A negociação foi combinada com a equipa táctica do Grupo de Operações Especiais, tentando que os suspeitos se expusessem, ficando à mercê dos atiradores, o que acabou por acontecer.

“A função dos negociadores é expor os criminosos aos snipers dos GOE? Aguarda-se um desmentido credível. A não ser que se pretenda que os negociadores passem a ter a reputação de negociar de má” fé.

João Miranda

Acrescento: mesmo que seja verdade, torna-lo público é irresponsável e põe em perigo reféns de próximas situações.

PS: o director nacional da PSP não confirma esta informação do DN.


20 respostas ao post “Bem observado”  

  1. 1 1  SeaKo

    De acordo com as declarações oficiais da PSP, a decisão de quebrar negociações e vir para a porta do banco, atrás de escudos humanos, foi apenas e só dos criminosos. A policia estava preparada para tal situação, mas afirmaram que não era a mais provável.

  2. 2 2  Tarzan

    O director nacional da PSP não confirma esta versão…

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1338228&idCanal=59

  3. 3 3  Marian

    Eu aprendi hoje, ao ver as notícias na SIC, que caso um dia resolva assaltar um banco e fazer reféns, não devo nunca, em caso algum, descolar a minha cabeça da cabeça do refém.
    Há coisas que não precisamos saber e não poderia estar mais de acordo com o post do Daniel.

  4. 4 4  Carlos Marques

    Esta é uma típica conversa de quem só vê filmes finos e lê bons livros. Então o Sr. Daniel e companhia nunca viram aqueles filmes americanos em que às tantas a polícia tenta é pôr os assaltantes ao alcance das balas, quando a negociação já não vai dar em nada? Quem é que não sabe que hoje em dia a polícia, todas as polícias, estão preparadas para estas situações, para atirar a matar furtivamente? Acham que o discurso da polícia vai mudar alguma coisa na inteligência dessas pessoas? A culpa não é da polícia, não foi e não será, não vale a pena procurar formar de censurar o trabalho de quem arrisca a vida para poder haver direitos humanos - incluindo, sim, vá lá, os direitos das vítimas.

  5. 5 5  Pedro Esteves

    falta acrescentar aí, que a policia já tinha conhecimento prévio, de que os assaltantes não se iriam entregar, e estavam dispostos a tudo para conseguirem a fuga, factos que tiveram conhecimento, através de um primo de um dos criminosos!

    os agentes agiram em conformidade com o cenário

  6. 6 6  Jota Erre Pê Efe

    Algo me dizia que iam surgir vozes (?!) a deitar abaixo a operação de ontem…
    Cadeira eléctrica com os atiradores especiais!!! Onde é que já se viu semelhante?!

    PS - Alguém acredita que seja mesmo esse o papel dos negociadores?! Tenham paciência…

  7. 7 7  LAVADEX

    Concordo…nao se pode ensinar os criminosos a defender-se das balas justiceiras para os levarem do sitio de onde nunca deviam ter saido…o outro mundo!

  8. 8 8  Viriato

    Eszta é mais uma história lamentável, cujos contornos vão muito para além das visões maniqueístas.
    É óbvio que os assaltantes eram inexperientes, porque só assim se explica que alguém se lembre de assaltar um banco minúsculo, onde o dinheiro que existe está quase todo encaixotado numas maquinetas muito mais difíceis de convencer com uma arma do que um caixa à moda antiga. Para não falar do carro estacionado à porta do banco, com os piscas de emergência ligados! Só faltou colocar um letreiro no vidro a dizer «volto já, fui só ali fazer um assalto».
    E é igualmente óbvio que a inexperiência dos assaltantes é, nestes casos, um factor agravado de risco para os reféns. E está claro que a principal preocupação da polícia tinha de ser salvaguardar a integridade física destes, mesmo que para isso tivesse - como sucedeu - de abater os outros.
    Mas o que mais me preocupa é sobretudo a maneira como começamos a encarar com naturalidade a morte violenta de terceiros, sejam eles assaltantes de bancos ou de mercearias - sendo que, se no caso presente em vez de um banco estivesse em causa uma mercearia, não sei se teria havido todo o aparato que houvem mas isso é outra história…
    Preocupa-me também o simplismo dos repórteres que, terminado o drama, diziam com o ar mais cândido deste mundo que a polícia «foi obrigada» a abrir fogo. Foi? Por quem? E porquê? Para isto, lamentavelmente, ainda não vi nenhuma resposta cem por cento convincente.
    Não questiono a eventual legitimidade da acção policial nem o bom resultado (para os sequestrados) obtido ao fim da noite. Mas preocupa-me esta indiferença feroz que parece estar a tomar conta de nós.
    Ontem, ao ver as imagens do assalto, só me lembrava de um filme que fez história há mais de 30 anos: «Um Dia de Cão», baseado, aliás, num caso real muito parecido com este. Porque terá sido?

  9. 9 9  Francisco Crispim

    Não volta a cair nessa, Daniel.
    Citar o João Miranda a propósito deste caso é uma leviandade, para não lhe chamar outra coisa.

  10. 10 10  Besugo

    Coitadinhos dos assaltantes… ficaram à mercê dos atiradores…

    Não há nada mais interessante para os bloguistas/jornalistas comentarem?

  11. 11 11  Rafael Ortega

    Concordo com o Daniel.
    Mesmo que a negociação seja só para trazer os assaltantes para a linha de fogo da policia isso nunca deveria ser dito.
    Agora já ninguém vai cair nessa.

