Maria João Pires renunciou à nacionalidade portuguesa optando, unicamente, pela brasileira. Um dos motivos terá a ver com o tratamento dado por este governo ao projecto de Belgais. A pianista tem recebido telefonemas de vários organismos governamentais de Espanha e do Brasil a convidarem-na para se instalar definitivamente nesses países, mas o convite feito pelas autoridades brasileiras terá sido muito sedutor, levando a pianista a optar por se mudar de armas e bagagens para o outro lado do Atlântico.
Não vou dizer que concordo com a opção da melhor pianista ainda portuguesa. Até porque sendo uma escolha pessoal, não tenho que concordar ou discordar. Claro que preferia que Maria João Pires continuasse a tentar mudar as coisas aqui mesmo. Mas compreendo o desalento, quando a ignorância está há tanto tempo no poder. Um país não pode vangloriar-se dos seus artistas enquanto os trata como inúteis e subsidiodependentes. Há décadas que Portugal dispensa os seus artistas. E se os artistas começarem a dispensar Portugal?
62 comentários 3 Jul 09 em Sem categoria62 respostas ao post “Cada país faz as suas escolhas, cada pessoa escolhe o seu país”
- 1 Pingback on 4 Jul 2009 às 8:58




Ignorância no poder??
Bom disso não sei , mas havendo 1 governo que lhe entregou-Via Ministério da Educação 170 mil euros, anualmente, bem sei que a vida está cara , mas que diabo.É triste ver Belgais acabar eu sou imensamente a favor de projectos de ensino através das artes e acho até que esse tipo de ensino devia estender-se a todo o pais;mas também sei que para 1 país pobre como o nosso é preciso ter um bocado de paciencia.
Quanto á decisão de mudar nacionalidades , é daquelas coisas , se ela se sente melhor em brasileira é lá com ela . Agora decidir ir para a hotelaria é que me parece uma daquelas cenas a atirar para a twite lite zone .
“Em Junho de 2006, Maria João Pires abandonou o Projecto Educativo de Belgais, que desenvolveu no concelho de Castelo Branco, e decidiu ir viver para o Brasil, onde pediu autorização de residência. A pianista está a viver em Salvador, no Estado da Bahia, e vai dedicar-se à hotelaria.”
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390053&idCanal=14
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Esta birra já vem de longe. Recebeu milhares de euros para Belgais e dizia-se sempre agastada pela falta de apoio… Mas por falar em subsídios, onde está a evidência da sua boa gestão e respectiva apresentação de contas? Ora como é óbvio, isso fez cancelar qualquer comparticipação quer do Estado quer da autarquia local.
Por mais que tente compreender a angustia e frustração de MJP não me parece que os restantes portugueses tenham mais culpa do que ela em relação ao deplorável estado da nossa política e das nossas burocracias. E qual é a solução para isto: ‘bora lá todos renunciar a nacionalidade?
Pessoas não quererem estar presas às suas raízes quando não se revêem nelas e ser uma diva são coisas completamente diferentes
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Quanto vale uma Nacionalidade…?
http://planetaspolitik.blogspot.com/2009/07/quanto-vale-uma-nacionalidade.html
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Estou-me positivamente nas tintas para mais esta bizarria da MJP. A chantagem em que sempre foi useira e vezeira, de se mudar de armas e bagagens para outro país, caso não visse satisfeitas as suas pretensões, tornavam este epílogo previsível. Não há pachorra para esta senhora que sempre achou que os standards dela deveriam ser os aplicados no país.
Como alguém diria, de forma mais prosaica: tem é falta de gajo, é o que é.
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Daniel Oliveira Reply:
Julho 3rd, 2009 at 16:08
João Costa, suponho que o senhor também. De gajo ou de gaja. E não vai seguramente levar a mal. É apenas um comentário tão idiota como o seu.
“E se os artistas começarem a dispensar Portugal?”
“artistas”
Ninguém dá por falta !!!!! O que não falta para ai são ucranianas moldavas etc … a saber tocar piano .
Quem foi Comuna devia saber isto . Vamos continuar a exportar futebolistas da nacionalidade dessa senhora porque é preferível futebol a musica clássica .
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Ouvi dizer que Manuel Pinho vai fazer o mesmo…
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Se cada cidadão que está descontente com os governos que têm passado nos últimos anos tomassem a atitude de Maria João Pires o país já não existiria, mas felizmente estas coisas só são “permitidas” e admiradas em artistas.
Maria João Pires deixou pois de usar pasta medicinal Couto…
O meu puto também chegou a ter destas birras. Vá lá que ela não mijou no sapato de ninguém ou estarei enganado?
