Caminhos da Memória é um novo blogue. Pretende «dar voz a diferentes formas de lembrar, de evocar e de interpretar o passado, recorrendo a leituras contemporâneas da história e da memória.» A sua redacção é constituída maioritariamente por membros da Associação «Não Apaguem a Memória!». E tem uma redacção de luxo: Diana Andringa, Irene Pimentel, Joana Lopes, Maria Manuela Cruzeiro, Miguel Cardina, Raimundo Narciso e Rui Bebiano. Fora da redacção, são colaboradores frequentes José Luís Saldanha Sanches, José Medeiros Ferreira, José Vera Jardim e Nuno Brederode Santos. E claboradores pontuais Ana Vicente, Eduardo Graça, João Tunes, Jorge Martins, Maria João M. Pires e Nuno Teotónio Pereira. No blogue há espaço para uma biblioteca e uma página de agenda. Caminhos da Memória é o blogue da semana.


37 respostas ao post “Caminhos da Memória”  

  1. 1 1  Historiador Livre

    E não é o http://revisionismoemlinha.blogspot.com também um blogue no qual se dá “voz a diferentes formas de lembrar, de evocar e de interpretar o passado”???

  2. 2 2  Isabel

    Cruzes, canhoto!!!!! É a Brigada do Reumático!!!!!!!

  3. 3 3  camilo

    Então meus senhores, silêncio por favor!
    A “Manelinha” está em congresso para escolher os… “órgãos”… … do partido…!

  4. 4 4  Helder Fernando

    Boas viagens, boas férias capitais e boas escritas se assim calhar ! Uma óptima maneira de evitar tsunamis de telejornais de congressos laranjas sob Leite derramado.

  5. 5 5  Ana

    Cara Isabel,

    “Cruzes , canhoto!!! É a Brigada do Reumático!!!”

    Ó Isabel não utilize a palavra canhoto… o canhoto escreve com a mão esquerda e esse seu comentário é de certeza escrito pela sua “mão direita”.
    Sabe, o “reumático” aparece naqueles que andam à chuva, e se molham (ditado sábio….popular), esta “brigada” se calhar esquece o guarda chuva em casa, mas não esquece aquilo por que passou… para que você hoje, com desplante, mas em liberdade e por isso legitimamente, fazer o seu comentário.

    Aos “Caminhos da Memória” os meus sinceros parabéns.

    Ps, sou destra, mas agradeço aos “canhotos” a liberdade que me deram de ser se quiser ambidestra. E depois Isabel… há sempre o “Reumongel”…

  6. 6 6  João Gomes

    Daniel Oliveira,
    Pretende «dar voz a diferentes formas de lembrar, de evocar e de interpretar o passado, recorrendo a leituras contemporâneas da história e da memória.»
    Na minha modesta opinião, são autenticas lições da história contemporânea. Que deveriam ser dadas nas nossas escolas…
    Oh Isabel, «Brigada do Reumático»? Quer memórias de quem? Depois do 25 de Abril veja lá se encontra alguma de alguém que seja digna de registo…

  7. 7 7  Helder Fernando

    “Caminhos da Memória” é um livro de dados muito importante que, desse modo, fica ao dispor de muita gente interessada. Mais um contributo para fortalecer a memória que tantas vezes cai no vazio. Oxalá que os autores enriqueçam periodicamente aquele espaço.

  8. 8 8  Augusto Dias

    Saberá a flausina o que foi a “Brigada do Reumático”?

  9. 9 9  Ana

    Aqui vai a verdadeira “Brigada do Reumático!”

    http://www.25abril.org/index.php?debug=0&content=2&image=258&serie=2

  10. 10 10  Isabel

    Cara Ana

    Cumprimento-a pela elegância com que me deu a “cházada”, mas eu explico:
    Estes senhores foram responsáveis pela queda de um regime, que estava pôdre e que caiu quase sem oferecer resistência. Têm mérito por isso.

    Não estavam, como muitos estão hoje, sentados de pantufinhas em frente da televisão para não sair à rua e ver gente a dormir ao relento.

