“A deterioração das relações laborais avança em Portugal a um ritmo avassalador, com perda de direitos e erosão das condições de vida para sectores cada vez mais vastos da população. A par do aumento do desemprego, há hoje cerca de 2 milhões de pessoas em situação de precariedade, sujeitas à arbitrariedade dos patrões, obrigadas a aceitar os baixos salários e a incerteza, à margem do enquadramento legal, da protecção social e das garantias mínimas. A chantagem social individualiza as relações laborais para enfraquecer a parte mais fraca: os trabalhadores/as.
Assim, há hoje milhares de trabalhadores/as a recibos verdes que viram acumular-se uma dívida à Segurança Social, que, nas suas condições, não conseguem saldar. Uma dívida quase sempre contraída numa situação que, além de injusta, é ilegal. É uma dívida contraída porque os patrões não descontaram o que deveriam, se a esse trabalho correspondesse o contrato de trabalho devido; é uma dívida contraída por milhares de pessoas que nunca tiveram direito aos subsídios de férias ou de Natal; é uma dívida contraída por pessoas que, por serem cinicamente consideradas empresários/as, nunca tiveram apoio na doença ou no desemprego.”
O vídeo é elucidativo sobre o teor da posição subscrita por quatro associações que lançaram esta justíssima petição: antes da dívida temos direitos.
Espero que os autores, depois de deixarem a petição no Parlamento, não se esqueçam de enviar uma cópia à nova ministra do Trabalho. Já que José Sócrates conseguiu entregar a pasta do Trabalho à única pessoa a viver em Portugal que ainda se deixa surpreender com a número de desempregados, é bem possível que a pasmada ministra também nunca tenha ouvido falar de falsos recibos verdes e outras minudências que fazem o dia-a-dia de milhares de jovens precários.
52 comentários 22 Nov 09 em Sem categoria



A única solução seria uma fiscalização apertada aos recibos verdes. Curiosamente esta ilegalidade tornou-se um hábito aceitável praticadada pelo próprio Estado. O dr. Paulo Portas, por exemplo, sempre preocupado com a fiscalização ao RSI, pode ajudar a nova ministra, de que não me lembro o nome, a acabar com esta ilegalidade. Ou talvez aquela figura boçal – o Valter Lemos- possa informar a ministra sobre os nossos costumes laborais
[Responder]
Por razões de evolução histórico-política, o regime laboral faz prevalecer o interesse dos que empregados sobre o dos desempregados. E os bloqueio institucionais não permite que esse desequilíbrio se altere.
As consequências são as que se vêem.
[Responder]
Reforma da ACT= urgente
[Responder]
Por acaso ainda se lembram de quem deu à luz os verdinhos?
[Responder]
É impensável vencer a batalha do (des)emprego e da percaridade do emprego enquanto não se alterarem as directivas de gestão que consideram os trabalhadores os maiores inimigos das empresas. Em nome da Santa Produtividade: quanto mais trabalhadores na empresa menor é a sua produtividade!
Os Contractos a Prazo são, ao contrário de que muita gente pensa, uma forma democrática de distribuir o Rendimento Nacional pela População Activa sem emprego estável, assim: No 1º semestre trabalho eu, no 2º semestre trabalhas tu no meu posto de trabalho e eu fico desempregado. Depois trocamos! Na prática resulta em pagar metade do salário, em média, aos trabalhadores flutuantes.
Os Recibos Verdes são só uma forma de roubar os cofres da Segurança Social, atirando para a extrema pobreza na velhice, quem hoje aceita ser remunerado dessa forma.
[Responder]
Portugal muito mais perto de África do que da Europa.
Será que o Zé Pedro dos Chutos não terá vergonha de ter apoiado o modernismo Sócretino?
[Responder]
No estado por exemplo, agora em vez de recibos verdes fazem o seguinte:
- O “instituto” xpto precisa de uma pessoa;
- Faz umas entrevista e diz-lhe que não o pode passar para funcionário publico por causa disto e daquilo, mas tem uma proposta;
- O “instituto” xpto não pode aceitar recibos mas pode aceitar sub-contratados;
- Então pega no candidato e vão a uma dessa empresas tipo Vedior” “Manpower” etc, e fazem um contrato;
- O contrato é assim, o novo funcionário assina um contrato com a recrutadora (que nada fez por isso) por um ano e recebe 1000 € por mês, e a empresa recrutadora recebe 2000 € pelo empregado.