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Independentemente das razões que possam assistir se é que assistem???à srª Maria João pires -Tenho para mim com uma atitude idiota e ridícula da dita srª -e dou comigo a imaginar os milhões de portugueses vivos e os que já desta vida marcharam a renunciar a nacionalidade e com certeza com muita mais razões de queixa que a dita senhora …enfim, parvoíces de pequeno burguês mimados e chorões !…
Pois que passe muito bem.
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Mudam os tempos, mudam as vontades, mudam os políticos, mudam até -diz-se por aí- as politicas!
Mas sempre teremos o espírito Sousa Lara… graça’ a Deu’ !
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Pois é!
Já ouvimos dizer mea culpa.
O nosso primeiro ministro admite..Mas isto não basta. Ficaremos todos sempre na ignorância de que estas coisas da cultura: da música, da pintura, da dança, da literatura, …é só para alguns? Mas alguns fora de Portugal? Onde os nossos artistas de facto fazem carreira. Claro aí tambem existe massa critica..sem bem me explico. Tantos foram..só lhe falta mudar a nacionalidade. E os que ficaram e os que estão para nascer..Ficarão sempre agarrados ao “mea culpa”?
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A Maria João Pires é uma senhora, tenho muito respeito por ela e admiro muito a sua obra. Ser portuguesa e/ou brasileira é-me indiferente, continua a ser a mesma pessoa.
Belgais parece ser um bom projecto, nunca lá fui e quando estiver na região vou dar lá um salto, pouco sei sobre este atrito e desilusão da Maria João Pires com Portugal. Nestes casos é um dever o contribuinte financiar pois há um retorno qualitativo em muitos aspectos. Estou completamente ignorante sobre o que realmente se passa, agradeço esclarecimentos.
O problema deste país é que gasta-se tanto dinheiro em “artistas” que nada produzem e quando há efectivamente coisas sérias…enfim…
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Daniel, não vai levar a mal, mas o seu comentário é um bocadinho mais idiota do que o meu, já que o meu foi propositadamente idiota, já o seu foi revelador de alguma falta de sentido de humor (um pouco misógino, bem sei), falta essa revelada por alguns dos seus leitores, que tanto critica e com razão.
Mas é verdade, ando com falta de gaja.
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Daniel Oliveira Reply:
Julho 3rd, 2009 at 16:16
Estou um pouco farto que sempre que se trata de uma mulher alguém diga que lhe falta homem. Chame-me politicamente correcto, mas já enjoa.
Também estou decepcionado.
Primeiro, por ela ter querido montar o seu projecto de ensino artístico de Belgais com dinheiro alheio, com dinheiro meu e dos outros portugueses! Há dias foram lá a casa e tiraram-lhe móveis e instrumentos. Eu pago o que compro, mas a MJP não, está acima dessas coisa terrena que é pagar dívidas!
Depois, porque renunciar à cidadania portuguesa é treta. Não passa de pretexto para chamar os holofotes. Ser português não é como a capa do piano da Maria João, que se põe e tira consoante o apetite do momento…
http://formigarras.blogspot.com/
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Também penso que seria útil, para uma avaliação séria deste caso, averiguar em que medida era Belgais um bom exemplo de ensino artístico, digno dos investimentos feitos. O que, claro, não pode ser confundido com a qualidade de Maria joão Pires, como artista, que, como outros, tem (teria) de viver e lutar neste país que temos, com os governos que temos.
Averiguar porque não realiza no Brasil o projecto que diz não ter condições para realizar em Portugal.
Ou seria Belgais o tal projecto de hotelaria?
(Apenas perguntas).
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Parece-me, nos dias que correm, dificil desvendar argumentos convincentes para censurar a decisão da senhora…
Se a moda pega…
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Facto Maria João Pires é uma grande pianista.
Facto: o Governo deu muito mais para o Tiago Monteiro andar a arrastar-se na Fórmula 1, para uma suposta promoção que dois ou três cartazes nas pistas conseguiriam muito melhor.
Facto: Maria João Pires devia ter sido incentivada a criar filiais de Belgais por todo o país, devia ter-se aproveitado imediatamente a disponibilidade e tirado partido.
Facto: em lugar de milhões em campanhas by Nick Knight devia investir-se milhões nos portugueses que podem fazer a diferença e puxar isto para fora da mediocridade boçal de quem prefere sempre o futebol, qualquer jogo de futebol, mesmo os piores do Sporting, a Mozart ou Chopin.
Facto: Maria João Pires já devia ter feito como o Saramago fez há muito tempo, devidamente motivado pelas “ganas” de uma mulher muito mais nova e espanhola: ia lá para fora a dizer mal disto em vez de tentar mudar as coisas por cá, aproveitava para crescer ainda mais e no final era recompensada com uma bela sede para uma Fundação com o Tejo aos pés.
