Textos como este (que, a bem da educação, me vou abster de qualificar) eram impensáveis há uns anos. Dirão que ainda bem, que se quebram tabus. Nem isso é verdade. A relação de Sá Carneiro com Snú chegou a ser usada politicamente por pessoas com enormes responsabilidades. Mas, em geral, há um pudor português, um pouco hipócrita, que faz com que não se envolva a vida privada dos políticos no debate. E ainda bem. A essa hipocrisia, como a outras, chama-se civilidade. Quem diz tudo o que pensa não é corajoso, é apenas idiota. E quem é sempre frontal não é sincero, é só inconsciente.
Mas com os comentários na net, a “conversa” permanente sem mediadores, Portugal vai perder a sua inocência. E isto não vai ficar melhor. É por isso que a única saída que resta a um político (ou a qualquer figura pública) é nem abrir um pouco a janela. Para poder dizer, à primeira pessoa que faça a mais inocente referência à sua vida familiar, “não lhe admito!” Não ser nem casado, nem solteiro, nem hetero, nem gay, nem bi. Às vezes uma pessoa distrai-se, mas não pode. Nos tempos que correm, temos de ser apenas personagens. A intimidade, essa, tem de estar bem longe dos olhares públicos. Porque não há qualquer pudor em usar a vida privada contra a pessoa pública, tem de defender com unhas e dentes os que lhe estão próximos. O amor já é suficientemente difícil sem milhares de alcoviteiros a comentar. E por eles, desculpem, tenho um desprezo sem fim. Porque usar os amores dos outros para os atacar é o maior acto de cobardia que me ocorre.
Só que este post tem um subtexto: o incómodo por haver mulheres públicas que são mais do que esposas de senhores importantes. Têm opiniões. Lutam por elas. Por vezes com violência. Terá a Fernanda influência nas opiniões de José Sócrates? Não faço ideia mas é provável. Ela, os amigos e amigas dele, os colunistas que ele lê, os seus assessores e ministros, os seus camaradas de partido. No fim é ele que decide o que quer e é ele que é julgado por o que decide. Qual é então o sentido do texto de Vasco Lobo Xavier? Transformar o tema num assunto de alcova e transformar a Fernanda numa espécie de Mata Hari das causas fracturantes. E isto revela o machismo profundo que vive dentro destas cabeças. As mulheres ou são esposas serenas, as grandes mulheres que estão “atrás” dos grandes homens, ou dissimuladas fêmeas que os manipulam, umas sarnas que lhes moem a cabeça quando eles chegam a casa cansados.
Só no dia em que esta gente conseguir, por um segundo que seja, olhar para uma mulher sem pensar de quem ela é esposa ou namorada é que ficaremos a saber que perceberam em que século vivem.
88 comentários 10 Nov 09 em Sem categoria88 respostas ao post “Os alcoviteiros”
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Mas eu acho que eles percebem o século em que vivem.
Tenho é quase a certeza que não realizam quão imbecis são.
Imbecis em termos gerais. Para com as mulheres, injustos.
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Essa naco de prosa linkado não foi escrito por um alcoviteiro, foi escrito por uma besta, que mistura os casos de corrupção e compadrio no poder com a livre expressão de ideias e opiniões sobre este ou qualquer outro assunto, seja da namorada da tia ou do padeiro.
E eu que já estava convencido que a situação do país não permitia que se perdesse tempo com este assunto.
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Fui ler e não fiquei espantada, geralmente é uma pessoa que tem o condão de dizer coisas que me dão volta ao estômago, nem sabia que tinha um blog.
Mas também, por aqui, ficamos a saber as suas preferências; quando chega a casa cansado, deve gostar de ter alguém, para lhe calçar as pantufas, tenha o jantarinho pronto e que acabe todas as “obrigações” do dia em silêncio absoluto, não vá o diabo tecê-las e virar … de esquerda
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Suspeito que temos em Vasco Lobo Xavier a clássica e repetitiva, ainda que camuflada, perspectiva conservadora do «por trás de um grande homem está uma grande mulher.».
O passo do jovem Lobo visa a extrapolação insultuosa a partir deste preceito, pretendendo o reverso moral do dito: «por trás de um homem-traste, deve estar uma mulher-traste (ou um outro homem-traste?!…?».
Um dia algumas mentes mais distraídas perceberão que o Dilúvio que os afere e referencia já passou…
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Sim, mas a nandita tb se pôe a jeito.
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É inacreditável… Quando pensava que o texto de José António Saraiva tinha batido no fundo, eis que surge o enorme Vasco Lobo Xavier para provar o contrário.
O ser humano consegue ter tanto de maravilhoso como de desprezível… Vindo desta gente, ou isto ou os argumentos com “mofo”. Venha o diabo e escolha.
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Muito bem, Daniel.
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perfeitamente de acordo…há pessoas que deviam estar caladas…
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Texto nojento!
Fui ver ao Google algo sobre o autor e fiquei confuso…será que VLX é um professor catedrático?
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Porque não há qualquer pudor em usar a vida privada contra a pessoa pública
As pessoas públicas, especialmente as políticas que detêm o poder, não têm vidas privadas. Se as querem têm que escolher outra profissão.
