Às vezes, aos liberais, cai-lhes a máscara. Rodrigo Adão da Fonseca não gosta que Rui Tavares escreva no Público. E explica ao senhor Belmiro de Azevedo que está a dar demasiado espaço ao inimigo. “Depois, senhores da SONAE, que deixam que o seu dinheiro dê voz a radicais, não se queixem, nos momentos da verdade, que o país está enviesado, entregue à extrema esquerda, e que encontram resistência na mentalidade dos portugueses para promover a mudança.” Dois coelhos num só tiro: quer mandar calar um colunista de que não gosta e quer que seja o proprietário do jornal, e não o director, a faze-lo.

Responde o Rui: “Se fosse com o estado, ou com muçulmanos, até estaríamos certamente a falar de incitação à censura. Como é com um privado, o Rodrigo tem bom remédio: ponha as mãos em forma de concha em frente à boca, e grite: “Engenheiro Belmiro! Engenheeeiro Belmiiiiro de Azeveeedo! Mande calar aquele menino que disse coisas feias sobre o meu dogma!”. Se quiser, pode também fazer beicinho e bater com os pés.”

Na realidade, não é a primeira vez que Rodrigo Adão da Fonseca mostra a sua paixão pelo pluralismo de opinião na imprensa. Antes foi com Batista Bastos, no Jornal de Negócios: “Portugal dificilmente vai deixar de ser um país anémico, enquanto nos jornais moderados e, pasme-se, nos económicos, houver espaço para quem detesta as regras mais básicas do funcionamento dos mercados, e clama por aquilo que o mata.”


55 respostas ao post “Calem-me estes gajos!”  

  1. 1 1  Ribeiro

    Tem aqui toda a razão e mais alguma.

    Os meus votos de que não se contradiga num post qualquer e que aplique o mesmo critério sempre que ler ou ouvir uma “voz do dono”, latitude à parte.

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  2. 2 2  Manuel Leão

    Neste caso, o intervencionismo não só é bom, como é urgente.
    Há “manajeiros” piores do que “latifundiários”.
    Uns tristes, capazes de tudo.

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  3. 3 3  Sérgio Gomes

    É de facto inadmissível termos este tipo de comentários nos jornais de referência nacionais. Isto é efectivamente incitar a censura. Esses senhores chamam de Extrema-Esquerda toda e qualquer posição crítica do funcionamento do mercado. Esses senhores que agora estão muito perturbados com o desenrolar da Nova Economia, deveriam ouvir de vez em quando os conselhos sábios e prudentes do Professor Joseph Stiglitz, Dan Rodrik, e porque não Karl Marx? A diversidade traz riqueza sem dúvida,e nesta fase do Capitalismo urge repensar o modelo que queremos.

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  4. 4 4  Bang Bang

    Uma coisa curiosa que tenho a vindo constatar é que os ditos liberais são os que menos gostam da liberdade!! Estou em crer que isto só se passa com os nossos “liberais”.

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  5. 5 5  Luís Vicente

    Hey Hey Hey!

    Enquanto xuxa em processo de liberalização tenho de me insurgir contra a imagem que se quer aqui passar de todo o liberal como um estalinista disfarçado. Pois a mim não me incomoda a voz de ninguém.

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  6. 6 6  aviador

    Não é preciso queixar-se ao Belmiro.

    O Grnade Irmão Fernandes está atento.

    Ele não dorme em serviço.

    O Rui estará lá como uma cereja no cimo do bolo.

    È a cereja que “assegura” o “pluralismo” daquele jornal

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  7. 7 7  fado alexandrino

    É de facto inadmissível termos este tipo de comentários nos jornais de referência

    Por favor antes de comentar um post escreva vinte vezes o nome da capital da República Malgaxe para lhe dar tempo a pensar.

    Assim, repararia, que o comentário de RAF é num blog.

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  8. 8 8  josé Manuel Faria

    A direita liberal quer só para si a comunicação social privada. Todos a escrever o mesmo. Defendendo a luta de classes, a dos patrões e seus acólitos.

