Por Daniel Oliveira
“Começo por Portugal, quase nove séculos de história, que não podem ser varridos para baixo do tapete ou atirados ao mar na construção de qualquer entidade supranacional – e nós sempre lutaremos contra isso.”
Ilda Figueiredo, ao “Semanário”, sobre a União Europeia




Aquilo contra o qual se deve lutar é que os destinos de um povo, sejam ele qual for, sejam entregues a uma grupelho político serviçal das elites económicas e financeiras, enfiados num escritório em Bruxelas.
O que a CDU quer é uma União Europeia onde cada povo tem o seu destino nas próprias mãos e falam de igual para igual, cooperam numa plataforma de igualdade e de respeito.
Não uma União Europeia onde existem europeus e 1ª e de 2ª.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 1:30
Contra-movimento, pode ser também isso e também isso será. Mas é outra coisa que está na frase, de forma bem clara: nove séculos de história, nunca entegues a uma entidade supranacional (quanto mais a uma qualquer Internacional).
Francamente, é demais para a minha camioneta. Mas o que é que a afirmação da Ilda tem de especial?
O Daniel Oliveira acha o contrário do que ela disse ? Então diga : «É imperioso e urgente que nove séculos de história sejam varridos para baixo do tapete ou atirados ao mar na construção de qualquer entidade supranacional -e nós sempre lutaremos a favor disso».
E por que é que Daniel Oliveira inventa o «entregues» que a Ilda não usou ? Numa frase tão curta, é assim tão dificil citar correctamente ?
A haver, agradeço resposta ao que levanto e não circunlóquios sobre o que não levantei.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 2:01
Joana, se é comunista (e por isso marxista), a frase só a poderia incomodar. Se não, é natural que ache banal.
Sabe o que foi a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas? A construção de uma entidade supranacional.
Incomoda, incomoda…
A D. Illda ou andou a papaguear, sem perceber nada, ou pretende-se “neomarxista”… nacionalista!
Mas a teorização cunhalista, vista com algum cuidado, já enfermava de alguma exorbitância nacionalista… herdada, aliás, do Pai dos Povos…
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DO:
então o PCP já não é puro e duro?
Agora é nacionalista? Por causa das eleições europeias?
Explique-nos lá afinal!
Diga-nos lá o que é ser comunista…esperamos a sua aula!
Vá diga lá que o PCP é revisionista e meta o C da sigla entre aspas…à boa maneira pura e dura com que o P”C”P era criticado.
O convívio com a malta da UDP ( ah o enver hoxa…que saudades dessa mítica albânia) andará a afectá-lo?
Já reparou no que quer dizer a sigla PC…P?
ah e já agora , quer debater no plano da iedeologia? Olhemos para a linha ideológica do PCP de há vários anos:
começo por esta citação de Álvaro Cunhal ( foi secretário geral do PCP):
“[Entretanto, com diferenciadas respostas concretas a situações concretas, podem apontar-se seis características fundamentais da identidade de um partido comunista, tenha este ou outro nome.]
4ª – Ser um partido simultaneamente internacionalista e defensor dos interesses do país respectivo.
Ao contrário do que em certa época foi defendido no movimento comunista, não existe contradição entre estes dois elementos da orientação e acção dos partidos comunistas.
Cada partido é solidário com os partidos, os trabalhadores e os povos de outros países. Mas é um defensor convicto dos interesses e direitos do seu próprio povo e país. A expressão “partido patriótico e internacionalista” tem plena actualidade neste findar do século XX. Pode, na atitude internacionalista, incluir-se, como valor, a luta no próprio país e, como valor para a luta no próprio país, a relação de solidariedade para com os trabalhadores e os povos de outros países.”
-Intervenção de Álvaro Cunhal enviada ao Encontro Internacional sobre a “Vigencia y actualización del marxismo”, organizado pela Fundación Rodney Arismendi, em Montevideo, de 13 a 15 de Setembro de 2001, por ocasião do 10º aniversário da sua constituição. O Encontro abordou três grandes temas: “Una concepción y un método para enfrentar los desafíos del nuevo milenio”; “Democracia, democracia avanzada y socialismo”; “Por la unidad de la izquierda a la conquista del gobierno”.
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Tem piada. Quem os viu e quem os vê.
Quem se lembra que o primeiro objectivo do PCP e apaniguados mal assaltou o poder no PREC que nos atirou de 20 para 50 anos de atraso em relação à Europa, foi porem os portugueses a dizer mal e a envergonharem-se da sua própria História, para que fossemos um pasto fácil ao imperialismo soviético.
É preciso ter muita lata!
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Afinal do que é que o Daniel acusa Ilda Figueiredo?
De ser incoerente com os dogmas marxistas/leninistas ou de defender a história e a independência nacional?
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Muito embora eu pense que o Daniel faz de propósito ao estar constantemente com estas provocações, afim de aumentar o numero de respostas aos seus textos cheios de profundidade, não queria deixar de responder a certos craneos que por aqui passam. Por exemplo, Sr. D. Isabel, como é possivel em tão poucas palavras escrever o chorrilho de asneiras que a Sra. escreveu??? “atirou de 20 a 50 anos de atraso em relação á europa”. Por favor minha Sra. tenha juizo, porque das duas uma ou a Sra. é muito nova e como tal nada como ler um bom livro de História para perceber que existiu uma tal de ditadura fascista que essa sim deixou Portugal num estado deplorável em todos os capitulos, ou então, mais grave , é mesmo daqueles casos em que se recomenda que esteja calada. E não é censura, é apenas uma questão de estética em relação ao Blogue do Daniel.
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“orgulho nacional”, orgulhosamente sós.
Muito bem feita esta colagem da candidata do PCP com a frase do Salazar.
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Os comunistas andam desesperados, estão a ver o tapete a fugir dos pés.
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SR FADO ALEXANDRINO:
repudio a sua afirmação de comparar orgulho nacional com o orgulhosamente sós fascista!
Orgulho nacional: sim, nós os comunistas portugueses temos orgulho nacional e orgulhamo-nos das posições patriotas do nosso partido.
Há,de facto, quem tenha a pátria na barriga.
Nós não: Temos 88 anos de história de defesa dos trabalhadores portugueses, 88 anos de Partido patriota e internacionalista.
E defender os trabalhadores portugueses é o grande trabalho que hoje se impõe – apesar de alguns arrastões andarem distraídos nas suas tertúlias regadas a gin tónico no Bairro Alto.
Nós, comunistas do PCP, cantamos e cantamos com orgulho A Internacional e A Portuguesa.
Sem complexos: afinal já cá andamos há 88 anos.
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Daniel
Desculpe mas tenho de lhe dizer que começo a achar que tem de facto algo de muito mal resolvido em relação ao PCP. Tenho pena que esteja, tal como outros dirigentes de outros partidos a detorpar e a omitir frases nas declarações, neste caso da Ilda Figueiredo. Olhe é por essas e por outras que acho que o BE cada vez está mais perto do sistema. Acho que deve o Bloco fazer uma campanha digna se querem de facto tirar votos ao PCP. Já viu que cada vez que escreve um pots relativo ao PCP é só para dizer mal. E já que foi o daniel que falou da Ilda, então o que me diz das estatística das intervenções/perguntas e relatórios que durante este quatro anos ela e o outro deputado do PCP fizeram no parlamento ? Pergunto-lhe o que fez o seu deputado Miguel Portas durantes estes quatro anos ? Andou por lá a passear-se ? Não leu a estatistica feita pelo Expresso? Os dois deputados da CDU foram o que mais trabalho apresentaram durante estes quatro anos, atingindo quase 60% das intervenções feitas no P.E. Ñem vou aqui referir o que fez o seu Deputado Miguel Portas é que de facto eu tenho vergonha de certos politicos que se usam da politica, parece-me infelizmente este o caso.
Já agora diga lá se viu a estatística ? e porque não comentá-la ??????????
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Os comunistas portugueses gostam de se considerar a si próprios patriotas, já Cunhal afirmava que o era, o problema desta postura da Ilda e por conseguinte de toda a direcção do PCP, é que este tipo de patriotismo estreito nos tempos que correm é pura demagogia. Os tempos que vivemos não são propícios a soluções nacionais mas sim globais, é no seio duma Europa que deveria ser unida, coesa e militante que as soluções que necessitamos podem ser engendradas, pretender que aqui dentro do nosso rectângulozinho é que estamos bem e que tudo se irá resolver, é de facto um mero update do “orgulhosamente sós”. Esta postura vinda dos comunistas tem logo à partida duas tremendas incongruências, o facto do pensador do “orgulhosamente sós” ser anti-comunista e a outra o Daniel Oliveira já apontou… Já ninguém se lembra da U.R.S.S.????
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DO,
responde ao desafio de Orlando em #13 ?
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ah e quanto ao internacionalismo…a propósito destas europeias, o PCP assinou um manifesto denominado APELO COMUM assinado pelos seguintes partidos ( todos estalinistas?????):
A Esquerda (Alemanha), Partido Comunista Alemão, Partido Comunista da Bulgária,Partido Progressista do Povo Trabalhador – AKEL (Chipre), Partido Comunista de Espanha, Esquerda Unida (Espanha), Partido Comunista da Finlândia, Partido Comunista Francês, Synaspismos (Grécia), Partido dos Comunistas Italianos, Refundação Comunista (Itália), Partido Comunista Português, Partido Comunista da Boémia e Morávia.
DO: pelo que vejo assinaram o manifesto até alguns partidos que com o BE fundaram o Partido da Esquerda Europeia, nomeadamente o DIE LINK de La Fontaine.Quem está afinal isolado na Europa?
DO: o BE ainda se sente bem no GUE/NGL?
DO,
será que o Bloco não está em trânsito paraa família do sr “Cohn Mai 68″ dos verdes alemães/ franceses?
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 11:25
Zemanel, quero acreditar que o senhor está a brincar. Não estão alguns países do PEE. Praticamente todos menos o PCP, se quer falar de isolamento. Por opção do PCP, que apenas faz estas pontes próximo de campanhas europeias. Depois volta ao seu isolamento. Para além do PEE, onde, como disse, estão quase todos esses partidos (e não é apenas um manifesto), quantas iniciativas do GUE organizou o PCP em Portugal fora de campanha? Só como exemplo. Vá ver os programas eleitorais europeus desses partidos e compare-os com o do PCP.
De facto, ver um comunista, que esteve disposto a entregar Portugal de mão beijada à União Soviética, falar de orgulho nacional só pode ser para rir…
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Daniel se é comunista (na minha opinião não existem comunistas, visto que temos que praticar o comunismo, algo complicado e que necessita que todos sejamos socialmente perfeitos), saberá que a URSS falhou, em parte por impor uma cultura que não se coadunava com a diversidade, para além que era um tanto ou quanto “enviesada” relativamente a alguma(s) república(s).
Considero-me europeísta, federalista até, agora não posso deixar de concordar com o que a Ilda Figueiredo disse, até porque é mais que possível construir uma entidade supranacional, mantendo a nossa história e muitos dos costumes (que não os retrógrados), ou não fosse aí que a Europa vai buscar, em todos os países, parte dessa entidade.
Todos nós temos diferentes níveis de identificação: rua, bairro, freguesia, cidade, zona, país, UE, continente, planeta, sistema solar, etc. Conseguimos harmonizar esse sentimento de identificação sendo que a maioria neste momento está mais situado no país, sem que por isso tenhamos que renunciar à nossa rua, ao nosso bairro, freguesia ou cidade. Quando dermos o salto para a UE, neste campo, não necessitamos de renunciar ao país.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 12:15
Sócrates, não sou comunista.
Nuno Estalinovsky Oliveira
Gostei da sua argumentação.
“Sr. D. Isabel, como é possivel em tão poucas palavras escrever o chorrilho de asneiras que a Sra. escreveu??? ”
Ataque à pessoa e não ao argumento com o intuito de descredibilizar e intimidar.
“…é mesmo daqueles casos em que se recomenda que esteja calada.”
Ameaça objectiva a uma voz discordante sem querer saber da fundamentação da opinião.
“Por favor minha Sra. tenha juizo”
Não podendo argumentar com factos, alega-se loucura temporária.
“que existiu uma tal de ditadura fascista que essa sim deixou Portugal num estado deplorável em todos os capitulos”
Penso que se estará a referir ao PREC.
E para acabar em beleza, esta manobra de diversão muito utilizada antes de começar o insulto,
“E não é censura, é apenas uma questão de estética em relação ao Blogue do Daniel.”
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Exma. Sra. D. Isabel;
Ainda bem que gostou, mas penso não merecer a introdução de Estalinovsky, no meu nome. Isto considerando que me está a considerar descípulo de Estaline. Mas tem razão, sempre admirei o “tratamento” que Estaline dava a personagens como a Sra.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 15:39
“Mas tem razão, sempre admirei o “tratamento” que Estaline dava a personagens como a Sra.”
Estamos todos esclarecidos, nuno oliveira
ISABEL
Não é voçe aquela da democracia cristã que teve o seguinte espasmo cerebral?
“…Para se ser Democrata Cristão não é preciso acreditar na divindade de Cristo ou ter religião. É preciso simplesmente reconhecer a validade da sua proposta entendendo o Cristianismo como uma filosofia de vida…”
Saberá então que a sua democracia cristã não é mais do que um update camuflado da encíclica do Papa Leão XIII de 1891, Rerum Novarum que antecipou a doutrina tornada conhecida como Fascismo.
Acho que estamos conversados acerca da sua visão europeísta e possiveis desabafos acerca do que foi o PREC segundo a sua concepção.
DANIEL
Creio que no BE tambem se canta, ou cantava, a Internacional e no entanto acho que o BE antes de se enquadrar como internacionalista num plano global aposta, primordialmente, numa politica baseada em supostas medidas que procurem a melhoria das condições de vida dos seus concidadãos nacionais, portanto pode-se considerar um partido com visão patriotica, não?
Consigo é mais do mesmo. Agora até procura por segundos sentidos, virgulas e entoações para fazer campanha. Ridiculo!
Eu dava-lhe já a bicicleta como premio de participação, pois, como já afirmei varias vezes para mim o PCP nunca poderá ser visto como um partido eleitoralista. Não segundo os moldes da sociedade de modelo capitalista vigente.
Olhe, empanturre-se com a sua social democracia e deixe de brincar aos revolucionarios em época eleitoralista.
A.R.A
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Nada de novo, Daniel.
