
Carta de Uri Avnery (ex-deputado do Knesset e soldado que ajudou a fundar Israel em 1948) a Barack Obama, enviada no final de Dezembro (via Sem Muros):
“1) No que se refere à paz israelo-árabe, o senhor deve agir desde o primeiro dia.
2) As eleições em Israel realizam-se em Fevereiro de 2009. O senhor pode ter um impacto indirecto, mas importante e construtivo já no começo, anunciando sua determinação inequívoca de conseguir paz israelo-palestiniana, israelo-síria e israelo-pan-árabe, em 2009.
3) Infelizmente, todos os seus predecessores desde 1967 jogaram duplamente. Apesar de terem falado de paz da boca para fora e, por vezes, terem realizado gestos que revelaram algum esforço nessa direcção, na prática apoiavam os nossos governos no seu movimento contrário a esse esforço. Particularmente, deram aprovação tácita à construção e ao crescimento dos colonatos de Israel nos territórios ocupados da Palestina e da Síria, cada um dos quais é uma mina subterrânea na estrada da paz.
4) Todos os colonatos são ilegais à luz da lei internacional. A distinção, que por vezes é feita, entre postos “ilegais” e os outros assentamentos é pura propaganda para mascarar essa simples verdade.
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5) Todos os colonatos desde 1967 foram construídos com o objectivo expresso de tornar um Estado Palestiniano – e portanto a paz – impossível, ao picotar em faixas o projectado Estado. Praticamente todos os departamentos de governo e o exército têm ajudado, aberta ou secretamente, a construir, consolidar e aumentar os colonatos, como confirma o relatório preparado para o governo pela advogada Talia Sasson.
6) Nesta altura, o número de colonos na Cisjordânia já chegou a cerca de 250.000 pessoas (além dos 200.000 colonos da Grande Jerusalém, cujo estatuto é um pouco diferente). Eles encontram-se politicamente isolados e, por vezes, são detestados pela maioria do público israelita, mas desfrutam de apoio significativo nos ministérios e no exército.
7) Nenhum governo israelita ousaria confrontar a força material e política concentrada dos colonatos. Esse confronto exigiria uma liderança muito forte e o apoio generoso do Presidente dos Estados Unidos para que pudesse ter qualquer hipótese de sucesso.
Na ausência disso, todas as “negociações de paz” são uma farsa. O governo israelita e seus apoiantes nos Estados Unidos já fizeram tudo o que é possível para impedir que as negociações com os palestinianos ou com os sírios cheguem a qualquer conclusão, por causa do medo de enfrentar os colonos e seus aliados. As actuais negociações de “Annapolis” são tão vazias como as precedentes. Cada lado finge por interesses políticos próprios.
9) A administração Clinton, e ainda mais a administração Bush, permitiram que o governo israelita mantivesse o fingimento. É, portanto, imperativo que se impeça que os membros dessas administrações desviem o que será a sua política para o Oriente Médio na direcção dos velhos canais.
10) É importante que o senhor comece de novo e o diga publicamente. Ideias desacreditadas e iniciativas falidas – como a “visão” de Bush, o “road map”, Annapolis e coisas do tipo – devem ser lançadas para a lata do lixo da história.
11) Para começar de novo, o alvo da política norte-americana deve ser dito clara e sucintamente: atingir uma paz baseada numa solução bi-estatal dentro de um prazo limitado de tempo (digamos, o fim de 2009).
12) Deve-se assinalar que este objectivo se baseia numa reavaliação do interesse nacional norte-americano, de remover o veneno nas relações muçulmano-americanas e árabo-americanas, fortalecer os regimes dedicados à paz, derrotar o terrorismo da Al-Qaeda, terminar as guerras do Iraque e do Afeganistão e atingir uma acomodação viável com o Irão.
O acordo
13) Os termos da paz israelo-palestiniana são claros. Já foram cristalizados em milhares de horas de negociações, colóquios, encontros e conversas. São eles:
a) estabelecer-se-á um Estado da Palestina soberano e viável lado a lado com o Estado de Israel.
b) A fronteira entre os dois estados deve basear-se na linha de armistício de 1967 (a “Linha verde”). Alterações não substanciais poderão ser feitas por concordância mútua numa troca de territórios na base 1 por 1.
c) Jerusalém Oriental, incluindo o Haram-al-Sharif (o “Monte do Templo”) e todos os bairros árabes servirão como capital da Palestina. Jerusalém Ocidental, incluindo o Muro Ocidental e todos os bairros judeus, servirão como capital de Israel. Uma autoridade municipal conjunta, baseada na igualdade, poderia ser estabelecida por aceitação mútua, para administrar a cidade como unidade territorial.
d) Todos os colonatos de Israel – excepto aqueles que possam ser anexados no marco de uma troca consensual – serão esvaziados (veja-se o ponto 15, mais abaixo)
e) Israel reconhecerá o princípio do direito de retorno dos refugiados.
Uma Comissão Conjunta de Verdade e Reconciliação, composta por palestinianos, israelitas e historiadores internacionais estudará os factos de 1948 e 1967 e determinará quem foi responsável por cada coisa. Cada refugiado, individualmente, terá a escolha de 1) repatriação para o Estado da Palestina; 2) permanência onde estiver agora, com compensação generosa; 3) retorno e reassentamento em Israel; 4) migração para outro país, com compensação generosa. O número de refugiados que regressarão ao território de Israel será fixado por acordo mútuo, entendendo-se que nada se fará para, materialmente, alterar a composição demográfica da população de Israel. As volumosas verbas indispensáveis à implementação desta solução devem ser fornecidas pela comunidade internacional, no interesse da paz planetária. Isto economizaria muito do dinheiro gasto hoje militarmente e dos presentes dos EUA.
f) A Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza constituirão uma unidade nacional. Um vínculo extra-territorial (estrada, túnel ou ponte) ligará a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
g) Israel e Síria assinarão um acordo de paz. Israel recuará até à linha de 1967 e todos os colonatos dos montes Golã serão desmantelados. A Síria interromperá todas as actividades anti-Israel, conduzidas directa ou indirectamente. Os dois lados estabelecerão relações normais.
h) De acordo com a Iniciativa Saudita de Paz, todos os membros da Liga Árabe reconhecerão Israel e terão com Israel relações normais. Poder-se-ão considerar conversações sobre uma futura União do Oriente Médio, no modelo da União Europeia, possivelmente incluindo a Turquia e o Irão.
14) A unidade palestiniana é essencial. A paz feita só com uma parte da população de nada vale. Os Estados Unidos facilitarão a reconciliação palestiniana e a unificação das estruturas palestinianas. Para isso, os EUA terminarão com o seu boicote ao Hamas (que ganhou as últimas eleições), iniciarão um diálogo político com o movimento e sugerirão que Israel faça o mesmo. Os EUA respeitarão quaisquer resultados de eleições na Palestina.
15) O governo dos EUA ajudará o governo de Israel a enfrentar o problema dos colonatos. A partir de agora, os colonos terão um ano para deixar os territórios ocupados voluntariamente, em troca de compensação que lhes permita construir os seus lares dentro de Israel. Depois disso, todos os colonatos serão esvaziados, excepto aqueles que ficarem nas áreas anexadas, por troca, a Israel, à luz do acordo de paz.
16) Sugiro ao senhor, como Presidente dos Estados Unidos, que venha a Israel e se dirija ao povo israelita pessoalmente. Não só no pódio do parlamento, mas também num comício de massas na Praça Rabin em Telavive. O Presidente Anwar Sadat, do Egipto, veio a Israel em 1977 e, ao dirigir-se ao povo de Israel directamente, mudou em tudo a atitude em relação à paz com o Egipto. No momento, a maioria dos israelitas sente-se insegura, incerta e temerosa de qualquer iniciativa ousada de paz, em parte graças à desconfiança de qualquer iniciativa que venha do lado árabe. A sua intervenção neste momento crítico, poderia, literalmente, fazer milagres, ao criar a base psicológica para a paz.”
Por Daniel Oliveira 7 Jan 09 em Sem categoria


Parecem-me bastante razoáveis estas medidas, embora tenha dúvidas em relação à proposta da alinea g). Julgo que só faz algum sentido conceder essa região, caso a Síria aceite um acordo definitivo de paz com Israel, o que implicará um esforço no sentido de desmantelar do movimento radical islâmico Hizbullah, que actualmente controla o Sul do Líbano, embora este seja também financiado e manipulado pelo governo iraniano.
