente antes de se assinarem contratos nas costas dos munícipes.

    Quanto aos que dizem que o porto (com letra pequena, porque Porto é a cidade) de Lisboa abastece todo o país, o porto de Leixões, com14 947 984 navios e 282 389 contentores no ano de 2007, deve ser em Espanha em vez de Matosinhos…

    [Responder]

  50. 50 50  Sebastião Dias

    Porquê todas estas acusações a Miguel Sousa Tavares?

    Afinal de contas a democracia faz-se assim também, com cidadãos empenhados em causas, que recolhem assinaturas, que fazem pressão junto das instâncias políticas, que se mobilizam em defesa dos seus interesses.

    Melhor ou pior, Miguel Sousa Tavares prestou-se a esta tarefa, e achei que até foi bastante claro nas acusações que teceu contra a Liscont e contra a APL. Isto é o pior do português: dizer mal de quem está bem na vida. Há muitos invejosos.

    [Responder]

  51. 51 51  Maria

    Tambem nao concordo com ataques pessoais e ate simpatizo com MST.
    Mas depois de ver o programa pela segunda vez , fiquei com mais uma vez com a impressao de que ele poderia ter explorado de forma mais profunda o que representa afinal o negocio.

    Acho que se perdeu um bocado em pormenores de menor importancia como alturas de contentores, entradas e saidas etc, quando o que mais interessaria penso eu , seria aproveitar as presença de algumas das figuras envolvidas no negocio, que la estiveram e certo,mas que afinal de contas acabaram por falar muito pouco.

    [Responder]

  52. 52 52  Minhoto

    Ó Maria para saber mais porque não aproveita e dá uma apitadela ao Sá-Fernandes! Ele é que sabe!

    [Responder]

  53. 53 53  Irredutível

    Cuidado com a Mota Engil. Cá na Gafanha já controlam um terminal inteiro do porto de Aveiro. É como a malta diz: “Estão a comprar tudo…”

    [Responder]

  54. 54 54  José Silva

    Como já disseram tudo, que vou eu dizer, que conheço Alcântara Mar, por onde passava para ir para a Ferreira Borges; donde saí para ir para Angola. Entendo que é preciso fazer algo pela nossa economia, embora feito à maneira do Lawrence da Arábia. Acho que o homem que chamou deserto à margem sul está a tentar tapar a vista, para não se ver esse enorme “deserto”, que é a tomada das suas decisões, ou se quiserem o deserto da margem Sul:
    O NOVO LAWRENCE
    Os contentores nas docas
    não contêm muitas focas
    mas têm eles um acepipe
    prós porcos terem a gripe!
    -
    se quereis que vos conte
    disse-nos um Mário Lino
    dei um prazo à Lisconte
    mas prazo foi pequenino!
    -
    lá para os lados das docas
    diz-nos como um conselho
    há por lá tremendas tocas
    onde se esconde o Coelho!
    -
    e esse Coelho é muito vil
    deixou cair em Entre Rios
    uma ponte que era o ardil
    para ele só ver uns navios!
    -
    ora vejam meus senhores
    cada um tem sua pancada
    o Coelho dos contentores
    vê lá passar toda armada!
    -
    mas isto não tem mistério
    diz-nos o Lino da alegria
    o meu próprio ministério
    já fez uma boa auditoria!
    -
    vós sois só cabeças tontas
    eu digo à minha maneira
    que o Tribunal de Contas
    devia sanear um Oliveira!
    -
    jurídico tenho um parecer
    e deixam lá às révanches
    que inconstitucional a ser
    diz tal Saldanha Sanches!
    -
    e o contrato do terminal
    diz um Mário Lino viril
    foi visto por um tribunal
    onde manda Mota-Engil!
    -
    eu fiz tudo sem concurso
    onde passo, eu faço obra
    em Alcântara sou um urso
    no deserto sou uma cobra!
    -
    e deixem-se de contornos
    eu não sou Manuel Pinho
    não vos faço uns cornos
    pois bebo só um copinho!
    -
    Sem TGV e um aeroporto
    tinha que dar o meu sinal
    de contrário estava morto
    tudo cá no meu Portugal!
    -
    e está armazenada a gripe
    lá perto em Alcântara Mar
    se não me dão um acepipe
    e todos eu vou contagiar!
    -
    Pisco

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