
Há cerca de um ano, por causa de uma história de indisciplina grave de uma aluna, que envolveu a disputa por um telemóvel, um coro de vozes indignadas exigia mão firme dos professores e queixava-se das limitações à sua capacidade de agir de forma mais severa com os alunos. Agora, perante as conversas delirantes de uma professora claramente desequilibrada, estranha-se que um professor possa agir de forma tão arbitrária (com ameaças aos alunos) perante uma turma, durante tanto tempo.
Apesar de compreender perfeitamente a indignação dos pais, não sei se é boa ideia a comunicação social continuar a divulgar gravações feitas nas salas de aulas. Não tanto por causa deste caso específico, mas pelas suas consequências a longo prazo na perda de autoridade e de bom senso dos responsáveis escolares. E porque – não parece ser definitivamente o caso – o contexto nunca se percebe numa gravação.
Os dois casos demonstram que a histeria esquizofrénica da opinião pública é má conselheira. Que, em matéria disciplinar, o equilíbrio exige que os professores tenham poder e autoridade na sala de aula mas que este tem, evidentemente, de estar limitado por regras e procedimentos e tem de ser fiscalizado, de forma responsável, pelos pais e pela escola.
O tribunal da opinião pública tende a transformar cada caso num retrato geral da realidade. As escolas não podem pensar assim. Quem estava convencido que há um problema generalizado de falta de autoridade dos professores, que os professores estão atados de pés e mãos para agir na sala de aula e que os miúdos fazem o que querem na escola, fica aqui com um exemplo do risco de não dar aos pais e à escola a possibilidade de limitar o seu poder. Para quem estava convencido que os professores fazem o que querem e que ninguém tem mão neles, o caso da Carolina Michaelis mostrou que, pelo contrário, há professores que são impotentes perante um aluno indisciplinado.
Ou seja, de um extremo ao outro, passando pela esmagadora maioria dos professores, que usa a sua autoridade de forma equilibrada, e pela esmagadora maioria dos alunos, que tem um comportamento normal para a sua idade, cada caso é um caso. Pode parecer uma evidência o que escrevo, mas os debates sobre este tema tendem a esquecer as evidências. E o que me assusta realmente é a falta de equilíbrio que cada episódio provoca na percepção que a sociedade tem das suas escolas, dos seus professores e dos seus adolescentes. A sociedade mediática, que vive de casos e da indignação que eles provocam, pode estar a destruir o sentido das proporções, transferindo para os fora de opinião o que só pode ser avaliado por pais, alunos, professores e direcções escolares. Dependendo de cada escola, de cada aluno e de cada professor. No palco mediático, cada caso tende a ser transformado num argumento e em motivo de histeria e de espectáculo. Seria aconselhável alguma prudência.
PS: No Jornal de Notícias, dá-se conta do desagrado de alguns alunos, que desconfiam desta história. Para que fiquem aqui todas as versões. Uma nota: achando pouco normal a forma como a professora aborda as questões sexuais (há muitas formas de falar de um mesmo assunto e a idade dos miúdos exige que se saiba o que se está a fazer), acho, a ser verdadeira, muitíssimo mais grave a ameaça de abuso de poder e as referências às habilitações literárias (ou falta delas) de uma mãe. Ainda assim, esperemos pelo fim do processo. Como disse, as gravações têm os seus perigos.
94 comentários 19 Mai 09 em Sem categoria


É raro mas desta vez estou totalmente de acordo. Considero este caso muito mais grave que o da aluna. Esta srª devia era ser internada numa instituição psiquiátrica.
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compreendo e aceito os seus argumentos mas depois olho pra este caso especifico:
-rumores que corriam ha 3 anos
-a 5 dias que a escola tinha conhecimento dos factos ( gravaçao)
de repente fala-se em sic,e em 24 horas ha medidas tomadas
se o sistema funcionasse entendo que seria bom que as coisas fossem como o daniel diz…mas na falta disso prefiro os julgamentos publicos com as devidas consequencias (más,concordo consigo), do que assistir ao alastramento da impunidade na nossa sociedade..
e se nao existir impunidade em portugal,existe pelo menos 1 cidadao que tem esse sentimento consigo… eu…
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Concordando mas saltando de tema pergunto: não lhe dói ver a porcaria de Estado que temos entregar uma criança, a Alexandra, a quem não conhece, depois de ter conhecido e só Barcelos e o símbolo nosso, o Galo, falar unicamente português, conehecer apenas a língua de Camões e pais que a falam, ir amanhã embarca para a Rússia com a parideira qque a resgatou…diria mais que o Estado português permitiu raptar????
Desculpe…sei que não tem nada a ver com o tema, mas não resisti a escrever.
Cumprimentos!
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O problema resolve-se facilmente. Coloca-se esta professora a dar aulas aos alunos indisciplinados do Carolina Michaelis.
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Há aqui 2 temas…
Os media passarem imagens/som muitas vezes descontextualizados? É uma questão de ética jornalística e tanto funciona para o caso do telemóvel ou da professora como para o caso de um polícia a agredir alguém ou um grupo de ciganos aos tiros num bairro. É um problema dos media de hoje. Lembro-me de ver uma reportagem sobre manifestações anti-Vietnam e como mostravam a manipulação das imagens para os manifestantes parecerem mais. Há ainda o célebre caso da manipulação da morte de uma criança palestiniana. É um problema dos media que raramente se fala…
Quanto ao problema da professora, eu sou professor e infelizmente conheço casos de profissionais que não honram a classe e até nisso a ministra falhou pois ao tentar criar mecanismos de auto-regulação, acabou a beneficiar esses casos. Mas isso acontece com os professores como com outras profissões…
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Bilderberg Meeting (14 – 17 Maio 2009) (Grécia)
Participação Portuguesa:
-Francisco Pinto Balsemão
-Manuela Ferreira Leite
-Manuel Pinho
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Por outro lado se não fosse a comunicação social esta senhora provavelmente teria recebido pouco mais que uma ligeira reprimenda dos seu pares corporativos. A censura nunca levou a lado nenhum.
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Muito bem.
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O Daniel já fez o julgamento liminar: “uma professora claramente desequilibrada” e faz coro com os (esses sim!) delírios desta multidão dominada e controlada pelo puritanismo da igreja católica, a quem, aliás, tem vindo a lamber as botas ultimamente (vai disfarçando com umas graçolas inócuas para não parecer um ratinho de sacristia).
Se fosse honesto, teria tido em conta as declarações de outros alunos daquela escola que garantem que a Professora caiu numa cilada montada por pais de alunos ligados à igreja católica que vêm com maus olhos o facto de a Professora estar a lutar contra o obscurantismo dessa gente.
É muito, muito triste ver alguém que se diz de Esquerda, tão profundamente ligado a um projecto sério e progressista como é o BE, a alinhar com mentalidades decadentes como as dos padres e as das beatas de aldeia.
Em lado nenhum está demonstrado se aquilo que a Professora diz foi durante uma aula; em lado nenhum se demonstra que aquela situação “dura há mais de 3 anos”. Antes pelo contrário, os alunos que deram a cara declaram peremptoriamente que se trata de uma cilada e de uma calúnia.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 19th, 2009 at 14:28
João: eu não julgo ninguém. Mas a frase eu tenho o mestrado, perguntando o qual é a formação académica da mão da miúda é inventada? Não foi dita? Em que raio de contexto pode ser dita?
Libertário: não defendi a censura. É uma questão que levanto para os próprios jornalistas pensarem. Nada mais do que isso.
Excelente post.Parabéns
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“Há cerca de um ano, por causa de uma história de indisciplina grave de uma aluna, que envolveu a disputa por um telemóvel, um coro de vozes indignadas exigia mão firme dos professores e queixava-se das limitações à sua capacidade de agir de forma mais severa com os alunos.”
E com razão, não lhe parece?
“Agora, perante as conversas delirantes de uma professora claramente desequilibrada, estranha-se que um professor possa agir de forma tão arbitrária (com ameaças aos alunos) perante uma turma, durante tanto tempo.”