Assim é muito mais justo.
Quem era aquele gajo do ps que se dizia o provedor das empresas de trab temporário ?
[Responder]
O Exmo. Provedor das Empresas de Trabalho Temporário é o inefável Vitalino Canas, amigo Cunha.
[Responder]
Sales, podes tu empregar essas pessoas com o teu dinheiro em vez de exigires dos outros algo que não fazes.
E não é verdade que a dívida que se esteja a cobrar a estas pessoas corresponda àquela que os patrões não pagaram. Esta dívida é de dinheiro que os patrões pagaram aos trabalhadores mas estes não entregaram à segurança social.
E Sales, é irrelevante para o patrão para quem vai o dinheiro. Se ele vai para o estado, se vai para o trabalhador, é irrelevante para quem paga, o custo é só um. Se esse custo é adequado ao trabalho que daí resulta, há trabalho. Senão, não há. Portanto, podes colocar em cima do salário os custos que bem entendes para que o teu estado social se mantenha e para que nunca falte o gasóleo ao carro do ministro mas, no fim do dia, o custo é só um. Ou vale a pena, ou não vale. Se não vale, não há trabalho. Ah, mas também não há exploração capitalista para descansar as vossas revoltadas cabeças socialistas, que isso é que é importante. Lá que os outros passem fome, isso é o menos…
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 23rd, 2009 at 10:10
toniblair, a confusão que aí vai, minha nossa senhora. Alguma vez trabalhou a recibos verdes? Parece-me bem que não.
Tonibler
Bonito hino o seu à selvajaria que são os recibos verdes e o trabalho precário neste país.
Qualquer país capitalista Ocidental, por mais liberal que seja não teria coragem de praticar este subterfúgio sarrafeiro e canalha.
Com o “grande” inovador (em trabalho precário e apologia do baixo salário para os Portugueses) e “empreendedor internacional” Van Zeller a conselheiro de Vieira da Silva, as perspectivas são ainda muito mais sombrias para este Portugal.
[Responder]
Caro António Cunha.
Para além do que bem descreve, o Estado também propõe muitas vezes que o potencial empregador crie uma empresa para que o possa manter como subcontratado. O Estado é o maior empregador de recibos verdes do país.
Eu sou gerente de uma “mini-micro empresa” e não tenho ninguém a recibos verdes, sinto-me à vontade para falar do tema. Custa-me bastante ver o Estado constantemente a criar-me dificuldades burocráticas, aumentar-me os impostos, obrigar-nos a ter planos de segurança e higiene no trabalho perfeitamente absurdos, caros e desproporcionados para a dimensão da empresa. Para dar um exemplo concreto, durante uns bons meses no início deste ano, ainda não tínhamos recebido a devolução do IRC e o Estado já nos tinha cobrado parte impostos adiantados (pag conta) para 2010.
O grosso do país não são as empresas monopolistas em situações que não têm a ver com capitalismo, competição ou inovação mas simplesmente com situações de cariz rentista. A grande maioria são pequenas empresas como aquela na qual tenho responsabilidades que trabalham num ambiente ou hostil ou que pelo menos promove o recurso a actividades não produtivas e que não são geradoras de emprego ou valor (subsidiação, projectos PRIME, etc.).
Aceite os meus cumprimentos
Nuno António
[Responder]
Caros Daniel Oliveira, Pedro Sales, António Cunha,
Um assunto sobre o qual gostaria honestamente de ouvir a vossa opinião é o estado calamitoso das nossas finanças públicas. Estou a pedir isto em qualquer ironia:
http://sic.sapo.pt/programasinformacao/scripts/VideoPlayer.aspx?ch=plano-inclinado&videoId={BB423B4E-47DC-4CE0-AF75-FCBB1B28E4BE}
Cordialmente
Nuno António
[Responder]
11 Nuno Cruz António
Caro Nuno ainda durante a semana passada falei aqui sobre este programa e as ideias de medina carreira.
aquilo é uma lição de como estamos a foder o nosso pais. Todos nós !!!