O PC sempre foi um partido nacionalista (ou patriótico, como eles gostam de dizer), basta ir à sua história, por isso não compreendo a sua admiração.
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sr. daniel:
então não vejo a sua lógica em apoiar um estado palestiniano, fundamentado na cultura e identidade de um povo…
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Caro DO,
Pois é, esta coisa do internacionalismo e do patriotismo é muito complicada para certas pessoas que estão desejosas de entregar o País à tal estrutura supranacional.
O BE, por exemplo, não é bem esta a Europa que quer, mas pelo sim, pelo não, o melhor é irmos integrando esta e aprofundando o seu caminho federalista, de preferência lentamente, para não dar muito nas vistas.
Aliás, quem defender o contrário, quem defender que mesmo as lutas globais devem começar por ser travadas no plano nacional e local, nos planos base da luta de classes, esses são certamente chauvinistas que não aceitam a modernidade e o mundo global, não se adaptaram ao mundo novo.
Pela nossa parte continuaremos a ser patrióticos, portugueses que respeitam o seu País e a História do seu Povo (com os seus capítulos mais ou menos felizes e, outros, bem infelizes), continuaremos a ser internacionalistas enquanto portugueses que aqui lutam pela unidade dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo contra o capitalismo e o imperialismo.
Jamais sob a fachada de um pertenso internacionalismo nos verá ceder aos interesses do imperialismo e trair os interesses dos trabalhadores portugueses.
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zemanel
12 Mai 2009 às 9:38
Por favor note que apenas me limitei a apontar a curiosa analogia que o título do senhor Daniel Oliveira sugeria.
Mas o senhor sabe, muito melhor que eu, que os partidos comunistas deviam obediência primeiro aos Amanhãs que cantam e só depois ao país onde estavam como dependências.
Alias o senhor inconscientemente o proclama quando diz que “canta com orgulho A Internacional e A Portuguesa.”.
Repare na ordem dos factores.
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O Daniel está cada vez mais anti-PCP. Mais um tempinho e ainda o veremos como o Zé.. Aquele da Câmara de Lisboa. A grande aposta do bloco nas ultimas eleições autárquicas. Vai uma apostinha?
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Daniel, qualquer motivo serve para “malhar” no PCP.
Já ligou ao Vitalino hoje? Veja lá não lhe vá escapar esta “bomba”.
Sinceramente, começa a ser penoso assistir a isto!
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 16:47
JP, critica política não é malhar. É critica. Discordância. É a vida.
Alentejanito, muitos que fizeram essa aposta estão lá agora.
Mais um post “sujo”, como as famosas bombas… mas essa deve ser a intenção.
Usar este truque para “chamar” aqui todos os que são capazes de escrever as atoardas de ódio cego a tudo o que cheire a PC, as quais não ficariam bem aos autores do blog e, mesmo que só por minutos, transformar em “aliados” cromos como, por exemplo, esta tal de Isabel, que em condições normais, deve ter nojo deste blogue.
Bom truque! Inteligente… como seria de esperar.
Uns tantos votos valerão isto?
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“Quem se lembra que o primeiro objectivo do PCP e apaniguados mal assaltou o poder no PREC que nos atirou de 20 para 50 anos de atraso em relação à Europa,”
Isabel, também acho que a sua frase, que “colei” acima, é um disparate.
Concordo que se passaram situações no PREC que teria sido melhor não terem acontecido, algumas delas terão sido por culpa do PCP, outras nem por isso.
Agora o nosso grande atraso em relação á Europa, vem boa parte do regime que caiu no Vinte Cinco de Abril, outra parte por razões ainda mais antigas.
Se durante o periodo em questão a Sra. sentiu um tão grande retrocesso em relação ao “antigamente”, apenas posso presumir que a mudança de regime a fez perder algum previlégio.
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Bem, para dizer a verdade,
esses séculos todos de história quase que acabaram varridos para debaixo do tapete ,lol só não acabaram porque a malta tirou o tal tapete , o enrolou e o mandou para a suécia
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Pois estão, pois estão….
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É por isso que eu digo que qualquer dia ainda vemos o Daniel, com a Bandeira do PS. Acho que já faltou mais.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 17:21
E com base em quê? No facto de eu criticar o PCP? Quem não concorda com o PCP vai para o PS? É assim? Ou o PCP ou o PS?
No meio deste “grandioso” debate, uma revelação que a todos nos deixa de rastos: O DO não é comunista…
Manuel Monteiro
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 17:35
Manuel Monteiro: revelação???
A.R.A., democracia-cristâ=fascismo??? é isso que quer dizer? podia esclarecer este ponto, o qual confesso, não entendi?
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Nuno Estalinovsky Oliveira, do meu lado também gostamos muito de dar “tratamentos” desses a comissários políticos como o meu amigo…
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O problema do sr. Daniel & Quejados, SARL : É a drª Ilda Figueiredo, ser cabeça de lista da CDU, ser mulher ,ser militante comunista, incansável lutadora na defesa do interesses do país e dos trabalhadores portugueses tanto na Europa como quando se encontra no país, sempre em contacto com as pessoas tanto em campanha como fora de tempos de eleições dando conta do seu trabalho e informando as pessoas ajudando sempre que pode a resolver problemas levando a voz e os problemas dos mais humildes e explorados para a assembleia tanto em Bruxelas como na assembleia municipal de Gaia onde é eleita…a Drª Ilda não tem nada que se lhe aponte quanto ao compromisso que assumiu com aqueles que a elegeram, não andou a fazer turismo… trabalhou e trabalha de forma honesta .Será que os deputados portugueses cabeças de lista que voltam a candidatar-se ao parlamento Europeu podem dizer a mesma coisa ? sr. Daniel.
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Daniel Oliveira, não seja pateta!
O partido comunista apesar de defender o nosso património, histórico cultural, civilizacional, nosso contributo para o mundo. Mantém relações com dezenas (centenas?) de organizações a nível mundial e é reconhecido e respeitado por inúmeras organizações de outros países, porque é solidário e internacionalista.
Já o BE, com as suas incongruências o seu riscar do passado (vergonha), o seu medo de se comprometer, está praticamente isolado a nível internacional.
Apesar de toda demagogia quem é que é internacionalista…oh demagogo Daniel, LOL
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 18:41
A.Silva, está em delírio. O BE faz parte de várias organizações internacionais e europeias. Não é por acaso que quase todos as iniciativas europeias dos partidos de esquerda (incluindo partidos comunistas) realizadas em Portugal foram organizadas pelo BE, incluindo as iniciativas do GUE. O PCP está muito mais distante da maioria dos partidos comunistas e da esquerda alternativa europeus do que o BE. Por vontade própria. Tem apenas um partido semelhante ao seu na Europa: o Partido Comunista Grego. Os restantes defendem coisas bem diferentes do PCP. Não é sequer um concurso. O PCP é que tem escolhido o isolamento. Não é por acaso que não está no PEE, onde estão quase todos os partidos comunistas europeus. Claro que com os partidos comunistas de Cuba e da China e o Partido do Trabalho da Coreia do Norte tem relações previlegiadas. Mas essas, por mim, dispenso. Com grande parte dos partidos comunistas europeus não está, para além do GUE, em nenhuma plataforma permanente comum. Mais uma vez: por escolha própria. Porque os considera demasiado reformistas.
DO #37:
Louçã este fim de semana: “ou bloco central ou bloco de esquerda. ”
Há coisas fantásticas não há?
DO#44
1.
O PCP faz parte do GUE/NGL desde que há deputados europeus no Parlamento Europeu.
2.
O PCP isolado na europa:
posso oferecer-lhe uma EP para a Festa do Avante deste ano – dá direito a uma visita à cidade internacional. Terei todo o prazer em oferecer a EP.
3.
Tinha que vir a atoarda típica da Coreia e quejandos…Vai outra EP?
4.
E o “manifesto comum”? onde está o bloco? os programas nacionais foram feitos com base no “manifesto comum” – prova indesmentível e documentada da mentira do isolameento europeu do PCP.
DO, discorde do PCP. Mas não invente.
5.
é sempre triste confundir desejos com realidades.
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Oh Daniel, porque é quando oiço falar de traição o seu nome e o de Miguel de Vasconcelos (1640) vêm logo à memoria ?
peço desculpa.
[Responder]
“Mantém relações com dezenas (centenas?) de organizações a nível mundial e é reconhecido e respeitado por inúmeras organizações de outros países, porque é solidário e internacionalista.”
Entre elas as FARC, esse bando de assassinos e raptores.
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Claro que o DO não é comunista, nem nunca o foi, jamais o será, o DO, será um candidato a ministro num governo do ps, ministro da propaganda e da mentira, já deu provas da mentira ao criar aqui neste blog um post acusando os comunistas de dividirem os trabalhadores, você DO é mais anticomunista que o paulo portas, que mal lhe fizeram os comunistas!!!!!
(se quiser não aprove o post)
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 23:05
Claro que aprovo Toino. O senhor vale muito como caricatura.
A. SILVA: «O partido comunista apesar de defender o nosso património, histórico cultural, civilizacional, nosso contributo para o mundo. Mantém relações com dezenas (centenas?) de organizações a nível mundial»
Defende até demais, e por vezes até acha que o património é dele.
Mantém mantém, pergunte às FARC, que até dão preservativos na província… tudo com o cunho do PCP e do grande líder.
[Responder]
DO,
Não é retórica, não percebi mesmo. Não percebi o que disse Ilda Figueiredo de tão dramático para a Europa, para merecer tamanho destaque…
Se se der ao trabalho de esclarecer, agradeço. Se não, siga a musica.
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“ Vai uma apostinha? “
Alentejanito,
Nã aposto porque você ganha.
Tou Marafado .
[Responder]
Li todos os comentários.
Sou muito burro por certo porque ainda não entendi porque raio são criticáveis as palavras de Ilda Figueiredo.
Ainda para mais quando as críticas vêm de alguém que, legitimamente e não ponho isso em causa, se diz “não comunista”. (seja lá o que daí se pode inferir, é opção de cada um, legítima, repito).
Em que é que uma entidade supranacional como é a CE com poderes de cores distintas em vários países e em que, digo eu, nenhum deles prima por colocar os interesses das suas classes trabalhadoras como objectivo dos seus governos, pode ser confundida com uma união de repúblicas que comungam os mesmos objectivos ideológicos? (tivesse dado a coisa bem ou mal).
Há interpretações marxistas que fazem o homem das barbas dar voltas na tumba.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 12th, 2009 at 22:58
LAM, disse que não era comunista, não disse que não era interbacionlista, que sou. E julgava que os comunistas também. Na realidade, sei que não. Os estalinismo destruiu esse elemento fundamental do comunismo. A critica à frase de Ilda está no meu título. É fiel ao que diz Ilda e o oposto aoque se canta na Interbacional. Quem acha que esta contradiçao não é relevante está no seu direito. Eu acho relevante e tenho esse direito. Acho o nacionalismo contrário ao marxismo e já o disse várias vezes. Foi com esta preversão que o comunismo se tranformou, através do estalinismo numa forma de imperialismo.
Ao senhor que ficou chocado por eu ter referido a participação da Coreia do Norte em iniciativas do PCP, as minhas desculpas por referir relações internacionais e factos que, por serem pouco abonatórios, só podem revelar anti-comunistas. É verdade? Sim. Mas não se pode dizer.
A.R.A.
A Democracia Cristã foi construida sobre os escombros da Revolução Francesa que começou para limpar um regime podre a corrupto e acabou num dos maiores fraticídios de que há memória ficando conhecido o “Terror Jacobino”e não tendo contribuido em nada para quartar ambições imperialistas.
Por cima de óptimas e altruístas ideias e ideais podem-se construir regimes de terror como seja o que se passou com o marxismo. Da mesma maneira sobre a encíclica se poderá ter construido o fascismo.
A Democracia Cristã nada tem a ver com isso como pode ler no link que volto a deixar.
http://juventudepopular.org/pilares/democracia-crista.htm
Todos os regimes totalitários subjugam o indivíduo ao colectivo, sendo os ditadores quem determina o que é o interesse de todos.
Lembrando o PREC estão registadas declarações de conselheiros da revolução, que deixavam o povo fazer a sua revolução, mas ressalvando que havia uma “minoria esclarecida” que orientaria superiormente a “livres” escolhas do povo.
A Democracia Cristã preconiza o contrário. É o Estado que tem que estar ao serviço do povo e não o povo ao serviço do Estado, como se verificou na construção e vivência do Estado Social Europeu.
Por isso não venha com fascismos que quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras ao telhado do vizinho.
Os Cristãos, sempre à frente, demarcaram-se das ditaduras. Os marxistas ainda não.
[Responder]
Bico de Lacre
Perdi privilégios com a queda do regime que não me faziam nem fizeram falta nenhuma. Havia muitas situações de uma injustiça extrema, pobreza inacreditável que me revoltavam.
O regime tinha um projecto político, discutível como todos, mas neste caso ousado no bom sentido e megalómano, no mau sentido.
Nos primeiros anos, garantiu a soberania de Portugal, paupérrimo como sempre. Numa segunda fase começou um imenso investimento nas colónias para que nós portugueses nos pudessemos expandir, ter mais espaço e ter as riquezas naturais que não havia na metrópole. Nas colónias pretos e brancos eram portugueses. (Quando os retornados vieram não havia uma família que não tivesse um genro ou nora pretos ou filhos e netos mulatos.) Racistas eram os ingleses, os franceses, os belgas.
Esse investimento foi um mau negócio, por falta de noção da realidade, porque em teoria era visionário. Não era possível mantermos colónias naqueles termos. A nossa relação com esses territórios teria que evoluir, mas seria sempre privilegiada. Tal não aconteceu. Demorou-se tempo de mais a resolver. Outros, que não os indígenas, ficaram com os territórios. Chineses, Soviéticos, Cubanos, com portugueses bem colocados a ganhar 10% da transacção. Por isso em Angola houve uma guerra. Por isso Moçambique foi considerado muitas vezes o país mais pobre do mundo e S. Tomé, Guiné e Timor são economicamente inviáveis.
FOI SÓ ASNEIRA. O Estado Novo teve muita culpa. O PCP no PREC, teve a outra parte. Quando este arremedo de ditadura do proletariado acabou, o país estava nas lonas. Foi preciso fazer um empréstimo ao FMI para podermos saír da crise provocada pelas nacionalizações cegas e a gestão feita por competentes comissões de trabalhdores a preparar o terreno para nos tornarmos uma Cuba da Europa, Lages incluida.