    A questão é que estes heróis foram também responsáveis por um dos períodos mais negros da nossa História, em que em pouco mais de um ano se roubou, saqueou, pilhou, mentiu, difamou, denunciou, acertaram-se contas a crú, fizeram-se julgamentos fáceis e populares e destruiu-se a NOSSA MEMÒRIA COLECTIVA (essa bem mais importante que a deles), humilharam-se os nossos heróis e o nosso passado e deu-se cabo da economia e das finanças.

    À conta desta euforia, em que estes senhores foram manipulados por interesses estrangeiros convencidos que eram os “maiores”,

    ESTAMOS COM 50 ANOS DE ATRASO.

    Tal e qual como estávamos durante a vigência da Brigada anterior.

    Sr. Augusto Dias

    A si infelizmente não posso cumprimentar a elegância. Fica para a próxima.

  11. 11 11  Jota Cê

    Meu Deus!… (esta gente já chegou ao 5 Dias?)

  12. 12 12  João Gomes

    Isabel,
    «A questão é que estes heróis foram também responsáveis por um dos períodos mais negros da nossa História».
    Está a falar de quê? Do PREC? Acha que num ano se consegue pintar a História com tons tão negros?
    Está equivocada ( se não está de má-fé), aquela gente lutou contra o fascismo, contra a tortura, contra as prisões por delito de opinião, contra a guerra colonial, lutou por um regime democrático, aquele em que a Isabel agora vive.
    Ou será que quer recuar para a década dos anos 40?
    Acho que não quer nada disso, a Isabel fala por falar e, creio, nem pensa…

  13. 13 13  Maria

    Pois ,
    la o atraso nao sei se ainda sera assim tanto.
    olhar para Portugal nos dias de hoje e apesar de tudo, mais agradavel;pelo menos para aqueles que viveram os tristes e cinzentos do passado.
    Quanto ao atraso e claro que estaremos mais atrasados em relaçao a certos contextos e seguramente mais avançados em relaçao a outros.
    Mas voltando ao topico que me parece ser o do blog mencionado , devo dizer que gostei de visitar e gostei da leitura, se e brigada do reumatico isso agora e que e mais dificil porque nao sei se refere a idade dos que por la escrevem ou se toca noutro tipo de ironias.

  14. 14 14  Joana Lopes

    Tenho seguido, calada, o que aqui se tem escrito.

    À Isabel, gostaria antes de mais de dizer que não foi por – e muito menos para – reclamar qualquer mérito na queda do fascismo que me meti, com outros, nesta iniciativa dos «Caminhos da Memória». Foi por pensar que há espaço para estes temas na blogosfera e, veja lá, porque isso me dá prazer.

    Também que não penso que o PREC tenha destruído a «memória colectiva» de coisíssima nenhuma – em certos aspectos, antes tivesse…

    Mas a Isabel tem todo o direito de pensar e de escrever o que aqui deixou e, sinceramente, não acredito que o faça de má fé. Por isso a convido a passar de vez em quando pelo CdM, porque estou certa de que perderá alguns dos seus preconceitos.

    Ah, já agora: não sofro de reumático.

    Aos outros, e em especial à Ana, não agradeço: registo e admiro.

  15. 15 15  Isabel

    João Gomes

    Claro que estou a falar do PREC ou pensava que era da democracia representativa de tipo Ocidental que hoje temos, graças a Mário Soares e ao 25 de Novembro?

    A democracia que estes senhores instituiram foi a do assalto pelo “povo” aos meios de produção. Uma coisa chamada DITADURA do proletariado.

    Como vê o 25.04 trouxe-nos esperança, para logo no-la tirar a 26. Passámos então de uma ditadura para outra. Mal por mal, na outra sabíamos com o que contávamos. Depois era a roleta “russa”.

    Todos esse amantes da dita democracia abrilista enquadram-se no partido do DO. Sinceramente não sei bem como.
    D.O. ainda mantém alguns tiques dessa fôrma. Aquilo a que ele chama moderação de comentários há 30 e tal anos era conhecido por lápis azul.