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  9. 9 9  Diogo

    Para sorrir:

    Jon Stewart – a fraca memória do Procurador-Geral Alberto Gonzales

    Jon Stewart, do Daily Show, relembra-nos, com humor, os extraordinários argumentos do agora ex-Procurador-Geral dos Estados Unidos, que depôs perante o Comité Judicial do Senado em Agosto de 2007. Entre várias controvérsias e alegações de perjúrio, Alberto Gonzales anunciou depois a sua resignação do cargo em Setembro de 2007. Mas recordemos o seu depoimento no Senado:

    Jon Stewart: Na opinião de alguns, o Procurador pecou por alguma falta de franqueza.

    Gonzalez: Não me recordo exactamente; não me recordo do conteúdo… ; não tenho qualquer ideia disso; não me recordo de todo; dou voltas à memória… ; senador, não me recordo; Só posso falar do que me recordo; não me recordo de me lembrar… ; havia uma reunião marcada para as 9 horas de 27 de Novembro na minha agenda, mas não me recordo dessa reunião…

    Bush: O Procurador-geral apresentou-se perante o Comité e prestou um depoimento muito cândido. Respondendo de forma honesta a todas as perguntas que podia responder e aumentando a confiança que deposito nele para este cargo.

    Vídeo (legendado em português) – 4:53m

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  10. 10 10  Barao Mediatico

    O desemprego a precarização dos postos de trabalho, diminuição do poder de compra a proliferação de centros comerciais, tudo isto é culpa de um país entregue à extrema esquerda.
    Como é que se pode ter calma para varrer este lixo?

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  11. 11 11  ezequiel

    o RAF ataca os x’s e y’s

    e o Daniel ataca os “liberais”

    tá lindo,

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  12. 12 12  portela menos 1

    que é Rodrigoda Fonseca?

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  13. 13 13  MBC

    Por estes dias, a esquerda radical, tem andado especialmente entusiasmada em denunciar os horrores do capitalismo e o “monstro” a que chamam neoliberalismo. Para muitos, a profecia marxista, de que o capitalismo entregue a si próprio, se devoraria, está a confirmar-se com a recente crise no sistema financeiro.

    O momento é portanto, de regozijo e inquietude. Imagino mesmo que na cabeça de muitos o fim do capitalismo esteja mesmo próximo.

    Perante os inúmeros posts que se vão lendo, parece que mundo é cada vez mais um lugar horrível, onde nunca se viveu tão mal. E se antes era a miséria de África, que fazia disparar os seus corações, numa denúncia feroz aos males do capitalismo, hoje chega até mesmo a “Velha Europa”, agora vendida ao neoliberalismo, para denunciar ferozmente essa fonte de todos os males.

    Por estes dias, de tanta denúncia (leia-se, propaganda), de indescritíveis horrores levados a cabo pelos Senhores do Capitalismo, recordo Orwel, citando um pequeno excerto de uma das suas obras mais célebres, “Mil Novecentos e Oitenta e Quatro”:

    “(…) Outrora (dizia o livro), antes da Gloriosa Revolução, Londres não era a bela cidade que hoje conhecemos. Era um povoado cinzento, sujo, miserável, onde quase ninguém tinha comida que chegasse e onde centenas, milhares de pobres, não tinham que calçar, nem telhado para se abrigarem. Crianças da tua idade eram obrigadas a trabalhar para patrões cruéis que as chicoteavam se trabalhassem demasiado devagar e as alimentavam a côdeas de pão duro e água. Mas no meio de toda esta terrível pobreza subsistiam umas quantas casas enormes, belíssimas, onde viviam homens ricos que chegavam a ter trinta criados para cuidarem deles. Estes homens ricos chamavam-se capitalistas. Costumavam ser gordos e feios, com cara de maus, como o da foto na página ao lado. Como vês, traz um casaco preto e comprido, a que chamavam casaca, e um chapéu esquisito, brilhante, em forma de chaminé, a que chamava cartola. Era este o uniforme dos capitalistas, mais ninguém podia usá-lo senão eles. Os capitalistas eram donos de tudo quanto há no mundo, os demais indivíduos apenas seus escravos. Donos da terra toda, de todas as casas, todas as fábricas, todo o dinheiro. Se alguém lhes desobedecesse podiam mandá-lo para a prisão, ou tirar-lhe o emprego, deixando-o morrer à fome. (…)”

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  14. 14 14  RAF

    Por mim o Daniel, o Rui Tavares e Cia podem dizer o que quiserem, não precisam estar calados (coisa que acho, deve ser difícil).

