«Maria José Nogueira Pinto, do CDS, e José Sá Fernandes, do Bloco de Esuqerda, têm sido as vozes mais firmes no caminho a seguir, que não pode deixar de passar por eleições intercalares, nas quais, aliás, ambos têm fortes expectativas»
Helena Roseta, Fevereiro de 2007, Visão
«Na sua opinião, o vereador José Sá Fernandes não cumpriu, neste mandato, esta missão de cidadania que a senhora arquitecta reclama agora?»
«De alguma forma terá cumprido, certamente. Mas penso que um vereador não é eleito apenas para fazer de vigilante dos outros. Esse papel de fiscalização do trabalho do executivo compete à Assembleia Municipal. O papel dos vereadores é cooperarem na gestão municipal.»
Helena Roseta, Maio de 2007, Público
Ou como no fundo somos todos independentes:
«Mas esteve ligada a partidos nos últimos 30 anos…»
«Estive ligada a dois partidos e tive períodos em que não estive. Fui sempre independente. Mas quando se está numa organização há regras de solidariedade e convergência dessa organização.»
Helena Roseta, Maio de 2007, Público



O BE apostou tudo no padre Louçã para as presidênciais, tudo, quer dizer, para a maltosa, condicionar a vocação maioritária do PS. Agora, para o mesmo efeito, apostaram tudo no Robin Fernandes, está a sair-lhes o tiro pela colatra. Já deixaram o Costa ir disparado e só querem agora centrar-se na Roseta para tentarem ao máximo, minorar os danos.
É bem feito por não terem querido fazer entendimentos com o PS. Quem tudo quer tudo perde, o PRD aqui tão próximo.
Sarkozy
Em vez de mandar bocas à Helena Roseta (a qual bem as merecerá), O Daniel faria bem em explicar-nos aquela história de o José Sá Fernandes ter tido 9 ou 10 assessores enquanto foi vereador, e em como isso se coaduna com a pregação que ele agora faz (e muito bem) sobre a necessidade de diminuir o pessoal de nível intermédio entr o político e o administrativo.
Luís, já falei dela em seis posts diferentes. Não guardei para fazer copy past. Podes procurar. Recordo que é o grupo com menos vereadores mas a campanha do CM parece ter resultado em quem menos se esperava.
sarkozy, já aqui falei de todos os candidatos menos de Roseta. Um pouco deslocada essa acusação. Apenas vim em defesa de Sá Fernandes, criticado por quem ainda há uns poucos meses lhe fazia rasgados elogios.
Boa iniciativa Daniel a de listar citações de Helena Roseta.
A tal independente filiada partidáriamente durante mais de 30 anos e com os vícios todos de aqueles que critica.
No entanto não deixa de ser curioso como aparentemente ( tendo em conta as sondagens ) quem votou em Sá Fernandes como “justiceiro” transfere fácilmente o voto para a nova “justiceira” da moda.
Cumprimentos
daniel, que cartaz é aquele que se encontra no martins moniz todo verde e com letering branco a dizer “o Zé faz falta”? é um outdoor do BES?
só faltam os violinos e a assinatura: “quem sabe sabe, e o Zé é que sabe?”
e já agora, quem é que paga aquilo? falou com o seu banco, foi?
Sábias palavras. É a diferença entre um independente que é leal ao partido que representa e uma oportunista que só pensa nela própria e que só se quis até hoje servir dos partidos.
Vai ser muito feio se os apoiantes de Sá Fernandes elegerem Helena Roseta como alvo principal. Depois queixam-se do PCP quando este faz o mesmo em relação ao BE. A tentação de bater em quem está a roubar votos na mesma área é muito grande, não é?
Os apoiantes de Sá Fernandes, a começar pelos militantes do Bloco, não vão calar as contradições de Helena Roseta , pois é disso que se trata, mas o combate não vai passar por aí.
Se alguem de boa fé ou com um minimo de informação, quisesse saber realmente toda esta historia dos assessores de Sá Fernandes, bastava em algum periodo da sua vida ter sido militante politico.
E digo isto porquê, porque em qualquer função politica há pessoas que desempenham os cargos na primeira fila e há muitas outras que na sombra ajudam a cumprir essas tarefas.
È assim na Assembleia da Republica em que todos os deputados têm pessoas que os apoiam , é assim nas Camaras, etc etc.
O que se deveria perguntar é que verbas estão disponiveis para estes gabinetes, se elas são exageradas ou suficientes, Isso sim é debate.
Por exemplo se na Camara A existir uma verba de 5.000 mensais de apoio a cada vereador, e se um vereador pagar a um assessor os 5.000 euros e outro tiver 10 em part-time e lhe pagar 500 a cada, onde está o problema….
O importante é se a pessoa cumpriu as suas promessas, se esteve na primeira fila na luta pela sua cidade, tudo o resto é politiquisse rasteira.