    Mas desculpem-me o desabafo. Se eu nem sequer penso…

  16. 16 16  Ana

    Cara Isabel,
    Estou bastante à vontade para lhe responder sobre o 26 de abril de 1974. Eu venho do CDS (leu bem) CDS. Porque não gostei nada que o meu pai ficasse sem trabalho e por isso sem dinheiro para me pagar o Colégio de Sta Doroteia. Que quisessem ocupar a quinta da minha trisavó que, azarinho, ficava em Alverca (imagina o que é ter uma quinta particular na cintura industrial de Lisboa em 1975? talvez não). Fiquei sem amigos porque os pais debandaram para o Brasil e sem empregada doméstica interna em casa, na altura chamavamos-lhe criada (o que na realidade era, pois folgava só ao domingo e upa upa, e não tinha horas para se deitar.) Mas, pormenor que não convém esquecer, eu tinha treze anos e lhe garanto que não sabia que havia “outra vida lá fora”, ou seja para tornar esta “lamechisse” um pouco mais literária: que “um povo morre de fome, para que os Jacintos em Janeiro, debiquem, sobre pratos de saxe, morangos gelados em champagne”.
    Resumindo, aos treze anos eu era do CDS e uma “ex-Jacintinha”.
    Como deve calcular “adorei” o 25 de Abril, o PREC, o Vasco Gonçalves e aquela “coboiada” toda.
    Mas não era estúpida. E cedo percebi só “aturámos” esses excessos porque o regime anterior se excedeu e muito.
    Para mim o PREC é “canja” se me lembrar da PIDE, do Tarrafal, da Guerra Colonial isto só para rimar.
    O seu pai foi à guerra? Olhe, o meu foi (obrigado, era profissional liberal) e lhe garanto que ficou lá mais tempo que o período que durou o PREC.
    Entretanto cresci.
    Como deve calcular, nem quero ouvir falar do CDS, mas não tenho vergonha do meu passado.
    E se há coisa que aprendi, é que nem tudo o que está podre cai, apesar da “força da gravidade”…
    Eu explico: Para não nos ocuparem a quinta tivemos de ser nós a “ocupa-la”, ou seja, a trabalhar nela.
    Cabia-me a mim apanhar mais ou menos uma tonelada de laranjas(tem noção do que é uma tonelada de laranjas para uma miúda de 13/14 anos apanhar?) por fim de semana. Por vezes apanhava laranjas na àrvore que se desfaziam na minha mão. Estavam tão podres por causa da “mosca” que eram uma papa. Mas não imagina a força que eu tinha de fazer para as arrancar do galho.
    Às vezes tinha de recorrer à tesoura de podar.

    Sabe, a vida é assim, “um dia da caça, outro do caçador”.
    Apesar de tudo estou imensamente grata aos excessos….da ditadura que a fizeram cair, do PREC pelas mesmissímas razões.

    Imagino agora a sua imensa curiosidade pelas minhas opções políticas… mas isso ficará para outras “nupcías”

  17. 17 17  Isabel

    Joana

    Cliquei no seu nome para aceder ao seu blogue, porque me senti desafiada pela palavra preconceito. Se ando numa demanda pela promoção da direita contra o preconceito que a esquerda criou, fruto de condicionamentos “reviralhistas”, o mínimo que podia democraticamente fazer, era ter uma atitude aberta ao esclarecimento e a uma determinada visão de uma época.

    Infelizmente Joana, é melhor não falarmos de preconceito, porque o terreno é pantanoso.

  18. 18 18  L. R.

    Meu Deus, quanto ressentimento…esta sra Isabel
    sofre mesmo de reumático mental,ela é a maior
    moralista de CURRAL DAS MOINAS.Sim que de
    DEMOCRACIA ,percebe ela olálá…

  19. 19 19  Isabel

    Cara Ana

    Fiquei impressionada com a sua história. Gostaria de saber e penso que era importante que partilhasse connosco, as razões pelas quais mudou de “pensamento”.

    Espero que me surpreenda…

    Não acredito que tenha sido porque o seu Pai quando veio do Brasil, se filiou no PS para sobreviver e tenham mudado de discurso.

    Também não quero acreditar que tenha sido porque se apaixonou por um universitário de extrema esquerda.