    Enquanto leitor que paga pelos jornais em causa – Negócios e Público – reservo-me ao direito de criticar ao que lá se escreve, e de protestar com o facto do meu dinheiro estar a caucionar colunas que são a antítese daquilo que os jornais em causa deveriam ser, pelo menos, na forma como supostamente se posicionam.

    Esta ideia é pacífica em Espanha. Em Portugal, avespinhou aqui a bloga do costume, que vêm logo com inúmeras considerações, recriminações, trazem os muçulmanos à colação, tudo serviu para fazer ruído.

    Da minha parte, agradeço a colaboração na difusão da minha ideia. A mim, ninguém me lê, mas depois de ver as vossas reacções, muita gente deve ter ficado a pensar que, se calhar, o que eu digo até tem a sua pertinência.

    Thanks
    RAF

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  15. 15 15  portela menos 1

    (…) enquanto leitor que paga pelos jornais em causa – Negócios e Público – reservo-me ao direito de criticar ao que lá se escreve, e de protestar com o facto do meu dinheiro estar a caucionar colunas que são a antítese daquilo que os jornais em causa deveriam ser, pelo menos, na forma como supostamente se posicionam (…)

    é por isso que eu admiro os “liberais”… nem Saramago, enquanto director do DN, diria melhor!

    [Responder]

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    RAF,

    Uma coisa é criticar, outra é criticar o proprietário (e não o director, mostrando desconhecimento das regras que existem e deve ser cumpridas nos jornais que proibem os proprietários de decidir o conteúdo do jornal) por ele não afastar um colunista porque o senhor não gosta.

    A participação do Rui Tavares no Público não vai contra a linha editorial do jornal. É isso que conta.

    Mas acho interessante o seu ponto de vista: não devem escrever nos jornais privados aqueles que o senhor acha que criticam as regras do mercado como o senhor as vê, porque vão contra os interesses dos empresários que os detêm. O Estado não deve deter meios de comunicação social. Conclusão: as pessoas com as quais o senhor não concorda não devem ter espaço na comunicação social. E assim garante a ditadura das suas posições. Diria que me espanta. Mas não espanta.

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  17. 17 17  Pedro Sales

    (…) enquanto leitor que paga pelos jornais em causa – Negócios e Público – reservo-me ao direito de criticar ao que lá se escreve, e de protestar com o facto do meu dinheiro estar a caucionar colunas que são a antítese daquilo que os jornais em causa deveriam ser, pelo menos, na forma como supostamente se posicionam (…)

    Este comentário do RAF diz muito sobre o seu entendimento do pluralismo de opinião e liberdade de expressão, mas também nos explica muito sobre o Público, um jornal que começou com um projecto editorial de centro-esquerda (dos seus accionistas faziam parte o El País e o La Repubblica e era inspirado no “The Guardian”) e que hoje, como está, permite que uns dogmáticos ultra-liberais se revejam na “forma como supostamente se posiciona”.

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  18. 18 18  Dinis

    A questão que se coloca é: mas quem C…é o Rodrigo?
    Lisboetas, pá!

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  19. 19 19  RAF

    Nada impede que o Daniel se junte ao Rui Tavares, peguem nos seu trocos, peguem no homem dos desenhos (que tem bastante jeito, por acaso) e façam um jornal. Podem até fazer um IPO na bolsa ou uma subscrição particular e criar um grupo editorial de esquerda, para promoção das suas ideias. Não imaginava é que para o Daniel só existem duas alternativas: ou parasita nos privados, ou parasita no Estado. Curioso, de facto…

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  20. 20 20  Daniel Oliveira

    RAF, mas não temos dinheiro. E quando tivermos, em principio, vai nos explicar que ter um gajo como o Rui Tavares irá contra os nossos interesse. Ou não?

    Percebe que defende que qualquer pessoa que ponha em causa os interesses de quem tem mais dinheiro não pode escrever em jornais.

    Já agora: para quando um recado a Balsemão? Estou-me a sentir um pouco desprezado.