No entanto, voltamos à questão da religião. Como persuadir as comunidades haredi (judeus ultra-ortodoxos ou fundamentalistas) e os radicais islâmicos a aceitarem definitivamente este acordo na íntegra?
Esqueci-me de referir também a alinea e). É que o número de refugiados, que em 1967 situava-se à volta dos 700 mil, ascendeu aos 4 milhões. Sendo Israel um país com um total aproximado de 7 milhões de habitantes, entre os quais, os judeus totalizam cerca de 5 milhões, a entrada de 4 milhões de muçulmanos colocará em risco o estatuto de Israel enquanto estado judaico.
Duvido por isso que esta medida alguma vez seja aceite por Israel.
Quanto à alinea f), não sei até que medida não seria melhor se Gaza fosse devolvida ao Egipto.
a alinea oito foi convertida num smiley, um espaço deve resolver isso
Obrigado Daniel pelo post desta carta.
Este sim, um grande senhor, e um Israelita que representa muito melhor a verdadeira populacao de Israel, que tem sido sistematicamente tornada refem dum sistema politico e um cozinhado de correlacoes que transformam a maioria em minoria a abater.
Melhor clone da politica americana do que Israel, de facto, nao ha.
Quanto a Obama, esta sera a prova de fogo. Consoante o que ele fizer nesta situacao se vera se havera “change”, ou se nao passou tudo de retorica e a sua administracao nao se reduzira apenas a um mal menor - “well, we’ve changed the colour of the commander-in-chief…”
Temo que sera esta ultima, porque o poder do pentagono e de outros agentes economicos sobrepoe-se a tudo o resto nas terras de Uncle Sam.
Pena e que o silencio de Obama, num momento em que tantas vidas se perdem e ha um claro opressor, nao augure nada de bom.
Ao Obama? O do yes que, da Clinton a Guantanamo, é sempre, Nim? Poupem-me.
Morre tudo antes na Palestina.
Que se dane o Império.
Bom dia.
A Verdade
Hamas enche escola de bombas, engana a população dizendo que é um lugar seguro, ataca o exército israelita com morteiros lançados do telhado e foge. É o mesmo método usado pelo Hezbolá no “Caso Gana” in Pasta 21
http://www.tribunalsantooficio.com.sapo.pt#gana
Durante muito tempo admirei Uri Avnery, um dos mais combativos activistas do Bloco da Paz. Mas ele é sionista, defende a solução dois estados… e recentemente verifiquei as limitação morais do sionismo, mesmo “à Uri Avnery”: confrontado coma mudança de opinião de um palestinano que colaborava sempre com ele e que passou a defender a solução um estado para todas as religiões, Avnery ficou possesso e ameaçou que o povo judaico seria capaz de como último recurso limpar etnicamente toda a Palestina para evitar a fusão do estado sionista (só para judeus) num estado único.. Il est tout dit..
Sionismo é sempre um crime contra a humanidade, mesmo na sua versão menos desumanizada…
Será Obama inocente nesta história?
quem foi soldado em 1947 e trabalhou activamente na expulsão dos árabes palestinianos foi também um criminoso; Não basta arrepender-se depois e fingir derramar lágrimas de crocodilo para não ser conotado com os criminosos de agora. É um lunático. Essa ideia do Obama ir falar em cima d`um palanque a Israel é de chorar por mais, um convite ao tiro ao alvo que alicia as centenas de milhares de snipers de alta precisão que os Estado sionista tem treinado com imenso carinho e desvelo durante décadas.
Nada deste arrazoado expresso por Avnery faz sentido. Israel, na forma como foi fundado é todo ele um crime, deliberadamente continuado - com a agenda de servir de porta-aviões de baixo custo às empresas petroliferas que actuam no Médio Oriente.
Para se repôr a justiça, em nome dos crimes praticados, teria de se começar por julgar os responsáveis, retroactivamente, de cima para baixo. Mas como sabemos tal não é possivel, (uma nova Nuremberga teria de ser imposta pela força, que não existe mas mãos de milhões de vítimas do capitalismo) porque a maioria nas sociedades ocidentais estão de acordo com o assalto e rapina dos recursos naturais, não só no Médio Oriente (agora com especial incidência no Iraque, as 2ªs maiores reservas de petróleo do planeta) mas em todo o mundo.
É a isto a que está reduzido o Daniel Oliveira: a dar relevância a um esquerdista radical cujas posições lunáticas fazem lembrar a daqueles esquerdistas iranianos que se juntaram ao aiatola Khomeiny, para levar para a frente a “revolução islâmica”.
Como todos os idiotas úteis, assim que deixaram de ser úteis, passaram a ser apenas idiotas e logo a seguir idiotas mortos.
Mas a idiotice é imparável. Morram os que morram, há sempre quem leve a tocha.
E há sempre quem lhes aproveite a utilidade.
Solução?
Deixá-los babujar as suas idiotices, mas assegurar-se cuidadosamente que nunca um idiota destes tenha real poder sobre o mundo real.
É aí que está a diferença entre a frescura de “ideias diferentes” e o desastre.
Parece justo o que é aqui proposto, mas serão os homens capazes de pensar apenas como homens e deixarem os interesses supérfluos de lado?
Já alguém no Hamas leu a carta? Há alguém no “Hamasistão ” que a subscreva? Ou é só para ficar bonito na fotografia? Os judeus que o Irão não deixa sair do país há décadas poderão ir para Israel, se quiserem?
Para construir a paz na região, é necessária uma intervençao concertada da comunidade internacional, até aqui estamos de acordo.
Que uma simples comunicação pública de Obama em Israel poderá alterar o sentimento israelita de insegurança em relação aos vizinhos, não me parece.
E há algumas alíneas dificilmente concretizáveis: é preciso entender a lógica de morte do Hamas, como movimento terrorista, não é possível evitar essa questão. Dialogar com o Hamas não me parece viável. Mas também não é com a retaliação violenta, exactamente o pretendido pelo Hamas. E aqui Israel repondeu exactamente como um movimento terrorista.
Terá de envolver a comunidade internacional, é a minha modesta opinião, mas de forma organizada, consistente, sistemática, de forma a neutralizar preventivamente toda a actividade terrorista.
Algumas das propostas da carta poderão ser consideradas mas, no global, pareceu-me pouco realista. Deve haver propostas mais sensatas e viáveis. Essa é a minha esperança.
Cumprimentos. Ana
Coitado do Obama, ainda nem se sentou na cadeira e já começa a ser acusado. Nem deve ter tempo para ler a cartinha que o senhor lhe enviou
” o número de refugiados, que em 1967 situava-se à volta dos 700 mil, ascendeu aos 4 milhões. Sendo Israel um país com um total aproximado de 7 milhões de habitantes, entre os quais, os judeus totalizam cerca de 5 milhões, a entrada de 4 milhões de muçulmanos colocará em risco o estatuto de Israel enquanto estado judaico.”
Pelo Direito Internacional relevante, refugiados são apenas os sobreviventes dos 700 000 e não os seus descendentes.
Após a vitória de 1948 Israel legislou no sentido de permitir o regresso dos árabes, desde que assinassem uma declaração de renúncia à violência e de assumpção da cidadania israelita. 150 000 árabes fizeram-no, juntando-se aos 170 000 que tinham ficado e que hoje são cerca de 1,4 milhões de cidadãos israelitas.
Nem sequer foi Israel o culpado de tantos árabes terem fugido.
“ O factor mais importante na fuga dos palestinianos foi o anuncio do Executivo Árabe Palestiniano instando todos os árabes de Haifa a partirem…Estava claramente implícito que os árabes que ficassem seriam considerados renegados”
(The Economist, 2 de Outubro de 1948)
“Os árabes conduzirão as suas mulheres e crianças para locais seguros até a luta ter terminado”
(Nuri Said, 1º Ministro iraquiano)
Em Fevereiro de 1949, em Rodes, Israel prontificou-se a devolver as terras da Partilha que tinha ocupado na batalha, se os árabes assinassem um tratado de paz. Os refugiados regressariam e o problema terminaria aí.
Os árabes rejeitaram a proposta porque isso equivaleria a reconhecer Israel.
Em Lausana, em Setembro de 1949, Israel ofereceu-se para receber 100 000 refugiados, mesmo sem tratado de paz. Os árabes recusaram pela mesma razão.
Os refugiados eram agora apenas uma arma de arremesso e os porta-vozes egípcios diziam-no claramente:
“ Manteremos os refugiados nos seu campos até a bandeira palestiniana flutuar em toda a região. Só regressarão a casa como vencedores, sobre as sepulturas e os corpos dos judeus”.
