O Blogue pela Vida está linkado por todos os blogues do Não (incluindo neste) e em quase todos com bastante destaque. Lê-se e nada de especial. Muita vida. Depois, vai-se ver quem é aquela gente que transborda de amor ao próximo. este, este, este, este, este, este, este, este, este, este, este ou este. Mais do que as pessoas e do que o conhecimento pormenorizado que parecem ter das acções de campanha e da agenda dos movimentos do “não”, em que participam e de que dão testemunho diário, é interessante verificar como no blogue sobre o aborto a linguagem fica subitamente mais doce. Não fossem os outros blogues que eles assinam…


Sem respostas ao post “Atrás da máscara da “vida””  

  1. 1 1  JMA

    Um trabalho de pesquisa interessante.Vê-se que o palavreado delicodoce se transforma radicalmente quando se vai às paginas pessoais…

  2. 2 2  ABSTENCIONISTA NÃO TARDA

    Sinceramente o que é que isto tem a ver com o referendo? Ou o que é que isto diz sobre os apoiantes do Não. Que há apoiantes do Não que são umas bestas tal como os há nos apoiantes do Sim já todos sabíamos. De certeza que entre os apoiantes do Sim há simpatizantes das acções de Estaline, Pol Pot e daqueles que mandam em Pequim com o lindo espectáculo que deram em Tianamen. O Daniel é de um partido que simpatiza com estes últimos???!!!Como se sente?
    Assim não vamos a lado nenhum e sinceramente começa a dar-me uma vontade enorme de não sair de casa no dia 11 de Fevereiro.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    ABSTENCIONISTA,
    1. O facto é estar linkado e bem-tratado pelos outros.
    2. Eu pertenço ao único partido que se recusou a participar em actos públicos na visita do primeiro-ministro chinês a Portugal e que participou numa concentração contra o regime chinês, nesse mesmo dia. Está muito mal informado.

  4. 4 4  Margarida

    Depois da deriva Código Penal/Direito Canónico, veio a do gastas mais do que eu, seguiu-se a dos olhem para nós e afunila-se com há alguém mais bonito do que eu? Pelo meio, com tantos fait divers claro que é preciso tornar a lembrar que o que vai a votos em 11 de Fevereiro é a DESPENALIZAÇÂO do aborto até às 10 semanas. E a consequente realização do mesmo num estabelecimento público devidamente autorizado SEM receio de qualquer procedimento judicial.

  5. 5 5  João

    também está linkado neste: http://umnao.blogspot.com.
    Mas lá também está linkado o blog do Sim no Referendo.

  6. 6 6  a.pacheco

    Marques Mendes, hoje num artigo do Correio da Manhã , desceu (ou subiu) ao nivel do GANDA NOIA.

    Comparar a despenalização do aborto, com a despenalização do trafico de drogas,comprar as mulheres que abortam com traficantes de drogas, é algo de alguem mentalmente perturbado.

    O PSD está com um grave problema de credibilidade com um chefe a escrever destas coisas, assim não vai longe não senhor….

  7. 7 7  a.pacheco

    Qualquer cidadão LIVRE CONSCIENTE E SOBRETUDO RESPONSÀVEL, sabe o que está em jogo no dia 11 de Fevereiro.

    Se vos repugna, que mulheres continuem a ser arrastadas para tribunal, se vos repugna que a sua vida ande nas bocas do mundo, se entemdem que não é com penalizações que este grave problema se resolve.

    Então a vossa obrigação é irem votar, votar SIM , independentemente, de no calor do debate, surjam por vezes opiniões descabidas nos dois campos .

    SE somos cidadãos conscientes, sabemos o nosso dever, o resto são fait-divers, ou desculpas de mão pagador.

  8. 8 8  Margarida

    E eu a pensar que estávamos prestes a entrar numa campanha eleitoral para TODOS os cidadãos e muito em particular para os mais jovens, mais indecisos, menos esclarecidos…

    Mas de facto estamos já em plena campanha de esclarecimento e tal como já para aqui trouxe as avisadas palavras do Padre Maio de Oliveira sobre a crueldade do Direito Canónico que excomunga quem aborta, trago hoje a lúcida observação do actual bispo de Beja, D. António Vitalino Canas que disse que às dez semanas o embrião “não é pessoa humana, porque não tem consciência dos seus actos. Não tem alma” (Público, Sábado, 20/01/07)

  9. 9 9  Margarida

    Correcção: o bispo de Beja chama-se D. António Vitalino Dantas

  10. 10 10  Anónimo

    A ignorância é “amiga” da sabedoria, vocês ouçam o Pacheco e a Margarida

  11. 11 11  Gonçalo Ameal

    Daniel, mas afinal tu estás a defender uma causa ou a bater am quem defende outra causa?
    No “Não”, as pessoas fazem uma campanha de sensibilização, não andam a chatear os do “sim”.
    Assim se vê o que realmente está em causa para vocês. Estão-se completamente a borrifar para as mulheres e muito mais para as vidas dentro delas.
    Estão a cumprir a habitual agenda política jacobina que querem impingir á maioria dos Portugueses a toda a força.