E com razão, não acha?
“Apesar de compreender perfeitamente a indignação dos pais.”
Perfeitamente não compreendo, imagino….
“não sei se é boa ideia a comunicação social continuar a divulgar gravações feitas nas salas de aulas.”
Quem diz isto é jornalista?!
Eu tenho a “ideia” de que a comunicação social; divulga “notícias”, e não tem de ter uma “boa ideia” para divulgar factos que interessam ao público.
“Não tanto por causa deste caso específico, mas pelas suas consequências a longo prazo na perda de autoridade e de bom senso dos responsáveis escolares.”
Tem razão. A divulgação de gravações pelas televisões é que tem levado à perda de autoridade e de juízo dos responsáveis escolares. Urge acabar com esse flagelo causado pelas televisões à escola pública. São trinta e tal anos de televisões a arruinarem o ensino….
“E porque – não parece ser definitivamente o caso – o contexto nunca se percebe numa gravação.”
Não parece ser definitivamente o caso. O contexto é muito simples, uma doente mental a assustar crianças.
No caso do telemóvel, o contexto também se percebeu facilmente, uma aluna a agredir e a insultar uma professora, com a cumplicidade da turma.
“Os dois casos demonstram que a histeria esquizofrénica da opinião pública é má conselheira.”
Pelo contrário, os dois “casos” demonstram que a denúncia pública fez com que os responsáveis fossem suspensos e chamados à responsabilidade.
“Que, em matéria disciplinar, o equilíbrio exige que os professores tenham poder e autoridade na sala de aula mas que este tem, evidentemente, de estar limitado por regras e procedimentos e tem de ser fiscalizado, de forma responsável, pelos pais e pela escola.”
Eis a razão por ser importante a avaliação dos professores e a responsabilização dos alunos e dos pais. A escola não pode ser uma selva.
Por isso é que criticar os dois casos, de modo igualmente duro, não se trata de incoerência, nem de nenhuma esquizofrenia ou paradoxo mediático!
“O tribunal da opinião pública tende a transformar cada caso num retrato geral da realidade.”
Estranho que alguns jornalistas não percebam que a realidade supera sempre a ficção.
Lamento, mas casos como este constituem mesmo a realidade.
Aliás, se certos jornalistas e políticos quisessem saber mesmo o que é a realidade…..
“Ou seja, de um extremo ao outro, passando pela esmagadora maioria dos professores, que usa a sua autoridade de forma equilibrada, e pela esmagadora maioria dos alunos, que tem um comportamento normal para a sua idade, cada caso é um caso.”
Pois é, tudo vai bem na escola pública portuguesa. Estes casos são meras excepções….
“Pode parecer uma evidência o que escrevo, mas os debates sobre este tema tendem a esquecer as evidências.”
As evidências são muito mais preocupantes do que lhe parecem…..
“E o que me assusta realmente é a falta de equilíbrio que cada episódio provoca na percepção que a sociedade tem das suas escolas, dos seus professores e dos seus adolescentes.”
Tem graça, a mim o que me assusta realmente é a falta de percepção que a sociedade tem do equilibrio das suas escolas, dos seus professores e dos seus adolescentes.
Se mais pais soubessem o que a escola pública faz aos seus filhos, e o que andam os seus filhos a fazer na escola pública; as coisas já tinham mudado.
“A sociedade mediática, que vive de casos e da indignação que eles provocam, pode estar a destruir o sentido das proporções, transferindo para os fora de opinião o que só pode ser avaliado por pais, alunos, professores e direcções escolares.”
Pais, alunos, professores e direcções escolares esses que vivem num mundo à parte, habitado por fadas e gnomos. Ai da sociedade mediática que lá entrar. A escola é assunto restrito, a sociedade mediática é uma coisa, os pais, professores, alunos e direcções escolares são outra…
O que é a “sociedade mediática”?
O que me assusta é este discurso de que os jornalistas não podem contaminar a inocência do público que é muito estúpido e fica logo alarmado; e que os casos não podem ser avaliados e interpretados “cá fora”.
“Dependendo de cada escola, de cada aluno e de cada professor. No palco mediático, cada caso tende a ser transformado num argumento e em motivo de histeria e de espectáculo. Seria aconselhável alguma prudência.”
Aquele ministro do Interior Iraquiano também dizia uma coisa parecida;
“Cada soldado iraquiano ferido tende a ser transformado num argumento e motivo de histeria de que os americanos estão a ganhar a guerra.
Seria aconselhável alguma prudência; afinal, não há americanos em Bagdad…..”
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 19th, 2009 at 14:48
“Eu tenho a “ideia” de que a comunicação social; divulga “notícias”, e não tem de ter uma “boa ideia” para divulgar factos que interessam ao público.”
Os jornalistas, como aprende qualquer estudante de comunicação social, têm imperativos éticos e eles contam na decisão de publicar ou não uma notícia ou, pelo menos, nos susportes que usam nessa notícia. Eu nem defendi que a notícia não fosse dada, apenas levantei dúvidas sobre a utilização das gravações, que está longe de ser deontologicamente pacifica. Não tenho uma opinião fechada sobre o assunto, mas a “divulgação” de factos não é coisa assim tão simples. Por exemplo: eu não posso gravar e divulgar conversas consigo sem a sua autorização. Se o fizer, isso tem de estar muito bem defendido. Mesmo que a ela correspondam “factos”. Até porque uma gravação que não foi recolhida pelo próprio jornalista é facilmente manipulavel. Não é por acaso que, se for recolhida por um qualquer cidadão, não tem qualquer valor numa investigação criminal. Cautela, é apenas isso que espero.
E se daqui para a frente outros alunos, de outras escolas, começarem a gravar as suas aulas, clandestinamente, com ou sem o aval dos pais?
Como dizia o outro, o mundo está cada vez mais perigoso!
1) A professora protagonista desta história não tem condições para dar aulas – pelo menos naquela escola!
2) Como é possível que a comunidade escolar local (pais/encarregados de edcuação) tenha esperado três anos para agir!?
3) Como é possível que a direcção daquela escola não tenha agido rapidamente para evitar que o caso descambasse, uma vez que, pelos vistos, há muito que havia rumores sobre o problema agora conhecido?
4) A denúncia deste caso, nos modos em que foi feita – com recurso a uma gravação clandestina e a depoimentos encobertos através de uma televisão -, foi um mau serviço prestado àquela escola e a todas as outras escolas, que agora ficam ainda mais expostas e vulneráveis.
Será que vivo num país com propensão para a “bufaria”?
5) Obviamente, não confundo a árvore com a floresta, ou seja, o comportamento desta professora irresponsável não é um retrato da classe.
Sou pai, tenho um filho numa escola pública e acredito que os professores dele são de confiança.
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As gravações têm perigos e esta, desde logo, constitui crime. (artigo 199 do Código Penal)
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“a Professora caiu numa cilada montada por pais de alunos ligados à igreja católica que vêm com maus olhos o facto de a Professora estar a lutar contra o obscurantismo dessa gente.”
Bandidos!
Não querem que uma professora ilumine crianças com a verdade de que todas elas têm desejos sexuais e que já lhes aconteceu a todos ficarem com ” as calças molhadas”.
Ainda por cima, a professora só deu o primeiro linguado no 12ª ano. Os verdadeiros promíscuos são os filhos dos católicos que andam aos linguados, ” e os meninos sabem que é verdade”, disse a professora.
Essa Igreja Católica malvada não engana ninguém. Ligações manhosas com pais tarados que não querem que uma professora equilibrada e bondosa diga a uma aluna de doze anos quando é que rompeu o hímen, e que “isso é uma conversa que vamos ter as duas lá fora”…..
Também acreditam em Ovnis?
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Por muito censuravel que isto seja, nas vesperas de manifs de professores,aparecem assim umas coisas claramente pouco abonatorias para os professores…enfim,sei lá,coincidencias…
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Seja em que contexto for, há afirmações que são tudo menos aceitáveis.