Graças a Deus correu-lhes mal.
O assalto do poder pelo PCP e extrema esquerda atrasou-nos mais do que estávamos. Mais uma vez, como na guerra, foram gastos recursos e energia absolutamente para NADA.
Se não tivesse havido 25 de Abril talvez tivesse havido depois eleições livres mais tarde. Ou uma transição pacífica como a espanhola. Ninguém se imagina na Europa de hoje a viver em ditadura.
A experiência do PREC é para esquecer. Deu aos “trabalhadores” uma ilusão duma vida fácil em que o Estado garantia todos os direitos. Só não lhes disse que não havia dinheiro para isso… foi pena.
[Responder]
DO
Eu devia fazer a si o que o DO me faz a mim: não responder às suas questões. Mas eu sou um velho operário (mais correctamente: ex-operário) de debate, luta e respeito pelos opositores.
Mas vamos à questão. Revelação? Sim. Foi o Daniel que nos revelou (comunicou) que não era comunista. É que uma coisa é sair de um partido, outra é abandonar uma ideologia.
Eu nunca fui do PC e considero-me um comunista; também não admira: estou cada vez mais na miséria neste podre sistema capitalista.
Apesar de tudo, com amizade.
Manuel Monteiro
[Responder]
Ah, Isabel, Isabel…Com que então os outros é que são racistas. Se tivesse andado por Angola, como eu andei, na guerra colonial, veria o que era o racismo e a dominação de uma raça por outra.Mas não vale a pena entrar em mais considerações quando as pessoas querem acreditar em contos de fadas.
Só um dado pessoal, e da actualidade: tenho uma nora que é negra, de Cabo Verde, que me deu dois netinhos que adoro. Pois fique sabendo, Isabel,que já por duas vezes tive problemas em restaurantes, por causa da cor da pele da minha nora. Num caso meteu porrada e tudo.
Quanto ao PREC. Arranje outra desculpa para a miséria em que se encontra Portugal. E a continuar esta situação, estimada Isabel,não tarda aí um PREC a sério.
Manuel Monteiro
[Responder]
quando julgo estar quase a perceber as grandes diferenças na orientaçao politica do BE e PCP vem uma ana estragar-me a festa..irraaa!!
http://autoridadenacional.blogspot.com/2009/05/plagio.html
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Usar este truque para “chamar” aqui todos os que são capazes de escrever as atoardas de ódio cego a tudo o que cheire a PC
Bem, faço notar que o comentário em si é relativamente neutro e que o facto de ser ofensa ou elogio depende mais de quem o lê do que da (conhecida) opinião de quem o coloca.
Existem a meu ver quatro leituras possíveis, pelo menos:
1) A que está veiculada pelo título, que é uma inconsistência e uma mácula referir Portugal e os seus 900 anos de história, sendo que qualquer tipo de apreço pelo país é visto como entrando em conflicto com o internacionalismo.
2) A de quem sendo de esquerda se revê nas palavras de Ilda Figueiredo, não encontrando nenhuma contradição entre a defesa do país, da sua cultura, da sua história e da sua população e o referido internacionalismo enquanto cooperação entre os povos.
3) Quem ache que é perfeitamente natural a posição, independentemente da sua opinião política, e estranho seria dizer o oposto.
4) Quem não reconheça ao PCP direito de ser nacionalista (ou patriota, chamem-lhe o que quiserem) por causa da URSS e da venda das colónias, etc.
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snif, eu fui a única a ficar sem resposta
agora estou ainda mais curiosa, sr. daniel: quais os seus argumentos para apoiar a formação de um estado palestiniano senão precisamente a identidade cultural, religiosa, étnica e histórica daquele povo?
muito obrigada
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#DO 55
Sim DO há uma contradição insanável entre nacionalismo e internacionalismo!
Mas o PCP nunca se reclamou nacionalista: PATRIOTA.
DO joga bem com as palavras, mas não me confunde. mesmo quando me trata por senhor.
Entretanto do Manifesto Comum ( que o Bloco não assinou) leio isto:
“Por isso estamos decididos a prosseguir e desenvolver a nossa cooperação no quadro e na base da experiência e trabalho realizado no Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/EVN), respeitando as diferenças, especificidades nacionais e procurando convergências entre as forças progressistas que constituem a diversidade do grupo e desejando agir conjuntamente para mudar a Europa e trabalhar para uma Europa dos povos, de justiça social, solidariedade e de paz”
reparou que se fala em diferenças e especificidades nacionais numa Europa de solidariedade!”
Já agora onde é que a frase de Ilda Figueiredo (e o mainifesto) é contraditória com isto:
“Queremos mais e melhor Europa, mas recusamos a uniformização, a diminuição das culturas locais e a falta de respeito pelo mosaico de gentes, línguas e povos de que a Europa se faz.”
Conhece o texto?
DO …é o último parágrafo do compromisso eleitoral do Bloco para as europeias.
Este seu post foi só mais uma argolada.
De argolada em argolada…
Leve lá os 14 % de votos que nós na CDU ficamos cá com 7%. Ou 6, ou 3, ou 2 vá…
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Então DO, o senhor continua a não responder, tb sabe fugir ao conteudo, e refugiar-se no supérfluo, não axa que o PCP merecia uma desculpa pelo seu arrogante post acerca dos acontecimentos no martim moniz, quer dizer, você lança uma mentira acerca dos intervinientes nos apupos, mas como foi identificado um elemento do be, o senhor DO cala-se, depois eu é que sou maçador, caricatura são aqueles que mentem e depois não teem coragem para pedir desculpa aos visados.
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Daniel
Desculpe estar de novo a insistir, mas como não respondeu à minha questão, voltava de novo a ela. Porque não comenta a estatistica de perguntas/intervenções/relatórios efectuados no Parlamento Europeu durante estes 4 ultimos anos pelos dupatados Europeus??? Gostava de ler umas palavras suas sobre isso, até porque a estatistica saiu no jornal onde o senhor escreve semanalmente.
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Como partido eleitoralista o Bloco anda eufórico com as sondagens. Cuidado, pois se bem me lembro, nas ultimas presidênciais o F.Louçã estava nas vesperas do acto eleitoral bem á frente do J. de Sousa. Depois ….. Logo, calma.
Quanto ao Sr. Paulino, só lhe posso dizer: estou a tremeeeeerrrrrrr…….de medo! Mas por favor não me chame amigo, não lhe dou confiança para isso, e por aquilo que Vexa escreve não me parece que venha algum dia a dar.
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Orlando #64
Esse assunto das estatísticas de intervenção dos deputados no parlamento europeu já foi aqui discutido num outro post, mais ou menos quando essas estatísticas foram conhecidas.
Nessa altura como agora digo que esses números são apenas e exactamente o que são: estatísticas.
E apesar de ter tido muitas intervenções em número no parlamento europeu, não consta que daí se tivesse tido grande proveito práctico.
Seria o mesmo que alguém aqui se arvorar em grande blogger só pelo facto de fazer centenas de comentários. Às vezes é preferível fazer menos intervenções e/ou comentários e ser acertivo e produtivo no que se faz do que trabalhar para a estatística. Quem fala mais, quem é mais chato, ou quem fala mais alto não é necessariamente, antes pelo contrário, o deputado ideal, ao acontrário do que intervém com estratégia e consegue reunir apoios às suas propostas de maneira a conseguir levar a água ao seu moínho. Em resumo, aquilo não é um concurso para ver quem mija mais longe.
Não maximize a importância dessas estatísticas até porque Ilda Figueiredo tem por certo outros atributos como parlamentar europeia muito mais importantes do que isso.
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Manuel Monteiro
A nossa estada nas colónias estabelecia uma relação formal de colonizador/colonizado. A relação real não era essa. Eram pessoas e havia-as boas ou más independentemente da cor da pele. Quem explorou os colonizados nas colónias, explora-os cá. Quem tem sentido humano nunca explorou ninguém, seja branco, preto ou amarelo. Em todo o lado há bons ou maus patrões, como há bons ou maus empregados e colegas. Na vida real tem que ver com as pessoas e não com a organização estabelecida.
Só um detalhe; o médico cardiologista de Salazar era preto. Um dos melhores que havia na altura e reconhecido por todos.
Não vou duvidar desses tristíssimos episódios que contou, mas quero acreditar que são raríssimos.
Só mais um detalhe: sorte a sua de poder apesar de tudo ir a restaurantes. Eu que defendo o capitalismo social, não tenho essa possibilidade.
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Estalinovsky Oliveira, eu chamo-lhe aquilo que eu muito bem entender meu caro amigo, é isso a maravilha da democracia! Eu não quero que o meu amigo trema, quero apenas que saiba que o que você gostaria de fazer à Isabel pode-lhe igualmente acontecer a si, um dia….quem sabe…
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Sim: ” Porque não comenta a estatistica de perguntas/intervenções/relatórios efectuados no Parlamento Europeu durante estes 4 últimos anos pelos deputados Europeus???”
A mesma questão pôs eu, tanto ao sr Daniel Oliveira, como no Blog do sr. Miguel Portas, E até a data a resposta foi zero! Claro que não estão interessados, não lhes dá jeito. Questionei o sr. Miguel Portas, sobre a seu humilde desempenho no parlamento europeu para que o justificasse e niqueles, a resposta que deu foi chutar para canto como se diz em linguagem futeboleira.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 13th, 2009 at 16:02
antónio sousa, durante anos (pelo menos enquanto fui assessor de imprensa) o Bloco teve, no Parlamento nacional, mais propostas apresentadas por deputado (e em alguns anos em termos absolutos) do que o PCP. Acha que isso é relevante para a qualidade de um grupo parlamentar e de outro? Eu, sinceramente, não acho. Acho este debate absolutamente idiota. Nunca o tive nessa altura, quando dava jeito, não o vou ter agora. Se não se importa, prefiro discutir política. Os métodos de avaliação básicos que não acho bons para os funcionários públicos, para os trabalhadores ou para os professores, não passo a achar óptimos para deputados. A minha avaliação do trabalho de deputados é política. Até porque um relatório muito complexo que demora anos a preparar, (o de Carlos Coelho, sobre os voos da CIA, por exemplo) não vale o mesmo do que um relatório sobre as relações pesqueiras com a Mauritânia, de Pedro Guerreiro, ou até um relatório sobre o ensino da lingua dos pais de filhos de imigrantes, de Miguel Portas. E podia ser ao contrário. É apenas absurdo fazer o debate nestes termos. E, como lhe disse, já o achava absurdo quando, no Parlamento nacional (onde apesar de tudo cada grupo parlamentar tem mais capacidade de decisão sobre que faz ou não) era favorável ao Bloco. Paulo Casaca, do PS – que até não está nada mal nesse ranking idiota, que é excelente para quem não quer discutir a Europa e acha que tudo está óptimo como está, o que não é o caso do PCP – explicou, no Expresso, se não me engano, a parvoice da contabilização das perguntas, por exemplo. Onde a coisa mais burocrática e simples vale o mesmo que a coisa mais complexa e substancial. Não é assim que avalio trabalho nenhum, quanto mais trabalho político. Lamento que simpatizantes de um partido que até tem posições claras sobre a Europa (posições diferentes das minhas, mas posições) vão por aqui. O post que aqui deixei, usando o humor, é sobre uma discordância política de fundo: sou europeísta e não tenho sobre o papel de Portugal na Europa uma visão de defesa estreita (ou central) do interesse nacional. É suficientemente polémica a minha posição para não termos de ficar pela pobreza política do debate que o senhor quer fazer. Desculpe não o acompanhar.
S´agora voltei a esta caixa e não posso deixar de registar a forma como no comentário 4. Daniel Oliveira respondeu ao mesmo. Resunondo:
1. Não foi capza de dizer que o que a frase VERDADEIRA da Ilda Figueiredo tinha de errado.
2. Não foi capaz de subscrever o contrário do que ela afirmou.
3. Foi buscar, sem nexo, sentido ou propriedade histórica a experiência da URSS enquanto entidade supracional. O que não deixa de ser uma espécie dce papel de tournesol revelando que Daniel Oliveira, agora em sistema capitalista, deve mesmo ambicionar uns Estados Unidos da Europa, porque pensa que a nível nacional já não se pode fazer nada. Só gostava é que o BE tivesse a coragem de fazer campanha para as legislativas dado enfâse e centralidade a esta ideia que, na verdade, tem.
Não o farão porque sabem que teriam um lindo funeral eleitoral !
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-Então o trabalho desempenhado pelos eleitos não é politica? -Então o que é politica?
-Acha idiota discutir o desempenho dos eleitos e quer discutir politica…essa é boa… Eu entendo o seu problema…a dificuldade que tem em defender o sr Miguel Portas e a sua prestação como deputado europeu…ele tal como o senhor pouco lhe importa o trabalho…que é necessário fazer “contra a UE do neoliberalismo/parasita coveiro das soberanias dos Povos….até porque os senhores do bloco são europeístas…seja lá o que isso for… «ainda gostava que me explicassem o que é isso de ser europeísta» -Tem se visto, como aqueles que se diziam e dizem europeístas e federalistas se têm portado quando se reúnem para discutir a crise actual…como diz o Povo -somos todos Europeus mas cada um come em seu casa.-Só entra em conta quando é necessários tomar conta dos recursos naturais do País como no caso das zonas de pesca em que inclusive perdemos soberania das zonas mais ricas estando estas a disposição de frotas de pesca estrangeiras etc.. Isto é politica e da pura o resto é treta barata e folclore para enganar pascácios.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 13th, 2009 at 17:09
antónio sousa, acho fundamental discutir o desempenho dos deputados, não nesses termos. Acho que percebeu muito bem o que escrevi.
Foi a tia Ilda que disse isso?
E eu a pensar que era um comunicado da Causa Identitária. Ó Rui Paulino, que me dizes a isto pá?
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-Pois percebi muito bem o que o senhor escreveu!
