Por Daniel Oliveira
Na coluna da direita já está o link para os meus textos do Expresso. Continuo de férias.
1 comentário 9 Jun 08 em Sem categoriaNa coluna da direita já está o link para os meus textos do Expresso. Continuo de férias.
1 comentário 9 Jun 08 em Sem categoria
Caro Senhor Daniel,
Li o seu trabalho feito em Praga. Conheço mais ou menos o terreno porque aqui estudo vai para coisa de quatro meses (mais e não menos).
Então, assim se resume o referido:
1 – O São Venceslau (piada bem ergonómica à José Júdice) Havel. Ao longo do texto nota-se o bajulamento q.b. do político, na senda do beatificação à Eduardo Mondlane, ou seja, tipo impoluto que nunca meteu as mãos na massa porca da política. É uma chatice que seja de uma das famílias mais bem de Praga e conservador. Caso não fosse ainda se tinham feito umas T-shirts para a malta usar no comício-festa.
2 – O São Dubcek. Na senda do seu desencatamento recente do comunismo (na data do artigo), freudianamente, o senhor Daniel via-se como o Dubeck. A sua vida decalca-se da dele: rejeitou o sovietismo (deixa o PCP) mas nunca as ideias dos livros do Carlos Marx (funda a Plataforma de Esquerda).
Realmente as coisas teriam sido diferentes sem os tanques: todos felizes e gordos, como o Dubcek quando a seguir de 68 foi trabalhar para os soviéticos de novo.
3 – O Mau Vaclav Klaus. Este, que foi quem realmente mudou as coisas, meteu as mãos na massa está perdido. Abriu o mercado é mauzocas que se farta. Não faltam críticas às políticas neoliberais do Klaus no seu texto. É pena que realmente a história absolva o Klaus, pois a República Checa é hoje mais rica (per capita) do que o Portugal e cresce 7% ao ano.
No fundo sabe que estas críticas fazem sentido.
Mas de resto até gostei do trabalho, honestamente.
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