Quanto ao texto gostei de ler a crítica dos senhores comentadores “imbecil, alcoviteiro, escreve coisas que dão volta ao estômago, insultuoso, desprezível, etc”.
Falam por eles.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 10th, 2009 at 16:19
Fado, os políticos têm vida privada. Quer o senhor ache que não ou que sim, têm. E, desde que não a misturem com os seus cargos públicos, não têm de lhe prestar contas por ela. E digo-lhe mais: sendo por agora qualquer coisa próxima de pessoa pública não admito que ninhuém meta o bedelho na minha. É mesmo a única coisa que pode fazer perder a compustura. E tenho todo o direito.
Em cheio!
Abraço.
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Deve ser familiar do outro xavier também esse lobo, da quadratura do círculo.
Por este país há nomes de família que se repetem nos locais públicos , demonstrando para além de qualquer dúvida que a inteligência é de facto um bem que se transmite não só de pais para filhos, como , por um mistério da biologia de forma transversal.
Seja como for, é uma acusação como a outra , canalha, e muito fraca.
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Talvez o seu quarto paragrafo tenha sido um pocuo exagerado, mas realmente, o VLX não estava muito inspirado quando se lembrou de escrever tal coisa…
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Ler os comentários no blog do texto. Dizem tudo. E se a estupidez se transmite por via urinária pode VLX dormir descansado que os homossexuais não adulterarão a espécie.
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Fado,
#10,
Pela parte que me toca, além de imbecil, também mencionei injustos. Poderia continuar, com muitos outros adjectivos. Nenhum deles, no entanto me provoca tantas voltas ao estômago como a atitude daqueles que olham para as mulheres da forma descrita. Isto não tem nada a ver com a f. nem com o Zé, que não têm nem um pingo da minha simpatia. E não é por eu não ser de esquerda.
Toda a gente tem direito à sua privacidade.
isagt,
O seu segundo parágrafo é fraquito. Eu também gosto que me tragam as pantufas quando chego a a casa. Geralmente é um dos meus cães. Também gosto de ter o jantar a horas. A minha mulher também, quando chega depois de mim. E pode ter a certeza que se nos apetecer algo mais, ninguém se sente obrigado.
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Fui ler o referido texto e estou inteiramente de acordo consigo, este homem deveria ser insultado e eu que sou até não sou dessas coisas, mas p+or vezes a estupidez faz-me destas coisas.
Boa Daniel, chegue-lhes com força.
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Pessoal, não vos percebo. Agora que aparece por cá um verdadeiro talibã, começam todos a cascar nele?
E se o tipo a seguir começa a dizer mal da américa e de israel, então está tudo estragado!
E acho que estão a ser injustos na vossa interpretação sobre o personagem e o seu “respeito” pelas mulheres. Acho que, por vontade dele, o que gostava mesmo de ter dito era “DO AMANTE”!
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A direita Portuguesa sempre foi alcoviteira, mesquinha, “campónia”, “patega” e bastante salazarenta.
Culturalmente muitos furos abaixo da média Europeia, os indivíduos “geneticamente” da direita em Portugal – os que tinham mais dinheiro conseguido por herança ou outra – foram quase sempre bastante menos inteligentes que os outros. Como sempre, quem os safava era o sistema.
Parece que o filho do António e sobrinho do Hermano, não fugiu muito á regra.
Para director de Jornal, exigir-se-ia uma inteligência uns furos acima da mediocridade.
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O texto é muito mau, mas a Câncio não merece outra coisa. Entre a qualidade do texto e a Câncio, escolho o grande GOLO do JAVI!
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Porra, o texto até confrange.
E se depois se virem os comentários a tentar justificar o injustificável então dá mesmo pena.
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Muito obrigado por não ter publicado a minha resposta à sua intervenção.
Presumo que a sua modéstia iria ficar abalada e nós não queremos isso.
Aguarda que seja capa da Caras.
Melhores cumprimentos.
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Vasco Lobo Xavier, quem é esta figura sinistra da blogosfera?
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Há aqui qualquer mistério.
O Daniel escreve um texto tão intragável como o que critica e logo surgem uns lambe-botas a elogiar-lhe a proeza.
Tenham santa paciência, mas não vou nestes futebóis da unanimidade aclamatória. Fazem-me lembrar as votações das “democracias” apreciadas pelo dito Daniel.
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Isto parece um diálogo de surdos entre bloggers.
Será que a maior divergência entre esquerda e direita não é afinal de cariz ideológico?
É que a coisa começa logo a correr mal na (in)compreensão mútua das linguagens.
Entre significados e significantes temos portanto um muro de Berlim incorpóreo mas muitíssimo mais resistente do que o outro.
Mundos.
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este post tem um subtexto: o incómodo por haver mulheres públicas que são mais do que esposas de senhores importantes. Têm opiniões. Lutam por elas
Eu discordo do texto que cita, e que critiquei, no lugar, com a veemência necessária. Mas esta sua asserção é impossível de se inferir do texto.
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Será Fernanda Câncio vítima de um lóbi organizado relativamente a este assunto por força da sua relação com o PM?”
Será que aqui alguém ou “muitos alguéns” enfiaram a carapuça?
Pelas reações exageradas a um post cheio de ironia, parece-me que VLX acertou em cheio.
