O Papa condenou a persistência da mentalidade machista em muitas famílias. Essa atitude, disse, ignora «a novidade do cristianismo, que reconhece e proclama a igual dignidade e responsabilidade da mulher com relação ao homem».
Por Daniel Oliveira 15 Mai 07 em Sem categoria


Bem é evidente que o Papa é machista, a igreja é profundamente machista. A história também não teve um começo promissor, com a ideia peregrina do nascimento de Eva, uma espécie de sucedâneo de Adão, um carbúnculo resultante de uma das suas costelas. Se a mesma tivesse começado com Lilith, talvez o desfecho fosse outro. Verdade Lilith, que era uma modernaça divorciou-se de Adão e segundo consta unilateralmente.
O Daniel esquece-se de falar dos 23 homens que foram mortos no Iraque por causa da rapariga.
Isso é machismo. Egocentrismo.
Será que por serem homens não contam?
Dos 23 homens, mortos por membros dessa seita.
Não falou dos homens porquê? Tipo “as mulheres é que sofrem, os homens são malandros, menos eu que sou muita bom”.
Eu sou novo mas ainda me lembro de ir a um casamento católico em que o Padre fazia a mulher prometer submeter-se à vontade do marido e servi-lo, comprometendo-se o marido, em troca, a “protegê-la” e “sustentá-la”. Não me parece que este padre estivesse a ir contra a doutrina da ICAR.
Eu tenho uma dúvida, que aliás expliquei no meu blog.
Mas aqui pergunto-lhe:
-Porque é que se preocupa tanto com o que o Papa diz, se ele apenas fala para os crentes?
Eu não gosto do homem. Mas se o homem fala, está mal, se o homem não fala, está mal na mesma. Eu não gosto do homem, mas porra…
Von
Eu sei que o Sr.Daniel não tem obrigação de saber, como nem sequer o sabem alguns fiéis, e também sei que não tem interesse nenhum em saber o que vou dizer, mas o facto da Igreja só aceitar homens tem, evidentemente, razão de ser.
Na Missa (na sua parte mais importante) o padre age “em nome de Cristo”, como se, em vez do padre, lá estivesse Cristo. Isto pode parecer estranho, bem sei, mas não o será para os fiéis e só a esses implica a “hierarquia” da Igreja (entre “” porque não se trata de hierarquia).
E por hoje calo-me, mas se calhar já falei de mais…
Não deixa de surpreender, para não dizer mais, a obsessão do Daniel em falar daquilo de que não gosta (e de que, por isso talvez, percebe tão pouco).
Não deixa de surpreender, para não dizer mais, a obsessão do Daniel em falar daquilo de que não gosta (e de que, por isso talvez, percebe tão pouco).
Caro Daniel,
Mais vale tarde que nunca…
«Não deixa de surpreender, para não dizer mais, a obsessão do Daniel em falar daquilo de que não gosta (e de que, por isso talvez, percebe tão pouco).»
Porquê? Há mulheres ordenadas?
Quanto ao resto, ainda me hão de explicar porque posso falar do Presidente francês sendo português e não posso falar do papa não sendo católico.
pois eu também acho que a igreja, e em particular o papa, não têm autoridade moral para falar na igualdade da mulher. lembro-me de há alguns anos uma freira portuguesa dizer que se sentia discriminada na igreja por não ter o último voto, sem com isto querer dizer que queria praticar o sacerdotício.
Agora o Simão Pedro me explique porque não pode uma mulher encarnar simbólicamente o papel de um homem, que é na verdade um semi-deus, que serve de exemplo para homens e mulheres e cujo género é pouco relevante para a mensagem que passa…
Lá está, deve o Sr. Tiago Neves não ter lido o que escrevi – muito menos ser católico. O Padre não incarna simbolicamente Cristo, o padre age “in persona Christi” (é Cristo que lá está, não o padre, não há cá metáforas).
Tem razão quando fala no exemplo de Cristo (que não é nenhum semi-deus, para os crentes, claro) e na sua mensagem, mas esse exemplo é largamente difundido no mundo quer por padres missionários, quer por religiosos e – espante-se – por freiras e religiosas (caso não saiba são mulheres).