  12. 12 12  ABSTENCIONISTA NÃO TARDA

    Eu não disse que o Daniel simpatizava ou não, o que eu fiz foi realçar as suas companhias. Nem sempre as podemos escolher. Certo?

  13. 13 13  Interregno

    Caro Arrastão
    Em primeiro lugar agradeço-lhe a publicidade que faz ao Interregno, meu espaço e tempo onde o ‘arrastão’ vegeta sem o saber! Depois, parece que o movimento “PELA VIDA” está mesmo a fazer estragos entre as hostes da legalização do aborto! Daí o seu último argumento: a denúncia! E assim, sem argumento que lhe valha, denuncia infantilmente os meninos maus que lutam pela VIDA quando não o deveriam fazer! Porque são maus. Eu, arrastão, porque sou bom, é que devia estar a defender o que eles estão defender!
    Portanto a pergunta é: então porque é que não defende a VIDA já que lhe cabe, como bom menino que é, fazê-lo?
    Porque é que nos obriga a nós, fascistas, nazis, monárquicos, católicos,etc., a ter que lutar contra os nossos instintos?!
    Não seja mau, ou então junte-se a nós.
    Saudações monárquicas.

  14. 14 14  E-se-dona-leonor-tivesse-abortado-d-afonso-henriques?-e-se-todas-as-mulheres-abortassem?-venham-estr

    É trabalho sujo e mesquinho julgar os outros com o intuito de promover-se a si. Avaliar os que promovem a vida, e porque não fazer uma auto-avaliação a si próprio primeiro? Hummm..

  15. 15 15  Margarida

    Claro que é importante que o actual bispo de Beja diga que às dez semanas o embrião “não é pessoa humana, porque não tem consciência dos seus actos. Não tem alma” (Público, Sábado, 20/01/07). Com estas afirmações o bispo de Beja explica (a quem quer
    perceber) que vida humana é uma coisa e que pessoa humana é outra. E é de pessoas humanas que estamos a tratar, de homens e mulheres de pele e osso e é para elas que se fazem e se emendam as leis. O que vamos votar a 11 de Fevereiro é que se emende do Código Penal Português a lei que permite levar a julgamento e à prisão até três anos as mulheres que precisam de abortar e que elas tenham acesso a um estabelecimento público autorizado para o fazer. É que isto permite evitar mais sofrimentos e mais aflições a essas mulheres, muitas delas jovens, muitas delas sem meios e todas elas bastante aflitas. Há algo mais humano do que evitar sofrimentos a uma nossa mãe, irmã, filha, neta, amiga, conhecida?

  16. 16 16  Tony

    Muitos dos psicopatas de que falas são os habitués das lides do PNR e do seu bando de adolescentes auto-intitulados “nazis”. O líder do PNR disse-lhes que andam a matar crianças brancas, que das pretas querem lá eles saber (é matá-las mesmo, como se lê no fórum da gentinha)

  17. 17 17  PMDM

    Há gente que convive muito mal com a diferença de opinião, que aparentemente é coisa que não existe no partido do senhor daniel

  18. 18 18  Margarida

    E já agora leiam também este texto do Padre (e Professor de Filosofia) Anselmo Borges no DN de hoje, Domingo, 21 de Janeiro.
    Também aí se diz que há “distinção entre vida, vida humana e pessoa humana. O blastocisto, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um indivíduo humano e, muito menos, uma pessoa humana.” Isto é, um feto com dez semanas de gestação é vida humana mas não é uma pessoa humana. E mais adiante, diz ainda “não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período.”
    http://dn.sapo.pt/2007/01/21/opiniao/referendo_sobre_o_aborto.html

  19. 19 19  Pintelho

    Nada de surpreendente, de facto. Já são conhecidos.

  20. 20 20  Trindade

    Devo votar Sim ou Não???

    Se eu votar Sim…

    Será que se eu votar sim à IVG o estado e os partidários do sim, vão contribuir para uma melhor educação sexual dos portugueses? Grandes e pequenos?