Eu sei que é chato ser desmascarado.
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Rui F…o seu comentario demonstra o grande brilhantismo da esquerda. Será que eu sou filho de um duque e não sabia? Nao. Devo ser mesmo patego
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Sinceramente nem interpretaria o texto num ataque às mulheres, mas antes como um argumento desesperado em prol da discriminação. Acontece a muito boa gente quando começa a ver que a sua causa pode estar perdida, tentar o mais ridículo possível para tentar manter-se de pé na sua opinião. Ora, defender que um PM apenas decide legislar em matéria de direitos fundamentais para não aturar a mulher em casa com o assunto todos os dias, é claramente descer ao fundo do poço dos argumentos. Provavelmente acha o autor que PM que é PM não pode ter vida social, ou que deve partilha-la com uma mentecapta incapaz de opinar sobre seja o que for.
Eu cá, achei o texto hilariante, daquelas peças de comédia que além de nos fazerem rir, nos fazem sentir bem por ter a capacidade intelectual de não cair em tolices.
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“Terá a Fernanda influência nas opiniões de José Sócrates? Não faço ideia mas é provável. Ela, os amigos e amigas dele, os colunistas que ele lê, os seus assessores e ministros, os seus camaradas de partido. No fim é ele que decide o que quer e é ele que é julgado por o que decide.”
Pois é DO, o problema não a Fernanda ter influência nas opiniões de Sócrates. O problema é os portugueses não terem!
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DO, discordo de si, acho que em Portugal, felizmente, se distingue a vida privada da vida publica, com a excepção daqueles que fazem questão da as misturar para proveito próprio.
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Mas a Câncio não vale mais do que isto…
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Lembrais-vos da personagem que dizia: “não sou delegada, delegado é o meu marido”
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“Terá a Fernanda influência nas opiniões de José Sócrates? Não faço ideia mas é provável. Ela, os amigos e amigas dele, os colunistas que ele lê, os seus assessores e ministros, os seus camaradas de partido. No fim é ele que decide o que quer e é ele que é julgado por o que decide.”
Pois é DO, o problema não a Fernanda ter influência nas opiniões de Sócrates. O problema é os portugueses não terem!
[Responder]
Dedicado à cara amiga Isabel #27:
“Claro que Isabel faz exactamente o que lhe vai na cabeça e defende há muito, e que não existem nem ela precisa de envelopes para desenvolver as suas posições e ideias, mas terão elas influência nas decisões do marido? Exercerá Isabel lóbi sobre o marido? Será Isabel vítima de um lóbi organizado relativamente a este assunto por força da sua relação com o marido? Decidirá o marido numa ou noutra direcção por força dessas pressões? Para não ter chatices em casa? Para poder jantar sossegado?”
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Já eu, para além da minha namorada, sou influenciado pelos amigos, pelos colegas, pelo que leio, etc. No fundo, por tudo aquilo que me rodeia. Mas, para algumas pessoas, ser influenciado pela namorada parece ser revelador de uma fraqueza de carácter inominável.
Contudo, duas coisas despertaram a minha atenção. No início do segundo parágrafo, VLX escreve:
«Num país civilizado, qualquer um se sentiria incomodado se a mulher, amante, amiga, namorada, união de facto ou o que fosse usasse o seu poder sobre um Primeiro-Ministro para o levar a tomar decisões políticas ou outras numa ou noutra direcção.»
Ora, num país civilizado até pode suceder que haja uma Primeira-Ministra e que a influência seja do marido, de um amigo, do amante, do namorado, etc. (Se o país for mesmo muito civilizado, até pode ser que a Primeira-Ministra seja influenciada pela mulher, pela namorada, etc. Não que ter uma relação com alguém do mesmo sexo seja mais ou menos civilizado, mas eleger alguém que o assume será certamente um sinal de que estamos perante um eleitorado civilizado.)
No final, escreve VLX:
«Mas pelos vistos José Sócrates recusa aos portugueses o seu direito ao referendo quando não lhe interessa. A ele ou à Fernanda Câncio.»
Pois, percebe-se que o objectivo era terminar com uma frase maios ou menos definitiva. Mas, por acaso, até é mentira: «não gosto de referendos ao aborto. é uma coisa que me chateia» (daqui: http://gloriafacil.blogspot.com/2005/10/em-memria-do-almirante.html) Nem por isso deixou de existir um referendo ao aborto, pois não?
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A um excelente texto do VLX responde o DO com um amontoado de frases sem nexo que parecem meio em código, mais lembrando o poeta Alegre.
O casamento gay em Portugal, a acontecer, tem um nome: Fernanda Câncio.
“Terá a Fernanda influência nas opiniões de José Sócrates? Não faço ideia mas é provável. Ela, os amigos e amigas dele, os colunistas que ele lê”
Se os colunistas dormirem todos os dias com o Sócrates e lhe chatearem a cabeça todos os dias, então terão tanta influência como a Câncio, aí está certo.
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Qual o problema em especular em que medida Fernanda Câncio – uma conhecida activista pelos direitos do homossexuais – e companheira do primeiro-ministro tem influência na agenda do mesmo. Está tudo louco?
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Excelente texto do VLX?Estamos na brincadeira?