Até 1967, tanto a faixa de Gaza como a Margem Ocidental estiveram sob ocupação egípcia e jordana, sem que esses países permitissem a criação do estado palestiniano, mantendo os refugiados encerrados nos campos.
Hoje em dia, quando aos palestinianos exigem o “direito de regresso”, não se referem aos sobreviventes dos 725 000, mas aos seus descendentes, ou seja, cerca de 5 milhões de pessoas, exigência descabida e inaceitável para Israel, porque nenhuma lei internacional a sustenta. Mesmo que venha a ser estabelecida a paz entre Israel e quem representa os palestinianos, o estatuto legal de refugiados só se poderá aplicar aos que restam dos 725 000.
A História ajuda-nos a perceber que este tipo de problemas nem sequer é novo:
-Entre 1949 e 1954, como vingança pela derrota de 1948, 800 000 judeus foram expulsos do Iraque, Marrocos, Tunísia, Jordânia, Irão, etc, Muitos deles foram para Israel e integraram-se na sociedade, sem o apoio da ONU, sem choradinhos vitimizadores e sem exigência de “direito de regresso”
Não constam sequer no horizonte mental dos “apoiantes da causa palestiniana”.
-Em1922, a guerra greco-turca provocou o deslocamento de 1,8 milhões de pessoas. Não há campos de refugiados.
-Após a 2ª Grande Guerra, mais de 3 milhões de alemães foram expulsos de países eslavos. Não há campos de refugiados na Alemanha e nem os seus descendentes exigem o “direito de regresso”?
-Na sequência da descolonização exemplar, centenas de milhares de portugueses foram expulsos dos territórios africanos. Não há campos de refugiados em Portugal e muito menos “direito de regresso”
Ou seja, todos os casos foram resolvidos excepto o dos 725 00 árabes que deixaram Israel em 1948 e que foram mantidos em campos de refugiados de propósito, com o objectivo de manter vivo o conflito e avivar o poster da vitimização.
“Os estados árabes conseguiram disseminar o povo palestiniano e destruir a sua unidade”
(Abu Mazen, actual Presidente da AP, Falastin el-Thawra, Beirute, Março de 1976)
“Quanto à alinea f), não sei até que medida não seria melhor se Gaza fosse devolvida ao Egipto”
Israel tentou fazer isso quando devolveu o Sinai. O Egipto recusou e não se vislumbram razões para que aceite agora.
Nem a Jordânia nem o Egipto querem de volta os territórios da Margem Ocidental e de Gaza. Pelo contrário, querem é ver os palestinianos ao longe, que para loucos já lhe bastam os caseiros.
A Jordânia, de resto, matou milhares de palestinianos no chamado Setembro Negro.
É por isto que estas “soluções” de iluminados de pacotilha são basicamente como dizer que teremos paz quando não houver guerra, ou que se todos voássemos seriámos voadores.
A realidade é como é, e a política é apenas a arte do possível.
Gueto de GAZA = Gueto de Varsóvia: os assassinados de ontem são os assassinos de hoje
Agradeço a divulgação da carta que deveria ser muito mais alargada (vou também fazer por isso) e aproveito para saudar este excelente blog e os seus autores.
O reconhecimento do estado de Israel é algo que nunca irá acontecer.
Já em 1929 os lideres arabes se manifestavam contra a possibilidade de existência do estado de Israel.
Os refugiados são a questão central de um possivel acordo de paz.
Nos termos do direito internacional especialmente criado para os palestinianos são refugiados os filhos os netos e os descendentes de qualquer pessoa que mesmo que não nascido na Palestina tenha lá residido 2 anos.
Esta questão é central porque entronca no direito de retorno. Direito de retorno que mais uma vez no caso palestiniano tem perrogativas não reconhecidas a qualquer ouro refugiado.
A aplicação do direito de retorno na forma como é desejado pelos palestinianos implica a implosão de Israel.
Concordando com a generalidade do que se diz na carta, mantenho reservas quanto a Jerusalem.
Ai considero que a cidade deve ser retirada do dominio de ambas a s partes e ser-lhe concedido um estatuto de cidade internacional sob o governo e protecção da ONU.
Saliento no entanto que o retorno de Israel ás fronteiras de 1967 foi proposto a Arafat que recusou.
E se Israel avançar unilateralemnte?
Os palestinianos vão abraçar a Paz?
ainda há gente decente! perante as evidências “a Venezuela expulsa o embaixador de Israel como forma de protesto contra os crimes cometidos sobre os palestinianos”
“o número de refugiados, que em 1967 situava-se à volta dos 700 mil, ascendeu aos 4 milhões. Sendo Israel um país com um total aproximado de 7 milhões de habitantes, entre os quais, os judeus totalizam cerca de 5 milhões, a entrada de 4 milhões de muçulmanos colocará em risco o estatuto de Israel enquanto estado judaico.” Pelo Direito Internacional relevante, refugiados são apenas os sobreviventes dos 700 000 e não os seus descendentes.” - lidador
Os exilados à força (limpos étnicamente) são nacionais de pleno direito da Palestina e têm TODOS o direito de regressar à sua Pátria incondicionalmente, dado que a limpeza étnica de 1948 (e seguintes) é CRIME DE GUERRA INTERNACIONAL IMPRESCRITÍVEL pelo que NUNCA os podia privar de todos os seus direitos.
A Pátria não se vende. E o facto de israel não aceitar o retorno dos que expulsou criminosamente da sua Pátria, é IRRELEVANTE. Porque será aniquilado se o recusar. Mainada.
Os emigrantes ilegais judeus que invadiram a Palestina desde 1948 é que poderão ser expulsos, por nada terem a ver com aquela terra nem sequer serem semitas. Em prncípio, a maioria poderá ficar, até porque muitos milhares, os que tiverem as mãos sujas de sangue palestiniano, serão executados por crimes de guerra e assim haverá mais espaço…
O Hamas, que não é extremista nem fundamentalista como os nazi-sionistas (que só aceitam um estado para judeus), aceita um estado único, democrático e laico para todos os palestinianos, sejam eles muçulmanos (a maioria), JUDEUS ou cristãos, na base do princípio democrático (ONE MAN, ONE VOTE, ONE LAND). Só os criminosos de guerra ficarão excluídos (porque irão fazer tijolo….)
“A aplicação do direito de retorno na forma como é desejado pelos palestinianos implica a implosão de Israel.” - j mota
BRUXO. de “israel” como estado fundamentalista judeu, é claro. Passará a estado democrático de todos os cidadãos, (seja qual for a religião destes, isto é, a estado laico).
E o nome mudará para Palestina, designação laica, que é aliás a tradicional do País.
Portanto, só o regime sionista-apartheidesco-fundamentalista desaparecerá, como diz Ahamedinejad. Não os judeus. Tal como o aniquilamento do regime nazi não aniquilou os alemães, que até estão bem e se recomendam…
A solução de apartheid (conhecida pelo eufemismo “dois estados”, em que um consiste em meros bantustões sem independência real e sem exército) pretendida por Avnery NÃO PASSARÀ…
Apartheid já era… a única solução conforme ao direito e aceite pelo governo democrático da Palestina (HAMAS) é a solução “um estado”. Como na Africa do Sul pós-apartheid…
Não percam tempo com hipóteses inviáveis que insultam a dignidade da Nação árabo-islâmica,, com a qual não se brinca… A Palestina não está à venda…
O que o Hamas quer é publicidade, nada mais.
Mesmo que para isso morram centenas de pessoas.
E o DO está a fazer o jogo do Hamas direitinho
Caro Euroliberal
Como me cita respondo-lhe.
O estado de Israel é reconhecido internacionalmente. Foi constituido com base numa resolução da ONU.
Qualquer boa fé na discução deste tema começa por aceitar a existência do estado de Israel.
O que V/ deseja então não é a paz. É a guerra.
Se é a guerra que deseja não chore pelas vitimas da mesma.
Elas são fruto do seu desejo.
O que o “euroliberal” aqui escreve, pode parecer anedótico e caricatural a muita gente, mas é-o tanto como os “Protocolos dos Sábios de Sião” e o “Mein Kampf”, ou as discursatas de Amadinejad, Chavez, etc.
Na verdade ele diz com todas as letras aquilo que realmente desejam ou pensam os mais sofisticados “apoiantes da causa palestiniana”.
O Daniel Oliveira pensa o mesmo, mas como é uma figura pública tem de agir com subtileza e inteligência.
Mas no fundo, se expurgarmos aquilo que escreve dos floreados e eufemismos retóricos, diz exactamente o mesmo.
