A revista de esquerda The New Yorker fez esta capa. Uma ironia às campanhas de difamação contra o casal Obama. Mas a reacção veio da própria candidatura de Obama. É natural. A ironia é a mais sofisticada forma de humor e a comunicação política em momentos eleitorais é a forma menos sofisticada de comunicação. Claro que Obama percebeu a capa. Mas o seu receio de que ela não fosse percebida é mais do que fundado.
Por Daniel Oliveira 16 Jul 08 em Sem categoria



Acho horrivel esse jornal criticar o Obama só por ele ser muçulmano.
Às vezes os jornais diários com aquela pressa de publicar, de ir para as rotativas, precipitam-se e sai asneira.
Mas acho mal (não sei se observaram que estão a tentar apagar a lareira com uma bandeira america) que tentem dar a entender que com Obama a américa apaga o fogo da guerra do iraque.
O falecido Papa João Paulo II já tinha dito aos americanos para não atacarem o iraque, mas eles não ligaram. Agora pensarem que compensam elejendo um muçulmano é ridiculo. Deviam era vir-se embora imediatamente.
E aquele do quadro não é o Bin Laden, com a cara cortada ao meio?
Bom isso já parece a gozar (a irmã do Obama está mesmo de frente para o quadro e não está avisar o Obama) - não venham dizer que é o Lincoln por causa da barba. Quase que juro que é o terrorista, o Bin Laden.
Estive a ver no Google e aquele é o Bin Laden sem dúvida alguma (o terrorista que se meteu num avião e atirou-o contra as torres gémeas e morreram milhares de pessoas que estavam lá dentro).
Era engraçado ver a reacção dos estadunidenses se tentassem exportar para lá esse jornal. Aliás pela net eles vão saber.
Pois e , o humor e uma grande arma, mas as vezes
pode ser um bocado traiçoeira.Desta feita foi isso mesmo.Porque fazer uma capa destas e depois vir dizer que e uma ironia que visa desfeitiar as recentes campanhas difamatorias que agrediram Obama nao e ma, mas e uma arma de pelo menos 2 gumes.
Quanto a capa por si mesma nao faz o meu gosto.
Mas fara concerteza o gosto dos que adoram a ventania da ma lingua e dos altos numeros de vendas.
É Bin Laden. Faz parte da ironia.
Bem me parecia. Aquilo deve ser tudo a gozar!
Caro (a) Ora Pois: Obama não é Muçulmano.
A Bandeira está a ser queimada e não a apagar coisissima nenhuma. A figura feminina é Michele - a mulher de Obama e não a sua irmã, o NY vende-se nos USA e o Bin Laden não atirou com nada -quando muito mandou atirar. Voçê deve ter um QI abaixo de 80.
“ir para as rotativas” (?) “apagar a lareira com uma bandeira americana” (?) “o terrorista que se meteu num avião e atirou-o…” (?)
A pura da ignorância.
Talvez a piada não seja tão inocente como isso…
Veja-se quem dirige e paga a revista.
Isto é mais que ironia é piada de mau gosto, e não tenho duvidas que quem o fez fê-lo DELIBERADAMENTE.
Oh Ora Pois, você bateu o recorde da parvoíce… ou então é de propósito!
Cheira-me que você é um heterónimo de outra criatura que por aqui “pasta”.
Um bom comentário sobre este assunto pelo sempre excelente Bob Somerby:
http://www.dailyhowler.com/dh071508.shtml
PS: Sim, “Ora Pois”, já se entendeu. É muito inteligente.
Obviamente que vai muito além do tolerável. Imaginem que nas últimas legislativas uma revista publicava uma caricatura exagerando os boatos que correram sobre Sócrates para ironizar… Não vale tudo, não existe liberdade de expressão sem limites! E depois de feita a asneira como é possível remediá-la? Publicando uma caricatura de sinal contrário, tipo Obama vestido de rabino com a mullher vestida de freira e um retrato do Charlton Heston na sala oval?
