«Não sou monárquico. Mas admito que existe no princípio hereditário uma vantagem sobre os regimes republicanos: quem não depende da vontade popular, pode pensar por cabeça própria.» João Pereira Coutinho, Expresso
Por Daniel Oliveira 24 Jun 07 em Sem categoria


Atendendo ao título do post, devo crer que o Daniel recusa então como democráticos os regimes dos países europeus do Norte?
Porque será que a actuação dos presidentes no 2º mandato é diferente do que no 1º? Será porque nessa altura o regime se aproxima do monárquico?
De preferencia se não tiver problemas mentais como por exemplo, o Afonso VI ou a Maria I
E se a ‘qualidade’ da cabeça do próprio deixar muito a desejar (acontece nas melhores familias)?
Nahhhhh! Continuo a pensar que várias cabeças pensam melhor que uma só.
E que grande cabeça era a do Mussolini! E então a do Hitler?…
Acontece que nos países do norte os monarcas, felizmente, não decidem nada. É por isso irrelevante o que vai nas suas cabeças. De resto, prefiro o sempre os erros que podemos corrigir pelo voto. E os erros que são culpa nossa.
Para além de ser muito mais barato. Não se pagam pensões, fundações e polícias à porta a ex-reis
So me vem a memeoria episodios em que quando ca vinha o rei de Espanha ou mesmo o Papa, o BE fazia sempre questao de dizer que nao os iriam ouvir na assembleia, ou mesmo receber, por considerar que nao se tratavam de chefes de estado eleitos em democracia. E realmente nao sao. A questao que ponho e porque é que nao ouvi nada na altura da cimeira ibero-americana que se realizou no porto, aquando da chegada do democrata Fidel Castro, em que andava tudo a lamber-lhe as botas? A comunicaçao social deu-lhe mais importancia que a restante comitiva assim como alguns politicos. Talvez por tratar-se de um miseravel despota vindo de um pais do terceiro mundo em que nao podemos exigir que a democracia seja uma realidade…
a propósito da crónica de CFA esta semana no Expresso recordo um filme extraordinário de Raoul Walsh, chama-se ‘They Died With Their Boots On (1941)’, com Errol Flynn e é um retrato a preto e branco, mas sonoro, da guerra civil americana no século XIX. A Televisão é uma coisa maravilhosa. Pérolas e pérolas por desencantar. See ya later alligator.
A qualquer monarquia, seja a de uma obscura região africana ou a de um próspero país nórdico, falta algo (muito, demasiado) de democrático ou, simplesmente, justo. Prefiro um PR-banana a qualquer rei virtuoso e bem-aventurado.
quem prefere um PR-banana emigre. bye bye
Daniel, nos países nórdicos os monarcas têm algum poder, até me admira que diga que não. E vão a votos, pois com regularidade há referendos incidindo sobre a escolha monarquia ou republica e eles escolhem sempre a monarquia. É só para a sua informação ficar mais completa relativamente aos países nórdicos que tanto admira.
esse senhor representa a direita portuguesa como nenhum outro..é o exemplo acabado do verdadeiro e único “moço de forcado”, espécie que concorre com o lince da malcata pelo estatuto de espécie protegida; a diferença, dizem os biólogos, está no facto de o lince ser mais auto-suficiente
esse senhor representa a direita portuguesa como nenhum outro..é o exemplo acabado do verdadeiro e único “moço de forcado”, espécie que concorre com o lince da malcata pelo estatuto de espécie protegida; a diferença, dizem os biólogos, está no facto de o lince ser mais auto-suficiente
POST
“João P. Coutinho, relações públicas e intelectual-modelo do Kapintern disse esta semana no semanário Pravda, perdão Expresso, que “existe no princípio hereditário uma vantagem sobre os regimes republicanos: quem não depende da vontade popular, pode pensar por cabeça própria”, ilustrando assim, com gracioso angelismo, aquilo que os seus chefes entendem por democracia: um sistema político no qual o povo, isto é, a maioria, deve decidir o menos possível, deve interferir o menos possível nos despachos políticos e económicos que afectam a sua vida.