-E também percebi, que tem alguma dificuldade em reconhecer o esforço e a dedicação dos eleitos da CDU no parlamento europeu. – Essa dificuldade leva-o a ironizar com a palavras da drª Ilda Figueiredo, deputada e cabeça de lista da CDU ás próximas eleições para o parlamento “Europeu” . -Com o objectivo claro, mas idiota: este, sim idiota! – De troçar da soberania e independência do seu país. -Caro sr. por muito moderno que seja dizer-se europeísta, e outras tolices do género como se a Europa fosse uma só entidade e não um continente com variadíssimos costumes e culturas,como se os europeus do norte tivessem algo a ver com os do Sul – onde os países mais ricos e poderosos se afoitam, em de lapidar os recursos e soberanias dos mais fracos – escolhendo e impondo sistemas politico-económicos; que os favorecem, e deixam na maior dependência os estados mais fracos e isto com a colaboração da grande burguesia nacionais e de certas camadas da média burguesia radical, trauliteira e vendida. Que se porta como criada de todo o serviço, à espera que os patrões acabem a janta, para poderem comer os restos… Não a EUROPA do Capital do Neoliberalismo-fascista-Não ao tratado de Lisboa não aos burgueses judas traidores que trocam a soberania nacional por trinta dinheiros…. Viva Portugal livre e soberano. Nunca permitiremos a venda a retalho do solo pátrio saberemos honrar o sangue dos nossos antepassados saberemos defender a pátria portuguesa contra os vendilhões -queremos uma outra União queremos a união dos povos da Europa livres e soberanos senhores do seus destino. Queremos uma Europa de partilha de ajuda mútua de paz de desenvolvimento e progresso uma Europa respeitadora dos verdadeiros direitos humanos como o poeta cantou onde a liberdade seja o direito ao trabalho a Paz ao Pão Habitação Saúde Educações …é esta a nossa Europa! É este o mundo que nos propomos construir.
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Nunca a CI faria um comunicado nesses termos, patrioteirismo de pacotilha não é de todo a nossa onda…
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“ Acho que percebeu muito bem o que escrevi. “
Percebeu o ASousa e percebeu o Bolota.
Dai achar e, na linha do que é o seu anti-comunismo primário uma parvoíce pegada estas suas manobras de diversão na tentativa de baralhar papalvo.
Ainda não reparou que lhe fica mal essa sua postura quando vivemos a era Obama e o bloco de leste já era?? Mesmo que Ilda Figueiredo desse ao que disse o sentido que o DO quer fazer passar, é sinal que tem passado. Qual é o passado do BE???
DO, é doentia esta sua obsessão.
Quando o vi referir-se a Ilda Figueiredo ainda pensei que fosse desempenho como Deputada Europeia, que ao invés do seu candidato Miguel Portas, é uma das mais assíduas e produtivas entre os seu pares.
Miguel Portas, parece que se coloca precisamente do lado oposto, é dos menos produtivos e mais absentista. Mas quem o ouvir falar…
DO, até podem ter 20% nas próximas eleições, mas o fim do BE terá lugar quando o povão se aperceber destes de posturas como as suas e a destes habilidosos
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 13th, 2009 at 22:40
Bolota, onde foi bucar essa do absentismo? Deixe estar, deixe estar. Já agora, quer saber quem é um dos deputados mais absentistas em Portugal?
“sorte a sua de poder apesar de tudo ir a restaurantes. Eu que defendo o capitalismo social, não tenho essa possibilidade. “
Isabel,
A ser assim…ainda se torna mais bacocas a suas posições
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Bolota
Explique por favor.
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-O que eu, descobri na minhas viagens pelos Blogs… eheheheh, que me diz a isto sr. Daniel Oliveira?
O que vão ler foi
retirado do Blog Autoridade Nacional.
*
“Plágio?
Se fosse um trabalho universitário, tinha zero e ainda levava uma penalização por plágio:
De facto, isto não deveria estar no centro das minhas preocupações. Mas confesso que já vou ficando farto dos sorrisos amarelos, da política de frases feitas e do mediatismo absolutamente injustificado e descabido de quem mais não faz senão reproduzir o trabalho dos outros.
Posto isto, depois de vários exemplos dignos da revolta de todos quantos trabalham e não gostam de ver outros ficar com os louros, descrevo uma situação particularmente flagrante.
Dia 24 de Abril, o Partido Comunista Português entrega na Assembleia da República um Projecto de Lei, cuja epígrafe é “altera o mecanismo da redução da actividade e suspensão do contrato de trabalho – lay-off – reforçando os direitos dos trabalhadores. Esse Projecto de Lei é numerado pela Mesa da Assembleia com o nº 755/X.
pode ler-se aqui.
Dia 3 de Maio, o BE entrega um Projecto de Lei na Assembleia da República com a epígrafe seguinte: “altera o mecanismo da redução da actividade e suspensão do contrato de trabalho, reforçando os direitos dos trabalhadores”.
pode ler-se aqui.
Não fosse tão ridículo e eu não me daria ao trabalho. Uma coisa é seguir uma boa ideia do PCP e entregar um Projecto que aponte no mesmo sentido. Outra coisa é a cópia quase TOTAL do projecto apenas para marcar o terreno. Uns têm o trabalho, a discussão colectiva, o aprofundamento teórico, o empenhamento. Outros têm o descaramento de copiar para pôr uma bandeirinha.
Sim, porque ninguém pense que no PCP se apresentam Projectos sem a devida ponderação, o trabalho de discussão e apuramento colectivos. Pelos vistos, no BE, tudo isso é uma chatice… Vale bem mais pegar no que fazem os outros e pôr lá o carimbo do BE.
E o pior… o pior mesmo é que isto é apenas um caso entre muitos. Basta consultar http://www.parlamento.pt”
Por informação de um amigo chegou me também isto.
“houve tempos em que na
estística do Bloco também entravam projectos-de-lei descaradamente
copiados dos do PCP (o saudoso Lino de Carvalho chegou a dizer-lhes
isso na cara em plenário a respeito de uma Lei de Bases da Segurança
Social”
É preciso ter lata assim também eu, sou o melhor da minha rua.E se a comunicação social me levar ao colo então é ouro sobre azul.
[Responder]
RUI PAULINO
Bem sei que lhe custará interpretar o seguinte (mas gostava de ouvir a sua opinião):
“…Para se ser Democrata Cristão não é preciso acreditar na divindade de Cristo ou ter religião. É preciso simplesmente reconhecer a validade da sua proposta entendendo o Cristianismo como uma filosofia de vida…”
Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo mas de uma forma cristã???
Então numa Europa cada vez mais multicultural onde cada vez mais faz mais sentido o laicissismo do estado teremos que condicionar uma “demos-cracia” aos valores cristãos?
A democracia cristã diz-se democrática na medida em que desde a sua origem, aderiu sinceramente aos ideais da democracia pluralista do tipo ocidental e é cristã porque representa uma tentativa permanente de defesa e aplicação dos princípios e valores cristãos na vida política nacional e internacional.
Não será esta uma perversão entre politica e religião onde passa a coexistir numa visão global “democracias” de cariz restricto segundo modelos religiosos? Democracia Islamica? Democracia Luterana? Democracia Hindu? Etc…
Se lhe fez confusão a associação de fascismo com a democracia cristã gostava que me explicasse porque é que durante as homilias, os sacerdotes plenos de sentido politico, condicionavam a vontade do povo em simpatias para com o regime através da sua fé?
ISABEL
Achei tocante ter mencionado que o Marxismo não deixou de ser um composto de “…óptimas e altruístas ideias e ideais…”, respeitando a sua visão estou, obviamente, em absoluto desacordo com ela e nem o branqueamento historico que faz continuamente deixa de ser confrangedor para alguém que se diz democrata.
A.R.A
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A.R.A., não me custou nada interpretar o que escreveu, mas obrigado pela sua preocupação. Você escreveu aí para cima que a democracia-cristã antecipou o fascismo, vai-me desculpar mas isso não tem pés nem cabeça. Parece-me a mim que você não conhece nem uma coisa nem outra. A democracia-cristã é uma doutrina democrática e que não atenta contra o laicismo do estado, por essa Europa fora vários partidos democratas cristãos estão ou já estiveram no poder e não foi por isso que estivemos em perigo de cair na tentação de um estado teocrático. Não penso que exista nenhuma perversão entre política/religião, os democratas cristãos limitam-se a seguir alguns códigos de conduta próprios da religião que professam, mais uma vez afirmo que não encontro aí qualquer perigo para a democracia verdadeira “governo do povo”, ou sequer uma diminuição do seu âmbito.
“Se lhe fez confusão a associação de fascismo com a democracia cristã gostava que me explicasse porque é que durante as homilias, os sacerdotes plenos de sentido politico, condicionavam a vontade do povo em simpatias para com o regime através da sua fé?”
Caro A.R.A., mas o que é que alhos têm a ver com bugalhos??? pode-se ser católico sem ser democrata-cristão não??? há católicos nazis assim como há católicos marxistas, o que é que isso tem a ver com a democracia cristã? Se quando fala em regime se refere ao Estado Novo, a posição de grande parte do clero português de apoio ao salazarismo deveu-se ao facto da Igreja católica ter visto em Salazar e no seu regime a salvação face ao ateísmo comunista. O mesmo se passou em Espanha onde o Bispo de Cartagena gritava “benvindos os canhões se nas brechas que abrirem florir o Evangelho”, eram os tempos da Cruzada anti-bolchevique percebe A.R.A?? confesso que não consigo mesmo entender essa relação que você faz entre democracia-cristã e fascismo, como se a primeira fosse a antecâmara da segunda, são coisas totalmente diferentes e não relacionavéis.
Se necessitar de algum esclarecimento adicional é só solicitar.
Cumprimentos.
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“ Bolota, onde foi bucar essa do absentismo? “
DO,
Chame-lhe absentismo…chame-lhe o que muito bem entender, mas que o seu candidato se situa na posição inversas de Ilda Figueiredo no que se refere ao desempenho das suas funções, é inegável.
“ Quer saber quem é um dos deputados mais absentistas em Portugal? “
Deixe-me adivinhar, é um comunista…
Sabe o que prova esta sua reacção???? Prova que o que disse o Bolota tem alguma ponta de verdade.
Se pensa que resolver o assunto trazendo á baila outro da mesma estirpe …está muito enganado. Sabe o que fazias aos dois??? Metia-os a carregar baldes de massa nas obras talvez assim percebessem quanto custa o valor de um voto.
Mas diga, só lhe fica bem.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 15th, 2009 at 1:07
É Jeronimo de Sousa, Bolota. Quer os baldes? Não vá, então, por aí.
“ Bolota
Explique por favor. “
Isabel,
Está a falar a serio???
Se não percebe que politicamente está a defender quem lhe retira a hipotese de ir a um restaurante, quer que lhe explique o quê???
[Responder]
A.R.A.
Em relação à Democracia Cristã/Fascismo o Rui Paulino já disse o que havia a dizer.
Eu não considero o marxismo “óptimas e altruistas ideias e ideais”, mas aceito que haja quem considere. Apesar de tudo penso que numa primeira fase ajudou o povo russo a quebrar o ciclo de pobreza causado pelo feudalismo.
Como vê, numa primeira fase todos os ismos têm o seu valor, todos. O Nazismo fez muito pela Alemanha. O pior é a ambição imperialista de quem se habituou a controlar o “seu” povo, passando do serviço à necessidade de ser servido. Até nas democracias representativas com governos temporários isso acontece o que fará sob a alçada de regimes despóticos.
Todas as ditaduras são más. As de direita e as de esquerda, que são a aplicação prática do marxismo.
Todos os regimes marxistas são despóticos. O Estado tudo controla e todos são propriedade do Estado.Era importante para a nossa democracia que os simpatizantes e militantes marxistas reconhecessem isso e não dessem razão ao Nuno Oliveira que acharia natural que eu recebesse tratamento psiquiátrico pelo simples facto de “ousar” não concordar com ele. Penso que para saudosistas da ditadura estalinista, viverem em Portugal neste tempo, pressupõe um enorme sofrimento.
E o que mais me espanta é ver que não entendem que o que se passava na URSS com os dissidentes era o mesmo ou pior que o que se passava com a PIDE no Estado Novo. Pensar que há pessoas que não percebem a semelhança entre estas duas realidades assusta-me porque considero que o voto delas é imaturo.
Bolota
Estou à espera que me explique porque acha as minhas opiniões ainda mais bacocas.
[Responder]
E é exactamente por eu acreditar na Democracia na Liberdade e Responsabilidade, indispensáveis ao respeito máximo pelos outros (que é esta organização social na qual Graças a Deus vivemos), que eu me “atrevo” a dizer o que penso num blogue marxista, com alguns comentadores com vícios totalitários, contrariando a opinião de quem não está habituado a ser contrariado.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 15th, 2009 at 0:58
Isabel, deixe o blogue fora disso que os seus autores não têm culpa nenhuma
Isabel,
Tente ir ao de Direita (ex: 31Armada, etc), passe-se por esquerda e tente deixar um comentário como os que faz aqui.
Mas tem de picar um bocadinho, encete um diálogo divergente e às tantas chame-os de fachistas, que é equivalente a vir aqui chamar a pessoas de esquerda democrática, totalitários e marxistas.
Vai ver se escreve uma linha sequer!
Deixe-se de histórias que o vento virou para outro lado… mude também!
[Responder]
Ricardo
Se são totalitários e marxistas não são com certeza da esquerda democrática. Não podem. É uma impossibilidade matemática”.
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RUI PAULINO
Com o devido respeito, deu para entender que a sua interpretação do trecho não o levou a igual conclusão que a minha (afinal de contas sera sempre para si tarefa herculea).
A minha associação de ideias prendeu-se num trecho que a ISABEL partilhou em que afirma que numa democracia cristã
“…É preciso simplesmente reconhecer a validade da sua proposta entendendo o Cristianismo como uma filosofia de vida…”
Pois é aqui que eu não vislumbro qualquer diferença entre os slogans do fascismo com os da filosofia de vida politica cristã.
Assim sendo, o que fazer com os valores da Republica e da propria filosofia da constituição?
Acha compativeis normativas humanistas com filosofias de cariz cristão? Se sim, o que dizer do uso preservativo ou do aborto ou, possivelmente, da eutanasia ou dos casamentos homosexuais ou……mil e uma outras questões que se levantam pondo em causa outros valores antagonicos ao «Cristianismo como uma filosofia de vida»
Como o proprio nome indica, a democracia cristã não passa de uma falacia pois numa democracia verdadeira a constituição impede que se façam distinções no credo ou imposição da conduta do mesmo, embora a busca pela simpatia eleitoral de uma maioria religiosa que, como disse o RUI poderá ser muito bem de imensas cores politicas, cria a medio prazo um conflito entre o que acreditamos politicamente com a religião que professamos sendo plausivel que numa altura de descrença profunda de valores morais-civicos na politica, o teocracismo aplicado a politica sera sem duvida alguma uma perversão do proprio sistema constitucional, como já vemos nos paises islamicos.