Isto tem que levar uma volta.
p.s. o seu link não funciona
[Responder]
8 joaquim azevedo
Obrigado Amigo
[Responder]
Ande, Cunha, esmiuce aí as nossas Finanças Públicas, seu bloquista escondido!
[Responder]
Concordo que a precaridade é um sério problema. Contudo, o problema não se resolve com legislação proibindo a precaridade como o Sales e o BE advogam. Se tal acontecesse, os precários deixariam de ser precários e passariam a ser desempregados. Para combater a precaridade há que ir às suas causas, e a sua principal causa é precisamente a rigidez do código laboral, que aliás o BE também defende. Fica bem ao Sales um texto como este, mas isto não é mais que demagogia populista a roçar a desonestidade.
[Responder]
Daniel,
Sim, já. E também pago por recibos verdes. Por isso, em vez de falarem de cor, seria talvez interessante que mostrassem trabalho em vez de paridas.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 23rd, 2009 at 15:50
toniblair, se há coisa que não estou a falar é de cor, já que recebi através de falsos e verdadeiros recibos verdes quase toda a minha vida profissional e nunca recebi dinheiro para pagar a segurança social. Nem recebo. Recebo para pagar o IVA, o que é um pouco diferente.
Caro António,
Obrigado pelo seu reparo. O atalho apenas funcionará se o seleccionarmos na sua totalidade, copiarmos e colarmos no nosso navegador de rede. Deste modo funciona.
Infelizmente não tive oportunidade de ler o seu comentário. Se me puder enviar o atalho, teria muito gosto em lê-lo.
Cordialmente
[Responder]
Não, Daniel.
A tua relação com a segurança social (se calhar não é mal visto que apagues o cometário…) é um problema teu, não é de quem te paga. Quem te paga por recibo verde não tem nada a ver com isso.
Rui F.
tudo bem, pode-se acabar com os recibos verdes. O que é completamente imbecil é pensar que acabar com os recibos verdes vai gerar igual número de recibos brancos. Seja qual for a razão em concreto por detrás dos recibos verdes, o seu valor actual é muito inferior ao de um recibo branco. Por isso a alternativa ao recibo verde será, muito provavelmente, o mais completo desemprego.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 23rd, 2009 at 18:01
Mas foi o toniblair que fez essa associação – dizendo que os patrões davam o dinheiro e os trabalhadores ficavam com ele -, não fui eu.
The Studio
Discordo em absoluto
A precaridade existe no país não por causa do código do trabalho obsoleto como você advoga, mas porque todo o sistema produtivo nacional foi sendo desmantelado desde que entramos para a CEE: primeiro por Cavaco e depois pelos outros todos.
Em vez de se modernizar os sistemas de produção e dotar as pessoas de formação de qualidade e exigente tendo em vista o equilíbrio das trocas comerciais, o BLOCO CENTRAL arruinou o futuro do país a longo prazo. Resultado: o país deixou de ter capacidade para gerar emprego. Havendo oferta de mão-de-obra, a precariedade aumenta.
A “social democracia” PS(D) está à vista.
Seja intelectualmente honesto ou vá ler o que escreve o Medina Carreira, já que parece que entrou agora em moda.
[Responder]
Caro Nuno António
Também eu sou sócio de uma mino-micro empresa e aquilo que relatei não foi nada que me tenham contado, foi algo que me aconteceu na pele.
Acabaram com os recibos verdes, mas em vez de resolver o problema apenas andam a encher os bolsos a empresas de trab temporário que nada fazem para merecer os milhares de euros que recebem do estado todos os anos.
[Responder]
O caro commonsense deixou a questão clara logo no comentário #2, mas ninguém lhe ligou… Triste sina a de ser liberal num país em constante guerra clubistica entre esquerda social-democrata e direita conservadora.
[Responder]
Diz tonibler
“…Por isso a alternativa ao recibo verde será, muito provavelmente, o mais completo desemprego…”
Não sua óptica, mais vale a precaridade do que PROVAVELMENTE nada!
Na minha óptica, se o país não produzir para equilibrar a balança, definha.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 23rd, 2009 at 19:27
tonibler, chegará o momento em que escreverá que a alternativa ao trabalho à jorna é o desemprego. E depois, que alternativa da escravatura é a fome.