Lamento a minha ignorância por não saber o que é o sacerdotício [sic], mas mais lamento a ignorância da freira, que isso de confundir votos (castidade, obediência e pobreza) com graus (diáconos, presbíteros e bispos) é erro verdadeiramente crasso. A não ser que não tenha havido freira alguma, mas caso não será ela a ignorante…
O Sr. Daniel dá com este post mostras do seu anticlericalismo próprio dos bloquistas.
Deixem o Papa em paz! Cada um goza como gosta. Uns snifam, outros chutam prá veia, outros embebedam-se, outros vão às putas, cada um é livre de dizer o que quiser. O Papa também é livre de dizer o que quiser. Deixem-no em paz e aos que o seguem em paz. Refastelem-se e gozem orgasticamente falando no vosso ateísmo e/ou agnosticismo até ao climax da vossa auto-suficiência e da vossa desnecessidade e prescindibilidade de um Deus superior e de uma Igreja ou religião.
Borrifem-se e não chateiem!
É mais fácil passar o Daniel Oliveira pelo buraco de uma agulha do que ouvi-lo dizer alguma coisa positiva um Papa.
Eu posso escrever sobre quem quiser. Criticar quem quiser. Mas quando chega ao papa não faltam os candidatos para vir aqui mandar calar, sem perder tempo com argumentos.
bom, nem sou católico nem sei latim, e deve ser essa última a principal razão por não ter conhecimento que cristo aparece em cada missa, ele mesmo!, mas continuo sem perceber porque não pode uma mulher fazer a missa. quanto à freira (tá a ver simão? eu até sei que há irmãs na igreja) que referi foi no canal um em prime time, com uma entrevistadora e com o padre joão seabra, aquele que foi recolhido ao patriarcado pra não dar mais estrilho com os escuteirinhos… esse em contraponto dizia que se sentia muito bem na igreja enquanto homem. agora umas citações de comentários no mesmo post :
“o padre age “em nome de Cristo”, como se, em vez do padre, lá estivesse Cristo” e a outra
“O Padre não incarna simbolicamente Cristo, o padre age “in persona Christi” (é Cristo que lá está, não o padre, não há cá metáforas)”. agora tou mesmo baralhado
“Eu posso escrever sobre quem quiser. Criticar quem quiser. Mas quando chega ao papa não faltam os candidatos para vir aqui mandar calar, sem perder tempo com argumentos. ”
Perdão, quando chega ao papa ou ao Partido Comunista.
Eu respeito o ateísmo dos outros e sinto-me acossado quando são sempre os mesmos ateus a criticar o Papa sempre que ele espirra. Acho também que há muito má vontade quando se dá destaque apenas às coisas más da Igreja, que certamente existem, e nunca se destaca as suas coisas boas, que são certamente muito mais importantes e dignas de destaque. A acção social que a Igreja Católica tem no mundo não tem paralelo, reconhecerá o Daniel, por mais que isso lhe custe. Claro que para muitos só se pensa na questão dos preservativos, das mulheres sacerdotizas, da castidade antes do casamento, etc, etc. A fé, uns têm, outros não. Mas não deve ser criticada, sobretudo por quem anda com um craxá ao peito a dizer “tolerante como eu só mesmo eu”.
Claro que pode falar sobre quem quizer, mas eu e outros cristãos também nos podemos sentir tocados.
Aliás, eu até o compreendo, e admito ter a mesma postura em relação ao bloco e a si. Discordo em quase tudo, mas reconheço que a discussão é estimulante e abre sempre os horizontes. Mas tiro-lhe o chapéu a si e ao seu blog.
“Lamento a minha ignorância por não saber o que é o sacerdotício [sic], mas mais lamento a ignorância da freira, que isso de confundir votos (castidade, obediência e pobreza) com graus (diáconos, presbíteros e bispos) é erro verdadeiramente crasso.”
Simão Pedro lamento a sua ignorância e a da Igreja por confundir espiritualidade e capacidade redentora com género.
Claro que pode escrever o que quiser. E, se quisesse, até podia aprender o que pudesse…
Sr.Tiago Neves, vejo que reconhece que existem mulheres na Igreja e com papéis fundamentais (Maria também é mulher…).