  12. 12 12  xico

    Tinha uma opinião um pouco diferente quando ouvi ontem as notícias. Hoje, ao ver um vídeo amador sobre os acontecimentos, fiquei com a sensação que os reféns ficaram por segundos em risco de vida devido à actuação do GOE. Acabaram por ter sorte. Mas nestas coisas não devem ficar tão dependentes da sorte.
    Nós não estávamos lá. Felizmente para nós, não tivemos de decidir. Mas não basta dizer que tudo correu bem, porque afinal, parece que não correu. Para os assaltantes, não correu certamente!

  13. 13 13  Ernesto À-míngua

    Concordo com o Viriato.
    As visões maniqueístas que estas coisas geram são o mais preocupante de tudo. E não se trata aqui de transformar os assaltantes em vítimas. Vítimas, foram-no apenas da sua incompetência. Por mim, confesso que adorava assaltar um banco (porque ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão, e também porque, como dizia o Brecht, roubar um banco é um crime mil vezes menor do que fundá-lo) mas nunca colocando em risco as vidas de inocentes. Ou seja: fazer um refém, só mesmo se fosse o Jardim Gonçalves… :-)
    Agora (mais) a sério: a polícia actuou com eficácia? Sem dúvida que sim. Fez o que tinha a fazer? Muito provavelmente sim. Fez bem? Se calhar não tinha outra hipótese. Mas isso não justifica que as aleivosias de Moita Flores e quejandos. Relacionar o aumento da criminalidade com o fenómeno da imigração é uma indignidade sem nome. Uma andorinha não faz a primavera, e uma gaivota não cria a tempestade. Além de que, se há imigrantes que se dedicam ao crime - e é verdade que há - isso não nos dá o direito de olharmos para qualquer imigrante como um potencial criminoso. Seria melhor tentar perceber porque o fazem - e talvez chegássemos à conclusão que têm exactamente as mesmas motivações de qualquer português (ou alemão, ou holandês, ou sul-africano) que opta por essa via…

  14. 14 14  tiago.

    haja paciência!! O Daniel não tem a informação completa, baseia o post em opiniões pessoais… não acompanhou as negociações, não sabe medir o risco, não acompanhou o comportamento dos sequestradores, não me pareça que seja especialista em operações especiais… por isso tenha respeito por que foi sequestrado e por quem no seu trabalho arrisca a sua vida a salvar vidas alheias.

    tiago.

  15. 15 15  João Gomes

    Também concordo com o Viriato.
    Contudo, continuo com dúvidas se tudo foi feito para salvar com vida os sequestrados e levar com vida os sequestradores à justiça.
    O falhanço (?) dos “negociadores”, por muitos considerado como manobra para abrir caminho aos “atiradores”, abre um precedente:na próxima, os assaltantes que se vejam encurralados pela polícia começam logo por matar um refém, para serem levados a sério…
    Por fim, este governo estava mesmo a precisar de demonstrar a reafirmação da sua autoridade e competência (terá sido o MAI a autorizar o abate dos sequestradores), tão abaladas elas andam…

  16. 16 16  mm

    Se um dia o DO for feito refém por um brasileiro, angolano, etc., atenção: não disparar sobre o criminoso (refiro-me ao sequestrador) se a ocasião se proporcionar, afinal não queremos que nos chamem racistas.
    O DO devia levar na moleirinha de gente de diveras étnias, todos os dias, para ver se aprende a pensar sobre estes assuntos e não a repetir cantilenas.
    Tem juizo.

  17. 17 17  Daniel Oliveira

    “Se um dia o DO for feito refém por um brasileiro, angolano, etc., atenção: não disparar sobre o criminoso (refiro-me ao sequestrador) se a ocasião se proporcionar, afinal não queremos que nos chamem racistas.”

    1. Onde é que eu disse que não deviam ter disparaddo?
    2. Se for da mesma etnia (tenho ideia que os brasileiros eram brancos) que eu não devem disparar? Só se forem de etnias diferentes?
    3. Quanto ao segundo parágrafo, tenho sido ameaçado de levar na moleirinha. Foram é brancos que dizem que os outros é que são perigosos e criminosos.

  18. 18 18  Arquiduquesa de Grayskull

    Infelizmente o que fica a parecer é que os sequestradores foram mesmo ‘conduzidos’ para a linha de fogo, e que se assim foi numa situação futura qualquer refém sentir-se-á muito mais exposto. O que fica a parecer é que este é um país de gente muito vazia e infeliz, tal a felicidade exultada com a morte de um dos criminosos. O desfecho ideal, sem dúvida, seria não ter havido mortos. E defender a opção da polícia com base no pressuposto da dissuasão é um erro. No ‘Opinião Pública’ - da SIC - pelos menos dois ouvintes referiram com voz tão trémula quanto sinistra que tinha sido o dia mais feliz da sua vida…. vida de m*rda é o que dá vontade de dizer.

  19. 19 19  José Henriques

    Pelo teor de alguns comentários (mm, tiago, besugo, etc)
    penso que a Arquiduquesa expressou bem o que sinto:
    Vida de m*rda esta, em que a falta de senso domina e
    o ódio mais mesquinho, racista e cobarde tem direito de expressão. E quando é um figurão como o Moita Flores com direito de antena em tudo o que é telvisão e rádio…

  20. 20 20  Besugo

    José Henriques,

    Se está convencido de que fico com um sorriso de orelha a orelha, por o GOE ter abatido uma pessoa que estava a cometer um crime, está muito enganado.

    Posso até dizer-lhe que graças a imagens com a mesma natureza, e pior, que passam no telejornal em horário nobre; lá em casa já não se vê televisão a essas horas.

    Não gostava do Sadam Hussein, mas ainda assim optei por não visionar o seu enforcamento.

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