Rui F e Daniel
A vossa óptica será, talvez, de quem está de barriga cheia. Mas o facto é que a sociedade portuguesa gera os seus equilíbrios da forma que necessita. Há recibos verdes, mas há muita gente que não sendo funcionário público (esses não contam) são contratados sem termo. E isso não tem nada a ver com leis, tem a ver com o valor do trabalho. Há trabalhos de baixo valor porque vocês próprios não estão dispostos a pagar mais por ele, não ponham as culpas nos patrões porque são vocês enquanto consumidores que não o pagam. E isto não tem nada a ver com a patetice da escravatura e coisas do tipo.
Daniel,
quando o patrão paga o recibo verde é na perspectiva de que o trabalhador cumpre com as suas obrigações sociais que são impostas pelo estado. Por isso, no montante, vai incluído o montante a pagar à SS.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 24th, 2009 at 0:16
toniblair, está a brincar comigo, não está? Vai incluido o montante da SS? Sabe quanto recebem muitos dos que estão a recibos verdes? Está incluido onde e como?
Já agora: o consumidor não está disposto a pagar mais? Sabe quais foram os lucros das empresas de telecomunicações? Sabe quanto pagamos pelas chamadas móveis? Há razão para quase todas as pessoas que me atendem para resolver problemas técnicos serem absolutamente precárias? Não pago o suficiente para que esses trabalhadores tenham vínculo? Ou é ganância que explica?
Daniel,
O comentário 1 do Luís Bernardo parece-me pertinente, é realmente curioso que nunca ouvi o líder do CDS-PP propor uma fiscalização contra o trabalho ilegal que por aí grassa. Quanto ao Governo, também não parece grande vontade de combater o fenómeno. De alguma forma, com o novo Código Contributivo, parece que até existe é vontade de “legalizar” o fenómeno com a introdução de uma contribuição por parte da entidade contratante da prestação de serviços.
Quanto ao que escreveu no post #24, lembro-me que no filme Lisboetas há um retrato do trabalho à jorna em Lisboa, bem à vista de todos…
[Responder]
Diz tonibler
“…Mas o facto é que a sociedade portuguesa gera os seus equilíbrio da forma que necessita…”
Quais equilibrios toni? A sociedade mais desigual e onde a riqueza está mais mal distribuída em toda a Europa? É essa a sua visão de equilíbrio?
Poupe-me toni! Como dizia o Zézè…toni pá! Vai lá vai.
Recibos verdes que mudam as regras dia após dia, especialmente a quem trabalha para o estado? Como deve saber, a maior parte dos recibos trabalha para o Estado ou para empresas que dão muito lucro tal como a PT, Vodafone, TMN, etc tec.
Da minha parte dos socateiros e inventores do regime, deveriam estar a RECIBO uma boa parte da vida para saber o que era bom! Afinal de contas é um contrato como outro qualquer…além disso o que não falta é gente candidata.
Como Socrates e Vara, só para citar, há muito melhor em Portugal a RV, asseguro-lhe.
[Responder]
Daniel,
está incluído. É o estado social que diz, não sou eu. Como lhe disse, para quem paga é irrelevante se o trabalhador dá o dinheiro à mãe, à IURD ou à segurança social. O estado é que diz que, antes de comer, o trabalhador tem que encher o depósito do BMW do ministro da solidariedade. Mas isso, vocês socialistas, sabem.
Não, não paga. É fácil falar nos lucros das empresas de telecomunicações estilo papão. Mas os lucros das empresas de telecomunicações remuneram os accionistas pelo investimento feito. Accionistas esses que são pessoas que investiram as suas poupanças para que essas pessoas que o atendem tenham esse pouco emprego (cuja maioria é precária, mas não são todos). Pode, como sugere, retirar essa remuneração aos accionistas para que eles fiquem sem poupanças ou as vão meter no banco para que nem recibo verde apareça no fim do mês e, dessa forma, esteja a tirar o pouco que eles recebem para dar ao Espírito Santo.