Esse Padre João Seabra só conheço de nome, mais nada. Posto o que,tanto se me dá como se me deu que tenha ouvido(com quem quer que seja)a freira em prime time (gostei desta sua ironia, uns usam expressões latinas, outros expressões inglesas): o erro mantém-se.
É, Cristo está mesmo presente em cada missa. Não se queixe da confusão, eu tinha avisado que “pode parecer estranho”. «O padre age “em nome de Cristo”[leia-se, “na pessoa de” – mas isto de comentários é para ser escrito à pressa, não verifiquei a – talvez infeliz - expressão usada],como se,em vez do padre,lá estivesse Cristo [tentei explicar que,apesar de se ver o padre,quem lá está É Cristo]», e voltei a dizer a mesma coisa no segundo comentário.
Tá baralhado? Óptimo, está na altura de dar de novo…
Sra.Maria João, curvo-me perante tão excelsa pessoa, que se considera mais sábia do que, e.g., um rol de santos da Igreja, como Teresa de Ávila, Bernardette, Catarina de Siena, Agostinho, Tomás de Aquino ou António de Lisboa(três de cada género para não haver problemas…).
Deve ser por estar perante tão culto e iluminado Ser que não consigo encontrar nada em comum entre o que eu disse (e a Sra.citou) e a confusão entre “espiritualidade e capacidade redentora com género”. Tímida e humildemente ouso dizer-lhe apenas que a redenção dada por Cristo na cruz (julgo que é a isso que se refere) só vale se for aceite pelos homens. Leia-se, Cristo (que é homem) trouxe à humanidade a rendenção, mas todos (homens e mulheres) têm capacidade para recebê-la.
Basta querer.
(Descurvo-me)
Caro Simão, o que caracteriza Cristo não é o seu género mas o facto de ser um ser de excepcional bondade, não me parece que os índices de testosterona contassem algo no respeitante ao que pregou. E se agarrar-mos na Bíblia temos que todos os discípulos o renegaram enquanto as mulheres o acompanharam no seu calvário, mostrando uma prova de fé absoluta, e portanto mais empatia e uma inegável capacidade de o incorporar. A Igreja protestante aceita mulheres como sacerdotisas, se a Igreja Católica Apostólica Romana não o faz, prendesse com a sua incapacidade de evoluir com os tempos.
Quanto as suas vénias, curvas e contra curvas, dispenso desde já o ver de joelhos, não tenho paciência para ratos de sacristia.
bem, a ver se nos entendemos simão. agora em latim! uma mulher não pode agir “in persona Christi”? é isso que lhe pergunto, e se não pode é porque é mulher?
Caro Daniel,
Ninguém o manda calar por estar a falar mal do Papa. É estranho é o sr ser anticlerical e andar tão informado com o que o papa diz e não diz. Se é só preocupação jornalística, então ficava-lhe bem falar-nos das grandes coisas que ele tem feito (nomeação de um Brasileiro para a congregação dos religiosos, o discurso em Auschwitz, os imensos esforços pela aproximação ao oriente…). É claro que talvez isso não seja interessante para pôr aqui na sua casa, e eu compreendo. Caro Daniel,
Ninguém o manda calar por estar a falar mal do Papa. O que é estranho é o facto de o Daniel ser anticlerical e andar tão informado com o que o papa/igreja diz e não diz. Se é só preocupação “jornalística”, então ficava-lhe bem falar também das grandes coisas (mesmo aos seus olhos) que ele tem feito (nomeação de um Brasileiro para a congregação dos religiosos, o discurso em Auschwitz, os imensos esforços pela aproximação ao oriente…). É claro que talvez isso não seja interessante para pôr aqui na sua casa, e eu compreendo. O seu problema acaba por ser sempre a coerência, mas há coisas que não se mudam, não é? (fiquei sempre à espera da sua resposta, quanto às cacetadas que os meninos dos no-name-boys levaram da polícia…)
E só para lhe mostrar como disto sabe pouco, sim, já houve mulheres “ordenadas”, as chamadas diaconessas. Agora vá lá estudar a lição para podermos falar, como costuma dizer o Daniel…
Sou cristã, mas não católica.
Os católicos sabem muito bem o que têm passado às mãos da igreja e quem não admite é tão tirano como os “cabecilhas”.
Cristo sempre deu um exemplo de pensamento e liberdade e só assim se elevam as almas ao Amor.
