Por Daniel Oliveira
Tenho muito para vos contar sobre Gaza e ainda mais umas coisas a escrever sobre o Haiti. Por enquanto, fica apenas o anúncio de que a partir de hoje tenho uma coluna diária no Expresso online. Algumas coisas que por lá escreverei farei em stereo com o Arrastão. Outras não. O primeiro texto é sobre Gaza. Para esta semana fica prometida uma reportagem sobre tudo o que por lá vi e ouvi.
64 comentários 20 Jan 10 em Sem categoria



Ó Daniel tu vais embora é o blog fica parado.
É preciso por isto a mexer.
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JMG Reply:
Janeiro 20th, 2010 at 22:53
Digo mais: Este arranjo segundo o qual o Daniel se arroga o direito de, mediante um simples pré-aviso, desandar para Moçambique, ou Gaza, ou o Diabo, num claro abuso da liberdade de circulação, é algo a que se deveria pôr cobro. Os leitores habituais deveriam ser consultados quanto à oportunidade e razoabilidade de mais uma viagem, e votar a competente autorização.
Sobre o inquérito, não seria a minha preferência, mas devia também lá constar o Ferro Rodrigues, um nome que foi bem mais falado a esse respeito do que outros que lá se encontram.
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Pensei que o blogue tinha fechado para obras. O último post já tinha 3 dias, coisa que não me lembro de ver no Arrastão.
Não é por nada, mas este é daqueles casos em que os reforços ficam todos no banco e só entram a espaços. Nada contra os reforços, mas de facto este blogue vive de si, Daniel.
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Gaza faz-me lembrar o Gueto de Varsóvia.
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José Bastos Reply:
Janeiro 20th, 2010 at 17:55
A mim a Manuela Fereira Leite faz-me lembrar a Madre Teresa de Calcutá.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 0:42
“Gaza faz-me lembrar o Gueto de Varsóvia”. Aonde?
Não me lembro de ver os judeus a disparar rockets contra a Alemanha nem a fazer-se explodir nas padarias, cafés, discotecas e autocarros da Alemanha.
Nem vejo comboios da morte a levar palestinianos para campos de extermínio.
Nem se fala na total diferença de actuação entre as Forças de Defesa de Israel e as Forças Armadas alemãs. Se os palestininos tivessem o azar de apanhar a Werhmacht e as SS, hoje já não haveria Gaza nem respectivos habitantes para contar como foi… basta lembrar Lidice, Ouradur-sur-Glane, Varsóvia, entre outros exemplos.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 1:13
“Não me lembro de ver os judeus a disparar rockets contra a Alemanha”
Não sabe muito sobre a revolta do Gueto de Varsóvia
“nem a fazer-se explodir nas padarias, cafés, discotecas e autocarros”
Nunca ouviu falar do Hotel Kig David?
“Nem se fala na total diferença de actuação entre as Forças de Defesa de Israel e as Forças Armadas alemãs”
E a diferença entre as forças armadas de Israel, uma das mais bem armadas do mundo, e inexistência de forças armadas palestinianas a quem restam rokets artesanais?
Todos os exemplos que escolheu foram mais porque deu razão ao seu interlucutor.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 1:47
“Não sabe muito sobre a revolta do Gueto de Varsóvia”
Não sendo um expert na matéria, basta dizer que os judeus no Gueto de Varsóvia não andavam a disparar rockets sobre os civis alemães….
“Nunca ouviu falar do Hotel King David?
Ouvi. E que eu saiba, o Hotel poderia ser caracterizado com um alvo militar. Nada comparável com os alvos escolhidos pelos palestinianos, que são sempre ou quase sempre civis.
“E a diferença entre as forças armadas de Israel, uma das mais bem armadas do mundo, e inexistência de forças armadas palestinianas a quem restam rokets artesanais?”
Balelas. Se os palestinianos “têm” direito a usar rockets artesanais, também dão o direito aos israelitas de os cravar de chumbo com as armas que têm disponíveis. Os israelitas defendem-se com podem. Sabem que ninguém no mundo os irá ajudar. Caso fossem exterminados pelos árabes, tal apenas causaria umas quantas lágrimas de crocodilo na esquerda ocidental, que perde o seu tempo a chorar baba e ranho pelos palestinianos, esquecendo-se que existem povos verdadeiramente oprimidos neste mundo..
É sabido que a única coisa que separa os israelitas de um novo Holocausto (a ser executado pelos árabes, já que não acreditam no primeiro Holocausto, acham que têm de o repetir) são exactamente as Forças de Defesa de Israel. Se os palestinianos quisessem a paz, já a teriam. Como escolheram o Hamas e a guerra, agora não se queixem.
“Todos os exemplos que escolheu foram mais porque deu razão ao seu interlucutor”
Pelo contrário. Até foram muito bem escolhidos. Mostram sem dúvidas nenhumas que não existe comparação possível entre Gaza e o Gueto de Varsóvia. Excepto nas mentes da malta de esquerda.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 1:58
Então vá ler de novo sobre a revolta do gueto de Varsóvia.
Gostei da abrangência de alvo militar. O Hamas concorda consigo.