    Será que vão disponibilizar métodos anti-contraceptivos e informação e formação adequada a pessoas de menor posses ou simplesmente a todas as pessoas mal informadas?

    Será que vão ajudar a diminuir o número de mães adolescentes?

    Será que vão ajudar as meninas ou mulheres que optarem pela IVG a ultrapassar o trauma? Para aqueles que acreditam que é uma experiência traumática!

    Será que irão perceber quando a menina ou mulher está a fazer a IVG de forma realmente VOLUNTÁRIA?

    Será que irão gostar de ver ou perceber quando os recursos disponíveis (hospitais e afins e sobretudo pessoal médico) estiverem a fazer IVG’s em vez das cirurgias que têm atrasos de anos? Se calhar pondo uma IVG à frente de uma operação a um familiar ou ao próprio(a)? Não sei, é um “suponhamos”! Ou será que estes irão perceber que têm de disponibilizar mais recursos?

    E se eu votar Não?

    Será que se eu votar não o estado e os partidários do não, vão contribuir para uma melhor educação sexual dos portugueses? Grandes e pequenos?

    Será que vão disponibilizar métodos anti-contraceptivos e informação e formação adequada a pessoas de menor posses ou simplesmente a todas as pessoas mal informadas?

    Será que vão ajudar a diminuir o número de mães adolescentes?

    Será que vão criar apoios para todas as pessoas que tenham crianças sem que isso incentive as famílias a ter filhos só para receber subsídios ainda que os pequenos tenham uma vida de miséria enquanto os pais “estoiram” o dinheiro?

    Será que vão apoiar e ajudar essas crianças a ter uma vida de sucesso, seja ela como carpinteiros (as), professores(as) ou médicos (as), sem as obrigar a serem algo que eles(as) não gostam ou não têm aptidões para tal?

    Será que vão melhorar o serviço das instituições de apoio à criança já existentes ou irão criar novas que preencham todas as necessidades destas???

    Será que vão ajudar a crescer e viver as meninas que por algum acaso do destino engravidem sem querer ou saber?

    Será que vão melhorar e/ou acelerar as condições e os processos de adopção? Defendendo os direitos e deveres de todas as partes envolvidas?

    Será que vão aceitar que uma mulher vá presa por crime de aborto?
    Será que vão acabar com o aborto clandestino? Como? Com polícia à procura de clinicas em vez de laboratórios de droga? Ou pedófilos? Ou ladrões?

    Mas… e se a abstenção ganhar?

    Vamos continuar a ser hipócritas?

    Vamos autorizar a existência das clinicas? Sem punir as mesmas?

    Vamos aconselhar aquela que conhecemos, mas “ não diga a ninguém que fui eu que sugeri?”

    Vamos dizer “ aborto é crime mas não devemos punir ninguém por isso, já os que roubam porque não tem nada para comer… esses roubaram, é crime!”

    Vamos entrar por um caminho em que despenalizaremos tudo o que seja moralmente duvidoso?

    E o sexo?

    Vamos praticar sexo (ou fazer o amor) só quando não existir risco de gravidez?

    Vamos praticar sexo (ou fazer o amor) à espera ( ou rezando, para os que acreditam em algo de superior) que nunca nos aconteça nada? Sabendo que nenhum método com a excepção da abstinência é 100% eficaz?

    Vamos ser abstinentes? E só praticar sexo (ou fazer o amor) de forma reprodutiva?

    Vamos adoptar práticas sexuais que não corram o risco de originar uma gravidez? E vamo-las ensinar ao Ti Manel e à Ti Maria? Bora-lá…

    Eu não sei mas acho que cada um deve fazer o que quiser com o seu corpo. Sou homem mas entendo que em primeiro lugar é uma decisão da mulher, Defendo o SIM por defeito mas com a criação de apoios (bem estruturados) para todos aqueles que disserem NÃO, e não me refiro apenas a dinheiro, mas também a instituições e políticas. No entanto acho que se o não ganhar deveremos tomar consciência e punir quem o praticar criando alternativas credíveis para as crianças das quais iremos ser responsáveis. Sim ou Não, votem. Penso eu de que!

    Desculpem não ser um comentário… e muito menos pequeno

  21. 21 21  Simão dos Reis Agostinho

    Daniel, então esqueceu-se de mim?! Não há direito…

  22. 22 22  Margarida

    Não se vota sim à IVG, mas SIM à DESPENALIZAÇÃO da IVG até às 10 semanas. E um aborto até às dez semanas não é feito em blocos cirúrgicos nem por cirurgiões.