E os direitos dos pretos, foi porque algum poderoso tinha uma paixao?E os direitos das mulheres, porque nao sao consagrados desde a antiguidade?Eram todos casados com gente do mesmo sexo, querem ver?
Estamos na lua se calhar, e tudo o resto que sucede no mundo distantissimo, ou no interior da lua, nao e’ relevante e visivel?
Sera que mesmo na estupidez mais absoluta, ha gente que tem sempre de estar alinhada com quem simpatiza nas concepcoes? Vale sempre tudo?
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Studio #37, realmente é um excelente texto, disso não haja dúvidas – quase tão bom como aquele do Pulha Valente sobre o Saramago!
Outro texto com potencialidades de vir a ser fantástico, vai ser o do Paulo Portas a justificar os cheques da sucata que não aparecem nas contas do partido da agricultura mas dos quais a polícia tem cópias. Isso é que vai ser uma prosa…
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Caro Sebastião #38, com todo o respeito, deixe-me especular o seguinte. Eu estou convencido que muito do que o sr escreve aqui no Arrastão é-lhe ditado pela sua senhora. Ou seja, a sua liberdade não é total. Ela sabe das suas andanças bloguistas e, como tal, vigia-lhe a escrita, corrige-lhe uma ou outra expressão, etc.
Mas isto sou eu a especular, claro.
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Caro Joaquim Azevedo, especula bem, quem conduz a minha pena é a senhora minha Mãe. E que melhor seria o mundo se todos nós ouvíssemos as nossas mães. Gostei do seu raciocínio.
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«Fado, os políticos têm vida privada. Quer o senhor ache que não ou que sim, têm. E, desde que não a misturem com os seus cargos públicos, não têm de lhe prestar contas por ela. E digo-lhe mais: sendo por agora qualquer coisa próxima de pessoa pública não admito que ninhuém meta o bedelho na minha.»
Pois, Daniel, mas uma semana antes das eleições foram publicadas vários artigos sobre a vida de Sócrates em revistas do coração, ora falando da paixão mútua com Fernanda Câncio, das suas românticas idas ao cinema à noite, da difícil vida familiar (não em relação aos primos, mas em relação à doença que vitimou um familiar), de como enriqueceu, de como subiu a pulso na vida. Está lembrado? Tudo muito conveniente.
Quem não quer que se fale da vida privada resguarda-se.
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“Nem por isso deixou de existir um referendo ao aborto, pois não?”
Por duas vezes e perfeitamente desnecessário. Atrasou a decisão parlamentar sobre o aborto, branqueou Guterres e Marcelo e lançou o BE. As prejudicadas foram as mulheres. Ganharam PS, PSD e BE.
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34 Joao Pedro
10 Nov 2009 às 21:52
“Pois é DO, o problema não a Fernanda ter influência nas opiniões de Sócrates. O problema é os portugueses não terem!”
Querem ver que o Sócrates chegou ao lugar que tem à frente de de uma companhia de cavalaria.
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Neste post só podem comentar (isto é, manifestar a sua mais veemente indignação)os amigos da Madrinha dos gays. Alguns poderão até tomar alguma distância com a Côncia…mas com cuidadinho…zzzzz, senão o Diácono ateu vai achar que não há nexixidade zzzzzzz de mostrar o comentário…
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# 40 joaquim azevedo
“(…) realmente é um excelente texto, disso não haja dúvidas – quase tão bom como aquele do Pulha Valente sobre o Saramago!”
Concordo com a análise ao texto. Quanto à comparação não.
Saramago trata milhares (milhões?) de portugueses como uns estúpidos e ignorantes, que se deixam “levar” na conversa da bíblia – que ele tão boçalmente interpreta. Um ser superior, portanto. Acontece que teve o mesmo tratamento: alguém igualmente arrogante atirou-lhe à cara a “sua” superioridade, nos mesmos termos.
Saramago (como referi no tópico) morreu com o ferro com que mata. Simples e justo.
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O casamento é como uma ratoeira; aqueles que estão presos gostariam de sair, e os outros ficam a girar à volta para serem agarrados.
Giovanni Verga
Itália
1840-1922
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Não será …”chegou à frente de uma companhia de cavalgaduras?”(cavalgaduras=regimento)
Isalatino em PM? este sim á frente de uma companhia.
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JAS e VLX dizem sóbrios o que este senhor diz bebâdo: http://www.youtube.com/watch?v=9L-O28YdUTo
“a liga tem que inbestigar”
que baixaria
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Sebastião Dias
11 Nov 2009 às 4:59
Conforme pode reparar respondi a essa questão.
Mas o ego do senhor Daniel Oliveira foi beliscado e não autorizou a sua publicação.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 11th, 2009 at 15:41
Fado, não foi a isso que o senhor respondeu. E como está no meu espaço, ou fala com a devida educação com os donos deste espaço onde é um convidado, ou não é bem vindo. Estou um bocadinho cansado de quem usa este espaço para despejar as suas próprias frustrações. Aqui, chega. Não gosta? Paciência. Em minha casa é um convidado.
Mas se a questão é o Referendo, pois que venha ele! Talvez seja a melhor maneira de tirar de vez as peneiras à canalhada beata.