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  21. 21 21  Nom_de_Guerre

    O que ainda ninguém percebeu é que muitos em Portugal (provavlemente o RAF) estão á espera de um Murdoch que os venha safar com um Fox News tuga.

    É que nota-se o bastante o vaivém que fazem na net para o O’Reilly e gostavam de ver uma coisita assim em português, sei lá.

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  22. 22 22  Dinis

    Daniel: ter dado visibilidade e entabulado diálogo com o RAF (?) só o coloca numa posição de falta de tacto. De jeito. Como e a que título se dá visibilidade à opinião pateta de um gajo que ninguém sabe quem é? Porquê? a que título? Não é ser estúpido? ou então ter demasiado tempo livre? Se a opinião do RAF (?) fosse expressa por um responsável político devia ser escrutinada, mas se é a opinião do RAF(‘) who gives the fuck? A moral desta história toda é que o seu blogue ajudou a dar a conhecer o RAF (?) Parabéns, grande tiro no pé!!

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  23. 23 23  Dinis

    Essa do Balsemão e do desprezo, resume a “estória” : é EGO. O meu será maior que o teu??!!
    Mas quem vcs acham que são, seus patetas lisboetas?? Aparecem na TV a destilar banalidades e acham-se o quê? Pobretanas confessos… mas não é se dinheiro, é de espírito. Enxerguem-se pá!

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  24. 24 24  Daniel Oliveira

    Dinis, é nestes momentos que o discurso “liberal” fica bem claro. O Insurgente é um blogue lido. Mas, acima de tudo, eu não discuto a opinião das pessoas pelo seu estatuto, mas pela sua opinião.

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  25. 25 25  Daniel Oliveira

    Dinis, estava a brincar. E se fosse chamar pateta aos seus amigos? Conheço-o de algum lado para tanta confiança? Não se esqueça que não está na sua casa.

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  26. 26 26  melita

    O Sr. Adão da Fonseca deve ser muito engraçado, visto como me faz lembrar tanto o abelhudo, impertinente, do meu sr pai. Que até há quem pense que será porque lhe deve dinheiro toda a gente, mas não, deve é ele, que queria ter tudo pra ele e não deixar nada a mais ninguém.

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  27. 27 27  Dinis

    “Conheço-o de algum lado para tanta confiança?”
    Claro que não. As pessoas do meu círculo não usam esta linguagem. “conheço-o de algum lado”…Mas isto é um blog aberto ao público ou é um clube restrito?E se é assim, porque publica os comentários? Tanta incongruência…

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  28. 28 28  Vítor

    De irresponsáveis está o país cheio, o Sr. Rui é só mais 1.

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  29. 29 29  fado alexandrino

    Em França pode dizer-se tudo: que Mitterrand rouba nos vestiários, que o Papa tem relações com a Madre Teresa, toda a gente se diverte, mas se se toca num jornalista para troçar dele, temo-los todos contra nós.
    Guy Bedos

    Este post e os comentários constituem uma peça muito interessante.
    Em Portugal, ao contrário de outros sítios, os jornais não afirmam claramente qual a sua cor política. Preferem jogar em águas turvas e fingir que são absolutamente imparciais.

    O único que fugiu a esta regra foi A Capital na altura dirigido por aquele que a Dra. Fátima dizia ser a maior esperança do jornalismo juvenil.
    Faliu.

    O Público pretende ser o maior neutral possível nas notícias que dá, e de vez em quando toma discretamente posição com um estardalhaço fenomenal sobre um ou outro assunto.

    Mas aqui o que se discute não é a posição do jornal, irrelevante para o caso, mas como exemplo o seu cronista maior.
    Rui Tavares já afirmou claramente que é de esquerda.
    Os outros oito décimos de cronistas também o são.

    Resta saber o que é mais importante num jornal, os cronistas ou as notícias.

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  30. 30 30  Pedro Vieira

    o Rodrigo AF é claramente um indivíduo que nunca se deparou com o meu peso, caso contrário nunca sugeriria ao daniel e ao rui que pegassem em mim, a não ser que seja um moço a dar para o cruel. e depois vive naquela dinâmica de me surripiar o nome só porque eu não vou à tv nem tenho coluna de enxovalho em jornais que se querem depuradinhos. protesto, claro.