  23. 23 23  o corcunda

    Caro Daniel,

    O argumento ad hominem é triste, mas compreensível. É uma estratégia habitual de gente mal-formada. Tenho contudo que desafiar o Daniel a encontrar uma linha de ódio no meu blogue…

    Quanto à acusação de ser do PNR tenho apenas de perguntar se o Vasco Rato entrou para o BE.

    Caso não se retrate ficaremos a saber de que fibra moral é feito…

    Aguardo.

  24. 24 24  miguel aniceto

    “o conhecimento pormenorizado que parecem ter das acções de campanha e da agenda dos movimentos do “não”

    Também não há direito! Então os gajos conhecem a agenda e tudo??? E pagam impostos??? E têm bilhete de identidade???

  25. 25 25  amelie

    Eh, corri os ‘este’ de uma ponta a outra, curioso, e o que vi é crime nas palavras e no gosto, tipo parvalhada, coisa assim pò atrasado e tosco

    Coisas de gente mandona, rude, egoísta… que há gente assim

  26. 26 26  Beja pelo Sim

    Daniel Oliveira:

    Ajude a divulgar este blog ainda muito recente.

    Participe e comente.

    Beja vai votar SIM.

  27. 27 27  Margarida

    Escreveu no DN de ontem, 21 de Janeiro, o Padre e Professor de Filosofia Anselmo Borges, que há “distinção entre vida, vida humana e pessoa humana. O blastocisto, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não (é) um indivíduo humano e, muito menos, uma pessoa humana.” Isto é, um feto com dez semanas de gestação, repito não é uma pessoa humana. E mais adiante, escreve Anselmo Borges que “não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período.” E o que vai a votos em 11 de Fevereiro é SIM a DESPENALIZAR a interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. Isto é, tirar a pena de prisão até três anos (ou qualquer outra pena) às mulheres que precisam de interromper a gravidez a seu pedido, em estabelecimento público devidamente autorizado.
    http://dn.sapo.pt/2007/01/21/opiniao/referendo_sobre_o_aborto.html

  28. 28 28  manel

    Só voto SIM para evitar o “desconforto” aos nossos queridos padres que engravidam paroquianas

  29. 29 29  Flávio Gonçalves

    Então e eu?

  30. 30 30  Margarida

    Explica Mª Leonor Fernandes : (…) “Considera-se que uma pessoa morreu quando o cérebro deixa de ter actividade eléctrica. Chama-se a isto morte cerebral. O corpo até pode estar “vivo”, com o coração a bater e as funções vitais sustentadas artificialmente, mas considera-se que já não há vida humana, não restando outra coisa senão desligar a máquina e proceder ao funeral.
    Ora os embriões e os fetos, nas primeiras semanas, nomeadamente às 10, não têm cérebro constituído, não podendo, cientificamente, falar-se de vida humana. (…) reconheça-se que entre um óvulo fertilizado e um recém-nascido decorre um longo período, e que, mesmo para os que defendem que a vida humana começa com a fertilização do óvulo, ninguém pode deixar de sentir que há uma enorme diferença entre provocar o aborto de um feto sem sistema nervoso central e cérebro e o assassinato de um bebé.
    A prova é que ninguém, à excepção de alguns extremistas, tem coragem de chamar assassinas às mulheres que abortaram (ou que se limitaram a tomar uma pílula do dia seguinte) ou, como se imporia, se não se sentisse a diferença, a denunciá-las à polícia. (…)”
    Continue a ler este texto aqui: http://maislivre.blogspot.com/

  31. 31 31  Luis

    O Karl Popper dizia, e quanto a mim com razão, que um verdadeiro democrata nunca critica a pessoa que dá o argumento, mas apenas o argumento. É muito perigoso quando em vez de contrapormos um argumento, contrapomos a agenda que supostamos está por detrás dele. PEnso que a maioria dos ditadores totalitários fazia isso. Eu não linkei este blog, e o meu blog é contra o aborto, no entanto.

  32. 32 32  Anónimo
  33. 33 33  Anónimo
  34. 34 34  Margarida

    A ONU, a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Fundo das Nações Unidas para a População, a Associação Internacional para o Planeamento Familiar, o Parlamento Europeu, têm vindo a alertar para as consequências do aborto clandestino na saúde das mulheres.

    Numa Resolução em 3 de Julho de 2003) o Parlamento Europeu recomendou: «que, afim de salvaguardar a saúde reprodutiva e os direitos das mulheres, a interrupção voluntária da gravidez seja legal, segura e universalmente acessível» e exortou os governos «a se absterem, em qualquer circunstâncias, de agir judicialmente contra as mulheres que tenham feito abortos ilegais».