Ou alguém no seu juízo perfeito (e disso percebo eu) duvida que, onde “passou” um tema como o aborto – que mexe bem fundo com a própria noção de Vida Humana -, não passaria também, sem quaisquer “espinhas”, uma mera afinação legal do contrato de casamento civil?
Mas, já agora, e como os bons liberais decerto compreenderão, quem quer o Referendo que o PAGUE! Sim, não vamos gastar o sagrado dinheiro dos nossos Impostos numa inutilidade!
Por isso irmãos e irmãs, se quereis o “Referendum”, fazei uma subscrição, pública, privada, ou (como agora está tão na moda) público-privada, que o Estado organiza-o e apresenta-vos a factura, que terá obrigatóriamente que ser paga (e bem cobrada…) até, no máximo, um dia antes de começar a campanha eleitoral para o mesmo. Se não, chapéu…
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Resposta de VLX no Mar salgado:
“PROBLEMAS GRAVES DE INTERPRETAÇÃO:
Não faço a mais pequena ideia onde terá Daniel Oliveira aprendido a interpretar textos, com fraquíssimo aproveitamento, ou se apenas deita da boca para fora o que lhe vai na cabeça, independentemente do que leu ou tentou ler. O mais provável é até que só tenha querido escrever o que escreveu, independentemente do que eu escrevi, e fê-lo no meio duma baralhação mental monumental, onde é difícil penetrar.
Responder a críticas que me faz por aquilo que ele pensa que eu escrevi é um exercício perfeitamente inútil. Quando ele perceber o que eu escrevi, quando alguém pacientemente lhe explicar o que eu escrevi e ele entender, e se, depois disso, ele quiser discutir verdadeiramente os textos, pode ser que eu os discuta com ele. Até lá, não lhe vou dar mais importância do que dou às tropas de grunhos que enchem as caixas de comentários com insultos.”
posted by VLX on 6:42 PM #
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O Daniel, estando de boa-fé como acredito, devia ler com atenção o comentário 43.
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#Pão Metálico
Talvez utilizando algumas palavras suas eu lhe consiga explicar melhor:
Quando diz que são os seus cães que lhe vão buscar as pantufas, o senhor em causa, também deve gostar de ter em casa alguém bem treinado, sem ideias próprias, que faça exactamente o que ele quer, sem nunca contestar as suas ideias, pois seria uma catástrofe ele poder ser influenciado apenas por ouvir outra opinião.
Já agora aproveito para lhe perguntar, se já reparou que a maioria dos seus comentários aos posts deste blog, acabam por ser, comentar os comentários
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44# Leo
“As prejudicadas foram as mulheres.”
E as vítimas são as crianças
http://www.youtube.com/watch?v=u2Y0ETGnkWU
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#28 Henrique Morais
No caso do JAS vai-nos sempre “surpreendendo” com as suas visões ora absurdas ora tendenciosas. Normalmente o que ele escreve, espremido vale quase nada.
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Sebastião, e é esse aviso que está no segundo paragrafo do meu texto. Não acho que uma pessoa falar das suas paixões abre portas para que todos passemos a fazer parte da família. Mas é verdade que, pelo menos eu, defendo uma posição, se quiser, mais radical: nada sobre a vida pessoal.
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isagt,
#55
Já vi que não percebeu o que escrevi.
Cá em casa, todos nos respeitamos e não devemos obediência a ninguém. Os meus cães trazem-me as pantufas, o jornal, eu trato deles, cozinho para eles, brinco com eles, aqueço-os quando têm frio, e veja lá, até ceguei dum olho para salvar um deles.
Quanto aos meus comentários, eu acho que é mesmo essa a finalidade destes blogs. Assim todos trocamos ideias e opiniões. Deixa de ser a dois, autor/comentador, e estende-se ao resto da rapaziada.
Se eu não tivesse a possibilidade de classificar de imbecil um comentário, ou de receber como reesposta a mesma declaração de imbecilidade a um escrito meu, isto não tinha piada nenhuma.
Além disso, se analisar com atenção, a maioria da malta neste blog faz exactamente a mesma coisa.
A não ser que me queira mal por eu ter dito que sou mais de direita do que de esquerda e que não gosto da f., nem do Pinto de Sousa ministro.
Já agora acrescento, quando concordo com o DO, aparece alguém a dizer que pertenço a grupo dos lambe-botas, se comento algo com o qual discordo, também apanho. God I love it.
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Fado, não foi a isso que o senhor respondeu.
Respondi exactamente ao que defendeu.
Compreendo que não tenha gostado da resposta, nunca gostamos quando alguém nos diz umas verdades.
Há até um animal, dizem que é a avestruz, que tem uma técnica para isso.
Já por mais de uma vez foi desafiado a colocar os textos que censura (que palavra tão feia) mas nunca o vi fazer isso.
Era agora uma boa altura e deixar os outros serem julgadores.
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Mas a Câncio merece bem aquele texto…
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Que crianças, Isabel? Um feto, é um feto, é um feto, não é uma criança. E sim as mulheres foram desnecessariamente prejudicadas por mesquinhos interesses partidários do PS, PSD e BE.
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PedroM #47, ainda estou para ver onde é que, nas suas palavras, o Saramago “trata milhares (milhões?) de portugueses como uns estúpidos e ignorantes, que se deixam “levar” na conversa da bíblia”.
