«Não sou monárquico. Mas admito que existe no princípio hereditário uma vantagem sobre os regimes republicanos: quem não depende da vontade popular, pode pensar por cabeça própria.» João Pereira Coutinho, Expresso


Sem respostas ao post “As desvantagens da democracia”  

  1. 1 1  Xico

    Atendendo ao título do post, devo crer que o Daniel recusa então como democráticos os regimes dos países europeus do Norte?
    Porque será que a actuação dos presidentes no 2º mandato é diferente do que no 1º? Será porque nessa altura o regime se aproxima do monárquico?

  2. 2 2  corvo

    De preferencia se não tiver problemas mentais como por exemplo, o Afonso VI ou a Maria I

  3. 3 3  AChata

    E se a ‘qualidade’ da cabeça do próprio deixar muito a desejar (acontece nas melhores familias)?

    Nahhhhh! Continuo a pensar que várias cabeças pensam melhor que uma só.

  4. 4 4  Jorge

    E que grande cabeça era a do Mussolini! E então a do Hitler?…

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Acontece que nos países do norte os monarcas, felizmente, não decidem nada. É por isso irrelevante o que vai nas suas cabeças. De resto, prefiro o sempre os erros que podemos corrigir pelo voto. E os erros que são culpa nossa.

  6. 6 6  pedro oliveira

    Para além de ser muito mais barato. Não se pagam pensões, fundações e polícias à porta a ex-reis

  7. 7 7  Antonio

    So me vem a memeoria episodios em que quando ca vinha o rei de Espanha ou mesmo o Papa, o BE fazia sempre questao de dizer que nao os iriam ouvir na assembleia, ou mesmo receber, por considerar que nao se tratavam de chefes de estado eleitos em democracia. E realmente nao sao. A questao que ponho e porque é que nao ouvi nada na altura da cimeira ibero-americana que se realizou no porto, aquando da chegada do democrata Fidel Castro, em que andava tudo a lamber-lhe as botas? A comunicaçao social deu-lhe mais importancia que a restante comitiva assim como alguns politicos. Talvez por tratar-se de um miseravel despota vindo de um pais do terceiro mundo em que nao podemos exigir que a democracia seja uma realidade…

  8. 8 8  palhaçadas

    a propósito da crónica de CFA esta semana no Expresso recordo um filme extraordinário de Raoul Walsh, chama-se ‘They Died With Their Boots On (1941)’, com Errol Flynn e é um retrato a preto e branco, mas sonoro, da guerra civil americana no século XIX. A Televisão é uma coisa maravilhosa. Pérolas e pérolas por desencantar. See ya later alligator.

  9. 9 9  Paulo

    A qualquer monarquia, seja a de uma obscura região africana ou a de um próspero país nórdico, falta algo (muito, demasiado) de democrático ou, simplesmente, justo. Prefiro um PR-banana a qualquer rei virtuoso e bem-aventurado.

  10. 10 10  woodpecker

    quem prefere um PR-banana emigre. bye bye

  11. 11 11  Sebastião Dias

    Daniel, nos países nórdicos os monarcas têm algum poder, até me admira que diga que não. E vão a votos, pois com regularidade há referendos incidindo sobre a escolha monarquia ou republica e eles escolhem sempre a monarquia. É só para a sua informação ficar mais completa relativamente aos países nórdicos que tanto admira.

  12. 12 12  jacobino

    esse senhor representa a direita portuguesa como nenhum outro..é o exemplo acabado do verdadeiro e único “moço de forcado”, espécie que concorre com o lince da malcata pelo estatuto de espécie protegida; a diferença, dizem os biólogos, está no facto de o lince ser mais auto-suficiente

  13. 13 13  jacobino

    esse senhor representa a direita portuguesa como nenhum outro..é o exemplo acabado do verdadeiro e único “moço de forcado”, espécie que concorre com o lince da malcata pelo estatuto de espécie protegida; a diferença, dizem os biólogos, está no facto de o lince ser mais auto-suficiente

  14. 14 14  jms

    POST

    “João P. Coutinho, relações públicas e intelectual-modelo do Kapintern disse esta semana no semanário Pravda, perdão Expresso, que “existe no princípio hereditário uma vantagem sobre os regimes republicanos: quem não depende da vontade popular, pode pensar por cabeça própria”, ilustrando assim, com gracioso angelismo, aquilo que os seus chefes entendem por democracia: um sistema político no qual o povo, isto é, a maioria, deve decidir o menos possível, deve interferir o menos possível nos despachos políticos e económicos que afectam a sua vida.
    Alegadamente, no razoar destes defensores do status quo, o espaço político deve ser monopolizado pelas elites económicas e seus representantes porque o povo, naturalmente inferior, carece de capacidade intelectual para compreender os seus verdadeiros interesses; é como uma criança, o povo, à qual seria inútil (e até cruel) solicitar a participação em decisões “técnicas” tão complexas como as que determinam a economia do mundo moderno. Tem lá cabeça para tais subtilezas, o povo. Não tem nem nunca terá, dizem os guardiães da verdade, fundando nessa crença estratégica (e oh tão conveniente) a inevitabilidade de uma sociedade de castas.