    Ou por causa de um qualquer “Jacinto” que tenha “fujido” para Paris por causa da guerra colonial, e para lá estivesse a morrer de tédio e a viver à custa da mesada do papá. Que dejá vu.

    Entretanto, os Zés eram arrancados do berço aos 18 anos, quase sem saber ler e escrever, para morrerem esventrados em África. E eles iam, sem se revoltar, porque era assim, porque era a Pátria, porque não tinham escolha e achavam que cumpriam o seu dever. Esses e muitos outros do passado.

    São esses os nossos HERÓIS de antes e depois de Abril. Esses eu respeito, a esses eu me curvo.

    Sr. L.R.

    Agradeço a sua intervenção. É sempre bom termos o contributo dum “engraçadinho de serviço”, para evitar que as conversas se tornem demasiado pesadas.

  20. 20 20  Maria

    “Cabia-me a mim apanhar mais ou menos uma tonelada de laranjas(tem noção do que é uma tonelada de laranjas para uma miúda de 13/14 anos apanhar?) por fim de semana. Por vezes apanhava laranjas na àrvore que se desfaziam na minha mão. Estavam tão podres por causa da “mosca” que eram uma papa. Mas não imagina a força que eu tinha de fazer para as arrancar do galho.
    Às vezes tinha de recorrer à tesoura de podar.”

    Tem toda a minha simpatia , porque todos os que trabalham tem a minha simpatia.No entanto pelo menos trabalhou num campo que era seu.Nao posso deixar de pensar em todas as crianças que sendo filhos e filhas dos trabalhores do campo passaram toda a sua idade jovem e mais a trabalhar nos campos que sempre foram de outrem sem direitos nem protecçao e a maior parte das vezes totalmente a merce de patroes injustos e que envelheceram do mesmo modo que cresceram, a trabalhar por nada e sem nada.E essa e a pior parte das historias.
    A parte dos que nada tem e que continuam a ter nada.

  21. 21 21  João Gomes

    Isabel,
    «Entretanto, os Zés eram arrancados do berço aos 18 anos, quase sem saber ler e escrever, para morrerem esventrados em África. E eles iam, sem se revoltar, porque era assim, porque era a Pátria, porque não tinham escolha e achavam que cumpriam o seu dever. Esses e muitos outros do passado».
    Como a Isabel está enganada! Os nossos jovens, nas décadas de 60/70, foram OBRIGADOS a lutar por causas que nem conheciam, iam revoltados, e nunca perceberam qual era o dever que lhes era imposto por Salazar e Caetano.
    E milhares morreram esventrados, a defender gente como a Isabel que, pela resposta que deu à Ana, demonstra uma baixeza inqualificável…

  22. 22 22  Isabel

    Jaão Gomes

    Mas iam, porque não tinham alternativa, porque não liam Marx nem Nietzsch, porque nem sequer sabiam onde era Paris. Iam revoltados, mas estavem convencidos que cumpriam o seu dever. Não andavam em Lisboa, bem alimentados, a provocar a polícia de choque, para no dia seguinte os papás moverem as suas influências para os tirarem de Caxias.(Era bom para o curriculum)

    A resposta que eu dei à Ana não é baixa, é verdadeira.Você também deve conhecer pessoas que viviam adaptadas ao regime, o que era natural, e no dia 25 de Abril diziam que sempre tinham sido contra. O que lhes valeu era que engrossavam as fileiras das manifestações, o que dava jeito. Ou acha que o 1º 1º de Maio eram só oprimidos? Eram os mesmos que dias antes tinham aclamado Marcelo Caetano no estádio nacional.

    Faça um exercício de imaginação e pense se o regime anterior se poderia sustentar por mais 30 anos. Acha que era possível manter aquele estado de coisas por mais tempo? Se não tivesse havido 25.04 ter-nos-iamos auto-regulado como aconteceu em Espanha.

    Voltando ao ínicio, os Heróis são estes soldados. Os que não tinham escolha.

    A propósito de preconceitos; a esquerda tem que perder a noção de que as pessoas são estúpidas. As pessoas só “engolem” o que querem porque lhes convém.