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Na verdade uma escola que cobra +- 350 euros/mês por criança (subsidios de todos nós) onde existem escolas que o fazem no máximo por 150 euros, há algo aqui que não bate certo. Dá a ideia que anda alguém lá a mamar e bem à custa de todos os que pagam impostos.
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Daniel Oliveira Reply:
Julho 3rd, 2009 at 17:05
Adolfo, ou dá ideia ou anda. Tem consciência que uma escola com as características de Belgais não é bem uma escola onde meninas aprendem piano para brilhar nas festas, não tem?
Daniel, dá a ideia que anda. Não tenho os dados todos. No entanto parece-me que esta história está mal contada. Gostava que me esclarecesse, o Estado “cortou” o subsidio, a escola quer mais ou não conseguem gerir o dinheiro do subsidio?
Não está em causa a grandeza da artista, que o é, mas poderá estar em causa se ela consegue gerir uma escola.
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A maioria dos comentários aqui expressos são reveladores em si mesmos da nossa dolorosa pequenez. Pequenez mental. Não conseguir ver mais além. É assim infelizmente, o português nunca deixou de ser provinciano por muita tecnologia a que tivesse tido acesso. Por muito que tivesse viajado ou imigrado para longe. É genético. É por isto mesmo meus senhores, por toda esta incompreensão, por toda esta mesquinhez, por toda esta estreiteza mental que MJP se foi embora, tal como Saramago, tal como António Damásio, tal como Joaquim de Almeida and so on, and so on. E não tem que ver com serem “artistas”, com serem “vedetas”, com cuspirem no prato onde comeram. É incrível como nestas situações sobe logo o patriotismo-indignado a cabeça do português, que se sente mal por se ter sentido rejeitado, por ter a su identidade posta em causa. Desatam logo a supôr desde logo que a senhora geria mal os dinheiros e que dinheiros para a cultura e para o ensino realmente, que mal empregos, afinal não somos um país rico que isto não está para luxos. Triste, triste, triste. Acreditem, parte da gente deste país, não vale, de facto, o esforço.
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Lince, temos o Manuel de Oliveira que nunca saiu de Portugal. No entanto ele todos os anos faz filmes subsidiados para ninguém os ver. À conta disso dezenas de jovens cineastras não conseguem produzir um filme por falta de apoio. É justo? É que o dinheiro não cai do céu, alguém tem que produzir.
E Lince, triste é um gajo receber 400 euros por mês, a trabalhar que nem um cão e ainda ter contribuir para alguns fazerem aquilo que lhes dá prazer.
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Daniel Oliveira Reply:
Julho 3rd, 2009 at 17:41
Adolfoso Dias, Manoel de Oliveira é dos cineastas portugueses com mais espectadores. Esquece-se do pequeno pormenor dele ser visto fora de Portugal. Ou seja: Manoel de Oliveira é visto, revisto e trevisto em festivais internacionais por esse mundo fora. Pergunte a qualquer cinéfilo que não seja português um nome de um realizador português. A resposta será sempre a mesma. Além de que a arte não é apenas para os contemporâneos. Ainda hoje o senhor celebra Fernando Pessoa. Imagina quantos o leram quando ele era vivo? Os artistas abrem caminhos. Há muitos cineastas, os jovens cineastas de que fala, que não fariam o que fazem se não tivesse existido Manoel de Oliveira. Mas hoje vivemos no tempo do imediato. Ou vende agora ou não presta. Tivesse sido assim no passado e não tinhamos quase nada do que hoje adoramos.
É bom, nestas coisas, ser um bocadinho racional:
1. As fitas e números da Maria João Pires são constantes, ao longo da sua vida. Nada disso põe em causa a sua qualidade artística, mas é uma questão idiossincrática (ou, como diria o Ramalho, caprichosa e prima-donna)
2. O facto de ser uma boa pianista ou, mesmo, “a melhor pianista portuguesa”não lhe atribui , por essa qualidade, qualquer direito de cidadania (no que respeita a contas públicas, subsdios para projectos, impostos, etc.) diferente de qualquer outro cidadão.