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  31. 31 31  Pedro

    o daniel até já misturou dinheiro para o meio. é incrivel. o pobre do RAF expressou a sua opinião: não gosta de ler no seu jornal o Rui Tavares e não percebe como a Sonae o “patrocina”. até deu o exemplo de que não se importava nada que o Rui Tavares escrevesse no Correio da Manhã ou noutro jornal qualquer, desde que não fosse o Público, porque o Público era um dos seus jornais diários. oquê que o Rui Tavares e o Daniel fazem disto? uma peixeirada. porquê? porque o RAF não quer pluralidade; porque isto diz bem do espírito liberal do RAF; etc. não acham que deviam ter um pouco mais de calma? a vocês nunca vos aconteceu o mesmo? aposto que quando o JMF convidou o VPV para escrever no Público, pensaram precisamente no mesmo: “porquê que este gajo tem que me aparecer à frente agora!?”.

    há outra coisa sobre a qual também gostaria de chamar a atenção: o Rui Tavares já fez várias vezes referências à má educação com que o VPV reage quando alguém discorda frontalmente dele, chamando-os de burros para baixo. na altura achei pertinente: o Rui Tavares tinha razão. concordando muitas vezes com o VPV e menos com o Rui Tavares, era notório que o VPV não reagia educadamente sempre que o punham em sentido. acontece que o Rui Tavares está a cair exactamente no mesmo erro. não há artigo em que não comece ou acabe a insultar alguém: ou de que é fanático ou porque é burro ou porque é não sei oquê. eu compreendo que lhe dê um gozo especial (tal como se nota que dá ao Coutinho) e nem estou aqui a condená-lo por isso mas, por favor, deixem-se de moralismos

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  32. 32 32  MBC

    É extraordinário (ou talvez não), que as mesmas pessoas que tanto criticam o director do jornal pela linha editorial que vem sendo seguida nos últimos anos, venham agora atacar violentamente alguém que critica uma opção editorial! O que o RAF fez, é o mesmo que várias vezes tenho visto o Daniel Oliveira fazer. Criticar opções editorais! Porque é que quando é o Daniel Oliveira a fazer são críticas, e quando é alguém do outro lado da “barricada”, é logo a inquisição, a brigada fascista ou o papão capitalista que vem oprimir os pobres coitadinhos da esquerda?
    Porque é que será que em particular em relação ao Público noto um ressentimento especial da esquerda? É que sempre que vem à baila questões editoriais lá a vem sempre a mesma história:

    “(…) também nos explica muito sobre o Público, um jornal que começou com um projecto editorial de centro-esquerda (dos seus accionistas faziam parte o El País e o La Repubblica e era inspirado no “The Guardian”) e que hoje, como está, permite que uns dogmáticos ultra-liberais se revejam na “forma como supostamente se posiciona.”

    Já nos 20 anos do Público, o Daniel Oliveira lembrava a mesma coisa!

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  33. 33 33  Dinis

    “conheco-o de algum lado”? Ou seja: o blog é para conhecidos e afins? mas então qual é o papel do blog? Para que serve? Não é para interagir com DESCONHECIDOS?
    Não, pá, não sejas rídiculo ó Dinis, isto é só para alimentar o EGO…
    Vidinhas!

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  34. 34 34  Daniel Oliveira

    Pedro, a maioria das pessoas quando não gostam de uma coisa no jornal protestam e dirigem-me ao director, que é o responsável editorial pelo jornal, não ao patrão do director, porque é quem paga. E não dizem que querem ver o gajo fora do jornal. As pequenas diferenças… Mais a mais sabendo que as posições de RAF estão espalhadas por tudo quanto é coluna de opinião. Ficarem pelo menos meia dúzia a dar um ar de pluralismo aos jornais não é pedir demais, poir não?

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  35. 35 35  RAF

    Caro Pedro Vieira,
    Peço desculpa. Indignação justa.

    Caro Daniel,
    Não compro o Expresso. No Eixo do Mal, que é um programa light, encaixas bem. Vendi as acções que tinha na Impresa uma vez por causa de um programa miserável onde a SIC explorava até à exaustão uma miúda vinda sabe-se lá de onde.