Foram imensos os individuos de varias organizações cristãs que, com uma visão bastante progressista, levaram a cabo tarefas que antes, durante e depois do PREC foram de louvar como por exemplo no Serviço de Apoio Ambulatorio Local, portanto nunca foi minha intenção por em causa o credo de quem quer que seja nem nunca quis fazer disso uma cruzada (embora para alguns a cruzada anti-bolchevique ainda esteja longe de findar, não acha RUI?)
ISABEL
Assim como o Marxismo, aquando a sua criacção, nasceu para combater o totalitarismo feudal monarquico/ burgues tambem com uma forte vertente totalitaria mas……… proletaria, tambem outras ideologias contrarias se levantaram em contraponto das oferecidas pelo Marxismo que, a meu ver ainda com toda a coloquialidade, denominava a relegião como o ópio do povo.
Houve sem duvida alguma a URSS Comunista mas por outro lado houve a Alemanha Nazi e todos os paises Fascistas que ao perderem a guerra se imiscuirão em paises democratas, diluindo-se em partidos de direita e extrema direita e quanto a isso basta nos lembrar-mos da Italia dos anos 70, momento em que os movimentos sociais teriam sofrido fortíssima repressão por parte de governos da democracia-cristã, que empreendiam verdadeiras acções terroristas de Estado.
Portanto ISABEL não vá pela vitimização do
“…eu me “atrevo” a dizer o que penso num blogue marxista, com alguns comentadores com vícios totalitários…” nem cause afrontamentos ao DANIEL OLIVEIRA porque é mea culpa, mea maxima culpa todos os comentarios e opiniões que lhe dirigi.
Tambem eu sou avesso a totalitarismos, embora não tenha qualquer problema em discutir o passado da ideologia em que acredito, ao passo que a ISABEL creio que ainda esta em fase de negação e só para sua informação alguns dos paises Nordicos vem desde a muito levado a cabo a aplicação prática do marxismo a nivel social, com optimos resultados deva-se dizer.
Aquele Abraço
A.R.A
[Responder]
A.R.A., só pelo facto de eu ter chegado a uma conclusão diferente da sua não é motivo para me insultar, se eu fosse por aí estaria neste momento a cobri-lo de impropérios, pois sinceramente acho que você não percebeu grande coisa do que eu escrevi.
Você compara slogans fascistas com os de filosofia de vida cristã??? Mas você está mesmo a falar a sério ou está a meter-se comigo? O Fascismo não tem RIGOROSAMENTE NADA a ver nem com democracia nem com cristianismo, é absolutamente ridícula e infundada essa comparação seja porque prisma for analisada.
Você está a esquecer-se que mesmo um estado laico respeita a história e a religião do povo que dele faz parte, parece-me a mim que você não defende o laicismo, o que o meu amigo pretende é um estado ateu, é ou não é A.R.A.???
Acho A.R.A., tal como acho que muito boa gente ainda vive no PREC e vê um salazarista em cada esquina, cada um tem a cruzada que merece, pessoalmente acho as duas despropositadas e desfasadas da realidade, mas isto é aqui o Paulino a pensar alto…
[Responder]
ARA
Não sei foi você que disse mas eu respondo já a quem disse que eu estava a branquear o Estado Novo. Eu não branqueio, eu limito-me a falar em factos que os agentes do PREC, omitiram e deturparam para chegar ao poder.
Pense comigo. Acha que os portugueses são tão estúpidos, broncos, cobardes e inertes a ponto de aguentar uma ditadura durante 48 anos(quarenta e oito), passivamente?
A verdade é que o EN tinha muitos defeitos, mas quem não se metia na política ia vivendo. E quem trabalhava muito conseguia vencer na vida. Veja-se a fabulosa série “Conta-me como foi”.
Os primeiros 20 anos de Salazar fizeram dele o maior estadista do Séc. XX, quer gostem de ouvir ou não. Depois dever-se-ia ter retirado em glória a bem de todos, mas infelizmente isso não aconteceu.
O povo português é pobre, por ser desorganizado, confiante na sorte (para ser simpática e não lhe chamar mole, mediterrânico) e não haver no território recursos naturais ( a não ser o sol e o mar, que tardamos em explorar).
Em contrapartida tem massa cinzenta, espírito inventivo, curiosidade científica, mas como nunca pôde quebrar um ciclo de suburbanidade, ficou-se por aquilo que se chama o “desenrasca”ou em linguagem mais técnica, a polivalência, que é a grande mais-valia dos nossos emigrantes no estrangeiro.
Mas aguentou uma ditadura de 48 anos e chorou de alegria no dia da Liberdade. A verdade é que depressa percebeu que iria ficar refém de outra ditadura e por mais que o tentassem enganar e manipular, essa ditadura, a dita do povo que punha os trabalhadores no poder roubando a burguesia, o que à partida seria o sonho de qualquer pobre, foi liminarmente recusada, nem um ano e meio durou.
Por isso presumo que o problema não será do povo, mas da qualidade do regime totalitário.
Para manter o Estado Novo, o regime “matou” 50 pessoas de desinteria e desidratação em consequência dos maus tratos. Em contrapartida eram livres de partir ou emigrar.
As ditaduras marxistas para se manterem no poder mataram milhões ou executando-os sumariamente ou em campos de trabalho, nunca permitindo que saíssem dos respectivos países.
Por isso a legitimidade que encontra nas ditaduras marxistas por ser de vertente proletária, é ironicamente recusada pelo próprio proletariado.
Estranho, não?
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Bolota
Em Portugal nunca vivemos em Democracia Cristã que propõe uma economia de mercado, assente na livre iniciativa dos cidadãos com direito à propriedade privada, sustentando a economia através de condições de excelência dadas a micro, pequenas e médias empresas, em que os empresários não são os herdados ou os vigaristas mas qualquer um de nós, sendo o Estado o regulador e fiscal da actividade económica tendo o controle total directo ou indirecto dos bens essenciais, não tendo necessáriamente que ser dono deles.
Poderá concorrer com a iniciativa privada em negócios lucrativos, como por exemplo a banca, CGD e devendo ser o indicador da qualidade a atinguir, como acontece hoje com a faculdades públicas.
Este modelo de organização nunca o tivémos. Tivemos sim o socialismo, desde o do proletariadao ao social democrata. Esse socialismo de meia tijela degenerou em liberalismo, por falta de identidade e definição, tornando-se num capitalismo abandalhado e promíscuo.
Daí a razão pela qual eu não tenho possibilidade de ir a restaurantes. É que isso não depende do meu mérito, mas do demérito de outros “que fizeram os dias assim”…
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Isabel,
Tente fazer comentários de esquerda num blog de direita e dp veja. Só isso. Aqui no blog totalitário e marxista tem toda a liberdade de se expressar.
Depois:
“…os empresários não são os herdados ou os vigaristas mas qualquer um de nós…”
E onde é que a Democracia Crista prevê a inibição essa iniciativa aos herdados e vigaristas?
E os herdados não têm direito a iniciativa?
Se gosta assim tanto Salazar, pressumo que nutra uma adoração por Fidel Castro, afinal, correu com os Casinos dos Gangster norte-americanos que usavam a ilha como coutada pessoal, para jogo e prostituição, mas depois ficou tempo demais…
Não temos direito a livre iniciativa? A propriedade privada? O Estado não controla directa ou indirectamente os bens essenciais, não sendo necessariamente dono deles?
E depois dá exemplos da CGD e das actuais faculdades públicas?
Mas descreve dados adquiridos na Sociedade Portuguesa, como sendo o ideal da Democracia Cristã, socorre-se de exemplos actuais e depois diz que não temos Democracia Cristã?
Sinceramente esse último comentário, das duas uma, ou sou muito limitado ou está a viver num mundo irreal.
A Era dos Dogmas terminou há muito, sejam eles quais forem, incluindo os ideológicos.
Cumps,
Ricardo
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Ricardo
“…os empresários não são os herdados ou os vigaristas mas qualquer um de nós…”
Expliquei-me mal, peço desculpa. O que eu quero dizer é que para os marxistas os empresários ou são vigaristas ou sortudos porque herdaram. Não há outra alternativa. Mesmo quem começou pobre, se passa a patrão ou capataz, passa-se para o outro lado e passa a ser traidor de classe.
Por isso o marxismo só pega em povos pouco evoluídos ou então à força. É que tira a possibilidade aos proletários de se tornarem burgueses, que é o passo seguinte da legítima ascensão social. Por isso é contra natura. Por isso vemos proletários defendendo os direitos dos Kamaradas, em fato de macaco Gucci, em cervejarias de 5 estrelas a beber cerveja reserva 15 anos e a comer tremoços grandes, rosados e com patas. Os proletários que gostam de BD de leste e cinema europeu, até comem umas bolinhas que sabem horrivelmente a peixe e fungos.
Porque é que não assumem que se tornaram burgueses e gozam esse patamar? Terem conseguido “vencer” é bom, não é mau.
No capitalismo social promove-se a ascensão social das pessoas, com regras e isso é considerado um sucesso pessoal.
Todos os que aqui escrevemos temos tendência para dividir o mundo em “nós” os sérios, os que trabalhamos, temos uma vida desgraçada e “eles” que não nos deixam ter melhor.
O desafio da Democracia Cristã é que todos podemos ser donos do nosso próprio emprego. E quem viveu mal durante parte da vida pode passar a viver bem e ser valorizado por isso e não olhado de esguelha com desconfiança ou desdém. A fronteira entre o “nós” e o “eles” vai se esbatendo até, em utopia, desaparecer.
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Em relação aos ditadores aplica-se o Princípo de Peter.
Numa primeira fase revelam superior competência para resolver problemas graves com sucesso. Depois de resolvidos os problemas auto-promovem-se a “chefia” e provam que já não têm competência para resolver os novos problemas que surgem, mas como são donos do “prémio”, perpetuam-se no poder.
Inteligentes são os que se retiram em glória, como não fez Salazar nem Fidel, mas fez o aristocrata Salgueiro Maia.
Na nossa democracia temos vários exemplos da aplicação deste princípio, só que o sistema já se defende dele.
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RUI PAULINO
Insultar???
Chamar herculea a tarefa de tentar entender o que lhe escrevo prende-se no facto de o RUI já a partida ter uma visão pre-concebida antes de tentar perceber a minha opinião, quer dela concorde ou não.
Mas se levou isso como insulto esta no seu pleno direito de se espernear embora nunca tenha sido essa a minha intenção.
Que o fascismo nada tem a ver com democracia estamos de acordo, agora chamava-lhe atenção para a sua falta de informação no que concerne a uma das bases da propria filosofia fascista que se prende com a encíclica do Papa Leão XIII de 1891 (Rerum Novarum).
Portanto, se quiser continuar a falar de cor, por mim tudo bem, desabafe para aí, agora se quiser abordar o tema de uma forma inteligente na discussão da ideia pela ideia acho que seria bem mais produtivo o nosso debate assente em factos relacionados com o tema.
Insistir no “…uma conclusão diferente da sua não é motivo para me insultar…” ou “…você não percebeu grande coisa do que eu escrevi…” ou “…Mas você está mesmo a falar a sério ou está a meter-se comigo…” é entramos por um terreno demasiado esteril para daqui nascer o quer que seja.
Não acho que a minha “verdade” seja absoluta mas da maneira como tem expressado a sua , continuo a ter a certeza que a sua cruzada ainda vai no adro pois ainda não apurou convenintemente a sua retorica de um modo compreensivel para que alguem, com visão oposta da sua, possa entender o que o leva a pensar como pensa.
Quanto ao ridiculo da sua sugestão
“…o que o meu amigo pretende é um estado ateu, é ou não é A.R.A.???…”
Gostava de lhe relembrar que o que eu tenho defendido é exactamente o oposto ou seja o total alheamento do credo relegioso na politica e não determinadas nuances que tão ironicamente voçe se lembrou de partilhar.
Mas que não restem duvidas, o laicicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado. Ora se o que foi sugerido pela ISABEL foi (volto a relembrar) o Cristianismo como uma filosofia de vida aplicado a politica gostava de saber qual a sua verdadeira postura em relação a esta ambiguidade filosofica.
Acho que agora me fiz entender, ou não?
ISABEL
As suas incongruencias continuam a ser mais do mesmo
“…A verdade é que o EN tinha muitos defeitos, mas quem não se metia na política ia vivendo…”
Portanto
“…Por isso presumo que o problema não será do povo, mas da qualidade do regime totalitário…”
Quanto a “sua” democracia cristã acho que estamos conversados e posso lhe afirmar que:
- Não, obrigado. Pode ficar com ela só para si (com todo o devido respeito democratico que da minha parte merece)
Aquele Abraço
A.R.A
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“Mas descreve dados adquiridos na Sociedade Portuguesa, como sendo o ideal da Democracia Cristã, socorre-se de exemplos actuais e depois diz que não temos Democracia Cristã?
A social democracia, marxismo frouxo, partindo de princípos diferentes, na prática acaba por se colar à DC”.
A social democracia é um socialismo discreto que vagarosamente leva a uma sociedade sem classes, marxista, logo todos proletários, funcionários do Estado.
A DC é um sistema capitalista, muito regulado em que a sociedade sem classes se manifesta por todos serem autónomos e independentes do Estado e não completamente dependente dele.
Estes dois projectos confundem-se mas são estruturalmente diferentes.
O problema de Portugal é a falta de definição de um projecto inicial. É o socialismo “dançarino”.
[Responder]
A.R.A.
Engraçado. A crírica que você fez ao Rui Paulino eu aplico-a completamente a si e passo a citar:
“…já a partida ter uma visão pre-concebida antes de tentar perceber a minha opinião, quer dela concorde ou não.”
“Portanto, se quiser continuar a falar de cor, por mim tudo bem, desabafe para aí, agora se quiser abordar o tema de uma forma inteligente na discussão da ideia pela ideia acho que seria bem mais produtivo o nosso debate assente em factos relacionados com o tema.”
“Não acho que a minha “verdade” seja absoluta mas da maneira como tem expressado a sua , continuo a ter a certeza que a sua cruzada ainda vai no adro pois ainda não apurou convenintemente a sua retorica de um modo compreensivel para que alguem, com visão oposta da sua, possa entender o que o leva a pensar como pensa.”
Porque será que só se vê o argueiro no olho do vizinho?
Gostaria que me dissesse o que não entendeu.