A professora até pode estar a passar por uma fase negativa e no seu estado psicológico normal ser uma boa professora como aqueles alunos indicam.
E não cabe certamente a uma professora de História impor-se a dar aulas de Educação Sexual. Isso cabe ao ministério.
A excessiva divulgação destes acontecimentos é prejudicial, causará apenas a destruição de vidas e não resolverá qualquer problema.
Até compreendo que aluna quisesse gravar estas situações, mas nunca deveriam ter vindo parar à comunicação social em que a sua intenção é meramente causar mais um reality-show noticioso.
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Na minha opinião, o mais grave em toda esta situação é o facto de a “senhora doutora”, após décadas de estudo, ainda conseguir presentear os alunos com um fabuloso “metestes”, quando irada se vira para um aluno e diz: “Quem faz os testes sou eu. Quem corrige os testes sou eu. Tu nem sabes no que te metestes.”. Depois ainda mete lá para o meio um “amiguíssimos”…Enfim, uma tristeza…
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Acho importantíssimo que estes casos sejam divulgados para se entender a qualidade geral dos professores do ensino público, como o cometário do Francisco Brito sublinha. Se bem que não se pode julgar o todo pela amostra, o facto é que é “cada tiro, cada melro”
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Ao comentário 13:
A única questão ética quanto à gravação, é se foi garantido o princípio do contraditório aos visados; antes da noticia ser publicada. Obviamente que os jornalistas que deram a notícia não são imbecis que receberam a gravação pelo correio e publicaram-na no telejornal seguinte. Pelo menos tinham o dever de se informar mais sobre o assunto, investigando-o e falando com envolvidos.
Se alguém sabe que isso não foi feito; denuncie tal abuso. Até lá, não vale a pena essa conversa da treta.
Mesmo que as redacções deste país sejam invadidas por milhares de gravações enviadas por anónimos; acho que os jornalistas ainda têm critérios editoriais e princípios deontológicos.
E quando não os têm, isso torna-se muito evidente. Não me parece ser este o caso.
Sobre a ilegalidade da gravação; quem a praticou foi quem a fez. A divulgação pública dessa gravação, foi feita de acordo com critérios editoriais de jornalistas; à luz da liberdade de expressão e do direito à informação. O jornalista não tem de revelar a fonte que lhe forneceu a gravação.
Quando há dois direitos em conflito, um terá de prevalecer perante o outro
É como no caso dos procuradores pressionados, há quem se resuma a ver o assunto como uma questão de “bufaria” e que é inadmissível uma conversa privada ser delatada. Há quem veja que quando se trata de uma tentativa ilegítima ou criminosa, mesmo que feita no foro privado;esta deve ser denunciada.
E, voltando a este caso da professora; o que vemos naquela gravação é um crime.
Não percebo esta gente que perante uma gravação trazida a público por jornalistas profissionais; onde se ouve uma professora a referir-se naqueles termos a crianças; fica preocupada com o facto da gravação ser ilegal.
Pensava que qualquer estudante de comunicação social saberia fazer esta distinção.
Enquanto não tiverem dados que sustentem que os jornalistas que publicaram esta notícia não a investigaram nem garantiram o princípio do contraditório aos visados; limitando-se a receber a gravação e a divulgá-la; eu não levo a sério essas noções de apaziguamento da paz social, defendendo o povo da “sociedade mediática”.
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“Por muito censuravel que isto seja, nas vesperas de manifs de professores,aparecem assim umas coisas claramente pouco abonatorias para os professores…enfim,sei lá,coincidencias…”
Uiiii, as ligações manhosas para além de envolverem Pais Raivosos e a Igreja Católica, também metem ao barulho o Ministério da Educação…..que medooooo……
Uma professora injustiçada, uma historiografia das orgias romanas; um padre da Opus Dei, pais tarados, jornalistas corruptos e um ministério maquiavélico; não perca o próximo romance de Dan Brown… O Professor Landgon enfrenta uma conspiração mundial e desvenda um segredo guardado por Edvard Munch,não perca: O Código d´O Grito.
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Jairo, os jornalistas podiam divulgar a notícia sem utilizar a gravação. Isto é um caso de tribunal, não é um caso de jornais. Só seria aceitável se os tribunais e outras instâncias não funcionassem.
[Responder]
Jairo, só um completo ingénuo não conhece as situações de intromissão da igreja católica nas escolas públicas portuguesas. Desmenti-lo é ilógico e absurdo.
E não é por acaso que é a SIC a dar a notícia. Investigue e vai ver quantos e quais jornalistas dessa estação têm uma ligação íntima e directa com padres e bispos. Até há dirigentes de associações católicas.
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Vítor: (…). Só seria aceitável se os tribunais e outras instâncias não funcionassem.
Por momentos pensei que não estava em Portugal.
.
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Tantos juízes! E dos bons, dos iluminados! Nem precisam do contraditório para julgar!
Há quanto tempo esta senhora exerce a profissão?Se ela fosse a tarada prepotente que lhe chamam, não se teria já revelado há mais tempo?
E os professores, e o Min. da Educação, e o Estado português, tudo é aqui julgado face a este episódio!
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Muito gosta a rapaziada de “esquerda” destes pseudo-acontecimento. Tomem mais atenção a esta notícia:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1237408
Vão monitorizar a vida dentro da escola. Se quiserem segurança, em vez de transformarem o país num campo de concentração electrónico, actuem nas casas, bairros e cidades onde os putos vivem.
Mas claro, esta notícia não interessa à “esquerda”.
Libertário,
se os professores fossem deixados aos professores em vez de serem submetidos às necessidades do Mercado e das grandes multinacionais, grande parte dos problemas do ensino não existiriam. Mais uma vez, aconselho-o a pesquisar sobre os anarquistas e o anarquismo.
Deixo-lhe um nome: Buenaventura Durruti.
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agradeço os avisos pra nao se generalizar este caso, é que já ia de forquilha na mao direito á escola da minha rua…vá lá que ainda li a tempo,senao tinha sido um banho de sangue…
vou aguardar e ler mais uns posts depois decido se vou chacinar pra sic ou pro ministerio da educaçao…
nós o povo somos assim…manipulaveis
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o que mais me choca é ninguém ver que a senhora em causa não disse mentira nenhuma. basta ir a uma qualquer escola c+s e só se vêem putos de 12, 13 anos na marmelada como gente grande. agora fazem-se de púdicos e santinhos, como se fossem virgens ofendidas…coitadinhos dos meninos!
eu também me passava se tivesse que aturar gente daquela mais os seus muito “iluminados” pais a mandar bitates cheios de razão para cima de mim!
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 19th, 2009 at 17:23
Mariana, gente daquela é todos os miúdos e os seus iluminados pais é quase toda a população? É que se sim, deve ser dificil a sua vida de solitária. Se não, explique-nos por favor a quem se refere.
Vítor, se os jornais têm imagens e sons de um crime com impacto público; mais objectivo é revelarem-nos do que filtrarem essa informação. Não sei se o massacre de Díli teria sido importante para mobilizar a opinião pública mundial, se, em vez de revelarem as imagens, os jornalistas que cobriram o acontecimento se tivessem limitado a fazer artigos escritos sobre o mesmo, dizendo; “isto é assunto para o conselho de segurança da ONU”.
E até presumo que nem todas as imagens do massacre tenham sido reveladas. Os jornalistas não são imbecis insensíveis que revelam gratuitamente tudo o que lhes apareceu à frente ou lhes é enviado anonimamente em forma de gravação. São profissionais com entidades reguladores e códigos deontológicos.
Neste caso, os jornalistas tiveram o cuidado de editar as imagens e de não identificar a professora ou qualquer aluno. Isso é que será assunto para os tribunais.