Quem falou de diferença entre as forças foi o senhor, não fui eu.
Explique lá como teriam a paz? Saindo do quase nada que sobrou das suas terras, suponho.
Vá a Gaza, e verá todas as semelhanças. Fui com algumas pessoas de direita (da democrática). Acharam o mesmo.
José Bastos Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 9:38
“Vá a Gaza, e verá todas as semelhanças. Fui com algumas pessoas de direita (da democrática). Acharam o mesmo.”
Suponho que todos tenham experimentado anteriormente como era viver no gueto de Varsóvia.
A comparação, para além de ridícula, é chocante.
Malandro Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 13:04
#José Bastos e LGF Lizard;
Mortes relacionadas com o lançamento de rockets da faixa de Gaza desde 2001 – 28 mortes
http://www.lfi.org.uk/files/090107_rockets_and_mortar_attacks.pdf
Mortes relacionadas com o tabaco em Israel -10.000 cada ano
http://snus-news.blogspot.com/2009/09/isreal-10000-die-each-year-from-smoking.html
Porque não bombardeamos, ou construimos muros em volta das tabaqueiras de Israel. Afinal é uma ameaça muito mais mortifera dos os rockets do Hamas.
O assunto não tem nada a ver ser de esquerda ou de direita. Tem a ver com uma ocupação ilegal e brutal feita por Israel em Gaza e na Cisjordânia.
Qual a diferença desta ocupação ilegal e desumana, com a da China no tibete, ou, o regime de apartheid na África do Sul.
Quase nenhuma.
A diferença é que os tibetanos, ao contrário dos Palestinianos, não estão cercados por muros de vergonha e não estão atrapados entre colonatos ilegais e checkpoints.
abraço.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 13:45
Caso não saiba, o Hotel King David era um quartel-general britânico. Ou seja, era mesmo um alvo militar. Coisa muito diferente dos locais onde os palestinianos se fazem explodir.
E sim, poderiam ter a paz. Tiveram várias ocasiões para isso. Começando em 1948 e acabando em 2000.
Comparar Gaza com o gueto de Varsóvia é uma das comparações mais parvas e idiotas que já vi.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 13:46
Amigo Malandro
Não morrem mais israelitas vítimas dos rockets do Hamas por pura e simples falta de pontaria dos mesmos. Não é por falta de vontade dos palestinianos. Por vontade deles, haveria outro Holocausto.
E ainda bem, porque eu tenho muito que quero ouvir:). Bem vindo de volta Daniel.
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Fico a aguardar
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Mas afinal o senhor foi a Gaza ou foi a Lourenço Marques?
Não que as diferenças (actuais) sejam muitas.
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Pronto! O Daniel rendeu-se à comunicação social capitalista. Ainda acaba deputado do PSD, como a Zita.
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 20th, 2010 at 18:58
C Serra, anda distraído: escrevo há mais de cinco anos para o Expresso.
Não ligue Daniel, o C. Serra acordou hoje..
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Esta discussão sobre israle começa mal desde o princípio, a começar pela definiçáo de palestinos. Para quem não saiba, “Palestina” é apenas o nome atribúido pelos romanos a todo o território que compreende o Líbano, Israel e a Jordânia. Israel não chega a representar 25% da Palestina. E se a população da Cisjordânia e de Gaza pode ser apelidada de palestina, então o mesmo dever-se-á aplicar aos israelitas, libaneses e jordanos.
Em segundo lugar, é sabido através de estudos genéticos que existe uma correlação significativa a nível de ADN entre a população hebraica (ashkenazi, sephardi e mizrahi) e as populações da Cisjordânia, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Geórgia, Azerbaijão, Pérsia, Grécia, Itália, Macedónia e Norte de África.
Esta correlação, no caso dos ashkenazi é mais forte a nível autosomal, sendo que a nível mitcondrial (ou seja, a nível de linhagens maternas) verfica-se também uma forte ligação com as populações europeias.
Já no caso dos sephardi e mizrahi, verifica-se uma correlação muito mais forte, tanto a nível autosomal, como mitocondrial (embora estes dois subgrupos israelitas tenham estado também sujeitos a processos de miscigenação que ocorreram em determinaods períodos da sua história).
Quanto à população da Cisjordânia, sabe-se hoje que a sua grande maioria é composta por descendentes de israelitas que se converteram (voluntaria ou involuntariamente) ao Islão durante os período de ocupação árabes e otomana. Por esse motivo podem também ser considerados israelitas.
Perante isto, somos levados a concluir que um dos principais factores que está na base deste confronto é a incompatibilidade cultural e ideológica, em grande parte derivada das diferenças religiosas que separam ambas as facções em causa.