De resto só assim se compreende que o “euroliberal” faça aqui deliberados e claríssimos apelos ao ódio e até ao genocídio de pessoas, povos e etnias, sem que o Daniel Oliveira o impeça.
Imaginemos por um momento um nick qualquer que viesse aqui apelar ao genocídio dos árabes, dos pretos, dos ciganos, dos imigrantes, etc.
Quanto tempo o Daniel permitiria que esse nick ou o IP de onde comenta, tivesse acesso à caixa de comentários?
Mas repare-se…no caso dos judeus, pode-se dizer o que se quiser.
É sintomático do tipo de pessoa que este Daniel é e, de um modo geral, a esquerda.
Há tempos, um membro de um partido galego, semelhante ao Bloco de Esquerda, foi expulso do grupo porque não era suficientemente “anti-sionista”.
É interessante observar como aos mesmo tempo a esquerdalhada internacional rejubila com a crise dos EUA e escreve a lista das coisas que Obama tem de fazer para ser bom presidente.
São muitos os que querem infantilizar Obama. Sentem que este homem foi eleito presidente para os agradar e que é uma extensão do desejo pessoal de cada um. Tudo na fórmula do “se eu fosse o todo poderoso do mundo e arredores, era presidente dos EUA e fazia assim”. Uri Avnery, os que escrevem listas de tarefas para Obama e aqueles que as publicam, não tendo tomado o poder pelos seus próprios pulsos manifestam que gostariam de o ter feito.
Seria interessante fazer na blogosfera uma recolha das listas de tarefas para Obama. Daria para fazer um site inteiro dedicado ao assunto.
Duarte Sousa: No entanto, voltamos à questão da religião. Como persuadir as comunidades haredi (judeus ultra-ortodoxos ou fundamentalistas) e os radicais islâmicos a aceitarem definitivamente este acordo na íntegra?
Precisamente. Esta é a questão fulcral, como conciliar os judeus ortodoxos que querem o Eretz Israel (Israel bíblico: que comparado com o espaço que os países árabes têm à volta é mesmo assim um quintal), com a jihad islâmica que teologicamente não pode aceitar a existência de Israel no Dar es Islam (a terra do islão – segundo o Islão claro!)
Lidador: ”Daniel Oliveira: a dar relevância a um esquerdista radical cujas posições lunáticas fazem lembrar a daqueles esquerdistas iranianos que se juntaram ao aiatola Khomeiny, para levar para a frente a “revolução islâmica”.
Isto é um erro político imperdoável de Daniel Oliveira, que certamente deve conhecer estes factos e que devia – partindo do princípio que também conhece a canção de José Afonso - avisar esta malta politicamente ingénua, porque
O QUE FAZ FALTA É AVISAR A MALTA, O QUE FAZ FALTA…
Depois das cabeças (de esquerda) terem sido cortadas, ou o pessoal se encontrar nos EUA ou na Europa como refugiados, é muito tarde…
Ana Fernandes:
”Dialogar com o Hamas não me parece viável. Mas também não é com a retaliação violenta, exactamente o pretendido pelo Hamas. E aqui Israel repondeu exactamente como um movimento terrorista.”
Se não se pode dialogar não há 36 hipóteses viáveis, creio eu! Uma retaliação terá que ser sempre violenta, mesmo que o Hamas, em vez de foguetes cada vez mais poderosos, atirasse diariamente apenas pedras para as cidades do sul de Israel, a situação tornar-se-ia igualmente insuportável. E é preciso não esquecer que o Hamas por enquanto atira foguetes artesanais porque ainda não conseguiu armas mais substanciais, como mísseis com cargas químicas ou mesmo armas nucleares, é só uma questão de tempo…
Se Israel tivesse respondido como um movimento terrorista, como por exemplo os russos na Chechénia ou os chineses no Tibete, teriam certamente menos problemas em Sderot, mas certamente ainda mais chatices com a opinião pública ocidental que demonstra constantemente uma sensibilidade tendenciosa.
JTMota:
decisões que reconhecem o “estado de israel” não vinculam os palestinianos, únicos com direitos soberanos sob a sua pátria e que não participaram nem ratificaram tais decisões VIOLADORAS DO DIREITO INTERNACIONAL (porque est obriga a descolonizar uma colónia exclusivamente em favor do povo colonizado e NUNCA a favor de terceiros estranhos, e muito menos de terroristas que se apoderaram pela força de terra alheia…)
Se eu fizer um “contrato” com um amigalhaço a ceder-lhe a SUA casa, você reconhece esse contrato e cede ao meu amigo a sua casa ? Não ? Então os palestinianos e a Nação árabe
também não ! PONTO.
O direito internacional condena ainda como ilegítimo qualquer regime ditatorial de apartheid que prive a maioria da população de um território (pretos na Africa do Sul, muçulmanos E CRISTÃOS na Palestina) da nacionalidade para assegurar a uma minoria racista e fundamentalista uma maioria artificial. Isso è uma violação total da LEGALIDADE E DA MORAL INTERNACIONAL. O único destino de tal regime é ser aniquilado e os seus dirigentes pendurados num novo Nuremberga.
Quem reconhece a entidade nazi sionista é nazi-sionista, antisemita e islamófobo. Vá dar a sua terra e a sua casa a outros VOCÊ, não exija isso dos palestinianos que não têm nada a ver com os crimes de europeus contra outros europeus (judeus) na II Guerra.
Se querem indemnizar (mais ) os judeus paguem vocês a factura. Não a mandem a terceiros inocentes, como os palestinianos que não têm obrigação NENHUMA DE CEDEREM A SUA PÀTRIA A TERRORISTAS apartheidescos e de serem escravos e internados em campos de concentração na sua própria terra, porra.
Os que choram lágrimas de crocodilo pelos palestinianos mas que reconhecem a entidade sionista, carrasco desses palestinianos, são hipócritas e colaboracionistas com os crimes do ocupante sionista. Fazem para estes o papel útil de “polícias bons”…
Eu, se Portugal fosse “dado” por uma resolução da ONU a uma seita religiosa completamente estranha à minha terra, CAGAVA na resolução ilegal e lutava de armas na mão contra o ocupante, exactamente como faz o glorioso e patriótico Hamas, aqui insultado pela escória nazi-sionista.
Este debate sobre a viabilidade da paz na região começa a tornar-se difícil se não conseguirmos desmontar as situações de forma clara e precisa.
À direita, quando se debate o tema, não se baseiam em argumentos consistentes e credíveis, a meu ver, porque justificam a cultura bélica de Israel e não revelam a menor sensibilidade em relação à actual situação dos palestinianos.
Mas ambém o debate à esquerda se arrisca a perder credibilidade ao não desmontar as questões de forma clara, procurando considerar os dois lados, chamando as coisas pelos seus nomes exactos e não promovendo discursos pouco sensatos e não-viáveis.
Na minha modesta opinião, o Hamas, como movimento terrorista, porque actua como tal e não pretende a paz, não pode ser considerado um interlocutor sério num diálogo ou acordo de paz.
Também o actual poder político israelita, contrariamente ao que defende a direita, segue a mesma cultura bélica, logo, não se distingue nem nos argumentos que utiliza (”olho por olho, dente por dente”… “ele começou primeiro, tive de me defenfer”, etc.) nem nos métodos (uns enviam rockets, outros enviam a invasão aérea e terrestre, a destruição e a morte indiscriminadamente). O poder político israelita actual também não é um actor credível e fiável para a construção de uma paz duradoura na região.
Logo, não será com estes actores políticos que a paz poderá algum dia ser viável. Daí a importância de uma intervençao mais alargada, concertada e consistente.
Cumprimentos. Ana
Carmo da Rosa disse:
“Depois das cabeças (de esquerda) terem sido cortadas ou o pessoal se encontrar nos EUA ou na Europa como refugiados (…)”
na verdade esta opinião intenção fascista de expurgar a sociedade do “esquerdismo” corresponde às lógicas de poder desde sempre: Estaline, mal conseguiu consolidar o poder, aniquilou radicalmente a oposição de esquerda, mas não a de direita. Converteu-se ele próprio na direita, sem contestação. Não era disso que os pensadores pagos pelo mercado se queixavam?