Agora, também pode tirar da cabeça essa visão aristocrática da sociedade, onde coloca as pessoas condenadas perpetuamente a fazer trabalho sem valor num “call center”, de um lado, e do outro as pessoas eleitas a serem ricos toda a vida. Pode desejar que as pessoas encarem para sempre o call center como algo temporário PARA ELAS como é para o patrão delas. Esse trabalho não tem valor e as pessoas devem fugir disso. Não é por uma questão legal que isso vai mudar. As pessoas fogem à precariedade quando o trabalho delas tem valor, não é quando um socialista qualquer decide roubar-lhe as soluções temporárias que pode ter porque, de barriga cheia, acha que está mal.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 24th, 2009 at 10:41
toniblair, as pessoas encaram o call center como temporário, até porque isso lhes é dito de forma clara. O problema é que passam de temporário a temporário. E o problema é que o temporário permanente começa a criar problemas na nossa sociedade: quem não tem qualquer perspectiva de segurança não faz investimentos, não tem filhos, não compra casa, não sai de casa dos pais.
Isto, claro, para garantir que os pobres accionistas (saberá, espero, que os pequenos accionistas de que nos fala têm uma infima parte das empresas…) têm retornos acima do esperado.
Ui, agora as grandes empresas, com lucros gigantescos, em boa parte sustentados pela exploração de um trabalho precário sem alternativas, existem graças às poupanças dos pequenos accionistas.
Qualquer noção de comunidade, de responsabilidade social é, para o Tonibler, uma fraqueza de amaricados que acham que sim, existe “such thing as society”.
Suspeito ter votado algumas vezes no mesmo partido que o Tonibler, mas, apesar de não ser socialista, há muito que me afastei da sua crença no darwinismo social.
[Responder]
Caro Daniel,
O que gostaria muito de ouvir da sua parte, caso esteja disposto a tal, é quais são as alternativas que sugere. Penso que é razoavelmente consensual que a situação actual é má e que o país está a entrar numa situação de descalabro financeiro. Mas o que sugere?
Pessoalmente faz-me imensa confusão que uma pessoa inteligente como o Daniel ajude a actual cortina de fumo que nos adormece ao suscitar certos temas (ex: casamento pessoas do mesmo sexo) ad nauseum. Isto também contribui para que eles ocupem as notícias todo o tempo e não se discutam outros problemas também muito importantes.
Porque nunca pega em outros temas que são também levantados no seu blogue (que diga-se, considero muito interessante)?
- O descalabro financeiro das contas públicas;
- A imoral apropriação das mais-valias urbanísticas por parte dos proprietários que destroi a economia e estética do nosso país;
- As regras burocráticas e peso contributivo a que são sujeitas as pequenas e médias empresas enquanto temos empresas monopolistas e sectores do Estado a viver em situações de puro rentismo, parasitando o resto da sociedade…
Perguntas objectivas:
1- Porque nunca o vejo pegar nestes temas?
2 – Quais as soluções que propõe? Mas por favor diga medidas concretas e não generalidades panfletárias (escravatura, etc.) como faz sempre que é abordado com questões objectivas (o que no seu caso considero sinceramente um desperdício do seu talento de percepção dos fenómenos políticos).
Cordialmente
Nuno António
[Responder]
Tonibler, eu acho que não fazes a ponta de um chavelho do que estás a falar. Estás a precisar de um “estágio” de vida em certas empresas que eu cá sei. Há call center em que se ganha 200 euros a recibos verdes, mais uma ninharia em comissões, ó amigo. E os que não estão a recibos verdes são colocados por empresas de recrutamento com contratos de um mês e é para quem quer. Quem diz call centers, diz milhares de outras empresas por todo o país. Estás a gozar ou quê? Eu acho piada é aos que dizem que os patrões são obrigados a recorrer aos recibos verdes, porque o código laboral é muito rígido. Ó amiguinhos, os recibos verdes foi um maná para muitos empresários. Não querem outra coisa! O mercado laboral é Portugal só é rígido na vossa cabeça. Perguntem aos patrões. Vocês, que falam em nome dos patrões, são tanto patrões como eu sou astronauta. E se o são, então, estão aqui a gozar, concerteza.