Mostre lá as declarações do Saramago que corroboram esta sua afirmação.
E, quê?: “Saramago morreu [às mãos do Pulido Valente] com o ferro com que mata.”
Isto só se for para rir, caro PedroM. Você sabe tão bem como eu que o crédito do Valente deve andar ao nível do do Vale Azevedo. Tirando a demitida Manuela Guedes e o demitido Fernandes do “Público”, ninguém passa bola ao Valente. Já quanto ao Saramago, ambos sabemos que não é bem assim. Nenhum ferro do Valente arranha um milímetro de pele ao Saramago, que fará matá-lo…
[Responder]
Leo
Um feto é uma criança, tão dependente da mãe como o é quando nasce.
Algumas crianças ficam dependentes das mães toda a vida. Vivem à espera de orientações; são fetos emocionais.
Normalmente são homens.
Casam ou (pensam que casam) com uma mãe da idade deles.
Freud que o diga.
http://www.youtube.com/watch?v=9LH5M9zvHxU&NR=1
[Responder]
Deixe-se de tiradas sem substância, Isabel. Um feto não é uma criança.
[Responder]
O islamófobo que assassinou a mártir do véu na Alemanha apanhou presão perpétua sem possibilidade de saída antecipada…
É o resultado do ódio islamocida de nazi-sionistas e feminazis bem representado neste blogue por alguns comentadores…
http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8355921.stm
[Responder]
Caro Daniel Oliveira,
Queria deixar um comentário ao seu texto, pois parece-me que o VLX, pessoa que estimo, não disse nada parecido do que entendeu.
Depois de ver os comentários aqui em cima, desisti.
Desculpe mas isto parece uma retrete.
Cumprimentos
[Responder]
Isabel #65, a sra, agora, é Freudiana? Tem a certeza? Cuidado! Isso pode ser pouco católico. Ora vejamos:
“As descobertas [de Freud] colocam a sexualidade no centro da vida psíquica e é desenvolvido o segundo conceito mais importante da teoria psicanalítica: a sexualidade infantil. Estas afirmações tiveram profundas repercussões na sociedade puritana da época pela concepção vigente de infância “inocente”.
“Os principais aspectos destas descobertas são:
1. A função sexual existe desde o princípio de vida, logo após o nascimento e não só a partir da puberdade como afirmavam as idéias dominantes.
2. O período da sexualidade é longo e complexo até chegar a sexualidade adulta, onde as funções de reprodução e de obtenção de prazer podem estar associadas, tanto no homem como na mulher. Esta afirmação contrariava as idéias predominantes de que o sexo estava associado, exclusivamente a reprodução.
3. A libido, nas palavras de Freud, é a “energia dos instintos sexuais e só deles”.
Foi no segundo dos “Três ensaios de sexualidade” das obras completas, que Freud postulou o processo de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo encontra o prazer no próprio corpo, pois nos primeiros tempos de vida, a função sexual está intimamente ligada à sobrevivência. O corpo é erotizado, isto é, as excitações sexuais estão localizadas em partes do corpo (zonas erógenas) e há um desenvolvimento progressivo também ligado as modificações das formas de gratificação e de relação com o objeto, que levou Freud a chegar nas fases do desenvolvimento sexual:
Fase oral (0 a 2 anos) – a zona de erotização é a boca e o prazer ainda está ligado à ingestão de alimentos e à excitação da mucosa dos lábios e da cavidade bucal. Objetivo sexual consiste na incorporação do objeto.
Fase anal (entre 2 a 4 anos aproximadamente) – a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de “ativo” e “passivo”, intimamente ligado ao controle dos esfíncteres (anal e uretral). Este controle é uma nova fonte de prazer.
Acontece entre 2 e 5 anos o complexo de édipo, e é em torno dele que ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo. No complexo de Édipo, a mãe é o objeto de desejo do menino e o pai (ou a figura masculina que represente o pai) é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado. Ele procura então assemelhar-se ao pai para “ter” a mãe, escolhendo-o como modelo de comportamento, passando a internalizar as regras e as normas sociais representadas e impostas pela autoridade paterna. Posteriormente por medo do pai, “desiste” da mãe, isto é, a mãe é “trocada” pela riqueza do mundo social e cultural e o garoto pode, então, participar do mundo social, pois tem suas regras básicas internalizadas através da identificação com o pai. Este processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras de desejo e de identificação. Freud fala em Édipo feminino.
Fase fálica – a zona de erotização é o órgão sexual. Apresenta um objeto sexual e alguma convergência dos impulsos sexuais sobre esse objeto. Assinala o ponto culminante e o declínio do complexo de Édipo pela ameaça de castração. No caso do menino, a fase fálica se caracteriza por um interessse narcísico que ele tem pelo próprio pênis em contraposição à descoberta da ausência de pênis na menina. É essa diferença que vai marcar a oposição fálico-castrado que substitui, nessa fase, o par atividade-passividade da fase anal. Na menina esta constatação determina o surgimento da “inveja do pênis” e o conseqüente ressentimento para com a mãe “porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de Ter um filho.
Em seguida vem um período de latência, que se prolonga até a puberdade e se caracteriza por uma diminuição das atividades sexuais, como um intervalo.