Por outro lado, ainda ontem na cbs o chefe de fila da criminalidade internacional, o judeu Henry Kissinger falava que Obama deveria criar de imediato um organismo sob a sigla NWO (sic) traduzindo: uma Nova Ordem Mundial - se conferirmos com as declarações de Obama na campanha eleitoral ele disse exactamente a mesma coisa! (tenho os 2 videos e amanhã colocá-los-ei no m/blogue)
isto significa existir uma politica pré determinada que vai desencadeando os acontecimentos por forma a implementar uma nova ditadura fascista mundial (a mesma que Hitler tb pensava mas não conseguiu, ramo alemão de onde aliás o judeu Kissinger é originário)
Concluindo: estamos confrontados com a mesma doutrina que rege Israel, mas de forma ainda mais grave: com a prática do Sionismo alargado globalmente
Caro Euroliberal
Ou se aceita o direito internacional, e aceitando temos que reconhecer quer o que nos é favoravel como o que nos é desfavoravel, ou não se aceita, e ai não o invocamos para o que nos interessa.
É uma questão de se ser congruente.
Quanto ao facto de eu ser nazi, islamofobo e antisemita, carrasco palestiniano e afins, são próprios de quem não conhece as mais elementares regras de intervenção num espaço publico.
Relembro ainda que chamar-me nazi no contexto deste tema, é ou não saber o que é o nazismo ou então ter o discurso limitado por meros reflexos linguisticos.
O Euroliberal está a babar-se outra vez, e ameaça defecar, dando razão às teses que admitem a cissiparidade de criaturas aptas a utilizarem um teclado- mas já se percebu o essencial do argumentário dele : “Juden Raus!” ( alguém já ouviu isto algures, ou fui apenas eu?)
Cara Ana,
Diga lá então, como pára a chuva de rockets em Israel? Constrói um guarda-chuva gigante? Ou põe as cidades israelitas de baixo do chão?
Já dizia o outro , “Conversa, tem a minha Maria muita; cabelo? Nem vê-lo!”
Como dizia nitzche
“É preciso ter um caos dentro de si
para dar à luz uma estrela bailarina.”
Roubo de terras, sionismo nazismo, racismo.
Israel não foi construído em terras palestinianas coisa nenhuma.
Nesse tempo não havia território da Palestina pela simples razão de que não havia quem reclamasse ser palestiniano, os árabes que la viviam não se reclamavam palestinianos. Israel apareceu daquilo que foi, durante séculos, uma província do império Otomano, os judeus foram forçados à Diáspora pelos romanos após a destruição do segundo templo de Jerusalém, no ano 70 e que só 1.800 anos depois regressaram à Palestina exigindo direito a um país de volta. Na realidade, o povo judeu sempre manteve laços com sua pátria histórica por mais de 3.700 anos. Mesmo após a destruição do segundo templo de Jerusalém e do início do exílio, a vida la continuou e floresceu normalmente. Comunidades estabeleceram-se em Jerusalém e Tiberíades por volta do século IX. No século XI, havia concentrações judaicas em Rafah, Gaza, Ashkelon, Jaffa e Cesaréia, os cruzados massacraram muitos judeus durante o século XII, mas a comunidade recuperou nos dois séculos seguintes. Rabinos proeminentes radicaram-se em Safed, Jerusalém e outros lugares durante os anos seguintes. No início do século XIX anos antes do nascimento do movimento sionista moderno milhares de judeus viviam ao longo do que hoje é Israel. Foi depois da I Guerra Mundial que Estados como a Síria, a Jordânia e o Iraque foram criados, ‘artificialmente’, a partir do Império Turco, pelas potências vencedoras. A Jordânia foi contituída a partir de cerca de 80% dos territórios do que era o designado Mandato da Palestina, que originalmente foi designado pela Liga das Nações como parte do lar judaico. Em 1947, o Plano de partilha das Nações Unidas dava origem a criação de 2 Estados nos restantes 20% do Mandato, o Estado de Israel para os judeus e outro Estado para os árabes. Estes rejeitaram o plano e desencadearam uma guerra contra Israel só que tramaram-se em vez de aniquilar os sionistas ainda permitiram que estes defendendo-se alargassem o seu territorio. Oito países árabes iniciaram uma guerra contra Israel em três frentes, falharam, foi uma catastrofe. Se não tivesse havido essa guerra movida por esses paises não teria havido refugiados e teria existido desde 1949 um estado da palestina. Israel conquistou terrítórios durante essa guerra. Israel disponibilizou-se para devolver esses territórios em troca de uma paz formal e do reconhecimento do Estado de Israel, os árabes recusaram. O Estado Palestiniano pelo qual uma liderança Palestiniana desavisada luta há 58 anos de todas as formas, terrorismo incluído, podiam tê-lo tido sem derramar uma gota de sangue desde 15 de Maio de 1948. A certidão de nascimento internacional de Israel foi validada pela presença judaica ininterrupta; a Declaração Balfour de 1917; o Mandato da Liga das Nações, que incorporou a Declaração Balfour; a resolução da partilha pelas Nações Unidas em 1947; o ingresso de Israel nas Nações Unidas em 1949; seu reconhecimento pela maioria dos países; e, sobretudo, tem sido validada pela sociedade criada em Israel nas décadas de existência nacional próspera e dinâmica. Mas ha quem ainda viva ha 50 anos atras. Até se chegou a por hipotese de angola e uganda, mas se virmos bem a sua localidade originária a sua genética e onde sempre viveram judeus tem uma localização, a haver dois estados um seria israel e outro palestiniano.
Roubo de terras
Mas os árabes ou a propaganda continua com o roubo de terras a afirmar que foram desalojados. A verdade é que, desde o início da Primeira Guerra Mundial, parte da terra da Palestina estava nas mãos de proprietários ausentes que viviam no Cairo, em Damasco e em Beirute, 80% dos árabes palestinos eram camponeses, seminómadas e beduínos endividados. Os judeus esforçaram-se para evitar a compra de terras em áreas onde os árabes pudessem ser desalojados, buscaram terras que eram praticamente não cultivadas, pantanosas, baratas e o mais importante, desabitadas. Em 1920, o líder trabalhista sionista David Ben-Gurion expressou preocupação acerca dos felahin árabes, os quais via como “o activo mais importante da população nativa”. Ben-Gurion disse que “sob nenhuma circunstância devemos tocar a terra pertencente aos felahin ou trabalhada por eles”. Ele defendeu que eles fossem libertados de seus opressores. “Somente no caso de um felah abandonar o seu lugar de assentamento”, acrescentou Ben-Gurion, “é que devemos nos oferecer a comprar sua terra, e por um preço adequado”. Só depois que os judeus compraram toda a terra não-cultivada disponível é que adquiriram as cultivadas. Muitos árabes desejavam vendê-las, seja porque queriam mudar-se para as cidades do litoral, porque precisavam de dinheiro para investir nas indústrias. Quando John Hope Simpson chegou à Palestina em maio de 1930, comentou:“Eles (os judeus) pagaram altos preços pela terra; além disso, pagaram a alguns dos seus ocupantes um montante considerável de dinheiro que legalmente não eram obrigados a pagar”. Em 1931, Lewis French levantou a quantidade de árabes sem-terra e ofereceu lotes aos interessados. Foram recebidas três mil inscrições, das quais 80% foram consideradas inválidas pelo assessor legal do governo, porque os inscritos não atendiam ao requisito básico, ou seja, não eram árabes sem terra. Sobraram apenas 600 inscritos, dos quais cem aceitaram a oferta de terras do governo. Em abril de 1936, nova sequência de ataques árabes aos judeus foi instigada pelo comandante do Exército de Libertação Árabe. Em novembro, quando os britânicos finalmente enviaram uma nova comissão de investigação encabeçada por Lord Peel, 89 judeus haviam sido mortos e mais de 300 feridos. O relatório da Comissão Peel descobriu que as queixas árabes sobre a aquisição de terras pelos judeus eram infundadas. Ele indicou que “grande parte da terra agora carregada de laranjais antes eram dunas de areia ou pântanos e não-cultivadas quando foram compradas havia, na época das primeiras vendas, poucas evidências de que os proprietários possuíssem até mesmo recursos ou preparo necessário para desenvolver a terra”. Além disso, a comissão descobriu que a escassez “se devia menos à quantidade de terra adquirida pelos judeus do que pelo crescimento da população árabe”. O relatório concluiu que a presença de judeus na Palestina, juntamente com o trabalho da administração britânica, resultaram em maiores ganhos, padrão de vida mais elevado e amplas oportunidades de emprego. Em suas memórias, o rei Abdula da Transjordânia escreveu “Está bastante claro para todos, tanto pelo mapa traçado pela Comissão Simpson quanto por outro compilado pela Comissão Peel, que os árabes são tão pródigos em vender suas terras como o são em prantos e choros inúteis. Mesmo na época da revolta árabe de 1938, o Alto-Comissariado britânico para a Palestina acreditava que os proprietários árabes se queixavam das vendas aos judeus para aumentar os preços das terras que pretendiam vender. Muitos deles foram tão aterrorizados por rebeldes árabes que decidiram abandonar a Palestina e vender suas propriedades aos judeus. Os judeus pagavam preços exorbitantes a ricos proprietários de terra por pequenos lotes de terra árida.