Parece que os comentadores que por aqui vegetam também iam bem na cantiga… e perdiam completamente a ironia… pela forma como comentam o “Ora pois”… incluindo o Daniel… e ainda lhe chamam burro…..
lp. incluindo o Daniel?
Opinião pessoal em:
http://meninorabino.com/2008/07/17/o-martir/
Fantástico caricatura.
“seu receio de que ela não fosse percebida é mais do que fundado” não subestime os americanos
Mau sinal o Hussein NObama não ter sentido de humor…eheheh…digo eu que queria o Nader.
Abraço,
Ao que parece é famosa uma peça de televisão feita ao tempo que criticava fortemente Ronald Reagan. No dia seguinte, o staff de RR telefonou à jornalista responsável a agradecer. Ela ficou perplexa e perguntou porquê os agradecimentos se ela tinha dito bastante mal dele. E a resposta foi:
“But if you turned the sound off, he looked great!”
É por isso que esta capa é um tiro no pé,
se quem a fez pensava estar a contrariar mitos. Os democratas deviam prestar mais atenção a George Lakoff.
A ironia percebeu-se , tambem e aqui para nos nao e assim taaaao inteligente que nao se perceba , e ate muito simples , nao sao necessarias operaçoes matematicas complicadas para la chegar.
Mas nem todas as ironias sao conseguidas, nem todas tem graça , nem todas fazem rir e esta ate bem pelo contrario.E se visava desfeitiar anteriores
“ironias” difamatorias, para alem de nao ter graça falhou aquilo a que se propunha.
Obviamente que vai muito além do tolerável.
Esta é a frase do ano. É claro que a única pessoa autorizada a dizer onde está o além é o senhor que escreve o comentário.
Por exemplo o boneco do Papa com um preservativo no nariz, presumo que na sua opinião está dez centímetros antes do além.
E a princesa Letizia a ser (palavra não publicável) pelo príncipe fica-se a uns pequeninos cinco centímetros.
Ora o que temos aqui é um boneco político que como boa caricatura se presta a cada um ver nele os seus fantasmas.
Que o New Yorker (já agora para um senhor que escreve, esclareço que é uma revista muito apreciada pela esquerda super-inteligente americana) tenha sentido a necessidade de se explicar mostra muito bem que há pessoas sobre as quais não se pode fazer humor.
Quais são essas pessoas, terei muito prazer em explicar.
Disclaimer
Este apontamento não contêm nenhuma ironia e pode ser lido por todos e entendido logo à primeira vez.
Essa é boa!
Ora então, uma caricatura de mau gosto acaba por ser uma crítica ao mau gosto!
Fantástico - assim vale tudo.
O que conta não é a peça, mas o estado de espírito do seu autor!?
Até esta aparente crítica ao Daniel pode não o ser; pelo simples facto de poder estar a ser feita com ironia, e quem escreve está, na realidade, a elogiá-lo!?
Só não percebo é se o daniel acha que a caricatura é, efectivamente, ultrajante, ou se está a dizê-lo ironicamente!?
A partir de agora sugiro que, após as suas opiniões, escreva se está a gozar ou não!
Não vão os leitores não perceber - será assim tão difícil perceber?
Claro que a absurda reacção de Obama tinha que ser devidamente relativizada pelo DO. Se fosse McCain ou Bush, o comentário de DO seria que eles são imbecis e por isso não percebem o que é hironia. Mais uma vez, post típico.
“..tenha sentido a necessidade de se explicar mostra muito bem que há pessoas sobre as quais não se pode fazer humor..”
Não concordo, o problema não é a pessoa é a situação. Estamos a poucos meses das eleições.
A caricatura do Papa ou dos principes de Espanha não altera nada, esta pode fazer perder umas eleições. Mas claro, eu sou suspeito porque sou Pró-Obama.