Essa noção de que “isto é assunto para os tribunais”, ” só os intervenientes na escola é que sabem o que lá se passa”, “não sabemos o contexto”, ” é perigoso tornar público estas coisas”; assemelha-se muito a certas noções populares como “entre homem e mulher não se mete e colher”, ou ” eles são adultos, eles que se entendam”; ou ainda, em certos estados ditatoriais; “nós censuramos a comunicação, mas é para bem do povo, para a paz social, e não há nada que interesse ao povo que não seja tornado público.”
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23 Vítor 19 Mai 2009 às 15:38
Jairo, os jornalistas podiam divulgar a notícia sem utilizar a gravação. Isto é um caso de tribunal, não é um caso de jornais. Só seria aceitável se os tribunais e outras instâncias não funcionassem.
- E funcionam ????? diga-me em que local para me mudar para lá.
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Atenção, ainda não se conhecem todos os contornos do caso.
Parece que alunos de 18 e 19 anos têm da professora uma opinião muito favoravel, dizem mesmo que ela se preocupa e muito com os alunos.
Tambem dizem que estas duas alunas forçaram a conversa e a gravaram , porque já anteriormente tinham tido problemas com esta professora.
Que existem guerrinhas internas dentro desta escola, e que directora de turma, tem inimizade pessoal com esta professora.
È lógico que conversas tidas com alunos de 16 ou 17 anos, não se podem ter com alunos de 12 ou 13.
Mas tambem é muito estranho, que agora passe a ser moda, gravar o que dizem os professores de quem não se gosta, forçando-os a terem atitudes impensadas, para depois os queimar.
Porque chegou este assunto tão rapidamente aos jornais, e não tentou a escola internamente resolver o problema, sem alarido ouvindo todos os intervenientes, mas tambem os outros alunos daquela turma ?
Algo vai mal na educação, mas isto tambem cheira demasiado a bufaria.
Que educação se está a dar a jovens, tanto pais como professores, para que eles achem normal utilizarem este tipo de métodos.
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A Sra. tem estilo, bem que podia ir para adjunta da Margarida Moreira, directora da DREN.
[Responder]
Este assunto é muito interessante e resume-se a uma simples frase.
A disciplina nas escolas atravessou o Rubicão.
Nunca mais pode voltar para trás, é sempre a piorar até ao desastre final com a bênção de toda a esquerda.
Sejam felizes.
Se tiver dinheiro as minhas netas e o meu neto vão estudar para escolas privadas.
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23 Vítor
“Só seria aceitável se os tribunais e outras instâncias não funcionassem.”
Pois…..
[Responder]
Este é o caso até hoje para mim, mais complicado de comentar aqui no “arrasto”
, ora vejamos:1º a professora em questão…Meu Deus…ainda usa aquela conversa do dr. e dos títulos, essas parvoices q mta boa gente ainda usa e tem na cabeça, vejo q é grave…pk por ex.na terra da minha avó existe um casal q tem uma quinta q herdou e exige q os tratem por sr.s dr.s!se ñ nao falam c/ninguém!:), verdade, pk pensam q ainda vivemos nos tempos do feudalismo…acho q a professora em questão de pedagoga tem pouco… 2º a gravação da aluna…demonstra q está ao baixo nível da professora, pk ninguém lhe explicou, neste caso, nem os pais, q ñ se grava nada nem ninguém sem o seu consentimento,pk de pequenino é q se torce o pepino… 3º o estado, na forma do ME e da DREN…nao sei se tb é caso para acabar com a vida de uma pessoa, espero q lhe oferecam uma formação qq c/valores pedagógicos e q lhe expliquem q uma pessoa q tenha a quarta-classe, o 12º ano ou um mestrado,ou outro título qq, até de “sir”, têm todos a mesma altura, 1,70 ou 1,99,é igual… e 4º a comunicação social fez apenas e só o papel dela e ñ tem culpa nenhuma no caso…portanto…acho q aqui a professora é q precisa de rever os seus conceitos e a menina q gravou precisa de uns incutimentos de ética e boas práticas!e o estado de bom-senso!
[Responder]
O Daniel só agora é que reparou que a CS sobretudo a televisão utiliza o metodo de mostrar só aquilo que é espectaculo e rende audiencias,não lhe interessa contextualizar as noticias,mostram aquela parte que lhes interessa e tem tema para vários dias.Preocupa-os lá quem atingem com estes métodos.Neste caso é a escola pública como noutros tem sido a Justiça.Repare na reacção da comentadora Dinada,será que ela sabe mais alguma coisa sobre este caso ou procurou saber,provavelmente não,viu só o filme preparado para passar nos noticiários,aquela devassa da vida de uma criança que se viu rodeada de cidadãos justiceiros e camaras de televisão e que naturalmente ficou assustada e começou a chorar,muitos desses pseudo jornalista devem ter pensado temos o dia ganho.Neste caso a justiça foi julgada no estúdio da televisão,como tem acontecido várias vezes.
[Responder]
Sinto-me velho!
Com 33 anos nunca pensei assistir a tal coisa!
Tenho vergonha do que se passa em Portugal!
Apetece-me dizer como Camões: «Amo tanto a minha pátria, que não só morro Nela… Morro com Ela!»
[Responder]
Eu não dizia? Aqui estão em primeira mão os primeiros trechos do argumento d´O Código do Grito:
“Só um completo ingénuo não conhece as situações de intromissão da igreja católica nas escolas públicas portuguesas.”
Como é que a Igreja Católica veio aqui parar?
“Desmenti-lo é ilógico e absurdo.”
O tipo que está a falar em “ilógico” e “absurdo” é aquele que meteu a Igreja Católica ao barulho, não é?
“E não é por acaso que é a SIC a dar a notícia. Investigue e vai ver quantos e quais jornalistas dessa estação têm uma ligação íntima e directa com padres e bispos. Até há dirigentes de associações católicas.”
Confirma-se, é o mesmo tipo. A noção de absurdo e ilógico do artista é demolidora….
Gostei muito da expressão “ligação íntima e directa com padres e bispos”….
Enfim, uma promuiscuidade total, já não há vergonha….
Passando a outros excertos de diferentes guionistas:
“Tantos juízes! E dos bons, dos iluminados! Nem precisam do contraditório para julgar!”
Pois não, a começar pelos jornais que nem quiseram a “opinião” da professora sobre a gravação. Ou quiseram?
Bem, faz de conta que não quiseram, é mais emocionante….
“Há quanto tempo esta senhora exerce a profissão?”
Se calhar há demasiado tempo?!
“Se ela fosse a tarada prepotente que lhe chamam, não se teria já revelado há mais tempo?”
Huummmmm…provavelmente ela não gostava de se pavonear publicamente na sua taradice….. Quer dizer, eu acho que ela nem se revelou, uma criança de doze anos é que teve a maturidade suficiente para se defender denunciando os abusos verbais e de autoridade.
“E os professores, e o Min. da Educação, e o Estado português, tudo é aqui julgado face a este episódio!”
Pois é; é um episódio que se passou numa escola do Ministério da Agricultura, no Estado de Marrocos e envolvendo um serralheiro checo.
Como é que alguém se lembrou de relacionar o caso com o estado do país e da educação a que chegámos?
Só mesmo esses católicos conspiradores!
“o que mais me choca é ninguém ver que a senhora em causa não disse mentira nenhuma.”
O que mais me choca é a pessoa que diz isto não ver que para o caso não interessa se é mesmo verdade que os romanos vomitavam assim tanto ou se a professora tem o hímen rasgado.
“basta ir a uma qualquer escola c+s e só se vêem putos de 12, 13 anos na marmelada como gente grande. agora fazem-se de púdicos e santinhos, como se fossem virgens ofendidas…coitadinhos dos meninos!”
Pois é, não devemos generalizar dizendo que há muitos professores assim. Os miúdos é que são uns hipócritas; eles estavam a gostar da conversa tanto ou mais do que a professora.
Cambada de crianças que são todas umas taradas e depois ofendem-se por ouvirem a professora dizer as verdades…
“eu também me passava se tivesse que aturar gente daquela mais os seus muito “iluminados” pais a mandar bitates cheios de razão para cima de mim!”