Racismo essa também é boa
Nos anos 70, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou uma resolução que difamava o sionismo, igualando-o ao racismo.Mas o sionismo é o movimento nacional de libertação que prega que os judeus, assim como qualquer outra nação, têm direito a uma pátria. A história tem demonstrado a necessidade de garantir a segurança dos judeus por intermédio da existência de uma pátria. O sionismo reconhece que a condição judaica é definida por uma origem, religião, cultura e história em comum. A concretização do sonho sionista é exemplificada por mais de cinco milhões de judeus, provenientes de mais de cem países, que são cidadãos israelenses. A Lei do Retorno a Israel garante cidadania automática aos judeus, mas os não-judeus também têm o direito de ser cidadãos israelenses, conforme procedimentos de naturalização semelhantes aos existentes nos demais países. Ha cerca de um milhão de muçulmanos e cristãos árabes, drusos, bahais, circassianos e outros grupos étnicos representados na população de Israel. A presença, em Israel, de milhares de judeus de pele escura provenientes da Etiópia, do Iêmen e da Índia é a melhor refutação à calúnia contra o sionismo. O carácter aberto e democrático de Israel, bem como a sua protecção dos direitos religiosos e políticos de cristãos e muçulmanos, rebate a acusação de exclusividade. Além do mais, qualquer pessoa judeu ou não-judeu, israelense, americano ou saudita; negro, branco, amarelo ou vermelho pode ser um sionista. Já os países árabes definem a cidadania estritamente por parentesco nativo. É quase impossível tornar-se um cidadão naturalizado em muitos países árabes. Várias nações árabes têm leis para facilitar a naturalização de árabes estrangeiros, à exceção específica dos palestinos. A Jordânia instituiu a sua própria “lei do retorno” concedendo cidadania a todos os ex-residentes da Palestina, exceto para os judeus. Condenar a autodeterminação judaica é, no fim das contas, uma forma de racismo, Martin Luther King dizia “Quando as pessoas criticam os sionistas,elas se referem aos judeus. Você está falando de anti-semitismo”. A resolução da ONU de 1975 fazia parte da campanha anti-Israel de soviéticos e árabes da Guerra Fria. Quase todos os defensores não-árabes da resolução acabaram por se desculpar e mudaram de atitude quando a Assembléia Geral votou pela revogação da resolução em 1991, só alguns países árabes e muçulmanos ao lado de Cuba, da Coréia do Norte e do Vietname se opuseram.
O xatoo tem razão.
Há uma conspiração judaico-sionista-maçónica e isso, para o domínio mundial e não só.
De facto o Pato Donald conspirou com Herzl, Eichman e Beria para fazer cair a Bolsa de Nova York e causar a Grande Depressão, na qual o Tio Patinhas, o Rotschild e 14 milhões de revisonistas kulaks, a mando do Ariel Sharon, cruzaram o Mar Vermelho e atacaram Meca.
Esta cruzada prossegue ainda hoje e a razão pela qual o dólar está tão desvalorizado, é porque Estaline e Molotv, além de fazer pudins, recusaram festejar o Pessah e encontraram-se com Hitler em Treblinka, onde leram em conjunto os Protocolos dos Sábios de Sião.
Pela mesma época, em Ontário, Woody Allen, Barbara Streisand e Jorge Lucas, combinaram conquistar Hollywood para, em conluio com o 34º Congresso do PCUS, fazer filmes sobre a obra de Marx e promover a difusão de ideias revisionistas, capitalistas, e benfiquistas.
Foi então que apareceu o Coelhinho Branco que revelou a verdade ao Luis Farrakhan.
Esta pérfida conspiração judaicomaçónica que visa dominar o mundo, incluindo os arredores de Sobral de Monte Agraço e que o xatoo aqui tão bem denuncia, tem muito mais que se lhe diga.
Todos os iniciados, como o xatoo, o Daniel Oliveira, o seu alter-ego, etc, sabem que um dos objectivos da conspiração era a criação do Estado de Israel, para servir de base avançada do imperialismo da CIA, sob os auspícios do KGB.
Não é pois coincidência que essa criação tenhatido lugar em 1948, logo após a guerra. A oração “para o ano em Jerusalém”, era afinal uma senha que ia muito para alem do seu valor religioso. Sabemo-lo agora.
Para alcançar os seus fins, os judeus precisavam das potências ocidentais e para as manipular tinham de criar uma alavanca moral. Foi por isso que criaram o holocausto, como chantagem psicológica, e decidiram a morte de alguns milhões deles mesmos, o que revela a perfidia desta gente de nariz adunco (embora a Scarlet Johansen e a Natalie Portman sejam boas como o milho).
Para isso tinham de convencer a Alemanha a ir para a guerra, o que conseguiram causando o caos e levando Hitler ao poder.
Para assegurar a derrota dos alemães, e evitar o acesso dos ocidentais aos campos de extermínio, instalaram um regime bolchevista na Rússia.
Depois, pela crise financeira dos anos 30, que urdiram graças ao seu controlo dos bancos, criaram as condições para que o plano se realizasse.
Mas há mais: a gripe espanhola de 1918, propagada por médicos judeus, teve lugar logo após a 1ª Guerra Mundial, para evitar que as coisas seguissem numa direcção indesejada.
Trataram tb de instalar o judeu León Blum no governo de França para a enfraquecer, e desenvolveram uma série de artes degeneradas (jazz, modernismo, Holywood,etc) sempre tendo em vista o seu perfido plano da NWO, avançando sempre os peões.
Esta é que é a verdade, e está cientificamente provado que a Peste Negra, que devastou a Europa no séc XIV, foi manipulada pelos judeus, que tinham conhecimentos de medicina, de propósito para enfraquecer o Reino de Granada e a Cristandade.
Não é por acaso que ocorreu na altura a devastadora Guerra dos 100 anos e que Lisboa foi 400 anos mais tarde, destruída por um terramoto.
Como tb não é por acaso que o tsunami que há tempos varreu o Sul da Asia, devastou essencialmente regiões islâmicas.
Na verdade foram os Sábios de Sião que pilotaram os aviões contra as torres e o Pentágono e a própria Al Qaed é uma criação da CIA, que por sua vez é uma criação da Mossad, que por sua vez é uma criação dos Sábios de Sião, que por sua vez são filhos de demónio, que por sua vez, cheira a enxofre e tem cascos de bode, como se prova pelas declarações de Hugo Chavez nas Nações Unidas.
Obrigado xatoo, por nos ter dado este magnífico insight para o autêntico turbilhão de ideias geniais que fervilha na sua cabeça.
Sem mentes como a sua, como compreenderíamos o mundo?
que engraçadinho
na verdade este coment já foi debitado pelo Lidador noutras ocasiões, nomeadamente no “Homem das Cidades” - é esta a ideia que o bronco tem de “debate” - se houvesse paciência para o aturar mais uma vez, ainda ia citar o Pareto e o Mosca, etc. - é “chapa 27″
Lidador, gostei da parte do Pato Donald
ahahahahahahahahahahahahahahahahaha
Esse xatoo é o verdadeiro cromo de esquerda.
Daniel Oliveira:
Digam o que disserem, o silêncio de Obama, até agora, é de facto cúmplice. O facto de não estar empossado como presidente não o impediria de dar a sua opinião e distanciar-se deste massacre.
Eu, embora esteja feliz pela vitória de Obama, não estou desiludido. Porquê? Porque nunca estive iludido.
Apesar de tudo é sempre preferível a McCain, mas vamos ter Realpolitik por muitos anos.
Temo que a grande esperança vai dar em quase nada. Vejamos Guantanamo, com ou sem ajuda de Portugal. Vai ser uma espécie de barómetro.
Sim, xatoo, as suas “ideias” geniais são de tal forma fossilizadas que só podem ser analisadas com instrumentos de dissecação de dinossauros.
Está tudo na Matrix…e só você é que tomou a pílula vermelha. É o único gajo do batalhão que leva o passo certo.
Bem…o único não…o alter-ego do Daniel Oliveira acompanha-o mais ou menos a par e o próprio DO, faz uns passos ao ritmo.