Enfim, um caso corriqueiro igual aos outros:
1. Uma revista publica um cartoon.
2. Os atingidos ficam ofendidos
2a. ANOMALIA NO SISTEMA: os principes porque são principes têm direito a que a revista má seja retirada das bancas
3. A revista explica-se
4. os comentadores de acordo com as suas paixões fazem os comentários apropriados
… and life goes on.
O insulto parece ter tomado conta dos comentadores do Arrastão.
Estive a consultar a Wikipedia ( e devo ter mais livros em casa que muitos dos para aqui vêm comentar).
O Bin Laden de facto não ia no avião. E depois? Qual é a DIFERENÇA ? É terrorista ou não? Pô-lo no quadro é provocador ou não?
Quem pode afirmar se a bandeira está a apagar ou a ser queimada? Ela está SOBRE o fogo, não envolta nele.
Quanto à religião só me interessa a minha.
A revista (vi no Google NEWS) foi atacadissima como eu pervia!! ATACADISSIMA pelos estadonidenses. Até pedi desculpa.
Tudo como eu pervi. Há certas pessoas que sabem muitos detalhes mas são incapazes de perver a reacção dos outros seres humanos. Se isso é saber tudo vou ali e já volto.
Senhor Alexandrino, obrigado por me distinguir com o título de “frase do ano”. Para quem me acusa de pretender ser a única pessoa autorizada a dizer onde está o além, convenhamos que o senhor Alexandrino também não é nada modesto.
Se quer mesmo a minha opinião, o cartoon dos autointitulados príncipes de Espanha está para além do tolerável, o cartoon do Papa é perfeitamente tolerável. Quem define o que é tolerável? A cidadania de cada país. Como se apura a cidadania? pela opinião, pelo debate.
Repetindo, publicar na CAPA de uma revista um cartoon de um candidato a presidente como muçulmano seguidor de Bin Laden, no país do 11 de Setembro, é entrar na campanha política, e não me parece que seja em favor de Obama, por muito que façam desenhos a explicar o que é a New Yorker. É intolerável porque associa explicitamente Obama ao “terrorismo árabe”, fantasma nacional americano. A New Yorker quis provocar um efeito devastador, e por isso mesmo publicou o cartoon na CAPA e não no interior, onde a repercussão seria bem menor.
Sejamos justos, alguém aqui pensa que aquele cartoon acrescentou algum voto a Obama? E quantos retirou, nomeadamente de indecisos?
Eu gosto do Obama e achei piada à capa, pura e simplesmente porque é ironia, e porque a ironia tem que ser percetível para ser compreendida e “disfrutada”. Mas temos de ter cuidado com o que se publica porque há gente que tem a mania da perseguição e nem todos conseguem perceber as ironias, especialmente as mais subtis.
Estive a ler o que o Marco Moreyra escreveu no blog dele e realmente dá que pensar. Mas na volta é mesmo só brincadeirinha.
O contexto em que está inserido a caricatura é o que o Daniel Oliveira escreve, é ver o Daily Show com o Jon Stewart e a sua barackfobia, só rir.
Estimado Fado Alexandrino: estou consigo.
Os puritanos do politicamente correcto da esquerda “moderna” que aguentem, pois nas democracias é assim. A eles, ainda lhes custa um bocado haverem atrevimentos destes…e logo vindo de uma revista esquerdalha.
Digo eu…
Quem define o que é tolerável?
Como muito bem demonstrou, é o senhor.
Repare que eu não classifiquei nenhum dos exemplos que lhe indiquei, limitei-me a imaginar a sua classificação, no que apenas acertei metade.
É possível que não saiba uma coisa.
E essa é que na América os jornais, as revistas e as televisões tomam partido por um dos candidatos e não fazem como os jornalecos portugueses que se envergonham de tomar partido e para disfarçar nas suas páginas colocam a média nacional de comentadores ou seja quatro de esquerda para um de direita.
Veja lá que até nas televisões quando passam um senador tem logo o cuidado de colocar em oráculo o partido a que o mesmo pertence.
Aqui um membro importante do PCP (e isto é apenas um exemplo) passa por analista informático.