3. Conheço (bem) o projecto de Belgrais e posso dizer que sempre tive algumas (mais que fundadas) dúvidas em relação ao mesmo. Às vezes, alguns grandes artistas confundem caprichos e vontades pessoais com projectos que, a serem pagos com dinheiros públicos, tem que ter essa mesma natureza e ser esse o seu fim (coisa pública) em si mesmo. Como turismo de habitação não era um mau projecto…
4. Há, por esse mundo fora, na área da música por exemplo, projectos extraordinários, cujos resultados são visiveis e reconhecidos por todo o mundo (na Venezuela, cuja Orquestra e o fantástico maestro Gustavo Dudamel ainda há poucos dias vi no Coliseu e que “mexe” com cerca de 30.000 crianças e jovens dos bairros pobres das grandes cidades, no Congo, onde dois musicólogos, um africano e outro europeu, construiram uma orquestra sinfónica com gente da rua, com um grau de pobreza e ignorância sem paralelo em qualquer zona mais miserável da Europa mas que tocam maravilhosamente, no norte da India, onde um enorme coro de mulheres trabalhadoras do campo e quase escravas é hoje um dos melhores interpretes de Bach (!) e cuja participação neste belissimo coro tem sido uma forma também de ajuda na luta pela sua libertação , até cá em Lisboa existe um projecto cujo nome não me recordo, constituído por jovens de zonas sociais complicadas, com o apoio de vários professores de música, enfim…). E Belgrais, alguém conhece os resultados práticos, para além de um pequeno coro de crianças, bonito sim senhor, mas e depois?
5. Nunca vi a Maria João Pires intervir publicamente em qualquer situação, entrevista, documento, etc. acerca da recente destruição organizada do ensino artístico em Portugal, em particular da música. Sobre Belgrais sim. E sempre. Mas há, de facto , mais mundo para além de Belgrais.
6. Nem sequer vou falar na teoria da grande pianista sobre a sua “desobrigação em apresentar contas a quem quer que seja”.
7. Que vá para o Brasil (já deve ser a 5ª vez que o anuncia) de vez e que por lá tenha muita saúde. E que se dedique à hotelaria. Mas com um aviso: cancelar concertos em cima da hora (a dois aconteceu-me a mim, num deles com a sinfónica de Londres, substuida à pressa, porque não havia já outra hipótese, por uma pianista espanhola em fim de carreira) demonstrou sempre um enorme desrespeito pelo público; fechar um hotel a meio de um mês cheio de hóspedes porque sim (como os concertos, não aparecia porque sim…) já é mais complicado…
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E mais, parece que o projecto/gestão foi entregue à filha Joana à cerca de dois anos e ao que parece aquilo faliu, deixaram de pagar à SS, obviamente houve uma penhora. Se 170000 euros por ano para 40 crianças não é suficiente então não sei qual o valor que deveria ser o subsidio. Continua-me a parecer que existiu ali alguém a mamar bem. Apenas especulação minha.
Mais uma vez reafirmo, não está em causa a artista está em causa a gestão do projecto em si.
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Oh Oldo de Lince
Há uma grande diferença entre provinciano e ingénuo. Ou mãos largas com dinheiro alheio…
Um projecto indivudual merece apoios durante um certo tempo. MJP teve-os. Onde está a mesquinhez!?
Não se pode é alimentar Belgais com raizes eternas no Orçamento de Estado.
http://formigarras.blogspot.com/
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22 Oldo de Lince
Eu estou-me cagando para as MJP’s, Saramagos e Quim’s de Hollywood. Provinciano parece ser você, que se deslumbra com os holofotes que esta gente conquistou e que, pelo facto de irem viver lá para fora ou mudarem de nacionalidade, sente como se de uma perda irreparável para o país se tratasse.
Provincianismo bacoco é achar que o país tem de manter estes “seres iluminados”, aqui, a qualquer preço (parece ser o seu caso). E ao contrário do que possa pensar, a minha opinião não tem nada a ver com “patriotismo”, mas apenas e só com a falta de paciência para aturar este tipo de prima-donas que acha que está acima de tudo e de todos e que amuam quando não vêem satisfeitos os caprichos dos seus egos.
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Daniel, é normal um cineastra fazer em média 1 ou 2 filmes por ano durante décadas sempre a ser subsidiado? É que assim esses jovens cineastas nunca conseguirão fazer um filme se não forem subsidiados.
Manuel de Oliveira só é mais visto porque obviamente fez mais filmes do que qualquer outro cineasta, provavelmente no mundo, mas se formos ver em média por filme esse valor é muito reduzido. O publico não vai ver os filmes dele. Acho que no minimo os filmes devem ser feitos para as pessoas, mas elas pura e simplesmente não vão ver. Ou acha que devemos subsidiar alguém para fazer filmes para meia duzia de experts “apreciarem” em festivais? Já teve milhões de apoio, deixem algum para os jovens. Se os “experts” gostam dos filmes dele que o apoiem.
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Fernando Pessoa era um génio e escrevia. A escrita, para um génio, só precisa de folhas de papel e caneta. Portanto o imenso Fernando Pessoa tratou de ganhar o suficiente para viver a escrever e nunca precisou de vender o que escrevia para viver.