    Gostaria que explicasse em que é que a minha resposta à Ana foi baixa. Concretize, sff.

  23. 23 23  João Gomes

    Isabel,
    Já tinha percebido que o seu desejo era o de que o fascismo se auto-regulasse. Mas, tenha paciência, o 25 de Abril aconteceu mesmo! E também houve o PREC! Mas o PREC foi também o 11 de Março, o 25 de Novembro, os assaltos à sedes do CDS orientados por partidos maoistas onde estavam José Pacheco Pereira, Durão Barroso, José Lamego e tantos outros, os assaltos às sedes do PC orientados pelo MDLP de Spínola, Alpoim, Melo, Corrécios e por aí fora. Tudo isso aconteceu, faz parte da nossa História, e não vale a pena chorar sobre o leite derramado…
    Numa discussão política, permite-se quase tudo, permite-se muitos excessos, tal a paixão que pomos na defesa das nossas ideias. E, não raras vezes, estamos errados.
    Mas quando entramos com insinuações sobre os familiares e amigos daqueles com quem nos estamos a debater chamo a isso baixeza que não consigo qualificar.
    Passe bem.

  24. 24 24  Ana

    Cara Isabel,
    Não voltamos do Brasil, porque nem sequer fomos. Ficamos por cá a apanhar laranja. O meu pai levou a coisa muito à letra pois ainda hoje vota no PSD.
    Como o PREC “caíu” e havia “outros sumos” para além das laranjas hoje vive de rendimentos e da reforma da sua profissão liberal, para a qual foi “autorizado” a descontar depois do 25 de Abril.

    Também nunca me apaixonei por um universitário de extrema esquerda. Antes isso, se calhar hoje estava em Bruxelas, no Parlamento Europeu e …quiça, em lugar de topo.

    Quanto aos “Jacintos” que fugiram para Paris e viviam da mesada dos “papás” tinham idade… para serem meus “papás”. E nunca viveria (como não vivo) à custa de um homem ou de uma mulher.
    Vivo à minha custa.

    Ah, já me esquecia, o que me fez mudar o pensamento…foi poder fazê-lo.

    PS, quanto à sua referência aos antigos combatentes espero que inclua o meu pai, que também foi “arrancado” de casa, apesar de saber ler e escrever e até ter um curso superior.
    E são realmente heroís… “Capitães de Abril” diz-lhe alguma coisa?

  25. 25 25  Ana

    Maria,
    Não precisa de me lembrar que fui (e sou) uma previlegiada. Tenho perfeita consciência disso e imenso respeito por quem sempre teve de trabalhar para comer. Não era de forma nenhuma o meu caso.
    Trabalhei para assegurar um património.

  26. 26 26  Ana

    Cara Isabel,
    “…foi poder fazê-lo”
    Sem ter medo que me denunciassem, me fossem prender, me “metessem” em Caxias, me fizessem a “tortura do sono”, seguida da “estátua” e outras “criativas” habilidades para me “obrigarem” a dizer aquilo que acho que não tenho de lhe dizer.

    Desiludida?

  27. 27 27  Isabel

    João Gomes

    Se tivesse lido o texto da Ana com alguma atenção, teria verificado que há alguns exageros e imprecisões na história dela. Podemos depois analisá-lo se quiser.

    A Ana pode não ser Ana, pode não ser mulher, pode ter mais ou menos 10 anos que a idade que diz, a quinta da trisavó pode não ser em Alverca, pode ser em Palmela ou em Beja e as as laranjas são um “símbolo” de um partido erradamente conotado com a direita, mas que acoitou a maioria destas famílias. “Descolavam-se” da direita… mas não muito.

    Por isso a Ana é o paradigma duma sociedade de quadros, que viviam bem, mas do seu trabalho liberal, que foram espoliadas e associadas a práticas de um regime com as quais não tinham nada a ver. O seu único pecado foi terem aproveitado a oportunidade de alguns privilégios que traziam do berço, (possibilidade de estudar) para com o seu trabalho melhorarem de vida.