Eu era a mesma coisa. Então eu agora tenho de dar aulas aos filhos dos outros, e esses outros têm opinião sobre o meu trabalho?
Havia de ser comigo, pedissem-me esses pais para terem uma reunião comigo e convidava logo uma stripper para se exibir na próxima aula. Está bem está, é preciso uma pessoa impôr-se…
“Atenção, ainda não se conhecem todos os contornos do caso.”
E se calhar nem interessa conhecer. O que veio a público já dá vómitos suficientes….ups….
“Parece que alunos de 18 e 19 anos têm da professora uma opinião muito favoravel, dizem mesmo que ela se preocupa e muito com os alunos.”
Hummmmmm….aqui vou remeter-me ao silêncio!
“Também dizem que estas duas alunas forçaram a conversa e a gravaram , porque já anteriormente tinham tido problemas com esta professora.”
É verdade, sei de um primo da amiga da tia da cunhada da vizinha do meu patrão que diz que as alunas levaram uma AK-47 para a aula,apontaram-na à professora e terão dito: “Diga lá o que é que os romanos faziam?”
Isso é um facto, forçaram mesmo a conversa. Estamos a falar de crianças…..
“Que existem guerrinhas internas dentro desta escola, e que directora de turma, tem inimizade pessoal com esta professora.”
Ai então é isso? Ah, então prontos. Uf….
Se haviam inimizades e guerrinhas na escola isso explica tudo. Realmente, isso é algo que nunca ocorre normalmente numa organização e quando ocorre, é o caos….
“È lógico que conversas tidas com alunos de 16 ou 17 anos, não se podem ter com alunos de 12 ou 13.”
Claro, alunos de 16, 17 anos têm o direito a ter informações sobre a anatomia da professora.
Ela só se enganou, pensou que estava a falar para pessoas adultas e lá de casa.Nada de grave…
“Mas também é muito estranho, que agora passe a ser moda, gravar o que dizem os professores de quem não se gosta, forçando-os a terem atitudes impensadas, para depois os queimar.”
O “forçando-os” está um bocado forçado.
E não me parece que os jornais valorizem todos os videos amadores de salas de aula.
“Porque chegou este assunto tão rapidamente aos jornais, e não tentou a escola internamente resolver o problema, sem alarido ouvindo todos os intervenientes, mas tambem os outros alunos daquela turma ?”
Por que raio têm os jornais de meter o bedelho em tudo…
É só alarido, falem em coisas boas, fogo, agora já nem dá a Floribella…
“Algo vai mal na educação, mas isto tambem cheira demasiado a bufaria.”
Alguém também ia mal naquele assalto à sede do Partido Democratas. Ainda bem que houve bufaria….
“Que educação se está a dar a jovens, tanto pais como professores, para que eles achem normal utilizarem este tipo de métodos.”
Pois é, então a professora insulta-os e eles denunciam e gravam esse acto que se quer privado, recatado e pacificamente tolerado?!
Que jovens estamos a criar? Já nem aceitam ser agredidos sem piarem….
[Responder]
Daniel Oliveira disse:
«Os jornalistas, como aprende qualquer estudante de comunicação social, têm imperativos éticos e eles contam na decisão de publicar ou não uma notícia»
E eu respondo:
Não tenho nada essa ideia. Acho que a maioria (não todos) dos jornalistas não faz nada disso.
[Responder]
29 mariana
Explique lá à malta o que tem uma professora de História a ver com o facto de umas miúdas andarem na marmelada ?
É que toda a gente já percebeu que as miudas gostam de dar umas beijocas, mas porque raio a dita senhora tem que meter o bedelho no assunto ?
E porque motivo, e este sim o mais grave, ameaça as alunas com chumbos na sua disciplina ?
A senhora não gostou de que as alunas fizessem queixa dela, e claro tudo isto iria cair em saco roto e quem se ia lixar eram as miudas porque iam chumbar. Foram inteligentes e passaram a perna à espertalhona.
O que me deixa mesmo fodido é alguns colegas de profissão da dita virem para aqui sofrer as dores da Srª Drª Arqª Engª , que nem falar sabe.
Imagino os casos e casos que se passam por esse pais fora. A isto chama-se abuso de autoridade.
Esta senhora devia ir dar aulas aos putos da historia do telemovel.
Assim só se estragava uma turma.
[Responder]
Este assunto é o dia-a-dia das nossas escolas públicas, eu andei numa, o meu irmão também e professores chalupas tivemos mais que uma dezena.
O assunto mexe com o Daniel Oliveira e os outros esquerdistas pois roça na educação sexual e ensino público, vacas sagradas, nada do que a senhora professora fez tem a ver com educação sexual, a senhora professora limitou-se a provar que não tem condições para o cargo (ensino público) e mostrou como se persegue os alunos dentro das salas de aulas públicas que faltando a comunicação social as coisas passam impunemente dado o corporativismo que abafa os casos.
Eu sou a favor de um ensino público responsável e transparente. Em Portugal todos estes anos de eduquês e de falta de uma estrutura bem hierarquizada dentro das escolas públicas criaram estas perfeitas aberrações com que o cidadão se depara diariamente através da comunicação social, da interacção com as instituições de ensino público e do que ouve na rua.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 19th, 2009 at 19:51
Mouzinho, talvez os professores chalupas que teve expliquem muita coisa. Tem a minha simpatia.
Mais um julgamento sumário e sumaríssimo a que o Daniel, pelos vistos, gosta de entregar-se. Qual psiquiatra da blogosfera, rapidamente decreta ser aquela professora uma mente “desequilibrada”.
Confesso que não percebo a repercussão deste caso, comecei por ver a abertura do noticiário da Sic, que coisa mais vergonhosa! De facto, a indigência campeia lá para as bandas de Carnaxide….
Mas o mais espantoso é que ninguém se indigna pela violação do direito à reserva daquela professora. Será que é aceitável o linchamento mediático a que temos assistido? Será que é aceitável que os alunos filmem os professores assim, ainda por cima com a cumplicidade dos pais? Será que é aceitável logo decretar a suspensão daquela professora só porque o assunto chegou à SIC? Que espécie de gente é o conselho executivo daquela escola? Perante a televisão, parece que as pessoas se comportam como débeis mentais, ou cãezinhos de Pavlov! Até a Ministra da Educação se dignou a vir a terreiro dar uma entrevista! Por causa de um caso destes, que pelos vistos até tem mais do que uma leitura:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381561&idCanal=58
Tomara que Deus nos livre da justiça popular!
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a professora foi, aparentemente, disparatada. anoto também a evolução do daniel quanto ao caso da professora da escola carlona michaelis. ao tempo,o daniel crucificou a professora.
um abraço,
jose ricardo
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Porque é que esta professora tem um processo disciplinar com efeitos suspensivos e o Lopes da Mota (um caso gravíssimo!) não?!
……………………………………………
Quanto ao Daniel Oliveira, não o levem muito a sério! Não merece muito crédito alguém que recorre a nomes de doenças mentais graves para enfatizar o seu discurso, doenças que supliciam famílias e pacientes. Certamente que não tem ninguém próximo com uma dessas doenças.
[Responder]
Acho no minimo desapropriado que casos como este, com existência de gravação, andem a passar na tv durante um mês a fio, como acontece muitas vezes. O caso do Carolina Michaelis foi ate enjoar. Não deixo de ter em consideração que se não fossem os meios de comunicação social a professora poderia não ser devidamente punida, o que está mal. O estado deveria ter mecanismos que funcionassem independentemente do mediatismo de determinado caso. A existência da gravação deveria ser suficiente para motivar a correcta punição, mesmo sem que ela aparecesse na tv. Não me satifaz nada ver estas coisas e até me parece uma curiosidade esquisita. Desde que as medidas correctas sejam tomadas.
[Responder]
Jairo e outros, e desde quando a comunicação social é uma melhor instância. A única coisa que promove é a generalização dos casos e a humilhação pública das pessoas.