Manoel de Oliveira precisa de apoios do Estado porque em Portugal infelizmente não há mecenas sistemáticos e o cinema não se faz só de papéis – no nosso país há sobretudo uma ética do desvio ao orçamentado, ou seja, as grandes empresas em vez de dar ainda tiram do Estado aquilo que o Estado podia usar para o desenvolvimento, mas claro que o que incomoda é o voluntarismo da Maria João Pires, não são os passos alcatifados nos corredores do poder dos senhores de ar sisudo, como cantava o José Afonso.
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Que a MJP tem talento para a música é inquestionável, mas também é óbvio que não percebe nada de finanças. Deveria talvez, ter delegado essa área a alguém mais competente.
Podemos deixar de ser portugueses por muitos motivos, mas este…… parece birra de menina mimada.
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Desculpe mas tinha que comentar o hiperlink onde está escrito “a destruição do ensino artístico especilizado em Portugal” porque é uma ideia recorrente mas completamente errada. Nunca, mas nunca se fez um esforço tão grande neste país em alargar a rede do ensino artístico de música. Vivo numa cidade do interior onde o ensino da música nunca tinha existido. Hoje, temos um conservatório, e os meus filhos estão a aprender saxofone e violoncelo sem qualquer custo, que não a compra do instrumento (e já foi um esforço grande, acredite). Querem os dois seguir música como profissão. Isto era possível no meu tempo, há 15 anos atrás? Eu sei que aí por Lisboa se riem destas coisas, mas há reformas que podem mudar a vida das pessoas. Este governo cometeu muitos erros, mas no ensino da música fez o que nunca tinha sido feito. Claro que como ninguém dá, de facto, valor à música, ninguém se vai levantar para defender e continuar o que começou a ser feito. Belgais era um projecto fantástico e lamento que termine assim. Mas ali ao lado, em Castelo Branco, Belmonte, na Covilhã, há oportunidade de estudar música tal como uma criança de Lisboa que frequente o Conservatório Nacional. E para mim, isto é que é fantástico.
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O problema que me parece de MJP é não ter uma máquina capaz de fornecer a logística necessária para levar um projecto destes para a frente, veja-se o caso de Saramago (esse sim um verdadeiro “artista” português) e a vergonha da Casa dos Bicos. Uma casa como Belgais só para manter-se de pé é necessário muito dinheiro, o que subsidia o Estado (170 mil euros por ano?) se assim for são os gastos mínimos de um solar minhoto convertido em turismo de habitação ao ano, quanto mais para um projecto desta envergadura e longe dos centros de decisão afectos a todo o tipo de propaganda política. A somar a isto tudo poderá estar também um problema de gestão ao qual o Estado deveria ter sido sensível no seu devido tempo. MJP como parte do nosso património cultural mostra o seu estado que é abandonada.
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Manuel Oliveira:
Sabe, o dinheiro não dá para tudo. Há por aí artistas que já excederam a dotação orçamental, dedicada à Arte. Artistas da finança, das contabilidades criativas, do off-shore, dos produtos tóxicos, enfim, os verdadeiros artistas de outras notas.
Quem é que se vai interessar pelas notas tocadas pela Senhora Maria João Pires?
Só fatam dizer: vão trabalhar malandros…
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A Maria João Pires é a nossa melhor pianista, mas não passa disso. 170000 euros anuais para financiar uma escola com 40 crianças chega e sobra, mesmo numa escola de referência. Eu frequentei um conservatório privado, onde se formavam instrumentistas, a não meninas para aprenderem a tocar piano para festas, como afirmava o Daniel Oliveira. Mesmo sendo uma escola não financiada pelo Estado, e que tinha de obter lucro pelos seus próprios meios, as mensalidades rondavam os 200 euros mensais. Essa escola existe há mais de 20 anos, e nunca faliu. A meu ver, esta história de Belgais está muito mal contada, a parece-me haver muita má gestão pelo meio. Espero não estar a fornecer dados errados, mas creio que li que Belgais tinha cerca de 10 funcionários. Questiono-me para que serão necessários 10 funcionários numa escola artística com 40 crianças.
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Vai a MJP para o Brasil porque o país dela a trata mal, vêm para cá uns quantos brasileiros em busca de um país que os trate melhor…
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Não está em causa as notas da artista. As musicais ninguém discute.
Agora reparem, ela pediu ajuda ao Estado, o Estado financiou-a para o projecto, passado uns tempos passou a ser gerido pela filha, a coisa correu mal, dividas e mais dividas, entre as quais processos de duas funcionárias, SS, etc. O que querem mais?
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Se não quer ser portuguesa boa viagem, já vai tarde… mas até na mudança revela mau gosto, brasileira??? por amor da santa!!!!!
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Daniel, por favor, leia:
http://loligovulgaris.com/?p=236
Obrigado.