[Responder]
Só mais uma coisa: para os que enchem a boca com a liberdade e igualdade nas contratações e relações laborais, lembro que existe uma coisa, muito antiga, chamada Estado de Necessidade. Ainda têm que comer muita broa, para saber o que isto é, provavelmente…
[Responder]
Caro Pedro, por falar em Broa lembrei-me de uma anedota
Diz um puto espanhol para um puto português:
- Eu como chocolate e tu comes broa…
O puto português conta à mãe o sucedido e a mãe diz para ele dizer o seguinte: Eu tenho o PS no governo e tu não tens…
No dia a seguir o puto espanhol volta a dizer ao puto português:
- Eu como chocolate e tu comes broa..
E o português respondeu:
- Eu tenho o PS no governo e tu não tens…
O puto espanhol foi para casa e disse à mãe o que o puto português lhe disse e a mãe disse-lhe:
- Olha diz-lhe que não tens, mas que também vais ter!!!
No outro dia o puto espanhol disse:
- Eu como chocolate e tu comes broa..
Diz o puto português:
- Eu tenho o PS no governo e tu não tens…
Diz o puto espanhol:
- Não tenho mas vou ter…
Diz o puto português:
- Então vais comer broa que te vais foder…
[Responder]
Diz tonibler
“…É fácil falar nos lucros das empresas de telecomunicações estilo papão. Mas os lucros das empresas de telecomunicações remuneram os accionistas pelo investimento feito..:”
È extremamente fácil provar que ANDAMOS A SER AQUI MAMADOS, os empregados a trabalhar no precário anos e anos por essas empresas que praticaram TAXAS DE SERVIÇO muito MAIS ELEVADAS que o resto da Europa da união.
Escreveram-se resmas de papel acerca disso. EDP idem!
Que os accionistas tenham investido as suas poupanças tudo muito bem, MAS que os seus fabulosos lucros tenham sido à conta de roubarem os cleintes e explorarem os trabalhadores é que é uma filha de putice descarada!
tonibler continua…
“ …As pessoas fogem à precariedade quando o trabalho delas tem valor…”
Você faz alguma consciência do que está a dizer?
Já reparou que ofendeu milhares de valorosos profissionais?
Os Neo Liberais “á la tonibler” são de uma sumidade nesta sociedade a toda a prova.
A sua unica solução deveria ser o Recibo Verde para ver se gostava…
[Responder]
Fico satisfeita por ver que a petição está a gerar contovérsia e uma acesa troca de opiniões. Aliás esse era o objectivo principal desta petição. Espera-se agora que a discussão não fique apenas na blogosfera e chegue à A.R. Isto sem desfazer o mérito da blogosfera!
Finalmente aparaceram as vozes dos empregadores, ou dos que defendem a posição dos empregadores! Até agora, só se ouviam as vozes dos falsos trabalhadores independentes. Era como barro atirado à parede, o que deixava a estes trabalhadores a sensação de nunca serem ouvidos e de que íria ser sempre assim…é a vida! Como se costuma dizer muito, e ouvir, em português. Parece-me um bom sinal finalmente surgir a outra parte deste vínculo laboral que até agora foi poupada, até de se manifestar! Sim, a fiscalização do trabalho deveria ser eficaz mas só não o é porque os sucessivos governos não quiseram promover a resolução desse problema…ficava-lhes mal, pois como é sabido, existem muitas pessoas a trabalhar para o estado a recibos verdes, quando na realidade se encontram em regime de dependência…
[Responder]
Tá bem vista, a anedota, ó António Cunha. Estás à vontade comigo, porque nem sequer votei PS. Mas neste país come-se broa, seja com o PS, seja sem o PS. O que mais me chateia, é o choradinho de crocodilo dos patrões com o estado.
[Responder]
Daniel,
Se uma pessoa é temporário toda a vida, das duas, uma. Ou é porque quer ou é porque é obrigada. Como imagino que o problema não serão os que querem, então se é obrigada, é um problema social relacionado com a capacidade dessa pessoa em executar um trabalho com valor. A partir daqui, estamos a discutir se deve estar em trabalhos temporários ou sob a alçada da segurança social, coisa que, imagino, será caso a caso.
