A Educação vai ter, no próximo Orçamento, um corte de 4,5% em relação à estimativa de execução no Orçamento anterior.
Por Daniel Oliveira 17 Out 06 em Sem categoriaA Educação vai ter, no próximo Orçamento, um corte de 4,5% em relação à estimativa de execução no Orçamento anterior.
Por Daniel Oliveira 17 Out 06 em Sem categoria
O número de alunos também decrescerá, pelo que o corte real não será de facto de 4,5%.
Além disso, é sabido que a educação é em Portugal um campo de enorme desperdício e brutal ineficiência. Gasta-se imenso dinheiro para se produzir jovens que sabem muito pouco. Claramente, a educação em Portugal não é uma questão em que atirar mais dinheiro para o problema o vá resolver.
O corte de 4,5% apesar de não ser um grande corte, devido à diminuição de alunos, número de escolas e professores contratados, pode constituir um pequeno problema para o ensino.
Ora, uma das coisas em que o ensino tem tido dificuldades é em resolver problemas e em ensinar a resolver problemas. Agora, por força das circunstâncias, pode começar a experimentar.
Temos caído na crença de que o dinheiro resolve tudo. Vai sendo tempo de ensinar as crianças a viver com num estado de pobreza, próprio de um país, sem que o aquecimento das salas e outras comodidades do género seja eternamente pago a crédito.
mesmo com a diminuição do numero de estudantes, no que toca à real modernização das salas de aulas, por exemplo, este corte não facilita a coisa.
a modernização não passa só pelo aquecimento.
A despesa não se mede por número de alunos. A estruturas fixas estão lá. Adoro essa ideia de que não é atirando mais dinheiro (é menos!)para o problema o vai resolver. Vmos aplicar isso à área de investigação, Luís? Aceitas? Vais estar de acordo?
por acaso, as empresas neste rectangulo à beira mar plantado tem uma tradição (ou vicio) de não investir em investigação nem em fornação.
depois é o que se vê…
Sim, sim vamos exigir mais dinheiro para a educação, para a saúde, para a a segurança social, para a justiça. O que Portugal precisa é de gastar mais e mais e mais. Força Portugal vamos gastar!!!
Santa paciência….
Luís Lavoura, nós é que sabemos tudo, não? Os que se seguem são todos incapazes… Haja paciência!
Tiago, não o vejo queixar-se com a proposta de reintrodução de benificios fiscais aos PPR.
Daniel, em matéria de estruturas fixas, parece que o número total de escolas também diminui (porque, por força da redução do número de alunos, se fecham escolas), e o número total de professores também terá que diminuir, de alguma forma. Pelo que, o gasto em estruturas fixas também diminuirá.
É claro que atirar MENOS dinheiro para um problema dificilmente ajuda a resolvê-lo. Mas, quando é hora de apertar o cinto, dificilmente se aceita que se continue a gastar tanto dinheiro num campo onde a ineficiência é tão gritante, como na educação.
(Declaração de interesses: o meu filho anda numa escola estatal, na qual já me pediram dinheiro para ajudar a comprar papel higiénico e giz.)