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Vaticano é contra proposta francesa de descriminalizar o homossexualismo


28 respostas ao post “bento 16 por um mundo ainda mais macho do que a zona da chamusca”  

  1. 1 1  Z

    É sempre bonito tirar as coisas do contexto.

    O Pe Lombardi, director de comunicações da Santa Sé explicou que a Igreja é completamente contra a penalização da homossexualidade (neste caso n é só descriminalizar, mas mesmo não haver qualquer penalização).

    Contudo a proposta francesa ao mesmo tempo que propunha a despenalização da homossexualidade abria a porta a que se considerasse o casamento entre pessoas do mesmo sexo um direito e portanto, que qualquer religião que fosse contra o mesmo estaria a ir contra os direitos humanos.

    Por isso, obviamente a Igreja é contra esta proposta.

    Fazer rabisco é mto bonito, mas convêm investigar um pco antes de dizer disparates

  2. 2 2  Pedro Vieira

    veja só, que eu até quis fazer uma maldade e deixei o link para a notícia completa. maldição, sou tão distraído. ainda bem que há sempre um Z por aí para repor a verdade.

  3. 3 3  spartakus

    Subscrevo por inteiro, menos o tom agressivo, do Z. Radtzinger é apenas coerente. E, afinal, também eu que já andei na rua a defender os gays, ( com o Teixeira Lopes, por exemplo ), sou contra o casamento, ( coisa reaça e burguesa, p**** ), entre homos. Arranjem outro Instituto Jurídico.
    Já agora desculpem lá a publicidade:
    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/12/04/post-para-o-blasfemias-informacao-para-helena-matos-sempre-as-ordens-que-somos-gente-pacifica/
    Obrigado.

  4. 4 4  spartakus

    Mea culpa: não vi o link. Sorry.

  5. 5 5  Z

    Então se objectivo é ser claro, então mude a frase do link, porque dá claramente a entender outra coisa que não a posição da Igreja sobre este assunto.

  6. 6 6  Sebastião José

    Curiosamente não vi o Pedro Vieira contestar os argumentos do Z. Só o vi a deturpar o que a Igreja disse e a fazer chalaça com o comentário do Z.

    Chalaça por chalaça aqui vai a minha contribuição: É natural que o Pedro Vieira seja a favor do casamento boiola. Afinal, após meia dúzia de braçadas e com o vigor de um macho da Chamusca, “cruzou-se” com o Mário Nogueira no Rego.

  7. 7 7  O Costa

    Ó Z, vai ter com o teu amigo o “Rabinho dos Bosques”, ele também vai sempre à missa…

  8. 8 8  renegade

    os senhores sabem tão bem como eu e o pedro que o vaticano se opõe ao casamento CIVIL entre homossexuais (aquele contrato celebrado perante um representante do estado, lembram-se?). E aí já está clarinho o respeito que o vaticano tem pelas pessoas, que é nenhum. quanto ao casamento religioso, pois que façam com ele o que bem entenderem.

  9. 9 9  Fogo

    lamentável post

  10. 10 10  Nom_de_Guerre

    Amen, Renegado, Amen- Deus te ouça meu filho!

    ;)

  11. 11 11  Manuel Leão

    Uma tristeza! Sem comentários …

  12. 12 12  sebastião torres

    Reza no catecismo da igreja católica que ” as pessoas homossexuais são chamadas à castidade”, ou seja, podem gostar de pessoas do mesmo sexo mas nada de malandrices… até porque a Sagrada Escritura diz tratarem-se de graves depravações.
    Apesar das afirmações do sr. padre Lombardi , se isto não é discriminação vou ali e já venho…

  13. 13 13  shyznogud

    Pega lá, Pedro, acho que alguns dos teus leitores estão precisados de passar os olhos na tal declaração (parece q é o ponto 11 q está a custar a digerir pelo Vaticano):

    UN STATEMENT

    We have the honour to make this statement on human rights, sexual orientation and gender identity on behalf of […]

    1 - We reaffirm the principle of universality of human rights, as enshrined in the Universal Declaration of Human Rights whose 60th anniversary is celebrated this year, Article 1 of which proclaims that “all human beings are born free and equal in dignity and rights”;

    2 - We reaffirm that everyone is entitled to the enjoyment of human rights without distinction of any kind, such as race, colour, sex, language, religion, political or other opinion, national or social origin, property, birth or other status, as set out in Article 2 of the Universal Declaration of Human Rights and Article 2 of the International Covenants on Civil and Political, Economic, Social and Cultural Rights, as well as in article 26 of the International Covenant on Civil and Political Rights;