Se estamos a falar de uma sociedade que vive de trabalho temporário então é um problema da sociedade que deve pensar sobre ele e que certamente não o resolve com uma lei. Particularmente quando se vive numa merda de um país em que o estado gasta metade do que o país produz, o que significa que o excesso de garantias a uns está a tirar garantias aos outros. Não se esqueça de agradecer nas muitas manifestações de funcionários públicos de reduzida produção e de emprego vitalício que gosta de publicitar aqui.
Quanto aos accionistas, o maior accionista da PT, que penso ser o BES, tem 12% do capital. A maior parte deve estar em fundos de pensões e pequenos accionistas. Mas, mesmo que seja grande, quer dizer que ele devia meter o dinheiro noutro sítio, era? Em vez de estar a pagar a empregados de call center? Seria essa a sua sugestão para “defender” os trabalhadores?
Rui F,
O valor do meu trabalho não sou eu que o atribuo. Há quem o valorize ao ponto de pagar por ele. Dizer que as coisas têm valor mas depois não se dá dinheiro por elas, é treta. Se os profissionais são valorosos, são-no porque alguém decide dar dinheiro pelo seu trabalho, não porque se acham.
Um Neo liberal é um protagonista do Matrix que gosta de sexo livre?
Radagast,
Há sempre a hipótese de ler o que escrevi.
Pedro,
Gosto desse espírito de solidariedade para com os outros. Que tal começar a trabalhar mesmo para passar do espírito à acção? O que não falta por aí é gente à procura de emprego e de um sujeito como você para lhes pagar um ordenado….
[Responder]
António Cunha
Está certíssimo. No Alentejo o miúdo comia açorda.
Mas não se esqueça que no tempo das vacas gordas cavaquistas, na margem Esquerda do Guadiana, no Vale do Ave, em Setúbal….comia-se sopinha de FRAQUEZA.
[Responder]
Uma vez mais não obtenho qualquer resposta sua, Daniel.
Fica-lhe apenas o mérito de nunca ter apagado qualquer intervenção minha, por uma questão de justiça devo dizê-lo. Posso usar como comparação, no outro extremo, o CAA do blasfémias…
Que pena uma pessoa, com a sua capacidade de intervenção, não investir o seu tempo em temas que são bastante graves para o país.
Mas é um direito que lhe assiste. Sempre tem uma intervenção cívica relevante ainda que enviesada muitas vezes na minha humilde opinião.
Aceite os meus cumprimentos
Nuno António
[Responder]
43 Rui F
Não me diga isso a mim que vivi quase toda a minha vida no Seixal
[Responder]
tonibler
Quando diz que
“…há quem o valorize ao ponto de pagar por ele…”
Você decisivamente não sabe o que são Recibos Verdes.
Não sabe que classes profissionais são obrigadas a passa-los e desconhece completamente o nível cultural dessas pessoas.
Provavelmente desconhece que este país Sócretino é destacadamente o campeão da Europa na falcatrua, onde nem os países mais de direita ousam seguir o exemplo, apesar da flexibilidade laboral que querem cá.
Para mim, uma definição de Neoliberal é de um tipo que vai ás vezes á missa, comunga de quando em vez e só se lembra daquela parte da oração:
“…venha a nós o vosso reino…”
[Responder]
Tonibler, o cinismo tem limites! Ou não?
Sim, você decisivamente não sabe o que são recibos verdes. Alguém o valoriza ao ponto de pagar pelo seu trabalho? Á conta da exploração de quantos desgraçados?
No meio do chorrilho de disparates que anda aqui a despejar desde ontem, só conseguiu acertar uma: “(…) o excesso de garantias a uns está a tirar garantias aos outros (…)”.
O que você precisava sei eu. Embora haja coisas que não se desejam a ninguém.
[Responder]
Rui F.
Nível cultural? Rui, você compra esse nível cultural? Eu respondo por si. Não. Como é que eu sei? Porque enquanto consumidor você está-se a cagar para isso. E como você não dá dinheiro por isso, não me venha dizer que dá valor. Isso é dar simpatia. Dar valor é pagar por isso. E como você não dá valor, só dá simpatia, quer-me explicar onde raio vai buscar o dinheiro para dar um emprego fixo a essas pessoas?
Se você desse valor, essas pessoas tinham emprego fixo. Como têm as pessoas que exercem trabalhos com valor. Mas daquele que você paga, não daquele que você diz.