Fase Genital – E, finalmente, na adolescência é atingida a última fase quando o objeto de erotização ou de desejo não está mais no próprio corpo, mas em um objeto externo ao indivíduo – o outro. Neste momento meninos e meninas estão conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais.”
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ah grande Joaquim Azevedo. Fartei-me de rir com este ultimo comentario, esteve muito bem.
um abraco
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O tema é sobre “alcoviteirices”.
Como não tem nada a ver com crimes (juridicamente falando) que possam ser cometidos “entre portas”, sò posso “dizer” que:
Só se preocupa com a vida alheia quem não tem vida própria. Se, ao invés, se preocupassem com a vida dos pobres, talvez pudessem ser um pouco mais úteis.
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Meu caro Joaquim Azevedo
A “nossa” amiga Isabel vai “dizer-lhe”, outra vez, que é Cristã mas, não Católica o que, sendo possível, só funciona como uma definição pela negativa (direito que lhe assiste mas, que parece começar a funcionar como uma espécie de refúgio, até para chamar o Sigmund à liça).
Peço-lhe, se me puder ajudar, que me “livre” deste terrível dilema:
1- O meu amigo colocou, noutro “post”, aquela dúvida do que seria a castidade, tendo em conta que a homossexualidade era um “fenómeno”;
2- Tentei dar uma pequena sugestão e, agora, peço-lhe que me ajude a resolver um “problema” muito mais grave;
3- Tendo em conta que a minha mãezinha (felizmente, ainda é viva e já vai nos 85), estarei incluído naqueles que “casam (ou pensam que casam) com uma mãe da idade deles”;
4- Por favor, ajude-me, porque eu casei com uma Mulher 3 anos mais velha do que eu, o que vem contribuir (ainda mais decisivamente) para a minha angústia existencial;
5- Serei eu uma espécie de “mãezófilo”?
Meu amigo, continua mesmo a ter “paciência de santo” e, parabéns pelo seu comentário.
Um grande abraço mas, por favor, AJUDE-ME!!!
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Amigo joaquim azevedo
A transcrição que fez do Sigmund é elucidativa em relação ao comentário da nossa amiga Isabel. Mas, ela vai continuar a “dizer” que é “Cristã não Católica). Auto-definição a que tem todo o direito. Porém, uma definição pela negativa que, pensa a nossa amiga que poderá servir-lhe de refúgio para continuar de contradição em contradição, até à contradição final.
Dirijo-me a si, assim “a modos que um Help-me”:
1- Como tentei resolver a sua dúvida àcerca da homossexualidade ser um “fenómeno” e o que seria a castidade;
2- Peço-lhe que tente resolver uma dúvida, extremamente existencial, que assola a minha “alma”;
3- A minha Mãezinha, felizmente, ainda é viva e tem 85 anos;
4- A Mulher com quem casei, tem mais 3 anos do que eu;
5- Estarei incluído (por maioria de razão) no conceito “casam (ou pensam que casam) com uma mãe da idade deles”?
Meu amigo, peço-lhe que me livre deste pesadelo, porque estou a sentir-me um “mãezófilo”, ou coisa semelhante.
Um grande abraço e continue “lá” com essa “paciência de santo”.
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Peço muita desculpa
Escrevi o comentário #73, porque o #72 tinha desaparecido.
Como escrevo de improviso, os textos não são iguais mas, como diria a minha filha, quando era pequena “Vai dar tudo ao mesmo”.
Abraços.
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Leo
http://guiadobebe.uol.com.br/psicgestante/a_vida_emocional_do_feto.htm
Provavelmente não vai ter paciência , mas seria bom que lesse este artigo até ao fim.
Aquando do próximo referendo sobre o aborto, talvez o seu voto seja outro.
É uma questão de substância.
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joaquim azavedo
Ainda você não era nascido, já eu concordava com o Freud em muita coisa.
Uma delas é a situação edipiana que é observável sem ter que ser em ambiente de experimentação.
É durante este período de identificação com o progenitor do mesmo sexo, se o “pai” e a “mãe” forem do mesmo sexo, que a criança se pode baralhar.
Se tiver uma predisposição genética para a homossexualidade assumirá essa tendência.
Se for heterossexual, provavelmente militará na extrema-direita.
“A libido, nas palavras de Freud, é a “energia dos instintos sexuais e só deles”.”
Instinto sexual é mais abrangente que necessidade genital. Até ele, que dava na coca, e sabia por isso o que eram vontades irreprimíveis, sabia que é a força que nos leva a conservar a nossa pessoa e a espécie, a aceitar desafios e a superarmo-nos.
(Lá vamos nós parar à conservação da espécie, que chatice.)
Está para a vida psíquica como a luta de classes está para o marxismo.
Outra coisa que não concordo com ele é a inveja do pénis que ele atribui às mulheres. Devia ser uma coisa da época. Ele era judeu, logo tradicionalmente machista.
As mulheres são bem mais fortes que os homens, apesar de aparentemente mais frágeis. Carregam pesos, trabalham doentes, têm filhos que os homens só de ver,desmaiam. E emocionalmente choram mais, mas aguentam mais também.