É óbvio que que existem também outros factores a ter em conta: a necessidade dos israelitas de assegurar a sua sobrevivência cultural e física, mediante a conquista de Israel (e que está intimamente ligada a um passado marcado por perseguições e massacres na Europa e no Médio Oriente); a emergência do pan-arabismo e da aliança estabelecida entre as autoridades muçulmanas locais e as forças nazis durante a 2.ª GM; os ataques levados a cabo por exércitos muçulmanos (egípcios, jordanos, libaneses, sírios e iraquianos) contra Israel em 1948, 1956 e 1967; o crescimento demográfico da população israelita e a expansão dos seus interesses económicos e territoriais na Cisjordânia; a incapacidade dos líderes muçulmanos em reconhecer Israel e aceitar um tratado de paz definitivo*; a divisão violenta entre as forças da Fatah e do Hamas, que torna duvidosa qualquer negociação para um acordo de paz……
Mas todos estes factores acabam por se relacionar com a questão religiosa, uma vez que o discurso político de ambas as facções é gravemente prejudicado por falsas percepções relativamente à sua relação genética e história comum naquele território. Ao não reconhecerem estes dois factores (apesar de uma das facções ser um pouco mais diversificada em termos genéticos), por via da ignorância e segregação religiosa, ambas as facções acabam por revelar pouco desconforto em empregar métodos violentos para salvaguardar aquilo que julgam ser os seus melhores interesses.
Este confronto é portanto resultado de uma enorme pobreza intelectual e moral com raízes religiosas de longa duração. Creio por isso, que está na altura de as partes envolvidas começarem seriamente a ponderar sobre o efeito da religião na optimização das suas decisões políticas e até que ponto esta se baseia na verdade, já para não falar da sua qualidade moral.
Como sionista ateu, o meu desejo é o de ver Gaza e a Cisjordânia como partes integrante do território israelita, na condição de que ambas as facções do conflito reconheçam conjuntamente as suas raízes comuns (israelitas/cananitas), adoptem uma doctrina assente apenas nos valores do Humanismo, Racionalismo, Secularismo, Liberalismo e Social-Democracia, assim como uma identidade cultural de matriz hebraica, aberta à diversidade cultural e assente em 3 subgrupos principais: ashkenazi, sephard e mizrahi (no qual se incluiem os habitantes de Gaza e da Cisjordânia).
As vantagens de um estado comum com uma dimensão territorial muito mais vasta e em que ambas as facções passam a estar unidas sob uma identidade comum israelita são claramente superiores à solução de dois estados que tem sido discutida ultimamente e que pelos visto não agrada grande coisa a nenhuma das facções opostas neste conflito.
Todavia, enquanto não houver uma mudança radical do ponto de vista intelectual e moral em ambas as partes envolvidas, enquanto cada uma delas continuar a praticar segregação e actos de violência sob a crença em Yahweh e Allah, nada disto será possível. Acho que isto é claro!
Negar o perigo e a irracionalidade que a religião constitui neste conflito (e noutros) equivale de certo modo a negar a importância do Sol na vida deste planeta. Só não vê isto quem não quer ou quem é cego.
Shalom aleichem
————————————
*Se tivessem aceite os tratados de paz de 1967, as populações da Cisjordânia e Gaza estariam certamente muito melhor agora. Mas foram orgulhosos e teimosos. Tiveram falta de visão e o seu poder de negociação neste momento é muito mais reduzido. As consequências da liderança exercida pelos líderes muçulmanos foram desastrosas para a sua população civil.
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Esta discussão sobre Israel começa mal desde o princípio, a começar pela definição do que são os palestinos. Para quem não saiba, “Palestina” foi o nome atribuído pelos romanos a todo o território que compreende o Líbano, Israel e a Jordânia. Ora, acontece que Israel não chega a representar sequer 25% da Palestina. E se a população da Cisjordânia e de Gaza pode ser apelidada de palestina, então o mesmo dever-se-á aplicar aos israelitas, libaneses e jordanos.
Em segundo lugar, é sabido através de estudos genéticos que existe uma correlação significativa a nível de ADN entre a população hebraica (ashkenazi, sephardi e mizrahi) e as populações da Cisjordânia, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Geórgia, Azerbaijão, Pérsia, Grécia, Itália, Macedónia e Norte de África.
Esta correlação, no caso dos ashkenazi é mais forte a nível autosomal, sendo que a nível mitcondrial (ou seja, a nível de linhagens maternas) verfica-se também uma forte ligação com as populações europeias.
Já no caso dos sephardi e mizrahi, verifica-se uma correlação muito mais forte, tanto a nível autosomal, como mitocondrial (embora estes dois subgrupos israelitas tenham estado também sujeitos a processos de miscigenação que ocorreram em determinaods períodos da sua história).
Quanto à população da Cisjordânia, sabe-se hoje que a sua grande maioria é composta por descendentes de israelitas que se converteram (voluntaria ou involuntariamente) ao Islão durante os período de ocupação árabes e otomana. Por esse motivo podem também ser considerados israelitas.
Perante isto, somos levados a concluir que um dos principais factores que está na base deste confronto é a incompatibilidade cultural e ideológica, em grande parte derivada das diferenças religiosas que separam ambas as facções em causa.