    3 - We reaffirm the principle of non-discrimination which requires that human rights apply equally to every human being regardless of sexual orientation or gender identity;

    4 - We are deeply concerned by violations of human rights and fundamental freedoms based on sexual orientation or gender identity;

    5 - We are also disturbed that violence, harassment, discrimination, exclusion, stigmatisation and prejudice are directed against persons in all countries in the world because of sexual orientation or gender identity, and that these practices undermine the integrity and dignity of those subjected to these abuses;

    6 - We condemn the human rights violations based on sexual orientation or gender identity wherever they occur, in particular the use of the death penalty on this ground, extrajudicial, summary or arbitrary executions, the practice of torture and other cruel, inhuman and degrading treatment or punishment, arbitrary arrest or detention and deprivation of economic, social and cultural rights, including the right to health;

    7 - We recall the statement in 2006 before the Human Rights Council by fifty four countries requesting the President of the Council to provide an opportunity, at an appropriate future session of the Council, for discussing these violations;

    8 - We commend the attention paid to these issues by special procedures of the Human Rights Council and treaty bodies and encourage them to continue to integrate consideration of human rights violations based on sexual orientation or gender identity within their relevant mandates;

    9 - We welcome the adoption of Resolution AG/RES. 2435 (XXXVIII-O/08) on “Human Rights, Sexual Orientation, and Gender Identity” by the General Assembly of the Organization of American States during its 38th session in 3 June 2008;

    10 - We call upon all States and relevant international human rights mechanisms to commit to promote and protect human rights of all persons, regardless of sexual orientation and gender identity;

    11 - We urge States to take all the necessary measures, in particular legislative or administrative, to ensure that sexual orientation or gender identity may under no circumstances be the basis for criminal penalties, in particular executions, arrests or detention.

    12 - We urge States to ensure that human rights violations based on sexual orientation or gender identity are investigated and perpetrators held accountable and brought to justice;

    13 - We urge States to ensure adequate protection of human rights defenders, and remove obstacles which prevent them from carrying out their work on issues of human rights and sexual orientation and gender identity.

  14. 14 14  boss

    Seria bom que o Z explicasse como é que a proposta francesa abriria portas ao reconhecimento do casamento CIVIL entre pessoas do mesmo sexo, quando tal ainda nem sequer é realidade na, voilá, França. A proposta é claríssima, mesmo que de efeitos reduzidos se for aprovada, um apelo à descriminalização da homossexualidade.

    Desonestas só mesmo as declarações da igreja:

    1) se a igreja fosse contra a criminalização da homossexualidade votaria a favor desta proposta, não só não o fez, como recentemente lançou uma feroz campanha na Nicarágua contra a possibilidade de descriminalizar a homossexualidade naquele país. No final o lóbi da igreja foi mais forte, e a homossexualidade continua a ser crime.

    2) se a igreja tivesse pingo de honestidade reconheceria que há mais de 90 países onde a homossexualidade é perseguida criminalmente, em 9 deles existe pena de morte, e apenas em 6 países do mundo o casamento CIVIL entre pessoas do mesmo sexo é permitido.

    3) a igreja não foi perseguida, nem discriminada em nenhum desses 6 países. Pelo que o casamento CATÓLICO continua a ser apenas entre pessoas de sexo diferente no Canadá, Bélgica, África do Sul, Holanda, Espanha e Noruega.

    4) A igreja vive bem com o enforcamento de homossexuais no Irão ou o apedrejamento na Nigéria? Ok, é um direito que lhe assiste. Mas sejam menos hipócritas nos seus discursos se faz favor. Ódio é ódio, e amor é amor. E a igreja odeia, desde sempre, quem ama alguém do mesmo sexo.

  15. 15 15  Pedro Vieira

    muito bem Z, mais um pouco de pedagogia na área da comunicação. a frase que reforça o post é digamos, aquilo, como é que se diz, em termos técnicos, está mesmo debaixo da língua… ah, é verdade, é o título da notícia correspondente ao link.

    em termos de fé nas boas práticas do vaticano reconheço que eu é que estou de má-fé. eles sabem ser sibilinos na contra-argumentação, não andam cá há dois mil anos por acaso. e rodeados de gays, para sua desgraça.

  16. 16 16  Andre-UK

    Os atrasadinhos em portugal continuam a atacar a igreja para se armarem em intelectuais. Uuuhh tadinhos dos homossexuais, que vitimas que eles sao. So rir…

  17. 17 17  Daniel Oliveira

    André, a julgar pela maturidade da sua prosa, fica só a pergunta: sendo 00h20, o que está a fazer ainda a pé.

