Para lá do que o Daniel já aqui escreveu sobre o nulo peso político dos dois desconhecidos que aterraram nos novos cargos da UE – lugares cuja importância era um dos argumentos centrais de quem defendia o tratado Lisboa -, a forma como se chegou ao nome da Alta Representante para a Política Externa diz-nos alguma coisa sobre o debate politico indígena.
Catherine Ashton foi escolhida como prémio de consolação pela nega a Blair, cujo nome já era apresentado como o putativo presidente da União ainda a ratificação do tratado de Lisboa não passava de uma miragem. Sintomaticamente, antes mesmo de Merkel enterrar as pretensões de Blair, a campanha contra o seu nome já tinha o líder do partido conservador britânico, David Cameron, como porta-voz.
Parece que, fora do bloco central que impera neste cantinho, ainda há quem determine as suas escolhas políticas por minudências como a mundivisão geopolítica em detrimento da nacionalidade. Um registo que torna ainda mais claro o provincianismo serôdio que imperou em Portugal quando se discutia a reeleição de Durão Barroso e que levou José Sócrates a apoiar o mestre de cerimónias da cimeira dos Açores.
21 comentários 20 Nov 09 em Sem categoria



Chiii…..um gajo afasta-se uma tarde e ele é posts a dar cum pau.
(silêncio por favor, tenho de pôr a leitura em dia.)
[Responder]
Eu não diria o mestre da cerimónia Durão…diria mais:mordomo da jantarada.
Por falar em provincianismo…
Analisando os argumentos dos defensores do tratado, onde eles são realmente convincentes, é naquela parte em que dizem que é “bom porque leva o nome de Lisboa”!
Boa!
[Responder]
É preferível ser o azeiteiro do José Manuel Barroso a “representar” o país lá fora do que o skinhead do Miguel Portas, a levar no focinho em Espanha praí. Esse nem para mordomo chega.
E não esquecendo os dois otários que lideraram os esforços do Bloco para as eleições autárquicas em Lisboa e no Porto. Belo registo, esse, hein? Trabalhinho de duas semanas mas “conseguiram” destruir o que se alcancou ao longo de anos.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 20th, 2009 at 20:58
O que eu acho extraordinário, senhor Visconde, é que associe às suas ideias políticas (legítimas) um fórum do nosso clube. Separar os terrenos não seria mau. Quanto ao que escreveu, nada a dizer. Ainda está no primeiro ciclo do debate político. Depois dos insultos, terá alguma coisa a dizer?
Tenho a dizer que o link do fórum foi colocado automaticamente, tinha-o posto da outra vez em que comentei neste blogue e fazia sentido na altura (discutia-se o Sporting). Vou tentar tirá-lo agora, até porque nem estava a fazer associação nenhuma.
Quanto ao resto, por favor DO, poupe-me. No primeiro ciclo estamos todos. O Pedro Sales decide pegar no ataque do Cameron (bife troll, é oposição, não faz outra coisa) e compará-la ao apoio do PM tuga ao José Manuel, o incumbente, reduzindo-a a uma escolha determinada pela nacionalidade.
O Pedro Sales fez o mesmo que o bife, marrar por marrar, dando ideia que não sabe fazer outra coisa.
Quanto à escolha da senhora, seja por quota ou não, já vi pior, nomeadamente há meia hora no resumo da sessão da AR que passou no telejornal. Se calhar, mais alguns que ainda estarão no primeiro ciclo de debate.
PS: Caro DO, o BE ainda existe? Assalta-me esta dúvida desde as eleições. O senhor fez um mini diagnóstico e depois como bom bloquista, meteu na gaveta. Algumas pessoas não esquecem as palhaçadas que foram feitas nas autarquicas nem vão esquecer quando forem votar de novo! Mas continuem a marrar por marrar!
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 20th, 2009 at 21:16
Não, Visconde, não o meti na gaveta. O debate está a fazer-se no Bloco. E aqui seguramente continuará.
Meu caro Rui F
Acho que já há quem esteja a fazer uma adaptação musical, género “O Tratado cheira bem, cheira a Lisboa”. Depois vai haver um referendo para ver se a “malta”, aprova a cantiga.
Meu caro Daniel
Estás muito “bonzinho” para o “cherne”. Acho que foi o Libération (terá sido?) que o apodou de “caniche da Angela Merkel”. E também disse que o Bento XVI era o “pastor alemão”.
Como nós somos “portugueses suaves”…
Abraços.
[Responder]
Desculpem lá Daniel e Pedro
Quem está muito “bonzinho” é o Pedro. Só que fui induzido em erro, porque o último comentário era do Daniel.
Como dizia a minha avó “coisas que acontecem aos vivos, porque aos mortos já aconteceu”.
Abraços.
[Responder]
E eu pergunto outra vez. Se o eleito fosse Blair ?
Não faltaria….
[Responder]
peso nulo?
sua excelência a Baronesa Catherine Margaret Ashton of Upholland é a alta representante dos negócios Sionistas na UE com o resto do mundo.
Quanto ao outro tipo belga está bem, é um programador da agenda das personalidades que decidem
[Responder]
O problema é pensar-se que a UE pode funcionar como um país, a uma voz, para fazer frente aos EUA.
Neste ponto concordo com o Pacheco Pereira: estamos a querer dar passos maiores do que aqueles que podemos dar e qualquer dia, espalhamo-nos.
Como referi noutro tópico (“As insignificâncias I”), gostava de ver como é que a UE lidava, com este tratado e esta disposição política e institucional, com a situação da guerra do Iraque.
