É graças a momentos como este que a blogosfera é uma coisa que não pára de me fascinar. Uma pessoa diz o óbvio, ou seja, que é ao Estado que compete garantir o regular funcionamento de um modelo inter-geracional de reformas, prometendo que no fim da idade de contribuição existirá dinheiro para pagar aos pensionistas, e logo percebe o vasto campo que uma interpretação  literal dos textos permite ao Vasco Campilho, ou o a influência que 2500 anos da Poética de Aristóteles representam na forma como reagem os seus amigos insurgentes. Depois de umas quantas piadolas perguntando “em que cofre, em que conta, em que caderneta da Caixa?”, o Vasco Campilho deixa umas quantas considerações sobre o Estado não ser uma pessoa de bem, suspeitando-se que dedique essa honorável distinção aos gestores da AIG, esse magos da sustentabilidade financeira de um desastre privado suportado com o dinheiro dos contribuintes.

Mas tenho uma boa e uma má notícia para o Vasco Campilho. A má é que a contratualização de uma promessa ou garantia de dinheiro não é uma “genial” invenção “pós-moderna” do Pedro Sales, nem constitui uma autêntica revolução copérnica para a ciência monetária, sendo até um dos alicerces de todo o sistema financeiro. A boa é que são “concepções” como estas que permitiram inventar uns cartões que valem dinheiro sem que precisemos de os atulhar com notas e moedas dentro desse pequenino rectângulo de plástico (ou cartão, no caso da foto).


6 respostas ao post “Campilho Express”  

  1. 1 1  Filipe Tourais

    Não seja mau. Não os faça partirem os cartões para verem se tem mesmo dinheiro lá dentro. Às tantas já avisei tarde demais.

  2. 2 2  fado alexandrino

    Que confusão que vai nessas cabeças.

    Um cartão de crédito TEM realmente dinheiro lá dentro.
    Se o portador não honrar a compra que fez a entidade emitente tem que o fazer.
    Onde é que está a vossa bizantina dúvida?

    Ora nas pensões não há nenhuma entidade que possa garantir que honrará o pagamento das mesmas, por exemplo ao senhor Filipe Tourais e ao senhor Pedro Sales quando chegarem á idade das reformas.

    É bom que se lembrem disto!

  3. 3 3  Filipe Tourais

    “Que confusão que vai nessas cabeças. Um cartão de crédito TEM realmente dinheiro lá dentro.”

    O Daniel podia ir recolhendo estes contributos e publicar um best of.

  4. 4 4  Luís

    O Filipe Tourais diz asneiras.
    O Fado Alxandrino em razão.
    Quando eu pago com um cartão de crédito o restaurante, o dono do restaurante o dinheiro.
    Experimente pagar o restaurante com “a promessa de que o seu filho, se vier a nascer e se vier a trabalhar, passará por lá, daqui a 20 anos, para pagar”…
    Luís

  5. 5 5  fado alexandrino

    O Daniel podia ir recolhendo estes contributos e publicar um best of.

    Ouça, porque é que não contradiz a minha afirmação, em vez de mandar bitaites?

  1. 1 Desilusão « Vasco Campilho

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