É óbvio que que existem também outros factores a ter em conta: a necessidade dos israelitas de assegurar a sua sobrevivência cultural e física, mediante a conquista de Israel (e que está intimamente ligada a um passado marcado por perseguições e massacres na Europa e no Médio Oriente); a emergência do pan-arabismo e da aliança estabelecida entre as autoridades muçulmanas locais e as forças nazis durante a 2.ª GM; os ataques levados a cabo por exércitos muçulmanos (egípcios, jordanos, libaneses, sírios e iraquianos) contra Israel em 1948, 1956 e 1967; o crescimento demográfico da população israelita e a expansão dos seus interesses económicos e territoriais na Cisjordânia; a incapacidade dos líderes muçulmanos em reconhecer Israel e aceitar um tratado de paz definitivo*; a divisão violenta entre as forças da Fatah e do Hamas, que torna duvidosa qualquer negociação para um acordo de paz……
Mas todos estes factores acabam por se relacionar com a questão religiosa, uma vez que o discurso político de ambas as facções é gravemente prejudicado por falsas percepções relativamente à sua relação genética e história comum naquele território. Ao não reconhecerem estes dois factores (apesar de uma das facções ser um pouco mais diversificada em termos genéticos), por via da ignorância e segregação religiosa, ambas as facções acabam por revelar pouco desconforto em empregar métodos violentos para salvaguardar aquilo que julgam ser os seus melhores interesses.
Este confronto é portanto resultado de uma enorme pobreza intelectual e moral com raízes religiosas de longa duração. Creio por isso, que está na altura de as partes envolvidas começarem seriamente a ponderar sobre o efeito da religião na optimização das suas decisões políticas e até que ponto esta se baseia na verdade, já para não falar da sua qualidade moral.
Como sionista ateu, o meu desejo é o de ver Gaza e a Cisjordânia como partes integrante do território israelita, na condição de que ambas as facções do conflito reconheçam conjuntamente as suas raízes comuns (israelitas/cananitas), adoptem uma doctrina assente apenas nos valores do Humanismo, Racionalismo, Secularismo, Liberalismo e Social-Democracia, assim como uma identidade cultural de matriz hebraica, aberta à diversidade cultural e assente em 3 subgrupos principais: ashkenazi, sephard e mizrahi (no qual se incluiem os habitantes de Gaza e da Cisjordânia).
As vantagens de um estado comum com uma dimensão territorial muito mais vasta e em que ambas as facções passam a estar unidas sob uma identidade comum israelita são claramente superiores à solução de dois estados que tem sido discutida ultimamente e que pelos visto não agrada grande coisa a nenhuma das facções opostas neste conflito.
Todavia, enquanto não houver uma mudança radical do ponto de vista intelectual e moral em ambas as partes envolvidas, enquanto cada uma delas continuar a praticar segregação e actos de violência sob a crença em Elloh (Yahweh) e Allah, nada disto será possível. Acho que isto é claro!
Negar o perigo e a irracionalidade que a religião constitui neste conflito (e noutros) equivale de certo modo a negar a importância do Sol na vida deste planeta. Só não vê isto quem não quer ou quem é cego.
Shalom aleichem
————————————
*Se tivessem aceite os tratados de pazde 1948 e de 1967, as populações da Cisjordânia e Gaza estariam certamente muito melhor agora. Mas foram orgulhosos e teimosos. Tiveram falta de visão e o seu poder de negociação neste momento é muito mais reduzido. As consequências da liderança exercida pelos líderes muçulmanos foram desastrosas para a sua população civil.
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 9:54
Sabe que há uns historiadores israelitas sérios que dizem que o êxodo nunca existiu e logo o povo judeu não existe. O que vale isto para o nosso debate? O mesmo que a ideia que os palestinianos não existem: nada. De resto é extraordinária a forma selectiva como aqui deixa os factos: não há expulsão de palestinianos, não há ocupação de Jerusalém Ocidental, não há anexação dos Goulã, não há a ocupação ilegal de casas e terras, não há ocupação do Sul do Líbano, não há os massacres sucessivos, não há colonatos, não há muro… Se eu respondesse a culpa dos atentados é dos líderes israelitas que não quiserem a paz o que me responderia? Esta tranformação do Golias em vítima, do carrasco em prisioneiro, é dos mais extraordinários exercícios de propaganda do século XX.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 13:52
Daniel
Esquece-se do facto, já admitido pelos “irmãos” árabes, que muitos dos “expulsos” saíram de livre vontade a conselho dos “irmãos” árabes, para não perturbarem as operações militares árabes, em 1948. Sim, é verdade que foram expulsos palestinianos. E os quase 900 mil judeus expulsos dos países árabes? São em maior número e deixaram mais propriedade do que os palestinianos. Ninguém fala deles. Porquê?
E a ocupação egípcia e jordana da Palestina entre 1948 e 1967? Ninguém fala? Onde está a Intifada contra egípcios e jordanos?
E o tratamento dado aos palestinianos nos países “irmãos” árabes? Ninguém fala? Porque será que os palestinianos israelitas são os palestinianos que mais direitos têm em todo o Médio Oriente?
Duarte Sousa Reply:
Janeiro 23rd, 2010 at 23:42
«Sabe que há uns historiadores israelitas sérios que dizem que o êxodo nunca existiu e logo o povo judeu não existe»
Se está a falar de Shlomo Sand, então não o considero sério até porque a teoria dele (de que a maioria dos judeus de hoje nada têm a ver com os antigos israelitas) é claramente desmentida pelos vários estudos de ADN relativos à população judaica/israelita que foram realizados até hoje.