Besta,
“Alguém o valoriza ao ponto de pagar pelo seu trabalho?”
Sim. E mais que à generalidade das pessoas porque trabalhei que nem um cavalo para isso. Explorado sou eu que tive que trabalhar para isso, enquanto outros se vão safando só com queixas de que são explorados.
[Responder]
Ora, Tonibler! Parece-me que nem sequer você deve acreditar nas coisas q diz. Se trabalhasse assim tanto não tinha tempo para passar aqui a vida a destilar esse veneno. Se o trabalho das pessoas (quase um milhão!) que são pagas a recibo verde – e que, diga-se, o aceitam porque precisam de sobreviver (nem toda a gente nasceu com o cu virado para a lua!) – não fosse necessário, não lhes seria “encomendado”. Acontece é que ele se torna muito mais rentável para quem não tem vergonha de enriquecer e acumular – às vezes bem mais do que conseguirá gastar em vida, nem nas próximas 10 gerações! Isto se o planeta sobreviver até lá, evidentemente, mas talvez seja melhor não enveredar agora por aí – milhões à custa de um retrocesso histórico impensável e inédito mesmo em países muito mais “liberais” que Portugal. Se voltamos ao “cada um por si” do tempo anterior ao Estado-Providência, talvez fosse melhor então acabar com o Estado. Quem sabe até voltar às cavernas, q tal?
[Responder]
Besta,
“liberais”? “estado-providência”? “cu virado para a lua”? Que tal começar a pensar pela própria cabeça? É um início… A pensar com a cabeça dos outros é natural que não vá longe porque, como imagina, mais vale comprar o original, que é barato, que a cópia.
Que tal pensar que se existe um milhão de pessoas a recibo verde e se o estado gasta metade da riqueza do país, se calhar o problema está mesmo aí? Pensava que ter 50 mil professores a mais, 200 autoestradas, 2 milhões de piscinas municipais, estádios de futebol, 700 mil funcionários públicos que ganham cada vez mais, expos e porcarias do género ia sair de borla? Então, está aí um país com um estado interventivo – 1 milhão de pessoas a recibos verdes. E até deve ser daquelas pessoas que acha que devem aumentar os impostos que é para ver se passam a 2 milhões…
[Responder]
Ah! Afinal o tonibler não quer que eu pense pela minha própria cabeça. Quer que pense pela sua. Mas, sabe, é que eu estou a recibos verdes… Sou uma daquelas pessoas cujo trabalho não tem valor suficiente para ser remunerada condignamente. De modos que, à força de me alimentar mal e dormir pouco, fiquei com o pensamento “toldado”… E só me lembro das coisitas que aprendi no liceu… Ideias antiiigas…
(Já agora, está enganado: não acho nada que seja preciso aumentar os impostos nem que haja professores a mais – caso contrário, não andavam a ser pagos a recibos verdes com intermediários a sacar mais de metade do ordenado que lhes seria destinado – nem assim tanta piscina municipal [já foi a alguma? conheço uma que já nem chega para a procura!] . Talvez haja é piscinas privadas a mais num país em que regularmente falta a água nas torneiras, mas isso também deve ser de fácil resolução: talvez abrir mais uns call centers?)
[Responder]
Entao e eu que sou um micro empresario??que direitos tenho perante a segurança social?a resposta é:0
eu so me questiono de que serve a ss!sou obrigado a ter o tal seguro de trabalho!se ir para o hospital por um acidente que nao esteja envolvido directamente com o trabalho nao tenho direito a nada.
-o ano passado estive 3 meses incapacitado de trabalhar, o unico direito que tive foi nao pagar ss enquanto estive de baixa…ou melhor…quando conseguir pagar os outros meses que ainda tenho atrasados antes do acidente.
Conclusão:
para proteger a minha integridade fisica tenho ainda um outro seguro pessoal que me ajuda em caso de hospitalizaçao,se nao fosse o dinheiro que recebi do meu seguro pessoal tenho a certeza que a minha divida nao era so a segurança social.
ja agora so uma pergunta,no natal os empregados recebem o ordenado a dobrar, tudo bem.entao e justifica-se pagar tambem a ss do subsidio de natal a dobrar?
[Responder]