    Já quanto à ideia de que quando tiveres capital o Rui Tavares não te interessa, nunca pensei nisso. Sempre achei que a esquerda devia ter os seus próprios grupos de media, mas com raciocínios como esse, pergunto-me se com dinheiro não viras um belo de um burguês abastado.

    Já agora, quem és tu Dinis? Não sabia que na esquerda também havia hierarquias…

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  36. 36 36  Daniel Oliveira

    Não dinis, o blogue é para toda a gente. Mas chamar palerma a quem não conhece de lado nenhum e não o insultou no seu próprio espaço é que é esticar-se um pouco. Dificil de perceber? Se não gosta do blogue, é simples, não vem cá. Aqui não me insulta. Ponto final e sem mais conversa.

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  37. 37 37  Daniel Oliveira

    A esquerda tem os seus próprios jornais nos países onde as empresas financiam aquilo que tem leitores e não apenas aquilo que lhes agrada politicamente. Não é assim em Portugal, onde um jornal que sempre esteve situado à esquerda (exactamente o Público) foi transformado num jornal de direita apesar de não parar, desde então, de perder leitores.

    Só não entendo uma coisa: se a esquerda tiver grupos de media não vai querer que o “mercado funcione”? E haverá então lugar para “radicais”?

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  38. 38 38  MBC

    “Pedro, a maioria das pessoas quando não gostam de uma coisa no jornal protestam e dirigem-me ao director, que é o responsável editorial pelo jornal, não ao patrão do director, porque é quem paga. (…)”

    Caro Daniel, que fantástica subtileza que encontrou para justificar os ataques absurdos de que o RAF tem sido alvo.
    De acordo com tamanha subtileza da raciocínio significa então que aquilo que distingue uma mera critica, da perseguição intolerante, é o interlocutor que escolhemos para nos dirigir.
    Ou seja, quando o Daniel Oliveira vocifera contra a escolha de Pacheco Pereira para dirigir o Público por um dia, ou contra os editoriais do José Manuel Fernandes, é uma mera crítica, porque se dirigiu ao director. Quando o RAF diz que não gosta de ler o Rui Tavares, no jornal que diariamente compra, já é uma perseguição intolerante, porque se dirige ao dono do jornal.

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  39. 39 39  Dinis

    Mas como pode um HOMEM normal sentir-se insultado por alguém que não conhece? Que adianta um gajo que não conheço dizer que determinada atitude é “palerma” (só por si, em qualquer circunstância não é grande insulto)
    Easy Daniel,relaxe. Tanto prurido….
    E tanto radicalismo no “ponto final e sem mais conversa..” Sendo a vida dialéctica permanente…Tanta ortodoxia que aí vai.

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  40. 40 40  João Pedro

    Acho que a esquerda tem realmente uma predominância nos meios de comunicação social, algo que devia ser revisto de modo a haver um maior equilibrio. Gostava de saber porque é que os jornalistas são quase todos de esquerda, é uma condição necessária? Acho ainda assim que temos coisas mais importantes com que nos preocupar.

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  41. 41 41  José

    O RAF apelou à censura.

    Isto porque não se dignou sequer a retorquir o conteúdo do artigo. Pôs a nu, pensava ele, a burrice dos patrões do jornal por estar a dar voz a um dos “outros” – um daqueles com opinião diferente da que convém à “mentalidade dos portugueses”, e, obviamente, da dos patrões do jornal.

    Isto não é sequer comparável a criticar escolhas editoriais. O comentário do RAF é, na minha opinião, muito bem criticado e até empolado neste blogue, já que, RAF não faz mais do que representar a linha de opinião da grande maioria dos liberais, sendo que este tem muito menos noção do politicamente correcto e portanto dá mais nas vistas do que os outros…

    Não há um único jornal de esquerda em Portugal. E quando aparecem em jornais alguns rasgos de luz (porque no panorama da comunicação social, é do que se trata quando se fala de opinião de esquerda, sendo que se o PS for esquerda eu sou o pai natal, e não sou), o país está entregue à “esquerdalhada”.

    Uma vez li Rui Tavares num artigo, quando o Público fez anos, que as pessoas da sua geração são filhas do catolicismo mesmo que não sejam católicas e, para mim, fez imenso sentido.
    Andam por aí muitos filhos do salazarismo, mesmo que não se assumam como tal.