Shlomo Sand parte da ideia de que não houve nenhuma deportação de judeus após a guerra ocm os romanos. Ora esta é uma suposição que não é feita sequer por nenhum sionista.
A diáspora israelita ocorreu ao longo de vários séculos e deriva de confrontos militares, períodos de seca e de fome, bem como as relações comerciais que haviam sido estabelecidas com outros povos.
É bem sabido que ainda no início do período de ocupação árabe foram construídas várias sinagogas.
«De resto é extraordinária a forma selectiva como aqui deixa os factos: não há expulsão de palestinianos, não há ocupação de Jerusalém Ocidental, não há anexação dos Goulã, não há a ocupação ilegal de casas e terras, não há ocupação do Sul do Líbano, não há os massacres sucessivos, não há colonatos, não há muro (…)»
Veja se percebe uma coisa. “Palestina” foi o nome atribuído pelos romanos a todo o território que engloba aquilo que hoje é a Síria, o Líbano, Israel e a Jordânia.
Se os muçulmanos que hoje residem na Cisjordânia e em Gaza são palestinos, então também o são os sírios, os libaneses, os israelitas e os jordanos. Capice?
A Cisjordânia não faz parte da Jordânia porque os líderes muçulmanos quiserem criar um enclave e usar a população local como peões contra o Estado de Israel. O mesmo se pode dizer em relação a Gaza, que hoje podia fazer parte do Egipto. A ideia de uma identidade palestina foi algo que só surgiu mais tarde.
Veja se entende também outra coisa: os israelitas, praticantes do Judaísmo nunca deixaram de viver em Israel. No século XIX existiam aldeias e cidade maioritariamente habitadas por israelitas. E foi por estes israelitas dinamizarem a economia local (criando riqueza e empregos) que se gerou um fluxo de imigração muçulmana para Israel.
A compra de terrenos começou a suscitar tensões entre alguns líderes muçulmanos, que em 1929 decidiram organizar um massacre na cidade de Hebron. A partir daqui as coisas só viriam a piorar.
Com a 2.ª GM, os judeus sobreviventes aperceberam-se de que de que para garantirem a sua sobrevivência teriam de possuir um território próprio, que por razões culturais, religiosas e históricas e estratégicas seria Israel.
Ora, acontece que os líderes muçulmanos da região decidiram apoiar os nazis durante a 2.ª GM e como todos os perdedores tiveram d elidar com as consequências!! Do mesmo modo que os alemães e os japoneses perderam a Alsácia e as ilhas Kurilin respectivamente, também os muçulmanos perderam Israel!! Esta é uma regra básica da guerra.
Os muçulmanos podiam ter criado um estado próprio na Cisjordânia e Gaza em 1948, portanto, na altura em que o Estaod de Israel foi reconhecido pela comunidade internacional. Mas não o fizeram, porque não queriam reconhcer a existência de Israel. Quiseram guerra em vez disso. Mas perderam-na e como perdedores apenas têm de aceitar as consequências. Os jordanos e os egípcios até beneficiaram da boa vontade (e inteligência) dos israelitas, quando estes lhes devolveram os terrenos conquistados após a Guerra dos Seis Dias em 1967. Já os sírios, não beneficiaram da mesma sorte e só têm que se calar, tal como os alemães e os japoneses. Se querem os Golã de volta podem tentar negociar essa questão, mas depois de terem atacado Israel já não podem considerar essa área como um direito adquirido.
Quanto aos colonatos, só lhe possi dizer que toda a expansão territorial que tem vindo a ocorrer desde 1967 na Cisjordânia já não pode ser em meu entender justificada com base no direito de auto-defesa. Aqui estão em jogo interesses económicos.
Perguntou-me se eu condeno a destruição de casas de civis muçulmanos ou a sua expulsão na Cisjordânia e em Jerusalém? Sim, aí concordo consigo. Mesmo nos casos em que se prove que as casas ocupadas por muçulmanos pertenciam antes de 1967 e 1948 a cidadãos israelitas, parece-me pouco humanista expulsá-los sem pelo menos compensá-los devidamente, i.e., atribuindo-lhes uma casa de valor semelhante na mesma zona, ou então numa zona melhor.
«Explique lá como teriam a paz? Saindo do quase nada que sobrou das suas terras, suponho.»
Podiam ter tido paz se tivessem assinado os acordos de 1948 ou de de 1967. Podiam ter tido paz se não tivessem usado violência contra os judeus a partir de 1929. Poderiam ter tido paz se os seus líderes não se tivessem aliados aos nazis durante a 2.ª Guerra Mundial. Podiam ter tido paz se não tivessem atacado Israel durante vários anos.
Como não fizeram nada disto, acabaram por pagar as consequências. A guerra tem um preço e quem paga mais caro são normalmente os vencidos.
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 9:37
Quais acordos de 48? A partição que dava metade a cada um, apesar dos muçulmanos serem 80 por cento, e sue ainda assim Ben Gurion disse que não fazia qualquer intenção de cumprir? Os de 67 que Israel violou estando bem longe das fronteiras então definidas? Não sei se já se apercebeu que Israel violou todos os acordos e todas as decisões da ONU.
