Por Pedro Sales
Enquanto o plenário da Assembleia da República discutia o bullying e a violência em contexto escolar, Jaime Gama decidiu praxar um secretário de Estado que, manifestamente, nunca parece ter visto um debate parlamentar na vida.
30 comentários 20 Mar 10 em Sem categoria


De acordo com o comentário do Pedro Sales aqui:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/03/post-sem-nenhuma-importancia-apenas.html
volto a colocar o link para o meu post original:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/03/o-problema-da-indisciplina-nas-escolas.html
Obrigado
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é pá…”João TROCADO”. Está tudo dito. Não era preciso ir muito longe para perceber no que isto ia dar.
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o melhor do vídeo são os primeiros dois segundos. tenho dito.
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Sempre é um pretexto para sabermos que existe este Secretário de Estado.
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Quem parece que também ficou confundido foi o Jaime Gama. Primeiro ‘trocou’ o nome ao secretário de estado, que se chama “João Torcato da Mata” e não “João Trocado”; depois não lhe quis dar a palavra quando ele já tinha usado a forma regimental correcta. Para a próxima têm de ir os dois à formação…
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Que vergonha, um secretário de estado que não faz a mínima ideia do lugar onde está nem de como se deve comportar.
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Von Reply:
Março 23rd, 2010 at 10:08
Que parvoíce, o seu comentário. Acha então que a atitude deselegante de Jaime Gama é a correcta. Portanto, o protocolo é mais importante que o conteúdo. Ridículo.
Há pessoas a passar fome e o Presidente da Assembleia da República apenas ergue a voz para exigir que se cumpra o “formulário regimental”.
Gosto cada vez mais das pessoas que não pertencem à corte, mesmo que – como escarnece o Pedro Sales – nunca tenham visto um debate parlamentar na vida.
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Pedro Sales Reply:
Março 21st, 2010 at 4:58
Caro Nuno Santos Silva,
Como deverá ter reparado, digo no post que o Jaime Gama aproveitou o desconhecimento do senhor para o praxar. O título, de resto, não deixa grandes lugares a dúvidas: bulying parlamentar. Não sei se pertence, ou não, à corte, mas o ar displicente, e mesmo de gozo com a situação, do sec. Estado também não o deixa nada bem no contexto deste pequeno episódio.
Agum exagero da parte do peixe de águas profundas. Não é preciso bater no jovem só porque ele nunca assistiu a uma sessão parlamentar
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Fui só eu que tive pena do homem?? Isto, no domínio dos pesadelos, é o equivalente a ir para uma reunião importante e descobrir-se que se foi nu.
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Ontem assisti a duas tristes cenas no hemiciclo.
E ouvi palmas de deputados!!!Mas palmas porquê alguém me explica???
Jaime Gama 5 estrelas.
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Gama foi simplesmente ridículo e grosseiro!
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LFM Reply:
Março 21st, 2010 at 23:49
Não foi, não. As pessoas têm que saber comportar-se, falar, dirigir-se aos outros, em função do lugar onde estão e de com quem estão a falar. É como tirar o chapéu ou boné em locais cobertos, não mascar chiclete em reuniões, não falar numa aula como se fala no recreio, etc., etc.
Von Reply:
Março 23rd, 2010 at 10:11
Então um senhor que se dirige aos deputados, por senhoras e senhores e se esquece de se dirigir em particular ao “sr. presidente” não se sabe comportar. Se numa cerimónia caírem simultâneamente o presidente da republica e um paraplégico, primeiro ajudamos a levantar o sr. presidente…
LFM Reply:
Março 23rd, 2010 at 23:58
A última frase não tem nada a ver.
A fórmula regimental é: “Senhor presidente, senhoras e senhores deputados.” E deve falar de pé. É assim que se deve dirigir à assembleia. Não o fez reiteradamente, foi admoestado. Procedimento correcto.
O mais ridículo é que essa foi a única parte do debate parlamentar que as televisões passaram, além do ponto de ordem à Mesa do Lello. Nem sequer percebemos bem sobre que assunto é que o secrtário de estado ia falar. Na mente obtusa dos directores de informação das televisões só passam os debates parlamentares quando há insultos ou partes gagas. Quando alguns deputados fazem intervenções de fundo sobre a situação do país nem dois segundo passam na televisão. Se algum insulta ou grita ou faz um gaffe ridícula tem logo direito a três minutos. E não se apercebem que ridículos são os critérios jornalísticos destas televisões.
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Mas alguém me pode explicar
para que servem os computadores nas bancadas da AR que temos?