Quanto aos cartazes, quando eu vejo os cartazes do Costa do PS com a palavra RIGOR, e me lembro do Carrilho, do Gaioso do Batista, e da edificante novela das cadeiras… rigor…só se fôr para rir….
O Negrão do PSD então diz que agora é que vão levar Lisboa a Sério, estão a gozar connosco.
O PSD, que nos últimos seis anos esteve na presidência da Camara, com o lindo resultado que se conhece, vem agora dizer que sim senhor, agora é que vai ser a sério,é caso para perguntar então estiveram a brincar durante este tempo todo?….
O cartaz do Sá Fernandes cumpre uma função, eu por mim teria sido mais acutilante
Sá Fernandes CUMPRIU….
É bom sinal o Daniel começar a preocupar-se mais com Helena Roseta a quem dedicou logo aqui um dos primeiros postes sobre as eleições para Lisboa. É sinal que Helena Roseta está a chegar bem ao eleitorado de Lisboa. Já só falta dizerem de Helena Roseta o que disseram de Manuel Alegre na campanha presidencial. O tiro saiu-lhes um pouco furado, porque o vosso verdadeiro candidato, Soares, ao contrário do que julgavam, ficou mesmo atrás de Manuel Alegre.
Nestas eleições para a CML, temo que o Daniel e o BE enveredem pela mesma táctica. Elegerem Helena Roseta como o principal adversário, passar ao lado das outras candidaturas, sobretudo a do António Costa e às tantas lá se vai o Zé, lá se vai o vereador do BE.
O Daniel e o BE parece que ainda não assentaram que há liberdade de participação nos actos eleitorais e que isso não está só confinado aos partidos crónicos do espectro político mais conhecido. Não tiveram também isso em conta na Madeira e um desconhecido Manuel Bexiga a fazer uma campanha satírica, tão ao gosto do BE, fez eleger com uma perna às costas o primeiro deputado do partido de Manuel Monteiro na Madeira, igualando o BE, fiel depositário da UDP já com largas tradições de participação eleitoral no arquipélago. Na Madeira, não sei se o que mais atormentou o BE foi o Alberto João ou os candidatos outsiders deste ano, mas merece alguma análise e reflexão, como é que o BE, depositário da UDP na Madeira, num abrir e fechar de olhos, vê surgir a eleição de dois deputados fora do espectro habitual dos partidos com assento na Assembleia Regional. Ou eram figuras já com muito trabalho na Madeira, ou o trabalho desenvolvido pelo BE quer na A.Regional, quer na campanha, não convenceu os madeirenses, pelo menos em número superior aos destes dois candidatos eleitos agora.
Pelo andar da carruagem, temo que vá acontecer o mesmo em Lisboa, quando o Zé quis primeiro aproveitar a boleia de Helena e agora que não o conseguiu, querem meter-lhe uns pauzinhos na engrenagem. Vejam lá se não é melhor chamarem o Manuel Bexiga para vos dar uma ajuda.
“É bom sinal o Daniel começar a preocupar-se mais com Helena Roseta a quem dedicou logo aqui um dos primeiros postes sobre as eleições para Lisboa”
Um dos primeiros posts sobre as eleições em Lisboa? Está a brincar comigo, não está? É apenas a última candidata dos sete primeiros sobre a qual escrevi. Já escrevi sobre Telmo, sobre Negrão, sobre Carmona, sobre Sá Fernandes, sobre António Costa…
Basta ler a citação para ver quem escolheu quem como adversário. Sá Fernandes, pelo contrário, ainda não abriu a boca sobre Roseta e até lhe propôs uma aliança. Imagino que já tinha esse comentário escrito para o colocar aqui. Falha é redondamente. Na realidade, dos sete primeiros, só ainda não tinha escrito sobre Rúben e Roseta.
Já agora, deixo-lhe a citação do blogue O António Maria (http://oam.risco.pt/blogger.html), um dos dois linkados no blogue de Helena Roseta como seu apoiante:
«Na verdade, se Helena Roseta concorrer –e espero que o faça– muita coisa poderá mudar no preguiçoso xadrez da “esquerda” autárquica: o Bloco talvez desapareça da autarquia, surgindo em seu lugar uma verdadeira força política de cidadãos, espécie de partido urbano (solidário e cosmopolita), com real capacidade de preencher a utopia do independente José Sá Fernandes; o PCP poderá definhar um pouco mais (o que seria bom) e o PS talvez viesse a depender criticamente do apoio dos Cidadãos por Lisboa»
Esclarecido?
Noutro post o mesmo apoiante suficientemente destacado para merecer espaço nobre no blogue da candidatura apela à desistência de Sá Fernandes em favor de Roseta, o que não deixa grandes dúvidas sobre o ponto de arrogância a que algumas pessoas chegam, trazendo dos partidos os seus piores tiques.