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  42. 42 42  fado alexandrino

    foi transformado num jornal de direita
    Acho que a esquerda tem realmente uma predominância nos meios de comunicação social
    Não há um único jornal de esquerda em Portugal.

    Estas três afirmativas são muito curiosas e baseiam-se exactamente naquilo em que eu me baseio quando afirmo que o Benfica é sempre roubado pelos árbitros.
    Na realidade a minha afirmativa é um pouquinho mais acertada.

    Baseiam-se em estados de alma e dos factos querem saber nada.

    Gostava muito que quem as faz me dissesse em que factos é que as fundamenta.
    Mas, e aqui é que está o segredo, se lerem novamente a questão que coloco na minha última intervenção, uma delas está certa.

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  43. 43 43  Pedro Sá

    Os ataques são inacreditáveis. Concordo totalmente consigo.

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  44. 44 44  Maria

    ““Portugal dificilmente vai deixar de ser um país anémico, enquanto nos jornais moderados e, pasme-se, nos económicos, houver espaço para quem detesta as regras mais básicas do funcionamento dos mercados, e clama por aquilo que o mata.””

    Boa.
    Subscrevo concordo ,é mesmo assim e oxala se passasse so com jornais .
    A verdade e que este pais esta a correr o risco de
    se tornar o pais mais anemico do mundo civilizado do ponto de vista das ideias que andam para ai a solta.
    Nao falta para ai pessoal que detesta todo e qualquer principio que seja um bocadinho mais arejado e benfazejo.

    Quanto as mais basicas regras do bom convivio e respeito pelos outros esta-se a ver.
    A anemia e cada vez mais alarmante.

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  45. 45 45  The Studio

    Independentemente de tudo, o RAF esta carregadinho de razao. A extrema esquerda caviar, nao obstante representar uma franja muito marginal da populacao, conseguiu por via das suas amizades e das suas cunhas infiltrar-se em tudo quanto e’ comunicacao social. E’ o Rui Tavares, Daniel Oliveira, Joana Amaral Dias, Fernanda Cancio e interminavel um numero de quejandos. Em Portugal, para se ser “comentador politico” e’ quase condicao necessaria pertencer ‘a seita.

    Esta assimetria na comunicacao social condiciona naturalmente a actuacao do governo, promove o desenvolvimento do extremismo em permanente tempo de antena e funciona como uma forca de bloqueio ao desenvolvimento do pais.

    “Não imaginava é que para o Daniel só existem duas alternativas: ou parasita nos privados, ou parasita no Estado. Curioso, de facto…”

    Para o Daniel e para os seus correlegionarios da extrema esquerda. O Estado tem que sustentar toda a gente (e toda a gente tem o direito de nao querer fazer nenhum) e os privados tem que sustentar o Estado e toda a rede de parasitismo.
    O Berloque de Esquerda aqui ha uns anos no seu programa eleitoral chegou mesmo a afirmar que era contra o desenvolvimento economico e sim a favor da distribuicao de riqueza.

    Em resumos, a disseminacao de extremistas pelos orgaos de comunicacao de referencia tem como efeito enviesar a comunicacao social e funciona como um cancro para o pais.

    Naturalmente que o Daniel Oliveira e o Rui Tavares tem todo o direito ‘a liberdade de expressao, alias. de cujos disparates sou fa. Mas uma coisa e’ emitirem a sua opiniao em jornais com opiniao politica identificada, uma coisa distinta e’ fazerem passar o seu extremismo como “mainstream” em jornais neutros como o Expresso e o Publico.

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  46. 46 46  A Luta Continua!

    Acho que faltam aqui alguns dados: Quem paga os jornais é a publicidade, não é quem os compra. Ou seja, são os bancos, companhias de seguros, empresas de telecomunicação, etc., que sustentam os jornais. Não é por acaso que o pensamento único se instalou na comunicação social, onde o jornalismo de investigação e a pluralidade de opinião são cada vez mais uma quimera. Competia ao estado, obviamente, assegurar a pluralidade, e porque não dizê-lo, a DEMOCRACIA mas, o mesmo estado entrou na mesma lógica dos média privados por motivos economicistas, demitindo-se dessa obrigação reguladora.