Eu elucido: o facto de que quem não se metesse na política ia vivendo, não abona nada em favor do E.N.. Não era uma condição tolerável por não ser democrática.
Mas na URSS, modelo do marxismo, na política ou fora dela, para além de não haver liberdade de opinião, também se vivia mal. A não ser para aqueles Kamaradas proletários, que eram mais proletários que os outros e viviam nas suas “datchas”(?).
[Responder]
Caro A.R.A., engana-se redondamente, não sou dogmático e estou sempre disposto a aprender e acredite que gosto imenso do debate senão não estaria aqui, tenho as minhas convicções como você terá as suas, mas isso nunca me impediu de dialogar e se necessário for, ceder!
Vamos lá então debater seriamente. Com toda a franqueza, tudo aquilo que estudei sobre o Fascismo, e acredite que foi muito, nunca entendi que a Rerum Novarum fosse uma fonte do fascismo. As grandes fontes do fascismo italiano são o sindicalismo revolucionário de raiz soreliana e o espírito do Front, o espírito “Arditi”, o fascismo é filho das trincheiras. É no seu início um movimento de extrema-esquerda, basta ler o primeiro programa do Partido Nacional fascista para perceber isso (abolição dos privilégios do clero, expropriação de terras, direito de voto para as mulheres etc…), é só depois dos nacionalistas de Corradini se juntarem ao partido que ele guina à direita, situação essa que se institucionaliza depois da subida ao poder quando Mussolini percebe que necessita do apoio das três grandes forças da reacção em Itália (Casa monárquica, Igreja Católica e Exército), ou seja seguindo um frio cálculo político, Mussolini deixa cair parte dos seus ideais de juventude para assim consolidar o poder recentemente adquirido.
Há aqui no entanto algo que eu preciso esclarecer consigo A.R.A., quando você fala em fascismo está-se a referir ao italiano ou a regimes como o de Salazar??? É que para mim salazarismo não é fascismo mas se você se refere a regimes como o de Salazar, Franco ou Tiso na Eslováquia, aí sim, a Rerum Novarum teve de facto bastante influência, fico a aguardar pelo seu esclarecimento.
Quanto à sua última questão fez-se sem dúvida entender não se preocupe. Começo primeiro por dizer que não sou cristão, pessoalmente defendo que o estado não deve defender nem promover qualquer tipo de confissão religiosa e todas devem ser permitidas e respeitadas desde que não atentem contra a existência do Estado no sentido entendido por Maurice Duverger (estado é a nação organizada). É óbvio que não podemos viver num estado laico e ao mesmo tempo ter no poder um partido que defende leis e instituições inspiradas em algum tipo de religião, é a grande polémica que se vive na Turquia actual entre os defensores do estado laico e o partido islamita de Erdogan, mas já não é impossível um político defender certas práticas e doutrinas religiosas (católicas, protestantes, tanto faz…) e ser ao mesmo tempo laico, basta que essas práticas e condutas se fiquem pela sua esfera de acção pessoal, no seu comportamento, na sua ética, na sua honradez pessoal. Como lhe disse logo na minha primeira resposta, a democracia cristã europeia é compatível com o estado laico porque esta defende o lema “A deus o que é de Deus, a César o que é de César” e quando assim é só por manifesta má vontade o A.R.A. se pode insurgir contra esta corrente política, e digo isto realçando que não tenho grandes simpatias por a dita cuja.
Cumprimentos,
[Responder]
“Em Portugal nunca vivemos em Democracia Cristã que propõe uma economia de mercado “
Isabel,
Depois de semear a alfaces e rastear os alhos, que esta coisa de andar na net nã dá sopa…
Sou pouco dado a coisas muito cientificas, sou mais do tipo de sentir o que vai saltitando á minha volta e: uma coisa lhe garanto, os que você acusa de terem estragado isto tudo, nunca foram poder.
Se 35 anos não nos chega para implementar o que a Isabel diz ser o ideal…numa coisa tem razão. Não foi para isto que dei o corpo ao manifesto.
“ Daí a razão pela qual eu não tenho possibilidade de ir a restaurantes “
Como sou um bocado duro de ouvido, continuo a não perceber como é que não tendo condições económicas de ir a restaurantes não por culpa da democracia, mas porque não pode ponto final. Continua a defender o sistemas que lhe roubam essa hipótese.
Porque, como já disse sou pouco cientifico nas minhas apreciações, penso da seguinte forma:
Prefiro uma má democracia, a uma fantástica…ditadura.
Sabe porquê??? porque no tempo do Toino das botas, andavam os Bolotas descalços.
Mais, o que a Isabel faz aqui de forma livre e ainda bem que o faz. No tempo do Botas, era o fazias, como não o faziam muitos dos que por aqui falam grosso.
Os que a Isabel culpa de todos os males, deram-nos condições para muramos o rumo. Se não mudou, os menos culpados foram o Salgueiros Maias por exemplo.
” Não passas de um menino ”
RPaulino,
Conheces aquela: Anão mas com uns grandas…vai catar osgas
[Responder]
Bolota
Você realmente não entendeu ou não quis entender.
ARA e Rui Paulino
A Democracia Cristã não é um ideologia religiosa, católica ou protestante. É uma doutrina que promove os valores humanos consagrados no Cristianismo.
As políticas que promove vão ao encontro duma sociedade em que o outro e o bem comum estão à frente dos nossos interesses. Logicamente e por razões óbvias foi promovida pela Igreja Católica e pelas protestantes, onde ainda ganha as eleições na Alemanha.
Mas não é um partido religioso, nem tem que ser, e em Itália promoveu o referendo sobre o aborto, onde ganhou o sim, que respeitou, claro.
E sim é contra o aborto e a facilitação do divórcio e depois, qual é o mal? É católico por isso? Se assim fosse não tinha sido necessário fazer referendos. Era só contar; marxistas para um lado e católicos para outro.
[Responder]
Bolota
Aqui não está em causa a liberdade. Essa eu defendo a todo o custo. Graças a Deus você nunca terá ido à URSS por isso manteve sempre essa doce ilusão de sociedade perfeita.
A liberdade é o mais importante. Não a havia no EN, nem quando fomos assaltados pela ditadura do proletariado.
A liberdade já não está em questão. Está sim a competência e os resultados das políticas socialistas e essas sim são desastrosas.
[Responder]
Ó Bolota, vai dar sangue pá…
[Responder]
“Aqui não está em causa a liberdade. Essa eu defendo a todo o custo “
Isabel,
Diz você no outro post que eu não a percebi ou não quis perceber.
Eu quero perceber mas não consigo entender como é que defende quem a priva de ter condições de ir ao restaurante.
Sobre a liberdade, veja o que diz Sérgio Godinho:
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir…
Está a ver como está em causa a liberdade??? Se calhar não a defende com pensa…liberdade também é ter condições para ir ao restaurante. Sempre não direi porque a vida tá magana, mas umas passarinhas fritas de vez em quando até que marcham.
Isabel, quem defende o que você defende, mais pelo menos dois broncos que por aqui andam, tem de andar sentada no mínimo num AUDI topo de gama, caso contrario está toda baralhadaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
“ Graças a Deus você nunca terá ido à URSS por isso manteve sempre essa doce ilusão de sociedade perfeita “
Mas o que tem a nossa conversa a ver com a URRS??? Eu p´ralem da porcalhota já é tudo estrangero.
“ Está sim a competência e os resultados das políticas socialistas e essas sim são desastrosas “
Tá a ver, aqui tamos d´acordo. Melhores que as politicas Socialistas, só as comunistas. As do BE também nã são grande espingarda. São tiros de pólvora seca.
“Estou mesmo a imaginar…”
Oi Sorja ,
Mas como é que imagina se a abóbora que trás entre os ombros tem as pevides já secas a chocalhar lá dentro???
Quantos aos tomates, eu respondia-lhe á letra, mas o sargento depois amuava e nã vale a pena.
Se vir por ai o Paulino, sim aquele que dá o ku e oito tostões por tacos, pergunte-lhe se sabe o que é um bacorinho??? Se souber, que vá dar banho ao bacorinho se ele chiar muito arranje uma marranita que são mais calma…
[Responder]
Bolota
Na URSS pátria do comunismo, não havia restaurantes porque são propriedade privada. Haveria quanto muito cantinas e mesmo assim talvez não fossem para todos.
Você acredita mesmo que o comunismo e o socialismo resolvem os problemas das pessoas? Porque é que acabou o comunismo na URSS e caiu o muro de Berlim? Se fosse uma coisa boa não tinha acabado.
Cuba ainda é marxista porque é uma ilha e os cubanos não têm por onde fugir.
Quando o país se organizar de maneira a que o Estado seja apenas um moderador, um regulador e um fiscal da concorrência e não dono de todos nós, todos vamos ter possibilidades de ir a restaurantes. Eu acredito que esse dia virá.
[Responder]
Bolota és um alentejano da treta.
E eu já te tinha dito que essa horta nas encostas do IC19 produzia uns legumes marados. Essas couves com sabor a tubo de escape andam a fazer-te mal ao miolo.
E tambem já te disse que isso de plantares alhos para melhores a circulação era treta. O IC19 continua engarrafado.
O Paulino manda dizer prefere faizão, porque o bacorito andou a comer bolotas estragadas.
[Responder]
Atendendo a que é a segunda vez que sou injustamente censurado neste blog termina aqui a minha participação no mesmo. Se o Bolota pode ofender-me impunemente sem sequer sofrer um reparo e a mim não me é permitido responder, nessas condições recuso-me a continuar!!!
Cumprimentos, e apesar de tudo, felicidades para o Blog
[Responder]
Rui Paulino
Tenho pena que se vá embora. Fique a saber que o acho inteligente e culto e considero que será mais uma perda para este blogue. É por ter pessoas como você que não é um espaço de pensamento único, onde sempre os mesmos vêm dizer o que sempre os mesmos querem ouvir.
Talvez seja cedo ainda para “abrir” estas cabeças. São muitos anos de verdades absolutas e inquestionáveis.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Maio 18th, 2009 at 0:08
Isabel, tenho uma má notícia: as únicas pessoas que podem abandonar este blogue são os seus três autores. Outras pessoas podem apenas deixar de o visitar.
RUI PAULINO
Então eu deixo de ca vir um dia e dá nisto?
Enfim, não sei se ira ler isto ou ate responder (espero que sim) ao que lhe vou escrever mas contudo não deixarei de continuar o nosso debate discordando (como é obvio) de certos pontos que para mim não foram os mais correctos aquando a sua ultima intervenção a mim dirigida.
1) “…As grandes fontes do fascismo italiano são o sindicalismo revolucionário de raiz soreliana e o espírito do Front, o espírito “Arditi”…”
Sem duvida alguma que corresponde teoricamente a verdade mas é pobre, demasiado pobre e sucinto quedar-se por essa explicação pese embora o proprio Mussoloni ter inicialmente abraçado o Marxismo como ideologia, logo encontrou em si mesmo um sem nº de falhas morais que o impediam de por em pratica o que de inicio defendia, então, teve a brilhante ideia de readaptar toda a teoria Marxista para uma visão propria do que ele entendia ser uma ideologia mais assertiva declinando o confronto directo com os poderes estabelecidos, buscando até para si as simpatias dos mesmos (visto que já tinham perdido as eleições de 1919) tal como aconteceu inicilamente com a manutenção de uma aparência de Monarquia parlamentarista até ganhar as eleições de 1924 ou até o acordo com o papa Pio XI em que assinou com a Igreja Católica o Tratado de Latrão, pondo fim à “questão romana”: foi concedida a independência ao Vaticano e o catolicismo foi reconhecido como religião oficial.
Mas como todas as más adaptações pecam pela pobre interpretação (Nietzche é um optimo exemplo da adaptação do seu super-homem feita por Hitler) Mussolini, tal como Salazar, apareceu numa altura de crise profunda (qual salvador da patria) e impondo uma ditadura que se baseava nos seguintes moldes:
* O Estado assentava-se, agora, em bases militares;
* A própria Educação formal voltava-se para o culto à Pátria, à obediência ao Estado e à preparação para a guerra;
* O único partido político era o Nacional Fascista;
* No lugar dos sindicatos operários surgiram as corporações (o Estado controlava as corporações);
* O povo passou a ser representado no governo não como cidadãos, mas como produtores e as greves foram proibidas, pois os interesses individuais e de classe deviam subordinar-se aos do Estado fascista.
Os resultados iniciais, como não deviam deixar de ser tal a supressão dos direitos de cidadania onde o povo passa a ser um meio e não um fim, tal como demonstra Henri Michel em seus estudos, foram fulminantes onde a produtividade agrícola aumentou 20% e a industrial, 125% em relação a 1918; entre 1923 e 1933, a Itália duplicou os seus recursos em energia hidrelétrica; foram feitos grandes progressos em drenagem de pântanos e construção de obras públicas.
Tudo porque as bases do movimento fascista foram preparadas por Mussolini, que recebeu o apoio da burguesia industrial e financeira para poder impor o regime ditatorial, tal como Salazar.
2) “…quando você fala em fascismo está-se a referir ao italiano ou a regimes como o de Salazar??? …”
Acho deveras comico que continue a haver pessoas que insistam em manter essa distinção pois o salazarismo nunca exitiu pese embora algumas diferenças pontuais na aplicação da doutrina mas o facto é que tivemos um ideal fascita á portuguesa sem que inicialmente tivessem que invadir e destruir sindicatos, assassinar líderes socialistas, dissolver manifestações espancando os participantes e arrasar as instalações dos jornais que os criticassem. Ou seja, ao longo do tempo, tudo isso foi feito em Portugal mas sem o dramatismo circense propio dos italianos. Tudo foi feito implacavelmente a sucapa, diluindo sem dramas qualquer foco oposiocionista que se lhe depara-se institucionalizando o medo pondo irmão contra irmão através da delação e consequente desaparecimento.
Falamos de uma doutrina ideologica identica com resultados adjacentes identicos mas com uma aplicação distinta, portanto RUI não levante essa bandeira porque peca pela ausencia ou deturpação da verdade historica dos factos.
3)”…não é impossível um político defender certas práticas e doutrinas religiosa…” “…basta que essas práticas e condutas se fiquem pela sua esfera de acção pessoal, no seu comportamento, na sua ética, na sua honradez pessoal…”
Já me chamaram de ingenuo por acreditar na ideia mas o se o RUI realmente acha que alguem que seja eleito por um partido denominado de Democracia-Cristã se fique pela sua «esfera de acção pessoal» sem querer condicionar os que governa…………..é no minimo demasiado credulo.