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Caro Daniel, em concordância total, exibi o seu comentário no meu blog. Espero não haver problema algum
[Responder]
daniel:
antes de mais, um reparo: desta vez até me perguntou…da outra vez que lhe perguntei porque é que a palestina há de ser independente e não se pode lutar pela independência e autonomia de portugal, ficou caladinho, caladinho… folgo em saber que, afinal, até me lê.
e não, felizmente não deve ser a população toda. “gente dessa” são os alunos que filmam aulas e não levam uma surra (vá, para não o chocar, um castigo) ao chegar a casa.
e sim, tem tudo a ver uma professora de história falar de sexo com as miúdas. porque se pitas de 12 anos andam na marmelada no recreio feitas pegas, haja alguém que lhes chame a atenção.
não concordo com o exagero, mas compreendo imensamente o estado de desespero a que se chega. como no anúncio do jornal i, é entrar na praça de touros…mas a plateia está toda a favor dos touros…e das vacas.
[Responder]
Minhoto e outros, aproveitar a questão para vir fazer a defesa do ensino privado é, no mínimo, abusivo. É a velha história da floresta e da árvore, mas enfim.
Espero que defendam a qualidade da licenciatura do nosso primeiro e todos os escândalos conhecidos do ensino privado. É a velha história da floresta e da árvore.
E, mesmo quando se critica o Estado, talvez fosse bom perceber quem é que, em cada momento, é responsável por esse mesmo Estado. Será que vocês não se dão conta que na maioria das vezes em que criticam o Estado estão, na prática, a atestar da incompetência dos partidos em que votam?
É que, ao contrário do que possa parecer, para alguns, criticar o Estado não é criticar a esquerda pelo simples facto de que a esquerda não está lá.
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ps: Há, no comentário anterior, uma repetição involuntária da expressão “da floresta e da árvore”. Acontece até aos piores.
[Responder]
Isto apenas vem prejudicar a questão da educação sexual. É o pós-modernismo sociológico que na Alemanha produziu manuais onde se incentivam os pais a “brincar” com os genitais das filhas de 3 anos. Tudo muito moderno (e cosmopolita, suponho).
Ora, isto não é educação sexual, e apenas vem alimentar quem se opõe a qualquer referência a seja o que for que tenha a ver com a sexualidade nas escolas. Falar do que é uma gravidez e dos métodos contraceptivos existentes a um público adolescente é bastante diferente de andar a falar em “romper o hímen” com raparigas de 12 anos.
Em especial é levar ao absurdo a questão da sexualidade, fazendo uma pressão inaceitável para a premiscuídade em crianças.
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Vitor, eu não defendo que a gravação sirva para substituir os tribunais quando eles não funcionam.Não me confunda com “os outros”.
Digo que o direito à privacidade não pode sucumbir perante o direito à denúncia e participação de crimes. E a denúncia não tem de ser só feita aos tribunais. Até para garantir a minha segurança; posso divulgar publicamente em jornais, ameaças de morte que objectiva e comprovadamente me tenham sido feitas por escrito, por exemplo.
Não é verdade que, só por haver presunção da inocência até prova em contrário; não se possam tornar públicos ofensas e agressões de que alguém tenha sido vítima.
Caso contrário, a agressão de um individuo a outro, regista em vídeo, só poderia ser tornada pública depois de haver uma sentença em tribunal condenando o agressor?!
A gravação em causa trata-se de uma agressão a crianças, é tão simples, grave e horrível, quanto isso.
Quanto ao facto da história ter passado para os jornais;
Os jornais, repito, não publicam gratuitamente qualquer gravação enviada anonimamente para as redacções. Investigam e contactam os visados.
Não identificaram a professora, nem tinham de o fazer. Isso é que vai ter de ser assunto para os tribunais.
Se não tivesse havido gravação, seria a palavra dos alunos contra a da professora; e esses alunos teriam de enfrentar novamente a “besta”, sofrendo as represálias. Aliás, ela, sem saber que estava a ser “gravada”, faz explicitamente tais ameaças.
Os jornais, não “lincharam” ninguém. Quanto muito, podem estar a dar uma imagem da escola pública que não agrade ao ministério. Mas isso, já tem de ser indiferente para os jornalistas; não foram eles que inventaram aqueles factos e estes têm óbvio interesse jornalístico e público.
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Errata: no comentário 51:
Em vez de:
“Digo que o direito à privacidade não pode sucumbir perante o direito à denúncia e participação de crimes.”
Digo que o direito à privacidade não pode prevalecer perante o direito e o dever à denúncia e participação de crimes.
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Esta coisa de uma professora
insultar pais de alunos enquanto os vai ameaçando com más avaliações, chumbos , os amigos dos filhos etc etc não tem nada a haver com crucificações lol.Tem mesmo só a haver com incompência pura e simples. Ah pois, já me esquecia. Também tem um bocadinho a haver com abuso de poder ; mas isso só 1 kadinho hehe.
Ora que história esta.
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Na generalidade concordo com o que escreveu.
Várias coisas se podem ainda dizer:
- esta divulgação da gravação, vai fazer passar a ideia de que é “normal” gravar as aulas dos professores e a seguir fazer a denuncia pública. Vejo ai um perígo. E não considero ser uma coisa legitima. A escola deveria actuar sobre estas situações e outras, sem ser preciso recorrer a estes métodos.
- Sobre a professora, não quero desculpa-la, mas está por estudar o desgaste psicológico que anos e anos de aulas provocam nas pessoas. Durante muito tempo isso passa despercebido, mas chega ao dia em que muita gente “se passa”.
Apesar de tudo, não me parece ser este o caso, porque a professora não teve apenas uma acção menos feliz (que pode acontecer a qualquer um) teve várias ao longo de muitos minutos, desde ser ofensiva para com as habilitações académicas de algumas mães, até expor assuntos intimos seus e dos alunos. Quanto a isso, não há desculpa, não pode acontecer.
- Há quem diga que foi uma cilada. Não sei se foi ou não, e isso não pode desculpar o que foi dito. Agora é um bocado estranho, diria até muito, que apenas se ouvisse a voz da professora. Dá a ideia que todos sabiam do gravador e estavam a deixar a senhora “enterrar-se”. Hoje em dia, uma aula sem conversa e barulho dos alunos é quase uma impossibilidade.
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Considero espantoso o tom desculpabilizante deste post e de alguns comentários. Só falta dizerem que a senhora é uma coitada e mandarem-na para casa com reforma antecipada, que é o que vai acontecer.
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acho que ja percebi…amanha vou com a forquilha atras das crianças bufas … vou ler mais posts,mas nao acredito que mude de ideias,criança que grava aulas e faz queixas aos pais nao merece perdao..
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#29 mariana
marmelada que nem gente grande???? acendam as fogueiras!!!morte aos infieis!!!!
vc tambem se passava?? claro que sim,a partir do momento que um miudo de 12 anos anda na marmelada que nem gente grande,vc tem esse direito..
ate diria mais,miudos que nao sejam virgens..obras com eles!!!
[Responder]
bom post, daniel
[Responder]
Info sobre o caso
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1237822
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49 Vítor
O problema não é a comunicação ser a melhor instância. O problema, é infelizmente muitas vezes ser a única que funciona.
No caso vertente, de um dia para o outro foram tomadas medidas num assunto, que pelo que se ouve, se passava á três anos.
[Responder]
Esta prof. é louca e aposto que uma completa tarada!
Se se provar que esta conduta era prática reiterada para com os alunos acho que não devem haver contemplações de qualquer espécie e deverá ser afastada da profisão já que nos é dado a crer lhe falta o essencial para ser uma professora decente…RESPEITO pelos alunos e SENTIDO PEDAGÓGICO!
[Responder]
Luis Marvão # 45
Diga-me então o qual é o mais importante a proteger…o direito de reserva de uma professora que ao que parece tem uma conduta completamente indecente para com os alunos ou o bem estar, tranquilidade e direito à reserva e intimidade de uma turma inteira de miudos de 12 e 13 anos?