Quanto à história dos nazis, e suponho que está a falar do Mufti de Jerusalém, esse nem palestiniano era. Os líderes políticos dos palestinianos que organizaram a sua luta eram de esquerda e laicos.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 13:57
O Mufti era palestiniano (pode-se dizer assim), pois nasceu em Jerusalém. Arafat não, porque Arafat era egípcio.
E sim, os árabes não respeitaram as decisões da ONU em 1948. Quiseram a guerra. Depois choram baba e ranho por serem coitadinhos. Faz-me lembrar aquele gajo que mata os pais e depois pede clemência por ser órfão….
E em 1967 Israel antecipou-se ao ataque árabe. É sabido que os países árabes iriam atacar Israel. Tudo isso já faz parte da História.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 14:17
Desse ponto de vista decidimos que só é israelita quem nasceu em Israel. É assim, não é?
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 13:58
E o Mufti, amigo do Fuhrer, estava na disposição de dar o mesmo tratamento que os judeus europeus tiveram (Holocausto) aos judeus que viviam no então Mandato Britânico para a Palestina. Desejo esse que ainda se mantêm.
Existem coisas que nunca mudam.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 14:15
O mufti nem era palestiniano,
Duarte Sousa Reply:
Janeiro 24th, 2010 at 0:03
Daniel Oliveira,
Mesmo que Ben Gurion não aceitasse de bom grado a existência de um estado muçulmano na Cisjordânia, bastava aos líderes muçulmanos aceitarem a proposta da ONU. Acontece que os muçulmanos não estavam minimamente interessados em tal proposta pois recusavam-se a reconhecer a existência de um estado israelita, naquilo que antes fora um território dominado por muçulmanos.
É claro qu epartir do momento que os muçulmanos foram perdendo guerras, também foram surgindo israelitas ganaciosos que se aproveitaram desse facto para justificar a expansão de Israel após 1967, sobretudo se tivermos em conta os muçulmanos locais não têm sido sequer capazes de entenderem entre si, chegando ao ponto de se massacrarem uns aos outros se for necessário (como se viu quando o Hamas tomou Gaza de assalto).
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 24th, 2010 at 13:11
Porquê na Cisjordânia? Não era essa a divisão.
Duarte Sousa Reply:
Janeiro 24th, 2010 at 18:45
«Porquê na Cisjordânia? Não era essa a divisão.»
Queria dizer Cisjordânia e todo o território muçulmano que a ligaria a Gaza. Se tivessem aceite o acordo em 1948, teriam hoje muito mais território. Mas preferiram a guerra. E como tal têm de se habilitar às consequências, tal como os alemães e os japoneses.
Não quero com isto dizer que desprezo a população civil que habita em Gaza e na Cisjordânia, Muito pelo contrário. Considero-os irmãos de sangue. São também descendentes de israelitas/cananitas e, acima de tudo, são seres humanos.
A minha visão do que deve ser o Sionismo passa pela inclusão desta gente e não pela sua exclusão.
Mas para que isso aconteça é preciso que haja uma mudança radical na mentalidade e educação de ambas as partes opostas, envolvidas neste conflito. É preciso que percebam que para além de serem seres humanos (acima de tudo), ambas possuem uma ligação àquele território e descendem de antepassados comuns. Nunca é de mais repetir que a maioria dos ditos “palestinos” não são mais do que israelitas mizrahim, cujos antepassados se converteram ao Islão. Pertencem à nação de Israel. E o mesmo se pode dizer em relação a muitos portugueses, espanhóis, sul-americanos, cujos antepassados se converteram a uma nova religião (voluntaria ou involuntariamente), levando a que as gerações seguintes fossem perdendo a noção das suas raízes hebraicas.
Convém também que coloquem a religião de lado, pois as suas convições religiosas distorcem aquilo que é a sua verdadeira História e prejudicam largamente a optimização de decisões políticas e as suas condições de vida. Aquele tipo de religiões pode muito bem ser utilizado para justificar o preconceito, a segregação e violência, como aliás, tem sido demonstrado ao longo da História, consoante o contexto. São doctrinas que se baseiam em crenças mitológicas e num código moral ambíguo e flexível (o que reflecte em grande medida a nossa natureza e condição humana).
No fundo, estas religiões são de certo modo como um martelo. O martelo tanto pode ser utilizado para construir uma casa, como pode também ser utilizado para matar. Pelo sim, pelo não, o melhor que podemos fazer para zelar pela paz e segurança é desenvolver uma ferramenta de construção que não sirva para matar. Em termos ideológicos, isto será o equivalente a adoptarmos uma doctrina que se baseie apenas em princípios racionalistas e humanistas.
O modelo de Sionismo que eu defendo baseia-se nestes princípios.
Pois uma lizard…Por isso é que gosto do cinema um conselho veja”Valsa com Bashir”…sim é de um realizador israelita…depois fale-me da chamada” superioridade moral de Israel” como disse o seu amigo José Manuel Fernandes
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Será que isto é verdade ?