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Alguns comentários só se debruçam sobre o valor da pianista (transformando-o automaticamente como valor do projecto Belgais). Outros, de raiz xenófoba, só se mostram incomodados com a mudança de nacionalidade (muito pouco importante para qualquer artista: Maria João Pires não será nem melhor nem pior pianista por ser brasileira…).
Facto: não há nenhuma evidência de que o projecto Belgais era um projecto viável ou sério. Ainda não tive sinais de que Belgais era um “projecto fantástico”. A ser, porque não é continuado no Brasil? (Talvez porque para uma pianista da qualidade de MJP seja difícil dedicar-se a qualquer outra coisa…)
Facto: A Fundação Belgais tinha um subsídio do Estado (para além de subsídios para actividades pontuais e as receitas dessas actividades).
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Perdoem-me a liberdade mas o que eu sinto claramente nestes comentários é: como somos todos um tristes e estamos todos na merda, não há ninguém que tenha direito a NÃO ESTAR na merda. Mais: não há direito a que alguém possa lutar para não estar na merda. Temos todos que penar. Se eu não estou bem, ai do meu vizinho se o estiver. Ainda que esteja a lutar pelo desenvolvimento do país (Belgais era, na sua área, uma projecto que visava desenvolver o país; um projecto susceptível de dar frutos na área artística e do ensino da música). E isto tem um nome, um nome muito básico chamado inveja, mesquinhez. Afinal o José Gil tinha razão. E sempre que eu lia os textos em que ele falava de inveja pareciam-me sempre abstracções. Mas agora percebi. Não há ninguém que tenha direito a ter um trabalho do qual gosta e a lutar por um projecto artístico em Portugal porque este é um país pobre que não se pode dar a esses luxos. Esquecem-se é que “estes luxos” estão directamente relacionados com a evolução mental, artística, espiritual e intelectual de um povo. Como bem dizia o Daniel “abrem caminhos”. É a tal questão, ninguém se chateia muito com os ordenados dos deputados, dos ministros, dos gestores, das reformas acumuladas, da corrupção, mas cai o carmo e a trindade por causa desses preguiçosos subsidio-dependentes a roubar o dinheiro da gente séria que poderia tão bem ser aplicado em…sei lá, mais um centro comercial que já começa a fazer falta, mais uma grande auto-estrada (com portagens claro), com uns quantos submarinos, com viagens em jactos privados para os ministros, com um upgrade do tgv, mais um estádio de futebol, enfim. Coisas tão mais necessárias, que verdadeiramente desenvolvem o país e de que todos nós gostamos (para encher a vista). Acreditam mesmo que o dinheiro entregue às belgais deste país serviria para aumentar as reformas de miséria? Acham mesmo que os grandes problemas financeiros do nosso país se devem ao dinheiro aplicado na cultura?! Se há gente mal-intencionada a viver bem à custa de subsídios neste país e a fazer pouco?, claro que há. Há-os em todo o lado, aqui não há santos. Mas caramba, a fúria com que o povo se atiça a estes casos é feia, é pequena, é mesquinha. Não sei até que ponto a senhora geria ou não bem os dinheiros, sei que o projecto que desenvolvia era meritório e necessário, que era uma pedra no charco, que ela é uma excelente musica e que merecia ter todo o apoio e o orgulho do país que lhe deu a vida. Não foi o caso. MJP não é caso único, é mais um dos muitos e isto devia fazer-nos tirar conclusões. Se não, fiquemos então todos convencidos de que os artistas portugueses são uns caprichosos, prima-donas, preguiçosos, que querem viver à custa do dinheiro de quem trabalha e que os sucessivos ministérios da cultura têm, de facto, uma visão para a cultura em Portugal e que têm sido atentos, diligentes e sensíveis à cultura no nosso país.
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Daniel:
Face à informação,verdadeira, divulgada nos comentários ao seu post, vai, ou não, alterar
o conteúdo deste? (este sim, verdadeiramente
ignorante para usar a sua terminologia).
É que reconhecer o mérito artistico de MJP, é muito diferente de lhe reconhecer qualidades na criação e gestão de projectos culturais (ou para dizer realmente a verdade, na criação de uma casa de campo subsidiada com dinheiros públicos).
O que me faz lembrar a Coreia do Norte, as declarações da gestora do “projecto”, filha da pianista….
Enfim…
[Responder]
Não me vou pronunciar sobre a pessoa que parece ter ideias muito concretas sobre qual a parte do Orçamento do Estado que lhe deve ser dado.
Como artista é excepcional e por isso vou colocar hoje no meu blog as Sonatas para Piano KV 310-333(315c) e 545 de Mozart.