Tem dúvidas é??
[Responder]
Concordo em pleno com o post do Daniel… o aspecto essencial não é este ou aquele professor, este ou aquele médico ou hospital, este ou aquele engenheiro ou jornalista, etc,etc antes a histeria social que se desenrola quando se publicitam casos isolados como se fossem a prática do dia a dia em relação às classes profissionais visadas. Estes casos que aparecem na televisão representam a excepção e o extremo, ou acreditam que os professores são todos como esta professora, ou os alunos são todos como a aluna do telemovel? Ou que os médicos são todos piratas e que os engenheiros são todos como o Sócrates? Claro que a maioria, sim são a grande maioria, dos restantes profissionais que cumprem a sua função de forma adequada e correcta são meros anónimos e o seu exemplo não vem para a televisão. Pena que estes venham da forma como vêm, por isso concordo com o Daniel e acho mais: para uma opinião publica ignorante e insensata, é mesmo preferível que se mantenham na ignorância e que estes casos nem venham a lume! Ou acham que o facto de se tomarem medidas de ultima hora resolve alguma coisa ou os problemas de fundo? é areia para os olhos…
[Responder]
Acho bastante razoável o texto de Daniel Oliveira. Demonstra ponderação e um bom-senso que, muitas vezes, nem sequer transparece nalguns blogues de professores.
Os linchamentos públicos que se fazem a meros profissionais, cujos erros são, portanto, do mero domínio laboral são parte da agonia social em que se vive.
Repare-se que neste caso não está qualquer tipo de crime em causa, mas apenas um presumível comportamento incorrecto no exercício da profissão.
Sem qualquer vergonha, vejo isto até comparado com as filmagens aos crimes de Timor e, noutros sítios, com presumíveis casos de corrupção que, se fossem (forem) verdadeiros, envolveriam altos representantes do Estado.
Este é o perigoso “estado” a que se chegou.
[Responder]
49#
Vítor, nunca disse que comunicação social é uma “melhor instância”.
Os jornalistas não fazem julgamentos; dão notícias!
As imagens do assalto ao BES de Campolide também foram divulgadas, e os assaltantes tidos como tais; não como “suspeitos de assalto cujo contexto que os levou a encostar armas à cabeça de pessoas não conhecemos; e que só os tribunais podem avaliar. Temos imagens, mas não as divulgamos porque não tem interesse público e não pretendemos alarmar as pessoas; é assunto da justiça.”
[Responder]
Caro moderador, não faço questão que publique os meus dois comentários que aguardam a sua intervenção. Como julguei que não tinham sido enviados; resumi essa minha opinião no comentário 59, que entretanto já foi publicado.
Obrigado e desculpe.
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Daniel Oliveira Reply:
Maio 20th, 2009 at 16:40
Desculpe, Jairo. Já foram publicados. Deixe estar. Fica o seu esclarecimento.
Ana 20 Mai 2009 às 13:21
Os jornais e as televisões existem para o espectáculo
Ora como sabemos dos bancos de escola “um cão que morde um homem não é notícia, mas um homem que morde um cão é”, e claro está quem a dar primeiro ganha.
Os eventos são mostrados de acordo com a agenda política que lhes interessa que nós vejamos.
Há aliás dois filmes muito interessante sobre isto que lhe recomendo e que são este e este .
[Responder]
58 – Levy
Ao que parece, a gravação tem 110 minutos. O que é publicado ocupa apenas um ou dois minutos. O que é que se diz antes e depois do publicado? Talvez trouxesse uma luz sobre a atitude da professora.
[Responder]
68#
“Repare-se que neste caso não está qualquer tipo de crime em causa, mas apenas um presumível comportamento incorrecto no exercício da profissão.”
Não sou jurista,mas tenho a ideia de que aquelas ameças e ofensas podem implicar consequências criminais. De uma coisa tenho a certeza, legal não é sinónimo de moral!
Queria ver se fizessem o mesmo a um filho seu se iria ser tão formalista e adepto da letra da lei.
E depois a expressão:
“Presumível comportamento incorrecto no exercício da profissão” ???!
Estamos a falar de uma professora que se esqueceu dos apontamentos em causa e cometeu uma gaffe sobre a matéria que ensinava?
Lamento desiludi-lo, quem inicia uma conversa daquelas numa sala de aula deixa de exercer a profissão de professor nesse momento.
E não se “presume”, constata-se que as palavras proferidas são ofensas e agressões a crianças.
“Sem qualquer vergonha, vejo isto até comparado com as filmagens aos crimes de Timor e, noutros sítios, com presumíveis casos de corrupção que, se fossem (forem) verdadeiros, envolveriam altos representantes do Estado.
Este é o perigoso “estado” a que se chegou.”
A falta de vergonha é sua.
Noticiar agressões a crianças, violações dos direitos humanos e acusações de corrupção é um dever de qualquer jornalista.
Eu não comparei as filmagens quanto à origem, comparei o modo profissional como foram publicadas e editadas ambas as filmagens, com critério jornalístico. Esse critério é que faz toda a diferença e impossibilita que a discussão seja levada para aquilo que todos os dias se passa no youtube e afins, sítios conspurcados por boatos e amadores anónimos. Não é o caso das redacções de jornais sérias.
O estado a que chegámos é que perante agressões a crianças num ambiente privado, há cada vez mais gente que defende como mais importante o direito à privacidade.
Provavelmente querem garantir o direito à agressão em privado.
[Responder]
De facto concordo com o daniel quando refere que o pior disto tudo, foi o modo arrogante como a sra professora, se dirigiu a um encarregado de educaçao referindo que era mais do que a mãe de uma aluna so porque tinha um mestrado e provavelmente uma especialização em histeria…
Pessoalmente considero que os professores nunca deveriam ser autorizados a falar de educação sexual, muito menos em aulas das suas disciplinas; deveria ser criada a disciplina do tema em questão, ou então tirar uma hora livre para debater o tema, e este deveria ser realizado com profissionais preparados para o efeito, ou seja: enfermeiros, psicologos, assistentes sociais.
[Responder]
#74
O meu voyerismo não é suficiente para gostar de andar a espreitar os outros.
Nem gosto de ver “sangue”.
Se algum dia for apanhado nalguma das asneiras que provavelmente faz, e se for traiçoeiramente gravado, talvez venha para aqui gritar pelos seus direitos. Ou então, talvez seja o ser humano perfeito e portanto pode cantar de galo relativamente às fraquezas (talvez doenças) dos outros.
Se fosse um filho meu, trataria as coisas com decência, como certamente elas iriam ser tratadas. Não o incentivava à delinquência nem lhe iria dizer que ele seria o Max Stahl da actualidade!
[Responder]
Do pouco a que assisti sobre a “novela” nos noticiários desta noite, deu para perceber pelo menos isto:
1. A senhora professora tem de facto um problema que urge ser medicado (o que não admira dado o tratamento a que o professorado tem merecido pela tutela).
2. A “corporação” une-se no desmando da aluna ter levado para a sala de aula equipamento “audiÓvisual” contrariando as sagradas “escrituras” estabelecidas.
3. Quem decidirá o destino de uma e de outra será essa sumidade que lidera a DREN, o que me faz desde logo “cavalar” a testosterona.
Fico a aguardar os próximos episódios…
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73 # Sardinha
É como diz. No professorado corre um pouco a ideia que os alunos puseram previamente a professora naquele estado, para depoisa gravarem. Para evitar especulações destas, espero que quem faça a averiguação, apuro tudo o que se passou.
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75#
“Pessoalmente considero que os professores nunca deveriam ser autorizados a falar de educação sexual, muito menos em aulas das suas disciplinas”
A lei que regulamentava isso, julgo que era de 1999, e previa isso mesmo: que todos tratassem do assunto. Claro que não funcionou e ninguém perde um minuto com a educação sexual. Excepto nas aulas de ciências e biologia.