Portanto e resumindo a revista pode fazer as caricaturas que entender.
Tem-no feito ao longo da sua existência.
Ter vindo dar uma explicação mostra que há pessoas que acreditam, provavelmente com alguma razão, que nunca devemos esquecer as nossas origens.
Você é teimoso, senhor Alexandrino, ao permitir-se julgar que por eu ter opinião defendo que essa é A opinião.
Quanto ao que o senhor pensa que eu penso devo elucidá-lo que, no que respeita à comunicação social, boatos e quejandos, a minha posição é de princípio. Por isso mesmo me manifestei no meu partido à época, o PCP, contra a campanha de assassinato de carácter de Sá Carneiro por viver em “concubinato” com Snu Abecassis.
E por isso mesmo me manifestei no meu partido actual, o BE, sempre que alguém, off-record, vinha com os boatos sobre Sócrates.
Tal como me manifestarei se o senhor Alexandrino, enquanto figura pública, vier a ser alvo de calúnias, insidias ou outras atitudes como a que, na minha opinião, atingiu agora o senhor Obama.
Até doi ver alguns destes comentários.
Pensei que era óbvio que o problema da capa é que pretende ser uma caricatura do que se diz do candidato, e não do candidato.
Melhor, pretende mostrar que o que se diz do candidato é uma caricatura.
Mas faz isso limitando-se a retratar fielmente a caricatura, e como tal não chega a questioná-la.
Por isso, vindo de onde vem, não é sequer uma boa caricatura. E mereceu as criticas que diziam isso e não outras.
“A partir de agora sugiro que, após as suas opiniões, escreva se está a gozar ou não!”
Ora ai esta.
Exactamente e os autores /autor da capita deveriam ter posto um rodape, ou mesmo instalado no tal desenho uma referencia ao estado de espirito para os menores de compreensao que infelizmente sao muito, dizendo algo do genero–va la meus senhores isto e so a brincar.–ficava-lhe /s bem e talvez ate fizesse rir.
Ja ouvi de tudo a proposito dete evento,a melhor foi a de um comentador que disse na Tv que a revista e muito especial, dirgida a gente muitissimo especial
( ele queria dizer especialmente inteligente e de bom extracto social lol ) e que portanto nao e caso para criticas porque qualquer pessoa ( do tal extracto especial a que a revista se dirige ) compreenderia a ironia.Lol.
Esqueceu-se que a revista mais a capa mais o tal extracto especial cairam de bandeja na mao dos media e que era isso mesmo que se pretendia.
Esqueceu-se dos milhares de pessoas representados pelos media que nao esta no tal extracto especial mas todos os outros; e que sendo assim tais ironias feitas sob a capa da defesa se tornam ainda mais perigosas do que os ataques.Esqueceu-se ele mais o autor da “ironia” e os dirigentes do “The New Yorker”–estimavel veiculo informativo que desta feita meteu e como os pezinhos todos na poça.
Ah e acrescentou ( ele o comentador ) que se isto fosse com o Bush ninguem protestava.Pois eu acho que nao , alguem protestaria , quanto mais nao fosse o proprio Bush que pode ter muitos defeitos mas ate agora, mesmo com erros de gramatica e mais imprecisoes nunca deixou de dizer o que pensa.
No entanto essa e fraca desculpa para defender gracinhas e ironias que visam , muito embora com pezinhos de la denegrir pesssoas junto das multidoes.E tentar defender tais insulos com as desculpas de que sao ironias para meia duzia de inteligentes priveligiados com dinheiro para compar revista de elite lol e fraquissima desculpa.
Tambem esqueceram um pequeno detalhe:
-a “The New Yorker” pode ser a revista mais inteligente e sofisticada do mundo, mas nem todos os pobres sao estupidos.
Que ironia tão, tão mas tão sofisticada. Apre. (Gosto particularmente da bandeira americana a arder na lareira).
ai não é a arder? está a apagar? tá bem.
Nao e’ ironia, e’ satira!