    Quando me refiro à família da Ana, estou a falar da forma como essas pessoas se adaptaram aos novos tempos e a maioria foi dessa forma. Quase todos os que fugiram- e digo fugiram porque tinham as vidas ameaçadas- para o Brasil, hoje são amigos dos “Mários Soares” de agora. Outros mudaram de discurso porque foram indexados através do “casamento”, a cassetes de extrema esquerda.
    Está esclarecido?

    Não seja irónico em relação à auto-regulação do “fascismo”. Em Espanha essa auto-regulação contribuiu para a legalização dos casamentos de homossexuais, a grande batalha ainda perdida da esquerda, em Portugal. Se o social-fascismo cubano se auto-regulasse, tavez isso também fosse possível. Mas se calhar não querem. Não é lá a terra onde o povo mais ordena?

    Voltamos então ao início. A História aconteceu, não se pode mudar. Por isso não percebo qual a vantagem destas reuniões blogosféricas a recordar os feitos do passado, qual velhos no adro da igreja, a contar as suas glórias. Porque é que havemos de querer ouvir essas histórias? Em que é que são mais empolgantes ou drámaticas que as outras? Não estarão em busca dum tempo em que foram alguém e não querem ser esquecidos?

    Graças a Deus hoje vivemos em LIBERDADE. Para a mantermos é necessário que se impeça o povo de ser manipulado, que é a forma mais subtil da sua perda. E estes discursos saudosistas, a puxar ao sentimento, são um perigo para o nosso maior bem, a LIBERDADE responsável.

  28. 28 28  L. R.

    Minha coisinha fofa,minha ISABELINHA eu entendo,
    a vida, deixa-nos ás vezes prostrádos no nosso
    engano…eu perdou-te ,a sério… a tua falta de
    rigor,a tua escrita tão reácionária….rasteja.Força!

  29. 29 29  Isabel

    Cara Ana

    Como já disse ao João Gomes considero a sua história uma metáfora paradigmática duma sociedade, relativamente alheia ao Estado Novo, que foi confundida com ele e com ele foi injustamente castigada.

    A sua família não foi para o Brasil, ficou cá , como muitas ficaram, a defender o seus bens e a sua terra da devastação “soviética”, assistindo ao roubo e à pilhagem, ao oportunismo, à mediocridade a ocupar o poder ,sem nada poder fazer, e à vingança dos ressabiados, invejosos e incompetentes.

    Se a ditadura “fascista” durou 48 anos e caiu de pôdre, a “social-fascista” do proletariado já nasceu assim e durou pouco mais de um ano. Foi o que valeu, pois deu ainda para salvar alguma coisa.

    Os que ficaram, também heróis, não falavam porque tinham medo. O terror e a denúncia estavam instalados. Uma das frases mais ouvidas era: “Camaradas, é preciso estar atento e vigilante. A reacção não passará”. (Isto durante o Estado Novo era defeito, durante o PREC era feitio).

    Mas a reacção organizou-se e silenciosa manifestou-se a 28 de Setembro. A partir daí começou lentamente a queda da ditadura do proletariado em que 20% de portugueses subjugavm os outros 80, pelo terror.

    A 25 DE NOVEMBRO, começou então a verdadeira DEMOCRACIA, como hoje a temos e a LIBERDADE de que não prescindimos, que nos permite estar aqui a falar destes assuntos, apesar do lápis azul do Daniel.

    Os Capitães de Abril, eram situacionistas, que juraram Bandeira no Estado Novo, como braço armado desse regime. Não eram miseráveis por isso não foram para a Academia Militar por ser mais barato.(Havia pessoas que não eram ricas , mas não passavam fome).

    A guerra era não só uma ameaça como o centro da vida militar. Não se revoltaram contra o regime em 1961, que eu saiba. Combater com todos os seus horrores, não só era a sua profissão como ainda ganhavam à comissão. Revoltaram-se sim, quando o regime lhes foi ao bolso e os capitães milicianos eram admitidos a ganhar mais que eles.
    Só nessa altura despertaram para a liberdade e para o oprimidos, agarrando a oportunidade de terem poder sem saber o que fazer com ele.