É que não os tenho visto noutros parlamentos de países mais desenvolvidos.
Será para dispensar a leitura de jornais no hemiciclo?
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Exemplo típico de assédio moral no trabalho…Jaime Gama falou de de uma forma autoritária e arrogante !
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Nem eu sei bem porquê (portanto não me perguntem) lembrei-me de uma velha “estória”, do tempo em que os animais falavam.
Na selva, um tigre estava a afiar as unhas. Os animais que passavam, perguntavam-lhe:
-”Porque estás a fazer isso?”
-”Quando o leão passar por aqui, vai ver quem é o rei da selva!”, respondia o tigre.
O leão passou e fez-lhe a mesma pergunta. Resposta imediata:
-”Mariquices!”
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Na, não lhe dou a palavra, se não me apetecer. É a fórmula, tem de obedecer.
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Agora está tudo contra o Jaime Gama.
Mas o que estará para vir aí???
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Von Reply:
Março 23rd, 2010 at 10:12
Jaime Gama foi incorrecto. Ponto.
Quer no caso do Secretário de Estado quer no caso dos computadores o Jaime Gama, perdão o Sr. presidente da Assembleia da República (assim com letra pequena) , foi de uma arrogância, falta de educação e elegância inacreditáveis. Faço minhas as palavras de Ferreira Fernandes no DN:
«Ontem, no comboio para Coimbra, fiz um escabeche do gosto da maioria do povo português (se a opinião nos cafés, caixas de comentários de jornais e cidadãos que esperam a vez na barbearia representam essa maioria). Comboio Alfa, no lugar frente ao meu, sozinho, ia um deputado, cara que topo dos telejornais, usando o seu computador. Eu, que não tinha livro nem sono, levantei-me e fui sentar-me ao lado do deputado. Sou um cidadão que conhece os seus direitos e inclinei o pescoço para melhor ver o que estava no ecrã. O deputado lia um jornal pela Internet. Ele pareceu-me incomodado e virou o computador para a janela. Isso só espicaçou mais a minha cidadania, e disse-lhe: “Assim não vejo bem…”, enquanto lhe encostava o ombro ao peito e estendia mais o pescoço. Ao mesmo tempo, sussurrei-lhe: “Artigo 16, ponto 6″, para lhe fazer saber que conheço o Estatuto dos Deputados e quem lhe paga as telecomunicações (eu). E não é que o homem se insurgiu?! Estou nos 60 e já me fazem levantar mais facilmente do lugar que não é o meu, mas não me calei. Denunciei alto e bom som o eleito que não deixa o povo (eu, para o caso) ter acesso ao nosso (de um deputado, o que é o mesmo) computador. A carruagem aplaudiu-me. O presidente Jaime Gama tem base social de apoio. » [Diário de Notícias]
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A arrogância de Jaime Gama, neste caso, é inversamente proporcional com a bonomia com trata os pesos pesados da Assembleia ou do governo.
Não gosto de ver actos cobardes mesmo que as vítimas sejam adversários políticos.
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É das coisas que não percebo, o formalismo. Qual a diferença para os destinos da Nação e a dignidade do Parlamento que um discurso de um deputado comece por «senhor Presidente, senhoras e senhores deputados» ou por «senhores deputados», ou por coisa que o valha?? Só porque essa é «a forma regimental»? Mas o regimento da Assembleia da República dá lições de retórica aos representantes do povo? Por que carga de água???
Não é por se incumprirem as regras formulaicas do regimento que o Parlamento é desrespeitado. É por nele se darem discussões deste calibre.
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Fernando Frazão Reply:
Março 22nd, 2010 at 21:59
Caro João Moreira
O meu pai que já não está entre nós chamaria a isto uma “cagança”.
Era um dos insultos mais fortes que o senhor conseguia emitir, juntamente com um outro, que consistia em classificar alguém de “besunta”, coisa que colocava o alvo no degrau mais baixo da humanidade.
Neste caso pontual os dois epítetos colhem.
No parlamento espanhol vai falar o Sr. Zapatero.
O Sr. Jaime Gama devia estar mais atento às conversas de caserna, ofensas verbais, estrondos na mesa…Este senhor é ridículo
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Se uma das funçoes do presidente da assembleia é manter a ordem na mesma, entao é obvio que nestes casos tem que intervir como o fez, nao por ser esse senhor que falou, se fosse o ministro das finanças era chamado a atençao na mesma. Ponto final.
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Agora se ele todos os dias a 8 da manha faz questao da cerimonia matinal que outros recusaram isso ja define melhor o caracter politico so sr presidente
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