[Responder]
Mas os subsídios chegaram sempre atrasadísimos. As contas têm que ser pagas nos prazos normais e não com 6, 7, 8 meses de atraso (assim as dívidas vão-se acumulando como uma “pescadinha-de-rabo-na-boca”).
A MJP abandonou a gestão de Belgais quando teve que ser intervencionada para a implatação de um pacemaker.
Eu conheço Belgais e conheço o trabalho da MJP e tenho muita pena que acabe assim.
Perde-se uma mais valia, mas pronto…há o futebol.
[Responder]
E já tivemos o exemplo da Vieira da Silva, da Paula Rego, do José Saramago. Mesmo desiludidos e mal-amados continuam a levar o nome de Portugal atrás deles e a espalhá-lo pelo mundo pelas melhores razões.
[Responder]
Antes futebol que artistas?
Manoel de Oliveira faz filmes que ninguém vê?
Quanto a mim existem umas quantas questões extra envolvidas nesta problemática do projecto de Belgais que ultrapassam o campo do financiamento (pura especulação), por muitas birras que tenha feito esta senhora, outrora menina birrenta. E chamem-me snob ou elitista mas prefiro que o estado gaste 1000 por ano em pessoas como MJP em projectos como Belgais (que se esquecem que não é uma mera academia ou conservatório e muito menos um centro de explicações) do que ganhe 3000 com o C. Ronaldo. O Saramago foi literalmente para a ilha, a MJP no Brasil, Manoel de Oliveira produz em Paris, Londres, Viena e não em Portugal (onde não há espaço para a sua dimensão)….
[Responder]
Nestas coisas nada é como gostariamos
Por mim Saramago é que deveria pedir a nacionalidade Espanhola e desaparecer de vez.
Quanto à MJP a unica coisa que que lhe gostaria de diz é que vá PAPQAP.
Tenho dito
[Responder]
Se o Cunha tivesse ouvido a Maria João (Mozart-sonatas para piano) deixaria de dizer alarvidades…
Manuel Monteiro
[Responder]
ESTA SENHORA QUE “DESAMPARE A LOJA”. O FACTO DE SER TALENTOSA NAO LHE DA’ O DIREITO DE FAZER “GATO SAPATO” DE TODOS NOS.
A ESQUERDA EM GERAL E’ MUITO BENEVOLENTE COM OS INTELECTUAIS DESREGRADOS,ACINTOSOS E QUE DETESTAM O PAIS. OPORTUNISMO POLITICO OU DEFEITO DE FABRICO, DE GENESE?
SOU DE ESQUERDA E INTERROGO-ME …
[Responder]
48 Manuel Monteiro
Caro Manuel, é um estilo que não me agrada.
Prefiro ouvir o meu antigo vinil do “A night at the Opera”
[Responder]
Antes de ir, que pelo menos, não deixe os seus credores de mãos a abanar – page o que deve. Quanto ao mais, faça uma boa viagem.
p.s. É curiosa, para mim, a ligação feita entre MJP e M. Oliveira, em alguns comentários, porque foi precisamente durante um cena de um filme de M O, em que MJP tocava, que eu abandonei a sala. Agastado com o “cineasta”, não com a pianista.
[Responder]
Lince, será que quase 200000 euros para 40 crianças não chegava? Então quanto era preciso? 1 milhão? 2, 3? Quanto era?
E já agora , eu também gostava de ter direito a um trabalho que gostasse e de ser subsidiado pelo Estado, e já agora se não for pedir muito, uma casinha em Lisboa com vista para o rio. Não seria com este custo que se pagariam as reformas, né?
[Responder]
Ministério da Educação apoiou centro de Belgais com 1,8 milhões euros desde 2000
28.07.2006 – 17h54 Lusa
O Ministério da Educação concedeu um apoio total de 1,8 milhões de euros ao Centro de Belgais para o Estudo das Artes, criado pela pianista Maria João Pires, disse hoje à Lusa fonte oficial.
De acordo com o director da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Luís Capucha, as verbas têm sido concedidas desde 2000 no âmbito de um protocolo assinado entre o Ministério da Educação e a associação que gere o projecto.
O director da DGIDC, que assinalou à Lusa ter vindo a acompanhar o projecto desde a sua criação, nos arredores de Castelo Branco, mostrou-se “surpreendido” com as declarações feitas pela pianista à rádio Antena 2. “Essas declarações[de Maria João Pires] não devem com certeza referir-se ao Ministério da Educação, porque nós cumprimos sempre todos os compromissos” com o Centro de Belgais, observou.
Numa entrevista concedida ontem à rádio Antena 2, a pianista Maria João Pires, mentora do centro, declarou ter sido “vítima de uma verdadeira tortura” para realizar o projecto, razão pela qual decidiu ir viver para o Brasil para se “salvar dos malefícios de Portugal”.