Quando somos inteiramente livres não precisamos que nos digam o que fazer porque é o coração que nos guia pelo caminho da gratidão, da compaixão e da partilha.
É um atentado o Papa ir a um País onde se passa fome, ostentar a riqueza que o rodeia, não é este o primeiro pecado da Igreja?
Quantos padres são perseguidos por terem um comportamento mais liberal e libertador?
Retratem-se meus senhores e deixem-nos pensar e agir em nome de Cristo, já basta a opressão politíca e económica.
Devia fazer parte do ensinamento cristão os livros de Augusto Cury - ” Análise da Inteligência de Cristo”. Isto sim é uma obra que nos incute Amor e Liberdade.
Sra Maria João, fico contente por si - está perturbada, irritada, furiosa - e agradeço-lhe a ofensa final: “Bem-aventurados sois quando vos insultarem” (Mateus 5, 11).
Adiante, o que os protestantes fazem ou deixam de fazer é lá com eles, que isto da fé não é um concurso para ver quem faz mais disparates. Pensa que ao “evoluir com os tempos” os protestantes ganharam mais fiéis? Converteu-se a sra. ao protestantismo por causa disso?
A testosterona não altera absolutamente nada (tanto que também as mulheres a têm). Mas não confuda a mensagem pregada por Cristo – que tantas mulheres praticaram, como Joana D’Arc, Clara de Assis ou Teresa de Calcutá - com o fundamento da fé católica: a renovação incruenta do sacrifício do calvário (prova do Amor que Deus nos tem).
Sim, no calvário estavam pelo menos três mulheres (sem ser a mãe): Salomé, Madalena e Maria de Cléofas. Tou em crer que é porque, geralmente, as mulheres são mais fortes sentimentalmente do que os homens. E sim, os discípulos renegaram-no, mas apesar disso foram perdoados. Porque aceitaram o perdão.
Sra. Clara Fontoura, respondo-lhe às duas perguntas. Padres perseguidos? Sempre os houve, e.g. na China centenas são “calados” anualmente pelo regime. (Se fala de excomungados: o marxista Boff e o tradicionalista Lefebvre).
A sra.fala-me de fome. “Nem só de pão vive o homem”,conhece? Porventura não conhece também “No meio de vós sempre haverá pobres”? Pois devia, foi Cristo que o disse. O Papa (que eu saiba) foi ao Brasil encontrar-se com Lula (esse é que lançou o “Programa Fome Zero”), encontrar-se com jovens, encontrar-se com a padralhada, encontrar-se com toxicodependentes (caso não saiba entregou para esse projecto 80 mil euros). Foi isto que o Papa fez. Acha pouco?
Não pense que me vou retratar (até porque não sou fotógrafo), mas é claro que a Igreja tem erros, os homens têm erros e a Igreja é feita de homens. E por isso mesmo não pode mudar ao sabor dos tempos, pois é una e imutável.
A sra.se diz cristã.Fala em Amor, Liberdade e até no Dr. Cury - Os meus parabéns!
Mas a sra.também diz que “não precisamos que nos digam o que fazer”, ao contrário de Jesus, que indicou um líder para que os seus seguidores seguissem e soubessem o que fazer: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” - Os meus pêsames.
Sr. Tiago Neves, a Igreja católica é guiada pela Sagrada Escritura e pela Tradição. Tal advém do facto de São Paulo ter escrito na II Carta aos Tessalonicenses “Permanecei firmes e conservai as tradições que vos ensinámos de viva voz ou por meio de nossa carta.” E a Tradição mostra-nos que os sacerdotes sempre foram homens (as diaconissas existiram nos primeiros séculos porque era indecoroso um homem banhar uma mulher para o baptismo, mas não faziam serviços litúrgicos). Além do mais, apesar de estar rodeado de discípulos dos dois sexos, Cristo escolheu 12 apóstolos homens.
É como hoje: apesar de só homens poderem celebrar, a Igreja é composta por todos.
Esperando que tenha conseguido responder à pergunta, votos de uma santa noite.
Sr. Daniel Oliveira, serve este comentário apenas para lhe pedir desculpa pela “invasão” da caixa de comentários. Nunca foi minha intenção começar aqui uma “troca de galhardetes”.
Obrigado.