“O mais alto representante do Hamas na Cisjordânia, Aziz Dwaik, afirmou que o Hamas aceitou o direito à existência de Israel e que está preparado para anular a sua carta que apela à destruição de Israel, segundo um milionário britânico citado pelo diário hebraico anglófono “Jerusalem Post”.
http://www.publico.pt/Mundo/hamas-aceita-direito-de-existencia-de-israel_1418990
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Até um cardeal do Vaticano comparou Gaza a um campo de concentração…
Até Carter falou em apartheid a propósito do regime de Telavive…
Os antisemitas askenazins europeus (são tão caucasianos como nós, semitas são exclusivamente os árabes) são ocupantes invasores e serão inexoravelmente escorraçados da terra que roubaram, se não desmantelarem unilateralmente o apartheid, como fez a Africa do sul , e aceitarem o governo da maioria muçulmana.
Este blogue é de esquerda ou é da extrema-direita nazi-sionista e neoconeira ?
É que parece que o lixo racista não é aqui recolhido…
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Antonio Cunha Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 16:34
Euroliberal
meu velho. Não conseguiste aguentar mais, não foi ?
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 22:18
Caro Euroliberal,
Já deverias saber que os árabes não são semitas, mas sim de língua semita.
O Carter disse, com todas as letras, que não havia apartheid em Israel. Mas essa parte “esqueceste-a”. Não te convém, claro… e muito menos falar no apartheid na Arábia Saudita ou no tratamento dos palestinianos nos países “irmãos” árabes. Nem os animais se admite tratar assim, quanto mais seres humanos.
Ah, e os teus amigalhaços palestinianos do Hamas a dirigir um país? Nem uma mercearia de esquina, quanto mais um país…
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 0:41
Isso é um disparate. Os palestinianos são evidentemente semitas.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 23rd, 2010 at 14:03
Caro Daniel, veja lá bem. Os palestinianos são de língua semita, não são semitas. Existe um diferença.
Duarte Sousa Reply:
Janeiro 23rd, 2010 at 23:56
LGF Lizard,
Os ditos “palestinos” são semitas. A grande maioria deles é descendente de israelitas/cananitas que se converteram ao Islão durantes s períodos de ocupação árabe e otomana. Eles são no fundo “novos-muçulmanos”. O mesmo se pode dizer de muitos libaneses, jordanos e até de algumas tribos pashtun que residem no Afeganistão.
Em Portugal, Espanha e na América do Sul também se houve um fenómeno semelhante, sendo que muitos dos judeus que aí habitavam foram forçados a adoptarem uma nova religião – o Cristianismo sob pena de serem torturados, mortos ou despojados de todas as suas riquezas.
Por que não falam de Jabotinsky (ou Zev) , um dos fundadores do sionismo e nazi confesso ?
Ou de Moisés Amzalak , judeu ministro de Salazar, e detentor de uma condecoração hitleriana ?
E de das SS Tsahal e do seu Oberkomando de nazi-sionistas ? E do “povo eleito” superior a todos e com direito às terras de todos ?
Heil iSSrael !
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LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 22:25
Euroliberal
Não fales em nazismo, porque os árabes em geral e os palestinianos em particular têm muitos telhados de vidro nessa matéria…. basta lembrar o Mufti de Jerusalém, amigalhaço do Fuhrer. Ou do acolhimento de criminosos de guerra nazis pelos países árabes.
O que vocês, islamofascistas querem, isso sei eu. Exterminar os judeus. A diferença é que, para atingir tal feito, vocês têm de derrotar os israelitas em combate. E vocês pura e simplesmente não tem coragem nem capacidade para tal. Daí enviarem bombistas suicidas (muitas vezes crianças e adolescentes), porque aos “bravos” falta-lhes coragem para serem eles a ir. Ou como usam a vossa própria população civil como escudo humano. Cambada de cobardes.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 0:41
É impressionante como um só homem chega para passar os crimes dos europeus para os ombros dos palestinaos. Fácil aliviar a culpa do Ocidente.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 23rd, 2010 at 14:06
Meu caro Daniel: Essa da “culpa do Ocidente” já tem barbas.A responsabilidade da situação passa pelos dois lados, não pelo Ocidente.
“E sim, os árabes não respeitaram as decisões da ONU em 1948″
Qual foi esa decisão da ONU ? Não houve. A ONU planeava colocar a Palestina sob mandato internacional quando os nazi-sionistas decretaram UNILATERALMENTE o seu estado pária.
Aliás, que poder é que teria a ONU par dar a outrém a terra dos palestinianos ? Isso seria proteger ladrões, terroristas, criminosos de guerra e contra a humanidade…
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LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 22:29
Euroliberal,
Já vi que o conhecimento de História não abunda para os teus lados. O Estado de Israel foi declarado exactamente depois da ONU ter decidido a partilha.
E é exactamente por causa de tipos como tu que os palestinianos estão como estão. Se não fossem vocês, os palestinianos teriam aceite a partilha de 1948 e estariam agora em paz, no seu país, independentes, ao lado do estado israelita. Mas como os vossos interesses estão sempre acima dos interessas dos palestinianos…. aliás, desde quando os islamofascistas se preocupam com os palestinianos? Para vocês, os palestinianos apenas são carne para canhão na vossa cruzada anti-semita de erradicação dos judeus.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 0:40
Infelizmente o Estado que foi declarado não foi exactamente o que foi aprovado pela ONU.