De qq modo peço-lhe desculpa se lhe ofendi a suscceptibilidade reptiliana. Tenho o maior respeito pelos broncossauros, embora tenha cá uma suspeita que até esses foram criados pela Mossad e estão ao serviço da Nova Ordem e da Conspiração Judaico-Maçónica.
Felizmente o xatoo tomou a pílula vermelha e vê a “Verdade”.
Que o profeta esteja consigo e veja la se imira rapidamente Roger Garaudy, outro estaliniista de gema e que acabou a fazer vénias para Meca, convertido ao islamofascismo, assim que o Sol do Mundo claudicou.
Você não se lembra, pois não?
É natural. Os broncossauros , dizem os especialistas, têm memória de peixe…pouco mais de 10 segundos.
«Se Israel tivesse respondido como um movimento terrorista, como por exemplo os russos na Chechénia ou os chineses no Tibete, teriam certamente menos problemas em Sderot, mas certamente ainda mais chatices com a opinião pública ocidental que demonstra constantemente uma sensibilidade tendenciosa.»
Exacto. Só que quando se trata de assuntos que afectam russos ou chineses, os esquerdistas radicais remetem-se ao silêncio, ou então aplaudem as medidas tomadas.
Debater com fascistas e social-fascistas (que maravilha de palavra)?
Ó Xatoo, tem mas é vergonha, tudo destilas ódio por tudo o que é poro.
Jt.Mota,
Não vale a pena perder tempo com pessoas que não respeitam sequer as mais elementares regras de boa educação. Acham que conquistam a razão através do insulto gratuito. Só lhes falta passarem umas pedras para a mão.
Lidador,
Algumas das ideias aqui apresentadas merecem reflexão, sobretudo atendendo à realidade actual. Uma vez que se mantém um forte disputa religiosa, não me parece haver melhor alternativa que não a criação de um Estado Palestiniano dentro de um prazo, o mais breve possível e mediante um acordo de paz definitivo entre ambas as partes.
O actual governo israelita tem dado passos nesse sentido através das negociações com a Autoridade Palestinina. À partida os palestinianos ficariam com a maior parte da Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Parece-me razoável.
Só não concordo com a cedência dos Montes Golã à Síria. Esse território foi conquistado legitimamente, e creio que só vale a pena ser cedido se a Síria der algo em troca no mesmo valor. Os sírios que tivessem pensado melhor antes de atacar Israel.
Quanto aos refugiados, julgo que está fora de questão a entrada de 4 milhões de palestinianos em Israel. Pelo menos enquanto ambos os grupos (israelitas e palestinianos) persistirem com as suas crenças religiosas altamente absurdas e perigosas, esquecendo-se que no fundo constituem parte do mesmo povo - os semitas.
Caro Jtmota,
Eu aceito o direito intetrnacional, até porque sou jurista. Você é que não. Pelo menos o verdadeiro direito internacional, o de grau superior (cuja violação determina a invalidade de resoluções e normas de hierarquia inferior), o que resulta do direito natural das gentes e dos principios fundamentais do Direito.
Uma resolução da ONU (aprovada por escassas dezenas de países, em 1948 a maior parte do mundo não estava descolonizado, tal como a Palestina…) que dá territórios a terceiros e autoriza crimes contra a humanidade com massacres e limpezas étnicas do povo aí residente, viola de forma grosseira esses princípos superiores do direito internacional, pelo que NÃO É DIREITO INTERNACIONAL.
é POR SI SÓ OUTRO CRIME CONTRA A HUMANIDADADE. O direito está todo do lado do ocupado. A Força é que não…por enquanto…mas isso vai mudar rapidamente… Jerusalém será libertada e os nazi-sionistas acabarão na forca…
Quanto a você ser nazi, é-o seguramente dadas as suas opiniões sobre a legitimidade da limpeza étnica dos palestinianos pelos nazi-sionistas. , embora admito que possa não ter consciência disso, numa ética de convicção. Mas do ponto de vista de uma ética de responsabilidade…
@ Ana Fernandes: ”À direita, quando se debate o tema, não se baseiam em argumentos consistentes e credíveis, a meu ver, porque justificam a cultura bélica de Israel e não revelam a menor sensibilidade em relação à actual situação dos palestinianos.”
Minha cara Senhora,
Israel SEM cultura bélica, com os vizinhos que tem, já tinha desaparecido do mapa… Precisamente por não terem tido uma cultura bélica, mas uma cultura virada quase unicamente para profissões liberais, é que o holocausto foi tão grave. É absolutamente compreensível que desta vez não queiram ser chacinados sem pelo menos poder responder.
A actual situação dos palestinos foram eles que a criaram, com a apologia da morte, com o envio de mártires para se fazerem explodir não importa onde, logo que haja judeus. A resposta de Israel é o controlo rigorosíssimo de entrada e saída de gente, que realmente atrapalha a vida das pessoas. Mas da mesma maneira a nossa vida, com a constante ameaça da jihad islâmica, foi afectada – basta pensar no tempo que actualmente perdemos em bichas nos aeroportos e agradecer aos………. palestinos ligados ao Hamas, Hezbollah e outros tais.
Xatoo: ”na verdade esta opinião intenção fascista de expurgar a sociedade do “esquerdismo” corresponde às lógicas de poder desde sempre:”
Ó xatoo, tu és mesmo chato pá!
Eu não quero expurgar a sociedade de coisa nenhuma e, como esquerdista, muito menos de esquerdistas!
Como dizia o Lidador, quem expurgou a sociedade (Persa) de esquerdistas ingénuos como tu e o Daniel Oliveira foi o Khomeini… Os que se salvaram da chacina vivem refugiados na Europa ou nos EUA. Aliás, como deves saber, o Hamas, que são tão (euro)liberais como o Khomeini, fizeram em Gaza a mesma coisa com os manos da Fatah.
Quem avisa amigo é…
jtmota: ”Relembro ainda que chamar-me nazi no contexto deste tema, é ou não saber o que é o nazismo ou então ter o discurso limitado por meros reflexos linguisticos.”
O problema caro jtmota é que o Euroliberal não é uma pessoa de carne e osso, não é um blogueiro, mas sim um programa que reage automaticamente e sempre da mesma forma a certas palavras – funciona quase como um vírus, só não se instala na software, por isso é inofensivo…
Arsénico: ”Diga lá então, como pára a chuva de rockets em Israel? Constrói um guarda-chuva gigante? Ou põe as cidades israelitas de baixo do chão?”
É isto que as pessoas não querem compreender e vêm com a história da desporporcionalidade!!! Digo e repito, é fácil de imaginar que mesmo que o Hamas atirasse só pedras isso tornaria a vida dos habitantes de Israel insuportável. Mas o problema é mais grave, porque por enquanto vão atirando foguetes artesanais, mas quem garante que no futuro não possam utilizar armas químicas ou mesmo nucleares ?
Manuel Leão: ”Apesar de tudo é sempre preferível a McCain, mas vamos ter Realpolitik por muitos anos.”
E ainda bem! O que é que você queria? Um maluquinho como o Chavez ou o Ahmadinejad a governar uma super-potência!!!
“Arsénico: ”Diga lá então, como pára a chuva de rockets em Israel? Constrói um guarda-chuva gigante? Ou põe as cidades israelitas de baixo do chão?”
Há uma solução simples e radical, de resultado imediato, a única conforme ao direito internacional:
Aceitar eleições gerais na Palestina, segundo o princípio ONE MAN, ONE VOTE, e reconhecer o governo de maioria daí resultante, provavelmente muçulmano, abolindo assim de facto o regime de apartheid. Foi o que a Africa do sul fez e deu resultado. A guerra acabou logo. Para sempre. Mas iSSrael é uma ditadura nazi e tem medo da democracia…
De qualquer modo, o agressor ocupante não tem NUNCA à face do direito qualquer direito de legítima defesa. Tudo o que faça contra o ocupado (que, esse sim, tem o direito de legítima defesa) constitui crime contra a humanidade, que só pode agravar o seu caso…o qual já é desesperado (já dá largamente para todos irem fazer tijolo…)
Fala-se em direito internacional, mas parece que o direito internacional da época ja não vale e tem que ser posto em causa, tem que ser feita a análise com base nos paises que desde então e actualmente passaram a integrar a onu, por esta lógica vamos ja rever tudo aquilo que foi criado anteriormente pelas geraçoes precedentes com base no direito que tinham. Ate parece que o estado de israel foi criado fora da lei numa negociata de amigos e não numa instituição politica da época com a representação própria da época.