Alegadamente, no razoar destes defensores do status quo, o espaço político deve ser monopolizado pelas elites económicas e seus representantes porque o povo, naturalmente inferior, carece de capacidade intelectual para compreender os seus verdadeiros interesses; é como uma criança, o povo, à qual seria inútil (e até cruel) solicitar a participação em decisões “técnicas” tão complexas como as que determinam a economia do mundo moderno. Tem lá cabeça para tais subtilezas, o povo. Não tem nem nunca terá, dizem os guardiães da verdade, fundando nessa crença estratégica (e oh tão conveniente) a inevitabilidade de uma sociedade de castas.
Mas essa doutrina da fatal menoridade racional do povo (puro feixe de emoções desgovernadas, como nos explicam todos os maquiaveles) é tão científica como a que durante milénios “legitimou” a submissão política das mulheres, dos servos, dos escravos, dos primitivos, dos colonizados. Aquilo, enfim, a que outro guarda-portão chamava o fardo ai do homem branco.
Na verdade, o que essa teoria esconde é o receio, por parte da oligarquia económica, de que se o povo for chamado a decidir na coisa pública tenda a fazê-lo, egoisticamente, em função dos seus próprios interesses, em vez dos interesses (superiores, naturalmente) da dita oligarquia. O que seria muito de lamentar.
Democracia sim, portanto, mas só de quatro em quatro anos, e com o leque de opções reduzido ao Mesmo. Liberdade sim, mas só a de assentir ou, vá lá, a de se queixar (mas baixinho). Doutro modo, como muito bem sugere o amestrado Coutinho, antes devolver todo o poder a uma só cabecinha, à boa maneira do absolutismo monárquico ou estalinista. Tudo menos consentir que a “vontade popular” influencie as decisões que interessam à minoria.
E se algo orienta, enfim, a faina filodóxica destes ideólogos é a certeza de que sem príncipe não há Maquiavel, sem Estaline não há datchas nem medalhas pró Jdanov do momento, sem bons serviços lá se vão os bons almoços. Ao defenderem o governo dos poucos sobre os muitos, os Coutinhos limitam-se a defender as suas coutadas; e com tão minguada arte (pois são bem menos cultos e inteligentes do que julgam) que um espirro bastaria para derrubar o minarete de papelão conceptual donde clamam ao rebanho.
Mas essa eventualidade, claro, não os preocupa, pois sabem que numa democracia deficitária como a nossa o Púlpito faz a Opinião, a repetição faz a verdade, e a credibilidade de uma teoria nunca depende da sua adequação aos factos, mas apenas da adequação ao interesse de quem a paga, ou seja, os donos do Púlpito.”
Não sou político, por isso não vejo as vantagens que a assinatura do tratado de Lisboa, traz para os portugueses. O que eu vejo é a economia a decrescer, os licenciados e outros sem emprego. O País cheio de imigrantes que procuram mandar algum para os seus, de qualquer maneira. O endividamento cada vez maior das famílias portuguesas e a agricultura de rastos:
TRATADO DE LISBOA
O tratado de Lisboa,
É uma coisa tão boa;
Dá de comer à gente;
Eu já estou contente!?
-
O Dom Noel Treanor,
De outro modo o diz;
Vamos viver melhor,
Nesta Europa já feliz!
-
Já não como o prego,
Vou comer a lagosta;
E vou ter um emprego,
Na Câmara do Costa!
Um estrangeiro ilegal,
Que pode ser corrido;
Fica assim logo legal,
D’emprego oferecido!?
-
Vejam quanto ó clima,
Tratado é tão bestial;
Qu’eu aqui nesta rima,
Nada vejo de especial!?
-
Fui perguntar a pobre,
Que vive só na miséria;
Com andrajos se cobre,
Fome passa, é só léria!
-
Falei com a brasileira,
E ela coitado não pula;
Só me fala da asneira,
Desse engano ao Lula!
-
A apanhar a azeitona,
Vejo-a toda estragada;
Pois a mosca sua dona,
Com o calor dá picada!
-
Vou apanhá-la verde,
Vou levá-la pró lagar;
Senão toda se perde,
Azeite não vou provar!
-
Se tratado é coisa boa,
Foi assinado em Belém;
Menino Jesus perdoa,
O que é que dele vem!?
-
Vai haver o referendo.
Diz-me Jesus de novo;
Só teu povo querendo,
Ele ajudará teu povo!
-
Porreiro, pá, porreiro,
Disse Sócrates vaidoso;
Esse tal de engenheiro,
A falar com o Barroso!?
-
Pisco