    Mas essa doutrina da fatal menoridade racional do povo (puro feixe de emoções desgovernadas, como nos explicam todos os maquiaveles) é tão científica como a que durante milénios “legitimou” a submissão política das mulheres, dos servos, dos escravos, dos primitivos, dos colonizados. Aquilo, enfim, a que outro guarda-portão chamava o fardo ai do homem branco.
    Na verdade, o que essa teoria esconde é o receio, por parte da oligarquia económica, de que se o povo for chamado a decidir na coisa pública tenda a fazê-lo, egoisticamente, em função dos seus próprios interesses, em vez dos interesses (superiores, naturalmente) da dita oligarquia. O que seria muito de lamentar.
    Democracia sim, portanto, mas só de quatro em quatro anos, e com o leque de opções reduzido ao Mesmo. Liberdade sim, mas só a de assentir ou, vá lá, a de se queixar (mas baixinho). Doutro modo, como muito bem sugere o amestrado Coutinho, antes devolver todo o poder a uma só cabecinha, à boa maneira do absolutismo monárquico ou estalinista. Tudo menos consentir que a “vontade popular” influencie as decisões que interessam à minoria.

    E se algo orienta, enfim, a faina filodóxica destes ideólogos é a certeza de que sem príncipe não há Maquiavel, sem Estaline não há datchas nem medalhas pró Jdanov do momento, sem bons serviços lá se vão os bons almoços. Ao defenderem o governo dos poucos sobre os muitos, os Coutinhos limitam-se a defender as suas coutadas; e com tão minguada arte (pois são bem menos cultos e inteligentes do que julgam) que um espirro bastaria para derrubar o minarete de papelão conceptual donde clamam ao rebanho.
    Mas essa eventualidade, claro, não os preocupa, pois sabem que numa democracia deficitária como a nossa o Púlpito faz a Opinião, a repetição faz a verdade, e a credibilidade de uma teoria nunca depende da sua adequação aos factos, mas apenas da adequação ao interesse de quem a paga, ou seja, os donos do Púlpito.”

  15. 15 15  Pisco

    Não sou político, por isso não vejo as vantagens que a assinatura do tratado de Lisboa, traz para os portugueses. O que eu vejo é a economia a decrescer, os licenciados e outros sem emprego. O País cheio de imigrantes que procuram mandar algum para os seus, de qualquer maneira. O endividamento cada vez maior das famílias portuguesas e a agricultura de rastos:
    TRATADO DE LISBOA
    O tratado de Lisboa,
    É uma coisa tão boa;
    Dá de comer à gente;
    Eu já estou contente!?
    -
    O Dom Noel Treanor,
    De outro modo o diz;
    Vamos viver melhor,
    Nesta Europa já feliz!
    -
    Já não como o prego,
    Vou comer a lagosta;
    E vou ter um emprego,
    Na Câmara do Costa!

    Um estrangeiro ilegal,
    Que pode ser corrido;
    Fica assim logo legal,
    D’emprego oferecido!?
    -
    Vejam quanto ó clima,
    Tratado é tão bestial;
    Qu’eu aqui nesta rima,
    Nada vejo de especial!?
    -
    Fui perguntar a pobre,
    Que vive só na miséria;
    Com andrajos se cobre,
    Fome passa, é só léria!
    -
    Falei com a brasileira,
    E ela coitado não pula;
    Só me fala da asneira,
    Desse engano ao Lula!
    -
    A apanhar a azeitona,
    Vejo-a toda estragada;
    Pois a mosca sua dona,
    Com o calor dá picada!
    -
    Vou apanhá-la verde,
    Vou levá-la pró lagar;
    Senão toda se perde,
    Azeite não vou provar!
    -
    Se tratado é coisa boa,
    Foi assinado em Belém;
    Menino Jesus perdoa,
    O que é que dele vem!?
    -
    Vai haver o referendo.
    Diz-me Jesus de novo;
    Só teu povo querendo,
    Ele ajudará teu povo!
    -
    Porreiro, pá, porreiro,
    Disse Sócrates vaidoso;
    Esse tal de engenheiro,
    A falar com o Barroso!?
    -
    Pisco

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