Em 1917, Lord Balfour, o secretário inglês para os Negócios Estrangeiros, fez publicar a Declaração Balfour, em que apoiava a imigração de judeus para a Palestina e o estabelecimento de um “lar nacional para o povo judeu” na região, afirmando que “nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes”
As decisões da Sociedade das Nações, a seguir à Grande Guerra, o documento adoptado pela SDN em 24 de julho de 1922, que confiava o mandato sobre a Palestina à Grã Bretanha , precisava:
“O mandatário assumirá a responsabilidade de instituir no país um estado de coisas político, administrativo e económico. capaz de assegurar o estabelecimento do estado nacional para o povo judeu (art. 2).
(…) A administração da Palestina facilitará a imigração judaica em condições convenientes e de acordo com o organismo judaico mencionado no artigo 4. Estimulará o estabelecimento intensivo dos judeus nas terras do país, incluídos os domínios do Estado e as terras sem cultivar (art. 6)”.
Incapaz de conseguir uma solução acordada entre árabes e judeus, a Grã-Bretanha transferiu a decisão para a ONU, que nomeou uma Comissão Especial para a Palestina (UNSCOP) para planear uma solução. O resultado não foi unânime: os delegados de 7 países Canadá, Checoslováquia, Guatemala, Holanda, Peru, Suécia e Uruguai recomendaram o estabelecimento de dois estados separados, um judeu e outro árabe, ligados por uma união económica, com Jerusalém como um enclave internacional. 3 países Índia, Irão e Jugoslávia recomendaram um estado unitário com províncias árabes e judias. A Austrália absteve-se.
Em 14 de maio de 1947, Gromiko, o delegado soviético, pronunciava-se, na tribuna da ONU, por um “estado judeu-árabe único com direitos iguais para os judeus e os árabes”, precisando todavia: “Se esta solução resultar irrealizável devido as relações cada vez mais tensas entre os judeus e os árabes (…), então teria que se estudar uma segunda solução (…) que incluísse a divisão em dois estados independentes, um estado judeu e um estado árabe”. Em 29 de Novembro de 1947 era aprovada a partilha da Palestina em 2 estados, pela resolução 181 na Assembleia Geral da ONU. A Grã Bretanha, que se absteve, anunciou que não cooperaria na aplicação desse plano e que conservaria todos os seus poderes até ao fim do mandato que fixou para 15 de Maio de 1948.
Pelos resultados da votação pode verificar-se que todos os países árabes ou islâmicos votaram contra. Os países árabes declararam imediatamente que não aceitariam a decisão e que se iriam opor a ela pela violência. Entre 7 e 15 de Outubro tinha-se realizado a reunião do Conselho da Liga Árabe em Aley (Líbano) onde foi encarada pela primeira vez a possibilidade de uma intervenção militar na Palestina.
Assim começou a guerra da independência, em que o novo Estado de Israel enfrentou os exércitos do Egipto, Síria, Transjordânia, Líbano, Iraque e os próprios palestinos, muitos dos quais foram induzidos a abandonar seus lares, na expectativa de um próximo retorno com a vitória dos exércitos árabes. Azzam Pashá, Secretario Geral da Liga Árabe afirmava: «Esta será uma guerra de extermínio e de grandes massacres, da qual se falará como dos massacres mongóis e das cruzadas».
Resultado da votação da criação do estado de israel:
Votaram a favor: 33
Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bielorússia, Canadá, Costa Rica, Checoslováquia, Dinamarca, República Dominicana, Equador, França, Guatemala, Haiti, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Nicarágua, Noruega, Panamá, Paraguai, Peru, Filipinas, Polónia, Suécia, Ucrânia, União Sul Africana, U.S.A., U.R.S.S., Uruguai, Venezuela.
Contra: 13
Afeganistão, Cuba, Egipto, Grécia, Índia, Irão, Iraque, Líbano, Paquistão, Arábia, Saudita, Síria, Turquia, Yemen.
Abstenções: 10
Argentina, Chile, China, Colômbia, Salvador, Etiópia, Honduras, México, Reino Unido, Jugoslávia.
Caro Euroliberal
A minha prifissão e os meus estudos académicos, são de pouca importância.
Conheci em tempos uma pessoa que cada vez que era confrontado com argumentos contraditórios, e faltando melhor resposta dizia: “eu sou ecónomista por isso eu é que sei.”
Entretanto cresceu, ficou mais maduro e mais seguro, e hoje é um excelente conversador, alguem que conhece as regras do confronto de opiniões.
Tenha esperança, V/ chega lá.
“Jerusalem será ibertada”
Quer V/ ver que para alem de jurista ainda é cruzado.
Quanto ao direito internacional e ao direito natural.
Questão pertinente por si levantada.
Quer por força do direito positivo, resoluções da ONU, quer por força do Direito Natural Israel tem direito a existir.
Eu explico a minha visão.
O direito natural é modelo do direito positivo porque representa o modelo de direito que deveria vigorar.
Penso que V/ aceita que todos os povos, de acordo com a ideia do que deveria ser o direito positivo, têm direito à sua autodeterminação.
Penso que sabe que sempre residiram judeus na zona da Palestina.
Penso que sabe que a questão do estado de Israel se prendia inicialmente com esses judeus que la residiam, e que de lá nunca tinham saido.
Penso que sabe que das primeiras vezes que se fala do estado de Isarel, fala-se de dividir a zona em dois estado, um para os arabes naturais da região outro para os judeus naturais e residentes na região.
Ora reconhecendo aos povos da região o seu direito a se autogovernarem, ou aceita de acordo com o direito que deveria ser ( direito natural ) que todos têm um igual direito, ou então mais uma vez falha V/ em congruencia.
Mas V/ é que é jurista, por isso V/ é que sabe.
Quanto ao meu Nazismo.
De acordo com a ética da responsabilidade sou responsavel por considerar que ambos os povos têm direito a se auto-determinar.
V/ é que defende que apenas um tem esse direito natural.
Curiosa definição de direito natural V/ tem, na qual o principio da igualdade dos povos é afastada logo à cabeça.
Essa forma de pensar tem qualquer coisa de parecido com aquilo que V/ diz que eu sou.
Carmo da rosa:
Não deve ter lido bem o que eu escrevi. Eu sou dos que não me iludi! Não espero nada de especial.
Tenha calma antes de responder!
Quanto a «um maluquinho a governar uma super-potência», essa é mesmo muito subtil, mas o Bush, se conseguisse detectar tal subtileza, não deveria gostar mesmo nada!
É bom saber que ainda há gente com sentido de humor.
“Não espero nada de especial.”
Caro Manuel Leão, então peço desculpa, você afinal é um pragmático apologista da Realpolitik, e é naturalmente contra sonhadores revolucionários que acabam sempre em ditadores. Muito bem, eu também…
Carmo da rosa:
Continua a não perceber nada!
O que eu gostaria é que as acções estivessem de acordo com o discurso. Mas há muito tempo que deixei de acreditar em discursos bonitos. Por isso não tenho ilusões. Apenas espero pelos resultados. Mas, a parte humorística do seu comentário, estava naquela de «um maluquinho a governar uma super-potência». Mas parece que você não atingiu a piada! Nem se lembrou de quem tem estado a governar a super-potência. Enganado estava eu quando julgava que você era dotado de um grande sentido de humor. Desculpe…
34 Lidador
7 Jan 2009 às 18:16
O xatoo tem razão.
“Há uma conspiração judaico-sionista-maçónica e isso, para o domínio mundial e não só.
De facto o Pato Donald conspirou com Herzl, Eichman e Beria para fazer cair a Bolsa de Nova York e causar a Grande Depressão, na qual o Tio Patinhas, o Rotschild e 14 milhões de revisonistas kulaks, a mando do Ariel Sharon, cruzaram o Mar Vermelho e atacaram Meca.”
–Este comentário merece uma medalha.
Do melhor que já li pelo sentido de humor ,pela paciência e sobretudo pela capacidade de discernimento e a classe da escrita.
@ Manuel Leão:
”Mas parece que você não atingiu a piada! Nem se lembrou de quem tem estado a governar a super-potência.”
Lembrei-me perfeitamente, mas não vejo o Bush como um maluquinho, muito menos como um sonhador revolucionário – apesar de ser, por vezes, mais progressista que muita gente que escreve neste site, e que se julga muito de esquerda!!!
Vou-lhe dar alguns exemplos de maluquinhos que governam para ver se a gente se entende: Ahmadinejad, Mugabe e Chavez.