A pianista disse ainda ter sofrido fisicamente pela dedicação ao Centro de Belgais para o Estudo das Artes, por ela fundado em 1999 para desenvolver um projecto de ensino alternativo das artes, nomeadamente com uma escola para crianças.
Luís Capucha indicou que, entre 2000 e o final deste ano, o Centro de Belgais deverá receber do Ministério da Educação um total de 1.820.612 euros, que visam “financiar uma experiência pedagógica na Escola da Mata, nomeadamente cursos, encontros, oficinas e o próprio Coro Infantil de Belgais”.
O responsável recordou que, em Junho de 2000, foi assinado um primeiro protocolo válido por dois anos no valor de um milhão de euros, renovado depois em Janeiro de 2003 com um valor de 548.678 euros.
Em Dezembro do ano passado, foi assinado novo protocolo com validade de um ano para conceder mais um apoio de 274.339 euros, “que estão a ser entregues em tranches trimestrais, a segunda das quais paga depois de uma visita efectuada este mês à Escola da Mata”, acrescentou.
Questionado sobre a justificação do destino das verbas pelo centro, o director da DGIDC esclareceu que “o projecto foi acompanhado nos termos do protocolo assinado entre ambas as partes”.
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Este Cunha para além de alarve,também ouve vinil…e musica ” estrangeira”,…bravo!Pobre cão raivoso…também eu,gostava que os “CUNHAS”,
DESTE BURGO MAL FREQUENTADO FOSSEM TODOS PARA….ISSO MESMO.
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O que vale é que ninguém tem mesmo a ver com uma escolha pessoal que qualquer um pode fazer pelos motivos que muito bem lhe apetecer. Por muitos motivos também não acho nenhuma piada à nacionalidade portuguesa, alguns deles relacionados com o tipo de pensamento dominante espelhado nalguns comentários, não há nada como ser assumidamente um cidadão do mundo. Ah, Agostinho como tens razão
Desde quando precisamos de rótulos?
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54 l. reis
Umas pastilhas Renie e isso passa.
E digo-lhe mais, parafraseando Carlos Guimaraes Pinto no Insurgente
“Um parasita a menos
Maria João Pires decidiu abandonar a nacionalidade portuguesa e partir para o Brasil. Era bom que os restantes parasitas lhe seguissem o caminho.”
Mas porque raio é que a musica que voce gosta há-de ser melhor que a minha ????
Quem lhe atribuiu o titulo de identificador de gosto musical ?
E só tenho pena que Saramago e restante bando não lhe sigam as pegadas.
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E já agora, porque motivo os Portugueses devem andar a dar dinheiro para algo que vai benificiar meia duzia de pseudo-intelectuais ???
Ao menos os estádio de futebol são bem mais abrangentes.
Mas que raio de cultura é esta que só meia duzia de intelectuais é que gozam ?
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Pois é, enquanto alguns pensarem que o Estado pode retirar a uns para dar a outros porque se acham que detem um dom superior, nunca vamos sair da m****. Sejam eles banqueiros, artistas ou outra coisa qualquer. Se repararem, todos acham que a area onde actuam é mais importante que as outras e que por isso devem ser sustentados pelo Estado.
Faz-me lembrar aqueles jantares de grupo onde a conta é dividida por todos, e o pessoal pensa que pode pedir mais e mais caro do que se fosse jantar sozinho, porque a conta é dividida por todos. No final quando vem a conta repara-se que afinal o que cada um vai pagar é substancialmente superior a se fosse jantar sozinho.
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58 Adolfoso Dias
Exactamente. E por isso é que o funcionalismo publico nunca é eficiente, porque se estão todos a cagar.
Gastar muito ?? Que se lixe é do estado…..
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Tal como eu tinha dito a história estava mal contada. Ela quer as duas nacionalidades.
http://www.ionline.pt/conteudo/11896-maria-joao-pires-nao-quer-so-uma-nacionalidade-quer-duas
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Daniel, MJP pode ter toda a razão quanto ao projecto e falta de apoio. Mas é inegável que houve má gestão; que não teve a capacidade de entregar a gestão a quem disso entende, que nao conseguiu mobilizar meios privados (alguém acredita mesmo que A MJP não conseguia?). Sou director de marketing numa empresa privada… nunca me chegou pedido de apoio de belgais. E chegam pedidos todos os dias… e por mais insatisfação que tenhamos se temos orgulho no nosso país nunca renunciamos á nossa nacionalidade… assim, a reacção final de MJP, por mais respeito que nos mereça pela artista que é, é uma absoluta falta de respeito para os portugueses… para com os mesmos que há pouco tempo a aplaudiram calorosamente no CCB… eu estava lá. Agora tenho vergonha que ela seja portuguesa.
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