  35. 35 35  The Studio

    Lá vem a velha táctica Bloquista de chamar Nazi a tudo o que se lhe opõe. Mas é curioso que enquanto os Nazis estão pela vida, o Daniel Oliveira está pelos centros de extermínio. Não estarão com as posições trocadas?
    Já agora, só uma pergunta: Se o aborto é uma coisa que apenas diz respeito à mulher e com a qual o Estado não tem nada a haver, porque raio é que depois deve ser o Estado a pagar esses abortos?

  36. 36 36  Margarida

    Torno a lembrar que a pergunta do referendo de 11 de Fevereiro é: «Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”

    E lembro que até no Serviço Nacional de Saúde não há consultas de borla.

  37. 37 37  The Studio

    Em duas frases a Margarida contradiz-se a si própria. Na primeira diz que a única coisa que está em referendo é a despenalização. Na segunda assume que caso ganho o sim, o aborto entra para o SNS. Despenalizar e financiar são coisas diferentes. Quem quer fazer abortos que os pague. Eu voto NÃO ao financiamento público do aborto.

  38. 38 38  a. teu

    a distinção entre pessoa humana e vida humana é metafísico-teológica sem qualquer fundamento científico..pensando bem a caracterização “humana” de uma vida de um espécime do homo sapiens também me cheira a metafísica… como diria Wittgenstein as frases metafísicas estão desprovidas de sentido..

    claro que a cessação de uma gravidez normal de dez semanas é muito mais que a eliminação de um feto acerebrado.. eu sou adepto da despenalização mas as pseudo-diferenças entre 10 semanas, o que ficou imediatamente para trás e as 10 semanas + x dias não me dão consolo nenhum… há uma absoluta necessidade de fechar os olhos ou de olhar para o lado… vote-se SIM mas sem a conscienciazinha tranquila..

  39. 39 39  Anónimo

    Note-se que há diferenca entre despenalizar e liberalizar. Nem tudo quanto ouvimos ou lemos, relativamente há questão que visa o referendo é verdadeiro mas muitas vezes, falacioso!
    Note-se ainda, que hoje em dia ja NINGUÉM ousa dizer que as DEZ semanas o FETO NÃO É VIDA HUMANA!
    Absolutamente ridiculo, aconselho a tais pessoas uma melhor informação ou algum “conforto” dentro da área científica!
    Há que se respeitar opiniões sim, mas não aquelas que não têm qualquer fundamento e apensas correspondem à visão de alguém que quer fazer prevalecer a sua opinião acima de tudo!
    VOTEM! É um dever civico

  40. 40 40  Anónimo

    Não é um Não óbvio e ao defender que é, insulta-se todos aqueles para quem não é óbvio. Podem dizer que é um não lógico, e a graça da lógica é poder levar a mais do que um caminho, podem apresentar os argumentos que fortalecem a nossa posição mas não a defendam como certeza!

  41. 41 41  Hugo

    Qual Vida!?
    A questão da Interrupção Voluntária da Gravidez pode e deve ser discutida a todos os níveis – ético, moral, religioso, social, político e científico. A lei deve reflectir esse debate. Não pode reflectir apenas uma das partes do debate, que se arroga uma interpretação moral superior e exclusiva da vida.
    Qual Vida?
    Para mim, a proibição da contracepção e do preservativo defendida pela Igreja pode ser eticamente mil vezes mais reprovável pelas suas consequências humanas do que a despenalização do aborto.
    Qual vida?
    A vida do embrião contra a vida das mulheres, das muitas que morrem por abortar em condições clandestinas e indignas?

    Qual vida?
    A vida do embrião contra a mais gritante hipocrisia social?
    Qual vida?
    A vida do embrião contra a legítima aspiração a uma vida realizada na terra?
    São escolhas.
    Não me cabe a mim impor a ninguém as minhas opções morais.
    Não cabe aos defensores do não tentar fazê-lo nem por via da lei, nem, muito menos, por via da intimidação.
    Sinceramente, não creio que seja a vida que os defensores do não defendem. Inclino-me a pensar que é uma concepção de vida que coloca a mulher num lugar inferior da escala, cuja função essencial é a procriação.
    Se fosse a vida, era a dignidade da vida, de todas as vidas!
    O que há de insuportável neste debate é a hipocrisia com que se defende a vida e se ignora a realidade social, o sofrimento, a discriminação.

    By Teresa de Sousa in Jornal “Público”

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