A promiscuidade entre politica e religião (nem que seja somente no plano semantico) é anti-republicano; anti-constitucional; anti-etico e imoral.
ISABEL
Já começa a cansar o facto de se apoiar na URSS para diminuir os efeitos da ditadura de salazar, diluindo o nosso pequeno Portugal em comparações sanguinarias com a imensidão dos estados sovieticos pois foi essa cassete repetitiva que tiveram os americanos durante anos de guerra fria, armando-se nuclearmente até aos dentes, com a ideia de que os russos estão a chegar.
Quer saber REALMENTE o que se passou em PORTUGAL? Então vou-lhe só dar uma mostra de alguns casos documentados com nomes e datas e mais uma vez lhe relembro que falamos somente de PORTUGAL e não de uma qualquer outra ditadura fascista que enfeitava a Europa de então:
1931
O estudante Branco é morto pela PSP, durante uma manifestação no Porto;
1932
Armando Ramos, jovem, é morto em consequência de espancamentos; Aurélio Dias, fragateiro, é morto após 30 dias de tortura; Alfredo Ruas, é assassinado a tiro durante uma manifestação em Lisboa;
1934, 18 de Janeiro
Américo Gomes, operário, morre em Peniche após dois meses de tortura; Manuel Vieira Tomé, sindicalista ferroviário morre durante a tortura em consequência da repressão da greve; Júlio Pinto, operário vidreiro, morto à pancada; a PSP mata um operário conserveiro durante a repressão de uma greve em Setúbal;
1935
Ferreira de Abreu, dirigente da organização juvenil do PCP, morre no hospital após ter sido espancado na sede da PIDE (então PVDE);
1936
Francisco Cruz, operário da Marinha Grande, morre na Fortaleza de Angra do Heroísmo, vítima de maus tratos, é deportado do 18 de Janeiro de 1934;
Manuel Pestana Garcez, trabalhador, é morto durante a tortura;
1937
Ernesto Faustino, operário; José Lopes, operário anarquista, morre durante a tortura, sendo um dos presos da onda de repressão que se seguiu ao atentado a Salazar; Manuel Salgueiro Valente, tenente-coronel, morre em condições suspeitas no forte de Caxias; Augusto Costa, operário da Marinha Grande, Rafael Tobias Pinto da Silva, de Lisboa, Francisco Domingues Quintas, de Gaia, Francisco Manuel Pereira, marinheiro de Lisboa, Pedro Matos Filipe, de Almada e Cândido Alves Barja, marinheiro, de Castro Verde, morrem no espaço de quatro dias no Tarrafal, vítimas das febres e dos maus tratos; Augusto Almeida Martins, operário, é assassinado na sede da PIDE (PVDE) durante a tortura ; Abílio Augusto Belchior, operário do Porto, morre no Tarrafal, vítima das febres e dos maus tratos;
1938
António Mano Fernandes, estudante de Coimbra, morre no Forte de Peniche, por lhe ter sido recusada assistência médica, sofria de doença cardíaca; Rui Ricardo da Silva, operário do Arsenal, morre no Aljube, devido a tuberculose contraída em consequência de espancamento perpetrado por seis agentes da Pide durante oito horas; Arnaldo Simões Januário, dirigente anarco-sindicalista, morre no campo do Tarrafal, vítima de maus tratos; Francisco Esteves, operário torneiro de Lisboa, morre na tortura na sede da
PIDE; Alfredo Caldeira, pintor, dirigente do PCP, morre no Tarrafal após lenta agonia sem assistência médica;
1939
Fernando Alcobia, morre no Tarrafal, vítima de doença e de maus tratos;
1940
Jaime Fonseca de Sousa, morre no Tarrafal, vítima de maus tratos; Albino Coelho, morre também no Tarrafal; Mário Castelhano, dirigente anarco-sindicalista, morre sem assistência médica no Tarrafal;
1941
Jacinto Faria Vilaça, Casimiro Ferreira; Albino de Carvalho; António Guedes Oliveira e Silva; Ernesto José Ribeiro, operário, e José Lopes Dinis morrem no Tarrafal;
1942
Henrique Domingues Fernandes morre no Tarrafal; Carlos Ferreira Soares, médico, é assassinado no seu consultório com rajadas de metralhadora, os agentes assassinos alegam legítima defesa (?!); Bento António Gonçalves, secretário-geral do PCP. Morre no Tarrafal; Damásio Martins Pereira, fragateiro, morre no Tarrafal; Fernando Óscar Gaspar, morre tuberculoso no regresso da deportação; António de Jesus Branco morre no Tarrafal;
1943
Rosa Morgado, camponesa do Ameal (Águeda), e os seus filhos, António, Júlio e Constantina, são mortos a tiro pela GNR; Paulo José Dias morre tuberculoso no Tarrafal; Joaquim Montes morre no Tarrafal com febre biliosa; José Manuel Alves dos Reis morre no Tarrafal; Américo Lourenço Nunes, operário, morre em consequência de espancamento perpetrado durante a repressão da greve de Agosto na região de Lisboa; Francisco do Nascimento Gomes, do Porto, morre no Tarrafal; Francisco dos Reis Gomes, operário da Carris do Porto, é morto durante a tortura;
1944
General José Garcia Godinho morre no Forte da Trafaria, por lhe ser recusado internamento hospitalar; Francisco Ferreira Marques, de Lisboa, militante do PCP, em consequência de espancamento e após mês e meio de incomunicabilidade; Edmundo Gonçalves morre tuberculoso no Tarrafal; assassinados a tiro de metralhadora uma mulher e uma criança, durante a repressão da GNR sobre os camponeses rendeiros da herdade da Goucha (Benavente), mais 40 camponeses são feridos a tiro.
1945
Manuel Augusto da Costa morre no Tarrafal; Germano Vidigal, operário, assassinado com esmagamento dos testículos, depois de três dias de tortura no posto da GNR de Montemor-o-Novo; Alfredo Dinis (Alex), operário e dirigente do PCP, é assassinado a tiro na estrada de Bucelas; José António Companheiro, operário, de Borba, morre de tuberculose em consequência dos maus tratos na prisão;
1946
Manuel Simões Júnior, operário corticeiro, morre de tuberculose após doze anos de prisão e de deportação; Joaquim Correia, operário litógrafo do Porto, é morto por espancamento após quinze meses de prisão;
1947
José Patuleia, assalariado rural de Vila Viçosa, morre durante a tortura na sede da PIDE;
1948
António Lopes de Almeida, operário da Marinha Grande, é morto durante a tortura; Artur de Oliveira morre no Tarrafal; Joaquim Marreiros, marinheiro da Armada, morre no Tarrafal após doze anos de deportação; António Guerra, operário da Marinha Grande, preso desde 18 de Janeiro de 1934, morre quase cego e após doença prolongada;
1950
Militão Bessa Ribeiro, operário e dirigente do PCP, morre na Penitenciária de Lisboa, durante uma greve de fome e após nove meses de incomunicabilidade; José Moreira, operário, assassinado na tortura na sede da PIDE, dois dias após a prisão, o corpo é lançado por uma janela do quarto andar, para simular suicídio;
Venceslau Ferreira morre em Lisboa após tortura; Alfredo Dias Lima, assalariado
rural, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Alpiarça;
1951
Gervásio da Costa, operário de Fafe, morre vítima de maus tratos na prisão;
1954
Catarina Eufémia, assalariada rural, assassinada a tiro em Baleizão, durante uma greve, grávida e com uma filha nos braços;
1957
Joaquim Lemos Oliveira, barbeiro de Fafe, morre na sede da PIDE no Porto após quinze dias de tortura; Manuel da Silva Júnior, de Viana do Castelo, é morto durante a tortura na sede da PIDE no Porto, sendo o corpo, irreconhecível, enterrado às escondidas num cemitério do Porto; José Centeio, assalariado rural de Alpiarça, é assassinado pela PIDE;
1958
José Adelino dos Santos, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR, durante uma manifestação em Montemor-o-Novo, vários outros trabalhadores são feridos a tiro; Raul Alves, operário da Póvoa de Santa Iria, após quinze dias de tortura, é lançado por uma janela do quarto andar da sede da PIDE, à sua morte assiste a esposa do embaixador do Brasil;
1961
Cândido Martins Capilé, operário corticeiro, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Almada; José Dias Coelho, escultor e militante do PCP, é assassinado à queima-roupa numa rua de Lisboa;
1962
António Graciano Adângio e Francisco Madeira, mineiros em Aljustrel, são assassinados a tiro pela GNR; Estêvão Giro, operário de Alcochete, é assassinado a tiro pela PSP durante a manifestação do 1º de Maio em Lisboa;
1963
Agostinho Fineza, operário tipógrafo do Funchal, é assassinado pela PSP, sob a indicação da PIDE, durante uma manifestação em Lisboa;
1964
Francisco Brito, desertor da guerra colonial, é assassinado em Loulé pela GNR; David Almeida Reis, trabalhador, é assassinado por agentes da PIDE durante uma manifestação em Lisboa;
1965
General Humberto Delgado e a sua secretária Arajaryr Campos são assassinados a tiro em Vila Nueva del Fresno (Espanha), os assassinos são o inspector da PIDE Rosa Casaco e o subinspector Agostinho Tienza e o agente Casimiro Monteiro;
1967
Manuel Agostinho Góis, trabalhador agrícola de Cuba, more vítima de tortura na PIDE;
1968
Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;
1969
Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;
1972
José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na “fuga-libertação” de Alcoentre, em Junho de 1975;
1973
Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão;
1974, 25 de Abril
Fernando Carvalho Gesteira, de Montalegre, José James Barneto, de Vendas Novas, Fernando Barreiros dos Reis, soldado de Lisboa, e José Guilherme Rego Arruda, estudante dos Açores, são assassinados a tiro pelos pides acoitados na sua sede na Rua António Maria Cardoso, são ainda feridas duas dezenas pessoas.
A PIDE acaba como começou, assassinando. Aqui não ficam contabilizadas as inúmeras vítimas anónimas da PIDE, GNR e PSP em outros locais de repressão.
Mais ainda
Podemos referir, duas centenas de homens, mulheres e crianças massacradas a tiro de canhão durante o bombardeamento da cidade do Porto, ordenada pelo coronel Passos e Sousa, na repressão da revolta de 3 de Fevereiro de 1927.
Dezenas de mortos na repressão da revolta de 7 de Fevereiro de 1927 em Lisboa, vários deles assassinados por um pelotão de fuzilamento, às ordens do capitão Jorge Botelho Moniz, no Jardim Zoológico.
Dezenas de mortos na repressão da revolta da Madeira, em Abril de 1931, ou outras tantas dezenas na repressão da revolta de 26 de Agosto de 1931. Um número indeterminado de mortos na deportação na Guiné, Timor, Angra e no Cunene. Um número indeterminado de mortos devido à intervenção da força fascista dos “Viriatos” na guerra civil de Espanha e a entrega de fugitivos aos pelotões de fuzilamento franquistas. Dezenas de mortos em São Tomé, na repressão ordenada pelo governador Carlos Gorgulho sobre os trabalhadores que recusaram o trabalho forçado, em Fevereiro de 1953. Muitos milhares de mortos durante as guerras coloniais, vítimas do Exército, da PIDE, da OPVDC, dos “Flechas”, etc.
A.R.A
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ARA
Nunca disse que o EN era o paraíso. Antes pelo contrário. A Liberdade para mim é fundamental por isso recuso liminarmente o marxismo nas suas versões mais radicais ou frouxas.
O que se passava em Portugal não era bonito.
Era uma ditadura que favorecia os empresários dando pouca voz ao operariado. Era a única maneira de se ter trabalho.
A URSS era a sede do comunismo, o modelo a adoptar por todas as suas ramificações espalhadas pelo mundo, esperando tomar o poder nos países hospedeiros, utilizando indígenas descerebrados, prontos a morrer e a matar pela Mátria.
A Guerra Fria começou depois da 2ª Guerra e era real. E digo-lhe já entre USA e URSS eu não hesitaria um segundo. Sou pela liberdade e pelo empreendorismo com todos os riscos que acarreta.
Essas vítimas do Estado Novo eram soldados do inimigo. Como tal eram tratados como prisioneiros de guerra. Cá morriam de maus tratos, na terra do inimigo morriam de tiro na nuca se tivessem sorte.
Em relação à guerra colonial é melhor não falarmos. Aconselho-lhe a entrevista de Pepetela ao DN de Sábado.
Mas isto é um assunto que podemos ir discutindo.
O que eu quero frisar é que não reconheço autoridade moral para julgar o E.N., pessoas que serviam uma ideologia que matou milhões por todas as razões que apontam ao E.N. Percebeu?
Esta lista de vítimas, a que eu presto homenagem, pessoas que morrem por uma causa já não há, serviu para comover o povo analfabeto durante o PREC e obteve alguns resultados.
Depois da implosão da URSS e da queda do muro, quando foi provada a ditadura bárbara que oprimiu os povos daquelas repúblicas, nem devia falar nisso.
É faltar ao respeito a estes homens e mulheres que nomeou, muitos deles talvez nunca tivessem conhecido o monstro que serviam.
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ISABEL
Faltar ao respeito é o que voçe faz cada vez que afirma que o E.N não era bonito e continuar com comparações absurdas
“…Cá morriam de maus tratos, na terra do inimigo morriam de tiro na nuca se tivessem sorte…”
Não se esqueça que nem todos os que morreram ás mãos do fascismo eram comunistas, havia muitos que apenas não se resignavam a viver como «indígenas descerebrados» num país que os pariu pela porta do cavalo por não aceitarem o que lhes era impingido sendo-lhes imputado como crime capital o de pensarem por si proprios.
A ISABEL continua a camuflar de forma atabalhuada a sua simpatia pelo ideal fascista, escudando-se numa suposta democracia cristã, que alberga muitos como a propria, e se não se assume como tal é porque a nossa Historia recente esta demasiadamente fresca na mente e no corpo do tal povo analfabeto que se comoveu durante a altura do PREC, que por muita pena minha só duraram 2 anos.
Todo o seu discurso disfarça muito mal um totalitarismo ridiculo que procura, através da teoria do falo, ver quem matou mais ilibando assim o regime menos sanguinario na tentativa de legitimar as acções da ideologia da sua simpatia.
Falamos de PORTUGAL, minha sra!
Acho que se o seu objectivo é a busca de alguma compreensão racional de alguem neste blogue não creio que obtenha grandes simpatias pela maioria dos que aqui escrevem. Digo eu?