Como, já agora, gostava que a guerra na ex-Jugoslávia tivesse acontecido depois da guerra do Iraque e ver como é que a europa se desenrascava disto se os EUA dissessem: “Agora tratem lá vocês disso, que nós não vamos para uma guerra ilegal, uma vez que não votaremos favoralmente no conselho de segurança das NU, como fizeram em relação ao Iraque. Aliás, e “europa” é vossa; resolvam vocês o problema.”
Seria lindo de ver… A dúvida: ou seriamos liderados pelos “corajosos” e altruístas franceses ou pelo ressurgimento do “quarto reich”! Ou deixavamos a coisa andar e alastrar, como é hábito. Mas gostava de ter visto.
[Responder]
Nem tudo é mau. Pelo menos reforça o peso da Alemanha de Merkel. Valha-nos isso.
Bom fim de semana.
Spartakus.
[Responder]
cafc
Essa do hino “cheira a Lisboa” não era nada que o Sócrates não fosse capaz de fazer, acredite. É uma das matérias em que o homem é mestre…já Engenharia…
Há uma certa gente qui em Portugal que “vai-se toda aos arames” quando se realça a real importância de Portugal na Europa do tratado: de Apêndice! Exactamente aquela parte do Intestino Grosso que não faz falta nenhuma ao corpo.
Por outro lado, constata-se inequivocamente que as lideranças para a Europa são e cada vez mais peões secundários, que organizam o rebanho tresmalhado, de maneira que os interesses do trio França-Alemanha-Inglaterra se sobreponham ao resto da manada.
O Português BARROSO veio mesmo a calhar:
é da direita, é porreiraço como o povo, muito obediente e de sorriso rasgado, além disso fala muito bem o Francês e o Inglês.
Como a Sra Merkel não é dada a provincianismos pacóvios como os bacocos dos Portugueses, está-se bem ralando que o Barroso não fale peva de Alemão!
É pá e convenhamos…o Barroso saiu aqui do atasqueiro na altura exacta!
Tirando aquela situação em que mais de meio país o achou um oportunista, o tipo está para a direita como o Saramago está para o PCP! Quem não acha muito jeitos é o Paulinho do PP.
Na realidade quem manda naquilo é o “triunvirato” de sempre, com os Alemães à cabeça, mas sempre com um Berlusconi de radar ligado, obviamente.
[Responder]
Meu caro Rui F
Se não “acreditasse”, nem tinha “falado” do assunto.
O apêndice (resquício interno da cauda do macaco, segundo muitos cientistas), não só não faz falta, como pode ser causa de morte.
Bem vistas as coisas, talvez “O tratado cheira mal, cheira a Lisboa” (com o Paulinho, por exemplo, como intérprete) pudesse ser a “alternativa referendária” que me passou pela “tola”.
Meu caro, estou a delirar mas, vamos ver se a realidade não irá ultrapassar o delírio. Não neste ponto concreto de que estamos a “falar” na brincadeira mas, noutros que já se aproximam.
Um abraço.
[Responder]
Não quiseram o Bush britânico? Aquele que parece que foi o primeiro dos chamados trabalhistas a ir para o mundo da finança da terra do sósia? Que pena!
As saudades que eu sinto do modelo primordial do socratismo! A terceira via… mal.
[Responder]
As bem apuradinhas as coisas, chegamos à conclusão que quem manda na Europa é a malta do pastel. Os donos do dinheiro.
Como dizia o almirante, é só fumaça
[Responder]
11 PedroM 21 Nov 2009 às 13:26
Como, já agora, gostava que a guerra na ex-Jugoslávia.
Tem toda razão quem instigou essa guerra , forneceu armas e apoio politico e financeiro, era quem devia ter resolvido a situação.
E devia ser presente ao TPI, quer fossem de batina, de cadeira de rodas, ou como bem entendessem, esses é que deviam ter alancado com os custos e as responsabilidades
[Responder]
epá, se o debate se estar a fazer no BE, ainda não deu resultados, esta semana, como vem sendo habitual nos últimos anos, lá tivemos o Louçã e o Portas lado a lado nas votações do parlamento. Tenho a impressão que desde a sua criação, o BE já votou mais vezes ao lado do CDS/PP do que do PS. Nada que nos espante, aliás
[Responder]
Cafc
Não é delírio mas uma realização cinematográfica perfeitamente possível.
O Paulinho do PP.
O Paulinho era contra a Europa federada, fazia um escarcéu de todo o tamanho sempre que se tocava no assunto.
Agora é uma espécie de “NIM” indo completamente a reboque do que o PP Europeu diz para fazer, tapando o sol com a peneira dizendo que o tratado deveria ter sido referendado.
Abraço
[Responder]
#17 Carlos TR
“Tem toda razão quem instigou essa guerra , forneceu armas e apoio politico e financeiro, era quem devia ter resolvido a situação”
Pois, a Europa. E suponho que com os Russos a comandar, não?
Presumo então que, pelas mesma razões, apoie a intervenção americana no Afeganistão e no Iraque. É que eles arranjaram-lhes muitas armas…
Acho curioso que se desculpabilize um povo com a desculpa que foram “instigados”, coitadinhos. Eles que sempre se deram bem e se respeitaram tanto nos balcãs. É como os agarrados, coitados. Se não fossem “instigados” pelos homens maus à porta da escola a oferecerem-lhes irresistíveis guloseimas com droga…
[Responder]