[Responder]
Talvez, enquanto esperamos por novos desenvolvimentos, não faça mal reflectir nestas palavras do Manuel António Pina no JN de 20 Maio
Educação para a delinquência
A notícia veio em tudo o que é jornal e TV: uma professora da Escola EB 2,3 Sá Couto, em Espinho – que dezenas de alunos seus consideram “a mais espectacular da escola” e uma “segunda mãe” – foi suspensa “após afirmações de cariz sexual”. A suspensão foi ditada pelo Conselho Directivo depois de duas alunas terem gravado afirmações suas numa aula, alunas que, segundo vários colegas, “fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”.
A Associação de Pais e a DREN acharam muito bem. Ninguém, nem pais, nem Conselho Directivo, nem DREN “acharam mal” o facto de duas jovens de 12 anos terem cometido um crime (se calhar encomendado) para alcançarem os seus fins. O Código Penal pune com prisão até 1 ano “quem, sem consentimento, gravar palavras proferidas por outra pessoa e não destinadas ao público, mesmo que lhe sejam dirigidas”, punição agravada de um terço “quando o facto for praticado para causar prejuízo a outra pessoa”. Educadas desde jovens para a bufaria e a delinquência e sabendo que o crime compensa, que género de cidadãos vão ser aquelas miúdas?
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Portugal merece os professores(as) que tem.
Quantas coisas muito mais graves não se passarão pelas salas de aulas deste país?
Só não haverá mais casos denunciados, devido ao clima de medo que se criou com o actual governo, que tudo faz para que casos como este não saiam à luz do dia, de forma a não prejudicar ainda mais o Ministério da Educação, e a sua responsável.
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61 desparasitante
20 Mai 2009 às 3:17
#29 mariana
marmelada que nem gente grande???? acendam as fogueiras!!!morte aos infieis!!!!
vc tambem se passava?? claro que sim,a partir do momento que um miudo de 12 anos anda na marmelada que nem gente grande,vc tem esse direito..
ate diria mais,miudos que nao sejam virgens..obras com eles!!!
AHAHAHAHAH
ou seja, se as miúdas não sabem ser responsáveis sobre a sua sexualidade (se calhar é de verem muitos filmes porno em vez de terem pais a educá-las…), coitadinhas que ninguém lhes pode dizer nada.
mas ao mesmo tempo, as meninas coitadinhas que são umas virgens ofendidas e não podem ouvir certas coisas para não ficarem “poluídas”..vá se catar! queria ver se tivesse um(a) filho/a de 12, 13 anos com um comportamento como o descrevi se ia bater palmas de contente… se fosse bom pai, no mínimo ficava preocupado.
esta história tem muito da nova mania de achar que as criancinhas são todas muito inocentes e ninguém as pode contrariar… é preocupante a geração de “desculpadinhos” que se está a criar com isto.
[Responder]
ps. mais; o que me incomoda mais é os pais dizerem aos filhos para gravarem as aulas. viva a bufaria!
se a sra. d. mãe com o 12º ano fosse assim tão despachada para resolver o problema, resolvia-o indo à escola até pôr tudo em pratos limpos, não era pedir à doce e pura donzela que gravasse a professora.
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mariana
” porque se pitas de 12 anos andam na marmelada no recreio feitas pegas, haja alguém que lhes chame a atenção.”
“esta história tem muito da nova mania de achar que as criancinhas são todas muito inocentes e ninguém as pode contrariar…”
- dirija-se a comissao proteçao menores e denuncie esses casos que diz conhecer,mas entretanto por segurança evite cafeina e faça algum desporto
[Responder]
Eu proponho uma nova disciplina
“A Historia do Sexo”, assim esta prof não ficava mal na fotografia nem sem emprego
Existem pessoas que tem muito medo da bufaria. E realmente este pais é um pais de NÂO bufos, e de invejosos.
Durante 3 anos foram vários os casos relatados sobre esta senhora.
Nos ultimos meses os pais fizeram queixa da senhora à direcção da escola que se estava a preparar para deixar tudo na mesma.
A dita professora, preparava-se para mostrar às alunas naquilo que se meteram.
Os pais já em desespero foram mais esperto que a senhora Drª Engª Arqª que queria comprar um jeep novo, e passaram-lhe a perna mostrando a toda a gente o calibre da menina.
Eu sou totalmente contra a violencia contra professores, mas se isto se passasse com algum filho meu acho que teria que me conter bastante para não lhe mandar umas lapadas.
[Responder]
Quanto à bufaria de que tanto se fala…meus amigos…aplica-se a velha máxima…QUEM NÃO DEVE NÃO TEME!
[Responder]
Jairo, nem tudo o que não aparece nos telejornais significa que esteja a ser abafado.
Ao longo da minha vida de estudante vi atitudes de professores e alunos que seriam suficientes para escandalizar o povo.
Muitas dessas situações resolveram-se sem se recorrer à comunicação social. Para isso, existem pais, outros professores, funcionários e os próprios alunos.
Aliás, a comunicação social acaba muita vezes por exagerar ou deturpar certos acontecimentos.
E não se pode cair no erro de comparar isto com o Massacre de Santa Cruz ou o Caso Freeport. Isto é demasiado pequeno e só num país de brandos costumes é que se exagera a importância.
O caso de Espinho não merece tanta atenção, pelo menos do resto do país. O país, o debate sobre a educação sexual e a avaliação dos professores não podem depender dum caso isolado.
A mim não se surpreendia nada que começassem a aparecer mais casos de gravações. Lembra-se do efeito Manuel Subtil?
[Responder]
Mariana:
Bufaria? Defender os filhos de uma doente mental protegida pelos seus pares de queixas anteriores? Vc para as dizer nem as pensa. Ainda por cima vem dizer que a culpa é dos miudos. Ganhe juizo!
[Responder]
O que é absolutamente extraordinário nesta história é saber-se que os pais dirigiram á escola as suas queixas sobre o mau funcionamento dessa professora , que a escola pelos vistos ignorou e que agora que alunos, obrigados pela digamos , distracção do aparelho escolar em relação ás queixas, estejam quase a passar a ser os bodes expiatórios por terem usado o telemovel,lol.
E que uma professora que dentro de uma aula usando e abusando do seu poder tenha decidido o que se pode ou não pode dizer, ameaçando alunos e insultando pais .
Então agora a culpa é dos pais e das alunas??
Só falta mesmo promoverem essa professora a directora da escola hehe.
Está boa está.
[Responder]
Joaquim Azevedo:
«O Código Penal pune com prisão até 1 ano “quem, sem consentimento, gravar palavras proferidas por outra pessoa e não destinadas ao público, mesmo que lhe sejam dirigidas”, punição agravada de um terço “quando o facto for praticado para causar prejuízo a outra pessoa”.»
Também é crime matar, mas se for em legitima defesa…
[Responder]
João Pedro #90, o texto que você cita não é da minha autoria mas sim, como fiz questão de assinalar, do Sr. Manuel António Pina.
Contudo, acho que você exagera na comparação. Eu considero que há muito por saber neste caso e que, portanto, um pouco de moderação e paciência são aconselháveis. Aguardemos calmamente.
[Responder]
Quando ouviu a gravação, Almeida Santos reagiu: “Uma professora doutora de Espinho! Ai Jesus! E ainda por cima, mede 1,70m!”
[Responder]
Confesso que esperava mais verticalidade da parte do Daniel!… mas… há amarras politicas que justificam essa falha!
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Qd os professores se manifestaram contra a avaliação, defendi que o ensino público estava doente há muito tempo e que uma grande parte da culpa era dos professores:uns completamente ultrapassados(mentalidade fascizante), outros completamente ignorantes e, ainda outros, acumulando as duas já referidas características.Agora discute-se a legalidade da gravação.Legal ou não mostra a realidade.Professores com a mentalidade da referida senhora é o o que mais há( referências à habilitação literária dos pais).Uma colega minha(tb sou professora) costumava dizer:”com tanta gente a estudar ninguém quer trabalhar as terras do meu pai”.Não há gravação , mas a ideia está lá.Não há solução.é a escola que temos.
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