“…É faltar ao respeito a estes homens e mulheres que nomeou, muitos deles talvez nunca tivessem conhecido o monstro que serviam…”
Aí é que se engana, esses Homens e Mulheres que pereceram ás mãos do fascismo, esse monstro, fizeram-no de livre vontade e voltariam a faze-lo por um PORTUGAL livre e o que me aflige é que muitos deles tenham morrido por somente distribuir ……….. propaganda subversiva ao invés de se terem rebelado e enveredado por uma Acção Revolucionaria Armada, enfrentando com as mesmas armas essa corja pela qual nutre simpatia que, para si, apenas fazia umas coisas que não eram lá muito bonitas contra aqueles que se metiam na politica.
Foi por causa de pessoas como voçe que tivemos a ditadura mais longa da Europa.
Falta de respeito é alguém como a sra. apelidar concidadãos que socumbiram na luta pela liberdade, vítimas do Estado Novo, de soldados do inimigo e nem se dar conta da barbaridade da sua afirmação.
Repugna-me a sua sonsice. Ao menos falemos claro e diga ao que vem!
O PCP fez 86 anos ou seja é o partido mais antigo de Portugal e sabe porquê? Porque muitos morreram heroicamente para o manter vivo, não por uma simples ideologia, porque a maioria nem ler sabia, mas pela necessidade de existir uma ideia alternativa como sinonimo de liberdade e democracia só para não se reverem como «indígenas descerebrados» na sua propria terra.
Ah! E já agora falamos do partido comunista PORTUGUES não da URSS, caso tenha tido alguma duvida quanto a nacionalidades.
Voçe é um fossil que procura contemporaneadade através de uma aberração denominada Democracia Cristã que, para mim, é um perigo a sua existencia para qualquer país que se queira democratico.
Passe bem e escusa de responder.
A.R.A
[Responder]
ARA
Eu comento neste blog ( e noutros) porque é de esquerda marxista. Não é a única razão. Outra será ser o lugar onde já assisti a discussões e debates de ideias dos mais interessantes da blogosfera. Considero que o marxismo remotamente e em teoria terá algum interesse mas na prática não funciona porque é contra natura.
Para que funcione, para além da força e da repressão, condicionou os seus acólitos ao uso de uma K7 que serve, não só para os prosélitos como para as novas vítimas.
Não estão portanto habituados ao contraditório. Não conseguem discutir ideias e pior, não tem argumentos racionais para defender as suas ideias.
Eu sou contra o pensamento único. Não quero que ninguém pense como eu , porque sim.
Gostava que simplesmente, pensassem.
Este seu último comentário infelizmente, é a prova do que faz uma migalha na bobine. Começam os apitos e as campainhas a tocar por todos os lados.
[Responder]
ISABEL
De todo. Aprecio bastante o debate de ideias pois só da diferença nasce a mudança que é o catalizador da evolução.
Agora o que a ISABEL tem vindo sistematicamente a fazer não é nenhuma discussão ideologica, ao invés despeja literalmente a sua concepção de algo que desconhece profundamente mas que contudo insiste em opinar, esta sim, uma K7 de fita acefala a procura de uma da altivez de um contraditorio pouco inteligente.
O que eu não admito é que voçe ou alguem que pense como voçe use da memoria dos que faleceram no combate ao fascismo para faltas de respeito, pois se hoje se fala o que se quer a eles tambem é devido .
Eu sei que existem magoas e ou ressentimentos que não lhe abonam qualquer simpatia por esses mortos para assim poder falar levianamente das suas memorias (voçe lá terá as suas razões) mas se quiser debater, debata com os vivos e não caia no triste papel de tentar ajuizar os mortos. Não lhe fica bem!
Quando afirma que não me acha qualquer autoridade moral para discutir o E.N será porque a ISABEL faz parte dos tais que
“…não estão portanto habituados ao contraditório. Não conseguem discutir ideias e pior, não tem argumentos racionais para defender as suas ideias…”
Simplesmente patetico.
A.R.A
[Responder]
ARA
Quem trouxe para aqui estes mortos foi você, não eu. Se estava à espera de obter alguma consternação da minha parte, teve-a com a admiração que tenho por pessoas que se dedicam a uma causa. Eram soldados que morreram pela sua “Mátria”.
Pergunto-me se terá valido a pena. O povo maltratado por anos de ditadura de direita, recusou aquela pelos quais estas pessoas deram a vida, em menos de um ano e meio.
Se você gostasse mesmo e soubesse discutir ideias, não fazia derivações em relação à qualidade da pessoa com quem debate.
Essa é uma técnica estalinista, que Graças a Deus já não pega. É que há mais mundo para além da comissão de moradores do seu bairro.
E para acabar, quem não pensa como você é fascista, claro.
[Responder]
ISABEL
A sua senda “pedagogica” sobre o que foi o E.N é que é patetica e mais absurda se torna quando faz comparações estapafurdias entre o Portugal orgulhosamente só com a imensidão de estados que era URSS.
Eu sei que as palas do preconceito quando criam habitos dificilmente se vive sem elas mas, como já tive oportunidade de partilhar consigo, já digeri as atrocidades feitas em nome do ideal em que acredito (não foi facil mas consegui!) agora a ISABEL continua a desculpabilizar um regime que moldou um país que ainda tem bem latentes os resticios de uma ditadura de 48 anos.
Portanto não vire o bico ao prego ou se o quiser fazer tente ser mais subtil pois não é por ter uma opinião contraria a minha que imediatamente a pinto de fascista, porque para isso voçe não precisa de qualquer auxilio.
Mas, em todo o caso, deixe-me refrescar-lhe um pouco a memoria:
#54
«Perdi privilégios com a queda do regime que não me faziam nem fizeram falta nenhuma. »
- Mas que boa frase cristã embora não entenda porque não os dispensou antes da revolução se os achava assim tão injustos?
«O regime tinha um projecto político, discutível como todos, mas neste caso ousado no bom sentido e megalómano, no mau sentido.»
- Mas que boa definição do fascismo de salazar para quem não se identifica com a ideologia.
#67
«A nossa estada nas colónias estabelecia uma relação formal de colonizador/colonizado.»…«Em todo o lado há bons ou maus patrões, como há bons ou maus empregados e colegas.»
- Esta a ver? Voçe afinal ainda não atingiu porque realmente foi feita a descolonização.
«Não vou duvidar desses tristíssimos episódios que contou, mas quero acreditar que são raríssimos.»
- Claro que são rarissimos, até custa a crer como é que aconteceram! Faz lembrar a lista dos desaparecidos da PIDE…….era raro voltar a vê-los.
#94
«A verdade é que o EN tinha muitos defeitos, mas quem não se metia na política ia vivendo. E quem trabalhava muito conseguia vencer na vida.»
- Pois….o regime até funcionava se as pessoas não tivessem o terrivel defeito de pensarem. O salazar ainda tentou analfabetizar o país inteiro mas ……….. os livros, a culpa era dos livros, esse maldito material subversivo.
«Os primeiros 20 anos de Salazar fizeram dele o maior estadista do Séc. XX»
- A maquina eleitoral do salazar era fenomenal, não era? Mas que grande democrata voçe me saiu.
«Acha que os portugueses são tão estúpidos, broncos, cobardes e inertes a ponto de aguentar uma ditadura durante 48 anos(quarenta e oito), passivamente?»
- Passivamente? Passivamente? Realmente existem de facto certos portugueses que são como descreve. Vá a Torre do Tombo ver os nomes que passaram passivamente para a Historia antes do seu tempo.
#114
«O que se passava em Portugal não era bonito.»
- Comovente descrição.
«Era uma ditadura que favorecia os empresários dando pouca voz ao operariado. Era a única maneira de se ter trabalho.»
- Então não era por essa razão que numa das frases acima exaltava no bom sentido o projecto politico da ditadura do E.N?
«Essas vítimas do Estado Novo eram soldados do inimigo»
- Inimigo? O E.N é que os chamou para a guerra só que ninguem apareceu. Preferiram continuar a esclarecer o povo com ideias subversivas como direitos de livre expressão, de reunião, de contestação, de pensar politicamente….o resto esta na constituição de Abril. Quanto a mim, devia-se ter respondido ao repto e pagar na mesma moeda mas………
#118
«Pergunto-me se terá valido a pena. O povo maltratado por anos de ditadura de direita, recusou aquela pelos quais estas pessoas deram a vida, em menos de um ano e meio.»
- Não vivemos em liberdade? Ou acha que o 25/04/74 foi algo brotou espontaneamente da passividade popular? De uma vez por todas, essas pessoas morreram por um Portugal livre e para acabar com o privilegio de poucos (como a ISABEL) para o bem estar de muitos, percebeu agora ou ainda não foi desta?
Bom, resumindo, se não tem simpatias fascistas enganou-me redondamente.
Não sei se é mais uma tecnica estalinista (voçe lá saberá melhor que eu) mas já me diverti Qb com periplo que fiz pelas suas intervenções (algumas são autenticas perolas) e na realidade devo confessar que anseio por mais material ludico-humorista que possa vir a partilhar da maneira que só voçe sabe.
Atenciosamente…….aguardo.
A.R.A
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ARA
Estou contente. Atingi um dos objectivos que me traz a estes espaços. Pôr as pessoas a pensar e neste comentário você provou que o fez sem me tentar impor a sua verdade absoluta, sem desdém ou ironia, talvez apenas com algum paternalismo machista, mas eu posso bem com isso.
Deu-se ao trabalho de rebater todos os meus argumentos com outros que considero válidos, restando apenas o facto de não concordarmos na ideologia, logo não estamos de acordo e isso é uma das grandes mais-valias da democracia do Ocidente Cristão.
Admiro a capacidade que demonstrou em respirar fundo e responder calmamente a provocações a valores e factos que lhe são caros.
«Perdi privilégios com a queda do regime que não me faziam nem fizeram falta nenhuma. »
Era muito nova. Quando se deu o 25 de Abril tinha 17 anos e de política não sabia nada. Mas sabia de pobreza porque fazia voluntariado.
“(…)com periplo que fiz pelas suas intervenções (algumas são autenticas perolas) e na realidade devo confessar que anseio por mais material ludico-humorista que possa vir a partilhar da maneira que só voçe sabe.”
Muito trabalho teve você com os meus ludico-humorismos. Mas continue a lê-los que vai ver vão contribuir para esclarecer as sua ideias e controlar as suas emoções.
[Responder]
ISABEL
Pôr-me a pensar???
Realmente presunção e água benta….enfim, com 17 anos já muitos tinham fugido, pela fronteira a salto, da miseria e da guerra, com 14 já muitos trabalhavam por ex: nas obras do metro em lisboa e aos 12 é que alguns tiveram o seu primeiro par de sapatos.
Portanto não menospreze a sua pouca idade de então refugindo-se na ignorancia politica, pois se fazia voluntariado aos pobrezinhos veria o quão injustas eram as permissas daquele tempo. Mas como todas as meninas de bem de então faziam o vosso papel de bons cristãos sem por em causa o porquê das coisas e isso sim sempre me causou bastante impressão, ver como a maioria das mulheres ao invés de se emanciparem aceitavam de bom grado o seu papel de subjugação em que nada podiam fazer sem o consentimento dos homens (pai ou marido).
Defenitivamente voçe nunca chegou, nem chegara, a entender que ainda vive cristalizada no 24/03/74.
Ah! Para que saiba adoro perder-me em emoções no calor da discussão, mas o nosso debate não foi mais do que uma caricatura em que eu digo alhos e voçe bugalhos etc e tal.
Aquele Abraço
A.R.A
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“Pôr-me a pensar???
Realmente presunção e água benta.”
Tem razão. É realmente presunçoso da minha parte.
Mas a verdade é que você não pensa. Você odeia.
“(…) pois se fazia voluntariado aos pobrezinhos veria o quão injustas eram as permissas daquele tempo(…)”
E via e revoltava-me e fazia o que podia à minha pequena medida para mudar alguma coisa. Mas não tinha a mais pequena noção de que era preciso baralhar para tornar a dar. Achava(mos) que ajudando e aperfeiçoando o sistema se chegaria a um bem-estar para todos. NInguém gostava que houvesse pobres, ninguém, mas era assim. Era só uma questão de tempo.
A verdade é que as pessoas tinham uma vida modesta, mas trabalhavam, lutavam e devagar iam prosperando.
Apesar do 25 de Abril não ter sido feito em função do povo, mas para resolver um problema laboral de alguns instalados no sistema, admito que a “socialismização” veio repôr a moralidade, pelo menos no facto de ter dado aos desfavorecidos meios para se defender.
Pena o processo de reorganização política e social ter sido assaltado e instrumentalizado por pessoas que se estavam nas tintas para o povo, e queriam implantar uma ideologia totalitária estrangeira, que serviam.
Hoje a vida não se concebe modesta, faz-se o favor de trabalhar e cobra-se tudo ao Estado.
O Estado não tem dinheiro para sustentar o que prometeu e as pessoas perderam a capacidade de luta e sacrifício.
Tem razão quando diz que um diz alhos outro bogalhos. Enquanto não fizermos as pazes com o passado vai ser difícil comunicarmos.
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Só uma curiosidade.
Quando era pequena, 10 anos, vi uma coisa que me chocou horrivelmente e me marcou.
A Igreja onde ia à Missa dava para um jardim que tinha um lago de pedra e de Verão havia miúdos pequenos que tomavam banho no lago, regalados, divertidos, até vir a polícia claro.
Eu tive nessa altura a noção do que era a pobreza. Havia miúdos da minha idade, que não iam à praia, não tomavam banho de mar, não iam de férias. (Isto é quase ridículo, mas cada um observa o mundo do sítio onde está).
Muitas vezes pensei, vendo injustiças do pós abril, que houve e muitas, que ao menos todos os miúdos poderiam saber o que era o mar e ir à praia. Só por isso tinha valido a pena.
Qual não foi o meu espanto quando anos depois, em plena Expo, quando o País estava bem porque todos os portugueses tinham telemóvel e iam de férias para o Algarve, vejo exactamente a mesma coisa; Montes de miúdos pequenos, felizes da vida a tomar banho nos lagos e chuveiro nos vulcões.
E perguntei: será que nestes 40 anos mudou realmente alguma coisa?
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O que eu mais gostei na discussão foi a dupla DO/Fado Alexandrino. Estão óptimos um para o outro!
[Responder]