  18. 18 18  Duarte Sousa

    Não vejo qual é o grande problema de legalizar o casamento entre homossexuais. Sendo hetrossexual, não me afecta em nada o casamento entre essa gente. No entanto, a julgar por algumas reacções neste blogue, há que perguntar o seguinte: Há aqui algum hetrossexual que se sinta directamente afectado? Alguém que queira expôr uma boa razão para não aprovar a legalização do casamento homossexual?

    Se estivéssemos a falar da adopção de crianças, eu diria que a questão já é completamente diferente, uma vez que envolve terceiros (as próprias crianças). Mas neste caso, não vejo qual o problema. Apenas irá influenciar a vida pessoal dos homossexuais.

    Espero que a classe política despache este assunto o mais breve possível, pois afinal de contas trata-se de um assunto de menor importância, e pessoalmente acho que já incomoda um pouco aos portugueses ver partidos políticos adoptarem esta questão como matéria fulcral de discussão nacional, quando na realidade importa é que lidar com assuntos muito mais sérios como o aumento do desemprego, a quebra no crescimento económico, a pobreza, a política de educação, etc.

    PS: Estes políticos se tivessem mais olhos já teriam legalizado a produção e comércio de drogas leves. Os benefícios económicos fazer-se-iam sentir a vários níveis: mais receitas para o Estado, maior dinamização do comércio, aumento do turismo etc. Veja-se o caso da Holanda.

    O mesmo dir-se-á da prostituição. Se o Estado regulasse a prostituição e se fossem criados redlight districts, o Estado arrecaderia mais uma fonte receitas valiosas, e o turismo e comércio local também agradeceriam. Claro que esta medida exigiria uma maior vigilância e regulação por parte das autoridades a fim de se evitarem situações de escravidão e tráfego humano. Prostituição sim, mas desde que consentida pelas mulheres.

    E em vez de construirem estádios, que hoje estão vazios, mais valia terem criado casinos de luxo para os turistas virem cá estoirar dinheiro. Mas não. A prioridade são os senhores da bola, memso que o retorno seja mínimo para o resto do país.

    Isto são apenas algumas ideias que a meu ver poderiam servir para ajudar a combater o défice orçamental e canalizar mais fundos para o investimento na educação e outros serviços sociais. Nada de mais.

  19. 19 19  José Costa

    Não percebo esta pulsão para a Igreja se intrometer nos assuntos civis….

    Um certo carpinteiro que também era Rabi um dia terá dito “a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”, mas por vezes parece-me que esses senhores de púrpura já não ligam muito ao que o homem disse…

  20. 20 20  fado alexandrino

    Não percebo esta pulsão para a Igreja se intrometer nos assuntos civis….

    Tem a ver com a pulsão da sociedade civil em se intrometer nos assuntos da Igreja.

  21. 21 21  Duarte Sousa

    Os países mais atrasados da UE são aqueles onde a Igreja tem maior poder de influência.

  22. 22 22  José Costa

    “Tem a ver com a pulsão da sociedade civil em se intrometer nos assuntos da Igreja.”

    De acordo, mas não e esqueça que o Estado pode viver sem Igreja, mas o contrário é mais difícil.

    Para mais, nas sociedades contemporâneas, existe uma coisa chamada o primado do direito.

    Ps. E só para rematar, relembrar os fariseus contemporâneos que vivem em Roma que Jesus se fazia, no seu tempo, rodear de todas as figuras que eram desprezadas pela sociedade judaica, e que as preferia aos chamados justos, vide Maria Madalena (adúltera) e Zaqueu e Mateus (cobradores de impostos), entre outros…

    Pps. E já agora, remeter para o Evangelho segundo S. Mateus, Capítulo 12, versículo 34:

    “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.”

  23. 23 23  José Henriques

    Não percebo porque razão não hão-de homossexuais ter direito de optar crianças. Penso que nenhuma das crianças abandonadas que necessitam de adopção nasceram de casais heteros, não? Que superioridade moral têm então os casais heteros sobre os homosexuais?
    Há sempre quem vá argumentar que a criança iria ser condicionada pela orientação sexual dos adoptantes, mas isso tornaria de difícil entendimento que os homosexuais sejam produto de casais heteros, muitos são cultos, religiosos, honestos, ou seja, perfeitos menin@s do papá e da mamã, excepto na orientação sexual. Parece que não é assim tão importante. Há apenas e mais uma vez, preconceito e descriminação.
    Como há na atitude da igreja católica, que como sempre, hipòcritamente, tenta tapar o sol com uma peneira e ignorar a Vida, que diz defender.

