Maria Luísa tinha 41 anos e é paraplégica desde os 12. A pílula falhou porque e engravidou. Chegou ao Hospital de Abrantes para fazer um aborto. Tratada como uma assassina, explicaram-lhe: “Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar” Foi a Badajoz e em cinco minutos abortou. Dulce é de classe média. Se fosse pobre, esta paraplégica seria obrigada a ter um filho aos 41 anos ou a correr riscos graves por estas almas caridosas que nesta campanha choram pela vida.

Também publicado no Sim no Referendo.


Sem respostas ao post “Bons corações I”  

  1. 1 1  Metroidsamus

    Por que será que os “nãozes” não comentam?

  2. 2 2  Margarida

    Boa pergunta!

  3. 3 3  Pedro Alemão

    Quer dizer, a filha de uma paraplégica não merece viver. Não é uma vida digna. É uma vida sem condições. A hipócrita moralzinha burguesa em toda sua pujança. Há uma vida que é melhor do que a outra e podemos escolher qual, ponto. Esta argumentação é muito familiar. Ainda por aí estão todos cheios de vitalidade, substituiram apenas a idumentária por algo bem moderno e internacional, algo que os idewntifique como privilegiados e os distancie dos rústicos. De facto, quem ganhou a 2.ª Grande Guerra foi Joseph Goebbels.

  4. 4 4  Pedro Alemão

    Errata: indumentária.

    E quanto a vestimenta, bem podem ser uns oculinhos à ray ban hard rock café e um cigarrinho à marlboro de oeiras. Ó dr. Flick, as voltas que o mundo dá…

  5. 5 5  Margarida

    É redondamente falso e insultuoso insinuar que a despenalização é uma medida semelhante à tomada por Hitler. A lei nazi, como UMA das medidas de genocídio, previa o aborto FORÇADO nas mulheres judias. Mas às mulheres arianas não só estava proibido o aborto, como se o fizessem e fossem apanhadas, eram altamente penalizadas.

  6. 6 6  Pedro Alemão

    Há uma vida que é melhor do que a outra. Há uma vida que se pode escolher eliminar exactamente por causa dessa altíssima recreação, porque é lícito desapossá-la de qualquer valor. Igualzinho, Daisy. Redondamente.

  7. 7 7  Margarida

    É a sua opinião, eu tenho outra.

  8. 8 8  Pedro Alemão

    Mais uma olímpica devota da opinião. É a minha opinião, pronto. A opinião de suas excelências justifica tudo. Justificar, fundamentar, argumentar, isso é de somenos. Houve quem tivesse previsto tudo isto, esta brutal ascensão e preponderância das massas, Ortega y Gasset, por exemplo. Quanto ao neo fascismo da mediocridade burguesa, é reler Pasolini.

  9. 9 9  Margarida

    É a minha opinião, e é também a opinião da ONU, da OMS e da maioria da Alemanha, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Itália, Noruega, Suécia, Áustria, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, etc…, países europeus onde a mulher aborta a pedido.

  10. 10 10  Daniel Oliveira

    Pedro, quem me dera que fosse você o porta voz do não

  11. 11 11  Anónimo

    Com 41 anos e aidan não sabe assumir responsabilidades?
    Por favor..a minha mãe teve um filho aos 40 anos e nem se quer foi acompanhada como gravidez de risco. que história é essa de 2uma mulehr com 41 anos..”? Com 41 anos devia ter mais responsabilidades que todas as outras. Falam como se o filho lhe tivesse aterrado na barriga..francamente!

  12. 12 12  Margarida

    Mas afinal o que defende é que uma mulher de 41 anos não tenha vida sexual? Em que planeta é que vive?

  13. 13 13  Pedro Alemão

    Só lhe falta gritar, Viva a Burguesia mundial!, Daisy. Tem razão a ideologia burguesa é um fenómeno mundial. Um neo-fascismo à escala planetária.

  14. 14 14  Margarida

    Parece que afinal defende mesmo que as mulheres não tenham actividade sexual. Que tristeza…

  15. 15 15  Pedro Alemão

    Daisy, que confusão não deve ir na sua cabeça para misturar determinação sexual com direito a pôr fim a uma vida huamana…!

  16. 16 16  Margarida

    Parece que afinal o Pedro Alemão é mais das ideias daquele deputado Morgado imortalizado pela Natália Correia. Mas tem que admitir que a esmagadora maioria não se revê nas concepções do Morgado.

  17. 17 17  Pedro Alemão

    Ó Daisy, querida, não me diga que sugere que eu tenho um pénis pequenino, que lhe dou pouco uso ou que tenho dificuldade em pô-lo em pé. As feministas são tão engraçadas. Quando a argumentação fraqueja, então, como argumento de recurso, o inimigo homem é pouco homem. Não imagina como isso me diverte. Esteja descansada que eu não vou dizer que a menina (ou a pretérita deputata Natália Correia, que, por acaso até tinha alguns poemas bons) tem problemas hormonais, um clitóris hipertrofiado ou um buço generoso. Digo antes, como o Woody Allen em Scoop, que a menina é «a credit to your species».

  18. 18 18  Pedro Alemão

    E deixe lá a maioria. Essa mania de ser Maria vai com as outras. Liberte-se do rebanho.

  19. 19 19  Vera

    DAniel, agora neste post só disse o que lhe convém.. Não transmitiu a informação toda!

    O CASO DESTA SENHORA JÁ ESTÁ PREVISTO NA LEI! E ela foi a Badajoz porque não quis esperar mais. Talvez aí tenha sido um erro portuguÊs, sim. Mas a campanha do “não” não quer alterar as excepções da actual lei, logo, não é por isso que andam aí a “choramingar”.

  20. 20 20  Pedro Moreira

    MAs se corria riscos, o caso da Sr.ª ñão está já previsto na Lei?
    E essa teoria de “em Portugal trataram-me mal, em Espanha são uns queridos” não cola…é demagogia pura! Parabéns Daniel Oliveira! Sempre a acrescentar algo ao estilo demagógico do Sim!

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