Ainda nos faltava…e mais não digo…
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Eu compreendo a sua angústia, caro Cafc. De facto, tudo depende da forma como você projectou ou projecta o papel da sua mulher. Isto é, se você acha que a sua mulher apenas serve para cozinhar, lavar, passar a ferro e engomar os colarinhos, aturar os putos, ter cerveja sempre fresca nos dias que dá o Benfica na TV, limpar o wc depois de usado por si e, finalmente, satisfazer-lhe a líbido (cá está o Freud), então, na verdade, você casou com a sua mãe, se exceptuarmos a parte libidinosa, claro – a fase do Édipo já passou.
Se somarmos a isto o facto de você ainda ter mãe, estamos, sem dúvida, perante um caso claro de “Mãezofilia”. Fale com o seu médico, procure ajuda psiquiátrica – nunca é tarde para entrar no bom caminho.
ASS: Consultório Sentimental da Revista Maria
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Isabel #76, noto nas suas palavras muita confusão, para não dizer outra coisa, acumulada. A forma como você termina o seu comentário leva-me a pensar que você vive um qualquer sofrimento reprimido.
Creia que estou a falar a sério, não há aqui ponta de ironia. Por isso, pelo menos para já, abstenho-me de lhe responder nos moldes habituais. Fique Bem.
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Belo chuto para canto, sim senhor.
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Meu caro Joaquim Azevedo
Obrigado. A sua resposta fez-me dormir muito melhor. Até acordei mais cedinho e tudo.
Aviso à navegação. Eu e o Joaquim estamos no “gozo”.
Aprecio o seu sentido de humor e essa assinatura…
Um grande abraço, meu caro!
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Leo e Outros
Estive a ler a crónica de Laurinda Alves no i
http://www.ionline.pt/conteudo/32925-ideias-as-aulas-educacao-sexual
Vou partilhar convosco este invento extraordinário, posto ao serviço da prevenção da gravidez adolescente de maneira a ajudar a acabar com um crime HEDIONDO e COBARDE chamado aborto.
http://www.realityworks.com/realcare/realcarebaby.html
Segundo LA custa 500€, nada que os caros leitores não possam oferecer no Natal aos vossos filhos pré e adolescentes.
Se acharem caro, podem comprar em grupo e passá-lo para estágio, visto que é apenas uma experiência temporária de maternidade/paternidade, de uns para os outros.
Apesar de tudo , penso que compensa os “custos” duma gravidez adolescente.
Espero que as escolas “agarrem” esta invenção daquele país modelo, chamado Canadá.
Entretanto, Bom Natal.
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!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
DEMONSTRAÇÕES GRÁTIS AO DOMICÍLIO!
Se não resultar, sustentamos a criancinha durante toda a vida e ainda indemnizamos a adolescente!
Contacte já uma igreja cristã, não católica, perto de si.
Se não sabe que igreja é, pode começar, por exemplo pela IURD. Se não resultar, volte a contactar este “post”. Talvez possa obter informações mais concretas.
Que o “sinhor esteja conBosco” e com o Mota Amaral também.
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Dona Isabel #81.
E eu, tão ingénuo, a pensar que a sra. era contra as aulas de educação sexual nas escolas. Afinal, não. Afinal, você pretende que as escolas “agarrem” esta invenção (bem dito) e assustem as adolescentes com um boneco.
Preservativos, não; sexualidade livre e consciente, também não; pílulas, só para quem for “maior e vacinado”…
Um boneco!!! O segredo está num boneco a fingir de bebé. Como é que ainda ninguém se tinha lembrado de uma coisa tão simples?
-Um boneco para resolver o problema da gravidez na adolescência!!! Que tal, Melga? -Fantástico, Mike!!!
-Repara, Melga. Investes quinhentos euros num boneco e a tua filha, enquanto for adolescente, não engravida, Melga.
-Fantástico, Mike!!! Mas, espera aí… Quando é que acaba a adolescência, Mike?
-Ora, Melga, isso nunca acaba. Nunca ouviste dizer que todos temos uma criança “dentro de nós”, Melga?
-Ouvi, Mike. E isso é fantástico, Mike!!!
-Pois é, Melga!!! Por isso é que vamos vender tantos bonecos, Melga. Até a Laurinda, que antigamente vendia Tupperware, agora está connosco no negócio dos bonecos, Melga.
-Até a Laurinda? Fantástico, Mike!!!
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Joaquim
Há uma verdade que vos custa enfrentar.
É que o sexo não é GRATUITO. Se não for praticado com RESPONSABILIDADE tem custos altíssimos.
Neste campo também, a natureza não está do vosso lado.
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Por estas e por outras, mais por estas e menos pelas outras e vice-versa, é que eu continuo a preferir o Tamagoshi Pikachu.
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Tem toda a razão, Isabel, o sexo seguro não é gratuito. Nos preservativos “o preço mediano nas farmácias é de 0,78 euros, nas para farmácias de 0,81, nas lojas de conveniência de 0,67 e nas grandes superfícies 0,55 euros.”
http://www2.inescporto.pt/usic/noticias-eventos/nos-na-imprensa/autoridades-querem-preservativos-a-20-centimos.html/
Ainda assim, acho preferível optar por um investimento de 500 euros em preservativos em vez de ficar a “olhar para o boneco”…
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