  24. 24 24  Andre-UK

    Eu respondo-lhe Daniel, tinha acabado de chegar do TRABALHO. Eu, morando na Irlanda, nao percebo os ataques a Igreja Catolica. Eu tenho acompanhado o seu blogue, algumas vezes concordo consigo outras nao. Mesmo TRABALHANDO ainda nao consegui arranjar dinheiro para comprar um i-phone e coisas desse genero, para seguir a moda do mundo capitalista.

  25. 25 25  fado alexandrino

    De acordo, mas não e esqueça que o Estado pode viver sem Igreja, mas o contrário é mais difícil.

    É uma opinião.

    Agora o que eu lhe garanto, em Portugal certamente mas em muitos sítios também, o Estado não pode nem quer viver contra a Igreja.
    Por muito que isso doa, era ir contra a esmagadora maioria da população.
    E não vejo como os ministros da Igreja devem manter silêncio sobre o que se passa na sociedade civil se os seus seguidores assim lho pedem.

    Não se pode ir à Igreja apenas para rezar Pais-Nosso e Avés-Marias.

  26. 26 26  Duarte Sousa

    “Não percebo porque razão não hão-de homossexuais ter direito de optar crianças. Penso que nenhuma das crianças abandonadas que necessitam de adopção nasceram de casais heteros, não? Que superioridade moral têm então os casais heteros sobre os homosexuais?”

    Não vamos medir as coisas por baixo. É óbvio que existem por aí muitos casais hetrosexuais que mal sabem educar os seus filhos. Isso não está em causa.

    E a questão não é de superioridade moral. A questão é que na opinião da maioria das pessoas, uma criança precisa de pai e mãe e não de dois pais ou duas mães. A homosexualidade apesar de poder ser respeitada (enquanto opção individual), é vista com repúdio pela maior parte das pessoas, talvez com exepção do caso feminino (pelo menos na opiniõ da generalidade dos homens quase de certeza). Porquê? Eu diria numa primeira instância que se trata de uma questão de instinto.

    Mas se o facto de repudiarmos a homossexualidade por instinto leva-nos a considerar que o modelo parental deve incluir apenas um pai e uma mãe, e não duas figuras do mesmo sexo, há que avaliar então em que medida o nosso instinto está correcto, o que implicará um aprofundamento científico sobre a questão.

    Todos nos questionamos: “Será que uma criança adoptada por um casal homossexual terá um desenvolvimento normal?” E o que é normal para a maioria? Uma criança hetrossexual sem problema psicológicos.

    Os homossexuais poderão retorquir, afirmando que até à data a maioria dos homossexuais foi criada no seio de uma família normal. No entanto, o que se verifica é que esses são uma minoria.

    Será a homossexualidade então resultado de uma falha na educação das crianças? Que tipo de falhas? E qual o critério para definir tais falhas?

    Suponhamos agora que adopção era legalizada.

    Imagine-se para o efeito um miúdo de 10 anos adoptado por um casal gay. Pergunto: O que teria este miúdo de aturar numa escola?

    A julgar pelo comportamento da maioria, tal criança seria quase de certeza alvo de chacota por parte dos seus colegas. “Paneleiro!” lá teria ele de ouvir inúmeras vezes.

    Não iria esse tipo de ambiente surtir um efeito negativo sobre o perfil psicológico da criança?

    Ou imagine-se então o miúdo com os seus 15 anos a ter de lidar com os seus pais gays e mais uns amigos em casa. Julgo que qualquer miúdo heterossexual sentir-se-á um bocado enjoado num ambiente daqueles.

    Admito poder estar errado, mas pelo que sinto, e pelo que vejo junto da maior parte das pessoas, este parece ser o sentimento geral.

  27. 27 27  balburdio

    a falta que o botas faz a muita gente, ou isso ou uns valentes tabefes!

  28. 28 28  Luís Januário

    Porque será que os que defendem a posição do Vaticano não se pronunciam sobre o documento em questão que Shiznogud reproduziu? Repito o ponto em questão?
    11 - We urge States to take all the necessary measures, in particular legislative or administrative, to ensure that sexual orientation or gender identity may under no circumstances be the basis for criminal penalties, in particular executions, arrests or detention.

    Não seria mais útil? mais civilizado? Mais racional? Não permitiria um avanço de posições em lugar de um entricheiramento tão estéril?

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