    Mas Álvaro Cunhal sabia e manipulou-os bem. Só que o comunismo vale o que vale, ou seja não vale nada. Enquanto durou só fez estragos que ainda hoje estamos a pagar.

    Ressalvo Salgueiro Maia. A sua humildade e espírito de serviço, fazem dele um verdadeiro soldado, que luta por uma causa que considera nobre e se retira discretamente depois de cumprir a sua missão.

    O seu Pai é também um herói. Só que ao contrário dos Zés tinha possibilidade de escolha. Podia ter escolhido não ir, mas porque tinha carácter, foi revoltado mas foi, como muitos outros que ficaram com as carreiras de trabalho, sério e honesto, cortadas a meio.

  30. 30 30  Isabel

    Sr. L R

    As verdades às vezes doem. Ter a capacidade de ouvir que aquilo em que acreditamos está longe de ser perfeito, é uma prova de maturidade e consciência democrática.
    Como já se viu, os portugueses não gostam de ditaduras, sejam de direita ou de esquerda.

  31. 31 31  Ana

    Ó Isabel, juro-lhe que lhe contei a minha “vidinha” “tim por timtim”. Tão verdade como se me quiser casar ter de ir a Badajoz…
    Agora, cara amiga é que você “caíu da cadeira”.
    E dou por encerrada esta novela, escreva você o que escrever, não lhe responderei mais. Estou estafada, a Marcha ontem deu cabo de mim ;)
    Atenciosamente
    ana

  32. 32 32  L. R.

    Qual a sua “verdade”?SRA ,quando leio as
    suas bostas, compreendo ,hoje, como é impossivel quaquer entendimento…A Madame,
    é como o GENERAL NAZI; QUE AO QUESTIONAR
    UMA CRIANÇA NA FRENTE DE BATALHA RUSSA:DIZ:SE ADIVINHARES O MEU OLHO CEGO
    DEIXO-TE VIVER: A CRIANÇA APONTA E ACERTA!!!!O GENERAL ENTAO, SURPRESO DIZ:COMO ADIVIHAS-TE?….ORA:É ,É O SEU
    OLHO “MAIS HUMANO”!!!!TÓPAS MINHA LINDA???

  33. 33 33  L. R.

    podes apontar Erros ortográficos dou-te de BARATO!!!

  34. 34 34  Isabel

    Ana

    Não caí de cadeira nenhuma. A sua história foi um óptimo pretexto para eu dizer umas verdades que me estavam atravessadas e que continuarei a dizer “porque a mim ninguém me cala”, como dizia o “vosso” poeta.

    Sr. LR

    Não lhe apontei erros. Isso sim seria baixo da minha parte, até porque eu também os dou. o conteúdo , para mim, sempre foi mais importante qua a forma. Não vivo de aparências nem de frases feitas e clichés, como essa história do General. Não percebo donde depreendeu que se não concordar consigo sou Nazi. É contra esses preconceitos propagandísticos que eu luto, já para não falar de qualquer ameaça velada que esses ditos encerram. E ainda falam dos outros. Não concebo que em democracia, sempre que eu digo que sou de direita tenha que acrescentar democrática, quando a esquerda de democrática tem muito pouco.

    Sabe quantos milhões matou o seu amigo, Estaline, guardião do seu modelo de sociedade perfeita? E com quem ele contou para matar os 600 milhôes que matou? E o Mao? E o Pol Pot? E o Fidel? E o Che Guvara, ” se tiveres dúvidas, mata”? Não me diga que lhes vai encontrar alguma legitimidade?

    O assassino Hitler é, ao pé dos outros, um menino do coro.

  35. 35 35  L. R.

    Quando se diz que Hitler é igual a “outros ”
    está tudo dito….Obrigado “FORMOSA ISABEL!!!”

  36. 36 36  L. R.

    Convido-te a VISITAR ISRAEL!!!!!Posso-te dizer
    que nunca serás “uma JUSTA!!!!!”,Sabes ???
    Não?…ou talvez saibas?VOMITO SOBRE OS TEUS PARECERES….

  37. 37 37  Isabel

    Oa actos ficam com quem os pratica…

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