    Quanto a esse sujeitinho, ainda não percebeu que é essencial para esses jornais ter uns tipos de esquerda (desde que não sejam muito “radicais”) para dar a ilusão de “pluralidade”, que o pessoal de esquerda também é um “nicho de mercado” e a coisa também pega melhor se tiver um ar de liberdade.

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  47. 47 47  Daniel Oliveira

    The Studio, se tem alguma ideia do que se está a debater, as posições que o Rui defende nesta matéria são defendidas pelo BE, pelo PCP e por grande parte do PS. Para uma pequena franja da população não está nada mal. Já as suas posições tiveram 0,2% dos votos nas últimas eleições.

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  48. 48 48  Ibn Erriq

    “Já as suas posições tiveram 0,2% dos votos nas últimas eleições.” Quer dizer que são menos válidas?

    The Studio “Para o Daniel e para os seus correlegionarios da extrema esquerda. O Estado tem que sustentar toda a gente (e toda a gente tem o direito de nao querer fazer nenhum) e os privados tem que sustentar o Estado e toda a rede de parasitismo.”
    Só posso perceber que diga isto sob 3 condições ou desconhecimento, desconhecimento ou desconhecimento. Poderia dar aventar outras hipóteses mas talvez seja melhor não o fazer!

    Diga-nos lá qual é grande empresa/ média empresa que não viva à sombra o OE? Depois falamos!

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  49. 49 49  Minhoto

    Bem sobre o Rui Tavares e o Público já escrevi na blogosfera. O Rui Tavares simplesmente é fraquíssimo, parte de axiomas errados puramente dogmáticos que ao não corresponderem com a realidade resultam num exercício de desonestidade intelectual. Simplesmente não pode ter lugar no melhor jornal do país.
    Esta mania de tentar equilibrar as águas de forma a que não haja uma política editorial latente resulta nisto que é o afastamento do público alvo do Público, não que eu pense que seja necessário mas a tentativa de mostrar o contrário dá neste fenómeno que é Rui Tavares/Público. É que eu gosto de ler de quem discordo e por vezes admito comigo mesmo que estou a ter uma visão redutora de algo, gosto do contraditório numa dialéctica saudável era o caso que se passava com
    o Eduado Prado Coelho, com quem discordei e concordei embora discordasse mais do que concordasse mas sempre foi de uma honestidade intelectual e de uma vastissima cultura que me abriu certos horizontes, ou seja era sempre de
    alguma forma pedagógico ler o EPC a sua morte foi uma grande perda, eu podia referir muito do EPC contudo lembro-me assuntos triviais que escrevia bem e dava prazer de ler como o não conseguir dormir com luz do sol ou melhor um raio de sol no quarto ou a despedida que fez do Calvin e do Hobbes seus companheiros de página. Com o Rui Tavares nada se aprende, sendo apenas a coluna do marxismo cultural bolorento que tem um
    reduzido apoio. Não serve.

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  50. 50 50  João Pedro

    Este pessoal de esquerda nunca está satisfeito, ainda acham que têm pouca influência na comunicação social. Acham isto porque para eles, quem não tem ideias iguais ás suas das duas uma: é burro ignorante ou então defende interesses proprios. Eles é que estão bem e os outros são aproveitadores ou mentecaptos que não têm intelegência para compreender a ideologia de esquerda. Acho sinceramente que deviam tentar ser menos arrogantes e mais modestos nas suas afirmações e tomadas de posição.

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  51. 51 51  João Pedro

    Caro Fado Alexandrino,

    Também sou do benfica mas tenho olhos na cara para ver que o Porto ganha porque é claramente melhor. Os arbitros nada têm que ver com isso.

    Em relação ao que disse anteriormente acerca da predominância da esquerda nos média, o caso é o mesmo, tenho olhos na cara para ver que quando estou a ler jornais, a ver noticias na televisão a têndencia é claramente para a esquerda. Não tenho fundamentos suficientes para o afirmar como facto indesmentível, já por isso comecei a dita frase por «Acho que…».

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  1. 1 cinco dias » Não, não é censura
  2. 2 cinco dias » Do rapaz das garatujas
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  4. 4 Que capacidade para fabricar fantasmas… « O Insurgente

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