Levy Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 1:32
A decisão da ONU foi a de se fundarem 2 estados, um judeu e um árabe. A Agência Judaica aceitou a decisão e declarou a independência de Israel. Do lado árabe juraram que haveriam de atirar os judeus ao mar.
Em 14 de Maio de 1948 não havia fronteiras definidas no terreno. Acabou por ser a guerra a definir as primeiras fronteiras. Mesmo assim, os árabes da Palestina não fundaram um estado árabe nos territórios que não ficaram em Israel. Não se maçaram nada, até não se importaram de ser governados pelo Egipto e pela Jordânia durante 20 anos.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 8:37
Levy, agora experimente ler a história para adultos.
Levy Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 1:34
Parece que me enganei, você é o mesmo sujeito com quem não discuto. Retiro por isso o comentário anterior. Conto passar mais 5 anos sem lhe dirigir a palavra. Passe mal.
#14 A. Cunha:
NÃO, não é verdade. O Hamas JAMAIS reconhecerá a entidade nazi-sionista dos ladrões de terras. O que espera esses criminosos é a forca ou o sabre . Mainada.
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 17:46
Almansor, ao reconhecer as fronteiras de 1968 reconhece implitamente o Estado de Israel. Até o Hamas parece ter mais bom senso que senhor.
LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 22:32
A forca ou o sabre? Da próxima vez que a IDF tenha de ir a Gaza por causa do Hamas, eles que não se esqueçam de tal frase. E apliquem-na aos membros do Hamas que apanharem. Não deixem a tarefa a meio.
Para quem não sabe: o Duarte Sousa é membro da célula Hasbara (propaganda e intoxicação) da embaixada da entidade sionista em Lisboa. Essas células são coordenadas pela Mossad e são portanto parte do polvo nazi-sionista.
As patacoadas sobre a “genética sionista” fazem rir todos os cientistas mundiais e pretendem tapar o céu com uma peneira…
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LGF Lizard Reply:
Janeiro 21st, 2010 at 22:37
Engraçado. Ao ler os vómitos do Euroliberal, pergunto-me a mim mesmo quem lhe manda e paga para vir à net escrever tais pérolas.
Os zombies islamofascistas andam sempre em manada, sob a direcção de alguém.
Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 0:39
LGF, e no entanto a sua linguagem parece aproximar-se da dele.
Duarte Sousa Reply:
Janeiro 24th, 2010 at 0:10
Almansor,
Eu até me rio dos seus comentários! O pior que é até parece estar a falar seriamente.
Aposto que viu e ouviu tudo, excepto o Hamas.
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 0:42
Engana-se.
Daniel, onde é que o Hamas reconheceu as fronteiras de 1967, que dão a 40% da população 80% do território da Palestina histórica ?
E depois há que ler tudo para compreender o contexto, o resultado final.
Mesmo a Al Fatah, de facto não reconheceu nem reconhecerá o Estado judeu, porque embora aceite as fronteiras de 1967, continua a exigir o retorno de TODOS os refugiados. Então a maioria seria muçulmana e decidiria a unificação da Palestina…
Está a perceber ? Nem os traidores da Fatah, feitas as contas, aceitam o estado (exclusivamente) judeu, o estado sionista que, como estado apartheidesco e racista, está condenado a desaparecer do mapa…
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Daniel Oliveira Reply:
Janeiro 22nd, 2010 at 0:38
Para não me socorrer de testemunho indirectos, espere pelo meu texto maior que publicarei para a semana.
“Dêem uma oportunidade à Paz!”
Escrevi, sob este lema, no post “Terra abandonada”.
Sem esquecer a História do passado, só desejo que ela nos sirva de lição para, no presente, construirmos a História do futuro sem ódios.
O que estou a “ver”, aqui, é uma radicalização de interpretações da História do passado. Que, no presente, “justificam” os crimes cometidos por ambas as partes, escancarando as portas para que, no futuro, ainda possam ser mais horrendos.
Quando “isto” se lê aqui em Portugal, poderemos imaginar o que será “lá”, no que se poderia designar por “teatro de operações”.
Meus caros, será possível encarar essa História noutra perspectiva? Por exemplo, verificar que os crimes cometidos nos devem servir de lição para que nunca mais se repitam?
Afinal, o que nos move? O desejo de um Mundo em Paz, ou a insaciável sede de um ajuste de contas com o passado (próximo ou longínquo)?
Querem deixar esta última herança, pelo menos, à próxima geração?
Eu, não! Tenho uma filha e duas netas e recuso-me à “educação do ódio”. O combate de ideias é muito, muitíssimo, diametralmente oposto à “mobilização” para a “guerra”. Seja ela em nome de Deus, de Alá, de outros deuses ou do “raio que parta” todos os belicistas.
Pronto, já desabafei. Como canta o Paulo de Carvalho, “desculpem qualquer coisinha”. Agora, vou brincar com as minhas netas, desejando que, muito brevemente, todas as crianças do Mundo o possam fazer da mesma maneira.
Dêem uma oportunidade à Paz!!!
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